Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q420788 Português
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Julgue o item a seguir, referente aos sentidos e aos aspectos
linguísticos do texto acima.
O termo “nesse ponto” (L.11) remete ao seguinte trecho do período precedente: “pôr em uso algumas regras do parlamentarismo” (L.7-8).
Alternativas
Q420787 Português
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Julgue o item a seguir, referente aos sentidos e aos aspectos
linguísticos do texto acima.
Conforme o texto, D. Pedro II procurava atuar de forma a evitar que ficasse patente o exercício discricionário de seu poder.
Alternativas
Q420785 Português


Em relação ao texto acima, julgue o item abaixo.
As ideias expressas nas frases “Ser gente parecia uma questão de ponto de vista” (L.28) e “Gente é quem ocupa a posição de sujeito” (L.29) constituem aspectos importantes daquilo que o texto apresenta como ‘perspectivismo ameríndio’ (L.4).
Alternativas
Q420784 Português


Em relação ao texto acima, julgue o item abaixo.
O “traço específico do pensamento indígena nas Américas” (L.6-7) a que se refere o autor do texto consiste na recusa dos indígenas em se submeterem à lógica de produção da sociedade capitalista.
Alternativas
Q420782 Português


Em relação ao texto acima, julgue o item abaixo.
As formas verbais “surgiu” e “ganhou”, ambas na linha 3, poderiam, sem prejuízo dos sentidos do texto, ser substituídas por surgira e ganhara, respectivamente, pois indicam ações anteriores àquelas referidas no primeiro período do texto.
Alternativas
Q420781 Português


Em relação ao texto acima, julgue o item abaixo.
Narrado em primeira pessoa e tratando de tema científico, o texto classifica-se como artigo científico, ainda que tenha sido publicado em periódico não especializado.
Alternativas
Q420738 Português
Considere a tira e analise as afirmações.

            imagem-002.jpg

I. A resposta esperada pela menina era “a rua”.
II. Na frase de Mafalda, no segundo quadrinho, Miguelito é o sujeito da oração.
III. Em português, o sujeito de uma oração pode ser inexistente, como em “Choveram reclamações na empresa por causa do apagão na Internet.”
IV. A resposta de Miguelito seria compatível com a pergunta: Ao prefeito cabe que responsabilidade?

Pela leitura das afirmações, conclui-se que
Alternativas
Ano: 2014 Banca: ACAFE Órgão: PC-SC Prova: ACAFE - 2014 - PC-SC - Agente de Polícia |
Q420658 Português
Complete corretamente as lacunas com uma das opções colocadas entre parênteses.

• O poder público brasileiro, __________ de ser eco­nômico, é perdulário, (ao invés de - em vez de)
• O ___________ de prisão foi expedido pelo juiz de plantão ainda de madrugada, (mandado - mandato)
• Esse procedimento está__________ a lei eleitoral. (infrígindo - infringindo)
• Quanto mais detalhes forem incluídos na obra, mais________será a quantia de dinheiro, (vultuosa - vultosa)
• Ao analisar o recurso, o parecerista_________ todas as peças do processo, (dissecou - dessecou)

A seqüência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: ACAFE Órgão: PC-SC Prova: ACAFE - 2014 - PC-SC - Agente de Polícia |
Q420644 Português
             Entenda a onda de violência em Santa Catarina

Já são 101 ataques em 17 dias, ocorridos em 31 municípios catarinenses
por Leonardo Guandeline / Juraci Perboni, especial para O Globo 15/02/2013 20:54

      SÃO PAULO e FLORIANÓPOLIS - A recente onda de ataques em Santa Catarina, a segunda em quatro meses, entrou nesta sexta-feira no 17° dia - teve início em 30 de janeiro - , totalizando 101 ações até o fim desta tarde, entre elas incêndios a ônibus, carros particulares, viaturas e prédios públicos, em pelo menos 31 municípios no estado.
      A primeira onda de atentados ocorreu em no­vembro de 2012. Durou sete dias e resultou em 58 atentados, em 16 cidades. Segundo a polícia, as ações são ordenadas por líderes de facções crimi­nosas que atuam de dentro dos presídios catarinenses. Os presos alegam que sofrem tortura, não têm atendimento médico e odontológico, nem abastecimento regular de água, além de poucos agentes para que todos possam tomar o banho de sol. No fim do ano passado, a ouvidora da Secreta­ria Nacional de Direitos Humanos foi a Santa Catarina, constatou uma série de problemas, e solicitou providências.
      Na atual série de crimes, os presos, na visita da equipe da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, disseram que os problemas não foram resolvidos, entre eles o não término da apuração dos casos de tortura.
      Os detentos, no entanto, questionaram a rapidez da Polícia Civil em investigar a morte da agen­te prisional Deise Alves, ocorrida em agosto, com o indiciamento de 11 pessoas. Há suspeita que os atentados do ano passado possam estar relacio­nados com o crime, já que o alvo, segundo a Polí­cia Civil, seria o marido dela, Carlos Alves, diretor da penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, que pediu afastamento do cargo após a morte de Deise. Alves atribuiu o assassinato a uma das facções que age no estado e controlaria o presídio.
      Os detentos dizem que, após a morte da agente prisional, a situação ficou insustentável, e chega­ram a denunciar a violência praticada pelo diretor e um grupo de agentes em um vídeo gravado pelos próprios detentos. As imagens mostram uma su­posta revista em uma cela acompanhada de cho­ques elétricos, tapas e ameaças.
      Foi de São Pedro de Alcântara que teria partido, segundo as autoridades catarinenses, as ordens para a primeira onda de ataques.
      Os recentes atentados também são atribuídos à transferência de alguns presos.
Disponível em: http://oglobo.globo.com/brasil/entenda-onda- de-violencia-em-santa-catarina-7595303.Acesso em: 25/06/2014. Adaptado.
Assinale a alternativa em que é possível substituir a expressão destacada em negrito pela expressão sugerida entre parênteses, sem modificar o sentido do texto .
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CETRO Órgão: FCP Prova: CETRO - 2014 - FCP - Operacional Administrativo |
Q420431 Português
Em relação aos vícios de linguagem, assinale a alternativa que não apresenta um vício de linguagem.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CETRO Órgão: FCP Prova: CETRO - 2014 - FCP - Operacional Administrativo |
Q420423 Português
                       Combater a intolerância é dever de todos

      A Constituição da República estabelece que o Brasil é um Estado laico. Isto assegura à nação o direito de todos escolherem ter ou não uma religião. É uma importante conquista do nosso tempo. Porque a intolerância, em face das religiões de matriz africana, esteve presente no cenário nacional, sendo inclusive perseguidas pelo Estado brasileiro.
     Em todo o país, as manifestações que exigem o respeito à liberdade religiosa cresceram e receberam extraordinário apoio popular. Merece destaque a CCIR - Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro, que deu início à mobilização que reúne, na capital carioca, todas as representações religiosas e não religiosas, para combater a intolerância às religiões de matriz africana.
     A Lei nº 11.635/2007, que institui o dia 21 de janeiro como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é, também, resultado da mobilização popular. Da mesma forma, é a Lei nº 12.288/2010, que institui o Estatuto da Igualdade Racial. A propósito, é a primeira lei que busca a construção da igualdade perante o Estado entre as religiões de matriz africana e todas as religiões.
     No Brasil, existem duas importantes religiões afro- brasileiras: a umbanda e o candomblé. Ambas com muitas vertentes e formas de manifestações, que influenciaram profundamente os costumes da população. É uma herança que condiciona o ser brasileiro: uma nação multiétnica. O que é certamente o nosso maior patrimônio.
     Solo fértil do patrimônio afro-brasileiro, as comunidades tradicionais de terreiro guardam as reminiscências culturais e religiosas dos bantus, yorubás, gegês e malês. A preservação e promoção de ações para melhoria da qualidade de vida das pessoas pertencentes às comunidades de terreiro concretizam o reconhecimento, o respeito e a reparação política e social do Estado para com as comunidades religiosas de matriz africana.
     A intolerância produz guerra, desestrutura nações, destrói famílias e pessoas. A proliferação de atos de intolerância com base em preferências e motivações religiosas representa um ataque frontal ao desenvolvimento humano, à paz e à solidariedade entre os povos.
     A Fundação Cultural Palmares, instituída em 1988, órgão do Governo Federal, vinculado ao Ministério da Cultura, para proteger e promover as manifestações da cultura afro-brasileira, apoia as mobilizações contra o desrespeito e a intolerância em face das religiões de matriz africana.
     Também são desenvolvidas pela Fundação Palmares ações de mapeamento das comunidades, proteção de ervas em cultos de matriz africana, oficinas de cultivo ervas/ plantas sagradas medicinais, oficina de vestimentas litúrgicas e afro- brasileiras e oficinas de gastronomia afro-brasileira em comunidades de terreiro.
     A cultura é um vetor do desenvolvimento socioeconômico. É instrumento valioso de promoção da cidadania. As artes, o artesanato, os vestuários, as festas, a música, entre outras formas de expressões e manifestações culturais características das comunidades de terreiros, devem ser preservadas, promovidas e percebidas como oportunidades criativas de ocupação e geração de renda.
     Portanto, combater a intolerância religiosa é um dever de todos. A nação brasileira deve fazer valer os Direitos Humanos e a Constituição. O respeito à diversidade seja social, cultural, étnica ou religiosa é condição indispensável para a construção da democracia. É preciso fazer valer o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e aproveitar a data para celebrar o respeito à liberdade de culto.

                       Fonte: Eloi Ferreira de Araujo: Combater a intolerância é dever de todos. 20/ 01/ 2012, by Ascom. Adaptado.


De acordo com o contexto e quanto a conjunções, assinale a alternativa em que a conjunção destacada exprime a mesma classificação que a conjunção destacada abaixo.

Portanto, combater a intolerância religiosa é um dever de todos.”
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CETRO Órgão: FCP Prova: CETRO - 2014 - FCP - Operacional Administrativo |
Q420422 Português
                       Combater a intolerância é dever de todos

      A Constituição da República estabelece que o Brasil é um Estado laico. Isto assegura à nação o direito de todos escolherem ter ou não uma religião. É uma importante conquista do nosso tempo. Porque a intolerância, em face das religiões de matriz africana, esteve presente no cenário nacional, sendo inclusive perseguidas pelo Estado brasileiro.
     Em todo o país, as manifestações que exigem o respeito à liberdade religiosa cresceram e receberam extraordinário apoio popular. Merece destaque a CCIR - Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro, que deu início à mobilização que reúne, na capital carioca, todas as representações religiosas e não religiosas, para combater a intolerância às religiões de matriz africana.
     A Lei nº 11.635/2007, que institui o dia 21 de janeiro como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é, também, resultado da mobilização popular. Da mesma forma, é a Lei nº 12.288/2010, que institui o Estatuto da Igualdade Racial. A propósito, é a primeira lei que busca a construção da igualdade perante o Estado entre as religiões de matriz africana e todas as religiões.
     No Brasil, existem duas importantes religiões afro- brasileiras: a umbanda e o candomblé. Ambas com muitas vertentes e formas de manifestações, que influenciaram profundamente os costumes da população. É uma herança que condiciona o ser brasileiro: uma nação multiétnica. O que é certamente o nosso maior patrimônio.
     Solo fértil do patrimônio afro-brasileiro, as comunidades tradicionais de terreiro guardam as reminiscências culturais e religiosas dos bantus, yorubás, gegês e malês. A preservação e promoção de ações para melhoria da qualidade de vida das pessoas pertencentes às comunidades de terreiro concretizam o reconhecimento, o respeito e a reparação política e social do Estado para com as comunidades religiosas de matriz africana.
     A intolerância produz guerra, desestrutura nações, destrói famílias e pessoas. A proliferação de atos de intolerância com base em preferências e motivações religiosas representa um ataque frontal ao desenvolvimento humano, à paz e à solidariedade entre os povos.
     A Fundação Cultural Palmares, instituída em 1988, órgão do Governo Federal, vinculado ao Ministério da Cultura, para proteger e promover as manifestações da cultura afro-brasileira, apoia as mobilizações contra o desrespeito e a intolerância em face das religiões de matriz africana.
     Também são desenvolvidas pela Fundação Palmares ações de mapeamento das comunidades, proteção de ervas em cultos de matriz africana, oficinas de cultivo ervas/ plantas sagradas medicinais, oficina de vestimentas litúrgicas e afro- brasileiras e oficinas de gastronomia afro-brasileira em comunidades de terreiro.
     A cultura é um vetor do desenvolvimento socioeconômico. É instrumento valioso de promoção da cidadania. As artes, o artesanato, os vestuários, as festas, a música, entre outras formas de expressões e manifestações culturais características das comunidades de terreiros, devem ser preservadas, promovidas e percebidas como oportunidades criativas de ocupação e geração de renda.
     Portanto, combater a intolerância religiosa é um dever de todos. A nação brasileira deve fazer valer os Direitos Humanos e a Constituição. O respeito à diversidade seja social, cultural, étnica ou religiosa é condição indispensável para a construção da democracia. É preciso fazer valer o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e aproveitar a data para celebrar o respeito à liberdade de culto.

                       Fonte: Eloi Ferreira de Araujo: Combater a intolerância é dever de todos. 20/ 01/ 2012, by Ascom. Adaptado.


Leia a oração abaixo, retirada do quinto parágrafo, e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta um sinônimo da palavra destacada.

“Solo fértil do patrimônio afro-brasileiro, as comunidades tradicionais de terreiro guardam as reminiscências culturais e religiosas dos bantus, yorubás, gegês e malês.”
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CETRO Órgão: FCP Prova: CETRO - 2014 - FCP - Operacional Administrativo |
Q420421 Português
                       Combater a intolerância é dever de todos

      A Constituição da República estabelece que o Brasil é um Estado laico. Isto assegura à nação o direito de todos escolherem ter ou não uma religião. É uma importante conquista do nosso tempo. Porque a intolerância, em face das religiões de matriz africana, esteve presente no cenário nacional, sendo inclusive perseguidas pelo Estado brasileiro.
     Em todo o país, as manifestações que exigem o respeito à liberdade religiosa cresceram e receberam extraordinário apoio popular. Merece destaque a CCIR - Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro, que deu início à mobilização que reúne, na capital carioca, todas as representações religiosas e não religiosas, para combater a intolerância às religiões de matriz africana.
     A Lei nº 11.635/2007, que institui o dia 21 de janeiro como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é, também, resultado da mobilização popular. Da mesma forma, é a Lei nº 12.288/2010, que institui o Estatuto da Igualdade Racial. A propósito, é a primeira lei que busca a construção da igualdade perante o Estado entre as religiões de matriz africana e todas as religiões.
     No Brasil, existem duas importantes religiões afro- brasileiras: a umbanda e o candomblé. Ambas com muitas vertentes e formas de manifestações, que influenciaram profundamente os costumes da população. É uma herança que condiciona o ser brasileiro: uma nação multiétnica. O que é certamente o nosso maior patrimônio.
     Solo fértil do patrimônio afro-brasileiro, as comunidades tradicionais de terreiro guardam as reminiscências culturais e religiosas dos bantus, yorubás, gegês e malês. A preservação e promoção de ações para melhoria da qualidade de vida das pessoas pertencentes às comunidades de terreiro concretizam o reconhecimento, o respeito e a reparação política e social do Estado para com as comunidades religiosas de matriz africana.
     A intolerância produz guerra, desestrutura nações, destrói famílias e pessoas. A proliferação de atos de intolerância com base em preferências e motivações religiosas representa um ataque frontal ao desenvolvimento humano, à paz e à solidariedade entre os povos.
     A Fundação Cultural Palmares, instituída em 1988, órgão do Governo Federal, vinculado ao Ministério da Cultura, para proteger e promover as manifestações da cultura afro-brasileira, apoia as mobilizações contra o desrespeito e a intolerância em face das religiões de matriz africana.
     Também são desenvolvidas pela Fundação Palmares ações de mapeamento das comunidades, proteção de ervas em cultos de matriz africana, oficinas de cultivo ervas/ plantas sagradas medicinais, oficina de vestimentas litúrgicas e afro- brasileiras e oficinas de gastronomia afro-brasileira em comunidades de terreiro.
     A cultura é um vetor do desenvolvimento socioeconômico. É instrumento valioso de promoção da cidadania. As artes, o artesanato, os vestuários, as festas, a música, entre outras formas de expressões e manifestações culturais características das comunidades de terreiros, devem ser preservadas, promovidas e percebidas como oportunidades criativas de ocupação e geração de renda.
     Portanto, combater a intolerância religiosa é um dever de todos. A nação brasileira deve fazer valer os Direitos Humanos e a Constituição. O respeito à diversidade seja social, cultural, étnica ou religiosa é condição indispensável para a construção da democracia. É preciso fazer valer o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e aproveitar a data para celebrar o respeito à liberdade de culto.

                       Fonte: Eloi Ferreira de Araujo: Combater a intolerância é dever de todos. 20/ 01/ 2012, by Ascom. Adaptado.


De acordo com o texto, analise as assertivas abaixo.

I. As religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, são perseguidas pelo Estado brasileiro e motivos de intolerância.
II. Com a CCIR, iniciou-se o combate à intolerância às religiões de origem africana no Rio de Janeiro.
III. A Fundação Cultural Palmares foi instituída em 1988, pois assim a Constituição Federal determinou ao estabelecer que o Brasil fosse um Estado laico e que as manifestações culturais afro-brasileiras deveriam ser promovidas e protegidas.

É correto o que se afirma em
Alternativas
Q420130 Português
Texto I

Foi no pátio da escola, à hora do recreio. Eugênio abaixou-se para apanhar a bola de pano, e de repente atrás dele alguém gritou:

- O Genoca tá com as carça furada no fiofó!

Os outros rapazes cercaram Eugênio numa algazarra. Houve pulos, atropelos, pontapés, cotoveladas, gritos e risadas: eram como galinhas correndo cegas a um tempo para bicar o mesmo punhado de milho. No meio da roda, atarantado e vermelho, Eugênio tapava com ambas as mãos o rasgão da calça, sentindo um calorão no rosto. Os colegas romperam em vaia frenética:

Calça furada!
Calça furada!
Calça furada-dá!

Gritavam em cadência uniforme, batendo palmas. Eugênio sentiu os olhos se encherem de lágrimas. Balbuciava palavras de fraco protesto, que se sumiam devoradas pelo grande alarido.

Calça furada-dá!
No fio-fó-fó-fó!
Oia as calça dele, vovó!
Calça furada-dá!

Do outro lado do pátio, as meninas olhavam curiosas, com ar divertido, pulando e rindo. Em breve começaram a gritar também, integrando-se no coro, num alvoroço de gralhas.

O vento da manhã levava no seu sopro frio aquelas vozes agudas, espalhava-as pela cidade inteira, anunciando a toda a gente que o menino Eugênio estava com as calças rasgadas, bem naquele lugar... As lágrimas deslizavam pelo rosto do rapaz e ele deixava que elas corressem livres, lhe riscassem as faces, lhe entrassem pela boca, lhe pingassem do queixo, porque tinha ambas as mãos postas como um escudo sobre as nádegas. Agora, de braços dados, os rapazes formavam um grande círculo e giravam de um lado para outro, berrando sempre: Calça furada! Calça furada! Eugênio cerrou os olhos como para não ver por mais tempo a sua vergonha.

Soou a sineta.

Terminara o recreio. Na aula, Eugênio sentiu-se humilhado como um réu. Na hora da tabuada, a professora apontava os números no quadro-negro com o ponteiro, e os alunos gritavam em coro:

Dois e dois são quatro!
Três e três são seis!

E o ritmo desse coro lembrava a Eugênio a vaia do recreio. Calça furada-dá!

Que vergonha! O pai estava devendo o dinheiro do mês passado, a professora tinha reclamado o pagamento em voz alta, diante de todos os alunos. Ele era pobre, andava malvestido. Porque era quieto, os outros abusavam dele, botavam-lhe rabos de papel... Sábado passado ficara de castigo, de pé num canto, por estar de unhas sujas. O pior de tudo eram as meninas. Se ao menos na aula só houvesse rapazes... Meu Deus, como era triste, como era vergonhoso ser pobre!

(Erico Verissimo, Olhai os lírios do campo, Companhia das Letras, 2005. Adaptado)

Releia as seguintes frases do texto:

• Os colegas romperam em vaia frenética:
• ... a professora tinha reclamado o pagamento em voz alta...

No contexto em que se inserem, as expressões em destaque podem ser substituídas, correta e respectivamente, procedendo-se às devidas alterações, por:
Alternativas
Q420026 Português
imagem-002.jpg
(Dik Browne, Hagar. Folha de S.Paulo, 12.04.2014. Adaptado)

Leia o texto para responder à questão.

Releia a fala de Hagar, no primeiro quadrinho da tira.

Lembra no inverno passado quando peguei uma gripe... e não consegui comer por dois dias?

No trecho em destaque na fala, estabelece-­se uma relação de sentido de
Alternativas
Q420025 Português
    Arte sobre a pobreza tem mais impacto que pesquisas

    A forma como livros e filmes mostram populações pobres
ou países em desenvolvimento influencia mais as organizações
multilaterais do que pesquisas econômicas.
    Pelo menos é o que afirmam três pesquisadores que publi­-
caram um estudo pelo Banco Mundial em junho e que, recen-­
temente, lançaram um livro sobre esse tema. O raciocínio dos
autores é que as instituições multilaterais são compostas por
g overnos, que, por sua vez, são influenciados pelas opiniões do
público de seus países.
    E pouca gente lê artigos. O que se sabe sobre um país pobre
é, geralmente, descoberto em livros e filmes.
    Dennis Rodgers, um dos autores e professor de sociologia
da Universidade de Glasgow, diz que isso pode ser positivo: um
relatório nunca fará alguém ser voluntário por uma causa, mas
um filme teria esse poder.
    O estudo, no entanto, diz que pode haver falhas nos retra­-
tos de pobreza. Rodgers lista dois: a simplificação excessiva e a
figura do europeu ou do americano “herói”.
    “Na maioria dos filmes, o conhecimento, a tecnologia e a
bondade vão do Norte para o Sul. E, se olharmos para como o
desenvolvimento funciona, muitas inovações vieram do Sul para
o Norte”.
    O filme Cidade de Deus é citado como “um dos primeiros
a chamar a atenção, no circuito de cinema dos países ricos, para
o tema da violência urbana, crítico para o desenvolvimento eco­-
nômico”. No texto, os autores lamentam que ele seja exibido em
universidades como um “quase documentário”, algo que ele não
se propõe a ser.
(Felipe Gutierrez. Folha de S.Paulo, 15.12.2013. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.

Sem que haja alteração de sentido, a frase – O que se sabe sobre um país pobre é, geralmente, descoberto em livros e filmes. – está corretamente reescrita em:
Alternativas
Q420024 Português
    Arte sobre a pobreza tem mais impacto que pesquisas

    A forma como livros e filmes mostram populações pobres
ou países em desenvolvimento influencia mais as organizações
multilaterais do que pesquisas econômicas.
    Pelo menos é o que afirmam três pesquisadores que publi­-
caram um estudo pelo Banco Mundial em junho e que, recen-­
temente, lançaram um livro sobre esse tema. O raciocínio dos
autores é que as instituições multilaterais são compostas por
g overnos, que, por sua vez, são influenciados pelas opiniões do
público de seus países.
    E pouca gente lê artigos. O que se sabe sobre um país pobre
é, geralmente, descoberto em livros e filmes.
    Dennis Rodgers, um dos autores e professor de sociologia
da Universidade de Glasgow, diz que isso pode ser positivo: um
relatório nunca fará alguém ser voluntário por uma causa, mas
um filme teria esse poder.
    O estudo, no entanto, diz que pode haver falhas nos retra­-
tos de pobreza. Rodgers lista dois: a simplificação excessiva e a
figura do europeu ou do americano “herói”.
    “Na maioria dos filmes, o conhecimento, a tecnologia e a
bondade vão do Norte para o Sul. E, se olharmos para como o
desenvolvimento funciona, muitas inovações vieram do Sul para
o Norte”.
    O filme Cidade de Deus é citado como “um dos primeiros
a chamar a atenção, no circuito de cinema dos países ricos, para
o tema da violência urbana, crítico para o desenvolvimento eco­-
nômico”. No texto, os autores lamentam que ele seja exibido em
universidades como um “quase documentário”, algo que ele não
se propõe a ser.
(Felipe Gutierrez. Folha de S.Paulo, 15.12.2013. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.

Releia o trecho a seguir:

No texto, os autores lamentam que ele seja exibido em uni­versidades como um “quase documentário”, algo que ele não se propõe a ser.

O pronome em destaque se refere a:
Alternativas
Q420023 Português
    Arte sobre a pobreza tem mais impacto que pesquisas

    A forma como livros e filmes mostram populações pobres
ou países em desenvolvimento influencia mais as organizações
multilaterais do que pesquisas econômicas.
    Pelo menos é o que afirmam três pesquisadores que publi­-
caram um estudo pelo Banco Mundial em junho e que, recen-­
temente, lançaram um livro sobre esse tema. O raciocínio dos
autores é que as instituições multilaterais são compostas por
g overnos, que, por sua vez, são influenciados pelas opiniões do
público de seus países.
    E pouca gente lê artigos. O que se sabe sobre um país pobre
é, geralmente, descoberto em livros e filmes.
    Dennis Rodgers, um dos autores e professor de sociologia
da Universidade de Glasgow, diz que isso pode ser positivo: um
relatório nunca fará alguém ser voluntário por uma causa, mas
um filme teria esse poder.
    O estudo, no entanto, diz que pode haver falhas nos retra­-
tos de pobreza. Rodgers lista dois: a simplificação excessiva e a
figura do europeu ou do americano “herói”.
    “Na maioria dos filmes, o conhecimento, a tecnologia e a
bondade vão do Norte para o Sul. E, se olharmos para como o
desenvolvimento funciona, muitas inovações vieram do Sul para
o Norte”.
    O filme Cidade de Deus é citado como “um dos primeiros
a chamar a atenção, no circuito de cinema dos países ricos, para
o tema da violência urbana, crítico para o desenvolvimento eco­-
nômico”. No texto, os autores lamentam que ele seja exibido em
universidades como um “quase documentário”, algo que ele não
se propõe a ser.
(Felipe Gutierrez. Folha de S.Paulo, 15.12.2013. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.

Releia a seguinte passagem do texto:

O estudo, no entanto, diz que pode haver falhas nos retratos de pobreza. Rodgers lista dois: a simplificação excessiva e a figura do europeu ou do americano “herói”.

É correto concluir que a simplificação excessiva a que Dennis Rodgers, um dos autores do estudo, refere­se en­contra correspondência no fato de o filme Cidade de Deus
Alternativas
Q420019 Português
                              Ritmo da evolução
      A evolução humana está em processo de aceleração ou de
desaceleração? A pergunta, que pode parecer de um academi­
cismo meio bizantino, na verdade encerra uma ácida polêmica
que cinde em dois o habitat dos biólogos.
      O trabalho da brasileira Carolina Marchetto, que usou célu­-
las embrionárias reprogramadas para mostrar que o homem está
evoluindo de forma mais lenta do que chimpanzés, dá algum
suporte para a hipótese da desaceleração, mas a questão está
longe de resolvida.
      Para os cientistas que se perfilam nesse grupo, o advento
da cultura, com seus desenvolvimentos sociais e tecnológicos,
nos tornou menos dependentes da genética. O paleontologista
Stephen Jay Gould era um campeão dessa teoria. Para ele, não
houve mudança biológica significativa nos últimos 40 mil anos.
      Na outra ponta, pesquisadores como os antropólogos
Henry Harpending e John Hawks sustentam não só que a evo-­
lução genética continua viva e atuante na humanidade como se
acelerou nos últimos 40 milênios, especialmente desde o surgi­-
mento da agricultura, dez mil anos atrás. Essa teoria, embora
longe de consensual, tem ganhado a simpatia de pesquisadores
de várias áreas.
      As conclusões desse grupo se baseiam principalmente em
análises estatísticas de mutações observadas no genoma de
diferentes populações humanas. Em suas contas, 23% de nossos
genes estiveram sob pressão seletiva recente. No plano teórico, a
ideia é que a concentração demográfica e a exposição a ambien-­
tes mais diversos favorecem a evolução.
      É cedo para cravar quem está certo. Mais trabalhos deverão
ser produzidos e, pelo menos em princípio, as evidências podem
resolver a questão. O complicador aqui é político. Evolução
recente pode ser interpretada como sinônimo de raça, e este é um
assunto que tende a ser especialmente explosivo na academia.
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 26.10.2013. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.

O termo em destaque na frase – especialmente desde o surgimento da agricultura, dez mil anos atrás. – expressa circunstância de
Alternativas
Q420017 Português
                              Ritmo da evolução
      A evolução humana está em processo de aceleração ou de
desaceleração? A pergunta, que pode parecer de um academi­
cismo meio bizantino, na verdade encerra uma ácida polêmica
que cinde em dois o habitat dos biólogos.
      O trabalho da brasileira Carolina Marchetto, que usou célu­-
las embrionárias reprogramadas para mostrar que o homem está
evoluindo de forma mais lenta do que chimpanzés, dá algum
suporte para a hipótese da desaceleração, mas a questão está
longe de resolvida.
      Para os cientistas que se perfilam nesse grupo, o advento
da cultura, com seus desenvolvimentos sociais e tecnológicos,
nos tornou menos dependentes da genética. O paleontologista
Stephen Jay Gould era um campeão dessa teoria. Para ele, não
houve mudança biológica significativa nos últimos 40 mil anos.
      Na outra ponta, pesquisadores como os antropólogos
Henry Harpending e John Hawks sustentam não só que a evo-­
lução genética continua viva e atuante na humanidade como se
acelerou nos últimos 40 milênios, especialmente desde o surgi­-
mento da agricultura, dez mil anos atrás. Essa teoria, embora
longe de consensual, tem ganhado a simpatia de pesquisadores
de várias áreas.
      As conclusões desse grupo se baseiam principalmente em
análises estatísticas de mutações observadas no genoma de
diferentes populações humanas. Em suas contas, 23% de nossos
genes estiveram sob pressão seletiva recente. No plano teórico, a
ideia é que a concentração demográfica e a exposição a ambien-­
tes mais diversos favorecem a evolução.
      É cedo para cravar quem está certo. Mais trabalhos deverão
ser produzidos e, pelo menos em princípio, as evidências podem
resolver a questão. O complicador aqui é político. Evolução
recente pode ser interpretada como sinônimo de raça, e este é um
assunto que tende a ser especialmente explosivo na academia.
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 26.10.2013. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.

Releia o seguinte trecho do texto:

A pergunta, que pode parecer de um academicismo meio bizantino, na verdade encerra uma ácida polêmica que cinde em dois o habitat dos biólogos.
No contexto, sem que haja prejuízo de sentido ao texto, o termo destacado pode ser corretamente substituído pela seguinte expressão:
Alternativas
Respostas
13981: E
13982: C
13983: C
13984: E
13985: C
13986: E
13987: A
13988: B
13989: A
13990: C
13991: C
13992: E
13993: C
13994: E
13995: E
13996: D
13997: A
13998: B
13999: E
14000: C