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Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 20.128 questões

Q3146404 Português
        No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar — a esfera, por excelência, dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração — está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticularistas.

Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil.
São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 146.

Em relação às propriedades linguísticas e semânticas do texto precedente, julgue o item seguinte.


No primeiro período do texto, o deslocamento do termo “excepcionalmente” para imediatamente antes do verbo “pode” não alteraria os sentidos do texto nem prejudicaria sua correção gramatical, desde que fosse empregada uma vírgula logo após aquele termo.

Alternativas
Q3146398 Português
Seja qual for o caminho que nos faça regressar ao princípio, sempre chegaremos à mesma conclusão: que o pacto social estabelece entre os cidadãos uma tal igualdade que todos ficam obrigados às mesmas condições e todos devem gozar dos mesmos direitos. E assim, pela natureza do pacto, todo ato de soberania, isto é, todo autêntico ato de uma vontade geral, obriga ou favorece igualmente todos os cidadãos; de tal modo que o soberano apenas conhece a nação e não distingue ninguém entre aqueles que a compõem. O que é isto, senão um ato de soberania? Não é um acordo entre o superior e o inferior, mas um pacto entre o todo e cada um dos seus membros: pacto legítimo, pois tem por base o contrato social; equitativo, por ser comum a todos; útil, porque só pode ter como finalidade o bem geral; e sólido, uma vez que tem por garantia a força pública e o poder supremo.

Jean-Jacques Rousseau.
O contrato social. Tradução de Mário Franco de Sousa.
Oeiras, Portugal: Editorial Presença, 2010, p. 46 (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado.


Conclui-se da leitura do último período do texto que, consoante às ideias apresentadas, a palavra “pacto” tem o mesmo significado de “acordo”.

Alternativas
Q3145846 Português
    Um cientista empenhado em pesquisa — no campo da física, por exemplo — pode atacar diretamente o problema que enfrenta. Pode penetrar, de imediato, no cerne da questão, isto é, no cerne de uma estrutura organizada. Com efeito, conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas já existentes e com uma situação-problema que é reconhecida como problema nessa estrutura. Essa é a razão por que pode entregar a outros a tarefa de adequar ao quadro geral do conhecimento científico a sua contribuição.
     O filósofo vê-se em posição diversa. Ele não se coloca diante de uma estrutura organizada, mas, antes, em face de algo que semelha um amontoado de ruínas (embora, talvez, haja tesouros ocultos). Não lhe é dado apoiar-se no fato de existir uma situação-problema, geralmente reconhecida como tal, pois não existir algo semelhante é possivelmente o fato geralmente reconhecido. Com efeito, tornou-se agora questão frequente, nos círculos filosóficos, saber se a filosofia chegará a colocar um problema genuíno.
     Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos acerca das coisas e quem, portanto, ainda tenha a esperança de ver esses problemas discutidos, e afastados aqueles monólogos desalentadores que hoje passam por discussão filosófica. Se, por acaso, se julgam incapazes de aceitar qualquer das orientações existentes, tudo o que lhes resta fazer é começar de novo, desde o princípio.

Karl Popper. A lógica da pesquisa científica.
Tradução: Leonidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota.
São Paulo: Editora Cultrix, 2008, p. 23 (com adaptações). 
Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item subsequente.

No primeiro período do último parágrafo, a expressão “passam por” está empregada com o mesmo sentido de perpassam
Alternativas
Q3145844 Português
    Um cientista empenhado em pesquisa — no campo da física, por exemplo — pode atacar diretamente o problema que enfrenta. Pode penetrar, de imediato, no cerne da questão, isto é, no cerne de uma estrutura organizada. Com efeito, conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas já existentes e com uma situação-problema que é reconhecida como problema nessa estrutura. Essa é a razão por que pode entregar a outros a tarefa de adequar ao quadro geral do conhecimento científico a sua contribuição.
     O filósofo vê-se em posição diversa. Ele não se coloca diante de uma estrutura organizada, mas, antes, em face de algo que semelha um amontoado de ruínas (embora, talvez, haja tesouros ocultos). Não lhe é dado apoiar-se no fato de existir uma situação-problema, geralmente reconhecida como tal, pois não existir algo semelhante é possivelmente o fato geralmente reconhecido. Com efeito, tornou-se agora questão frequente, nos círculos filosóficos, saber se a filosofia chegará a colocar um problema genuíno.
     Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos acerca das coisas e quem, portanto, ainda tenha a esperança de ver esses problemas discutidos, e afastados aqueles monólogos desalentadores que hoje passam por discussão filosófica. Se, por acaso, se julgam incapazes de aceitar qualquer das orientações existentes, tudo o que lhes resta fazer é começar de novo, desde o princípio.

Karl Popper. A lógica da pesquisa científica.
Tradução: Leonidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota.
São Paulo: Editora Cultrix, 2008, p. 23 (com adaptações). 
Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item subsequente.

Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o segmento “por que” (último período do primeiro parágrafo) poderia ser substituído por pela qual.
Alternativas
Q3145830 Português
    A inteligência artificial (IA) é um tópico frequente de discussão desde o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) abrangendo diferentes países avaliou que, no Brasil, 41% dos empregos têm alta exposição à IA. Esse critério do estudo — exposição de empregos à IA — engloba tanto trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia como aqueles que estarão ameaçados por ela no futuro.
     Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim no mercado de trabalho, o relatório do FMI criou outra categoria: a complementaridade. Empregos com alta complementaridade são aqueles que se beneficiarão com a IA, mas não serão extintos por ela. Por exemplo, profissionais como administradores ou advogados terão grandes ganhos de produtividade com a IA. Suas atividades não estarão ameaçadas, pois a execução delas sempre dependerá de um grande componente humano. Já os empregos de baixa complementaridade são os mais ameaçados pela IA, uma vez que podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias, dada a pouca necessidade de um componente humano. É o caso de operadores de telemarketing.
     É nesse ponto que a IA pode fazer crescer a desigualdade social. Conforme o FMI, trabalhadores com mais educação e mais jovens têm melhores condições de encontrar empregos de alta complementaridade (beneficiados pela IA); os com menos escolaridade e mais velhos estarão mais sujeitos a empregos de baixa complementaridade (ameaçados pela IA).
     Segundo o FMI, para aproveitar plenamente o potencial da IA, cada país deve estabelecer suas prioridades de acordo com seu nível atual de desenvolvimento. As economias de mercado emergentes avançadas e mais desenvolvidas devem investir na inovação e integração da IA ao mesmo tempo em que promovem quadros regulamentares adequados para otimizar os benefícios do aumento de sua utilização. Para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento menos preparadas, a criação de infraestruturas e a construção de uma força de trabalho digitalmente qualificada são fundamentais. Para todas as economias, as redes de segurança social e a reciclagem dos trabalhadores ameaçados pela IA são cruciais para garantir a inclusão.

Internet: <bbc.com> (com adaptações).  
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item seguinte.

No penúltimo período do segundo parágrafo, o segmento “uma vez que” poderia ser substituído, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, pelo termo porquanto
Alternativas
Q3135732 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 46 do texto, a locução conjuntiva “No entanto” poderia ser substituída, sem causar alterações significativas ao trecho em que ocorre, por:
Alternativas
Q3135722 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o vocábulo “mudança” (l. 08), assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, um sinônimo e um antônimo para esse termo.
Alternativas
Q3135721 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta palavra que poderia substituir o vocábulo “sucesso” (l. 21) sem causar alterações significativas ao trecho em que ocorre. Desconsidere variações de gêneros dos termos.
Alternativas
Q3135720 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta palavra que NÃO poderia substituir o vocábulo “impulso” (l. 02) por causar alterações significativas ao trecho em que ocorre.
Alternativas
Q4208679 Português
TEXTO II


Leia o texto a seguir.


Artifícios


    Meia noite. O céu se colore pelas cores da despedida e pelos brindes e goles do espumante, pela chegada.
    Um se vai, outro chega. Abraços, beijos, cânticos saudando o convidado que adentra ao findar da contagem regressiva. As mãos se unem em orações e meditações diversas. Sorrisos, lágrimas pela despedida, pelo que se foi. Sim. Lágrimas de melancolia, de alívio, de "graças a Deus, já foi tarde". Entretanto outras, de gratidão.
    Outros olham o novo, o convidado especial; alguns o recebem de branco, outros de amarelo, outros mergulhados no brilho, pois o novo merece. Ele promete. Promete? 
     A embriaguez toma conta de muitos, por satisfação, felicidade, mas também por pura e melancólica certeza de que é só mais uma noite e nada irá mudar.
     Amanhece. O novo pretende ficar por um bom tempo. Ou melhor, mais precisamente por 365 dias, indubitavelmente. Contudo, percebe-se que só ele é novo. Ao abrir a janela, a rua é a mesma, as casas são as mesmas, o tempo é o mesmo. E o novo nem parece ali estar mais. Mas está. Em seu sorriso, com certo sarcasmo, apenas deixa implícito para muitos, que deixam passar por despercebidos, entretanto explícito para outros que percebem que a rua é a mesma, que o tempo é o mesmo, que o dia é o mesmo, que nada mudou, ou mudará? Todavia o que poderá se tornar novo é o pulsar dentro de cada um que não se rende ao trivial e se propõe a seguir o curso do rio da vida, deixando-se navegar pela correnteza da esperança, não se entregando à água tácita e incrédula, nem rendendo-se à tórrida estagnação.

Tulius Mendonça
“Todavia o que poderá se tornar novo é o pulsar dentro de cada um que não se rende ao trivial e se propõe a seguir o curso do rio da vida, deixando-se navegar pela correnteza da esperança, não se entregando à água tácita e incrédula, nem rendendo-se à tórrida estagnação”. 


O emprego de trivial, no contexto, traz o mesmo sentido das palavras a seguir, EXCETO:
Alternativas
Q4208678 Português
TEXTO II


Leia o texto a seguir.


Artifícios


    Meia noite. O céu se colore pelas cores da despedida e pelos brindes e goles do espumante, pela chegada.
    Um se vai, outro chega. Abraços, beijos, cânticos saudando o convidado que adentra ao findar da contagem regressiva. As mãos se unem em orações e meditações diversas. Sorrisos, lágrimas pela despedida, pelo que se foi. Sim. Lágrimas de melancolia, de alívio, de "graças a Deus, já foi tarde". Entretanto outras, de gratidão.
    Outros olham o novo, o convidado especial; alguns o recebem de branco, outros de amarelo, outros mergulhados no brilho, pois o novo merece. Ele promete. Promete? 
     A embriaguez toma conta de muitos, por satisfação, felicidade, mas também por pura e melancólica certeza de que é só mais uma noite e nada irá mudar.
     Amanhece. O novo pretende ficar por um bom tempo. Ou melhor, mais precisamente por 365 dias, indubitavelmente. Contudo, percebe-se que só ele é novo. Ao abrir a janela, a rua é a mesma, as casas são as mesmas, o tempo é o mesmo. E o novo nem parece ali estar mais. Mas está. Em seu sorriso, com certo sarcasmo, apenas deixa implícito para muitos, que deixam passar por despercebidos, entretanto explícito para outros que percebem que a rua é a mesma, que o tempo é o mesmo, que o dia é o mesmo, que nada mudou, ou mudará? Todavia o que poderá se tornar novo é o pulsar dentro de cada um que não se rende ao trivial e se propõe a seguir o curso do rio da vida, deixando-se navegar pela correnteza da esperança, não se entregando à água tácita e incrédula, nem rendendo-se à tórrida estagnação.

Tulius Mendonça
“O novo pretende ficar por um bom tempo. Ou melhor, mais precisamente por 365 dias, indubitavelmente. Contudo, percebe-se que só ele é novo. Ao abrir a janela, a rua é a mesma, as casas são as mesmas, o tempo é o mesmo.” A palavra destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q4207365 Português
TEXTO I

Estações

        Peguei o trem. O trem da vida. Lento, tranquilo, feito reticências. A vida, voraz, intrépida, repleta de exclamações e interrogações. Só sei que iniciei a viagem, num dia qualquer. Qualquer? Não. No meu dia, ou melhor, naquele dia em que deixei aquela casa escondida no ventre de minha mãe, naquele planetinha tão pequeno que, aos poucos, parecia que estava ficando menor do que eu mesmo. Contudo aquele até então ínfimo planetinha carregava consigo uma imensidão de palavras, de anseios, de amor, palavras de afeto, por pontuações diversas. Todas em um único cômodo, apertado, escuro, no entanto sentia-me protegido e ao mesmo tempo querendo conhecer o que estava lá fora. 

        Olhar quem sussurrava para que eu ouvisse. “Mamãe já te ama antes mesmo de nascer.” Isso. Nascer. Nasci. Agora eu era aquele menino, era aquele menino travesso, tinha fantasias, meus cabelos em cachos castanhos. No trem. No trem da vida. Não percebo mais fantasias, já não tão travesso. Agora quase um homem feito, feito Sabino em busca daquele menino no espelho, pois os sonhos de criança ficaram guardados na gaveta das memórias. Memórias de outros tempos, outros vagões, outras paisagens. 

        Entretanto continuava naquele trem. O trem da vida. A paisagem já meio obscura, repleta de interrogações, interpelações que me levavam num viver intenso, pois o agora é que me importava. Ao mesmo tempo, aquela paisagem levava-me a um vulcão em erupção, num apocalipse de emoções, num despertador em descontrole a me convidar para um “Carpe diem”. Por quê? Do nada já estava em outro vagão. 

        Porém no mesmo trem. O trem da vida. Agora já era um homem feito. Era mesmo? Só sei que a paisagem era não tão voraz, ainda que audaz, pois o dia se chamava responsabilidade, o sol era o cartão de ponto de meus afincos, a fim de realmente me tornar um homem feito. Sim, não era um homem feito. Agora eu que conduzia a ordem naquele vagão. Eu era passageiro, mas também bilheteiro, até maquinista. Por quê? A paisagem era mais completa e complexa do que se podia imaginar. Outros estavam ali, outros dependiam de mim. Outros me fizeram amar, pois me impulsionavam a não parar. Por quê? Porque estávamos todos no trem. 

        O trem da vida. Agora já me sentia um homem feito, mas ao mesmo tempo desfeito, desfazendo-me aos poucos sem me preocupar tanto com o tempo. Na paisagem, a noite, o dia, tudo se tornara grisalho, distante, nostálgico… o olhar mais distante a contar aqueles vagões por onde passara. A poltrona, o teto, o piso, tudo naquele vagão tinha uma história, lembranças de melancolias, mas também de regozijos, pelos momentos vividos, por todas as emoções que o destino me propusera. Agora os ombros mais cansados, os pés, às vezes, mais inchados. Sem problema que me trouxesse quaisquer frustrações. De um andarilho nos vagões do destino, tornei-me um contador de histórias. Por quê? Porque os vagões escreveram minha história. Ou melhor, a história do trem. O trem da vida.

(Tulius Mendonça)
“A poltrona, o teto, o piso, tudo naquele vagão tinha uma história, lembranças de melancolias, mas também de regozijos, pelos momentos vividos, por todas as emoções que o destino me propusera. Agora os ombros mais cansados, os pés, às vezes, mais inchados. Sem problema que me trouxesse quaisquer frustrações. De um andarilho nos vagões do destino, tornei-me um contador de histórias. Por quê? Porque os vagões escreveram minha história. Ou melhor, a história do trem. O trem da vida.” Levando em consideração as palavras retiradas do texto, aquela que, a primeira não faz referência à que está posposta respectivamente, nas alternativas é: 
Alternativas
Q4206284 Português
TEXTO IV


"Ela é tão livre que um dia será presa.”

"Presa por quê?"

“Por excesso de liberdade."

"Mas essa liberdade é inocente?"

"É" "Até mesmo ingênua."

"Então porque a prisão?"

"Porque a liberdade ofende."


(Clarisse Lispector)
Analisando o texto acima, houve alguns empregos da palavra por que e variações. Assinale a afirmativa pertinente ao emprego da palavra no texto. 
Alternativas
Q4206275 Português
TEXTO II


LEIA O TEXTO A SEGUIR.


Desafios entre fios


    15 anos. Naquele dia minha vida mudaria para sempre. Não num baile de debutantes, não numa valsa. No entanto, na sinfonia a que o destino me propusera. Voltava do funeral, do último olhar para minha mãe.

    Na sala, meus quatro irmãos menores. Em minha consciência, guardei a bagagem da responsabilidade sem manual de instrução.

    “Os sonhos precisaram ficar estagnados, mas jamais esquecidos”.

    Hoje, todos crescidos, criados, realizados.

    60 anos. Mãe, esposa, concluindo os estudos, resgatando meus sonhos.


Sirley. (3o ano EM - EJA)
“Os sonhos precisaram ficar estagnados, mas jamais esquecidos”. Ainda em relação a esse trecho, a palavra que pode representar o estado de espírito da protagonista é: 
Alternativas
Q4206272 Português
TEXTO II


LEIA O TEXTO A SEGUIR.


Desafios entre fios


    15 anos. Naquele dia minha vida mudaria para sempre. Não num baile de debutantes, não numa valsa. No entanto, na sinfonia a que o destino me propusera. Voltava do funeral, do último olhar para minha mãe.

    Na sala, meus quatro irmãos menores. Em minha consciência, guardei a bagagem da responsabilidade sem manual de instrução.

    “Os sonhos precisaram ficar estagnados, mas jamais esquecidos”.

    Hoje, todos crescidos, criados, realizados.

    60 anos. Mãe, esposa, concluindo os estudos, resgatando meus sonhos.


Sirley. (3o ano EM - EJA)
A palavra "fios" no título: 
Alternativas
Q4199811 Português
O papel mais difícil na família


    O amor de madrasta e de padrasto é um amor elevado, um amor puramente desinteressado. Eles não têm o benefício da relação automática, do laço do sangue, precisam construir com o enteado uma amizade do zero, em que o conselho depende da doçura e da pontualidade para não agredir e não soar como censura.

       São corajosos, pois alimentam uma relação desprovida de garantia e estabilidade. Enfrentam os rótulos e o preconceito por ocupar, no imaginário da infância, o lugar natural da mãe ou do pai. Provam o seu valor e adquirem credibilidade pouco a pouco. Só a constância da lealdade é que consolidará a influência.

      Demonstram, na prática, que não vieram substituir ninguém, mas somar amizades e pontos de vista. Surpreendem com uma ternura desobrigada, uma atenção gratuita, uma dedicação sem a recompensa de abraços e beijos fáceis.

    Talvez não recebam cartãozinho no Dia das Mães e dos Pais, talvez não sejam chamados para as festas da escola, talvez não estejam representados nos desenhos infantis, talvez tenham que superar a carência e entender que as vitórias são secretas e parciais. Andam no trapézio das emoções, evitando sofrer a desqualificação em qualquer embate: “Você não é meu pai”, “Você não é minha mãe”.

    Não podem despertar a inveja e a concorrência sendo bons demais, nem a preocupação sendo indiferentes. Não podem dar bronca no momento de raiva nem devem ser tolerantes em excesso na alegria. Armados na paciência, amando a paciência, jamais invadem a privacidade, ficam na porta esperando um convite para entrar na sensibilidade dos pequenos.

     Não há papel mais difícil dentro de casa. Encarnam o equilíbrio. Medirão as palavras e o tamanho do silêncio. Vão se apaixonar por uma pessoa que possivelmente não será para sempre. Mas o amor é para sempre quando o coração se mostra um duradouro ventre.


(Fabrício Carpinejar. Jornal Zero Hora. 24.07.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra destacada foi empregada em sentido próprio.
Alternativas
Q4199805 Português
Funk: expressão cultural, preconceitos e as
várias faces da sociedade brasileira


     Se o samba, há décadas, é vendido como símbolo da identidade nacional brasileira, nem sempre foi assim. No começo do século 20, sambistas, oriundos das camadas populares e negras da população, eram marginalizados ao ponto de serem presos, acusados de vadiagem, uma contravenção penal. Gêneros musicais que antecederam o samba, também fortemente associados aos negros, como o lundu, o maxixe e o jongo, eram acusados de terem coreografias e letras indecentes. Foi apenas na Era Vargas, entre 1930 e 1945, que o Estado passou a valorizar manifestações culturais populares como o samba, mas, ao mesmo tempo, tentando domesticá-las para adaptá-las às ideologias oficiais do governo: o nacionalismo, o trabalhismo e a democracia racial.

          É nesse quadro que o repúdio de tanta gente ao funk deve ser compreendido. Muitas das acusações sofridas pelo funk estão presentes em outros gêneros musicais associados a um público bem específico: jovens, negros, pobres, moradores de favelas e periferias. Assim como o pagode baiano e o tecnobrega, o funk é acusado de fazer apologia ao crime, às drogas e ao sexo. E como o sertanejo, o forró eletrônico e o pagode romântico, o funk, muitas vezes, é taxado de “música pobre”. Os critérios que fazem um gênero musical ser considerado “pobre”, no entanto, variam de acordo com os diferentes valores dos diferentes grupos sociais.

     Uma música que valoriza mais o ritmo, a batida e a dança do que a letra e a harmonia pode ser a mais “rica” para se animar um baile, por exemplo. Já o funk ostentação, com letras que fazem apologia a marcas de luxo, apesar de ser acusado de alienado, questiona distinções sociais por meio do consumo e não deixa de expressar uma demanda de jovens pobres e periféricos por reconhecimento e visibilidade.

(Danilo Cymrot. Revista E. Abril de 2024. Adaptado)
Considere o trecho a seguir.
Já o funk ostentação, com letras que fazem apologia a marcas de luxo, apesar de ser acusado de alienado, questiona distinções sociais por meio do consumo... (3º  parágrafo)

As expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, sem alteração do sentido original, por:
Alternativas
Q4199803 Português
Funk: expressão cultural, preconceitos e as
várias faces da sociedade brasileira


     Se o samba, há décadas, é vendido como símbolo da identidade nacional brasileira, nem sempre foi assim. No começo do século 20, sambistas, oriundos das camadas populares e negras da população, eram marginalizados ao ponto de serem presos, acusados de vadiagem, uma contravenção penal. Gêneros musicais que antecederam o samba, também fortemente associados aos negros, como o lundu, o maxixe e o jongo, eram acusados de terem coreografias e letras indecentes. Foi apenas na Era Vargas, entre 1930 e 1945, que o Estado passou a valorizar manifestações culturais populares como o samba, mas, ao mesmo tempo, tentando domesticá-las para adaptá-las às ideologias oficiais do governo: o nacionalismo, o trabalhismo e a democracia racial.

          É nesse quadro que o repúdio de tanta gente ao funk deve ser compreendido. Muitas das acusações sofridas pelo funk estão presentes em outros gêneros musicais associados a um público bem específico: jovens, negros, pobres, moradores de favelas e periferias. Assim como o pagode baiano e o tecnobrega, o funk é acusado de fazer apologia ao crime, às drogas e ao sexo. E como o sertanejo, o forró eletrônico e o pagode romântico, o funk, muitas vezes, é taxado de “música pobre”. Os critérios que fazem um gênero musical ser considerado “pobre”, no entanto, variam de acordo com os diferentes valores dos diferentes grupos sociais.

     Uma música que valoriza mais o ritmo, a batida e a dança do que a letra e a harmonia pode ser a mais “rica” para se animar um baile, por exemplo. Já o funk ostentação, com letras que fazem apologia a marcas de luxo, apesar de ser acusado de alienado, questiona distinções sociais por meio do consumo e não deixa de expressar uma demanda de jovens pobres e periféricos por reconhecimento e visibilidade.

(Danilo Cymrot. Revista E. Abril de 2024. Adaptado)
No trecho – É nesse quadro que o repúdio de tanta gente ao funk deve ser compreendido – (2º  parágrafo), o vocábulo em destaque é sinônimo de:
Alternativas
Q4197453 Português
Calor intenso e falta de chuvas afetam safra de soja do Paraná
As condições climáticas adversas podem impactar a colheita
nacional, que já sofre com a seca e altas temperaturas em
outras regiões


         O calor intenso e a falta de chuvas têm impactado negativamente as lavouras de soja do Paraná, um dos principais Estados produtores do Brasil, reduzindo produtividades esperadas no ciclo 2023/24, o que deve impactar a colheita estadual, afirmou nesta terça-feira o Departamento de Economia Rural (Deral), órgão do governo local.

       Eventuais cortes na produção do Paraná, que tradicionalmente disputa com o Rio Grande do Sul a condição de segundo produtor de soja do Brasil, poderiam pressionar a colheita nacional, já bastante afetada pela seca e temperaturas elevadas que atingiram áreas do Centro-Oeste, antes das chuvas voltarem para o norte do país.

       Na quarta-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai atualizar seu números de safra do Brasil, que vêm sendo observados de perto pelo mercado global, uma vez que o país é o maior produtor e exportador mundial.

      Com a colheita recém-iniciada no Paraná, o Deral reduziu a avaliação para a safra de soja do Estado, agora vendo 71% das áreas em “boa” condição, versus 86% nessa situação na semana anterior, enquanto aumentou para 5% a fatia da lavoura em situação “ruim”, versus 1% na semana anterior.

        “De fato, o calor intenso de dezembro e neste início de janeiro está impactando negativamente as lavouras, fatalmente isto vai resultar em uma produtividade menor. Em algumas lavouras, a perda já é irreversível”, afirmou o especialista em soja do Deral Edmar Gervásio, ao ser questionado pela Reuters.

        Segundo ele, o Paraná está “sem chuvas significativas na maior parte do Estado desde a segunda quinzena de dezembro”.

     Ele acrescentou que a colheita de soja do Estado poderia ficar abaixo de 21 milhões de toneladas, ante previsão atual de 21,7 milhões, caso chuvas não retornem na próxima semana.

     “Possivelmente as perdas poderão ser significativas, se não ocorrer chuva na próxima semana. Claro que ainda não é possível cravar um número, porém pelos relatos de campo a produção já pode ser inferior a 21 milhões de toneladas”, afirmou.

       Pelos números atuais do Deral, a safra já teria queda de 3% na comparação com o recorde de mais de 22 milhões de toneladas da temporada anterior.

      De acordo com dados do terminal da LSEG, o Paraná verá chuvas abaixo da média para os próximos sete dias. Os maiores volumes, em torno de 45 mm, estarão concentrados nas áreas mais próximas do litoral.

        No interior do Estado, onde estão as principais áreas produtoras, o oeste verá menos de 10 mm ao longo da próxima semana, o noroeste (15,6 mm) e o norte entre 20 mm e 30 mm.

[...] 

Disponível em: https://forbes.com.br/forbesagro/2024/01/calor-intenso-efalta-de-chuvas-afetam-safra-de-soja-do-parana/
“A perda já é irreversível”, isso quer dizer que 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: APS - SP Prova: VUNESP - 2024 - APS - SP - Guarda Portuário |
Q4197145 Português
Leia o texto para responder à questão.


Você é um carpinteiro ou um jardineiro?


   A maioria dos pais e mães que conheço tem entre suas preocupações a filha ou o filho “ser alguém na vida”. Há uma grande ansiedade em atuar desde criança para que os filhos “cheguem lá”. E aí é que pode morar o perigo, segundo a psicóloga comportamental americana Alison Gopnik. Para ela, nessa ânsia de impulsionar resultados dos rebentos, o que os pais e mães acabam muitas vezes fazendo é limitar o potencial deles.

   “Muitos pais se concentram em fazer com que os filhos aprendam mais, melhor e mais rápido”, escreve Alison no livro O jardineiro e o Carpinteiro. “Nosso trabalho como pais não é moldar a mente dos nossos filhos: é deixar que explorem todas as possibilidades que o mundo permite. Não é dizer às crianças como brincar: é disponibilizar os brinquedos.”

   Conheci Alison num curso. Em sua palestra, ela mostrou vídeos de um experimento feito com crianças em idade pré- -escolar e um brinquedo de tubos em que um fazia barulho, outro acendia, outro tocava música, outro tinha um espelho. Para metade das crianças, o pesquisador falou algo na linha: “Olhe meu brinquedo! Vou mostrar como funciona”. Para a outra metade, não disse nada. As crianças ensinadas previamente a usá-lo interagiam com ele de forma mais limitada. Já as demais brincaram mais livremente.

  Ao mesmo tempo que as famílias foram encolhendo e tendo filhos mais tarde, muitos pais e mães passaram a trabalhar mais, focar a carreira e apelar a sites, canais e livros que “ensinam” a educar as crianças.

   E aí está outro problema na visão de Alison: o cuidado dos filhos passou a ser visto também como forma de trabalho, em vez de forma de amor. “Se você aceita a ideia de que ser pai é um tipo de trabalho, então você deve escolher entre esse tipo de trabalho e outros tipos de trabalho. As mães vivem infinitamente em conflito e se sentem forçadas a escolher entre diminuir a importância da maternidade e renunciar à carreira.”, afirma Alison.

   E o que tudo isso tem a ver com o jardineiro e o carpinteiro do livro de Alison? O pai carpinteiro é o que tenta esculpir o filho para se tornar um certo tipo de pessoa. Já o jardineiro não consegue formar sozinho as plantas ou flores: trabalha para criar as condições para que elas floresçam.

   A ideia de atuar como jardineiro pode ajudar a preparar os pais para a independência dos filhos. “Nossos filhos não só são independentes de nós e autônomos, como também fazem parte de uma nova geração que é autônoma e independente da anterior”, afirma.

   E aí? Você se identifica mais com o estilo jardineiro ou carpinteiro?


(Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 4 de abril de 2024. Adaptado)
Nos trechos – Para ela, nessa ânsia de impulsionar resultados dos rebentos... (1o parágrafo) – e – ... as crianças ensinadas previamente a usá-lo... (3o parágrafo), as palavras destacadas apresentam, respectivamente e no contexto em que se inserem, como sinônimos: 
Alternativas
Respostas
1361: E
1362: E
1363: E
1364: C
1365: C
1366: D
1367: C
1368: D
1369: B
1370: D
1371: C
1372: D
1373: C
1374: C
1375: A
1376: E
1377: B
1378: E
1379: B
1380: B