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Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.261 questões

Q3896124 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Os tambores da guerra

    O ano de 2026 provavelmente não será lembrado como o ano em que o mundo entrou em guerra, mas talvez o seja como aquele em que a guerra deixou de causar espanto. O perigo maior não é a eclosão de um conflito específico, e sim a naturalização da violência como método recorrente de governo, coerção e ordenamento global. O mundo pode não estar à beira de uma Terceira Guerra Mundial – embora esteja mais próximo do que nunca –, mas parece ter se acomodado a um estado de tensão permanente.
    A guerra de atrito na Ucrânia continua a consumir homens e munições – com Moscou testando os nervos da Otan por meios híbridos, de sabotagens a violações de espaço aéreo. No Oriente Médio, o cessar-fogo em Gaza não eliminou a instabilidade regional: a pressão sobre a Cisjordânia cresce, a ajuda segue politizada, e o papel do Irã como potência revisionista permanece um ponto de fricção, com repercussões sobre Israel, o Golfo e rotas marítimas. Na África, o Sahel virou laboratório de jihadismo e colapso estatal, enquanto o Sudão, sob disputa de potências regionais, permanece como moedor de gente e usina de refugiados. Mesmo fora de zonas clássicas de guerra, a violência organizada avança: no México, no Brasil e em outras partes da América Latina, a sofisticação de narcomilícias e as disputas intestinas transformam cidades em frentes de batalha.
    O que chama a atenção não é só a quantidade de guerras, mas a sua duração, sua fragmentação e a relativa indiferença que despertam. Estados, milícias, cartéis e proxies recorrem à força não como último recurso, mas como instrumento regular de política. A violência deixou de ser exceção; tornou-se linha de base.
    Essa proliferação desafia leituras simplistas. Os conflitos do nosso tempo parecem se organizar não tanto segundo choques claros entre civilizações, como vaticinou Samuel Huntington, mas dentro de mundos culturais, religiosos ou políticos aparentados – conflitos contra o “desvio”: o vizinho que escolheu outro caminho, o aliado que virou herege, o “inimigo interno”. Isso ajuda a explicar alianças paradoxais, antagonismos internos e a fluidez desconcertante do sistema internacional atual, do Mar Negro ao Mar do Sul da China, passando pela aliança atlântica.
    Um mundo que se acostuma à guerra é um mundo mais vulnerável ao erro irreversível. É isso – mais do que qualquer confronto isolado – que deveria concentrar a atenção de governos, alianças e sociedades no ano que começa.


(O Estado de S.Paulo, Editorial, 03.01.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
Considere as passagens reescritas a seguir:

• As pessoas provavelmente não _________ ano de 2026 como o ano em que o mundo entrou em guerra. (1º parágrafo)
• Embora os países estejam mais _________ de uma guerra do que nunca, parece que as pessoas estão mais _______ a um estado de tensão permanente. (1º parágrafo)
• Chama a atenção a relativa indiferença das pessoas ________ guerras que acontecem. (3º parágrafo)

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3896121 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

    O Botafogo continua a ser o rendez-vous* da sociedade elegante desta corte.
    As tardes não têm sido tão lindas como deviam; mas felizmente aí vem o mês de maio, o mês das flores, da poesia, a verdadeira primavera da nossa terra.
    Começa a estação dos bailes e dos saraus. O Campestre dá a sua primeira partida por estes dias; o Cassino nos promete uma bela noite antes do fim do mês.
   Teremos naturalmente, como nos anos passados, uma febre dançante. Ninguém escapará à epidemia; e até alguns malévolos espalham que o próprio ministério fará uma contradança.
    Venha, pois, o mês gentil, a estação das flores, com as suas belas tardes, com as suas lindas manhãs de cerração, com os seus dias puros e frescos!
    Quanta coisa bonita que se prepara este tempo! Que belas noites, que alegres divertimentos nos promete ainda o arrabalde do Botafogo!
    Uma regata, um baile popular, e um fogo de artifício suspenso sobre as águas límpidas da baía! Que magnífico espetáculo!
    A minha pena, coitadinha, já está tremendo de susto, só com a ideia de que há de ser obrigada a descrever todas essas maravilhas! Que se arranje como puder; é coisa que bem pouco me embaraça.
    Além destes encantadores divertimentos, ainda teremos outros que por ora estão em segredo, e que se revelarão a seu tempo; assim como muita novidade política que se está guardando para a abertura das câmaras.
  Que novidades são estas? Não sei; correm tantas versões, que é impossível acertar com a verdadeira. Cada um descreve a situação à sua maneira, forma conjeturas, e acaba fazendo uma pergunta que está no pensamento de todos:
   – Haverá oposição?
 Entretanto, na minha fraca opinião, a situação é a mais bela e a mais esperançosa que é possível. Navegamos num mar de rosas ao sopro das brisas bonançosas; faz um tempo soberbo: tudo sorri, tudo brilha.
    E, se não, lancem os olhos sobre a atualidade e estudem com atenção os prognósticos favoráveis que vão aparecendo.


(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www.dominiopublico.gov.br/)
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal e a concordância verbal atendem à norma-padrão.
Alternativas
Q3896120 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

    O Botafogo continua a ser o rendez-vous* da sociedade elegante desta corte.
    As tardes não têm sido tão lindas como deviam; mas felizmente aí vem o mês de maio, o mês das flores, da poesia, a verdadeira primavera da nossa terra.
    Começa a estação dos bailes e dos saraus. O Campestre dá a sua primeira partida por estes dias; o Cassino nos promete uma bela noite antes do fim do mês.
   Teremos naturalmente, como nos anos passados, uma febre dançante. Ninguém escapará à epidemia; e até alguns malévolos espalham que o próprio ministério fará uma contradança.
    Venha, pois, o mês gentil, a estação das flores, com as suas belas tardes, com as suas lindas manhãs de cerração, com os seus dias puros e frescos!
    Quanta coisa bonita que se prepara este tempo! Que belas noites, que alegres divertimentos nos promete ainda o arrabalde do Botafogo!
    Uma regata, um baile popular, e um fogo de artifício suspenso sobre as águas límpidas da baía! Que magnífico espetáculo!
    A minha pena, coitadinha, já está tremendo de susto, só com a ideia de que há de ser obrigada a descrever todas essas maravilhas! Que se arranje como puder; é coisa que bem pouco me embaraça.
    Além destes encantadores divertimentos, ainda teremos outros que por ora estão em segredo, e que se revelarão a seu tempo; assim como muita novidade política que se está guardando para a abertura das câmaras.
  Que novidades são estas? Não sei; correm tantas versões, que é impossível acertar com a verdadeira. Cada um descreve a situação à sua maneira, forma conjeturas, e acaba fazendo uma pergunta que está no pensamento de todos:
   – Haverá oposição?
 Entretanto, na minha fraca opinião, a situação é a mais bela e a mais esperançosa que é possível. Navegamos num mar de rosas ao sopro das brisas bonançosas; faz um tempo soberbo: tudo sorri, tudo brilha.
    E, se não, lancem os olhos sobre a atualidade e estudem com atenção os prognósticos favoráveis que vão aparecendo.


(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www.dominiopublico.gov.br/)
Considere as passagens a seguir:

•  “As tardes não têm sido tão lindas como deviam; mas felizmente aí vem o mês de maio…” (2º parágrafo)
•  “Teremos naturalmente, como nos anos passados, uma febre dançante.” (4º parágrafo)
•  “… e até alguns malévolos espalham que…” (4º parágrafo)
•  “Venha, pois, o mês gentil…” (5º parágrafo)

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, reescritas das passagens sem prejuízo ao sentido original.
Alternativas
Q3895549 Português
As tradições de Natal pelo mundo que não envolvem comprar presentes.


Se você estiver com a sensação de que o real sentido do Natal ficou enterrado sob montanhas de papel de presente, observar como outros países comemoram a data pode trazer surpresas alentadoras.

As tradições natalinas variam radicalmente de um lugar para outro. Elas surgem de acordo com o cenário, a história, os valores e o clima de cada lugar.

Em muitos países, as pessoas trocam presentes, mas os rituais em torno deles apresentam enormes diferenças.

São costumes adotados há muito tempo, que mostram que o Natal não precisa ser comercial. Ele pode ser colaborativo, criativo ou comunitário.

As pessoas podem cantar em igrejas iluminadas à luz de velas ou homenagear silenciosamente a família. E até observar aranhas.

As tradições de Natal pelo mundo que não envolvem comprar presentes.

Japão: mimar sua cara-metade

O Japão é predominantemente não cristão. Talvez por isso, o país comemora o Natal de uma forma distinta.

No lugar da celebração familiar, a véspera de Natal se parece mais com o Dia dos Namorados, oferecendo uma noite romântica para os casais.

As ruas marcadas pelo inverno brilham com as luzes de Natal, os restaurantes oferecem menus especiais e os hotéis de luxo, normalmente, ficam lotados.

Os alimentos natalinos também são bastante diferentes. Os japoneses comemoram comendo kurisumasu keki, um bolo leve em camadas com creme e morangos perfeitamente cortados.

Para pegar emprestado o espírito da tradição, reserve um pouco de tempo para se dedicar ao seu parceiro, em meio ao habitual caos familiar.

Ucrânia: homenageando as aranhas

No oeste da Ucrânia, a decoração de Natal mais típica não são as estrelas ou outros enfeites, mas sim as teias de aranha enfeitadas.

Este costume vem da Lenda da Aranha de Natal, uma história do folclore do leste europeu. Nela, uma aranha decora a árvore de Natal de uma mulher pobre demais para comprar ornamentos.

Ela acorda de manhã e encontra sua árvore brilhando com teias prateadas. E, daquele dia em diante, sua família nunca mais enfrentará dificuldades.

Os ucranianos preparam teias delicadas, com papel e fios, e as enrolam em torno da árvore como um enfeite. 

Encontrar uma aranha de verdade ou sua teia em uma árvore é considerado sinal de boa sorte e o costume é não espantá-las nesta época do ano.

Portanto, a forma mais simples de adotar esta tradição é manter as teias de aranha sossegadas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8q08l27g8o 
"As tradições de Natal pelo mundo que não envolvem comprar presentes."

O trecho acima é exemplo de frase e de oração. Agora, analise os enunciados a seguir:
I.Belo serviço o seu, criança!
II.Quero que você cuide dessa roupa, menino!
III.Noite escura, nenhuma criança na rua!

Analise os enunciados acima e identifique a alternativa correta. 
Alternativas
Q3895547 Português
As tradições de Natal pelo mundo que não envolvem comprar presentes.


Se você estiver com a sensação de que o real sentido do Natal ficou enterrado sob montanhas de papel de presente, observar como outros países comemoram a data pode trazer surpresas alentadoras.

As tradições natalinas variam radicalmente de um lugar para outro. Elas surgem de acordo com o cenário, a história, os valores e o clima de cada lugar.

Em muitos países, as pessoas trocam presentes, mas os rituais em torno deles apresentam enormes diferenças.

São costumes adotados há muito tempo, que mostram que o Natal não precisa ser comercial. Ele pode ser colaborativo, criativo ou comunitário.

As pessoas podem cantar em igrejas iluminadas à luz de velas ou homenagear silenciosamente a família. E até observar aranhas.

As tradições de Natal pelo mundo que não envolvem comprar presentes.

Japão: mimar sua cara-metade

O Japão é predominantemente não cristão. Talvez por isso, o país comemora o Natal de uma forma distinta.

No lugar da celebração familiar, a véspera de Natal se parece mais com o Dia dos Namorados, oferecendo uma noite romântica para os casais.

As ruas marcadas pelo inverno brilham com as luzes de Natal, os restaurantes oferecem menus especiais e os hotéis de luxo, normalmente, ficam lotados.

Os alimentos natalinos também são bastante diferentes. Os japoneses comemoram comendo kurisumasu keki, um bolo leve em camadas com creme e morangos perfeitamente cortados.

Para pegar emprestado o espírito da tradição, reserve um pouco de tempo para se dedicar ao seu parceiro, em meio ao habitual caos familiar.

Ucrânia: homenageando as aranhas

No oeste da Ucrânia, a decoração de Natal mais típica não são as estrelas ou outros enfeites, mas sim as teias de aranha enfeitadas.

Este costume vem da Lenda da Aranha de Natal, uma história do folclore do leste europeu. Nela, uma aranha decora a árvore de Natal de uma mulher pobre demais para comprar ornamentos.

Ela acorda de manhã e encontra sua árvore brilhando com teias prateadas. E, daquele dia em diante, sua família nunca mais enfrentará dificuldades.

Os ucranianos preparam teias delicadas, com papel e fios, e as enrolam em torno da árvore como um enfeite. 

Encontrar uma aranha de verdade ou sua teia em uma árvore é considerado sinal de boa sorte e o costume é não espantá-las nesta época do ano.

Portanto, a forma mais simples de adotar esta tradição é manter as teias de aranha sossegadas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8q08l27g8o 
"Nela, uma aranha decora a árvore de Natal de uma mulher pobre demais para comprar ornamentos."
Identifique a alternativa que apresenta corretamente o sujeito do verbo 'decorar' empregado no trecho acima.
Alternativas
Q3895540 Português
As tradições de Natal pelo mundo que não envolvem comprar presentes.


Se você estiver com a sensação de que o real sentido do Natal ficou enterrado sob montanhas de papel de presente, observar como outros países comemoram a data pode trazer surpresas alentadoras.

As tradições natalinas variam radicalmente de um lugar para outro. Elas surgem de acordo com o cenário, a história, os valores e o clima de cada lugar.

Em muitos países, as pessoas trocam presentes, mas os rituais em torno deles apresentam enormes diferenças.

São costumes adotados há muito tempo, que mostram que o Natal não precisa ser comercial. Ele pode ser colaborativo, criativo ou comunitário.

As pessoas podem cantar em igrejas iluminadas à luz de velas ou homenagear silenciosamente a família. E até observar aranhas.

As tradições de Natal pelo mundo que não envolvem comprar presentes.

Japão: mimar sua cara-metade

O Japão é predominantemente não cristão. Talvez por isso, o país comemora o Natal de uma forma distinta.

No lugar da celebração familiar, a véspera de Natal se parece mais com o Dia dos Namorados, oferecendo uma noite romântica para os casais.

As ruas marcadas pelo inverno brilham com as luzes de Natal, os restaurantes oferecem menus especiais e os hotéis de luxo, normalmente, ficam lotados.

Os alimentos natalinos também são bastante diferentes. Os japoneses comemoram comendo kurisumasu keki, um bolo leve em camadas com creme e morangos perfeitamente cortados.

Para pegar emprestado o espírito da tradição, reserve um pouco de tempo para se dedicar ao seu parceiro, em meio ao habitual caos familiar.

Ucrânia: homenageando as aranhas

No oeste da Ucrânia, a decoração de Natal mais típica não são as estrelas ou outros enfeites, mas sim as teias de aranha enfeitadas.

Este costume vem da Lenda da Aranha de Natal, uma história do folclore do leste europeu. Nela, uma aranha decora a árvore de Natal de uma mulher pobre demais para comprar ornamentos.

Ela acorda de manhã e encontra sua árvore brilhando com teias prateadas. E, daquele dia em diante, sua família nunca mais enfrentará dificuldades.

Os ucranianos preparam teias delicadas, com papel e fios, e as enrolam em torno da árvore como um enfeite. 

Encontrar uma aranha de verdade ou sua teia em uma árvore é considerado sinal de boa sorte e o costume é não espantá-las nesta época do ano.

Portanto, a forma mais simples de adotar esta tradição é manter as teias de aranha sossegadas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8q08l27g8o 
"As tradições natalinas variam radicalmente de um lugar para outro. Elas surgem de acordo com o cenário, a história, os valores e o clima de cada lugar."
Com base na concordância verbal e nominal, identifique a alternativa que apresenta a explicação correta.
Alternativas
Q3895347 Português
ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital

Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.

Recentemente, um cliente pediu ao seu líder de área de vendas que elaborasse uma planilha com indicadores básicos de desempenho: vendas, conversão, ticket médio e churn. O profissional reuniu os dados, mas, em vez de fazer uma análise real, pediu à IA para gerar um relatório com conclusões.

Em segundos, o sistema devolveu um belo relatório com frases de efeito: “O ticket médio caiu devido à perda de foco no pós-venda” e também “A conversão subiu por conta do novo layout do e-commerce”.

Soa convincente, mas há um detalhe inacreditável: a empresa não tem e-commerce e o profissional sequer revisou esse detalhe antes de compartilhar a brilhante conclusão. Quanto aos demais indicadores, ele também não soube justificar ou explicar a metodologia, a lógica nem as variáveis envolvidas.

Em outro caso, também recente, o profissional trouxe um “laudo” em que pediu ao ChatGPT para avaliar a construção da meta do mês, apontando os riscos de gerar burnout no time de vendas.

Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.

Essa prática de delegar à IA o pensamento analítico cria o que chamo de “falsa competência digital”: o profissional parece produtivo, parece técnico, mas, na verdade, perdeu o controle sobre o raciocínio.

E isso já está sendo observado cientificamente. Um estudo publicado na revista Humanities and Social Sciences Communications (Nature, 2023), conduzido com estudantes do Paquistão e da China, mostrou que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial está associado a uma perda expressiva da capacidade de tomada de decisão humana: 27,7% dos participantes relataram dependência cognitiva ou “preguiça mental” ao delegar análises à IA.

Outro estudo, AI Tools in Society: Impacts on Cognitive Offloading (MDPI, 2024), aponta um fenômeno semelhante: pessoas que dependem de IA para tarefas analíticas passam a desenvolver menor proficiência em raciocínio independente, confiando demais nas respostas automatizadas, mesmo quando incorretas.

Ambas as pesquisas confirmam o que já se percebe no dia a dia corporativo: quanto mais terceirizamos o pensamento, mais perdemos o domínio sobre ele.

O verdadeiro diferencial está em quem pensa com a IA, e não por meio dela.

E isso exige domínio dos fundamentos, como entender indicadores, testar hipóteses, validar correlações e aplicar senso crítico sobre cada conclusão gerada.

A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

O profissional do amanhã não será definido pela velocidade da entrega, mas pela profundidade do raciocínio.

(Por Cecília Rapassi. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br. Acesso em: dezembro de 2025. Adaptado.)
Em “Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.” (1º§), sem que haja prejuízo de correção gramatical e semântica, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3894996 Português

Burnout nas relações de trabalho: O que as empresas precisam fazer para evitar um passivo bilionário

 


O aumento de 14,5% no número de ações judiciais por burnout nos primeiros quatro meses de 2025, conforme levantamento divulgado pela imprensa nacional, é mais do que uma estatística preocupante, é um sinal claro de que as empresas precisam tratar a saúde mental como um vetor de risco jurídico. Segundo o levantamento, feito exclusivo para a Folha de S. Paulo, foram 5.248 novos processos ajuizados no período, com pedidos que somam R$ 3,75 bilhões em indenizações, com valor médio superior a R$ 368 mil por ação.

Reconhecida pela OMS – Organização Mundial da Saúde, desde 2022, como uma síndrome ocupacional relacionada ao esgotamento crônico no trabalho, a síndrome de burnout passou a ser enquadrada, no Brasil, como doença do trabalho nos termos do art. 20, §1º, alínea “d”, da Lei nº 8.213/1991. Isso significa que, ao se configurar o nexo entre a atividade profissional e o adoecimento, o trabalhador pode ser afastado com direito ao benefício previdenciário acidentário (auxílio-doença por acidente de trabalho), além de eventuais repercussões cíveis e trabalhistas.

É nesse contexto que se impõe às empresas a necessidade de uma atuação mais ativa e preventiva. A responsabilização do empregador, nesses casos, se funda na teoria da responsabilidade subjetiva, exigindo-se a comprovação de culpa ou dolo. No entanto, uma jurisprudência cada vez mais sensível ao tema tem flexibilizado a análise do nexo causal, especialmente em ambientes organizacionais marcados por metas agressivas, jornadas excessivas, ausência de pausas e práticas de gestão disfuncionais.

Embora a NR-1, que trata do GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, tenha seu item específico sobre riscos psicossociais adiado para vigência plena em 2026, seu conteúdo já serve como marco técnico de orientação. A nova redação da NR-1, aprovada pela Portaria nº 6.730/2020 do Ministério do Trabalho, estabelece a obrigatoriedade de identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais – incluindo os de natureza psicossocial – no PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos.

Assim, ainda que o não cumprimento específico das medidas voltadas à saúde mental não seja, neste momento, objeto de penalidades administrativas, o descumprimento do dever geral de cautela e diligência na gestão dos riscos do trabalho já pode ser utilizado como elemento de prova em ações judiciais. Nesse sentido, negligenciar a elaboração de um PGR adequado pode representar omissão culposa.

A defesa eficaz das empresas não passa apenas pela contestação individual das ações judiciais, mas pela adoção de medidas estruturantes de compliance trabalhista e gestão preventiva dos riscos ocupacionais. Isso inclui o mapeamento real dos fatores psicossociais no ambiente de trabalho; o treinamento de lideranças e RH para identificação precoce de sinais de adoecimento; programas internos de promoção à saúde mental, com registros e protocolos bem documentados; a adequação do PGR aos riscos psicossociais, mesmo antes da obrigatoriedade legal; e a revisão periódica de práticas de gestão para evitar exposição indevida a situações potencialmente lesivas.

Empresas que atuam proativamente têm, além de uma posição jurídica mais sólida, argumentos concretos para afastar o nexo causal, comprovando que adotaram todas as medidas razoáveis para prevenir o dano. Esse tipo de postura será cada vez mais valorizado tanto pela jurisprudência quanto pelas auditorias fiscais e pelo próprio mercado, especialmente diante da criação do selo de saúde mental corporativa, anunciado pelo Ministério do Trabalho em 2024.

A judicialização da saúde mental não é uma abstração, é um fenômeno concreto que já mobiliza bilhões de reais em passivo trabalhista. O burnout, por sua natureza complexa e multifatorial, exige das empresas uma postura técnica, preventiva e juridicamente embasada. Ignorar esse cenário é permitir que um risco previsível se transforme em prejuízo certo.



(Ernane de Oliveira Nardelli. Disponível em: https://www.migalhas.com.br. Acesso em: dezembro de 2025.)

Analise a regência em: “Empresas que atuam proativamente têm, além de uma posição jurídica mais sólida, argumentos concretos para afastar o nexo causal, [...]” (7º§) e assinale a alternativa em que a regência nominal foi corretamente empregada, bem como mantém o sentido do texto.
Alternativas
Q3894993 Português

Burnout nas relações de trabalho: O que as empresas precisam fazer para evitar um passivo bilionário

 


O aumento de 14,5% no número de ações judiciais por burnout nos primeiros quatro meses de 2025, conforme levantamento divulgado pela imprensa nacional, é mais do que uma estatística preocupante, é um sinal claro de que as empresas precisam tratar a saúde mental como um vetor de risco jurídico. Segundo o levantamento, feito exclusivo para a Folha de S. Paulo, foram 5.248 novos processos ajuizados no período, com pedidos que somam R$ 3,75 bilhões em indenizações, com valor médio superior a R$ 368 mil por ação.

Reconhecida pela OMS – Organização Mundial da Saúde, desde 2022, como uma síndrome ocupacional relacionada ao esgotamento crônico no trabalho, a síndrome de burnout passou a ser enquadrada, no Brasil, como doença do trabalho nos termos do art. 20, §1º, alínea “d”, da Lei nº 8.213/1991. Isso significa que, ao se configurar o nexo entre a atividade profissional e o adoecimento, o trabalhador pode ser afastado com direito ao benefício previdenciário acidentário (auxílio-doença por acidente de trabalho), além de eventuais repercussões cíveis e trabalhistas.

É nesse contexto que se impõe às empresas a necessidade de uma atuação mais ativa e preventiva. A responsabilização do empregador, nesses casos, se funda na teoria da responsabilidade subjetiva, exigindo-se a comprovação de culpa ou dolo. No entanto, uma jurisprudência cada vez mais sensível ao tema tem flexibilizado a análise do nexo causal, especialmente em ambientes organizacionais marcados por metas agressivas, jornadas excessivas, ausência de pausas e práticas de gestão disfuncionais.

Embora a NR-1, que trata do GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, tenha seu item específico sobre riscos psicossociais adiado para vigência plena em 2026, seu conteúdo já serve como marco técnico de orientação. A nova redação da NR-1, aprovada pela Portaria nº 6.730/2020 do Ministério do Trabalho, estabelece a obrigatoriedade de identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais – incluindo os de natureza psicossocial – no PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos.

Assim, ainda que o não cumprimento específico das medidas voltadas à saúde mental não seja, neste momento, objeto de penalidades administrativas, o descumprimento do dever geral de cautela e diligência na gestão dos riscos do trabalho já pode ser utilizado como elemento de prova em ações judiciais. Nesse sentido, negligenciar a elaboração de um PGR adequado pode representar omissão culposa.

A defesa eficaz das empresas não passa apenas pela contestação individual das ações judiciais, mas pela adoção de medidas estruturantes de compliance trabalhista e gestão preventiva dos riscos ocupacionais. Isso inclui o mapeamento real dos fatores psicossociais no ambiente de trabalho; o treinamento de lideranças e RH para identificação precoce de sinais de adoecimento; programas internos de promoção à saúde mental, com registros e protocolos bem documentados; a adequação do PGR aos riscos psicossociais, mesmo antes da obrigatoriedade legal; e a revisão periódica de práticas de gestão para evitar exposição indevida a situações potencialmente lesivas.

Empresas que atuam proativamente têm, além de uma posição jurídica mais sólida, argumentos concretos para afastar o nexo causal, comprovando que adotaram todas as medidas razoáveis para prevenir o dano. Esse tipo de postura será cada vez mais valorizado tanto pela jurisprudência quanto pelas auditorias fiscais e pelo próprio mercado, especialmente diante da criação do selo de saúde mental corporativa, anunciado pelo Ministério do Trabalho em 2024.

A judicialização da saúde mental não é uma abstração, é um fenômeno concreto que já mobiliza bilhões de reais em passivo trabalhista. O burnout, por sua natureza complexa e multifatorial, exige das empresas uma postura técnica, preventiva e juridicamente embasada. Ignorar esse cenário é permitir que um risco previsível se transforme em prejuízo certo.



(Ernane de Oliveira Nardelli. Disponível em: https://www.migalhas.com.br. Acesso em: dezembro de 2025.)

Pode-se afirmar que a concordância verbal no trecho “[...] foram 5.248 novos processos ajuizados no período, [...]” (1º§) está: 
Alternativas
Q3894992 Português

Burnout nas relações de trabalho: O que as empresas precisam fazer para evitar um passivo bilionário

 


O aumento de 14,5% no número de ações judiciais por burnout nos primeiros quatro meses de 2025, conforme levantamento divulgado pela imprensa nacional, é mais do que uma estatística preocupante, é um sinal claro de que as empresas precisam tratar a saúde mental como um vetor de risco jurídico. Segundo o levantamento, feito exclusivo para a Folha de S. Paulo, foram 5.248 novos processos ajuizados no período, com pedidos que somam R$ 3,75 bilhões em indenizações, com valor médio superior a R$ 368 mil por ação.

Reconhecida pela OMS – Organização Mundial da Saúde, desde 2022, como uma síndrome ocupacional relacionada ao esgotamento crônico no trabalho, a síndrome de burnout passou a ser enquadrada, no Brasil, como doença do trabalho nos termos do art. 20, §1º, alínea “d”, da Lei nº 8.213/1991. Isso significa que, ao se configurar o nexo entre a atividade profissional e o adoecimento, o trabalhador pode ser afastado com direito ao benefício previdenciário acidentário (auxílio-doença por acidente de trabalho), além de eventuais repercussões cíveis e trabalhistas.

É nesse contexto que se impõe às empresas a necessidade de uma atuação mais ativa e preventiva. A responsabilização do empregador, nesses casos, se funda na teoria da responsabilidade subjetiva, exigindo-se a comprovação de culpa ou dolo. No entanto, uma jurisprudência cada vez mais sensível ao tema tem flexibilizado a análise do nexo causal, especialmente em ambientes organizacionais marcados por metas agressivas, jornadas excessivas, ausência de pausas e práticas de gestão disfuncionais.

Embora a NR-1, que trata do GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, tenha seu item específico sobre riscos psicossociais adiado para vigência plena em 2026, seu conteúdo já serve como marco técnico de orientação. A nova redação da NR-1, aprovada pela Portaria nº 6.730/2020 do Ministério do Trabalho, estabelece a obrigatoriedade de identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais – incluindo os de natureza psicossocial – no PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos.

Assim, ainda que o não cumprimento específico das medidas voltadas à saúde mental não seja, neste momento, objeto de penalidades administrativas, o descumprimento do dever geral de cautela e diligência na gestão dos riscos do trabalho já pode ser utilizado como elemento de prova em ações judiciais. Nesse sentido, negligenciar a elaboração de um PGR adequado pode representar omissão culposa.

A defesa eficaz das empresas não passa apenas pela contestação individual das ações judiciais, mas pela adoção de medidas estruturantes de compliance trabalhista e gestão preventiva dos riscos ocupacionais. Isso inclui o mapeamento real dos fatores psicossociais no ambiente de trabalho; o treinamento de lideranças e RH para identificação precoce de sinais de adoecimento; programas internos de promoção à saúde mental, com registros e protocolos bem documentados; a adequação do PGR aos riscos psicossociais, mesmo antes da obrigatoriedade legal; e a revisão periódica de práticas de gestão para evitar exposição indevida a situações potencialmente lesivas.

Empresas que atuam proativamente têm, além de uma posição jurídica mais sólida, argumentos concretos para afastar o nexo causal, comprovando que adotaram todas as medidas razoáveis para prevenir o dano. Esse tipo de postura será cada vez mais valorizado tanto pela jurisprudência quanto pelas auditorias fiscais e pelo próprio mercado, especialmente diante da criação do selo de saúde mental corporativa, anunciado pelo Ministério do Trabalho em 2024.

A judicialização da saúde mental não é uma abstração, é um fenômeno concreto que já mobiliza bilhões de reais em passivo trabalhista. O burnout, por sua natureza complexa e multifatorial, exige das empresas uma postura técnica, preventiva e juridicamente embasada. Ignorar esse cenário é permitir que um risco previsível se transforme em prejuízo certo.



(Ernane de Oliveira Nardelli. Disponível em: https://www.migalhas.com.br. Acesso em: dezembro de 2025.)

Considerando o excerto “É nesse contexto que se impõe às empresas a necessidade de uma atuação mais ativa e preventiva.” (3º§), assinale a alternativa que, quanto à colocação pronominal, apresenta reescrita INCORRETA.
Alternativas
Q3894991 Português

Burnout nas relações de trabalho: O que as empresas precisam fazer para evitar um passivo bilionário

 


O aumento de 14,5% no número de ações judiciais por burnout nos primeiros quatro meses de 2025, conforme levantamento divulgado pela imprensa nacional, é mais do que uma estatística preocupante, é um sinal claro de que as empresas precisam tratar a saúde mental como um vetor de risco jurídico. Segundo o levantamento, feito exclusivo para a Folha de S. Paulo, foram 5.248 novos processos ajuizados no período, com pedidos que somam R$ 3,75 bilhões em indenizações, com valor médio superior a R$ 368 mil por ação.

Reconhecida pela OMS – Organização Mundial da Saúde, desde 2022, como uma síndrome ocupacional relacionada ao esgotamento crônico no trabalho, a síndrome de burnout passou a ser enquadrada, no Brasil, como doença do trabalho nos termos do art. 20, §1º, alínea “d”, da Lei nº 8.213/1991. Isso significa que, ao se configurar o nexo entre a atividade profissional e o adoecimento, o trabalhador pode ser afastado com direito ao benefício previdenciário acidentário (auxílio-doença por acidente de trabalho), além de eventuais repercussões cíveis e trabalhistas.

É nesse contexto que se impõe às empresas a necessidade de uma atuação mais ativa e preventiva. A responsabilização do empregador, nesses casos, se funda na teoria da responsabilidade subjetiva, exigindo-se a comprovação de culpa ou dolo. No entanto, uma jurisprudência cada vez mais sensível ao tema tem flexibilizado a análise do nexo causal, especialmente em ambientes organizacionais marcados por metas agressivas, jornadas excessivas, ausência de pausas e práticas de gestão disfuncionais.

Embora a NR-1, que trata do GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, tenha seu item específico sobre riscos psicossociais adiado para vigência plena em 2026, seu conteúdo já serve como marco técnico de orientação. A nova redação da NR-1, aprovada pela Portaria nº 6.730/2020 do Ministério do Trabalho, estabelece a obrigatoriedade de identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais – incluindo os de natureza psicossocial – no PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos.

Assim, ainda que o não cumprimento específico das medidas voltadas à saúde mental não seja, neste momento, objeto de penalidades administrativas, o descumprimento do dever geral de cautela e diligência na gestão dos riscos do trabalho já pode ser utilizado como elemento de prova em ações judiciais. Nesse sentido, negligenciar a elaboração de um PGR adequado pode representar omissão culposa.

A defesa eficaz das empresas não passa apenas pela contestação individual das ações judiciais, mas pela adoção de medidas estruturantes de compliance trabalhista e gestão preventiva dos riscos ocupacionais. Isso inclui o mapeamento real dos fatores psicossociais no ambiente de trabalho; o treinamento de lideranças e RH para identificação precoce de sinais de adoecimento; programas internos de promoção à saúde mental, com registros e protocolos bem documentados; a adequação do PGR aos riscos psicossociais, mesmo antes da obrigatoriedade legal; e a revisão periódica de práticas de gestão para evitar exposição indevida a situações potencialmente lesivas.

Empresas que atuam proativamente têm, além de uma posição jurídica mais sólida, argumentos concretos para afastar o nexo causal, comprovando que adotaram todas as medidas razoáveis para prevenir o dano. Esse tipo de postura será cada vez mais valorizado tanto pela jurisprudência quanto pelas auditorias fiscais e pelo próprio mercado, especialmente diante da criação do selo de saúde mental corporativa, anunciado pelo Ministério do Trabalho em 2024.

A judicialização da saúde mental não é uma abstração, é um fenômeno concreto que já mobiliza bilhões de reais em passivo trabalhista. O burnout, por sua natureza complexa e multifatorial, exige das empresas uma postura técnica, preventiva e juridicamente embasada. Ignorar esse cenário é permitir que um risco previsível se transforme em prejuízo certo.



(Ernane de Oliveira Nardelli. Disponível em: https://www.migalhas.com.br. Acesso em: dezembro de 2025.)

A função principal das conjunções é ligar termos ou orações, estabelecendo uma relação lógica entre eles. Considerando esse pressuposto, caso a conjunção “pois” fosse acrescida ao trecho “A judicialização da saúde mental não é uma abstração, pois é um fenômeno concreto que já mobiliza bilhões de reais em passivo trabalhista.” (8º§), o seu valor semântico seria de: 
Alternativas
Q3894990 Português

Burnout nas relações de trabalho: O que as empresas precisam fazer para evitar um passivo bilionário

 


O aumento de 14,5% no número de ações judiciais por burnout nos primeiros quatro meses de 2025, conforme levantamento divulgado pela imprensa nacional, é mais do que uma estatística preocupante, é um sinal claro de que as empresas precisam tratar a saúde mental como um vetor de risco jurídico. Segundo o levantamento, feito exclusivo para a Folha de S. Paulo, foram 5.248 novos processos ajuizados no período, com pedidos que somam R$ 3,75 bilhões em indenizações, com valor médio superior a R$ 368 mil por ação.

Reconhecida pela OMS – Organização Mundial da Saúde, desde 2022, como uma síndrome ocupacional relacionada ao esgotamento crônico no trabalho, a síndrome de burnout passou a ser enquadrada, no Brasil, como doença do trabalho nos termos do art. 20, §1º, alínea “d”, da Lei nº 8.213/1991. Isso significa que, ao se configurar o nexo entre a atividade profissional e o adoecimento, o trabalhador pode ser afastado com direito ao benefício previdenciário acidentário (auxílio-doença por acidente de trabalho), além de eventuais repercussões cíveis e trabalhistas.

É nesse contexto que se impõe às empresas a necessidade de uma atuação mais ativa e preventiva. A responsabilização do empregador, nesses casos, se funda na teoria da responsabilidade subjetiva, exigindo-se a comprovação de culpa ou dolo. No entanto, uma jurisprudência cada vez mais sensível ao tema tem flexibilizado a análise do nexo causal, especialmente em ambientes organizacionais marcados por metas agressivas, jornadas excessivas, ausência de pausas e práticas de gestão disfuncionais.

Embora a NR-1, que trata do GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, tenha seu item específico sobre riscos psicossociais adiado para vigência plena em 2026, seu conteúdo já serve como marco técnico de orientação. A nova redação da NR-1, aprovada pela Portaria nº 6.730/2020 do Ministério do Trabalho, estabelece a obrigatoriedade de identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais – incluindo os de natureza psicossocial – no PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos.

Assim, ainda que o não cumprimento específico das medidas voltadas à saúde mental não seja, neste momento, objeto de penalidades administrativas, o descumprimento do dever geral de cautela e diligência na gestão dos riscos do trabalho já pode ser utilizado como elemento de prova em ações judiciais. Nesse sentido, negligenciar a elaboração de um PGR adequado pode representar omissão culposa.

A defesa eficaz das empresas não passa apenas pela contestação individual das ações judiciais, mas pela adoção de medidas estruturantes de compliance trabalhista e gestão preventiva dos riscos ocupacionais. Isso inclui o mapeamento real dos fatores psicossociais no ambiente de trabalho; o treinamento de lideranças e RH para identificação precoce de sinais de adoecimento; programas internos de promoção à saúde mental, com registros e protocolos bem documentados; a adequação do PGR aos riscos psicossociais, mesmo antes da obrigatoriedade legal; e a revisão periódica de práticas de gestão para evitar exposição indevida a situações potencialmente lesivas.

Empresas que atuam proativamente têm, além de uma posição jurídica mais sólida, argumentos concretos para afastar o nexo causal, comprovando que adotaram todas as medidas razoáveis para prevenir o dano. Esse tipo de postura será cada vez mais valorizado tanto pela jurisprudência quanto pelas auditorias fiscais e pelo próprio mercado, especialmente diante da criação do selo de saúde mental corporativa, anunciado pelo Ministério do Trabalho em 2024.

A judicialização da saúde mental não é uma abstração, é um fenômeno concreto que já mobiliza bilhões de reais em passivo trabalhista. O burnout, por sua natureza complexa e multifatorial, exige das empresas uma postura técnica, preventiva e juridicamente embasada. Ignorar esse cenário é permitir que um risco previsível se transforme em prejuízo certo.



(Ernane de Oliveira Nardelli. Disponível em: https://www.migalhas.com.br. Acesso em: dezembro de 2025.)

Observe o excerto “Nesse sentido, negligenciar a elaboração de um PGR adequado pode representar omissão culposa” (5º§) e assinale a afirmativa que justifica a concordância entre os termos destacados.
Alternativas
Q3894903 Português
Foguete sul-coreano explode após lançamento no Brasil: o que se sabe sobre a missão fracassada.


O primeiro foguete comercial lançado a partir de uma base brasileira explodiu minutos depois de decolar da Base de Alcântara, no Maranhão, na noite de segunda-feira (22/12). O veículo não era tripulado.

O lançamento do HANBIT-Nano, da empresa sul-coreana Innospace, ocorreu às 22h13 e, segundo nota da Força Aérea Brasileira (FAB), após cerca de 30 segundos de voo, "foi observada uma anomalia no veículo lançador".

A investigação técnica será realizada pela FAB e a Innospace, conforme os procedimentos internacionais adotados no setor espacial.

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) afirmou, também por meio de nota, que "todos os protocolos de segurança, rastreio e operações de solo — de responsabilidade do Brasil — funcionaram com precisão e exatidão".

"Eventos desta natureza, embora indesejados, são comuns no processo de inovação e pioneirismo científico, servindo como fonte indispensável de dados e aprendizado para o aperfeiçoamento de futuros sistemas", afirmou o MCTI.

O lançamento do HANBIT-Nano foi adiado diversas vezes. Inicialmente, o voo estava programado para ocorrer em novembro, mas a data mudou para 17 de dezembro, e, depois para o dia 19, devido a identificação de uma anomalia.

Outro problema fez com que o lançamento fosse transferido para essa segunda.

Em nota, a FAB afirmou que, apesar da anomalia, o lançamento "representa um marco histórico para o Brasil, por se tratar do primeiro lançamento comercial realizado a partir do território nacional, reforçando a maturidade operacional do Centro de Lançamento de Alcântara e sua relevância estratégica no cenário espacial global."

O foguete tinha 21,8 metros de comprimento e pesava 20 toneladas. Segundo a Agência Brasil, ele levaria para o espaço satélites que seriam colocados na órbita da Terra. Também carregava oito cargas úteis: cinco pequenos satélites e três dispositivos experimentais desenvolvidos pelo Brasil e a Índia.

O MCTI afirmou que o evento "não altera o curso estratégico do Programa Espacial Brasileiro (PEB). Pelo contrário, a realização de um lançamento comercial a partir de território nacional é um marco histórico que reafirma a soberania tecnológica do Brasil."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgj92z198jo 
"O primeiro foguete comercial lançado a partir de uma base brasileira explodiu minutos depois de decolar da Base de Alcântara, no Maranhão, na noite de segunda-feira (22/12)."
Analise a transitividade do verbo 'explodir' no trecho acima e, em seguida, observe seu emprego nos enunciados a seguir:

I.O Rio Grande do Sul é um barril de pólvora pronto a explodir novamente.
II.As flores explodiram coloridas.
III.A plateia explodiu em uma uníssona gargalhada.
IV.A população das cidades explodiu nos últimos tempos.


É correto afirmar que o verbo 'explodir' mantém a mesma transitividade apresentada no texto em:
Alternativas
Q3894898 Português
Foguete sul-coreano explode após lançamento no Brasil: o que se sabe sobre a missão fracassada.


O primeiro foguete comercial lançado a partir de uma base brasileira explodiu minutos depois de decolar da Base de Alcântara, no Maranhão, na noite de segunda-feira (22/12). O veículo não era tripulado.

O lançamento do HANBIT-Nano, da empresa sul-coreana Innospace, ocorreu às 22h13 e, segundo nota da Força Aérea Brasileira (FAB), após cerca de 30 segundos de voo, "foi observada uma anomalia no veículo lançador".

A investigação técnica será realizada pela FAB e a Innospace, conforme os procedimentos internacionais adotados no setor espacial.

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) afirmou, também por meio de nota, que "todos os protocolos de segurança, rastreio e operações de solo — de responsabilidade do Brasil — funcionaram com precisão e exatidão".

"Eventos desta natureza, embora indesejados, são comuns no processo de inovação e pioneirismo científico, servindo como fonte indispensável de dados e aprendizado para o aperfeiçoamento de futuros sistemas", afirmou o MCTI.

O lançamento do HANBIT-Nano foi adiado diversas vezes. Inicialmente, o voo estava programado para ocorrer em novembro, mas a data mudou para 17 de dezembro, e, depois para o dia 19, devido a identificação de uma anomalia.

Outro problema fez com que o lançamento fosse transferido para essa segunda.

Em nota, a FAB afirmou que, apesar da anomalia, o lançamento "representa um marco histórico para o Brasil, por se tratar do primeiro lançamento comercial realizado a partir do território nacional, reforçando a maturidade operacional do Centro de Lançamento de Alcântara e sua relevância estratégica no cenário espacial global."

O foguete tinha 21,8 metros de comprimento e pesava 20 toneladas. Segundo a Agência Brasil, ele levaria para o espaço satélites que seriam colocados na órbita da Terra. Também carregava oito cargas úteis: cinco pequenos satélites e três dispositivos experimentais desenvolvidos pelo Brasil e a Índia.

O MCTI afirmou que o evento "não altera o curso estratégico do Programa Espacial Brasileiro (PEB). Pelo contrário, a realização de um lançamento comercial a partir de território nacional é um marco histórico que reafirma a soberania tecnológica do Brasil."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgj92z198jo 
"Segundo a Agência Brasil, ele levaria para o espaço satélites que seriam colocados na órbita da Terra."
O verbo 'ser' está flexionado corretamente para concordar com o sujeito 'satélites'. Agora, analise a concordância verbal nos trechos a seguir:

I.O governo estima que 14,2 milhões de pessoas vivem abaixo do nível de pobreza após pagarem os custos relacionados à moradia.

II.O número de crianças em situação de pobreza no Reino Unido atingiu seu nível mais alto desde que os registros comparativos começaram, em 2002.

III.As revelações o levaria a uma jornada de dez anos, descobrindo uma família destruída pelo Holocausto, uma fortuna de bilhões de libras desaparecida e um legado de obras de arte e propriedades roubadas durante o regime nazista.

IV.As fotografias em preto e branco mostravam fragmentos da infância de Peter, bastante distinta da criação modesta de seu filho em Londres — revelava uma Mercedes com motorista, mansões com empregados e escadarias ricamente esculpidas com anjos.


A concordância está adequada em:
Alternativas
Q3894173 Português
Yuval Harari: “bilionários, construam bunkers nas suas mentes”


    “Bilionários e grandes empresários da tecnologia em lugares como o Vale do Silício têm medo de que, em parte por causa de suas próprias ações, o mundo logo viverá um apocalipse, uma terceira guerra mundial, um desastre ecológico, uma catástrofe artificial”, disse o historiador israelense e autor de best-sellers como “Sapiens”, Yuval Harari, durante o evento HSM+, em São Paulo. “Para sobreviver, eles estão construindo bunkers onde podem se esconder, mas ainda não sabem onde construir. Esse é um dos temas mais comentados em conversas privadas.” 

    O historiador provoca: “Então, deixe-me dizer onde construir seu ‘bunker do juízo final’: construa-o na sua mente.”

    Segundo o autor de “Homo Deus”, “21 Lições para o Século 21” e “Nexus”, as ameaças enfrentadas pela humanidade hoje se movimentam na velocidade da luz e atacam nossas mentes antes mesmo de chegar aos nossos corpos. “O que todos precisamos é fortalecer a mente, e isso é especialmente importante para líderes, porque as decisões que você faz dentro do bunker, dentro da sua mente, mudam a vida de milhares e até milhões de pessoas.”

    Para isso, é preciso investir tempo – o maior luxo da atualidade. “Essa é uma tarefa que você não pode delegar a um assistente e não pode resolver com dinheiro. Você não pode mandar a sua mente para a lavanderia; tem que limpá-la sozinho. Seja com terapia, meditação ou fazendo uma trilha na floresta, sempre leva tempo.”

    Enquanto os algoritmos ditam as conversas e a inteligência artificial assume cada vez mais funções, os humanos têm tentado acompanhar o ritmo das máquinas. “Como todos os animais e plantas, nós vivemos por ciclos: dia e noite, verão e inverno, atividade e descanso. Se você mantiver um organismo ocupado o tempo todo, sem descanso, ele eventualmente vai colapsar e morrer”, disse o historiador. “Os algoritmos, por outro lado, não são orgânicos. Eles não funcionam por ciclos, eles não precisam de tempo para descansar, não têm famílias, não tiram férias.” 

    Nesse novo mundo em que os algoritmos tomam conta – desde os bancos até a política –, nós, humanos, também não desligamos. “Se você tenta descansar, parece que está ficando para trás.”

    Isso vale especialmente para as lideranças. Depois de conhecer grandes líderes empresariais e políticos, Harari encontrou muitas diferenças entre eles, mas um ponto em comum: “Quase todos não têm permissão para descansar. Eles não têm tempo. E isso faz deles muito pobres.”

    Na sua visão, algumas das pessoas mais ricas e poderosas do mundo são extremamente pobres. “Eles não conseguem descansar, meditar, ler um livro ou caminhar. Eles não têm tempo para cuidar de suas mentes”, disse. “Isso não é bom para eles, e certamente não é bom para a sociedade humana ser liderada por pessoas com mentes perturbadas e sem tempo para relaxar.”

    Harari fechou sua palestra com um chamado para os líderes: “Não somente pelo seu próprio bem, mas também pelo da sociedade, encontrem tempo para cuidar das suas mentes.”


(Por Fernanda Almeida. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/. Acesso em: dezembro de 2025.)
Em “‘Para sobreviver, eles estão construindo bunkers onde podem se esconder, mas ainda não sabem onde construir. Esse é um dos temas mais comentados em conversas privadas.’” (1º§), o termo utilizado para introduzir o período permite identificar:
Alternativas
Q3894168 Português
Yuval Harari: “bilionários, construam bunkers nas suas mentes”


    “Bilionários e grandes empresários da tecnologia em lugares como o Vale do Silício têm medo de que, em parte por causa de suas próprias ações, o mundo logo viverá um apocalipse, uma terceira guerra mundial, um desastre ecológico, uma catástrofe artificial”, disse o historiador israelense e autor de best-sellers como “Sapiens”, Yuval Harari, durante o evento HSM+, em São Paulo. “Para sobreviver, eles estão construindo bunkers onde podem se esconder, mas ainda não sabem onde construir. Esse é um dos temas mais comentados em conversas privadas.” 

    O historiador provoca: “Então, deixe-me dizer onde construir seu ‘bunker do juízo final’: construa-o na sua mente.”

    Segundo o autor de “Homo Deus”, “21 Lições para o Século 21” e “Nexus”, as ameaças enfrentadas pela humanidade hoje se movimentam na velocidade da luz e atacam nossas mentes antes mesmo de chegar aos nossos corpos. “O que todos precisamos é fortalecer a mente, e isso é especialmente importante para líderes, porque as decisões que você faz dentro do bunker, dentro da sua mente, mudam a vida de milhares e até milhões de pessoas.”

    Para isso, é preciso investir tempo – o maior luxo da atualidade. “Essa é uma tarefa que você não pode delegar a um assistente e não pode resolver com dinheiro. Você não pode mandar a sua mente para a lavanderia; tem que limpá-la sozinho. Seja com terapia, meditação ou fazendo uma trilha na floresta, sempre leva tempo.”

    Enquanto os algoritmos ditam as conversas e a inteligência artificial assume cada vez mais funções, os humanos têm tentado acompanhar o ritmo das máquinas. “Como todos os animais e plantas, nós vivemos por ciclos: dia e noite, verão e inverno, atividade e descanso. Se você mantiver um organismo ocupado o tempo todo, sem descanso, ele eventualmente vai colapsar e morrer”, disse o historiador. “Os algoritmos, por outro lado, não são orgânicos. Eles não funcionam por ciclos, eles não precisam de tempo para descansar, não têm famílias, não tiram férias.” 

    Nesse novo mundo em que os algoritmos tomam conta – desde os bancos até a política –, nós, humanos, também não desligamos. “Se você tenta descansar, parece que está ficando para trás.”

    Isso vale especialmente para as lideranças. Depois de conhecer grandes líderes empresariais e políticos, Harari encontrou muitas diferenças entre eles, mas um ponto em comum: “Quase todos não têm permissão para descansar. Eles não têm tempo. E isso faz deles muito pobres.”

    Na sua visão, algumas das pessoas mais ricas e poderosas do mundo são extremamente pobres. “Eles não conseguem descansar, meditar, ler um livro ou caminhar. Eles não têm tempo para cuidar de suas mentes”, disse. “Isso não é bom para eles, e certamente não é bom para a sociedade humana ser liderada por pessoas com mentes perturbadas e sem tempo para relaxar.”

    Harari fechou sua palestra com um chamado para os líderes: “Não somente pelo seu próprio bem, mas também pelo da sociedade, encontrem tempo para cuidar das suas mentes.”


(Por Fernanda Almeida. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/. Acesso em: dezembro de 2025.)
Quanto à estrutura linguística escolhida para dar título ao texto, pode-se afirmar que apresenta em sua composição:
Alternativas
Q3894009 Português
Texto 1

Impacto da Inteligência Artificial no Pensamento Crítico


No mundo contemporâneo, a inteligência artificial (IA) está se tornando uma ferramenta indispensável em diversas áreas, desde a medicina até o marketing digital. No entanto, um estudo recente realizado pela Microsoft em parceria com a Universidade Carnegie Mellon levanta preocupações significativas sobre o impacto dessa tecnologia nas habilidades cognitivas humanas.

A pesquisa revela que a dependência de instrumentos de IA para a execução de tarefas rotineiras pode levar a uma diminuição do pensamento crítico, uma habilidade essencial para a resolução de problemas complexos. Os cientistas alertam que, embora a IA aumente a eficiência, ela também reduz o engajamento crítico dos usuários, especialmente em ambientes onde a supervisão se torna mais comum do que a execução direta de tarefas.

Dentro desse contexto, profissionais de marketing e tecnologia devem refletir sobre seu papel na integração de IA em seus processos, garantindo que o uso dessas tecnologias fortaleça, em vez de enfraquecer, as habilidades humanas no longo prazo.

Desafios do Uso de IA no Trabalho

O estudo mencionou que a utilização de IA permitiu a realização de tarefas mais eficientes, mas também destacou que uma confiança excessiva nessas tecnologias pode resultar em um pensamento analítico superficial. Situações comuns onde isso ocorreu incluem a criação de apresentações por professores usando o DALL-E e traders que utilizam o ChatGPT da OpenAI para gerar recomendações estratégicas.

A pesquisa envolveu 319 profissionais que relataram suas experiências ao usar IA. Muitos participantes mencionaram que sentiram uma redução na necessidade de exercício do pensamento crítico quando as respostas geradas pareciam confiáveis, mas se envolveram mais criticamente quando percebiam ainda alguma incerteza nas soluções propostas pela IA. 

Fatores Influenciadores do Pensamento Crítico

Uma série de fatores pode influenciar o quanto as pessoas exercem seu pensamento crítico. O estudo revelou que sob condições de pressão de tempo, a habilidade de pensar de forma crítica tende a diminuir. Por outro lado, cenários de alto risco podem aumentar essa capacidade, uma vez que um erro pode ter consequências sérias.

Essas observações são fundamentais para empresas que buscam integrar IA em suas operações. Criar ambientes que incentivem a análise crítica e reflexão pode ser essencial para maximizar os benefícios da IA sem sacrificar as capacidades cognitivas dos colaboradores.

[…]

Regulando a Dependência Cognitiva

Uma das principais recomendações da Microsoft para minimizar a “atrofia” cognitiva é garantir que as ferramentas de IA incentivem o aprendizado do usuário. Isso pode incluir metodologias que ajudam os usuários a desenvolverem suas habilidades analíticas, como verificar fatos e analisar argumentos complexos.

A IA deve ser vista como uma parceira, facilitando o desenvolvimento de competências críticas em vez de substituir a necessidade delas. Esta abordagem motivacional pode ser o diferencial para criar um ecossistema digital mais robusto e sustentável.

A Nova Era da Inteligência Coletiva

Conscientes das pressões tecnológicas, empresas e indivíduos precisam adotar uma postura crítica e consciente sobre como a IA é incorporada em nossa rotina profissional e pessoal. Aqueles que equilibram essa adaptação com o fortalecimento de suas habilidades cognitivas estarão, sem dúvida, mais bem preparados para moldar o futuro.


Rodrigo Neves

Presidente Nacional da AnaMid

CEO da VitaminaWeb


Fonte: https://www.anamid.com.br/impacto-dainteligencia-artificial-no-pensamento-critico
Levando em consideração o período do Texto 1:

“Uma das principais recomendações da Microsoft para minimizar a ‘atrofia’ cognitiva é garantir que as ferramentas de IA incentivem o aprendizado do usuário.”

Assinale apenas o segmento do período que se configura como uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
Alternativas
Q3894008 Português
Texto 1

Impacto da Inteligência Artificial no Pensamento Crítico


No mundo contemporâneo, a inteligência artificial (IA) está se tornando uma ferramenta indispensável em diversas áreas, desde a medicina até o marketing digital. No entanto, um estudo recente realizado pela Microsoft em parceria com a Universidade Carnegie Mellon levanta preocupações significativas sobre o impacto dessa tecnologia nas habilidades cognitivas humanas.

A pesquisa revela que a dependência de instrumentos de IA para a execução de tarefas rotineiras pode levar a uma diminuição do pensamento crítico, uma habilidade essencial para a resolução de problemas complexos. Os cientistas alertam que, embora a IA aumente a eficiência, ela também reduz o engajamento crítico dos usuários, especialmente em ambientes onde a supervisão se torna mais comum do que a execução direta de tarefas.

Dentro desse contexto, profissionais de marketing e tecnologia devem refletir sobre seu papel na integração de IA em seus processos, garantindo que o uso dessas tecnologias fortaleça, em vez de enfraquecer, as habilidades humanas no longo prazo.

Desafios do Uso de IA no Trabalho

O estudo mencionou que a utilização de IA permitiu a realização de tarefas mais eficientes, mas também destacou que uma confiança excessiva nessas tecnologias pode resultar em um pensamento analítico superficial. Situações comuns onde isso ocorreu incluem a criação de apresentações por professores usando o DALL-E e traders que utilizam o ChatGPT da OpenAI para gerar recomendações estratégicas.

A pesquisa envolveu 319 profissionais que relataram suas experiências ao usar IA. Muitos participantes mencionaram que sentiram uma redução na necessidade de exercício do pensamento crítico quando as respostas geradas pareciam confiáveis, mas se envolveram mais criticamente quando percebiam ainda alguma incerteza nas soluções propostas pela IA. 

Fatores Influenciadores do Pensamento Crítico

Uma série de fatores pode influenciar o quanto as pessoas exercem seu pensamento crítico. O estudo revelou que sob condições de pressão de tempo, a habilidade de pensar de forma crítica tende a diminuir. Por outro lado, cenários de alto risco podem aumentar essa capacidade, uma vez que um erro pode ter consequências sérias.

Essas observações são fundamentais para empresas que buscam integrar IA em suas operações. Criar ambientes que incentivem a análise crítica e reflexão pode ser essencial para maximizar os benefícios da IA sem sacrificar as capacidades cognitivas dos colaboradores.

[…]

Regulando a Dependência Cognitiva

Uma das principais recomendações da Microsoft para minimizar a “atrofia” cognitiva é garantir que as ferramentas de IA incentivem o aprendizado do usuário. Isso pode incluir metodologias que ajudam os usuários a desenvolverem suas habilidades analíticas, como verificar fatos e analisar argumentos complexos.

A IA deve ser vista como uma parceira, facilitando o desenvolvimento de competências críticas em vez de substituir a necessidade delas. Esta abordagem motivacional pode ser o diferencial para criar um ecossistema digital mais robusto e sustentável.

A Nova Era da Inteligência Coletiva

Conscientes das pressões tecnológicas, empresas e indivíduos precisam adotar uma postura crítica e consciente sobre como a IA é incorporada em nossa rotina profissional e pessoal. Aqueles que equilibram essa adaptação com o fortalecimento de suas habilidades cognitivas estarão, sem dúvida, mais bem preparados para moldar o futuro.


Rodrigo Neves

Presidente Nacional da AnaMid

CEO da VitaminaWeb


Fonte: https://www.anamid.com.br/impacto-dainteligencia-artificial-no-pensamento-critico
Considere o período:

“Uma série de fatores pode influenciar o quanto as pessoas exercem seu pensamento crítico.”

Assinale a alternativa correta quanto ao tipo de sujeito da oração principal.
Alternativas
Q3892903 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os alimentos que enganam seu cérebro e fazem você achar que não comeu tanto


Nuggets de frango, salgadinhos de pacote, refrigerantes, sorvetes, pão integral fatiado. Você já parou para pensar por que esses produtos, tão criticados por profissionais de saúde, estão cada vez mais presentes nas prateleiras?


Segundo o epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, esses alimentos, conhecidos como ultraprocessados, são feitos a partir de ingredientes isolados — como gordura, açúcar, amido e proteínas — e contam com uma série de aditivos cosméticos — flavorizantes, corantes, emulsificantes, entre outros — que dão sabor, aroma e outros atributos desejáveis.


Eles não são apenas pouco saudáveis — são parte de uma indústria bilionária que incentiva o consumo excessivo e contribui para doenças como a obesidade.


"A dieta ultraprocessada tem uma alta densidade de energia. Ela tem pouca água, pouca fibra, e muita gordura e açúcar. Tudo isso junto faz ela ter uma densidade de energia, de calorias por volume, muito grande", explica Monteiro, líder do grupo de estudos que cunhou o termo alimentos ultraprocessados.


"Outro ponto é a hiperpalatabilidade. Esses ultraprocessados são artificialmente palatáveis. Eles são formulados para serem consumidos em excesso, porque a pessoa não consegue parar de comer graças à textura, ao aroma."


O epidemiologista destaca ainda que os ultraprocessados fazem com que as pessoas comam em pouco tempo uma grande quantidade de calorias. Isso faz com que o cérebro não tenha tempo para identificar que a pessoa já comeu o suficiente.


"Quando ele identifica o que foi comido, já passou a hora e você comeu demais."


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp37kg2exw4o. adaptado.

Segundo o epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, esses alimentos são feitos a partir de ingredientes isolados como gordura, açúcar, amido e proteínas.

Em relação ao tipo de predicado presente na frase, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3892901 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os alimentos que enganam seu cérebro e fazem você achar que não comeu tanto


Nuggets de frango, salgadinhos de pacote, refrigerantes, sorvetes, pão integral fatiado. Você já parou para pensar por que esses produtos, tão criticados por profissionais de saúde, estão cada vez mais presentes nas prateleiras?


Segundo o epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, esses alimentos, conhecidos como ultraprocessados, são feitos a partir de ingredientes isolados — como gordura, açúcar, amido e proteínas — e contam com uma série de aditivos cosméticos — flavorizantes, corantes, emulsificantes, entre outros — que dão sabor, aroma e outros atributos desejáveis.


Eles não são apenas pouco saudáveis — são parte de uma indústria bilionária que incentiva o consumo excessivo e contribui para doenças como a obesidade.


"A dieta ultraprocessada tem uma alta densidade de energia. Ela tem pouca água, pouca fibra, e muita gordura e açúcar. Tudo isso junto faz ela ter uma densidade de energia, de calorias por volume, muito grande", explica Monteiro, líder do grupo de estudos que cunhou o termo alimentos ultraprocessados.


"Outro ponto é a hiperpalatabilidade. Esses ultraprocessados são artificialmente palatáveis. Eles são formulados para serem consumidos em excesso, porque a pessoa não consegue parar de comer graças à textura, ao aroma."


O epidemiologista destaca ainda que os ultraprocessados fazem com que as pessoas comam em pouco tempo uma grande quantidade de calorias. Isso faz com que o cérebro não tenha tempo para identificar que a pessoa já comeu o suficiente.


"Quando ele identifica o que foi comido, já passou a hora e você comeu demais."


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp37kg2exw4o. adaptado.

A dieta ultraprocessada "tem" uma alta densidade de energia.

Em relação à regência verbal do verbo destacado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
3941: C
3942: C
3943: E
3944: A
3945: C
3946: D
3947: C
3948: A
3949: B
3950: D
3951: B
3952: C
3953: C
3954: C
3955: C
3956: A
3957: E
3958: D
3959: B
3960: D