Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3899071 Português

DICIONÁRIOS E A RIQUEZA DO LÉXICO



(1º§) Embora o meu vocabulário seja voluntariamente pobre – uma espécie de Brasileiro Básico – a única leitura que jamais me cansa é a dos dicionários. Variados, sugestivos, atraentes, não são como os outros livros, que contam a mesma estopada do princípio ao fim. Meu trato com eles é puramente desinteressado, um modo disperso de estar atento.

(2º§) E esse meu vício é, antes de tudo, inócuo para o leitor. Mas entendo que gosto de me apropriar do léxico de minha língua pátria. Na minha adolescência, todo e qualquer escritor se presumia de estilista, e isso, na época, significava riqueza vocabular.

(3º§) Imagine-se o mal que deve ter causado a autores novos e inocentes o grande estilista Coelho Netto; grande infanticida, isto é o que ele foi.

(4º§) Orgulhávamo-nos, como das nossas riquezas naturais, da opulência verbal de Ruy Barbosa. O seu fraco, ou seu forte, eram os sinônimos.

(5º§) Recordo certa página em que ele esbanjou seus haveres com as pobres mulheres da vida, chamando-as de todos os nomes, menos um.

(6º§) Há palavras que ninguém emprega. Apenas se encontram nos dicionários como velhas caducas num asilo. Às vezes uma que outra vem luzir-se desdentadamente, em público, nalguma oração de paraninfo. Pobres velhinhas... Pobre velhinho!



(QUINTANA, Mário. Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1983. p.176) – (Adaptado)

Analise as assertivas com V(Verdadeiro) ou F(Falso). Em seguida, marque a alternativa correta.



I - No trecho: “a única leitura que jamais me cansa” - temos, respectivamente: um pronome relativo; e um pronome em posição de próclise.


II - Na frase: “O seu fraco, ou seu forte, eram os sinônimos” - temos em destaque: o mesmo pronome possessivo usado em duas ocorrências antes de palavras que são antônimas; e um substantivo polissílabo proparoxítono.


III - A frase: “Recordo certa página em que ele esbanjou” - inicia com verbo no presente do modo indicativo e termina com verbo no pretérito perfeito do modo indicativo.


IV - Os pronomes: “tudo” e “outros” são indefinidos.

Alternativas
Q3899068 Português

DICIONÁRIOS E A RIQUEZA DO LÉXICO



(1º§) Embora o meu vocabulário seja voluntariamente pobre – uma espécie de Brasileiro Básico – a única leitura que jamais me cansa é a dos dicionários. Variados, sugestivos, atraentes, não são como os outros livros, que contam a mesma estopada do princípio ao fim. Meu trato com eles é puramente desinteressado, um modo disperso de estar atento.

(2º§) E esse meu vício é, antes de tudo, inócuo para o leitor. Mas entendo que gosto de me apropriar do léxico de minha língua pátria. Na minha adolescência, todo e qualquer escritor se presumia de estilista, e isso, na época, significava riqueza vocabular.

(3º§) Imagine-se o mal que deve ter causado a autores novos e inocentes o grande estilista Coelho Netto; grande infanticida, isto é o que ele foi.

(4º§) Orgulhávamo-nos, como das nossas riquezas naturais, da opulência verbal de Ruy Barbosa. O seu fraco, ou seu forte, eram os sinônimos.

(5º§) Recordo certa página em que ele esbanjou seus haveres com as pobres mulheres da vida, chamando-as de todos os nomes, menos um.

(6º§) Há palavras que ninguém emprega. Apenas se encontram nos dicionários como velhas caducas num asilo. Às vezes uma que outra vem luzir-se desdentadamente, em público, nalguma oração de paraninfo. Pobres velhinhas... Pobre velhinho!



(QUINTANA, Mário. Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1983. p.176) – (Adaptado)

Marque o parágrafo que inicia com verbo de primeira conjugação no modo imperativo afirmativo escrito com exemplo de pronome oblíquo exemplificando uma ênclise.
Alternativas
Q3898463 Português
Assinale a única alternativa CORRETA quanto à grafia e concordância nominal e verbal.  
Alternativas
Q3898462 Português
Os pronomes relativos (que, quem, qual, cujo, onde, quanto) substituem um termo da oração anterior e estabelecem relação entre as duas orações, como neste exemplo: Li o livro. Você me falou do livro.
“Li o livro de que você me falou”.
Assinale a alternativa em que os três períodos a seguir estão adequadamente reunidos por meio de pronomes relativos, obedecendo às normas da regência verbal.
- As ideias foram expostas na reunião.
- Simpatizamos com essas ideias.
- Participamos da reunião. 
Alternativas
Q3898458 Português

Leia o texto e responda à questão.  

As vítimas

    Viralizou nas redes sociais o vídeo que mostra uma motorista em Brasília, abordada pela fiscalização de trânsito da PM, jogando a bolsa no chão e dirigindo-se a uma árvore, na qual, por várias vezes, arremessa o rosto contra o tronco, de casca grossa. Depois, ela se volta pedindo para os acompanhantes gravarem: “Olha aqui, ele me agrediu, filme aqui”. Insistia em que fora agredida pelo PM, sem saber que havia sido filmada batendo o rosto na árvore. A tentativa era inverter a condição de agressora da lei para a de agredida pelo agente da lei. Isso é mais comum do que se imagina. Contou-me um delegado da Polícia Federal que um detido, no compartimento de trás da viatura, havia sucessivamente golpeado o nariz com o joelho para se mostrar como vítima ao juiz da audiência de custódia. Em outra ocasião, já dentro do fórum, um detido se feriu jogando-se na quina da porta por onde passariam. A Mariana, que jogou o rosto na árvore, já estava formada em vitimização.

      Bandidos devem ter aprendido esse argumento com intelectuais que defendem a tese de que todos são vítimas — em geral, vítimas da sociedade opressora, burguesa e fascista; vítimas do preconceito e das desigualdades sociais. Por isso, a idosa de Caxias do Sul, que atirou e matou um ladrão que invadira sua casa, acabou indiciada por usar um velho revólver com munição ultravencida. Defensores de bandidos aplaudiram: afinal, ele só queria roubar. Logo vão defender o livre exercício da profissão de assaltante ou de vendedor de cocaína. Vão justificar que o latrocida apenas atirou e matou porque o assaltado não seguiu a recomendação da polícia para não resistir. A velhinha de Caxias não cumpriu a Lei do Desarmamento, pois tinha revólver em casa. Ora, já se viu ter o direito de se preparar para defender seu refúgio, seu abrigo, sua caverna, sua cidadela, que é o seu lar? Ou reagir ante o ladrão que quer apenas equilibrar uma injustiça social, tirando de quem tem? 

    No Rio, essa cultura é soberana. Com isso, as vítimas reais dessa criminosa ideologia estão enjauladas em casa, onde, mesmo assim, são vítimas de balas perdidas. Todos foram desarmados, menos os bandidos, que usam ostensivamente fuzis, metralhadoras e granadas. Tudo gente boa, que sofre da síndrome de não dar valor à vida dos outros. Nem se importam de vender drogas em torno de escolas. Assim como os que sustentam os bandos de criminosos não se sentem constrangidos em fazer passeatas pedindo paz. A cocaína não os deixa pensar que são eles que sustentam a guerra. 

    Defensores de bandidos, felizmente, são minoria. Fico observando a reação das pessoas quando a Polícia Civil de São Paulo elimina um bando de assaltantes de residência, todos bem armados; ou, como aconteceu esta semana em Brasília, quando um cabo da PM, à paisana, reagiu a um assalto em ônibus e matou dois assaltantes armados. A maioria aplaude, mas, nos meios de informação, teme-se encorajar a morte de nossos queridos bandidos de estimação. No Congresso, os que querem representar a maioria estão reagindo. Embora o jornalista os chame pejorativamente de “bancada da bala”, a maioria torce por mudanças no Estatuto do Desarmamento e nos direitos dos que nos aprisionam pelo medo ou nos fazem chorar a perda de bens e, principalmente, de amigos e parentes.

Alexandre Garcia
www.sonoticias.com.br,27/09/2017 
“No Congresso, os que querem representar a maioria estão reagindo. Embora o jornalista os chame pejorativamente de “bancada da bala’, a maioria torce por mudanças no Estatuto do Desarmamento e nos direitos dos que nos aprisionam pelo medo ou nos fazem chorar a perda de bens e, principalmente, de amigos e parentes”.
Usa-se a palavra embora para introduzir uma oração subordinada e indica oposição a uma outra ideia, e pode ser substituída, sem alterar o sentido, por todas as citadas a seguir, EXCETO: 
Alternativas
Q3895496 Português
Assinale a alternativa que preenche corretament as lacunas no seguinte texto, observando a grafia fia, regência e acentuação das palavras.
_______ água gelada não prende gordura no fígado?
Por dois motivos. O primeiro é a que a bebida nem passa por este órgão ao ser ingerida, ________ o percurso natural é atravessar o esôfago e o estômago e ser absorvida pelas paredes do intestino delgado, de onde segue pela corrente sanguínea até chegar _________ rins.
O segundo é que a gordura no fígado é resultante de fatores que nada _________ com a água, seja ela da temperatura que for
Alternativas
Q3895495 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte texto, observando a correta grafia das palavras, crase e concordância verbal.

Vencer a preguiça e resistir ____ tentações _________ apenas algumas das exigências para quem quer ter uma vida saudável! Isso exige dedicação e __________ manifestadas ____cada dia, capazes d de transformar uma nova atividade em um __________.
Alternativas
Q3895494 Português
Analise as regras de concordância nominal e verbal apresentadas a seguir e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3894611 Português
Assinale a alternativa que preenche corretammente as lacunas no seguinte texto, observando a grai regência e acentuação das palavras.

___________ água gelada não prende gordura ou figado?
Por dois motivos. O primeiro é a que a bebida nem passa por este órgão ao ser ingerida, _________ o percurso natural é atravessar o esôfago e o estômago e ser absorvida pelas paredes do intestino delgado, de onde segue pela corrente sanguínea até chegar ________ rins. O segundo é que a gordura no fígado é resultante de fatores que nada ________ com a água, seja ela da temperatura que for.
Alternativas
Q3894610 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte texto, observando a correta grafia das palavras, crase e concordância verbal.

Vencer a preguiça e resistir __ tentações _________ apenas algumas das exigências para quem quer ter uma vida saudável! Isso exige dedicação e _________ manifestadas __ cada dia, capazes de transformar uma nova atividade em um __________.
Alternativas
Q3894609 Português
Analise as regras de concordância nominal e verbal apresentadas a seguir e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3894166 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamenente as lacunas no seguinte texto, observando a grafia regência e acentuação das palavras.

______  água gelada não prende gordura fígado?
Por dois motivos. O primeiro é a que a bebida nem passa por este órgão ao ser ingerida, __________ o percurso natural é atravessar o esôfago e o estômago e ser absorvida pelas paredes do intestino delgado, de onde segue pela corrente sanguínea até chegar ________ rins.
O segundo é que a gordura no fígado é resultante de fatores que nada _______ com a água, seja ela da temperatura que for.
Alternativas
Q3894165 Português

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte texto, observando a correta grafia das palavras, crase e concordância verbal.


Vencer a preguiça e resistir _____ tentações ________ apenas algumas das exigências para quem quer ter uma vida saudável! Isso exige dedicação e manifestadas _______ cada dia, capazes de transformar uma nova atividade em um ________.

Alternativas
Q3894164 Português
Analise as regras de concordância nominal e verbal apresentadas a seguir e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3894123 Português
Assinale a única alternativa CORRETA quanto à grafia e concordância nominal e verbal,
Alternativas
Q3894122 Português
Os pronomes relativos (que, quem, qual, cujo, onde, quanto) substituem um termo da oração anterior e estabelecem relação entre as duas orações, como neste exemplo: Li o livro. Você me falou do livro. "Li o livro de que você me falou". Assinale a alternativa em que os três períodos a seguir estão adequadamente reunidos por meio de pronomes relativos, obedecendo às normas da regência verbal. - As ideias foram expostas na reunião. - Simpatizamos com essas ideias. - Participamos da reunião
Alternativas
Q3894120 Português

As vítimas


     Viralizou nas redes sociais o vídeo que mostra uma motorista em Brasília, abordada pela fiscalização de rânsito da PM, jogando a bolsa no chão e dirigindose a uma árvore, na qual, por várias vezes, arremessa seu rosto contra o tronco, de casca grossa. Depois ela se volta, pedindo para os acompanhantes dela gravarem: lo" olha aqui, ele me agrediu, filme aqui". Insistia em que fora agredida pelo PM, sem saber que havia sido filmada batendo o rosto na árvore. A tentativa era inverter a condição de agressora da lei para a de agredida pelo agente da lei. Isso é mais comum do que se imagina. Contou-me um delegado da Polícia Federal que um detido no compartimento de trás da viatura havia sucessivamente golpeado o nariz com o joelho, para se mostrar como vítima ao juiz da audiência de custódia. Em outra ocasião, já dentro do fórum, um detido se feriu jogando-se na quina da porta por onde passariam. A Mariana, que jogou o rosto na árvore, já estava formada em vitimização.


       Bandidos devem ter aprendido esse argumento com intelectuais que defendem a tese de que todos são vítimas. Em geral, vítimas da sociedade opressora, burguesa e fascista. Vítimas do preconceito, das desigualdades sociais. Por isso, a idosa de Caxias do Sul, que atirou e matou um ladrão que invadira sua casa, acabou indiciada por usar um velho revólver com munição ultravencida. Defensores de bandidos aplaudiram: afinal, ele só queria roubar. Logo vão defender o livre exercício da profissão de assaltante, ou de vendedor de cocaína. Vão justificar que o latrocida apenas atirou e matou porque o assaltado não seguiu a recomendação da polícia para não resistir. A velhinha de Caxias não cumpriu a lei do desarmamento, pois tinha revólver em casa. Ora já se viu ter o direito de se preparar para defender seu refúgio, seu abrigo, sua caverna, sua cidadela, que é seu lar? Ou reagir ante o ladrão que quer apenas equilibrar uma injustiça social, tirando de quem tem?

   

       No Rio, essa cultura é soberana. Com isso, as vítimas reais dessa criminosa ideologia estão enjauladas em casa, onde, mesmo assim, são vítimas de balas perdidas. Todos foram desarmados, menos os bandidos, que usam ostensivamente fuzis, metralhadoras e granadas. Tudo gente boa, que sofre da síndrome de não dar valor à vida dos outros. Nem se importam de vender drogas em torno de escolas. Assim como os que sustentam os bandos de criminosos não se sentem constrangi ngidos em fazer passeatas pedindo paz.A cocaína não os deixa pensar que são eles que sustentam a guerra.

   

    Defensores de bandidos, felizmente, são minoria. Fico observando a reação das pessoas quando a Polícia Civil de São Paulo elimina um bando de assaltantes de residência, todos bem armados; ou, como aconteceu esta semana em Brasília, quando um Cabo PM à paisana reagiu a um assalto em ônibus e matou os dois assaltantes armados. A maioria aplaude, mas nos meios de informação teme-se encorajar a morte de nossos queridos bandidos de estimação. No Congresso, os que querem representar maioria estão reagindo. Embora o jornalista os chame pejorativamente de "bancada da bala”, a maioria torce por mudanças no Estatuto do Desarmamento e nos direitos dos que nos aprisionam pelo medo ou nos fazem chorar a perda de bens e, principalmente, de amigos e parentes.


Alexandre Garcia

www.sonoticias.com.br,27/09/201

"A tentativa era inverter a condição de agressora da lei para a de agredida pelo agente da lei. Isso é mais comum do que se imagina”. Mais comum é um predicativo do sujeito, pois expressa um estado, uma característica que se refere ao sujeito (isso). Analise os períodos a seguir.

1- Bandidos devem ter aprendido esse argumento com intelectuais que defendem a tese de que todos são vítimas.
2- A tentativa era inverter a condição de agressora da lei para a de agredida pelo agente da lei.
3- No Rio, essa cultura é soberana.
4 - A Mariana, que jogou o rosto na árvore, já estava formada em vitimização.
5- Defensores de bandidos, felizmente, são minoria.
6- Um Cabo PM à paisana reagiu a um assalto em ônibus e matou os dois assaltantes armados.

A palavra sublinhada também desempenha a função sintática de predicativo do sujeito:
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Q3894119 Português

As vítimas


     Viralizou nas redes sociais o vídeo que mostra uma motorista em Brasília, abordada pela fiscalização de rânsito da PM, jogando a bolsa no chão e dirigindose a uma árvore, na qual, por várias vezes, arremessa seu rosto contra o tronco, de casca grossa. Depois ela se volta, pedindo para os acompanhantes dela gravarem: lo" olha aqui, ele me agrediu, filme aqui". Insistia em que fora agredida pelo PM, sem saber que havia sido filmada batendo o rosto na árvore. A tentativa era inverter a condição de agressora da lei para a de agredida pelo agente da lei. Isso é mais comum do que se imagina. Contou-me um delegado da Polícia Federal que um detido no compartimento de trás da viatura havia sucessivamente golpeado o nariz com o joelho, para se mostrar como vítima ao juiz da audiência de custódia. Em outra ocasião, já dentro do fórum, um detido se feriu jogando-se na quina da porta por onde passariam. A Mariana, que jogou o rosto na árvore, já estava formada em vitimização.


       Bandidos devem ter aprendido esse argumento com intelectuais que defendem a tese de que todos são vítimas. Em geral, vítimas da sociedade opressora, burguesa e fascista. Vítimas do preconceito, das desigualdades sociais. Por isso, a idosa de Caxias do Sul, que atirou e matou um ladrão que invadira sua casa, acabou indiciada por usar um velho revólver com munição ultravencida. Defensores de bandidos aplaudiram: afinal, ele só queria roubar. Logo vão defender o livre exercício da profissão de assaltante, ou de vendedor de cocaína. Vão justificar que o latrocida apenas atirou e matou porque o assaltado não seguiu a recomendação da polícia para não resistir. A velhinha de Caxias não cumpriu a lei do desarmamento, pois tinha revólver em casa. Ora já se viu ter o direito de se preparar para defender seu refúgio, seu abrigo, sua caverna, sua cidadela, que é seu lar? Ou reagir ante o ladrão que quer apenas equilibrar uma injustiça social, tirando de quem tem?

   

       No Rio, essa cultura é soberana. Com isso, as vítimas reais dessa criminosa ideologia estão enjauladas em casa, onde, mesmo assim, são vítimas de balas perdidas. Todos foram desarmados, menos os bandidos, que usam ostensivamente fuzis, metralhadoras e granadas. Tudo gente boa, que sofre da síndrome de não dar valor à vida dos outros. Nem se importam de vender drogas em torno de escolas. Assim como os que sustentam os bandos de criminosos não se sentem constrangi ngidos em fazer passeatas pedindo paz.A cocaína não os deixa pensar que são eles que sustentam a guerra.

   

    Defensores de bandidos, felizmente, são minoria. Fico observando a reação das pessoas quando a Polícia Civil de São Paulo elimina um bando de assaltantes de residência, todos bem armados; ou, como aconteceu esta semana em Brasília, quando um Cabo PM à paisana reagiu a um assalto em ônibus e matou os dois assaltantes armados. A maioria aplaude, mas nos meios de informação teme-se encorajar a morte de nossos queridos bandidos de estimação. No Congresso, os que querem representar maioria estão reagindo. Embora o jornalista os chame pejorativamente de "bancada da bala”, a maioria torce por mudanças no Estatuto do Desarmamento e nos direitos dos que nos aprisionam pelo medo ou nos fazem chorar a perda de bens e, principalmente, de amigos e parentes.


Alexandre Garcia

www.sonoticias.com.br,27/09/201

Alexandre Garcia usou inúmeras vezes a palavra "que", como nestes dois períodos: "Viralizou esta semana nas redes sociais o vídeo que mostra uma motorista em Brasília jogando a bolsa no chão". Nesse período, "que" é um pronome relativo, pois se refere a um termo anterior (vídeo) e corresponde ao pronome relativo o qual. Já no período "Vão justificar que o latrocida apenas atirou porque o assaltado não seguiu a recomendação da polícia", "que" é um conectivo, pois liga duas orações. Analise os períodos a seguir:

1- Tudo gente boa, que sofre da síndrome de não dar valor à vida dos outros.
2- A idosa de Caxias do Sul, que atirou e matou um ladrão, acabou indiciada por usar um velho revólver com munição ultravencida.
3 - A cocaína não os deixa pensar que são eles que sustentam a guerra.
4- A idosa atirou e matou um ladrão que invadira sua casa.
5- A Mariana, que jogou o rosto na árvore, já estava formada em vitimização.
6 - Bandidos devem ter aprendido esse argumento com intelectuais que defendem a tese de que todos são vítimas.
7- Contou-me um delegado da Polícia Federal que um detido no compartimento de trás da viatura havia sucessivamente golpeado o nariz com o joelho.
8 - Ou reagir ante o ladrão que quer apenas equilibrar uma injustiça social, tirando de quem tem?

Em todos os períodos acima, a palavra sublinhada (que) também é um pronome relativo, EXCETO:
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Q3894118 Português

As vítimas


     Viralizou nas redes sociais o vídeo que mostra uma motorista em Brasília, abordada pela fiscalização de rânsito da PM, jogando a bolsa no chão e dirigindose a uma árvore, na qual, por várias vezes, arremessa seu rosto contra o tronco, de casca grossa. Depois ela se volta, pedindo para os acompanhantes dela gravarem: lo" olha aqui, ele me agrediu, filme aqui". Insistia em que fora agredida pelo PM, sem saber que havia sido filmada batendo o rosto na árvore. A tentativa era inverter a condição de agressora da lei para a de agredida pelo agente da lei. Isso é mais comum do que se imagina. Contou-me um delegado da Polícia Federal que um detido no compartimento de trás da viatura havia sucessivamente golpeado o nariz com o joelho, para se mostrar como vítima ao juiz da audiência de custódia. Em outra ocasião, já dentro do fórum, um detido se feriu jogando-se na quina da porta por onde passariam. A Mariana, que jogou o rosto na árvore, já estava formada em vitimização.


       Bandidos devem ter aprendido esse argumento com intelectuais que defendem a tese de que todos são vítimas. Em geral, vítimas da sociedade opressora, burguesa e fascista. Vítimas do preconceito, das desigualdades sociais. Por isso, a idosa de Caxias do Sul, que atirou e matou um ladrão que invadira sua casa, acabou indiciada por usar um velho revólver com munição ultravencida. Defensores de bandidos aplaudiram: afinal, ele só queria roubar. Logo vão defender o livre exercício da profissão de assaltante, ou de vendedor de cocaína. Vão justificar que o latrocida apenas atirou e matou porque o assaltado não seguiu a recomendação da polícia para não resistir. A velhinha de Caxias não cumpriu a lei do desarmamento, pois tinha revólver em casa. Ora já se viu ter o direito de se preparar para defender seu refúgio, seu abrigo, sua caverna, sua cidadela, que é seu lar? Ou reagir ante o ladrão que quer apenas equilibrar uma injustiça social, tirando de quem tem?

   

       No Rio, essa cultura é soberana. Com isso, as vítimas reais dessa criminosa ideologia estão enjauladas em casa, onde, mesmo assim, são vítimas de balas perdidas. Todos foram desarmados, menos os bandidos, que usam ostensivamente fuzis, metralhadoras e granadas. Tudo gente boa, que sofre da síndrome de não dar valor à vida dos outros. Nem se importam de vender drogas em torno de escolas. Assim como os que sustentam os bandos de criminosos não se sentem constrangi ngidos em fazer passeatas pedindo paz.A cocaína não os deixa pensar que são eles que sustentam a guerra.

   

    Defensores de bandidos, felizmente, são minoria. Fico observando a reação das pessoas quando a Polícia Civil de São Paulo elimina um bando de assaltantes de residência, todos bem armados; ou, como aconteceu esta semana em Brasília, quando um Cabo PM à paisana reagiu a um assalto em ônibus e matou os dois assaltantes armados. A maioria aplaude, mas nos meios de informação teme-se encorajar a morte de nossos queridos bandidos de estimação. No Congresso, os que querem representar maioria estão reagindo. Embora o jornalista os chame pejorativamente de "bancada da bala”, a maioria torce por mudanças no Estatuto do Desarmamento e nos direitos dos que nos aprisionam pelo medo ou nos fazem chorar a perda de bens e, principalmente, de amigos e parentes.


Alexandre Garcia

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"No Congresso, os que querem representar a maioria estão reagindo. Embora o jornalista os chame pejorativamente de 'bancada da bala', a maioria torce por mudanças no Estatuto do Desarmamento e nos direitos dos que nos aprisionam pelo medo ou nos fazem chorar a perda de bens e, principalmente, de amigos e parentes". Usa-se a palavra embora para introduzir uma oração subordinada e indica oposição a uma outra ideia, e pode ser substituída, sem alterar o sentido, por todas as citadas a seguir, EXCETO: 
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Q3894117 Português

As vítimas


     Viralizou nas redes sociais o vídeo que mostra uma motorista em Brasília, abordada pela fiscalização de rânsito da PM, jogando a bolsa no chão e dirigindose a uma árvore, na qual, por várias vezes, arremessa seu rosto contra o tronco, de casca grossa. Depois ela se volta, pedindo para os acompanhantes dela gravarem: lo" olha aqui, ele me agrediu, filme aqui". Insistia em que fora agredida pelo PM, sem saber que havia sido filmada batendo o rosto na árvore. A tentativa era inverter a condição de agressora da lei para a de agredida pelo agente da lei. Isso é mais comum do que se imagina. Contou-me um delegado da Polícia Federal que um detido no compartimento de trás da viatura havia sucessivamente golpeado o nariz com o joelho, para se mostrar como vítima ao juiz da audiência de custódia. Em outra ocasião, já dentro do fórum, um detido se feriu jogando-se na quina da porta por onde passariam. A Mariana, que jogou o rosto na árvore, já estava formada em vitimização.


       Bandidos devem ter aprendido esse argumento com intelectuais que defendem a tese de que todos são vítimas. Em geral, vítimas da sociedade opressora, burguesa e fascista. Vítimas do preconceito, das desigualdades sociais. Por isso, a idosa de Caxias do Sul, que atirou e matou um ladrão que invadira sua casa, acabou indiciada por usar um velho revólver com munição ultravencida. Defensores de bandidos aplaudiram: afinal, ele só queria roubar. Logo vão defender o livre exercício da profissão de assaltante, ou de vendedor de cocaína. Vão justificar que o latrocida apenas atirou e matou porque o assaltado não seguiu a recomendação da polícia para não resistir. A velhinha de Caxias não cumpriu a lei do desarmamento, pois tinha revólver em casa. Ora já se viu ter o direito de se preparar para defender seu refúgio, seu abrigo, sua caverna, sua cidadela, que é seu lar? Ou reagir ante o ladrão que quer apenas equilibrar uma injustiça social, tirando de quem tem?

   

       No Rio, essa cultura é soberana. Com isso, as vítimas reais dessa criminosa ideologia estão enjauladas em casa, onde, mesmo assim, são vítimas de balas perdidas. Todos foram desarmados, menos os bandidos, que usam ostensivamente fuzis, metralhadoras e granadas. Tudo gente boa, que sofre da síndrome de não dar valor à vida dos outros. Nem se importam de vender drogas em torno de escolas. Assim como os que sustentam os bandos de criminosos não se sentem constrangi ngidos em fazer passeatas pedindo paz.A cocaína não os deixa pensar que são eles que sustentam a guerra.

   

    Defensores de bandidos, felizmente, são minoria. Fico observando a reação das pessoas quando a Polícia Civil de São Paulo elimina um bando de assaltantes de residência, todos bem armados; ou, como aconteceu esta semana em Brasília, quando um Cabo PM à paisana reagiu a um assalto em ônibus e matou os dois assaltantes armados. A maioria aplaude, mas nos meios de informação teme-se encorajar a morte de nossos queridos bandidos de estimação. No Congresso, os que querem representar maioria estão reagindo. Embora o jornalista os chame pejorativamente de "bancada da bala”, a maioria torce por mudanças no Estatuto do Desarmamento e nos direitos dos que nos aprisionam pelo medo ou nos fazem chorar a perda de bens e, principalmente, de amigos e parentes.


Alexandre Garcia

www.sonoticias.com.br,27/09/201

Analise as afirmativas abaixo, com base no texto, e assinale a alternativa INCORRETА
Alternativas
Respostas
21361: A
21362: C
21363: D
21364: E
21365: E
21366: E
21367: C
21368: D
21369: E
21370: C
21371: D
21372: E
21373: C
21374: D
21375: D
21376: E
21377: D
21378: C
21379: E
21380: B