Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3651154 Português
Deputada acusa robô que faz desenhos ao estilo
Pixar de racismo após tecnologia gerar imagem
de mulher negra armada



Imagens criadas, gratuitamente, por uma
inteligência artificial hospedada pela Microsoft,
viraram trend. Para criá-las, é preciso colocar uma
descrição. “Não pode uma mulher negra, cria da
favela, estar num espaço que não da violência?",
questionou Renata. Ao g1, a Microsoft disse que
irá investigar o caso.






Deputada do RJ diz que robô gerou a imagem de uma mulher
negra armada — Foto: Reprodução



        A deputada estadual Renata Souza, do Rio de Janeiro, afirmou que, ao pedir para o "robô desenhista" criar um personagem de mulher negra na favela, ao estilo Pixar, obteve, como resultado a imagem de uma pessoa segurando uma arma na mão.

      A criação de personagens com os traços conhecidos do estúdio de animação se tornou uma trend nos últimos dias porque está disponível, gratuitamente, num site da Microsoft. As ilustrações são geradas por Inteligência Artificial, a partir de um detalhamento.

       Na publicação, a deputada acusou a plataforma de "racismo algorítmico" e disse que a descrição feita para pedir a imagem foi de "uma mulher negra, de cabelos afro, com roupas de estampa africana num cenário de favela”.

    “Não pode uma mulher negra, cria da favela, estar num espaço que não da violência? O que leva essa 'desinteligência artificial' a associar o meu corpo, a minha identidade, com uma arma?”, lamentou a deputada.

      Na mesma postagem, Renata incluiu uma foto na qual segura um diploma. Doutora em Comunicação e Cultura pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ), a deputada foi criada no Complexo da Maré. Zona Norte do Rio.

      "O racismo algoritmo está aí. Essa lógica de criminalização das pessoas negras, nesses territórios de favelas e periferias, também está nos algoritmos", completou a deputada, que também publicou um vídeo relatando a situação.

      A Microsoft, que hospeda o robô inteligente dentro do site bing.com/create, informou ao g1 que investiga o caso e que tomará medidas adequadas para ajustar o serviço.

       "Acreditamos que a criação de tecnologias de IA confiáveis e inclusivas é um tema crítico e algo que levamos muito a sério", diz a nota.

       O "robô desenhista" foi criado pela mesma desenvolvedora do ChatGPT, a Open AI, parceira da Microsoft.


Entenda a trend


      A mais nova trend das redes sociais cria personagens no estilo "Disney Pixar". Embora seja bem parecido com as animações originais, as imagens são produzidas pela Microsoft, que usa um "robô desenhista".

      Com o crescimento da trend, nas redes sociais, famosos postaram versões ao estilo Pixar e outros perfis têm pedido desenhos sobre cidades brasileiras, capas de álbuns, personagens famosos do cinema, entre outros temas. 


Disponível em: Deputada acusa robô que faz desenhos ao
estilo Pixar de racismo após tecnologia gerar imagem de
mulher negra armada | Tecnologia | G1 (globo.com) – Acesso
em 28/10/2023

Assinale a alternativa correta quanto ao trecho a seguir: “
O que leva essa 'desinteligência artificial' a associar o meu corpo, a minha identidade, com uma arma?”, lamentou a deputada.” 
Alternativas
Q3651049 Português
Inda estava longe, bem longe a vitória do abolicionismo, quando Bom-Crioulo, então simplesmente Amaro, veio, ninguém sabe donde, metido em roupas d’algodãozinho, trouxa ao ombro, grande chapéu de palha na cabeça e alpercatas de couro cru. Menor (teria dezoito anos), ignorando as dificuldades _________ passa todo homem de cor em um meio escravocrata e profundamente superficial como era a Corte —ingênuo e resoluto, abalou sem ao menos pensar nas consequências da fuga. Nesse tempo o “negro fugido” aterrava as populações de um modo fantástico. Dava-se caça ao escravo como aos animais, de espora e garrucha, mato a dentro, saltando precipícios, atravessando rios a nado, galgando montanhas... Logo que o fato era denunciado — aqui-delrei! — enchiam-se as florestas de tropel, saíam estafetas pelo sertão num clamor estranho, medindo pegadas, açulando cães, rompendo cafezais. Até fechavam-se as portas, com medo... Jornais traziam na terceira página a figura de um “moleque” em fuga, trouxa ao ombro, e, por baixo, o anúncio, quase sempre em tipo cheio, minucioso, explícito, com todos os detalhes, indicando estatura, idade, lesões, vícios, e outros característicos do fugitivo. Além disso, o “proprietário” gratificava generosamente a quem prendesse o escravo. Autor: Adolfo Caminha. Trecho extraído da obra O Bom-Crioulo. 
Na frase Jornais traziam na terceira página a figura de um “moleque” em fuga, qual(is) termo(s) configura(m) o sujeito da oração? 
Alternativas
Q3651041 Português
Os processos de coordenação e subordinação são estratégias gramaticais que ajudam a organizar as relações entre as ideias em um texto. As conjunções desempenham um papel fundamental nesses processos, atribuindo valores semânticos específicos às relações entre as orações. Sabendo disso, assinale a alternativa cuja frase NÃO apresenta uma conjunção subordinativa com ideia de condição. 
Alternativas
Q3650985 Português
Qualidade na TV: 10 anos da campanha Quem Financia a Baixaria É contra a Cidadania


        A campanha Quem Financia a Baixaria É contra a Cidadania foi uma experiência que conseguiu romper, ainda que em grau diminuto, as tentativas de impedir a sociedade civil de influenciar na grade televisiva das grandes redes de televisão, que atingem 90% dos lares brasileiros. Através da constituição da rede de entidades de direitos humanos e outros movimentos sociais, organizamos reações contra as constantes omissões e infringências ao previsto nos artigos 220 a 224 da Carta Magna.

        As audiências públicas, os seminários realizados na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas, universidades e organizações não governamentais criaram uma conscientização e consequente mobilização de milhares de cidadãs e cidadãos em favor de mudanças na programação televisiva. A utilização das redes sociais, da blogosfera e da internet como um todo resultou em mudanças significativas da programação.

      Empresas públicas como a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Petrobras, entre outras, adotaram orientação no sentido de não patrocinar programas que ofendem direitos de telespectadores. Este exemplo também foi seguido por empresas privadas como as Casas Bahia.

        A metodologia utilizada pela campanha, divulgando periodicamente o ranking dos piores programas com base nas reclamações dos telespectadores, jamais foi reconhecida pelas emissoras. Contudo, as reclamações recebidas através do sítio na internet e do telefone 0800 da Câmara dos Deputados motivaram e deram base legal e constitucional para a propositura de várias ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público.

      Estas ações judiciais resultaram na obtenção do direito à resposta, em multas, e até na retirada do ar de programas. Paralelamente, houve a contribuição das TVs públicas para dar opções e possibilidades de participação ao telespectador, que exerceu papel fundamental para questionar a desenfreada baixaria, manipulação e busca de audiência a qualquer preço.


Qualidade na TV : 10 anos da campanha Quem Financia a Baixaria é contra a Cidadania / organizador: Cláudio Ferreira [recurso eletrônico]. – Brasília : Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2013. 

Assinale a alternativa que apresenta, após o trecho, a palavra que motivou a concordância da expressão destacada. 

Alternativas
Q3650678 Português
Leia o trecho a seguir.
“As irmandades e as Ordens religiosas exerciam papel fundamental em todos os rituais ligados à ‘morte decente’, desde os últimos momentos de vida, passando aos ritos do velório, aos enterramentos e ao luto.” NASCIMENTO, Mara Regina do. Irmandades e ordens. In: NASCIMENTO, Mara Regina do; DILLMANN, Mauro. Guia didático e histórico de verbetes sobre a morte e o morrer. Porto Alegre: Casa das Letras, 2022.
Caso a expressão “As irmandades e as Ordens religiosas” passe para “A irmandade e a Ordem religiosa”, o verbo “exercer”, nesse trecho:
Alternativas
Q3650668 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
Na frase “Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite.”, a palavra “como” foi empregada para
Alternativas
Q3650666 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
Qual é o sujeito da oração “Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais.”?
Alternativas
Q3650409 Português
O vigor da China
Potência científica asiática se destaca também em indicadores de qualidade

    A quantidade de artigos científicos publicados pela China cresceu mais de 20% entre 2021 e 2022, enquanto a dos Estados Unidos caiu cerca de 1,6% no mesmo período, segundo o relatório da editora Elsevier com a base de dados Scopus. O desempenho chinês no pós-pandemia ampliou a rivalidade científica entre as duas principais potências do planeta e deve consolidar a dianteira do país asiático, que já vinha superando o adversário geopolítico em indicadores quantitativos desde 2019. O vigor da pesquisa da China se destaca também em métricas qualitativas. No ano passado, um relatório do Ministério da Ciência e Tecnologia do Japão, com base em dados da empresa Clarivate Analytics, demonstrou que a pesquisa chinesa foi responsável por 27,2% do 1% de artigos mais citados do mundo, à frente dos Estados Unidos, com 24,9%. Os dados se baseiam em médias obtidas entre 2018 e 2020. Já quando se analisam os 10% de artigos mais citados, a China respondeu por 26,6% das publicações e os Estados Unidos por 21,1%.
    Em junho passado, o banco de dados Nature Index divulgou indicadores atualizados sobre os países e as instituições mais prolíficos em ciência de alta qualidade e mostrou que o desempenho da China superou pela primeira vez o dos Estados Unidos nas ciências naturais, que englobam ciências físicas, químicas, biológicas, da Terra e ambientais. Os chineses alcançaram 19,3 mil pontos no Nature Index nesse campo do conhecimento – que avalia a produção em 82 revistas de alto impacto –, enquanto os norte-americanos ficaram com 17,6 mil pontos. Já nas ciências da saúde, a liderança é inequivocamente dos Estados Unidos, que marcaram quatro vezes mais pontos do que a China. “A China tem buscado aumentar suas publicações internacionais e tem como alvo principalmente os periódicos mais bem classificados”, disse à Nature Xin Xu, pesquisadora da área de ensino superior da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Segundo ela, a participação da China nas revistas multidisciplinares Nature e Science aumentou 26% de 2021 a 2022.

MARQUES, Fabrício; QUEIROZ, Christina. Produção científica brasileira sofre retração. Pesquisa Fapesp, setembro de 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/avanco-i/. Acesso em: 29 set.2023 
Que tipo de aposto se vê no trecho grifado no texto?
Alternativas
Q3650405 Português
O período formado somente por orações coordenadas assindéticas é 
Alternativas
Q3650404 Português
Identifique a sentença em que há uma inadequação na regência verbal, segundo a norma padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q3650403 Português
Leia o trecho a seguir.
“Empregadas desde o Neolítico (10.000 a.C.-4500 a.C.) até a Idade Média, as ânforas eram as embalagens one-way (fabricadas para serem usadas uma única vez) da Antiguidade. Com capacidades de cinco a 80 litros, nelas transportava-se todo tipo de gêneros alimentícios: de azeite, vinho, mosto, mel, cereais e azeitonas, a vegetais em conserva e garo – um condimento de peixe tão apreciado na cozinha romana quanto hoje o molho de soja na asiática. [...]”
ÂNFORAS: de recipiente descartável a tesouro arqueológico. Planeta, 14 de agosto de 2023. Disponível em: https://revistaplaneta.com.br/anforas-derecipiente-descartavel-a-tesouro-arqueologico/. Acesso em: 28 set. 2023.
Nesse trecho, qual é o sujeito do verbo “transportar”?
Alternativas
Q3650398 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

Assinale a alternativa que apresenta uma afirmativa correta a respeito da construção sintática “a minha inabalável crença no fracasso da raça humana” (6º parágrafo).

Alternativas
Q3650396 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

No trecho “Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana.” (6º parágrafo), qual é a classificação sintática da oração grifada?
Alternativas
Q3650154 Português

Responda à questão com base no seguinte texto:


Inda estava longe, bem longe a vitória do abolicionismo, quando Bom-Crioulo, então simplesmente Amaro, veio, ninguém sabe donde, metido em roupas d’algodãozinho, trouxa ao ombro, grande chapéu de palha na cabeça e alpercatas de couro cru. Menor (teria dezoito anos), ignorando as dificuldades _________ passa todo homem de cor em um meio escravocrata e profundamente superficial como era a Corte —ingênuo e resoluto, abalou sem ao menos pensar nas consequências da fuga. Nesse tempo o “negro fugido” aterrava as populações de um modo fantástico. Dava-se caça ao escravo como aos animais, de espora e garrucha, mato a dentro, saltando precipícios, atravessando rios a nado, galgando montanhas... Logo que o fato era denunciado — aqui-delrei! — enchiam-se as florestas de tropel, saíam estafetas pelo sertão num clamor estranho, medindo pegadas, açulando cães, rompendo cafezais. Até fechavam-se as portas, com medo... Jornais traziam na terceira página a figura de um “moleque” em fuga, trouxa ao ombro, e, por baixo, o anúncio, quase sempre em tipo cheio, minucioso, explícito, com todos os detalhes, indicando estatura, idade, lesões, vícios, e outros característicos do fugitivo. Além disso, o “proprietário” gratificava generosamente a quem prendesse o escravo.

Autor: Adolfo Caminha. Trecho extraído da obra O Bom-Crioulo. 

Na frase Jornais traziam na terceira página a figura de um “moleque” em fuga, qual(is) termo(s) configura(m) o sujeito da oração?
Alternativas
Q3647125 Português
É um Adjunto, e daí?

Na prática escolar típica, tanto os ensinamentos quanto os exercícios e as avaliações param, frequentemente, na identificação de objetos e funções. É comum que se solicite a alunos ou vestibulandos que respondam se tal palavra é um adjetivo ou um substantivo, se um certo “que” é uma conjunção integrante ou um pronome etc. A minha pergunta, que tenho feito a professores em palestras, e que repito aqui, é a seguinte: depois que você achou um advérbio, o que é que você faz com ele? Pergunto sempre isso porque acho que o importante não é identificar, embora este possa ser o primeiro e necessário passo para depois poder dar outros. Mas, repito, em geral, para-se na identificação. Eu diria que o mais importante não é identificar, mas tentar explicitar o que é que tal palavra ou locução está fazendo aí. Especialmente, que importância tem para a significação. Com quais outras palavras ou expressões está relacionada? Se mudasse de lugar, provocaria uma mudança no sentido?

Tomemos um exemplo bastante simples (se é que há algum exemplo simples em alguma língua), a frase: “O chefe disse que ia viajar ontem.” Tenho certeza de que, se essa frase fizesse parte de um exame qualquer, e supondo que o examinador quisesse checar o conhecimento do candidato a propósito de “ontem” perguntaria pela função dessa palavra na frase ou por sua classificação segundo a gramática. [...]

POSSENTI, Sírio. A cor da língua e outras croniquinhas de linguista. Campinas: Mercado das Letras, 2009. p. 22-23
Após ler o Texto, um professor dos Anos Finais elaborou as seguintes questões para a frase “O chefe disse que ia viajar ontem”:
1. Quando é que o chefe viaja?
2. Quando é que disse o que disse?
3. A palavra “ontem” é um advérbio de tempo?
4. Se a palavra “ontem” for deslocada para o início da frase, ela muda o sentido do que foi enunciado?
5. A palavra “ontem” funciona como adjunto adverbial?
Quais questões demonstram uma abordagem de análise linguística que ultrapassa a identificação morfológica ou sintática dos termos?
Alternativas
Q3646931 Português

Leia o texto a seguir.


Amor proibido


    Fernanda, bela, carismática, filha de uma família muito rica.

    Ele, belo, sem nome, simples, de uma família pobre. Pobre não tem nome; tem apelido.

    Conheceram-se na praça. Apaixonaram-se na praça.

    Começaram a escrever uma história de amor. Todavia, foram vistos pelo irmão dela e, este ao contar para os pais, aquela história foi dada como ponto final. Para os dois, fez-se em reticências............

    Reticências estas que denunciaram, em fuga, a continuação daquela história de amor.



Fabiana e Otávio – Alunos do Ensino Médio de uma escola pública.

Todavia, foram vistos pelo irmão dela e, este ao contar para os pais, aquela história foi dada como ponto final. Para os dois, fez-se em reticências ............” A palavra destacada exprime: 
Alternativas
Q3646927 Português

Leia o texto a seguir.


Vazio


    Abriu os olhos para mais um dia igual aos outros. A mesma cama vazia, o mesmo banho corrido, o mesmo café da manhã – sem gosto e sem ninguém. A mesma lágrima fugidia teimando em estragar sua maquiagem e arruinar sua máscara. O mesmo dia de trabalho e competência. O mesmo retorno ao lar frio.

    E a solidão, sua companheira de sempre, esperava no sofá, de braços cruzados e com uma xícara de café.


Carolina Nunes

Atente para os conceitos a seguir.



I. Frase é todo enunciado com sentido completo, podendo esta ser nominal ou verbal;


II. Oração é todo enunciado em torno de um verbo, podendo ou não ter sentido;


III. Período é toda frase verbal contendo uma ou mais orações, podendo este ser simples ou composto.



Analisando o texto “Vazio”, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q3646081 Português
Orações coordenadas são orações que têm relação de coordenação entre si, ou seja, são independentes umas das outras e estão ligadas por uma conjunção coordenativa ou outro elemento de ligação. Pode-se afirmar que a frase Trabalhamos em equipe, logo conseguimos concluir o projeto a tempo consiste em uma: 
Alternativas
Q3645999 Português
“Meu estômago está alimentado, no entanto meu coração está faminto por falta de afeto. Meu corpo está coberto pelas vestes, porém falta-me abraço, para que eu me aqueça e não sinta o frio da solidão.” As palavras destacadas podem ser substituídas sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q3645995 Português
Há a presença de dois vocativos em:
Alternativas
Respostas
22101: D
22102: D
22103: A
22104: X
22105: B
22106: D
22107: B
22108: B
22109: D
22110: A
22111: B
22112: A
22113: C
22114: B
22115: C
22116: D
22117: D
22118: A
22119: A
22120: A