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Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.078 questões

Q3894882 Português
A regência, tanto verbal quanto nominal, estuda a relação de dependência entre um termo regente (verbo ou nome) e seu termo regido (complemento), muitas vezes estabelecida por uma preposição. O domínio da regência padrão é crucial para a norma culta, embora na linguagem coloquial muitas dessas regras sejam flexibilizadas. O professor de Língua Portuguesa enfrenta o desafio de ensinar regências específicas que divergem do uso comum, como a do verbo 'assistir' (no sentido de 'ver', exige preposição 'a') ou 'implicar' (no sentido de 'acarretar', é transitivo direto, sem preposição 'em').

Acerca das regras de regência verbal da norma-padrão, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O verbo 'implicar', no sentido de 'ter como consequência' ou 'acarretar', é transitivo direto, sendo inadequado na norma-padrão o uso da preposição 'em' (ex: 'Isso implica *em* custos').
(__)O verbo 'assistir', no sentido de 'prestar ajuda' ou 'auxiliar', é transitivo indireto, exigindo a preposição 'a' (ex: 'O médico assistiu *ao* paciente').
(__)O verbo 'esquecer', quando pronominal ('esquecer-se'), exige a preposição 'de' (ex: 'Eu me esqueci *do* compromisso'); já na forma não pronominal, é transitivo direto (ex: 'Eu esqueci *o* compromisso').
(__)O verbo 'visar', no sentido de 'almejar' ou 'ter como objetivo', rege a preposição 'a' (ex: 'Visamos *ao* sucesso'); no sentido de 'mirar' ou 'dar visto', é transitivo direto.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894823 Português
A construção de um texto coeso e coerente, pilares da textualidade, depende do uso preciso dos mecanismos linguísticos que estabelecem conexões lógicas e referenciais entre as partes do texto. A coesão referencial utiliza elementos como pronomes, advérbios e elipses para retomar (anáfora) ou antecipar (catáfora) informações, evitando repetições e garantindo a continuidade temática. A coesão sequencial, por sua vez, emprega conectores (conjunções, preposições) para articular as orações e parágrafos, explicitando as relações semânticas de causa, consequência, adversidade, tempo, entre outras, que são fundamentais para a progressão e a interpretabilidade do discurso. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.A coesão referencial por anáfora ocorre quando um termo (ex: pronome) retoma um elemento já expresso no texto, enquanto a catáfora ocorre quando o termo antecipa um elemento que será mencionado posteriormente.

II.No enunciado 'O diretor informou *isto*: todos deveriam participar da reunião', o pronome demonstrativo 'isto' estabelece uma relação anafórica, pois retoma a informação principal do diretor para detalhá-la.

III.A coesão sequencial é responsável por estabelecer o encadeamento lógico entre as ideias do texto, utilizando operadores discursivos (conectores) para indicar relações como oposição (ex: 'mas', 'embora') ou conclusão (ex: 'portanto', 'logo').


Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894620 Português
 O domínio das classes de palavras e das regras de regência verbal e nominal é indispensável para a correção gramatical, especialmente em situações que envolvem o uso da crase. A regência de certos verbos, como 'assistir', e o comportamento de locuções adverbiais, como 'a distância', são fontes frequentes de dúvidas. O verbo 'assistir', quando empregado no sentido de presenciar, tradicionalmente exige uma preposição específica, enquanto a locução 'a distância' pode ou não receber o acento grave a depender da sua determinação. Considere a sentença: 'O intérprete assistiu a palestra sobre LIBRAS, pois seu curso era a distância, e ele precisava ver os sinais que o professor fazia a distância de 10 metros.' Analise as ocorrências citadas. Assinale a alternativa que indica a reescrita correta da sentença, aplicando as devidas correções gramaticais.
Alternativas
Q3894619 Português
As conjunções são elementos coesivos fundamentais que estabelecem relações lógico-semânticas entre orações ou termos. A correta identificação do valor semântico de uma conjunção é vital para a interpretação de textos técnicos e normativos, pois uma troca pode inverter completamente o sentido da sentença. Conjunções como 'conquanto' e 'porquanto', embora parecidas foneticamente, expressam ideias distintas: uma introduz um obstáculo que não impede a ação (concessão), e a outra introduz a razão ou justificativa (causa/explicação). Acerca do valor semântico das conjunções em contexto, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Na frase 'Conquanto o intérprete de LIBRAS estudasse muito, não obteve a fluência desejada', a conjunção 'Conquanto' expressa valor de concessão, indicando que o estudo (um fato positivo) não foi suficiente para impedir o resultado negativo (não obter fluência), podendo ser substituída por 'Embora'.

(__)Na frase 'A política de inclusão foi criticada, porquanto não previa intérpretes em tempo integral', a conjunção 'porquanto' expressa valor de adversidade, indicando oposição à crítica, podendo ser substituída por 'mas'.

(__)A conjunção 'conquanto' é sinônimo de 'portanto', sendo utilizada para introduzir uma conclusão lógica decorrente do fato apresentado na oração principal.

(__)A conjunção 'porquanto' é sinônimo de 'conquanto', sendo ambas conjunções concessivas que podem ser substituídas por 'apesar de que' em qualquer contexto.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894612 Português
A classificação morfológica das palavras depende intrinsecamente do contexto em que são empregadas, sendo comum que um mesmo vocábulo transite entre classes distintas, fenômeno conhecido como derivação imprópria ou conversão. Essa mobilidade, que não altera a forma da palavra, mas altera sua função, exige do leitor uma análise sintática apurada. Um exemplo clássico é a substantivação de adjetivos, frequentemente realizada pela anteposição de um determinante, como um artigo. No contexto da LIBRAS, considere as frases: (1) 'O surdo tem o direito à sua língua.' e (2) 'O aluno surdo tem o direito à sua língua.'

I.Na frase (1), a palavra 'surdo' é classificada como substantivo, pois é antecedida pelo artigo 'O' e funciona como núcleo do sujeito.

II.Na frase (2), a palavra 'surdo' é classificada como substantivo, atuando como aposto explicativo do termo 'aluno'.

III.O fenômeno ocorrido em (1) é chamado de derivação imprópria, pois o adjetivo 'surdo' (que indica uma característica) foi convertido em substantivo (indicando o indivíduo).


Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3894344 Português
A concordância nominal estabelece a harmonia entre os nomes (substantivos) e seus determinantes (artigos, adjetivos, numerais, pronomes) em gênero e número. Embora a regra geral seja simples, existem casos especiais que exigem conhecimento aprofundado da norma culta, especialmente com expressões como 'é proibido', 'é necessário', e o uso de palavras como 'bastante' e 'anexo'. A variação ou invariabilidade desses termos depende de fatores sintáticos específicos, como a presença de um artigo ou pronome determinando o substantivo. Acerca desses casos especiais de concordância nominal, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A palavra 'bastante' é sempre um advérbio de intensidade, permanecendo invariável, mesmo em frases como 'Eles demonstraram bastantes razões', onde a forma correta seria 'bastante razões'.

(__)Na frase 'Os relatórios seguem anexo', a palavra 'anexo' está correta, pois funciona como advérbio na locução 'em anexo' subentendida, sendo, portanto, invariável.

(__)A expressão 'é proibido' deve permanecer sempre invariável, independentemente da presença de determinantes. Assim, a construção 'É proibida a entrada de estranhos' contraria a norma culta.

(__)Na sentença 'Sem o artigo, a expressão 'é proibido' permanece invariável (Ex: É proibido entrada), mas, com a presença do artigo, ela deve concordar com o substantivo (Ex: É proibida a entrada)'.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894340 Português
A habilidade de reescrever frases mantendo o sentido original e a correção gramatical é essencial para a proficiência na língua. Isso frequentemente envolve a substituição de conectores (conjunções) por outros equivalentes ou a alteração da estrutura sintática, como a conversão de orações desenvolvidas em reduzidas, ou a mudança de voz verbal. Considere a sentença original: 'Embora o candidato tenha se preparado intensamente, ele não obteve a aprovação no concurso.' Acerca das possibilidades de reescrita desta sentença, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)A reescrita 'O candidato não obteve a aprovação no concurso, *porque* se preparou intensamente' mantém o sentido original, alterando apenas a ordem das orações.
(__)A forma 'O candidato não obteve a aprovação no concurso, *conquanto* tenha se preparado intensamente' altera o sentido original, pois 'conquanto' introduz uma ideia de tempo, e não de oposição.
(__)A reescrita 'Tendo se preparado intensamente, o candidato não obteve a aprovação no concurso' está gramaticalmente incorreta, pois não se pode usar oração reduzida de gerúndio com sentido concessivo.
(__)A sentença 'Apesar de ter se preparado intensamente, o candidato não obteve a aprovação no concurso' é uma reescrita gramaticalmente correta e que preserva integralmente o sentido concessivo original.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3893890 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.

Nos anos 1990, o time de Itzhaki fez outra descoberta relevante.


Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase: 

Alternativas
Q3893325 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.
"O herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas quanto naquelas" que não apresentaram a doença durante a vida que morreram com Alzheimer.
A expressão destacada trata-se de uma oração:
Alternativas
Q3893322 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.
Até então, "havia" um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.
O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo:
Alternativas
Q3893250 Português
A concordância verbal, especialmente em estruturas sintáticas complexas que envolvem sujeitos compostos, orações intercaladas, voz passiva sintética ou o uso de verbos impessoais, representa um dos desafios mais significativos da norma culta. O falante, muitas vezes, realiza a concordância por atração com o termo mais próximo ou pela lógica semântica aparente, ignorando o verdadeiro núcleo do sujeito ou as regras específicas para sujeitos pospostos ao verbo, o que pode gerar desvios gramaticais em contextos formais, como na redação de laudos ou pareceres técnicos.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as regras de concordância verbal na norma culta:

I.Em "Faltou, na reunião, os argumentos decisivos", ocorre um desvio da norma culta, pois o sujeito composto posposto ("os argumentos decisivos") exige o verbo no plural ("Faltaram").
II.Na oração "Houveram muitos protestos contra a medida", a concordância está correta, pois o verbo "haver" concorda com o sujeito plural "muitos protestos", indicando sua ocorrência.
III.Na sentença "Basta de reclamações!", o verbo "bastar" está corretamente no singular, pois "reclamações" é objeto indireto regido pela preposição "de", funcionando o verbo como intransitivo.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3893248 Português
O uso dos sinais de pontuação, em especial o da vírgula, não é uma questão de estilo ou "pausa para respiração", mas sim uma exigência da estrutura sintática da língua portuguesa. A vírgula desempenha funções cruciais, como isolar elementos intercalados (adjuntos adverbiais longos, apostos explicativos), separar itens de uma enumeração e, fundamentalmente, marcar orações subordinadas. A distinção no uso da vírgula em orações adjetivas, por exemplo, é capaz de alterar completamente o sentido da frase, diferenciando uma restrição (que delimita um subconjunto) de uma explicação (que se aplica a todos os membros do conjunto).

Com base nas regras sintáticas que regem o uso da vírgula na norma culta, assinale a alternativa que apresenta uma análise correta.
Alternativas
Q3893243 Português
A adequação linguística é um conceito central da sociolinguística, determinando que não existe "certo" ou "errado" em absoluto, mas sim usos "adequados" ou "inadequados" a um determinado contexto. A transição da linguagem coloquial (usada em situações informais) para a linguagem culta ou formal (exigida em documentos oficiais, trabalhos acadêmicos e discursos públicos) envolve ajustes não apenas no vocabulário, mas também na sintaxe, como a obediência à colocação pronominal (evitando próclise no início de frases), o uso de verbos impessoais (como 'haver' no lugar de 'ter') e a regência verbal e nominal apropriada.
Acerca da reescrita de frases para adequação aos diferentes níveis de formalidade, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A frase coloquial "Me dá esse livro" deve ser reescrita na norma culta como "Me dê esse livro", pois a próclise, embora evitada em inícios de frase, é aceitável em contextos formais quando o verbo está no imperativo.
(__)A expressão "a gente" (ex: "A gente vai ao cinema") é considerada um registro culto e pode substituir "nós" (ex: "Nós iremos ao cinema") em uma tese de doutorado sem prejuízo da formalidade.
(__)O uso do verbo "ter" no sentido de "existir" (ex: "Tem muitos problemas aqui") é preferível na norma culta ao verbo "haver" (ex: "Há muitos problemas aqui"), pois é considerado mais direto e moderno.
(__)A sentença "O relatório que eu lhe falei não tá pronto" apresenta marcas de oralidade (regência de "falar" e contração "tá"). Na norma culta, uma reescita adequada seria: "O relatório *de que* (ou *sobre o qual*) eu lhe falei não *está* pronto".

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3891969 Português
Marque a alternativa em que a regência verbal apresenta-se errada:
Alternativas
Q3891966 Português
Assinale a alternativa que apresenta erro de concordância nominal. Considere, na resposta, que o adjetivo se refere a dois substantivos.
Alternativas
Q3891964 Português
Analise as orações abaixo e assinale aquela que esteja correta quanto à observância das regras de concordância verbal. 
Alternativas
Q3891668 Português
Assinale a alternativa que apresenta erro de regência nominal.
Alternativas
Q3891667 Português
Marque a alternativa em que o termo destacado é um verbo de ligação: 
Alternativas
Q3891430 Português
Assinale a alternativa que apresenta correta concordância, conforme os ditames da norma padrão:
Alternativas
Q3891428 Português
Texto para a questão:


Posto no Bixiga, em SP, recebeu metanol desviado pelo PCC para adulterar combustível e já foi interditado ao menos 4 vezes


Produto tóxico que deveria ir para indústrias químicas em Mato Grosso foi desviado para o Auto Posto Bixiga; motorista relatou que, em 2022, seu Renault Clio apresentou falhas após abastecer no local, que oferecia promoções para pagamentos via PIX.


   O Auto Posto Bixiga Ltda., localizado na esquina da Rua Manoel Dutra com a Rua João Passalacqua, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo, foi identificado pela Justiça como destino de carregamentos de metanol desviado pelo grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) para adulteração de combustíveis.

   O posto já foi notificado ao menos 30 vezes entre 2022 e 2024 e interditado em quatro oportunidades no mesmo período após fiscalizações da ANP apontarem gasolina e etanol fora das especificações. 

   Três interdições foram em 2022 e uma, em 2024. Em junho de 2022, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontou alto teor de metanol no etanol vendido no local.


Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/09/04/posto-no-bixiga-em-sp-recebeu-metanol-desviado-pelo-pcc-para-adulterar-combustivel-e-ja-foi-interditado-aomenos-4-vezes.ghtml 

Leia o fragmento adaptado:



“O posto foi notificado ao menos 30 vezes entre 2022 e 2024 (...).”



A oração se encontra:

Alternativas
Respostas
5241: C
5242: C
5243: B
5244: C
5245: C
5246: A
5247: A
5248: E
5249: X
5250: E
5251: A
5252: A
5253: B
5254: A
5255: D
5256: D
5257: D
5258: C
5259: A
5260: B