Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Foram encontradas 21.035 questões

Q758360 Português

      A Gazeta comentou hoje, com fina malícia, uma publicação do Diário Oficial, contendo a lista de todas as patentes de invenção que caíram em caducidade. É realmente interessante a relação dessas “invenções”, que os inventores, desenganados ou desprotegidos, não quiseram ou não puderam explorar: máquinas de beneficiar café, instrumentos de música, selins, carvão, mobílias, dentaduras, carros, tintas, caixões para defuntos, acendedores instantâneos, e que sei mais? não houve ramo de indústria em que o gênio dos “inventores” não se exercitasse.

      A mania de inventar é uma das mais espalhadas. [...]

      Ah! pobre alma humana, sempre devorada por sonhos torturantes, sempre incendida em desejos e ambições ardentes! “Inventar” é a grande e fúlgida Quimera... Inventar é criar: quem inventa é, mais ou menos, o rival de Deus, o êmulo das forças vivas da natureza. Inventar é reproduzir a aventura arrojada de Prometeu: é roubar ao céu um pouco do seu segredo, é entrar em competência com a Divindade, é afrontar a força criadora e misteriosa que rege o universo ... Ousado e rútilo sonho!...

      Desses pobres inventores, desses infelizes filhos e continuadores do Prometeu antigo, quantos acabam desiludidos ou loucos no catre do hospital ou na cela do manicômio! Mas quem haverá que ouse rir dessa loucura ou dessa miséria? A mania da “invenção” é a prova palpável, a demonstração cabal e irrecusável da força da alma humana – dessa mártir encarcerada que vive a bracejar no duro cárcere, querendo partir os liames que a cativam, querendo libertar-se de sua penúria moral, querendo voar e devassar os segredos da vida. Essa doença é o Ideal!

      Confesso que, lendo a relação de patentes publicada pelo Diário Oficial, não tenho a coragem de sorrir. O sentimento, que essa leitura me inspira, é uma mistura de tristeza e de admiração: tristeza pela inanidade dos nossos sonhos, e admiração pelo incansável aspirar, pela ânsia infinita, pela sagrada e perpétua revolta da alma humana contra a sua miséria, e pelo seu eterno desejo de saber, de compreender, de criar, de caminhar para a luz...

                (Olavo Bilac. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 490)

Sentido semelhante ao do segmento grifado está em:
Alternativas
Q750552 Português

Texto para as questão

Texto III

Afinal, o que é ética?

Você certamente já deve ter ouvido falar em ética.

Por exemplo, quando ouvimos falar em “Conselho de Ética” do Senado, que é quando um grupo de dirigentes se reúne para julgar se as ações de outro político foram adequadas ou não. ou então quando o assunto é clonagem humana, há uma grande polêmica sobre ética (ou sua falta). Mas afinal, o que é ética?

A palavra “ética” vem do grego e significa o “modo de ser”, “caráter”. Na prática, a ética é a harmonia entre a conduta do indivíduo e os valores da sociedade. Se todo mundo agisse eticamente, em todas as situações, ninguém seria prejudicado. Nesse sentido, embora não deva ser confundida com as leis, ela está relacionada com a justiça social. 

Diferentemente do que muitos imaginam, as pessoas têm de lidar com questões éticas a todo momento: aquele que encontra uma carteira cheia de dinheiro e a devolve ao dono; a pessoa que, no transporte público, dá seu lugar a idosos, deficientes físicos, mulheres grávidas ou com crianças decolo; aqueles que sempre jogam lixo nos lugares apropriados; aquele que, se o caixa do supermercado der o troco a mais, devolve o dinheiro... todos são exemplos de atitudes éticas, que fazem bem à comunidade, protegem seus membros mais vulneráveis e garantem, enfim, um funcionamento harmonioso e justo entre as pessoas. 

(Gilberto Dimenstein, O Cidadão de Papel)

Chamamos de antônimos os nomes que apresentam significado contrário ao de uma outra palavra. Considerando o trecho “aquele que sempre joga lixo nos lugares apropriados”, temos o seguinte antônimo para a palavra “apropriados”.
Alternativas
Q750550 Português

Texto para as questão

Texto III

Afinal, o que é ética?

Você certamente já deve ter ouvido falar em ética.

Por exemplo, quando ouvimos falar em “Conselho de Ética” do Senado, que é quando um grupo de dirigentes se reúne para julgar se as ações de outro político foram adequadas ou não. ou então quando o assunto é clonagem humana, há uma grande polêmica sobre ética (ou sua falta). Mas afinal, o que é ética?

A palavra “ética” vem do grego e significa o “modo de ser”, “caráter”. Na prática, a ética é a harmonia entre a conduta do indivíduo e os valores da sociedade. Se todo mundo agisse eticamente, em todas as situações, ninguém seria prejudicado. Nesse sentido, embora não deva ser confundida com as leis, ela está relacionada com a justiça social. 

Diferentemente do que muitos imaginam, as pessoas têm de lidar com questões éticas a todo momento: aquele que encontra uma carteira cheia de dinheiro e a devolve ao dono; a pessoa que, no transporte público, dá seu lugar a idosos, deficientes físicos, mulheres grávidas ou com crianças decolo; aqueles que sempre jogam lixo nos lugares apropriados; aquele que, se o caixa do supermercado der o troco a mais, devolve o dinheiro... todos são exemplos de atitudes éticas, que fazem bem à comunidade, protegem seus membros mais vulneráveis e garantem, enfim, um funcionamento harmonioso e justo entre as pessoas. 

(Gilberto Dimenstein, O Cidadão de Papel)

Em relação à origem e ao sentido da palavra “ética”, todas as afirmações estão corretas, menos uma. Assinale essa que está errada.
Alternativas
Q750547 Português

Texto para a questão

Texto II

Idosos derrubam estereótipos e descobrem mundo de possibilidades na internet

(Por Luciane Evans)

Está nascendo, ou melhor, renascendo, uma geração disposta a não ter fronteiras e a quebrar os antigos rótulos que um dia impuseram a ela. E carrega consigo o nome 3T - “ Trocar o Tricô pelo Teclado.” E isso mesmo. São homens e mulheres acima dos 65 anos que decidiram abrir seus leques de oportunidades e decolar no mundo virtual. São vovôs e vovós que estão nas redes sociais, trocam e-mails, mensagens, rodam o mundo com um só clique e se comunicam com o universo por meio das novas tecnologias. Sabem mais que muito marmanjo por aí e garantem: estão mais jovens e felizes, alguns até mais próximos dos netos e filhos. Para especialistas, otimistas com essa revolução, a cada clique a geração 3T está beneficiando a mente e a alma, já que a web pode ser uma das armas para evitar o mal de Alzheimer e a solidão.

Como toda e qualquer revolução que se preze, essa, levantada por aqueles que já viram grandes mudanças no mundo, ainda não é aderida por todos dessa faixa etária. Ainda há resistências que a geração 3T quer derrubar, a fim de aumentar seu batalhão de novos internautas e a efervescência ficar mais divertida. De acordo com uma pesquisa divulgada em fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), a nova geração está começando aos poucos. O instituto entrevistou 20.736 pessoas de 65 a 75 anos entre julho de 2011 e agosto do ano passado, nas regiões metropolitanas das principais capitais do país, entre elas Belo Horizonte. Segundo o estudo, 52% dos entrevistados afirmam que se confundem com os computadores, mas no mesmo grupo, 28% já tratam de se manter atualizados com os avanços tecnológicos. [...]

Disponível em: http://www. em. com. br/app/noticia/ tecnoloaia/2013/03/17/interna tecnologia.358365/idososderrubam-estereotipos-e-descobrem-mundo-de-possibilidadesna-internet.shtml

A palavra “internauta”, presente no texto, significa:
Alternativas
Q746587 Português

Texto 3 

Alegria e sorrisos

Raras vezes, em minha vida, presenciei alguém gerar tanta alegria e sorrisos como o Papa Francisco. Todas as vezes que o acompanhei pela TV, ele gerava sorrisos. Na favela, no Teatro Municipal, com os cardeais, ministros, autoridades, freiras e peregrinos, ele estava sempre amorosamente presente, e as pessoas, ao seu redor, sorrindo. Ele disse que um Cristão deve ter em mente três aspectos da vida: o primeiro - a esperança, o segundo - a capacidade de nos admirarmos com as maravilhas de Deus e o terceiro - a alegria. E ele gera alegria. Milhões de jovens de todo o planeta em uma praia, numa cidade, com serviços precários, tumultuados e a alegria presente. Isto é, ou foi, um fenômeno. E muitas vezes, vamos para o trabalho mal-humorados, cara fechada, de poucos amigos. Que ilusão! Francisco, o Papa que fez os brasileiros chamarem-no pelo primeiro nome, com intimidade, característica deste povo amoroso e generoso, foi pedagogicamente educador. Educou pelo exemplo. Sorrindo sempre, alegre, entusiasmado e vibrante. Da mesma forma como a humanidade que ele deseja: justa, homogênea, colaborativa e democrática. Todos podendo fazer tudo por todos. O sorriso e a alegria estão dentro de cada um. Podemos trazê-los para a vida no cotidiano, ou não. São nossas escolhas.

Disponível em: http://libertas.com.br/site/index.php?central=conteudo&id=393

Observe as afirmativas abaixo e assinale a INCORRETA.
Alternativas
Q746583 Português

Texto 1

“Plantar é bom, colher é melhor, mas ambos exigem disposição, decisão e atitudes com honestidade.”

Paulo Samuel

Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTUwNDQ2/

Considerando alguns aspectos gramaticais do texto 1, analise as proposições e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas. ( ) No termo “disposição”, o Ç tem o mesmo som do “S” do termo decisão. ( ) O termo “ambos” retoma pares de seres aos quais já se fez referência, podendo ser substituído por um e outro. ( ) A expressão “com honestidade” poderia ser substituída por honestas, concordando com o termo a que se refere - “atitudes” em gênero e número. ( ) Os termos “disposição, decisão e atitudes com honestidade.” se ligam ao verbo “exigem” completando o seu sentido sem a presença de preposição. Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA. 
Alternativas
Q745765 Português

Leia o texto para responder à questão.




Observe a passagem do terceiro parágrafo:

Criado em Israel, é uma mistura de rede social com GPS, em que motoristas compartilham as condições do trânsito e pontos críticos de congestionamento.

O termo críticos, em destaque, é empregado com o sentido

Alternativas
Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: AL-MT Prova: FGV - 2013 - AL-MT - Editor de Textos |
Q741573 Português

Texto 1

                     Carta ao leitor – Uma falsa solução mágica

      O perigo de políticas públicas desgastadas, que custam caro e dão pouco resultado, serem substituídas por outras ainda piores é sempre muito alto quando não há bons exemplos para emular. A legalização da maconha é uma dessas soluções aparentemente simples para um problema complexo que muitos estudiosos e políticos sérios, e outros nem tanto, defendem na falta de uma ideia melhor. A premissa, nunca testada na prática em sua totalidade, é que a liberação da produção, da venda e do consumo da Cannabis seria suficiente para eliminar do problema sua porção mais danosa, a cadeia de crimes alimentada pelo dinheiro do tráfico. Pois os eleitores do Uruguai e do Colorado e de Washington, nos Estados Unidos, decidiram, pelo voto direto ou de seus representantes, ser cobaias da experiência de legalizar a maconha. Dentro de alguns meses, qualquer cidadão adulto do nosso país vizinho e dos dois estados americanos poderá comprar a droga numa farmácia ou loja especializada.

      VEJA destacou duas repórteres para ver de perto o impacto que a legalização da maconha está tendo entre os uruguaios e os americanos. Sim, porque, mesmo antes da entrada em vigor das leis, seu espírito liberalizante já se instalou. As jornalistas viram uma realidade menos rósea que aquela com que os defensores da medida costumam sonhar. Uma das repórteres visitou seis cidades em Washington, no Colorado e na Califórnia, onde, a exemplo de outros dezessete estados e da capital americana, a maconha é de quase livre acesso, mesmo que, teoricamente, só possa ser vendida por prescrição médica.

      Da mesma forma que ocorre com as bebidas alcoólicas, há sempre algum adulto irresponsável disposto a comprar maconha para um adolescente usar. “Preparando‐se para a entrada em vigor da nova lei, as lojas vão vender maconha muito mais potente do que a dos traficantes”, diz a repórter. Nossa segunda repórter teve uma impressão ainda mais negativa do caso uruguaio. Enquanto nos estados americanos existe uma provisão para avaliar de tempos em tempos o acerto da legalização, no Uruguai predomina a improvisação: “Ninguém analisou em profundidade as consequências de longo prazo que a legalização pode trazer”.                        

                                                                                                  (Veja, 13/11/2013)

O conteúdo programático desta prova inclui homônimos, parônimos, cognatos e sinônimos. Assinale a alternativa em que o exemplo dado não exemplifica corretamente um desses elementos.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: COPS-UEL Órgão: AFPR Prova: COPS-UEL - 2013 - AFPR - Advogado |
Q740574 Português

Leia o texto, a seguir, e responda à questão.


Sobre as possibilidades de substituição de termos sem prejuízo do sentido original, considere as afirmativas a seguir.

I. “Escassez” (linha 3) pode ser substituído por “carência”.

II. “Curso” (linha 16) pode ser substituído por “voga”.

III. “Aptidões” (linha 19) pode ser substituído por “habilidades”.

IV. “Avantajado” (linha 21) pode ser substituído por “volumoso”.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: MPE-MS Prova: FGV - 2013 - MPE-MS - Motorista Auxiliar |
Q723473 Português

                                        Problemas de trânsito

    O trânsito sempre foi sinônimo de confusão, e tragédias. Agora, infelizmente, às vésperas do final do ano, o número de acidentes e mortes tende a aumentar ainda mais. A má conservação das estradas e a irresponsabilidade de alguns motoristas contribuem para que esse quadro se agrave ainda mais.

     Além disso, a cada dia que passa, o número de carros cresce, tornando o trânsito nas grandes cidades ainda mais caótico.

     Será preciso muito trabalho e investimento para acabar com os problemas do trânsito brasileiro. Construção de estradas mais seguras, adoção de leis mais enérgicas, investimento em transporte público, ampliação do número de agentes de trânsito e, é claro, a conscientização de motoristas trarão menos dor de cabeça a muita gente.

(Adaptado. www.blogmail.com.br)

“Além disso, a cada dia que passa, o número de carros cresce...”. A expressão “além disso” tem o significado de
Alternativas
Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: MPE-MS Prova: FGV - 2013 - MPE-MS - Motorista Auxiliar |
Q723465 Português

                                        Problemas de trânsito

    O trânsito sempre foi sinônimo de confusão, e tragédias. Agora, infelizmente, às vésperas do final do ano, o número de acidentes e mortes tende a aumentar ainda mais. A má conservação das estradas e a irresponsabilidade de alguns motoristas contribuem para que esse quadro se agrave ainda mais.

     Além disso, a cada dia que passa, o número de carros cresce, tornando o trânsito nas grandes cidades ainda mais caótico.

     Será preciso muito trabalho e investimento para acabar com os problemas do trânsito brasileiro. Construção de estradas mais seguras, adoção de leis mais enérgicas, investimento em transporte público, ampliação do número de agentes de trânsito e, é claro, a conscientização de motoristas trarão menos dor de cabeça a muita gente.

(Adaptado. www.blogmail.com.br)

Trânsito” é uma palavra que muda de sentido conforme a sílaba tônica, pois “transito” pertence ao verbo “transitar”. A palavra do texto que está nesse mesmo caso é:
Alternativas
Q705731 Português
Assinale a alternativa em que o vocábulo dos parênteses apresenta o antônimo da palavra destacada.
Alternativas
Q705720 Português
Família de Kevin deve receber parte de bilheteria do Corinthians
Lucas Reis, de São Paulo.
A família do garoto Kevin Espada, 14, morto por um sinalizador atirado por torcedores corintianos em Oruro, na Bolívia, deve receber parte da bilheteria de um dos próximos jogos do Corinthians, seja da Libertadores, seja do Campeonato Paulista ou até mesmo um amistoso.
A informação obtida pela Folha foi confirmada nesta segunda-feira pelo próprio clube. A ideia foi sugerida na última sexta-feira durante uma reunião entre os cartolas alvinegros.
O Corinthians informou que pretende encontrar uma solução para o caso até o fim da próxima semana, independentemente do julgamento da Conmebol, que deve ocorrer em até três dias.

A família de Kevin
Uma das possibilidades é que o jogo contra o Tijuana, na semana que vem, no Pacaembu, seja o escolhido. Caso a decisão da Conmebol demore, ou seja desfavorável e o estádio continue com portões fechados, uma partida do Estadual será escolhida.
A ideia, segundo o Corinthians, não consta da defesa jurídica enviada à Conmebol na semana passada. O clube também não decidiu ainda o percentual da renda bruta ou líquida que será repassado.
A iniciativa de indenizar os parentes de Kevin, segundo apurou a reportagem, engloba uma investida para suavizar a imagem corintiana, arranhada internacionalmente após o fatídico episódio.
Dentro do clube, há quem defenda que o Corinthians teve uma atitude jurídica perfeita, mas atabalhoada em relação à atitude e imagem.
Em Oruro, a Folha apurou que parentes de Kevin não concordaram com a atitude dos seus pais, que optaram por não entrar com ação pedindo uma indenização ao Corinthians. Limbert e Carola, os pais de Kevin, justificaram que não queriam ser acusados de utilizar o filho com fins mercantilistas.
“Ninguém [San José ou Corinthians] entrou em contato para dizer que se importa com o que aconteceu”, disse Limbert, há uma semana.
Luiz Felipe Santoro, advogado do clube, aguarda que a Conmebol julgue o clube até sexta -- o que viabilizaria a entrada da torcida no próximo jogo em casa, contra o Tijuana, na semana que vem. “Estou otimista, confio na argumentação jurídica do clube”, disse o advogado.
Fonte: Colaborou Eduardo Ohata, de São Paulo. http://www.folhaonline.com.br/.  
Assinale a alternativa cujo vocábulo dos parênteses não corresponde ao sinônimo do termo destacado.
Alternativas
Q699691 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

As origens sociais da memória indireta



VIGOTSKI, L.S. A formação social da mente. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 31-32. (Adaptado).

Na expressão “traços mnemônicos” (linha 4), a palavra sublinhada pode, sem prejuízo de sentido, ser substituída por:
Alternativas
Q699275 Português

Leia os avisos abaixo.

“Antes de entrar no elevador, certifique-se de que o mesmo se encontra no andar.”

“Mantenha a porta fechada durante o expediente. Tranque a mesma ao final do turno.”

Na língua escrita formal, as expressões o mesmo e a mesma devem ser substituídas, respectivamente, pelos pronomes

Alternativas
Q699267 Português

Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.

É urgente recuperar o sentido de urgência

    Estamos vivendo como se tudo fosse urgente. Urgente o suficiente para acessar alguém. E para exigir desse alguém uma resposta imediata. Como se o tempo do “outro” fosse, por direito, também o “meu” tempo. E até como se o corpo do outro fosse o meu corpo, já que posso invadi-lo, simbolicamente, a qualquer momento. Como se os limites entre os corpos tivessem ficado tão fluidos e indefinidos quanto a comunicação ampliada e potencializada pela tecnologia. Esse se apossar do tempo/corpo do outro pode ser compreendido como uma violência. Mas até certo ponto consensual, na medida em que este que é alcançado se abre/oferece para ser invadido. Torna-se, ao se colocar no modo “online”, um corpo/tempo à disposição. Mas exige o mesmo do outro – e retribui a possessão. Olho por olho, dente por dente. Tempo por tempo.

    Como muitos, tenho tentado descobrir qual é a minha medida e quais são os meus limites nessa nova configuração. Descobri logo que, para mim, o celular é insuportável. Não é possível ser alcançada por qualquer um, a qualquer hora, em qualquer lugar. Estou lendo um livro e, de repente, o mundo me invade, em geral com irrelevâncias, quando não com telemarketing. Estou escrevendo e alguém liga para me perguntar algo que poderia ter descoberto sozinho no Google, mas achou mais fácil me ligar, já que bastava apertar uma tecla do próprio celular. Trabalhei como uma camela e, no meu momento de folga, alguém resolve me acessar para falar de trabalho, obedecendo às suas próprias necessidades, sem dar a mínima para as minhas. Não, mas não mesmo. Não há chance de eu estar acessível – e disponível – 24 horas por sete dias, semana após semana.

    Me bani do mundo dos celulares, fechei essa janela no meu corpo. Mantenho meu aparelho, mas ele fica desligado, com uma gravação de “não uso celular, por favor, mande um e-mail”. Carrego-o comigo quando saio e quase sempre que viajo. Se precisar chamar um táxi em algum momento ou tiver uma urgência real, ligo o celular e faço uma chamada. Foi o jeito que encontrei de usar a tecnologia sem ser usada por ela.

    Minha decisão não foi bem recebida pelas pessoas do mundo do trabalho, em geral, nem mesmo pela maior parte dos amigos e da família. Descobri que, ao não me colocar 24 horas disponível, as pessoas se sentiam pessoalmente rejeitadas. Mas não apenas isso: elas sentiam-se lesadas no seu suposto direito a tomar o meu tempo na hora que bem entendessem, com ou sem necessidade, como se não devesse existir nenhum limite ao seu desejo. Algumas declararam-se ofendidas. Como assim eu não posso falar com você na hora que eu quiser? Como assim o seu tempo não é um pouco meu? E se eu precisar falar com você com urgência? Se for urgência real – e quase nunca é – há outras formas de me alcançar.

    Percebi também que, em geral, as pessoas sentem não só uma obrigação de estar disponíveis, mas também um gozo. Talvez mais gozo do que obrigação. É o gozo de se considerar imprescindível. Como se o mundo e todos os outros não conseguissem viver sem sua onipresença. Se não atenderem o celular, se não forem encontradas de imediato, se não derem uma resposta imediata, catástrofes poderão acontecer.

    O celular ligado funciona como uma autoafirmação de importância. Tipo: o mundo (a empresa/a família/ o namorado/ o filho/ a esposa/ a empregada/ o patrão/os funcionários etc.) não sobrevive sem mim. A pessoa se estressa, reclama do assédio, mas não desliga o celular por nada. Desligar o celular e descobrir que o planeta continua girando pode ser um risco maior. Nesse sentido, e sem nenhuma ironia, é comovente.

    Bem, eu não sou imprescindível a todo mundo e tenho certeza de que os dias nascem e morrem sem mim. As emergências reais são poucas, ainda bem, e para estas há forma de me encontrar. Logo, posso ficar sem celular.

    A grande perda é que, ao se considerar tudo urgente, nada mais é urgente. Perde-se o sentido do que é prioritário em todas as dimensões do cotidiano. E viver é, de certo modo, um constante interrogar-se sobre o que é importante para cada um. Ou, dito de outro modo, uma constante interrogação sobre para quem e para o quê damos nosso tempo, já que tempo não é dinheiro, mas algo tremendamente mais valioso. Como disse o professor Antonio Candido, “tempo é o tecido das nossas vidas”.

    Viver no tempo do outro – de todos e de qualquer um – é uma tragédia contemporânea.

BRUM, Eliane. Disponível em:<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/eliane-brum Acesso em: 12 set. 2013. Adaptado.

Considerando o texto, o significado da palavra sublinhada foi traduzido INCORRETAMENTE em
Alternativas
Q684254 Português
A Ideia
De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.
Autor: Augusto dos Anjos 

Ainda sobre o texto de Augusto dos Anjos, no trecho: “Vem do encéfalo absconso que a constringe (...), a palavra em destaque significa:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: IF-MG Órgão: IF-MG Prova: IF-MG - 2013 - IF-MG - Auxiliar Administrativo |
Q680263 Português

“Perguntei, então, à menina: ‘E como é que vocês aprendem?’. Ela não titubeou:” (linha 25)

O sentido que se pode atribuir ao verbo “titubeou” destacado acima é:

Alternativas
Ano: 2013 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2013 - UFMT - Economista |
Q674798 Português

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o artigo do consultor Luiz Marins e responda à questão.


Ao referir-se ao escritor francês Victor Hugo, o autor usou uma propriedade textual denominada:
Alternativas
Q674603 Português
Dando o troco
(Alberto Villas)
Quando a gente entra num supermercado pra pagar 9,90 e dá uma nota de 10, a caixa sempre vem com essa:
- Não tem 90 centavos?
Quando você vai comprar alguma coisa e tira da carteira uma nota de 20, ela olha assustada e sempre solta essa:
- Não tem menor?
O Brasil é um país que não tem troco. E no país que não tem troco, não sei por que cargas d’água, ao invés de arredondar o preço, decidiram colocar tudo quebrado. Tudo nesse país custa 9,99, 19,99, 29,99. Já percebeu que você nunca vê uma coisa custando, por exemplo, 12 reais? Não. É 11,99. O mais curioso é que o tal do 1 centavo não está em circulação há um bom tempo. Sei lá, acho que desde a copa de 2010 nunca mais se viu aquela moedinha minúscula de 1 centavo.
Outro dia fui numa dessas lojas gigantescas na Marginal Pinheiros e perguntei pra caixa se, em caso de um objeto custar 9,99 e o freguês der uma nota de 10 o que ela faz. Ela explicou que se o freguês insistir muito, fizer questão mesmo do troco, ela vai “lá no depósito” e busca a moeda de 1 centavo. Ora, ao invés de ir no depósito buscar a moedinha não seria mais fácil ter um punhado delas dentro da gaveta do caixa?
Todo mundo sabe que o tal do 99 é para enganar cliente. Uma vez vi uma mulher dizendo que um produto custava “19 e pouco”. Na verdade, custava 19,99. Quer dizer, custava 19 e muito. Mas para ela aquele 19,99 era muito, muito menos que 20 reais. O mais curioso de tudo é que agora as coisas custam 136,90. Ora, por quê 136,90? Para fingir que não custa 137? Qual é a diferença?
Antigamente só algumas coisas tinham o preço quebrado. Agora não. É tudo. Uma empadinha pode custar 4,99, um cafezinho 3,99 e um estacionamento em São Paulo 9,99 a hora. Não é 10. É 9,99! Nos cartórios então, os preços quebrados fazem a festa. Uma autenticação? 2,91! Um reconhecimento de firma? 4,93! e por aí vai. Nos postos de gasolina a coisa fica pior ainda. O litro de gasolina custa 2.513! Outro dia passei numa livraria e vi o preço da caixa com todos os vinis dos Beatles: 3.399,90. E na porta de uma concessionária estava lá estampado o preço do carrão: 61.999.90!
Ultimamente tenho andado muito de ônibus e de graça. Dou uma nota de 10 reais pro cobrador, ele abre a gavetinha e me olha assustadíssimo.
- Não tenho troco!
Ótimo. Fico ali na frente sentadinho e na hora de descer pergunto a ele se já tem o troco pros meus 10 reais.
- Nem pensar!
Então desço pela porta da frente, sem o menor problema. Que vontade que tenho de chegar em algum lugar e perguntar quanto custa o litro do leite e o vendedor responder:
Três reais!
Exatos 3 reais redondinhos! Mas não é assim. O litro do leite custa 3,09.
Espero que esses quebrados fiquem apenas nos preços porque já pensou daqui a pouco a Caninha se chamar 50,99, o uísque se chamar Vat 68.90, aquele velho seriado de TV passar a ser Casal 19.90, o banco virar Banco 23 horas e 59, a estrada americana mudar para Rota 65,99?
Já pensou quando lembrarmos do saudoso carnavalesco, a gente lembrar do Joãosinho 29,99?
Já pensou se um médico daqueles da antiga colocar o aparelhinho nas suas costas para medir o frêmito toraco-vocal e pedir:
Fala 32,99!
Já pensou?
“Já pensou quando lembrarmos do saudoso carnavalesco, a gente lembrar do Joãosinho 29,99? No trecho acima, a palavra em destaque (saudoso) exprime o sentido de alguém que:
Alternativas
Respostas
15321: E
15322: B
15323: C
15324: B
15325: A
15326: E
15327: D
15328: D
15329: E
15330: C
15331: C
15332: D
15333: C
15334: D
15335: A
15336: D
15337: A
15338: D
15339: B
15340: A