Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3587562 Português
Analise as assertivas quanto aos aspectos morfossintáticos, a fim de poder responder corretamente a esta questão.
I. O período é formado com orações ligadas por elementos conectores com valor de adição e de explicação.
II. O elemento linguístico “desse” se encontra empregado corretamente, porque o bife se encontra perto do receptor e não do emissor.
III. “pra” apresenta síncope de um fonema e é termo próprio do linguajar cotidiano, da variedade linguística coloquial.
IV. Há um numeral cardinal no texto. Transformando-o em ordinal, ficaria quarto e em multiplicativo, quádruplo.
Estão corretas:
Alternativas
Q3587555 Português
Texto 1

ESCUTATÓRIA
Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.

Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”

[...]. A "Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.”

Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma".

Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio.) [...] Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as ideias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.

Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado".

Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou".

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

[...]. A" Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.”

Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma".

Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer”. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio.)


Observe os elementos linguísticos destacados dos períodos para poder responder a esta questão.

I. Em que se mudou para os Estados Unidos estimulado o pronome só pode ser proclítico e o predicado é verbo-nominal.

II. O autor é repetitivo a fim de mostrar seu ponto de vista firme sobre o tema.

III. Os parágrafos possuem elementos circunstanciais de várias espécies.

IV. ...mais constante e sutil ... sútil e sutil são palavras homônimas homógrafas, mas não homófonas.

Sutil= delicado, tênue e sútil= costurado, remendado.

V. Falhas de regência e de concordância não se encontram nos parágrafos.


Correta(s) est(á) (ão) apenas a(s) alternativa(s):

Alternativas
Q3587553 Português
Texto 1

ESCUTATÓRIA
Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.

Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”

[...]. A "Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.”

Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma".

Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio.) [...] Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as ideias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.

Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado".

Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou".

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

“Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma".


Observe os parágrafos destacados para responder corretamente a esta questão. Todas as assertivas se encontram corretas quanto aos aspectos morfossintáticos, à exceção de:

Alternativas
Q3587551 Português
Texto 1

ESCUTATÓRIA
Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.

Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”

[...]. A "Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.”

Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma".

Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio.) [...] Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as ideias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.

Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado".

Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou".

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
“Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma".
Ponha V, para as assertivas verdadeiras e F, para as falsas, assinalando em seguida a única alternativa correta.
( ) Rubem Alves criou um neologismo “escutatória” para a arte de escutar, a fim de combinar com “oratória” a arte de falar bem.
( ) O texto é uma crônica bem construída, em que foram utilizados períodos curtos, para prender mais a atenção do leitor.
( ) Os elementos coesivos e conectores são representados apenas, por termos subordinados.
( ) As formas verbais são empregadas com formas simples, mas também em locuções.
( ) Um sentido de antonímia, contrastante é percebido nos primeiros períodos do texto, fornecendo elementos reflexivos. 
Alternativas
Q3587473 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"


Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz.

Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar".

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022. 
O destaque ocorre em uma oração substantiva predicativa em:
Alternativas
Q3587447 Português
Verifique a concordância nominal e a verbal das sentenças abaixo e assinale a alternativa correta.

I- ‘Como acontece com qualquer um, desejava ser importante as pessoas.’
II- ‘Em certas manhãs qualqueres, aquelas que prometem tédio e vazio caóticos...’
III- “Procura-se Afranegildo Lustosa por assalto à banco”.
IV- ‘Enquanto estava absorto nas razões e porquês, ouviu as viaturas...’

Dos itens acima:
Alternativas
Q3587443 Português
A conjunção em destaque na linha 16 confere sentido à oração. Identifique a classificação da oração e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3587441 Português
A conjunção ‘do contrário’ (linhas 12 e 13) inicia uma sentença que pode ser classificada como:
Alternativas
Q3587440 Português
Quanto à linguagem e escrita, analise os itens abaixo e marque a alternativa correta.

I- A denotação predomina no texto;
II- A escrita se dá de forma linear em versos;
III- O uso de advérbios e conjunções dá fluidez, além de coerência ao texto;
IV- Retratando acontecimentos cotidianos, sua linguagem é argumentativa.

Dos itens acima: 
Alternativas
Q3586918 Português
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

(Texto)

Analise o período a seguir:

“É por isso que os astrônomos podem estar tão confiante de que ele não vai atingir o planeta, [...]” (linhas 17 a 19).

A oração acima é classificada CORRETAMENTE como:
Alternativas
Q3586917 Português
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

(Texto)

Analise o período seguinte:

“Observações subsequentes apuraram o que sabemos sobre o tamanho e, acima de tudo, a órbita do 2023 BU.” (linhas 15 a 17).

Com base na sua compreensão, é possível substituir o trecho destacado por:
Alternativas
Q3586914 Português
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

(Texto)

Assinale a alternativa em que o trecho retirado do Texto possui erro de concordância:
Alternativas
Q3585342 Português

Onda de protestos no Peru impede brasileiras

moradoras de SP de saírem do país



    As brasileiras Alice Ribeiro e Daniela de Oliveira, moradoras de São Paulo, estavam fazendo uma viagem turística pelo Peru desde o início do mês, mas não conseguem deixar o país por conta das manifestações contra a presidente Dina Boularte. Elas caminharam mais de 20 km para chegar em Andahuaylas, interior do Peru.

    Segundo relato das turistas à CNN, as vias estão bloqueadas por barricadas e o comércio se mantém fechado, abrindo de maneira clandestina quando manifestantes contrários ao governo se distanciam do local. Em sua maioria, os protestos acontecem em cidades turísticas como Lima, Cusco, Puno e Arequipa.

    As jovens pediram resgate aéreo para a Embaixada no Brasil. “Chegamos aqui no dia dez de janeiro, por volta das 16h, depois de caminhar desde o dia nove. Um deslocamento de mais de um dia, caminhando com mochilas pesadas, escassez de água e comida. Entrei em contato com a Embaixada no mesmo dia por telefone e por e-mail e não obtive nenhuma resposta satisfatória. A gente pergunta qual é o plano, se eles têm notícias ou se as barricadas estão sendo retiradas das estradas. Eles não dão qualquer resposta”, relata Alice.

    Alice e Daniela desembarcaram em Lima no dia 4 de janeiro e realizavam um mochilão no país. A rota, com destino a Machu Picchu, em Cusco, foi alterada. “Fomos surpreendidas pela situação política do país, que tem impossibilitado a nossa viagem de forma extremamente devastadora. Não conseguimos fazer o básico: nos locomover. Tive uma notícia da assistência turística do Peru de que existe o risco de escassez de alimentos aqui. É uma situação muito preocupante”, contou Alice.

    Os atos são contrários ao governo Boularte, que tomou posse após a prisão do expresidente Pedro Castillo, destituído pelo Congresso com a tentativa de aplicar um golpe de estado. Os protestos pedem a renúncia da presidente, a elaboração de uma nova Constituição e a libertação de Castillo, além de novas eleições. Segundo registros de autoridades peruanas, os confrontos entre forças de segurança e manifestantes já deixaram 48 mortos e mais de 600 feridos.

    O Itamaraty foi procurado e não respondeu a solicitação da CNN até o momento.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ondade-protestos-no-peru-impede-brasileirasmoradoras-de-sp-de-sairem-do-pais/ Acesso em 16 de janeiro de 2023

Assinale a alternativa que apresente termo que possa substituir o termo em destaque no período, mantendo as mesmas relações de sentido no texto: “Segundo relato das turistas à CNN, as vias estão bloqueadas por barricadas e o comércio se mantém fechado, abrindo de maneira clandestina quando manifestantes contrários ao governo se distanciam do local”. 
Alternativas
Q3584529 Português

Implante coclear, aparelho auditivo e estapedectomia são tema do CNN Sinais Vitais.



    O “CNN Sinais Vitais”, com Roberto Kalil, vai abordar os avanços tecnológicos que já permitem o uso da expressão “surdos que ouvem”. O episódio “Muito além do silêncio” vai acompanhar a jornada de pacientes na busca por ouvir. No Brasil, os pacientes têm acesso gratuito, desde um aparelho convencional até operações complexas como a estapedectomia, cirurgia indicada para recuperar a audição de pacientes portadores de otosclerose, até o chamado “implante coclear”.


    O chefe do Departamento de Otologia e do grupo de implante coclear do Hospital CEMA, Dr. Andy de Oliveira Vicente, detalha o processo de realização de uma estapedectomia: “Há a opção da cirurgia, onde a gente é referência, mas existe a possibilidade de fazer um teste no aparelho. A maioria dos pacientes aqui já não quer saber de aparelhos”, conta.


    Os doutores Roberto Kalil e Ricardo Bento, professor titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP, conversam sobre implante coclear, o chamado “ouvido biônico”, uma cirurgia que implanta um aparelho eletrônico que substitui a função do ouvido interno nas pessoas que têm surdez total ou quase total. O implante estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos.


    O implante coclear tornou-se conhecido com o sucesso do premiado filme “O som do silêncio”, que mostra a história de um músico que perde a audição. A obra também ilustra a diferença de acesso ao implante coclear nos Estados Unidos e no Brasil. Aqui, o SUS custeia todo o tratamento do implante, enquanto, no filme, o músico americano precisa vender vários bens para realizar a cirurgia. “Eu trabalho na Organização Mundial de Saúde nessa área, e eu vi como é a legislação pelo mundo. A nossa legislação é muito avançada na questão da portaria da Saúde auditiva”, afirma Dr. Bento.


    Contudo, como ressalta a coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, Valeria Goffi, o implante coclear não é apenas uma cirurgia. “Todo mundo precisa entender que é um processo. Primeiro, ele vai escutar um som todo misturado, depois a gente vai programando… Então tem que ter um comprometimento da família com a equipe, para novas programações e para os ajustes individuais”, pontua.


    Os médicos ainda alertam para o perigo do uso de fones, acima do volume recomendado, e explicam quais limites devem ser respeitados.



Fonte: Implante coclear, aparelho auditivo e estapedectomia são tema do CNN Sinais Vitais | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente a função sintática dos termos em destaque no período: “Os médicos ainda alertam para o perigo do uso de fones, acima do volume recomendado, e explicam quais limites devem ser respeitados”. 
Alternativas
Q3584528 Português

Implante coclear, aparelho auditivo e estapedectomia são tema do CNN Sinais Vitais.



    O “CNN Sinais Vitais”, com Roberto Kalil, vai abordar os avanços tecnológicos que já permitem o uso da expressão “surdos que ouvem”. O episódio “Muito além do silêncio” vai acompanhar a jornada de pacientes na busca por ouvir. No Brasil, os pacientes têm acesso gratuito, desde um aparelho convencional até operações complexas como a estapedectomia, cirurgia indicada para recuperar a audição de pacientes portadores de otosclerose, até o chamado “implante coclear”.


    O chefe do Departamento de Otologia e do grupo de implante coclear do Hospital CEMA, Dr. Andy de Oliveira Vicente, detalha o processo de realização de uma estapedectomia: “Há a opção da cirurgia, onde a gente é referência, mas existe a possibilidade de fazer um teste no aparelho. A maioria dos pacientes aqui já não quer saber de aparelhos”, conta.


    Os doutores Roberto Kalil e Ricardo Bento, professor titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP, conversam sobre implante coclear, o chamado “ouvido biônico”, uma cirurgia que implanta um aparelho eletrônico que substitui a função do ouvido interno nas pessoas que têm surdez total ou quase total. O implante estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos.


    O implante coclear tornou-se conhecido com o sucesso do premiado filme “O som do silêncio”, que mostra a história de um músico que perde a audição. A obra também ilustra a diferença de acesso ao implante coclear nos Estados Unidos e no Brasil. Aqui, o SUS custeia todo o tratamento do implante, enquanto, no filme, o músico americano precisa vender vários bens para realizar a cirurgia. “Eu trabalho na Organização Mundial de Saúde nessa área, e eu vi como é a legislação pelo mundo. A nossa legislação é muito avançada na questão da portaria da Saúde auditiva”, afirma Dr. Bento.


    Contudo, como ressalta a coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, Valeria Goffi, o implante coclear não é apenas uma cirurgia. “Todo mundo precisa entender que é um processo. Primeiro, ele vai escutar um som todo misturado, depois a gente vai programando… Então tem que ter um comprometimento da família com a equipe, para novas programações e para os ajustes individuais”, pontua.


    Os médicos ainda alertam para o perigo do uso de fones, acima do volume recomendado, e explicam quais limites devem ser respeitados.



Fonte: Implante coclear, aparelho auditivo e estapedectomia são tema do CNN Sinais Vitais | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o uso da vírgula no trecho: “Os doutores Roberto Kalil e Ricardo Bento, professor titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP, conversam sobre implante coclear”.
Alternativas
Q3584526 Português

Implante coclear, aparelho auditivo e estapedectomia são tema do CNN Sinais Vitais.



    O “CNN Sinais Vitais”, com Roberto Kalil, vai abordar os avanços tecnológicos que já permitem o uso da expressão “surdos que ouvem”. O episódio “Muito além do silêncio” vai acompanhar a jornada de pacientes na busca por ouvir. No Brasil, os pacientes têm acesso gratuito, desde um aparelho convencional até operações complexas como a estapedectomia, cirurgia indicada para recuperar a audição de pacientes portadores de otosclerose, até o chamado “implante coclear”.


    O chefe do Departamento de Otologia e do grupo de implante coclear do Hospital CEMA, Dr. Andy de Oliveira Vicente, detalha o processo de realização de uma estapedectomia: “Há a opção da cirurgia, onde a gente é referência, mas existe a possibilidade de fazer um teste no aparelho. A maioria dos pacientes aqui já não quer saber de aparelhos”, conta.


    Os doutores Roberto Kalil e Ricardo Bento, professor titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP, conversam sobre implante coclear, o chamado “ouvido biônico”, uma cirurgia que implanta um aparelho eletrônico que substitui a função do ouvido interno nas pessoas que têm surdez total ou quase total. O implante estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos.


    O implante coclear tornou-se conhecido com o sucesso do premiado filme “O som do silêncio”, que mostra a história de um músico que perde a audição. A obra também ilustra a diferença de acesso ao implante coclear nos Estados Unidos e no Brasil. Aqui, o SUS custeia todo o tratamento do implante, enquanto, no filme, o músico americano precisa vender vários bens para realizar a cirurgia. “Eu trabalho na Organização Mundial de Saúde nessa área, e eu vi como é a legislação pelo mundo. A nossa legislação é muito avançada na questão da portaria da Saúde auditiva”, afirma Dr. Bento.


    Contudo, como ressalta a coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, Valeria Goffi, o implante coclear não é apenas uma cirurgia. “Todo mundo precisa entender que é um processo. Primeiro, ele vai escutar um som todo misturado, depois a gente vai programando… Então tem que ter um comprometimento da família com a equipe, para novas programações e para os ajustes individuais”, pontua.


    Os médicos ainda alertam para o perigo do uso de fones, acima do volume recomendado, e explicam quais limites devem ser respeitados.



Fonte: Implante coclear, aparelho auditivo e estapedectomia são tema do CNN Sinais Vitais | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente termo que possa substituir a conjunção em destaque no período, mantendo as mesmas relações de sentido no texto: “Contudo, como ressalta a coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, Valeria Goffi, o implante coclear não é apenas uma cirurgia”. 
Alternativas
Q3584408 Português
Leia o texto a seguir:


Contra milícia, polícia e inteligência social


Fernando Filardi


Os recentes acontecimentos ocorridos nas comunidades de base da pirâmide no Rio de Janeiro têm origem na histórica ausência do Estado que, nesses territórios, não entrega os serviços básicos de água, luz, gás, telefone, internet, educação, saúde, transporte e segurança. Em alguns casos, esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem.


O fato explica o crescimento assustador das facções do crime e da milícia nas últimas décadas, que ocupam espaços deixados pelo Estado, oferecendo serviços de maneira ilegal e extorsiva a uma população que se vê obrigada a aceitar as regras impostas pelo poder paralelo. Mas não foi sempre assim.


Em 2008, o Estado implantou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), programa elogiado internacionalmente, que tinha a finalidade de retomar esses territórios, ocupando 40 favelas cariocas, beneficiando 1,5 milhão de pessoas, sendo bemsucedido no período de realização dos megaeventos de 2014 (Copa do Mundo) a 2016 (Olimpíadas), o que mostra que a capacidade para resolver o problema existe.


No entanto, passados esses eventos, a maioria das comunidades continuou carente de serviços básicos e o programa perdeu força porque se apoiou apenas nas ações de polícia e segurança e deixou de implantar ações sociais em parceria com empresas para qualificar as pessoas e investir no empreendedorismo local para aumentar a renda global do território.


Nesse cenário, algumas estratégias devem ser consideradas na questão das milícias no Rio de Janeiro, que se tornou um desafio complexo e multifacetado e requer abordagens integradas como o fortalecimento das instituições de segurança, investindo na capacitação de juízes, promotores e policiais, para garantir punições adequadas para membros de milícias, além de combater a corrupção e a impunidade dentro das forças de segurança.


Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam.


Implementar programas de desarmamento para reduzir o acesso das milícias a armas de fogo e reforçar o controle de armas para evitar a entrada ilegal de armamentos no estado.


Mas a solução não se dá apenas por este vetor, que foca nas consequências, mas também pela implantação de políticas sociais nas comunidades, que devem ser realizadas visando atacar as causas do problema, com o objetivo de melhorar as condições de vida, reduzindo o recrutamento dos jovens e promovendo programas de emprego e educação.


Além disso, realizar campanhas de conscientização pública para apoiar as ações do Estado, estabelecendo canais de comunicação seguros para os moradores denunciarem atividades ilegais, prestando apoio às testemunhas e incentivando sua participação no combate às milícias.


A cooperação interinstitucional entre diferentes níveis de governo também deve ser articulada para combater as milícias, trabalhando em conjunto com organizações da sociedade civil e ONGs.


É importante dizer, por fim, que, no curto prazo, as ações mais ostensivas da polícia devem sim ser realizadas, mas as estratégias acima apontam caminhos complementares que devem ser seguidos para resolver o problema de forma efetiva no médio e longo prazo. Só assim teremos uma solução sustentável para o desequilíbrio social que se arrasta há décadas no estado.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2023/11/1047020-contra-milicia-policia-e-inteligencia-social.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Em “Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam” (6º parágrafo) é uma oração subordinada:
Alternativas
Q3584406 Português
Leia o texto a seguir:


Contra milícia, polícia e inteligência social


Fernando Filardi


Os recentes acontecimentos ocorridos nas comunidades de base da pirâmide no Rio de Janeiro têm origem na histórica ausência do Estado que, nesses territórios, não entrega os serviços básicos de água, luz, gás, telefone, internet, educação, saúde, transporte e segurança. Em alguns casos, esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem.


O fato explica o crescimento assustador das facções do crime e da milícia nas últimas décadas, que ocupam espaços deixados pelo Estado, oferecendo serviços de maneira ilegal e extorsiva a uma população que se vê obrigada a aceitar as regras impostas pelo poder paralelo. Mas não foi sempre assim.


Em 2008, o Estado implantou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), programa elogiado internacionalmente, que tinha a finalidade de retomar esses territórios, ocupando 40 favelas cariocas, beneficiando 1,5 milhão de pessoas, sendo bemsucedido no período de realização dos megaeventos de 2014 (Copa do Mundo) a 2016 (Olimpíadas), o que mostra que a capacidade para resolver o problema existe.


No entanto, passados esses eventos, a maioria das comunidades continuou carente de serviços básicos e o programa perdeu força porque se apoiou apenas nas ações de polícia e segurança e deixou de implantar ações sociais em parceria com empresas para qualificar as pessoas e investir no empreendedorismo local para aumentar a renda global do território.


Nesse cenário, algumas estratégias devem ser consideradas na questão das milícias no Rio de Janeiro, que se tornou um desafio complexo e multifacetado e requer abordagens integradas como o fortalecimento das instituições de segurança, investindo na capacitação de juízes, promotores e policiais, para garantir punições adequadas para membros de milícias, além de combater a corrupção e a impunidade dentro das forças de segurança.


Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam.


Implementar programas de desarmamento para reduzir o acesso das milícias a armas de fogo e reforçar o controle de armas para evitar a entrada ilegal de armamentos no estado.


Mas a solução não se dá apenas por este vetor, que foca nas consequências, mas também pela implantação de políticas sociais nas comunidades, que devem ser realizadas visando atacar as causas do problema, com o objetivo de melhorar as condições de vida, reduzindo o recrutamento dos jovens e promovendo programas de emprego e educação.


Além disso, realizar campanhas de conscientização pública para apoiar as ações do Estado, estabelecendo canais de comunicação seguros para os moradores denunciarem atividades ilegais, prestando apoio às testemunhas e incentivando sua participação no combate às milícias.


A cooperação interinstitucional entre diferentes níveis de governo também deve ser articulada para combater as milícias, trabalhando em conjunto com organizações da sociedade civil e ONGs.


É importante dizer, por fim, que, no curto prazo, as ações mais ostensivas da polícia devem sim ser realizadas, mas as estratégias acima apontam caminhos complementares que devem ser seguidos para resolver o problema de forma efetiva no médio e longo prazo. Só assim teremos uma solução sustentável para o desequilíbrio social que se arrasta há décadas no estado.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2023/11/1047020-contra-milicia-policia-e-inteligencia-social.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Em “[...] esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem” (1º parágrafo), a vírgula poderia ser substituída por um conectivo, sem alteração do sentido do trecho. Esse conectivo é:
Alternativas
Q3584371 Português
Leia o texto a seguir:


Faixa seletiva da Avenida Brasil já tem mais de 34 mil multas aplicadas em um mês


Motoristas, que são proibidos de trafegar no local, foram flagrados no espaço, tentando fugir do esquema de segurança


Rio - Em apenas um mês de funcionamento, a faixa seletiva da Avenida Brasil já tem registradas pouco mais de 34 mil multas aplicadas para motoristas que foram flagrados circulando irregularmente no espaço. A infração é considerada gravíssima, no valor de R$ 293,47.


O valor total de multas aplicadas no período de 7 a 31 de outubro chega aos R$ 10 milhões, sendo 60% de carros, 30% de motos e 10% outros veículos. A faixa tem como objetivo reduzir o tempo de deslocamento no transporte público e de ser uma preparação para o BRT Transbrasil.


Na seletiva, só podem circular ônibus interestaduais, intermunicipais e ônibus urbanos. É autorizada também para veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito, ambulâncias, de policiamento ostensivo ou de preservação da ordem pública.


A faixa exclusiva é localizada mais à esquerda em cada direção com 22 km de extensão, entre as estações do BRT Guadalupe e Caju. O limite de velocidade é de 70 km/h e a fiscalização é feita por 19 radares fixos e oito lombadas eletrônicas.


Para tentar fugir do esquema de segurança, motoristas fazem bandalhas no decorrer da via. A maior parte deles segue pela seletiva e, ao chegar perto da próxima fiscalização, voltam para a faixa normal. Ao passarem do radar ou da lombada, retornam para a faixa, que é proibida para táxis, carros de passeio e vans.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2023/11/6737369-faixa-seletiva-da-avenida-brasil-ja-tem-mais-de-34-mil-multas-aplicadas-em-um-mes.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Em “Para tentar fugir do esquema de segurança, motoristas fazem bandalhas no decorrer da via” (5º parágrafo), o conectivo destacado cumpre o papel de veicular a noção semântica de:
Alternativas
Q3584318 Português

Motorista de caminhão que deixou rastro de destruição em Curitiba explica

motivo de rota alucinada


    “Tinha dois rapazes em cima do caminhão e ali pela carga horária a gente tinha usado algumas substâncias. É uma doença de caminhoneiro e peço perdão para todas as famílias envolvidas”. Foi assim que o caminhoneiro Nilson Pedro dos Santos, responsável pela condução do caminhão que provocou diversos estragos em Curitiba no último sábado (14), se explicou para a imprensa na manhã desta segunda-feira (16).

    A declaração foi feita após Nilson deixar a Delegacia de Delitos de Trânsito da Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (16), e seguir para a audiência de custódia. A Justiça vai definir se ele vai permanecer preso ou irá responder em liberdade por ter sido autuado por tentativa de homicídio, direção sob efeito de substância entorpecente, direção perigosa e omissão de socorro.

    Na saída da delegacia, o motorista explicou para a imprensa o que teria ocorrido no sábado. “Tinha dois rapazes em cima do caminhão e ali pela carga horária a gente tinha usado algumas substâncias. Tinha usado rebite e estava trabalhando há três dias. Eu peço perdão a todas as famílias que estiveram envolvidas, mas eles não sabem que é uma doença do mundo do caminhoneiro “, disse o homem de 35 anos.

    Duas pessoas foram ouvidas pela manhã na delegacia. Um integrante da Defesa Civil de Campo Largo viu a situação do caminhão desgovernado e chegou a ligar o giroflex para alertar outros motoristas. Mesmo com o sinal sonoro, o caminhoneiro não parou o veículo. Outra vítima que prestou depoimento teve o carro atingido na BR-277.

    Outras testemunhas serão ouvidas nos próximos dias, e a Polícia Civil aguarda o resultado de laudos toxicológicos para concluir o inquérito.



Fonte: https://www.tribunapr.com.br/noticias/curitibaregiao/motorista-de-caminhao-que-deixou-rastro-de-destruicao-emcuritiba-explica-motivo-de-rota-alucinada/ Acesso em 16 de janeiro de 2023. 

Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelos termos em destaque no período: “A declaração foi feita após Nilson deixar a Delegacia de Delitos de Trânsito da Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (16), e seguir para a audiência de custódia”. 
Alternativas
Respostas
20161: D
20162: D
20163: B
20164: D
20165: A
20166: E
20167: C
20168: E
20169: C
20170: B
20171: C
20172: E
20173: A
20174: B
20175: C
20176: A
20177: A
20178: A
20179: C
20180: E