Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3528883 Português
No período “Era tão cedo que ninguém havia chegado ainda”, qual alternativa reescreve a frase preservando integralmente o sentido e a relação entre as ideias?
Alternativas
Q3528441 Português
Leia os trechos da obra Macunaíma, de Mário de Andrade, para responder a questão:

Trecho 1
        No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.

Trecho 2
        Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar, exclamava:
– ai! que preguiça!...
E não dizia mais nada.

(Mário de Andrade, Macunaíma, em Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)
Considere a passagem: “Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.” (Trecho 1)
Com base em Ingedore Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018) e na norma-padrão de emprego de pronome e de regência, o trecho em destaque pode ser assim reescrito:
Alternativas
Q3528433 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Medo e cautela nas escolas

        O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em 2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros membros da comunidade escolar; em 2023, esse número subiu para 13,1 mil.

        Números como esses ajudam a modular a sensação de medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor qualificação na identificação de comportamentos e sinais que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um público já em sobressalto – o que explica a impressionante repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos radicais em adolescentes.

        Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos – o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos como ameaça à ordem social.

        Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como os problemas têm natureza múltipla, as respostas também implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.

(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
Com base em Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão, 2008), conclui-se que, na passagem “Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades...” (2º parágrafo), ocorre uma elipse, cujo referente é:
Alternativas
Q3528430 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Medo e cautela nas escolas

        O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em 2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros membros da comunidade escolar; em 2023, esse número subiu para 13,1 mil.

        Números como esses ajudam a modular a sensação de medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor qualificação na identificação de comportamentos e sinais que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um público já em sobressalto – o que explica a impressionante repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos radicais em adolescentes.

        Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos – o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos como ameaça à ordem social.

        Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como os problemas têm natureza múltipla, as respostas também implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.

(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
Com base em Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão, 2008), é correto afirmar que as expressões “por um lado” e “por outro lado”, destacadas no 3º parágrafo do texto, constituem um processo de coesão conectiva, pois são 
Alternativas
Q3528429 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Medo e cautela nas escolas

        O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A conclusão, perturbadora, decorre dos registros oficiais de incidentes num período de dez anos, com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: em 2013, foram registradas 3,7 mil vítimas de violência interpessoal nas escolas, incluindo estudantes, professores e outros membros da comunidade escolar; em 2023, esse número subiu para 13,1 mil.

        Números como esses ajudam a modular a sensação de medo, insegurança e impotência de pais, alunos, professores e profissionais em geral que atuam com ensino, infância e adolescência. Também são essenciais para pavimentar o caminho da busca de soluções preventivas, incluindo melhor qualificação na identificação de comportamentos e sinais que possam levar a práticas violentas. Revelam-se igualmente relevantes no despertar de autoridades para o sentido de urgência por um maior preparo do País para enfrentar a violência dentro das escolas e em seu entorno. E se transformam, por fim, num elemento a mais de alerta para um público já em sobressalto – o que explica a impressionante repercussão de obras como A geração ansiosa, que detalha os efeitos nefastos do mundo hiperconectado para a saúde mental dos jovens, ou a minissérie Adolescência, que se tornou a mais vista na plataforma Netflix ao gerar debates sobre temas como ódio online, machismo e o impacto de discursos radicais em adolescentes.

        Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas onde já existe fogo. Se, por um lado, a arte e os números servem para reduzir o abismo existente entre dois mundos – o dos adultos e dos adolescentes – e, sobretudo, não deixar que a inércia, a incerteza e o desconhecimento deixem prosperar a ideia de que a escola é lugar de perigos e não de aprendizagem e convivência, por outro lado, o risco é de que um caldeirão de conclusões simplificadoras termine por produzir uma espécie de pânico moral, como são chamadas as reações desproporcionais a problemas vistos como ameaça à ordem social.

        Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso –, os estudos e os debates deles decorrentes precisam fortalecer diagnósticos e soluções baseados em evidências. Assim como os problemas têm natureza múltipla, as respostas também implicam uma soma de complexidades e ações intersetoriais que não comportam vaticínios simplistas. Mas, com ou sem excessos, há pelo menos uma grande certeza: o País não pode ignorar o debate do que fazer com a escola e seus jovens.

(O Estado de S.Paulo, Editorial, 24.04.2025. Adaptado)
Considere as passagens a seguir:
•  O Brasil assiste a uma escalada de violência nas escolas, segundo levantamento publicado na revista Pesquisa Fapesp... (1º parágrafo)
•  Também são essenciais para pavimentar o caminho da busca de soluções preventivas... (2º  parágrafo)
•  Convém cautela, contudo, para não espalhar brasas onde já existe fogo. (3º parágrafo)
•  Antes, portanto, de inspirar medo generalizado e medidas drásticas – como vigilância e punitivismo em excesso... (4º parágrafo)
Com base em Ingedore Koch e Vanda Maria Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto, 2011), os articuladores destacados estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Q3528411 Português
Leia os versos a seguir para responder a questão:

Amigo Doroteu, prezado amigo,
Abre os olhos, boceja, estende os braços
E limpa as pestanas carregadas
O pegajoso humor, que o sono ajunta.
Critilo, o teu Critilo, é quem te chama;
Ergue a cabeça da engomada fronha,
Acorda, se ouvir queres cousas raras.
(Tomás Antônio Gonzaga, Cartas chilenas,
em Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)
Nos versos, a coesão sequencial está marcada, entre outros fatores, com o recurso
Alternativas
Q3528082 Português
Leia o texto e responda à questão.


A xícara de café


Ela tomava café e olhava pela janela. O mundo lá fora parecia distante, quase irreal. O barulho da cidade, os passos apressados na calçada, os carros que iam e vinham. Tudo aquilo acontecia sem que ela se sentisse parte.

O café esfriava lentamente na xícara, enquanto seus pensamentos vagavam. Lembranças surgiam sem aviso: a infância na casa dos avós, o cheiro do bolo recém-assado, o riso despreocupado dos tempos que não voltam.

Suspirou. Terminou o café, vestiu o casaco e saiu para a rua. O mundo continuava o mesmo, mas algo dentro dela havia mudado.


Fonte: CRÔNICA ADAPTADA DE LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Leia a frase abaixo e identifique a alternativa que preenche corretamente as lacunas de acordo com a regência verbal e nominal:

"Ela ___ grata ___ apoio que recebeu dos amigos, pois sabia que sempre poderia ___ eles."
Alternativas
Q3528081 Português
Leia o texto e responda à questão.


A xícara de café


Ela tomava café e olhava pela janela. O mundo lá fora parecia distante, quase irreal. O barulho da cidade, os passos apressados na calçada, os carros que iam e vinham. Tudo aquilo acontecia sem que ela se sentisse parte.

O café esfriava lentamente na xícara, enquanto seus pensamentos vagavam. Lembranças surgiam sem aviso: a infância na casa dos avós, o cheiro do bolo recém-assado, o riso despreocupado dos tempos que não voltam.

Suspirou. Terminou o café, vestiu o casaco e saiu para a rua. O mundo continuava o mesmo, mas algo dentro dela havia mudado.


Fonte: CRÔNICA ADAPTADA DE LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
No trecho "O café esfriava lentamente na xícara, enquanto seus pensamentos vagavam.", o conectivo "enquanto" estabelece uma relação de:
Alternativas
Q3527962 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Bullying e dificuldade de fazer amigos afetam saúde mental de adolescentes


Um estudo internacional publicado no Journal of Child Psychology and Psychiatry investigou o impacto de fatores de conexão social na saúde mental de adolescentes no Brasil e no Reino Unido e constatou que viver em um arranjo familiar “não convencional” ("non-intact family structures") – convivência com meios-irmãos ou pais separados –, mudar de endereço, ter dificuldades para fazer amigos ou ser vítima de (ou praticar) bullying estão consistentemente associados a problemas de saúde mental em ambos os países.

Bullying é o termo em inglês que se popularizou para indicar intimidação sistemática, com violência física ou psicológica, envolvendo atos de humilhação ou discriminação por meio de insultos, ameaças ou comentários/apelidos pejorativos.

Acompanhados por três anos, 11.756 jovens foram avaliados (2.010 do Brasil e 9.746 do Reino Unido) para verificar associações entre potenciais fatores geradores e sintomas internalizantes (emocionais) e externalizantes (comportamentais) de adoecimento mental. Os internalizantes são reações que se expressam em relação ao próprio indivíduo, como ansiedade e depressão. Os externalizantes manifestam-se em direção a outras pessoas, como agredir, mentir ou roubar.

“Foram feitas reuniões com jovens para examinar quais fatores sociais eles acreditavam ser importantes e que poderiam impactar na sua saúde mental. Em seguida, os pesquisadores identificaram variáveis semelhantes entre os dois grupos [de adolescentes do Brasil e do Reino Unido]. Após essa harmonização de dados, foram utilizadas técnicas para garantir que eram comparáveis e a partir daí foram feitas as análises”, explica Maurício Scopel Hoffmann, chefe do Departamento de Neuropsiquiatria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), um dos autores da pesquisa e integrante do Centro Nacional de Ciência e Inovação em Saúde Mental (CISM), que é apoiado pela Fapesp.

Ao longo da investigação, foram observadas algumas diferenças entre os grupos de adolescentes estudados nos dois países. Enquanto os jovens do Reino Unido apresentaram maiores impactos na saúde mental associados ao bullying, no Brasil o tamanho da família pareceu ser um fator de risco para problemas internalizantes.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/bullying-e-dificuldade-de-fazeramigos-afetam-saude-mental-de-adolescentes/ (adaptado). 
Observe a frase extraída do texto:

“Bullying é o termo em inglês que se popularizou para indicar intimidação sistemática.”

A palavra “que”, destacada na oração acima, classifica-se morfossintaticamente como: 
Alternativas
Q3527311 Português

Ao pluralizar a palavra sublinhada abaixo, quantas outras palavras deverão ser alteradas para fins de concordância?



Se a escola não inclui a Internet na educação das novas gerações, está na contramão da história, alheia ao espírito do tempo.

Alternativas
Q3527307 Português
A inclusão da Internet na educação e a cibercultura


    O uso da Internet na escola é uma exigência da cibercultura, ou seja, do novo ambiente comunicacional e cultural que surge com a interconexão mundial de computadores em forte expansão no início do século XXI. Trata-se de um novo espaço de sociabilidade, organização, informação, conhecimento e educação.

    A educação do cidadão não pode estar alheia ao novo contexto socioeconômico e tecnológico, cuja característica geral não se encontra mais na centralidade da produção fabril ou da mídia de massa, mas na informação digitalizada como nova infraestrutura básica e como novo modo de produção.

    Cada vez mais, produz-se informação on-line socialmente partilhada. O número de pessoas cujo trabalho é informar on-line cresce continuamente, e cada vez mais pessoas dependem da informação on-line para trabalhar e viver. A economia baseia-se na informação on-line. Entidades financeiras, bolsas de valores, empresas nacionais e multinacionais dependem dos novos sistemas de informação on-line e progridem, ou não, à medida que os absorvem e desenvolvem. A informação on-line penetra a sociedade como uma rede capilar e, ao mesmo tempo, como infraestrutura básica. A educação on-line ganha adesão nesse contexto, oferecendo flexibilidade e interatividade, características próprias da Internet.

    Se a escola não inclui a Internet na educação das novas gerações, está na contramão da história, alheia ao espírito do tempo. Por outro lado, estar on-line não significa estar incluído na cibercultura. Não basta apenas indicar um site para promover essa inclusão.

    Assim, mesmo com a Internet presente na escola, a educação pode continuar sendo o que sempre foi: uma mera distribuição de conteúdos empacotados para assimilação e repetição, sem realmente incorporar as dinâmicas interativas e colaborativas da cibercultura.


Fonte: Portal Ministério da Educação. Adaptado.

Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para os vocábulos e trechos destacados, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.



( ) Em “[...] que surge com a interconexão mundial de computadores em forte expansão no início do século XXI” (1º parágrafo), não há prejuízo em se substituir o termo sublinhado por “na qual”.


( ) Em “[...] mesmo com a Internet presente na escola, a educação pode continuar sendo o que sempre foi [...]” (5º parágrafo), não há prejuízo em se substituir a parte destacada por “ainda que a Internet esteja presente na escola”.


( ) Em “Não basta apenas indicar um site para promover essa inclusão” (4º parágrafo), não há prejuízo em se substituir o termo destacado por “tal”.

Alternativas
Q3527306 Português
A inclusão da Internet na educação e a cibercultura


    O uso da Internet na escola é uma exigência da cibercultura, ou seja, do novo ambiente comunicacional e cultural que surge com a interconexão mundial de computadores em forte expansão no início do século XXI. Trata-se de um novo espaço de sociabilidade, organização, informação, conhecimento e educação.

    A educação do cidadão não pode estar alheia ao novo contexto socioeconômico e tecnológico, cuja característica geral não se encontra mais na centralidade da produção fabril ou da mídia de massa, mas na informação digitalizada como nova infraestrutura básica e como novo modo de produção.

    Cada vez mais, produz-se informação on-line socialmente partilhada. O número de pessoas cujo trabalho é informar on-line cresce continuamente, e cada vez mais pessoas dependem da informação on-line para trabalhar e viver. A economia baseia-se na informação on-line. Entidades financeiras, bolsas de valores, empresas nacionais e multinacionais dependem dos novos sistemas de informação on-line e progridem, ou não, à medida que os absorvem e desenvolvem. A informação on-line penetra a sociedade como uma rede capilar e, ao mesmo tempo, como infraestrutura básica. A educação on-line ganha adesão nesse contexto, oferecendo flexibilidade e interatividade, características próprias da Internet.

    Se a escola não inclui a Internet na educação das novas gerações, está na contramão da história, alheia ao espírito do tempo. Por outro lado, estar on-line não significa estar incluído na cibercultura. Não basta apenas indicar um site para promover essa inclusão.

    Assim, mesmo com a Internet presente na escola, a educação pode continuar sendo o que sempre foi: uma mera distribuição de conteúdos empacotados para assimilação e repetição, sem realmente incorporar as dinâmicas interativas e colaborativas da cibercultura.


Fonte: Portal Ministério da Educação. Adaptado.
Considerar a frase “cada vez mais pessoas dependem da informação on-line”. Assinalar a alternativa cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento que o sublinhado.
Alternativas
Q3527303 Português
A inclusão da Internet na educação e a cibercultura


    O uso da Internet na escola é uma exigência da cibercultura, ou seja, do novo ambiente comunicacional e cultural que surge com a interconexão mundial de computadores em forte expansão no início do século XXI. Trata-se de um novo espaço de sociabilidade, organização, informação, conhecimento e educação.

    A educação do cidadão não pode estar alheia ao novo contexto socioeconômico e tecnológico, cuja característica geral não se encontra mais na centralidade da produção fabril ou da mídia de massa, mas na informação digitalizada como nova infraestrutura básica e como novo modo de produção.

    Cada vez mais, produz-se informação on-line socialmente partilhada. O número de pessoas cujo trabalho é informar on-line cresce continuamente, e cada vez mais pessoas dependem da informação on-line para trabalhar e viver. A economia baseia-se na informação on-line. Entidades financeiras, bolsas de valores, empresas nacionais e multinacionais dependem dos novos sistemas de informação on-line e progridem, ou não, à medida que os absorvem e desenvolvem. A informação on-line penetra a sociedade como uma rede capilar e, ao mesmo tempo, como infraestrutura básica. A educação on-line ganha adesão nesse contexto, oferecendo flexibilidade e interatividade, características próprias da Internet.

    Se a escola não inclui a Internet na educação das novas gerações, está na contramão da história, alheia ao espírito do tempo. Por outro lado, estar on-line não significa estar incluído na cibercultura. Não basta apenas indicar um site para promover essa inclusão.

    Assim, mesmo com a Internet presente na escola, a educação pode continuar sendo o que sempre foi: uma mera distribuição de conteúdos empacotados para assimilação e repetição, sem realmente incorporar as dinâmicas interativas e colaborativas da cibercultura.


Fonte: Portal Ministério da Educação. Adaptado.
Nos trechos “Entidades financeiras [...] dependem dos novos sistemas de informação on-line e progridem, ou não, à medida que os absorvem e desenvolvem” (3º parágrafo) e “Se a escola não inclui a Internet na educação das novas gerações, está na contramão da história [...]” (4º parágrafo), os elementos linguísticos destacados expressam, CORRETA e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q3526756 Português
   Dona Domingas é uma preta boa igual ao pão. Calma e util. Quando a Leila ficou sem casa foi morar com a Dona Domingas.
   ... A Dona Domingas era quem lavava a roupa da Leila, que lhe obrigou a dormir no chão e lhe dar o leito. Passou a ser a dona da casa. Eu dizia:
   – Reage, Domingas!
   – Ela é feiticeira, pode botar um feitiço em mim.
   – Mas o feitiço não existe.
   – Existe sim. Eu vi ela fazê.
   É porque a Leila andava dizendo que consertava vidas. E eu vi varias senhoras ricas aparecer por aqui. Havia a tal Dona Guiomar, Edviges Gonçalves, a mulher que tem vários nomes e varias residências porque compra a prestação e não paga e dá o nome trocado onde compra. Quando sai na rua parece a Maria Antonieta. E a Dona Guiomar concorreu para escravisar a Dona Domingas. (...) A Dona Domingas recebe uma pensão do seu extinto esposo. E era obrigada a dar dinheiro para a Leila que é companheira do Arnaldo. Ele sendo compadre da Domingas, era para defender a comadre. Mas ele explorava. Dividia o dinheiro entre os dois. E ainda praticava suas cenas amorosas perto do afilhado.

(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo – diário de uma favelada)
Embora se trate de texto escrito, a narrativa de Carolina Maria de Jesus faz uso de continuadores textuais típicos da fala.
É o caso do termo
Alternativas
Q3526735 Português




(Mort Walker, “Recruta Zero”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 21.08.2024)

De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de textos e compreensão, 2008), o processo de coesão conectiva que a fala do segundo quadro estabelece com a do primeiro se baseia no emprego de operador
Alternativas
Q3526730 Português
O leão, o lobo e a raposa


   O leão, envelhecido, estava doente, acamado em sua caverna. E, à exceção da raposa, todos os demais animais apareciam para visitar o rei. Então, o lobo, aproveitando a oportunidade, denunciou a raposa ao leão – de que não mostrava consideração alguma por quem tinha poder sobre todos eles, e que por isso nem vinha visitá-lo. Nesse instante apareceu a própria raposa, e escutou as últimas palavras do lobo. O leão então rugiu para ela. Pedindo uma oportunidade para se defender, ela disse: “E quem entre os aqui reunidos lhe foi tão benéfico quanto eu, que perambulando por toda parte procurei e descobri junto aos médicos um tratamento para você?”. Tendo o leão ordenado que falasse logo o tratamento, ela disse: “Esfolando o lobo vivo, vestir a pele quente dele...”. Logo o lobo jazia morto, e a raposa rindo falou assim: “Não se deve incitar o chefe à malevolência, mas sim à benevolência.”

    A história mostra que quem maquina contra o outro volta a maquinação contra si.


(Fábulas, seguidas de Romance de Esopo. Seleção, tradução e apresentação de André Malta, 2017)
No Jogo Gramática das Fábulas (Wagner Rodrigues Silva, Andreia Cristina Fidelis e Kiahra Antonella. Laboratório virtual de pesquisa escolar com gramática: educação científica em aulas de língua materna, 2024), os autores explicam que “... foram padronizadas cores para identificar os elementos gramaticais em posições específicas na oração. Essa padronização fora empregada nos diferentes materiais do LabGram. Utilizamos o vermelho para o substantivo núcleo do grupo nominal na posição de participante principal; o verde para as diferentes formas verbais; o rosa e o roxo para os substantivos complementos dos verbos, sendo o último responsável pela função de beneficiário; o marrom para os determinantes dos grupos nominais; o azul para as circunstâncias; e o cinza para os substantivos ou adjetivos na posição de participantes secundários em orações do descrever”.
Com base nessa explicação, uma passagem do texto de Esopo em que os três termos destacados correspondem, respectivamente, às cores vermelho, rosa e roxo, é:
Alternativas
Q3525763 Português
Leia o texto para responder à questão.


Regras atuais ainda limitam acesso à cannabis medicinal


    O mercado de cannabis medicinal tem crescido exponencialmente nos últimos anos no Brasil. Um levantamento feito pela consultoria Kaya Mind – o 3° Anuário da Cannabis Medicinal no Brasil – mostra um crescimento na receita gerada pelo setor de 22% em um ano no país — o correspondente a R$ 853 milhões.

    O perfil do paciente que utiliza a cannabis medicinal no Brasil é de 45 anos de idade, sendo a maioria mulheres. A geração X, das pessoas com 40 a 59 anos, apresenta a maior demanda do país em relação à importação dos produtos derivados de cannabis.

    Vários percalços foram superados, como a liberação da distribuição e venda de produtos terapêuticos à base da substância em farmácias; o tratamento à base de cannabis oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para algumas (ainda que poucas) condições médicas em âmbito municipal e estadual; e, mais recentemente, a importação, por parte de empresas, de sementes e o cultivo do cânhamo industrial (que contém baixo teor de tetrahidrocanabinol, o THC). Com isso, 2025 se apresenta como um ano promissor no que diz respeito a novos tratamentos e pesquisas no Brasil. 

    Alguns projetos têm sido realizados por 40 instituições – geralmente universidades – ao redor de todo o país. Destacam-se as regiões Sudeste e Sul, que apresentam a maior parte das instituições e dos estudos até o momento.

    Quanto às importações, mais de 400 empresas enviaram seus produtos para o país, cabendo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o papel de analisar as autorizações dos medicamentos em seu país de origem.

    Para os próximos anos, o setor da cannabis medicinal continuará em alta, de acordo com a consultoria Kaya Mind. Segundo os especialistas, a previsão é de que o mercado brasileiro no setor alcance R$ 1 bilhão até o fim deste ano. Por enquanto, o Brasil ainda precisa melhorar na estruturação regulatória para facilitar a entrada de novas empresas no mercado brasileiro, aumentando assim a demanda por produtos.


(“Opinião”. https://www.correiobraziliense.com.br/, 03.01.2024. Adaptado)
Considere as passagens:

•  Vários percalços foram superados, como a liberação da distribuição e venda de produtos terapêuticos à base da substância em farmácias; o tratamento à base de cannabis oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para algumas (ainda que poucas) condições médicas em âmbito municipal e estadual... (3° parágrafo)
•  Por enquanto, o Brasil ainda precisa melhorar na estruturação regulatória para facilitar a entrada de novas empresas no mercado brasileiro... (6° parágrafo)

Os termos destacados estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Respostas
6541: D
6542: C
6543: A
6544: B
6545: D
6546: E
6547: A
6548: C
6549: C
6550: A
6551: D
6552: B
6553: B
6554: D
6555: C
6556: D
6557: D
6558: D
6559: E
6560: B