Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3975356 Português
Leitura tem queda dramática – e preocupante – pelo mundo

Ler livros tem sido algo cada vez menos comum – seja no Brasil, na Europa ou nos EUA. O que isso significa para nossa saúde?

Uma queda vertiginosa no número de leitores está atingindo diversas partes do planeta – e a tendência é preocupante. De acordo com um estudo da Universidade da Flórida e do University College London, da Inglaterra, a quantidade de pessoas nos Estados Unidos que mantêm o hábito da leitura por prazer caiu mais de 40% nos últimos 20 anos. A cada ano, essa parcela recua cerca de 3%, algo "significativo e muito preocupante", afirma Jill Sonke, diretora do Centro de Artes em Medicina da Universidade da Flórida.

O levantamento também mostra a desigualdade no acesso à leitura dos americanos: a retração no hábito é maior para afro-americanos, pessoas com menor renda ou escolaridade e moradores de áreas rurais.

"Mas, embora as pessoas com maior nível de escolaridade e as mulheres continuem lendo com mais frequência, observamos mudanças mesmo dentro desses grupos", alertou Jessica Bone, pesquisadora sênior de estatística e epidemiologia da University College London.

No Brasil, a situação também é drástica. Pela primeira vez, a parcela dos que não leem livros é maior que a daqueles que recorrem à literatura nos momentos de lazer. A conclusão é da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", do Instituto Pró-Livro.

A mais recente edição do levantamento mostrou que, em 2024, 53% dos entrevistados se consideraram "nãoleitores", contra 47% dos leitores. Em 2019, eram 52% leitores e 48% não-leitores.

Na comparação entre os sexos, mulheres leem mais: estima-se que elas sejam 50 milhões, contra 43 milhões de leitores homens no Brasil. O único segmento da população brasileira que não teve queda no número de leitores foi nas faixas etárias de 11 a 13 anos e de mais de 70 anos.

(https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/02/06/leituratemqueda-dramatica-e-preocupante-pelomundo.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-barmobile&utm_campaign=materias)
Na oração “Roubaram o meu livro”, há a presença de um:
Alternativas
Q3974847 Português

Texto CG1A1


    Na esteira da pandemia de covid-19, as lições extraídas das primeiras necropsias desempenharam um papel crucial na redução das incertezas sobre como esse novo vírus estava infligindo tanto sofrimento e morte. Inicialmente, o que parecia ser apenas mais uma endemia desencadeada por um vírus respiratório, com origem na Ásia, revelou-se, em poucos meses, uma enfermidade nova e distinta, com poucas semelhanças com outras causadas pelos membros conhecidos da família dos coronavírus.


    A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfrentou críticas por sua demora e hesitação em reconhecer a pandemia. Muitos "especialistas" fizeram previsões e ofereceram orientações categóricas, que acabaram sendo desmentidas pela rápida disseminação da doença.


    Cientistas e jornalistas especializados em saúde, que inicialmente advertiram sobre a complexidade e o prolongamento do caminho a ser percorrido, foram inicialmente recebidos com ceticismo. A valorização global do esforço dos profissionais de saúde foi generalizada, porém, entre tantas categorias homenageadas, é crucial destacar o papel dos médicos patologistas, que deram os primeiros passos decisivos e que tiveram sua importância reavaliada nesse contexto.


    Graças às informações comparativas das autópsias, foi possível identificar a doença e entender que ela não tinha tantas semelhanças com as que já haviam acometido a sociedade humana. Porém, mais do que isso, foram reforçadas a necessidade de um maior controle sanitário e a importância de uma análise patológica minuciosa para enfrentar desafios de mesma natureza no futuro.



Internet: <https://cursos.escolaeducacao.com.br>  (com adaptações). 

No trecho “A valorização global do esforço dos profissionais de saúde foi generalizada, porém, entre tantas categorias homenageadas, é crucial destacar o papel dos médicos patologistas” (terceiro parágrafo do texto CG1A1), o vocábulo “porém” classifica-se como conjunção que expressa
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Q3974802 Português
No estudo da sintaxe da Língua Portuguesa, o sintagma nominal (SN) organiza-se em torno de um elemento central, responsável por determinar sua classe e função sintática. Considerando esse conceito, assinale a alternativa em que o termo destacado exerce a função de núcleo do sintagma nominal.
Alternativas
Q3974801 Português
A regência nominal e verbal diz respeito às relações de dependência que nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) e verbos estabelecem com seus complementos, exigindo ou não o uso de preposição.

Assinale a alternativa em que a regência verbal está empregada INCORRETAMENTE
Alternativas
Q3974799 Português
Na análise sintática da oração, os termos essenciais são responsáveis pela estrutura básica do enunciado, estabelecendo a relação fundamental entre aquilo de que se fala e o que se declara a respeito.

Considerando os conceitos de sujeito e predicado, assinale a alternativa em que a identificação desses termos está corretamente estabelecida.
Alternativas
Q3974798 Português
Considerando estritamente a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que a forma verbal está corretamente empregada quanto à concordância verbal. 
Alternativas
Q3974796 Português
Considere o seguinte excerto:

Durante a reunião pedagógica: a coordenadora apresentou os principais objetivos do semestre, reorganizar o calendário acadêmico, revisar os planos de ensino e fortalecer a integração entre os docentes. Os professores ouviram atentamente, anotaram orientações importantes, refletiram sobre as mudanças propostas, e demonstraram interesse em colaborar com o processo! Ao final da exposição um dos docentes levantou uma questão relevante: como seriam avaliados os impactos dessas alterações no desempenho discente? A pergunta gerou debate, diferentes opiniões surgiram; algumas mais cautelosas, outras bastante entusiasmadas.

Sobre a utilização da pontuação, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3974700 Português
A análise sintática moderna, superando a mera classificação de termos isolados, compreende a frase como uma organização de sintagmas. O sintagma é definido como uma unidade formal que se organiza em torno de um núcleo, estabelecendo relações de dependência e determinação. Com base na teoria sintagmática, assinale a alternativa que apresenta uma análise correta:
Alternativas
Q3974697 Português
Considere o seguinte período de Machado de Assis em 'Dom Casmurro': 

'Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles dão ao termo, mas no que lhe pôs o vulgo.'

Sobre a organização sintática desse excerto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3974695 Português
No que concerne às normas gramaticais e ortográficas aplicadas aos topônimos na norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a grafia e a regência verbal corretas:
Alternativas
Q3974694 Português
No que concerne ao comportamento morfossintático do vocábulo "meio" e às normas de concordância nominal vigentes na norma-padrão, assinale a proposição correta: 
Alternativas
Q3974589 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
Emprega-se vírgula para isolar um vocativo no seguinte trecho:
Alternativas
Q3974588 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
Expressão expletiva é aquela que não exerce função sintática. Constitui uma expressão expletiva aquela sublinhada no seguinte trecho:
Alternativas
Q3974587 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
Estabelece no contexto uma relação de condição o termo sublinhado no seguinte trecho:
Alternativas
Q3974585 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
O verbo em negrito deve sua flexão ao termo sublinhado no seguinte trecho:
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Q3974517 Português
Justifica-se plenamente o emprego das formas verbais no plural em:
Alternativas
Q3974516 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[Luzia e a linguagem]


   O nome dela pode ser Luzia. Nasceu agora mesmo, no Brasil. Um peso, mas também uma alegria. Se tudo estiver bem com ela, com sua saúde e seu desenvolvimento, a menina vai realizar um pequeno milagre. A partir de dados desorganizados, fragmentados e muitas vezes contraditórios, Luzia vai aprender a falar.

   Quando, na vida adulta, ou mesmo ainda na escola, ela for tentar aprender um novo idioma, vai entender que não foi à toa que useia palavra "milagre" agora há pouco. Aquilo que para uma pessoa adulta, instruída, com acesso a todo tipo de recursos e métodos é uma tarefa complicadissima, uma criança pequena resolve por conta própria, quase sem dar por isso.

   A linguagem é algo absolutamente central para a nossa espécie, e somos muitissimo competentes em pegar esse bastão de uma geração anterior. Caso seja estritamente necessário, chegamos até a desenvolver um idioma que atenda às necessidades do nosso grupo, como já aconteceu com crianças surdas que, reunidas, desenvolveram como que do zero uma linguagem de sinais todinha delas.

   As exigências para este milagre da aquisição de linguagem são até menores do que as relativas a outros campos: nossa menina Luzia pode nascer em condições de violenta pobreza e privação, e, mesmo assim, seu desenvolvimento linguístico vai acontecer. Pode demorar um pouco mais, porém val acontecer. E se tudo estiver razoavelmente bem, ela vai acabar ganhando o domínio completo do idioma dos seus pais, da sua comunidade, do seu país. Ou, na verdade, sua nova versão dessa lingua. Sim, mesmo que Luzia não tenha acesso à educação formal. Nesse caso, é essa variedade do idioma que ela não vai ter no bolso. Mas apenas essa.

 Como nasceu no Brasil, é quase certo que esse idioma venha a ser o português. Ele vai ter um papel central na existência de Luzia: será o instrumento que ela vai utilizar para aprendera tomar decisões, conquistar o amor de alguém, alertar um amigo, pedir carinho à mãe, dizer bobagens para um filho... Tudo vai se dar nesse idioma. Nessa coisa variada, colorida, esquisita e maravilhosa que chamamos de lingua portuguesa.


(Adaptado de: GALINDO, Caetano W. Latim em pó. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 11-13)
Transpondo-se para a voz passiva a frase Se Luzia acessar a educação formal, dominará esse nível de linguagem, as formas verbais resultantes deverão ser
Alternativas
Q3974515 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[Luzia e a linguagem]


   O nome dela pode ser Luzia. Nasceu agora mesmo, no Brasil. Um peso, mas também uma alegria. Se tudo estiver bem com ela, com sua saúde e seu desenvolvimento, a menina vai realizar um pequeno milagre. A partir de dados desorganizados, fragmentados e muitas vezes contraditórios, Luzia vai aprender a falar.

   Quando, na vida adulta, ou mesmo ainda na escola, ela for tentar aprender um novo idioma, vai entender que não foi à toa que useia palavra "milagre" agora há pouco. Aquilo que para uma pessoa adulta, instruída, com acesso a todo tipo de recursos e métodos é uma tarefa complicadissima, uma criança pequena resolve por conta própria, quase sem dar por isso.

   A linguagem é algo absolutamente central para a nossa espécie, e somos muitissimo competentes em pegar esse bastão de uma geração anterior. Caso seja estritamente necessário, chegamos até a desenvolver um idioma que atenda às necessidades do nosso grupo, como já aconteceu com crianças surdas que, reunidas, desenvolveram como que do zero uma linguagem de sinais todinha delas.

   As exigências para este milagre da aquisição de linguagem são até menores do que as relativas a outros campos: nossa menina Luzia pode nascer em condições de violenta pobreza e privação, e, mesmo assim, seu desenvolvimento linguístico vai acontecer. Pode demorar um pouco mais, porém val acontecer. E se tudo estiver razoavelmente bem, ela vai acabar ganhando o domínio completo do idioma dos seus pais, da sua comunidade, do seu país. Ou, na verdade, sua nova versão dessa lingua. Sim, mesmo que Luzia não tenha acesso à educação formal. Nesse caso, é essa variedade do idioma que ela não vai ter no bolso. Mas apenas essa.

 Como nasceu no Brasil, é quase certo que esse idioma venha a ser o português. Ele vai ter um papel central na existência de Luzia: será o instrumento que ela vai utilizar para aprendera tomar decisões, conquistar o amor de alguém, alertar um amigo, pedir carinho à mãe, dizer bobagens para um filho... Tudo vai se dar nesse idioma. Nessa coisa variada, colorida, esquisita e maravilhosa que chamamos de lingua portuguesa.


(Adaptado de: GALINDO, Caetano W. Latim em pó. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 11-13)
Aquilo que para uma pessoa com acesso ao uso de métodos eficazes é uma tarefa que lhe exige muito esforço, uma criança pequena resolve sem dar por isso.

A redação da frase acima permanecerá correta caso se substituam os elementos sublinhados, na ordem dada, por:
Alternativas
Q3974509 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.



A favor do tédio



   Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o titulo de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".


  Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.


   Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?


  Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.


  Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?


  O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.



(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveltar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta, 2025, p. 159-162)

Numa nova redação da frase há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa, agora iniciada por é totalmente insossa, uma complementação coerente e correta será:
Alternativas
Q3974508 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.



A favor do tédio



   Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o titulo de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".


  Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.


   Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?


  Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.


  Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?


  O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.



(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveltar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta, 2025, p. 159-162)

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
Alternativas
Respostas
3281: C
3282: D
3283: C
3284: D
3285: E
3286: C
3287: C
3288: C
3289: D
3290: C
3291: C
3292: E
3293: E
3294: C
3295: D
3296: D
3297: B
3298: A
3299: C
3300: B