Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3821359 Português
Assinale a alternativa que indica a transitividade correta da forma verbal “falam” no trecho a seguir:
“Os nomes mais comuns não falam de falta de criatividade”.
Alternativas
Q3821249 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

Considerando o trecho “Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência”, assinale a reescrita que mantém o sentido e a colocação pronominal CORRETA. 
Alternativas
Q3821247 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

Quanto ao período “Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.”, a alternativa que apresenta reescrita adequada, conservando concordância e sentido, é: 
Alternativas
Q3821245 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Cultura de paz na escola



    Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.

    O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.

    Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.

    A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.

    Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.

    Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.

    O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.



(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)

No período “O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.”, a estrutura sintática pode ser classificada como
Alternativas
Q3820993 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Leia o texto a seguir:


"Recentes estudos já demonstraram que o café é capaz de proteger a saúde do coração e prevenir doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson", aponta a médica Cíntia Cercato, endocrinologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Por outro lado, abusar do café pode causar arritmia, agitação, irritabilidade, nervosismo e insônia. Em gestantes, o consumo acima da quantidade segura pode causar atraso na formação cerebral do feto. [...]


Quantidade segura


A endocrinologista afirma que não há problema tomar café todos os dias, mas alerta que a dose diária de cafeína depende de cada pessoa:


- Adulto saudável com cerca de 70 kg: de 300 a 400 miligramas de cafeína (o equivalente a 4 xícaras de café coado)


Crianças (a partir de 2 anos) e adolescentes: 100 miligramas de cafeína (cerca de 1 xícara coado)


- Gestantes e lactantes: 200 miligramas de cafeína (cerca de 2 xícaras coado)


- Sensíveis à cafeína: de 100 a 200 miligramas de cafeína


O café expresso tem o triplo de cafeína que o coado. [..] Vale lembrar que a cafeína está presente no cacau, no guaraná e em alguns chás. Por isso, não deve ser contabilizada somente a cafeína do café, mas de tudo o que consumimos no dia (por exemplo: chocolate, achocolatado, refrigerante à base de guaraná ou cola, chá etc).


(Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/viva-voce/noticia/2020/06/09/cafe-afinal quantas-xicaras-posso-beber-por-dia-como-adocar-de-forma-saudavel veja-essas-e-outras-duvidas.ghtml. Acesso em: 06 nov. 2025. Adaptado.)


No trecho: "A endocrinologista afirma que não há problema tomar café todos os dias, mas alerta que a dose diária de cafeína depende de cada pessoa", a palavra em destaque pode ser substituída, sem alterar o sentido, por:
Alternativas
Q3820307 Português
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as regras de concordância verbal a suas respectivas aplicações: 

Primeira coluna: regras

1.O verbo vai à terceira pessoa do singular se a oração não tem sujeito.
2.Se o sujeito é formado por expressão partitiva, o verbo concorda com o núcleo sintático da construção ou com o substantivo/pronome da expressão.
3.Quando o sujeito simples está posposto ao verbo, este concorda com núcleo do sujeito.
4.Se o sujeito é resumido ou retomado por um pronome indefinido em função de aposto, o verbo concorda com o aposto.

Segunda coluna: aplicações

(__)O ministro apresentou o documento que assinaram os países presentes na reunião anual.
(__)Trata-se de um capital político imenso, mas instável e perigoso para desenvolvimento de políticas públicas mais inclusivas.
(__)A ciência, a tecnologia, a educação, a saúde, nada disso funciona bem sem investimentos robustos.
(__)Em 20 anos, metade dos carros vendidos no mundo não vão queimar combustível.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3820304 Português
Dicionário do Fim do Mundo

O que é mitigação?


Qualquer intervenção humana para reduzir impactos e desacelerar a mudança climática

MITIGAÇÃO é como apertar o freio para desacelerar as mudanças climáticas. Envolve qualquer ação tomada por governos, empresas ou pessoas para reduzir ou prevenir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), ou para incrementar os mecanismos que removem esses gases da atmosfera, os chamados "sumidouros de carbono".

Entre as principais estratégias de mitigação estão: a transição para energias renováveis, como solar e eólica; o aumento da eficiência no uso da energia em diversos setores; o investimento em transportes de baixo carbono; além de discussões sobre práticas agrícolas e uso da terra. Modelos de produção, consumo e alimentação também entram nessa conta.

Já para ampliar os sumidouros de carbono, é preciso restaurar florestas, manguezais e áreas úmidas, manter o solo saudável e proteger ecossistemas terrestres e marinhos.

Segundo o IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas, a mitigação precisa ser ambiciosa e imediata. O relatório mais recente alerta que, sem uma redução significativa nas emissões até 2030, será difícil evitar que o aquecimento global ultrapasse o limite de 1,5 °C.

A mitigação também inclui tecnologias emergentes, como captura e armazenamento de carbono, mas a prioridade continua sendo a eliminação gradual do uso de combustíveis fósseis.


(Disponível em: https://reporterbrasil.org.br/2024/11/o-que-e-mitigacao/. Acesso em: 06 dez. 2025.)
A vírgula é usada por diversos fatores que envolvem o processo de construção de um texto. Entre esses fatores, está separar o adjunto adverbial anteposto ao verbo. Considere os trechos a seguir, extraídos do texto, e assinale a alternativa em que a vírgula (ou as vírgulas) foi usada para separar o adjunto adverbial anteposto:
Alternativas
Q3820303 Português
A indignidade como política pública

José Castilho

[...]


As várias razões que atuam em favor da não leitura em todo o planeta, como a nefasta desumanização imposta pelo mundo neoliberal, simbolizado nas Big Techs que instituiu o comando das telas na gerência das nossas vidas virtualizando radicalmente o tempo e o espaço, não superam a ausência ou a má política pública porque ela é estruturante e é a única que consegue trabalhar em escala de um país continente para proporcionar (ou retirar) o direito à leitura e à escrita. [...]

Se o direito à leitura é a chave de todos os outros direitos no mundo contemporâneo, é preciso dizer que um povo que lê com proficiência tem melhores instrumentos para resistir à servidão e aos muitos discursos de engano do mundo contemporâneo. Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático.

É preciso lembrar que nos tempos medievais apenas os ungidos pelo poder real, eclesiástico ou patriarcal podiam ler aos outros. Somente no surgimento da Modernidade, que nos trouxe novas tecnologias com Gutemberg, o Estado Moderno e os primeiros contrapesos da vida democrática, que as utopias da inclusão e da equidade social elegeram o livro e a leitura como instrumentos essenciais à vida em sociedade num estágio civilizatório mais avançado.

Desde então, períodos de crescimentos se alternam aos regressivos, regulados por períodos históricos onde livros são odiados e jogados às fogueiras ou, inversamente, são incentivados e formam esteios civilizatórios para uma humanidade que anseia caminhar para um convívio melhor e mais equânime.

Por fim e em meio a tantos motivos fundamentais à vida para incentivarmos a formação de leitores/as, lembro nossa conjuntura imediata, esta em que vivemos sob a predominância das fake news como prática política e a urgência de superarmos esse patamar odioso que gera violência e instabilidade permanentes. Mais uma vez, e a propósito, cito a Profª. Eliana Yunes:

"Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala. É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural. A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história."


(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2024/12/20/a-indignidade-co mo-politica-publica. Acesso em 06 dez. 2025. Adaptado.)
"Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala. É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural. A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história."
Na citação que o autor apresenta no texto e destacada aqui na questão, observa-se que toda ela foi construída pelo processo de coordenação, seja com o uso de conjunções ou de adjuntos conjuntivos (orações sindéticas), seja sem esse uso (orações assindéticas). De qualquer maneira, sentidos foram construídos. Tendo isso em consideração, analise as sentenças: 
I.No trecho "Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala", o sentido é de adição, expresso tanto por "não somente..." e pelo "E", quanto pela coordenação sem conectivos.
II.Em "É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural", há duas situações na construção da coordenação: a primeira tem o sentido de conclusão e a segunda tem o sentido de adição, expresso pelo par conjuntivo "não apenas... mas também". Neste segundo caso, além do sentido de adição, o par dá destaque a ambos os sintagmas, realçando-os.
III.O trecho "A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história" poderia ser reescrito com o uso de uma conjunção articulando os dois períodos em um só. As melhores conjunções a serem usadas para manter o sentido do trecho são as explicativas, como "pois".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3820299 Português
A indignidade como política pública

José Castilho

[...]


As várias razões que atuam em favor da não leitura em todo o planeta, como a nefasta desumanização imposta pelo mundo neoliberal, simbolizado nas Big Techs que instituiu o comando das telas na gerência das nossas vidas virtualizando radicalmente o tempo e o espaço, não superam a ausência ou a má política pública porque ela é estruturante e é a única que consegue trabalhar em escala de um país continente para proporcionar (ou retirar) o direito à leitura e à escrita. [...]

Se o direito à leitura é a chave de todos os outros direitos no mundo contemporâneo, é preciso dizer que um povo que lê com proficiência tem melhores instrumentos para resistir à servidão e aos muitos discursos de engano do mundo contemporâneo. Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático.

É preciso lembrar que nos tempos medievais apenas os ungidos pelo poder real, eclesiástico ou patriarcal podiam ler aos outros. Somente no surgimento da Modernidade, que nos trouxe novas tecnologias com Gutemberg, o Estado Moderno e os primeiros contrapesos da vida democrática, que as utopias da inclusão e da equidade social elegeram o livro e a leitura como instrumentos essenciais à vida em sociedade num estágio civilizatório mais avançado.

Desde então, períodos de crescimentos se alternam aos regressivos, regulados por períodos históricos onde livros são odiados e jogados às fogueiras ou, inversamente, são incentivados e formam esteios civilizatórios para uma humanidade que anseia caminhar para um convívio melhor e mais equânime.

Por fim e em meio a tantos motivos fundamentais à vida para incentivarmos a formação de leitores/as, lembro nossa conjuntura imediata, esta em que vivemos sob a predominância das fake news como prática política e a urgência de superarmos esse patamar odioso que gera violência e instabilidade permanentes. Mais uma vez, e a propósito, cito a Profª. Eliana Yunes:

"Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala. É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural. A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história."


(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2024/12/20/a-indignidade-co mo-politica-publica. Acesso em 06 dez. 2025. Adaptado.)
Analise as sentenças que tratam da regência verbal ou nominal das palavras destacadas no excerto:
"Se o direito à leitura é a chave de todos os outros direitos no mundo contemporâneo, é preciso dizer que um povo que lê com proficiência tem melhores instrumentos para resistir à servidão e aos muitos discursos de engano do mundo contemporâneo. Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático."

I.A palavra "direito" pede regência, podendo ser acompanhada por várias preposições a depender do contexto e do sentido que se pretende construir. No contexto em análise, o autor optou pela preposição "a", mas poderia, sem alterar o sentido, ter usado a preposição "de".

II.O verbo "resistir", no sentido de "fazer face a um poder superior, opor-se", pede a regência da preposição "a" para construir esse sentido. É o que acontece corretamente no excerto. 

III.Em "Trata-se de", tem-se uma expressão "cristalizada" no português brasileiro, composta por um verbo com sujeito indeterminado e que pede um complemento indireto. Desse modo, a regência da preposição "de" é necessária para a construção do sentido e não cabe outra preposição nesse contexto.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3819362 Português

Leia o texto a seguir:



Corrida por ingressos para Copa do Mundo começa no dia 10


Enquanto governo Trump adota endurecimento da política migratória nos Estados Unidos, competição se aproxima



    Com início programado para 11 de junho, a Copa do Mundo de 2026 dará início ao concorrido processo de venda de ingressos aos torcedores na semana que vem.


    Na próxima quarta-feira (10), às 11h (horário de Brasília), será aberta pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) a primeira janela para que os interessados em acompanhar as partidas se inscrevam para ter a chance de comprar os bilhetes —haverá sorteio para definir quem poderá adquiri-los. A janela seguirá aberta para inscrições até sexta-feira (12), também às 11h.


    Os sorteados serão notificados por e-mail a partir de 29 de setembro e receberão uma data e um horário para comprar ingressos, com início das vendas programado para 1º de outubro.


    Uma segunda janela para inscrições será aberta entre 27 e 31 de outubro.


    Os preços dos ingressos variam de US$ 60 (R$ 326), em partidas da fase de grupos, até US$ 6.730 (R$ 36,6 mil), para acompanhar a final.


    Primeira edição com 48 seleções —16 a mais do que no Qatar, em 2022—, a Copa terá 104 partidas, com as equipes divididas em 12 grupos com quatro times cada um. Os dois primeiros de cada chave avançam, com as 32 seleções passando a se enfrentar em partidas de mata-mata.


    Os Estados Unidos abrigarão 78 jogos. Canadá e México receberão 13 cada um.


    A busca de turistas por ingressos para a competição no ano que vem começará em meio a um endurecimento na política migratória adotada pelos Estados Unidos.


    Recentemente, o presidente Donald Trump proibiu a entrada de cidadãos de 12 países, com exceção daqueles que têm visto válido ou permanente ou dupla nacionalidade.


    A medida atinge o Irã, um dos países que já garantiram vaga no Mundial. O veto prevê exceções para jogadores, técnicos, funcionários e parentes de membros da seleção asiática, mas bloqueia a entrada de torcedores.


    Presidente da Fifa, Gianni Infantino procurou tranquilizar os torcedores que desejam viajar aos Estados Unidos para a Copa.


    "Acho que é importante esclarecer isso, há muitas ideias equivocadas por aí. Todos serão bem-vindos no Canadá, no México e nos Estados Unidos. Estamos trabalhando exatamente para isso", afirmou o dirigente. "Claro que existe um processo para obter os vistos. Esse processo será tranquilo."


    No fim de julho, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou um alerta para que os interessados em assistir à Copa solicitem os vistos para entrada no país o quanto antes.



Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2025/09/corrida-por-ingressos-paracopa-do-mundo-comeca-no-dia-10.shtml. Acesso em 03/09/2025 

“Presidente da Fifa, Gianni Infantino procurou tranquilizar os torcedores que desejam viajar aos Estados Unidos para a Copa” (11º parágrafo). Nesse trecho, o elemento gramatical em destaque introduz uma oração subordinada:
Alternativas
Q3819361 Português

Leia o texto a seguir:



Corrida por ingressos para Copa do Mundo começa no dia 10


Enquanto governo Trump adota endurecimento da política migratória nos Estados Unidos, competição se aproxima



    Com início programado para 11 de junho, a Copa do Mundo de 2026 dará início ao concorrido processo de venda de ingressos aos torcedores na semana que vem.


    Na próxima quarta-feira (10), às 11h (horário de Brasília), será aberta pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) a primeira janela para que os interessados em acompanhar as partidas se inscrevam para ter a chance de comprar os bilhetes —haverá sorteio para definir quem poderá adquiri-los. A janela seguirá aberta para inscrições até sexta-feira (12), também às 11h.


    Os sorteados serão notificados por e-mail a partir de 29 de setembro e receberão uma data e um horário para comprar ingressos, com início das vendas programado para 1º de outubro.


    Uma segunda janela para inscrições será aberta entre 27 e 31 de outubro.


    Os preços dos ingressos variam de US$ 60 (R$ 326), em partidas da fase de grupos, até US$ 6.730 (R$ 36,6 mil), para acompanhar a final.


    Primeira edição com 48 seleções —16 a mais do que no Qatar, em 2022—, a Copa terá 104 partidas, com as equipes divididas em 12 grupos com quatro times cada um. Os dois primeiros de cada chave avançam, com as 32 seleções passando a se enfrentar em partidas de mata-mata.


    Os Estados Unidos abrigarão 78 jogos. Canadá e México receberão 13 cada um.


    A busca de turistas por ingressos para a competição no ano que vem começará em meio a um endurecimento na política migratória adotada pelos Estados Unidos.


    Recentemente, o presidente Donald Trump proibiu a entrada de cidadãos de 12 países, com exceção daqueles que têm visto válido ou permanente ou dupla nacionalidade.


    A medida atinge o Irã, um dos países que já garantiram vaga no Mundial. O veto prevê exceções para jogadores, técnicos, funcionários e parentes de membros da seleção asiática, mas bloqueia a entrada de torcedores.


    Presidente da Fifa, Gianni Infantino procurou tranquilizar os torcedores que desejam viajar aos Estados Unidos para a Copa.


    "Acho que é importante esclarecer isso, há muitas ideias equivocadas por aí. Todos serão bem-vindos no Canadá, no México e nos Estados Unidos. Estamos trabalhando exatamente para isso", afirmou o dirigente. "Claro que existe um processo para obter os vistos. Esse processo será tranquilo."


    No fim de julho, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou um alerta para que os interessados em assistir à Copa solicitem os vistos para entrada no país o quanto antes.



Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2025/09/corrida-por-ingressos-paracopa-do-mundo-comeca-no-dia-10.shtml. Acesso em 03/09/2025 

“A busca de turistas por ingressos para a competição no ano que vem começará em meio a um endurecimento na política migratória adotada pelos Estados Unidos” (8º parágrafo). O termo em destaque pode ser classificado sintaticamente como:
Alternativas
Q3819358 Português

Leia o texto a seguir:



Corrida por ingressos para Copa do Mundo começa no dia 10


Enquanto governo Trump adota endurecimento da política migratória nos Estados Unidos, competição se aproxima



    Com início programado para 11 de junho, a Copa do Mundo de 2026 dará início ao concorrido processo de venda de ingressos aos torcedores na semana que vem.


    Na próxima quarta-feira (10), às 11h (horário de Brasília), será aberta pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) a primeira janela para que os interessados em acompanhar as partidas se inscrevam para ter a chance de comprar os bilhetes —haverá sorteio para definir quem poderá adquiri-los. A janela seguirá aberta para inscrições até sexta-feira (12), também às 11h.


    Os sorteados serão notificados por e-mail a partir de 29 de setembro e receberão uma data e um horário para comprar ingressos, com início das vendas programado para 1º de outubro.


    Uma segunda janela para inscrições será aberta entre 27 e 31 de outubro.


    Os preços dos ingressos variam de US$ 60 (R$ 326), em partidas da fase de grupos, até US$ 6.730 (R$ 36,6 mil), para acompanhar a final.


    Primeira edição com 48 seleções —16 a mais do que no Qatar, em 2022—, a Copa terá 104 partidas, com as equipes divididas em 12 grupos com quatro times cada um. Os dois primeiros de cada chave avançam, com as 32 seleções passando a se enfrentar em partidas de mata-mata.


    Os Estados Unidos abrigarão 78 jogos. Canadá e México receberão 13 cada um.


    A busca de turistas por ingressos para a competição no ano que vem começará em meio a um endurecimento na política migratória adotada pelos Estados Unidos.


    Recentemente, o presidente Donald Trump proibiu a entrada de cidadãos de 12 países, com exceção daqueles que têm visto válido ou permanente ou dupla nacionalidade.


    A medida atinge o Irã, um dos países que já garantiram vaga no Mundial. O veto prevê exceções para jogadores, técnicos, funcionários e parentes de membros da seleção asiática, mas bloqueia a entrada de torcedores.


    Presidente da Fifa, Gianni Infantino procurou tranquilizar os torcedores que desejam viajar aos Estados Unidos para a Copa.


    "Acho que é importante esclarecer isso, há muitas ideias equivocadas por aí. Todos serão bem-vindos no Canadá, no México e nos Estados Unidos. Estamos trabalhando exatamente para isso", afirmou o dirigente. "Claro que existe um processo para obter os vistos. Esse processo será tranquilo."


    No fim de julho, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou um alerta para que os interessados em assistir à Copa solicitem os vistos para entrada no país o quanto antes.



Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2025/09/corrida-por-ingressos-paracopa-do-mundo-comeca-no-dia-10.shtml. Acesso em 03/09/2025 

“haverá sorteio para definir quem poderá adquiri-los” (2º parágrafo). Se a palavra em destaque fosse substituída por “sorteios”, uma possível reescrita da frase, sem alteração de sentido, à luz da norma-padrão, seria:
Alternativas
Q3819214 Português
Atenção: Considere o trecho do romance A visão das plantas para responder à questão.


    Por maiores que fossem os cuidados do jardineiro, às plantas tanto lhes fazia viver ou morrer. Tanto lhes dava que ele se finasse no sono ou voltasse ao quintal todos os dias. Tanto lhes dava que tivesse encontrado nelas uma razão de viver ou as amasse.

    Se lhes faltasse a rega, murchariam. Não seria por mal, não o levavam a mal. Nada esperavam dele. Se em vez das mãos do jardineiro Celestino viessem outras em seu auxílio, decerto notariam, mas não porque se tivessem afeiçoado aos dedos do capitão, ou porque entre homem e jardim se tivesse estabelecido uma amizade.

    As plantas não estavam cientes da homologia. Desconheciam a sua forma e a ciência que as governava. Bebiam, existiam. Tinham até meio de se governarem sozinhas e de se manterem num compromisso com a terra, a chuva e o vento. Morresse o homem e, alforriadas, iniciariam a sua tomada da casa.


(ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. Todavia, edição digital. Adaptado)
Na definição do gramático Evanildo Bechara, "a repetição de um termo da oração por outro de sentido e função equivalente se denomina pleonasmo". (Lições de português pela análise sintática).

Identifica-se pleonasmo do objeto indireto no trecho:
Alternativas
Q3819211 Português
Atenção: Considere o poema A poesia, de Francisco Alvim, para responder à questão.


Q7_9.png (228×478)

(ALVIM, Francisco. Boa compаnhia: poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2003)
O sujeito da forma verbal "mediu" (verso 10) é:
Alternativas
Q3819210 Português
Atenção: Considere o poema A poesia, de Francisco Alvim, para responder à questão.


Q7_9.png (228×478)

(ALVIM, Francisco. Boa compаnhia: poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2003)
Considerado o contexto, a expressão "só que" (verso 21)
Alternativas
Q3818738 Português
No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes, o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.

O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%). [...]

Para fazer a análise, o IBGE contou o número de árvores de ao menos 1,70 metro em vias públicas. Ou seja, não entra na conta a vegetação em quintais, por exemplo. O instituto considera como vias os becos, vielas, escadarias, palafitas, entre outros locais. Ao fazer comparações, o IBGE leva em conta apenas a população dos 656 municípios que têm registro de existência de favelas.

Nas favelas de Belém, cidade que sediou a COP30 em novembro, 65,2% dos moradores não tinham árvore na frente de casa, marca superior à da média nacional (64,6%).

O chefe do Setor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Filipe Borsani, faz relação direta entre a importância de arborização e a qualidade de vida.

"A arborização, de fato, é variável importante, ainda mais no momento de aquecimento global, a arborização tem a ver com conforto térmico, com melhor condição do ambiente urbano", avalia.


(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/doisem-cada-tres-habitantes-de-favela-moram-em-vias-sem-arvores. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
Analise o trecho a seguir quanto à concordância verbal e nominal e, na sequência, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
"No ano em que o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na qual a preservação e restauração ambiental foram temas recorrentes , o Censo revela que praticamente dois em cada três habitantes de favelas (64,6%) moram em trechos de vias sem ao menos uma árvore em área pública.
O levantamento aponta desigualdade territorial, uma vez que nas áreas fora das favelas, a proporção de moradores em ruas sem árvores recua para três em cada dez habitantes (31%). [...]"

(__)Tanto o verbo "ser" quanto o substantivo e o adjetivo em "foram temas recorrentes" apresentam concordância correta, uma vez que se referem ao sujeito composto "a preservação e restauração ambiental".

(__)A concordância do verbo "morar" está correta e foi feita em relação a "dois". Se a construção fosse "um em cada três habitantes", o verbo deveria estar no singular.

(__)A palavra "fora", no segundo parágrafo, apresenta concordância nominal inadequada, pois deveria estar no plural, concordando com o substantivo "áreas".


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3818737 Português
'Acham que temos que esperar a morte', diz diretora de Livros Restantes , filme que desafia o etarismo

Filme retrata aposentada que redescobre vida viajando, valoriza diversidade catarinense e celebra cinema nacional

O novo filme estrelado pela atriz Denise Fraga, Livros Restantes , parte da pergunta: "Existe idade para parar de viver?". A provocação acompanha a personagem Ana Catarina, uma mulher aposentada que decide deixar a cidade onde viveu a vida inteira para viajar, como explica a diretora Márcia Paraíso. Para ela, a história confronta o etarismo e a forma como a sociedade tenta limitar a existência das mulheres.

"Existe essa coisa da sociedade, do etarismo, de achar que chegamos em um momento em que temos que esperar a morte chegar, ou que determina um espaço para nós, ou que deixamos de ser visíveis. Esse lugar que nos colocam, especialmente as mulheres", afirma
[...].

Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás. Algumas dedicatórias ainda preservavam significado; outras, não mais. Fraga conta que o roteiro a tocou profundamente. "O Livros Restantes parece que chegou pra mim como um carimbo de maturidade também, de coisas que eu tenho pensado. Eu vejo lá esse poder que o cinema tem, horas em que eu estou servindo a personagem, mas estou completamente ali dentro", relata.

Quase todo o longa foi filmado na Barra da Lagoa, em Florianópolis, um território pesqueiro e ponto recorrente da obra de Paraíso. A diretora destaca o desafio de retratar Santa Catarina para além dos estereótipos de um estado "rico, branco e conservador".

"Eu tinha muito preconceito com o estado porque o que eu conhecia de Santa Catarina era o que me venderam sobre Santa Catarina. Mas é o estado da Antonieta de Barros [primeira mulher negra brasileira a assumir um mandato popular]; onde o Movimento [dos Trabalhadores Rurais] Sem Terra é extremamente organizado; produziu um poeta como Cruz e Sousa. Eu gostaria muito que o filme fosse um respiro sobre uma Florianópolis, que tem uma cultura muito peculiar, um jeito de dizer que o Brasil não conhece", explicou.

O elenco conta também com o ator Augusto Madeira, que celebra o momento do audiovisual brasileiro após anos de retrocessos. "[...] Ainda precisamos melhorar, mas estamos muito mais fortes. Então, isso nada mais é que o reflexo de anos e anos de uma política cultural incentivada, contínua", avalia.

Fraga acrescenta, por fim, que "o cinema é, para um país, o maior veículo de comunicação daquela cultura, daquele país para o mundo. Eu nunca fui para a China, toda a China que eu sei dentro de mim é pelo cinema. O cinema é o veículo de uma nação. Ele é uma coisa muito impressionantemente eficaz nesse sentido de ter a identidade de uma nação".


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/12/05/acham-que-temos-que-esp erar-a-morte-diz-diretora-de-livros-restantes-filme-que-desafia-o-etaris mo/. Acesso em: 05 dez. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto a seguir e analise as sentenças que tratam dos verbos destacados quanto à regência, lembrando que os verbos podem ter uma ou várias possibilidades de regência e que você deve considerar a aplicação deles no contexto do excerto:
"Na produção, antes de partir, Ana Catarina toma uma decisão inusitada: devolver os livros que ganhou de amigos décadas atrás."

I.O verbo "tomar", no sentido de adotar uma atitude ou uma decisão, é transitivo direto, ou seja, pede que seu sentido seja completado por um objeto direto. Desse modo, esse verbo, nesse contexto, não é regido por nenhuma preposição.

II.O verbo "devolver", nesse contexto, é bitransitivo, isto é, pede tanto um objeto direto quanto um objeto indireto. No caso do complemento indireto, o verbo será regido pela preposição "a", ainda que, na construção do período em análise, esse complemento esteja subentendido.

III.O verbo "ganhar", no sentido de receber algo, pede dois complementos na construção de seu sentido: um direto (o que ganhou) e um indireto (de quem ganhou). No caso do objeto indireto, o verbo ganhar é regido pela preposição "de".


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3818562 Português
A respeito da concordância verbal, analise os verbos em destaque nas sentenças:

I.Informaram que o novo lote de vacinas chegará.
II.Haviam sinais de que os pedidos de financiamento imobiliário estavam diminuindo.
III.Ali vivia-se a alegria, os afetos, a liberdade existencial e o respeito.

A concordância verbal está correta em:
Alternativas
Q3818558 Português
Quem treina a IA não confia


Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada

Trabalhadores que treinam sistemas de IA como ChatGPT, Gemini e Grok estão alertando familiares para não usarem essas ferramentas. Uma reportagem do jornal inglês The Guardian conta que muitos, ao perceberem como é fácil deixar passar conteúdos racistas durante avaliações, abandonam o uso de IA e proíbem filhos de usar chatbots.

Outros avaliadores relatam que empresas os colocam para avaliar respostas sobre saúde e ética sem treinamento especializado e que seu feedback é ignorado. Segundo a NewsGuard, os chatbots reduziram a taxa de respostas "não sei" de 31% para 0% entre 2024 e 2025 e dobraram a reprodução de desinformação.

O problema está na base. Modelos de linguagem apenas preveem palavras baseados em padrões estatísticos. Não pensam, não raciocinam. Décadas de neurociência mostram que linguagem e pensamento são processos separados no cérebro.

Você pode perder a fala e manter o raciocínio intacto. A promessa de que aumentar o tamanho dos modelos levará à superinteligência ignora que cognição humana envolve muito mais que texto. Intuição, habilidades físicas, compreensão social e outras coisas que não cabem em palavras são também essenciais.

A OpenAI enfrenta processo pela morte de um adolescente de 16 anos, que passou meses conversando com ChatGPT antes de morrer por suicídio. A empresa alega "uso inadequado" e diz que menores não podem usar a ferramenta sem autorização dos pais. É cruel ver uma empresa que promete superinteligência admitir que o sistema não consegue identificar e prevenir esse tipo de uso.

A família afirma que o chatbot forneceu instruções de métodos suicidas, incentivou segredo e guiou os passos finais. Segundo uma reportagem do New York Times, a OpenAI diz ter recomendado ajuda 100 vezes, mas evita reconhecer que priorizou crescimento da plataforma sobre segurança.

A Character.AI, que enfrenta processos similares, tomou medidas e bloqueou o acesso de menores de 18 anos, que agora podem usar apenas o modo "Stories", com narrativas guiadas em vez de conversas abertas. Reconheceu que chatbots disponíveis 24 horas não são adequados para adolescentes.

Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada. Quem vivencia os bastidores fala menos sobre superinteligência iminente e mais sobre um sistema frágil que confunde prever palavras com pensar.


(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/quem-treina-a-ia-nao-confia/. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.)
Leia o trecho a seguir:
Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada.
A língua não é estática, o que possibilita, por exemplo, expressar uma mesma ideia, mantendo o sentido, de formas linguísticas. A seguir, o excerto foi reescrito de outras maneiras, analise cada alternativa, assim como os ajustes linguísticos feitos, verificando o sentido que em cada uma. Em seguida, assinale a alternativa em que o sentido dado no texto foi mantido: 
Alternativas
Q3818557 Português
Quem treina a IA não confia


Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada

Trabalhadores que treinam sistemas de IA como ChatGPT, Gemini e Grok estão alertando familiares para não usarem essas ferramentas. Uma reportagem do jornal inglês The Guardian conta que muitos, ao perceberem como é fácil deixar passar conteúdos racistas durante avaliações, abandonam o uso de IA e proíbem filhos de usar chatbots.

Outros avaliadores relatam que empresas os colocam para avaliar respostas sobre saúde e ética sem treinamento especializado e que seu feedback é ignorado. Segundo a NewsGuard, os chatbots reduziram a taxa de respostas "não sei" de 31% para 0% entre 2024 e 2025 e dobraram a reprodução de desinformação.

O problema está na base. Modelos de linguagem apenas preveem palavras baseados em padrões estatísticos. Não pensam, não raciocinam. Décadas de neurociência mostram que linguagem e pensamento são processos separados no cérebro.

Você pode perder a fala e manter o raciocínio intacto. A promessa de que aumentar o tamanho dos modelos levará à superinteligência ignora que cognição humana envolve muito mais que texto. Intuição, habilidades físicas, compreensão social e outras coisas que não cabem em palavras são também essenciais.

A OpenAI enfrenta processo pela morte de um adolescente de 16 anos, que passou meses conversando com ChatGPT antes de morrer por suicídio. A empresa alega "uso inadequado" e diz que menores não podem usar a ferramenta sem autorização dos pais. É cruel ver uma empresa que promete superinteligência admitir que o sistema não consegue identificar e prevenir esse tipo de uso.

A família afirma que o chatbot forneceu instruções de métodos suicidas, incentivou segredo e guiou os passos finais. Segundo uma reportagem do New York Times, a OpenAI diz ter recomendado ajuda 100 vezes, mas evita reconhecer que priorizou crescimento da plataforma sobre segurança.

A Character.AI, que enfrenta processos similares, tomou medidas e bloqueou o acesso de menores de 18 anos, que agora podem usar apenas o modo "Stories", com narrativas guiadas em vez de conversas abertas. Reconheceu que chatbots disponíveis 24 horas não são adequados para adolescentes.

Quando quem treina IA diariamente diz para não usar, o recado é que a tecnologia não funciona como está sendo divulgada. Quem vivencia os bastidores fala menos sobre superinteligência iminente e mais sobre um sistema frágil que confunde prever palavras com pensar.


(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/quem-treina-a-ia-nao-confia/. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.)
A respeito do uso da vírgula, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as regras de uso da vírgula com suas aplicações:
Primeira coluna: regras de uso da vírgula
1.A vírgula é empregada para separar orações ou termos coordenados sem a utilização de conectivo.
2.A vírgula é empregada para indicar/separar uma oração adjetiva explicativa.
3.A vírgula é empregada para separar o adjunto adverbial deslocado.
Segunda coluna: aplicações
(__)"A Character.AI, que enfrenta processos similares, tomou medidas e bloqueou o acesso de menores de 18 anos".
(__)"Segundo uma reportagem do New York Times, a OpenAI diz ter recomendado ajuda 100 vezes".
(__)"Não pensam, não raciocinam."

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Respostas
5421: B
5422: B
5423: E
5424: C
5425: A
5426: D
5427: E
5428: E
5429: E
5430: D
5431: B
5432: A
5433: D
5434: E
5435: B
5436: D
5437: B
5438: B
5439: B
5440: E