Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3583315 Português
Confronto com polícia em ato pró-Castillo no Peru deixa ao menos 17 mortos

    Pelo menos 17 pessoas foram mortas em confrontos com a polícia no sul do Peru, informou o escritório de direitos humanos do país nesta segunda-feira (9), o dia mais mortífero até agora de protestos exigindo eleições antecipadas e a libertação do expresidente preso Pedro Castillo.
Os confrontos ocorreram em Juliaca, uma cidade perto das margens do Lago Titicaca, na região de Puno, no sul do Peru, e deixaram 68 pessoas feridas, disse Henry Rebaza, funcionário do Ministério da Saúde de Puno, ao canal de televisão estatal TV Peru.
    Entre os mortos estão pelo menos dois adolescentes, de acordo com o ministério. Alguns dos corpos tinham ferimentos de bala, disse o diretor regional de saúde de Puno, Ismael Cornejo, à estação de rádio local RPP. As últimas baixas elevam o número de mortos em confrontos antigovernamentais com forças de segurança para 39 desde que os protestos começaram no início de dezembro, após a destituição e prisão de Castillo logo após ele tentar dissolver ilegalmente o Congresso.
    Castillo está cumprindo 18 meses de prisão preventiva sob a acusação de rebelião, que ele nega. Rebaza também disse à Peru TV que 28 policiais feridos não puderam ser evacuados do aeroporto de Juliaca. O primeiroministro peruano, Alberto Otarola, disse que milhares de manifestantes tentaram invadir o aeroporto.
    Durante o dia em Juliaca, uma testemunha da Reuters gravou imagens de tiros e fumaça nas ruas enquanto os manifestantes se protegiam atrás de grandes placas de metal e sinais de trânsito e jogavam pedras na polícia usando estilingues improvisados. Outras imagens mostraram pessoas administrando RCP a um homem deitado imóvel no chão com um suéter manchado de sangue e pessoas com ferimentos graves em uma sala de espera lotada de hospital.
    Uma mulher não identificada disse à Reuters que seu parente foi atingido por uma bala enquanto caminhava com um amigo que morava nas proximidades. “Quero apelar ao governo central – como podemos ter tantos mortos?” disse Jorge Sotomayor Perales, chefe do departamento de terapia intensiva de um hospital em Juliaca.
    O escritório de direitos humanos do Peru, conhecido como Ouvidoria, pediu que a polícia cumpra os padrões internacionais no uso da força e nas investigações das mortes, enquanto exortou os manifestantes a se absterem de atacar propriedades ou impedir o movimento de ambulâncias. Mais cedo na segunda-feira, o Provedor de Justiça disse que um recémnascido morreu enquanto era transferido da cidade de Yunguyo, a sudeste de Juliaca, para um hospital local em uma ambulância que atrasou devido a um bloqueio na estrada.
    Os protestos pedindo eleições antecipadas e a libertação de Castillo recomeçaram na semana passada, após uma pausa no feriado. Os manifestantes também exigem a renúncia da nova presidente Dina Boluarte, o fechamento do Congresso e mudanças na constituição.
    Falando em uma reunião de “acordo nacional” na segunda-feira com representantes das regiões do país e várias instituições políticas, Boluarte disse que não poderia atender a algumas das principais demandas dos manifestantes. Ela pediu aos cidadãos que “reflitam”. “A única coisa que estava em minhas mãos era adiantar as eleições, que já propusemos”, disse ela. “O que vocês estão pedindo é um pretexto para continuar gerando o caos nas cidades.”
    A Comissão Interamericana de Direitos Humanos informou que fará uma visita ao Peru de quarta a sexta-feira, visitando Lima e outras cidades para avaliar a situação.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/confronto-compolicia-em-ato-pro-castillo-no-peru-deixa-ao-menos-17-mortos/ Acesso em 16 de janeiro de 2023.
Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: “Os manifestantes também exigem a renúncia da nova presidente Dina Boluarte, o fechamento do Congresso e mudanças na constituição”.
Alternativas
Q3582095 Português
Irlandesa encontra mulher idêntica e elas resolvem fazer teste de DNA; veja o resultado

    A irlandesa Niamh Geaney criou um site para provar sua teoria: todas as pessoas possuem até seis ‘doppelgangers’ – palavra alemã que significa “duplo ambulante”, usado para se referir a pessoas idênticas que existem no mundo. Ela então lançou o projeto, junto com seus amigos, chamado ‘Twin Strangers’, que tem o objetivo de, com sorte, caçar seus sósias espalhados pelo mundo. Mas ela acabou encontrando três ‘cópias’ suas, e duas moravam perto de sua cidade.
    Geaney marcou então um encontrou com Karen Branigan, 36, que morava a apenas uma hora de sua casa em Dublin, na Irlanda. Em um vídeo no YouTube, a criadora do site contou que elas combinaram de se vestirem com roupas combinando para o encontro. Após várias fotos para mostrar suas semelhanças, acabaram viralizando na internet.
    A grande semelhança e a proximidade geográfica fizeram com que as duas realizassem um exame de DNA para saber se compartilhavam algum parentesco. A expectativa estava tão alta que elas abriram os resultados na internet. Apesar da semelhança física, o resultado do exame apontou que havia chance zero das duas serem irmãs e compartilharem o mesmo sangue.
    Cientistas acreditam poder explicar o que torna pessoas tão parecidas e por que cada um de nós pode ter um duplo, ou “duplicata”. De acordo com um estudo do Instituto Josep Carreras de Pesquisa em Leucemia de Barcelona, Espanha, pessoas que se parecem, mas não estão diretamente relacionadas, podem ter semelhanças genéticas. Entre essas pessoas, muitos também têm pesos semelhantes, fatores de estilo de vida e características comportamentais parecidos, como uso de tabaco e níveis de educação. Isso pode significar que a variação genética está relacionada à aparência física e também pode influenciar alguns hábitos e comportamentos.
Os cientistas há muito se perguntam o que cria a duplicata de uma pessoa. É natureza ou criação? Uma equipe de pesquisadores espanhóis tentou descobrir. Seus resultados foram publicados no ano passado na revista acadêmica Cell Reports.
    Manel Esteller, um dos pesquisadores, disse que no passado já havia trabalhado em estudos sobre gêmeos, mas para este projeto ele se interessou por pessoas que se parecem, mas não tem uma conexão familiar real de quase 100 anos. Esteller recorreu à arte para responder a uma pergunta sobre ciência. Ele e seus coautores recrutaram 32 sósias que faziam parte do projeto fotográfico “Não sou dublê!”, feito por um artista canadense, François Brunelle. Os pesquisadores pediram aos casais que fizessem um teste de DNA. Os casais preencheram questionários sobre suas vidas. Os cientistas também colocaram suas imagens em três programas diferentes de reconhecimento facial.
    Das pessoas que recrutaram, 16 casais tiveram pontuações semelhantes a gêmeos idênticos identificados com o mesmo software. Os outros 16 pares podem parecer iguais ao olho humano, mas o algoritmo não considerou dessa forma em um dos programas de reconhecimento facial. Os pesquisadores então examinaram o DNA dos participantes. Os pares que o software de reconhecimento facial disse serem semelhantes tinham muito mais genes em comum do que os outros 16 pares.
“Conseguimos ver que esses humanos parecidos, de fato, compartilham várias variantes genéticas. E estas são muito comuns entre eles”, disse Esteller. “Então, eles compartilham essas variantes genéticas que estão relacionadas à forma como eles têm o formato do nariz, olhos, boca, lábios e até estrutura óssea. E essa foi a principal conclusão de que a genética os une.” É sobre códigos semelhantes, disse ele, mas é apenas por acaso.
    “No mundo de hoje, há tantas pessoas que o sistema está produzindo humanos com sequências de DNA semelhantes”, disse Esteller. Provavelmente sempre foi assim, mas agora com a internet é muito mais fácil encontrá-los.” Quando examinaram mais de perto os casais, eles determinaram que havia outros fatores que os diferenciavam, disse ele. “É por isso que eles não são completamente idênticos”, disse Esteller. Quando os cientistas analisaram mais de perto o que chamam de epigenomas das duplicatas que mais se assemelhavam, houve diferenças maiores. A epigenética é o estudo de como o ambiente e o comportamento podem causar mudanças no funcionamento dos genes de uma pessoa.
    Quando os cientistas analisaram o microbioma de casais que eram mais parecidos, eles também eram diferentes. O microbioma são os microrganismos, vírus, bactérias e fungos pequenos demais para serem vistos pelo olho humano, que vivem no corpo humano. “Esses resultados não apenas fornecem informações sobre a genética que determina nosso rosto, mas também podem ter implicações para o estabelecimento de outras propriedades antropométricas humanas e até características de personalidade”, diz o estudo.
    O estudo tem suas limitações. O tamanho da amostra foi pequeno, por isso é difícil dizer que esses resultados são válidos para um grupo maior de pares. Embora os pesquisadores acreditem que suas conclusões mudariam em um grupo maior. O estudo também se concentrou em casais que eram principalmente de origem europeia, então não está claro se os resultados seriam os mesmos para pessoas que vêm de outras partes do mundo. Karen Gripp, pediatra e geneticista da Nemours Children ‘s Health, cuja pesquisa é referenciada neste artigo, disse que o estudo é realmente interessante e valida muitas pesquisas anteriores.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/irlandesaencontra-mulher-identica-e-elas-resolvem-fazer-teste-dedna-veja-o-resultado/ Acesso em 27 de janeiro de 2023.
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pela oração subordinada em destaque no período: A grande semelhança e a proximidade geográfica fizeram com que as duas realizassem um exame de DNA para saber se compartilhavam algum parentesco
Alternativas
Q3582094 Português
Irlandesa encontra mulher idêntica e elas resolvem fazer teste de DNA; veja o resultado

    A irlandesa Niamh Geaney criou um site para provar sua teoria: todas as pessoas possuem até seis ‘doppelgangers’ – palavra alemã que significa “duplo ambulante”, usado para se referir a pessoas idênticas que existem no mundo. Ela então lançou o projeto, junto com seus amigos, chamado ‘Twin Strangers’, que tem o objetivo de, com sorte, caçar seus sósias espalhados pelo mundo. Mas ela acabou encontrando três ‘cópias’ suas, e duas moravam perto de sua cidade.
    Geaney marcou então um encontrou com Karen Branigan, 36, que morava a apenas uma hora de sua casa em Dublin, na Irlanda. Em um vídeo no YouTube, a criadora do site contou que elas combinaram de se vestirem com roupas combinando para o encontro. Após várias fotos para mostrar suas semelhanças, acabaram viralizando na internet.
    A grande semelhança e a proximidade geográfica fizeram com que as duas realizassem um exame de DNA para saber se compartilhavam algum parentesco. A expectativa estava tão alta que elas abriram os resultados na internet. Apesar da semelhança física, o resultado do exame apontou que havia chance zero das duas serem irmãs e compartilharem o mesmo sangue.
    Cientistas acreditam poder explicar o que torna pessoas tão parecidas e por que cada um de nós pode ter um duplo, ou “duplicata”. De acordo com um estudo do Instituto Josep Carreras de Pesquisa em Leucemia de Barcelona, Espanha, pessoas que se parecem, mas não estão diretamente relacionadas, podem ter semelhanças genéticas. Entre essas pessoas, muitos também têm pesos semelhantes, fatores de estilo de vida e características comportamentais parecidos, como uso de tabaco e níveis de educação. Isso pode significar que a variação genética está relacionada à aparência física e também pode influenciar alguns hábitos e comportamentos.
Os cientistas há muito se perguntam o que cria a duplicata de uma pessoa. É natureza ou criação? Uma equipe de pesquisadores espanhóis tentou descobrir. Seus resultados foram publicados no ano passado na revista acadêmica Cell Reports.
    Manel Esteller, um dos pesquisadores, disse que no passado já havia trabalhado em estudos sobre gêmeos, mas para este projeto ele se interessou por pessoas que se parecem, mas não tem uma conexão familiar real de quase 100 anos. Esteller recorreu à arte para responder a uma pergunta sobre ciência. Ele e seus coautores recrutaram 32 sósias que faziam parte do projeto fotográfico “Não sou dublê!”, feito por um artista canadense, François Brunelle. Os pesquisadores pediram aos casais que fizessem um teste de DNA. Os casais preencheram questionários sobre suas vidas. Os cientistas também colocaram suas imagens em três programas diferentes de reconhecimento facial.
    Das pessoas que recrutaram, 16 casais tiveram pontuações semelhantes a gêmeos idênticos identificados com o mesmo software. Os outros 16 pares podem parecer iguais ao olho humano, mas o algoritmo não considerou dessa forma em um dos programas de reconhecimento facial. Os pesquisadores então examinaram o DNA dos participantes. Os pares que o software de reconhecimento facial disse serem semelhantes tinham muito mais genes em comum do que os outros 16 pares.
“Conseguimos ver que esses humanos parecidos, de fato, compartilham várias variantes genéticas. E estas são muito comuns entre eles”, disse Esteller. “Então, eles compartilham essas variantes genéticas que estão relacionadas à forma como eles têm o formato do nariz, olhos, boca, lábios e até estrutura óssea. E essa foi a principal conclusão de que a genética os une.” É sobre códigos semelhantes, disse ele, mas é apenas por acaso.
    “No mundo de hoje, há tantas pessoas que o sistema está produzindo humanos com sequências de DNA semelhantes”, disse Esteller. Provavelmente sempre foi assim, mas agora com a internet é muito mais fácil encontrá-los.” Quando examinaram mais de perto os casais, eles determinaram que havia outros fatores que os diferenciavam, disse ele. “É por isso que eles não são completamente idênticos”, disse Esteller. Quando os cientistas analisaram mais de perto o que chamam de epigenomas das duplicatas que mais se assemelhavam, houve diferenças maiores. A epigenética é o estudo de como o ambiente e o comportamento podem causar mudanças no funcionamento dos genes de uma pessoa.
    Quando os cientistas analisaram o microbioma de casais que eram mais parecidos, eles também eram diferentes. O microbioma são os microrganismos, vírus, bactérias e fungos pequenos demais para serem vistos pelo olho humano, que vivem no corpo humano. “Esses resultados não apenas fornecem informações sobre a genética que determina nosso rosto, mas também podem ter implicações para o estabelecimento de outras propriedades antropométricas humanas e até características de personalidade”, diz o estudo.
    O estudo tem suas limitações. O tamanho da amostra foi pequeno, por isso é difícil dizer que esses resultados são válidos para um grupo maior de pares. Embora os pesquisadores acreditem que suas conclusões mudariam em um grupo maior. O estudo também se concentrou em casais que eram principalmente de origem europeia, então não está claro se os resultados seriam os mesmos para pessoas que vêm de outras partes do mundo. Karen Gripp, pediatra e geneticista da Nemours Children ‘s Health, cuja pesquisa é referenciada neste artigo, disse que o estudo é realmente interessante e valida muitas pesquisas anteriores.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/irlandesaencontra-mulher-identica-e-elas-resolvem-fazer-teste-dedna-veja-o-resultado/ Acesso em 27 de janeiro de 2023.
Assinale a alternativa que apresente a função sintática dos termos em destaque no período: O estudo tem suas limitações.
Alternativas
Q3582055 Português
Leia o texto a seguir:


Falta de sono por uso de telas afeta aprendizado de crianças e adolescentes


Professores observam dificuldade de foco na sala de aula; médicos recomendam limitar o uso de aparelhos antes de dormir


    Manter a concentração dos alunos nas aulas de Português tem sido um desafio para Vanessa Soares, professora da rede estadual de São Paulo há 12 anos. O problema não é, necessariamente, o desinteresse pela matéria. Ela não consegue competir com a sonolência e o uso de celulares.

    "Vemos muitos alunos com muito sono, e, quando a gente pergunta, eles foram dormir duas horas da manhã jogando na internet, usando o celular. Os pais têm dificuldade de controlar", relata.

    Soares ensina crianças e adolescentes de 11 a 14 anos na cidade de Quatá, interior paulista. Ela notou, nos últimos anos, uma piora expressiva na capacidade de concentração dos alunos, que estão cada vez mais sonolentos em sala de aula.

    A dificuldade já existia antes da pandemia, mas piorou após o período de isolamento. Um estudo canadense, publicado na Jama Pediatrics em novembro de 2022, identificou que o tempo de tela de jovens até 18 anos aumentou em média 52% durante a pandemia.

   "No período do isolamento, alguns jovens passavam de 14 a 16 horas por dia usando telas", aponta o pediatra Gustavo Moreira, especialista do Instituto do Sono. "Estudos mostram que três horas por dia já têm um efeito negativo."

  As consequências do uso excessivo de celulares, tablets e computadores ainda estão sendo estudadas. Oftalmologistas acreditam, por exemplo, que o hábito esteja ligado ao aumento do número de casos de miopia em jovens.

   A relação da luminosidade das telas com a dificuldade de dormir, porém, é facilmente explicada pela ciência.

   Letícia Soster, responsável pelo laboratório de Sono Infantil do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da USP e membro da ABS (Associação Brasileira do Sono), aponta que o organismo humano tem uma série de mecanismos para determinar o ciclo de sono, incluindo fatores comportamentais e o gasto de energia.

   Contudo, um fator importante para que o corpo entenda que está na hora de dormir é a ausência de luminosidade, difícil de conseguir quando se tem contato constante com celulares, tablets e computadores.

   "O nosso olho não entende a diferença entre a luz do sol e a luz de telas", pontua Soster. "Acriança que usa telas no fim do dia tende a empurrar o horário do início do sono."

   É por isso que no período letivo muitos têm dificuldade de se adaptar aos horários e os efeitos são percebidos em sala de aula.

   "A privação de sono tem vários efeitos neurológicos", afirma o pediatra Gustavo Moreira, especialista em medicina do sono. Para crianças e adolescentes, dormir menos de nove horas por dia pode causar alterações de humor, dificuldade de memorização e de concentração.

 Especialmente na adolescência, fatores fisiológicos e sociais dificultam que essa meta seja alcançada. Moreira ressalta que, enquanto crianças tendem a ser mais matutinas, adolescentes são vespertinos: sentem sono mais tarde à noite e têm mais dificuldade para acordar cedo.

   "O horário da escola, que começa às 7h, é muito cedo para o adolescente", reforça Soster. Segundo a neurologista infantil, experiências em outros países mostram que atrasar o começo das aulas pela manhã pode ajudar os alunos a melhorar o rendimento.

   A privação de sono associada ao uso de telas em excesso causa dificuldades no aprendizado e diminui o foco dos estudantes em sala de aula. Além disso, professores e especialistas têm observado um comportamento imediatista e ansioso.

   Ana Paula Aoletta, professora de Língua Portuguesa em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, diz que em resposta ao comportamento dos alunos, os professores precisam dinamizar "muito" as aulas, pois "qualquer atividade ou explicação que se prolongue um pouco, percebo que eles começam a dispersar".

   Aoletta é professora há 19 anos e já ensinou crianças e adolescentes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental em escolas municipais da região do ABC Paulista. A profissional relata que, ao mesmo tempo que os alunos têm o raciocínio mais lento e a atenção prejudicada, também demonstram certa impaciência e dificuldade de aguardar respostas.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/02/falta-de-sono-poruso-de- telas-afeta-aprendizado-de-criancas-e-adolescentes.shtml . Acesso em 11/02/2023.
No trecho “Especialmente na adolescência, fatores fisiológicos e sociais dificultam que essa meta seja alcançada" (13º parágrafo), há:
Alternativas
Q3582054 Português
Leia o texto a seguir:


Falta de sono por uso de telas afeta aprendizado de crianças e adolescentes


Professores observam dificuldade de foco na sala de aula; médicos recomendam limitar o uso de aparelhos antes de dormir


    Manter a concentração dos alunos nas aulas de Português tem sido um desafio para Vanessa Soares, professora da rede estadual de São Paulo há 12 anos. O problema não é, necessariamente, o desinteresse pela matéria. Ela não consegue competir com a sonolência e o uso de celulares.

    "Vemos muitos alunos com muito sono, e, quando a gente pergunta, eles foram dormir duas horas da manhã jogando na internet, usando o celular. Os pais têm dificuldade de controlar", relata.

    Soares ensina crianças e adolescentes de 11 a 14 anos na cidade de Quatá, interior paulista. Ela notou, nos últimos anos, uma piora expressiva na capacidade de concentração dos alunos, que estão cada vez mais sonolentos em sala de aula.

    A dificuldade já existia antes da pandemia, mas piorou após o período de isolamento. Um estudo canadense, publicado na Jama Pediatrics em novembro de 2022, identificou que o tempo de tela de jovens até 18 anos aumentou em média 52% durante a pandemia.

   "No período do isolamento, alguns jovens passavam de 14 a 16 horas por dia usando telas", aponta o pediatra Gustavo Moreira, especialista do Instituto do Sono. "Estudos mostram que três horas por dia já têm um efeito negativo."

  As consequências do uso excessivo de celulares, tablets e computadores ainda estão sendo estudadas. Oftalmologistas acreditam, por exemplo, que o hábito esteja ligado ao aumento do número de casos de miopia em jovens.

   A relação da luminosidade das telas com a dificuldade de dormir, porém, é facilmente explicada pela ciência.

   Letícia Soster, responsável pelo laboratório de Sono Infantil do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da USP e membro da ABS (Associação Brasileira do Sono), aponta que o organismo humano tem uma série de mecanismos para determinar o ciclo de sono, incluindo fatores comportamentais e o gasto de energia.

   Contudo, um fator importante para que o corpo entenda que está na hora de dormir é a ausência de luminosidade, difícil de conseguir quando se tem contato constante com celulares, tablets e computadores.

   "O nosso olho não entende a diferença entre a luz do sol e a luz de telas", pontua Soster. "Acriança que usa telas no fim do dia tende a empurrar o horário do início do sono."

   É por isso que no período letivo muitos têm dificuldade de se adaptar aos horários e os efeitos são percebidos em sala de aula.

   "A privação de sono tem vários efeitos neurológicos", afirma o pediatra Gustavo Moreira, especialista em medicina do sono. Para crianças e adolescentes, dormir menos de nove horas por dia pode causar alterações de humor, dificuldade de memorização e de concentração.

 Especialmente na adolescência, fatores fisiológicos e sociais dificultam que essa meta seja alcançada. Moreira ressalta que, enquanto crianças tendem a ser mais matutinas, adolescentes são vespertinos: sentem sono mais tarde à noite e têm mais dificuldade para acordar cedo.

   "O horário da escola, que começa às 7h, é muito cedo para o adolescente", reforça Soster. Segundo a neurologista infantil, experiências em outros países mostram que atrasar o começo das aulas pela manhã pode ajudar os alunos a melhorar o rendimento.

   A privação de sono associada ao uso de telas em excesso causa dificuldades no aprendizado e diminui o foco dos estudantes em sala de aula. Além disso, professores e especialistas têm observado um comportamento imediatista e ansioso.

   Ana Paula Aoletta, professora de Língua Portuguesa em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, diz que em resposta ao comportamento dos alunos, os professores precisam dinamizar "muito" as aulas, pois "qualquer atividade ou explicação que se prolongue um pouco, percebo que eles começam a dispersar".

   Aoletta é professora há 19 anos e já ensinou crianças e adolescentes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental em escolas municipais da região do ABC Paulista. A profissional relata que, ao mesmo tempo que os alunos têm o raciocínio mais lento e a atenção prejudicada, também demonstram certa impaciência e dificuldade de aguardar respostas.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/02/falta-de-sono-poruso-de- telas-afeta-aprendizado-de-criancas-e-adolescentes.shtml . Acesso em 11/02/2023.
No trecho “No período do isolamento, alguns jovens passavam de 14 a 16 horas por dia usando telas [...]” (5º parágrafo), a vírgula foi empregada para:
Alternativas
Q3582051 Português
Leia o texto a seguir:


Falta de sono por uso de telas afeta aprendizado de crianças e adolescentes


Professores observam dificuldade de foco na sala de aula; médicos recomendam limitar o uso de aparelhos antes de dormir


    Manter a concentração dos alunos nas aulas de Português tem sido um desafio para Vanessa Soares, professora da rede estadual de São Paulo há 12 anos. O problema não é, necessariamente, o desinteresse pela matéria. Ela não consegue competir com a sonolência e o uso de celulares.

    "Vemos muitos alunos com muito sono, e, quando a gente pergunta, eles foram dormir duas horas da manhã jogando na internet, usando o celular. Os pais têm dificuldade de controlar", relata.

    Soares ensina crianças e adolescentes de 11 a 14 anos na cidade de Quatá, interior paulista. Ela notou, nos últimos anos, uma piora expressiva na capacidade de concentração dos alunos, que estão cada vez mais sonolentos em sala de aula.

    A dificuldade já existia antes da pandemia, mas piorou após o período de isolamento. Um estudo canadense, publicado na Jama Pediatrics em novembro de 2022, identificou que o tempo de tela de jovens até 18 anos aumentou em média 52% durante a pandemia.

   "No período do isolamento, alguns jovens passavam de 14 a 16 horas por dia usando telas", aponta o pediatra Gustavo Moreira, especialista do Instituto do Sono. "Estudos mostram que três horas por dia já têm um efeito negativo."

  As consequências do uso excessivo de celulares, tablets e computadores ainda estão sendo estudadas. Oftalmologistas acreditam, por exemplo, que o hábito esteja ligado ao aumento do número de casos de miopia em jovens.

   A relação da luminosidade das telas com a dificuldade de dormir, porém, é facilmente explicada pela ciência.

   Letícia Soster, responsável pelo laboratório de Sono Infantil do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da USP e membro da ABS (Associação Brasileira do Sono), aponta que o organismo humano tem uma série de mecanismos para determinar o ciclo de sono, incluindo fatores comportamentais e o gasto de energia.

   Contudo, um fator importante para que o corpo entenda que está na hora de dormir é a ausência de luminosidade, difícil de conseguir quando se tem contato constante com celulares, tablets e computadores.

   "O nosso olho não entende a diferença entre a luz do sol e a luz de telas", pontua Soster. "Acriança que usa telas no fim do dia tende a empurrar o horário do início do sono."

   É por isso que no período letivo muitos têm dificuldade de se adaptar aos horários e os efeitos são percebidos em sala de aula.

   "A privação de sono tem vários efeitos neurológicos", afirma o pediatra Gustavo Moreira, especialista em medicina do sono. Para crianças e adolescentes, dormir menos de nove horas por dia pode causar alterações de humor, dificuldade de memorização e de concentração.

 Especialmente na adolescência, fatores fisiológicos e sociais dificultam que essa meta seja alcançada. Moreira ressalta que, enquanto crianças tendem a ser mais matutinas, adolescentes são vespertinos: sentem sono mais tarde à noite e têm mais dificuldade para acordar cedo.

   "O horário da escola, que começa às 7h, é muito cedo para o adolescente", reforça Soster. Segundo a neurologista infantil, experiências em outros países mostram que atrasar o começo das aulas pela manhã pode ajudar os alunos a melhorar o rendimento.

   A privação de sono associada ao uso de telas em excesso causa dificuldades no aprendizado e diminui o foco dos estudantes em sala de aula. Além disso, professores e especialistas têm observado um comportamento imediatista e ansioso.

   Ana Paula Aoletta, professora de Língua Portuguesa em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, diz que em resposta ao comportamento dos alunos, os professores precisam dinamizar "muito" as aulas, pois "qualquer atividade ou explicação que se prolongue um pouco, percebo que eles começam a dispersar".

   Aoletta é professora há 19 anos e já ensinou crianças e adolescentes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental em escolas municipais da região do ABC Paulista. A profissional relata que, ao mesmo tempo que os alunos têm o raciocínio mais lento e a atenção prejudicada, também demonstram certa impaciência e dificuldade de aguardar respostas.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/02/falta-de-sono-poruso-de- telas-afeta-aprendizado-de-criancas-e-adolescentes.shtml . Acesso em 11/02/2023.
Em “Contudo, um fator importante para que o corpo entenda que está na hora de dormir é a ausência de luminosidade, difícil de conseguir quando se tem contato constante com celulares, tablets e computadores” (9º parágrafo), o conectivo destacado poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por: 
Alternativas
Q3581885 Português
Sobre sintaxe de concordância, de acordo com Cegalla, avalie as assertivas a seguir:

I. Concordância é o princípio segundo o qual as palavras dependentes se harmonizam, nas suas flexões, com as palavras de que dependem. Assim, adjetivos, pronomes, artigos e numerais concordam em gênero e número com os substantivos a que se referem. O verbo concordará com o sujeito da oração em número e pessoa.
II. A concordância do adjetivo predicativo com o objeto direto ou indireto subordina-se a uma única regra: o adjetivo concorda em gênero e número com o núcleo do objeto, independentemente de este ser simples ou composto.
III. Os vocábulos “anexo”, “incluso” e “leso” são invariáveis, independentemente do substantivo a que se referem.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3581884 Português
 Sobre sintaxe de regência, de acordo com Cegalla, avalie as assertivas a seguir: 

I. Certos substantivos e adjetivos admitem mais de uma regência. A escolha desta ou daquela preposição deve, no entanto, obedecer às exigências da clareza e da eufonia e adequar-se aos diferentes matizes do pensamento.
II. Alguns verbos admitem mais de uma regência sem mudar o sentido, como, por exemplo, “anteceder”, “preceder” e “cumprir”.
III. O verbo “agradar”, na acepção de causar satisfação, ser agradável ou atraente, é usado como verbo intransitivo.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3581880 Português
Sobre conjunções, à luz do que preconiza Cegalla, avalie as assertivas a seguir:

I. Em “Tristeza e alegria não moram juntas”, a palavra “e” é conjunção, ligando duas palavras da mesma oração.
II. Na frase “Os livros ensinam e divertem”, a palavra “e” é conjunção, ligando orações.
III. As conjunções podem ligar orações ou palavras da mesma oração. Quando ligam orações, dividem-se em coordenativas e subordinativas.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3581520 Português

Duas receitas para não jogar banana no lixo


    Que atire a primeira casca quem nunca jogou uma banana fora. Nos dias quentes, as manchas pretas surgem a toque de caixa e a banana que um dia foi amarela se manifesta na fruteira como quem diz: “Me coma, por favor”. Pontos pretos na casca são um bom sinal, a fruta está madura. Se os pontos se juntarem e formarem manchas, é preciso agir com urgência e encontrar o melhor caminho da banana até o estômago antes que seja tarde demais.

    Comer a fruta crua pode não ser a melhor opção, pela textura e o sabor já comprometidos. Que tal transformar a banana numa rosquinha ou então numa espécie de sorvete? O sorvete é o ideal, não só para refrescar mas para aqueles momentos em que não conseguimos atender ao clamor do cacho de bananas que passou do ponto. Basta descascar, cortar a fruta em rodelas, congelar e depois bater no processador de alimentos até virar um creme — creme não, sorvete!

    Embora essa seja uma “receita” de um ingrediente só, podemos adicionar outras frutas congeladas e preparar variações deliciosas com morango, manga, mamão, uva, kiwi. Coberturas como o melado de cana, amendoim ou castanha de caju triturados (xerém), granola e frutas secas também são bem-vindas. As crianças adoram. E os adultos também! Já provou o sorvete e quer algo diferente para dar vida às bananas?

    Experimente então amassá-las, adicionar coco ralado e assar no formato de rosquinhas. Com a banana bem madura, não é necessário adoçar, o que é, mais uma vez, perfeito para oferecer às crianças. Quando fazemos em casa adicionamos também um fio de chocolate 70% por cima, fica irresistível. A receita não tem segredo nenhum e pode ser feita de modo intuitivo.



Fonte: Folha de São Paulo, 11 de fevereiro de 2023, 

Assinale a alternativa adequada, com todas as alterações necessárias, se passarmos a palavra receita para o plural no período: A receita não tem segredo nenhum e pode ser feita de modo intuitivo.  
Alternativas
Q3581402 Português
Considerando o que Cegalla afirma a respeito das conjunções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3581401 Português
– De acordo com Cegalla, a respeito dos advérbios, analise as assertivas a seguir:

I. O advérbio é uma palavra que se refere a duas classes gramaticais, já que modifica o sentido do verbo e do adjetivo.
II. No tocante à análise sintática, o advérbio exerce a função de adjunto adverbial.
III. As locuções adverbiais possuem a mesma classificação dos advérbios, ou seja, classificam-se de acordo com a circunstância que exprimem, tais como: modo, lugar, tempo, entre outras.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3581349 Português
Saneamento básico é política de Estado

Os baixos investimentos em saneamento básico em Minas Gerais são regra no país. O poder público fracassa no fornecimento desse serviço básico aos cidadãos, colocando em risco a saúde das pessoas e o meio ambiente.
Matéria publicada pelo portal O Tempo nesta sexta-feira (23) revelou que Minas investe apenas um terço do necessário para que o Estado garanta tratamento de esgoto para 90% da população até o fim deste ano. Essa meta foi estabelecida pelo governo federal em 2020. Segundo dados da Pnad Contínua do IBGE, apenas 69,5% dos lares estão ligados a uma rede de coleta. O número praticamente não evoluiu desde 2019, quando o número de casas com rede de esgoto era de 69,2%.
O modelo de prestação do serviço que predomina no país tem empresas estatais como o principal provedor. Um grande passo para retirar um terço da população desse atoleiro foi dado em 2020, a partir da aprovação do novo marco legal do saneamento. A atualização na lei abre margens para uma maior participação do setor privado.
Em meados de 2020, as concessões privadas estavam presentes em menos de 6% dos municípios. Atualmente, elas já operam em 509 cidades, mais de 9% do total. Vale destacar que 44% desses municípios são considerados de pequeno porte, com até 20 mil habitantes. Os dados são da Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon Sindcon).
Apesar de a operação por concessionárias privadas já ter apresentado resultados positivos, existe o risco de retrocesso. Um decreto do governo de Lula (PT) reabriu vantagens para estatais. A medida foi derrubada pela Câmara dos Deputados, mas o Planalto ainda planeja um novo decreto para contornar a situação e atender aos apelos da parte mais estatizante da base do governo.
O saneamento básico está entre as políticas públicas de Estado, não de governo, e são essenciais para o desenvolvimento social sustentável do país.


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/editorial/saneamento-basico-e-politica-deestado-1.2911470. Acesso em 25 jun. 2023.
Leia este fragmento frasal: “O saneamento básico está entre as políticas públicas de Estado, não de governo, e são essenciais para o desenvolvimento social sustentável do país.” (7º parágrafo). Construindo um período de subordinação de ideias, a conjunção mais adequada para unir ambas as orações seria 
Alternativas
Q3581059 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Desmistificando a redução da maioridade penal: como enfrentar a criminalidade.

Por Daniel Marinho Corrêa – 30/08/23


Sempre que a sociedade clama por proteção pública, emerge o legislador com o desejo de fornecer uma pronta resposta às aspirações sociais e, nesse processo, frequentemente tipifica condutas como criminosas ou intensificam as penalidades, desprovidas de qualquer embasamento criminológico sólido. Isso cria a falsa impressão de que a questão será resolvida por meio do emprego da tutela penal. A mais recente novidade normativa consiste na redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Contudo, essa medida acarretará um acréscimo na população carcerária, sobrecarregando o sistema judiciário, resultando em respostas penais cada vez mais precárias [...]. Isso suscita a indagação se a redução da idade penal é de fato a única panaceia para conter a criminalidade.

A diminuição da idade penal tem potencial para causar mais malefícios do que benefícios. A experiência demonstra que uma legislação penal isolada não é suficiente para abordar o âmago da criminalidade. A modificação na maioridade penal não resultará em um aumento no contingente policial, em melhores estruturas sociais, em aprimoramentos na educação ou no ensino público [...].

O que o legislador almeja, em sua essência, é uma reforma na Constituição. Isso se sustenta em evidências empíricas. Entre 1940 e 2023, o parlamento brasileiro promulgou quase 300 reformas no âmbito penal. No entanto, em médio prazo, nenhuma forma de delito apresentou redução no Brasil. Logo é ineficaz presumir que a próxima mudança será distinta das outras modificações legislativas anteriores.

Ademais, a abordagem de diminuição da maioridade penal contraria o paradigma adotado em outros países. Por exemplo, nos países escandinavos, a ênfase recai na prevenção primária (que visa combater as raízes do crime), através da alteração das condições socioeconômicas da sociedade. [...]

Por outro viés, os Estados Unidos obtiveram uma diminuição de 50% na criminalidade ao longo das duas últimas décadas ao investirem na prevenção secundária (que se concentra em criar obstáculos ao crime). Isso envolveu o reforço da segurança pública e o treinamento adequado dos policiais, bem como a depuração das forças policiais (mediante salários justos e a exclusão de elementos corruptos). [...]

Além das ponderações até aqui expostas, a redução da maioridade penal apresenta aspectos inconstitucionais, uma vez que a Constituição de 1988, em diversas cláusulas, demanda um tratamento distinto para os menores em comparação aos adultos, enquanto a redução da maioridade almeja igualá-los. Assim, ao tocar um direito fundamental e uma cláusula pétrea da Constituição, essa reforma, se aprovada pelo Congresso Nacional, desrespeitaria a Carta Magna e estaria sujeita à declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, o seu guardião.

Como ilustrado, outros países do mundo lograram encontrar abordagens racionais para enfrentar a criminalidade. Em contraste, o legislativo brasileiro, influenciado por impulsos sociais imediatistas, insiste no caminho oposto. Melhorar a qualidade da educação, reduzir a disparidade social e expandir programas preventivos de segurança pública representariam medidas capazes de conter a violência cotidiana. [...]

Adaptado
https://www.conjur.com.br 
“[...] os Estados Unidos obtiveram uma diminuição de 50% na criminalidade ao longo das duas últimas décadas [...].” 6º§

Desconsideradas eventuais alterações de sentido, assinale a alternativa que não apresenta desvio da norma padrão. 
Alternativas
Q3580553 Português
Se colocarmos o fragmento “A sociedade aprecia os avanços tecnológicos” na voz passiva, teremos: 
Alternativas
Q3579500 Português
Ciente das regras de concordância verbal existentes na norma culta da língua portuguesa, assinale a alternativa em que haja um erro de concordância:
Alternativas
Q3579398 Português
Leia com atenção as alternativas e assinale aquela com a presença de uma conjunção subordinativa adverbial final:
Alternativas
Q3579290 Português
Entende-se por regência verbal a relação posta entre um verbo na oração e todos os termos da oração que a ele se conectam. Sendo assim, leia com atenção as alternativas e assinale aquela que houver erro na regência verbal:
Alternativas
Q3579088 Português
Dormir pouco traz tanto risco quanto beber para motoristas  

        A expressão “bêbado de sono” é de uso comum para descrever uma pessoa que está muito cansada. E dirigir nessa condição pode mesmo ser tão arriscado quanto conduzir um carro após ingerir bebidas alcoólicas. É o que aponta um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade Central de Queensland, na Austrália, e publicado na revista científica Nature and Science of Sleep. O trabalho apontou que indivíduos que tenham dormido menos de cinco horas na noite anterior têm o mesmo risco de sofrer um acidente de carro que alguém que tenha bebido álcool.

        O estudo revelou que cerca de 20% dos acidentes de trânsito são causados por exaustão. Embora outros fatores que provocam batidas (por exemplo, dirigir alcoolizado) “tenham diminuído nas últimas décadas devido ao aumento das estratégias de educação pública e medidas punitivas, reduções semelhantes não foram observadas em acidentes relacionados à fadiga”, escreveram os autores no estudo. Os pesquisadores, então, tentaram definir de quanto sono prévio a pessoa precisa para dirigir com segurança. Para isso, eles analisaram as evidências científicas de estudos de laboratório e de campo.

        Depois de sintetizar as descobertas de 61 estudos únicos, descobriram que dormir menos de quatro a cinco horas nas 24 horas anteriores está associado a aproximadamente o dobro do risco de um acidente de carro. Essa é a mesma probabilidade de uma colisão de quando os motoristas têm uma concentração de álcool no sangue a partir de 0,05%. “Não apenas isso, mas o risco de um motorista sofrer um acidente aumenta significativamente a cada hora de sono perdida na noite anterior. Alguns estudos até sugeriram que, quando um motorista dormiu entre zero e quatro horas na noite anterior, ele pode ter até 15 vezes mais chances de sofrer um acidente”, relataram os autores do estudo Madeline Sprajcer e Drew Dawson ao portal The Conversation. Os pesquisadores sugerem, com base nos resultados e nas demais evidências científicas, que pode ser razoável exigir que os motoristas durmam um pouco mais antes de se sentar ao volante. “Se fôssemos alinhar com o grau de risco considerado aceitável para intoxicação, poderíamos considerar exigir um mínimo de quatro a cinco horas de sono antes.”.


Fonte: Jornal O Globo, 6 de abril de 2023. 
Assinale a alternativa correta, com todas as modificações necessárias, se passarmos a palavra pesquisadores para o singular no período: Os pesquisadores, então, tentaram definir de quanto sono prévio a pessoa precisa para dirigir com segurança. 
Alternativas
Q3578871 Português
Assinale a alternativa que apresente, respectivamente, as circunstâncias estabelecidas pelos termos em destaque no período: “Desde 2009, os registros sísmicos, que antes mudavam ao longo do tempo, mostraram pouca diferença”.
Alternativas
Respostas
16601: D
16602: C
16603: A
16604: A
16605: A
16606: C
16607: A
16608: E
16609: E
16610: C
16611: B
16612: E
16613: D
16614: B
16615: B
16616: A
16617: D
16618: A
16619: A
16620: C