Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q719077 Português
Para que servem os antioxidantes?
Dizer que antioxidantes fazem bem para a saúde levanta mais perguntas do que respostas. E a principal delas pode ser: mas por que raios temos que combater esses tais de radicais livres? Bem, a gente explica.
Primeiro saiba que a premissa é verdadeira: os antioxidantes atuam na saúde da pele. Portanto, seu consumo é indicado, em geral, a partir dos 25 anos. “Eles são substâncias capazes de proteger as células de nosso organismo do estresse oxidativo causado pelo excesso de radicais livres”, justifica Nicole Perim, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
A questão dos radicais livres
Mas vamos por partes: primeiro, os radicais livres. A especialista os classifica como moléculas muito reativas produzidas durante as reações que normalmente ocorrem no organismo. “Eles podem aparecer naturalmente nas células, mas também são resultado de exercício físico exaustivo, má alimentação, álcool, cigarro, radiação solar, estresse emocional e poluição ambiental”, esclarece Nicole. 
Ou seja, já produzimos os radicais livres no nosso corpo, mas sua quantidade é maior de acordo com os hábitos que escolhemos. Normalmente eles são neutralizados pelo sistema antioxidante que já existe em nosso organismo, porém, em algumas situações, pode ocorrer um desequilíbrio entre a produção dos radicais e esse sistema. E é isso o que leva ao estresse oxidativo.“O desequilíbrio altera os ciclos de renovação das células, podendo causar danos ao DNA, contribuindo para o envelhecimento cutâneo e até mesmo o câncer de pele”, diz Nicole. Dessa forma, os antioxidantes de alimentos e cosméticos têm o papel de regular a quantidade de radicais livres no corpo.
(...)
(Revista Vivasaúde. Editora Escala. Edição 155. O poder dos antioxidantes, por Letícia Ronche, p. 80) 
Sobre a palavra ou expressão destacada em cada trecho, está INCORRETO, quanto aos aspectos textuais, o que se afirma em
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Q719073 Português
A zica em foco
Até outro dia, ninguém nem sabia que essa doença existia. Como é que uma pandemia global surge assim, do nada?
O drama da microcefalia
Enquanto os epidemiologistas e virologistas tentam deter a epidemia antes que ela se espalhe ainda mais, os infectologistas e neurologistas se esforçam para compreender como o zica afeta tão drasticamente a formação cerebral de bebês. Testes em laboratório feitos com amostras de recémnascidos confirmaram a associação entre o vírus e a má-formação. Tampouco se sabe ao certo como ele tem afetado também os neurônios de adultos, fazendo aumentar os casos de Guillain-Barré, uma síndrome autoimune misteriosa e difícil de tratar, que causa paralisia e que pode ter consequências devastadoras.
(Revista SUPERINTERESSANTE. Editora Abril. Edição 359, abril-2016. A zica em foco. Por Verônica Almeida, p. 27).  

Trecho para a questão.

Enquanto os epidemiologistas e virologistas tentam deter a epidemia antes que ela se espalhe ainda mais, os infectologistas e neurologistas se esforçam para compreender como o zica afeta tão drasticamente a formação cerebral de bebês.

Assinale a opção que apresenta uma afirmação CORRETA em relação a aspectos gramaticais.

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Q718446 Português
No que se refere à significação dos vocábulos no contexto, é correto afirmar que
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Q718212 Português
Com referência às estruturas linguísticas do texto, assinale a alternativa correta.
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Q718211 Português
Com base na leitura do texto, assinale a alternativa correta.
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Q717473 Português

                                Preconceito na escola

      Não há um único dia em que vários preconceitos, dos mais diversos tipos, não se expressem em ambiente escolar. Aliás, é no mínimo estranho que tenhamos tantas preocupações e campanhas contra o chamado bullying na escola e pouco ou quase nada contra o preconceito. Afinal, a maior parte dos comportamentos de assédio moral* nasce de preconceitos!

      Recentemente tivemos notícia de dois episódios de preconceito na escola: o da mãe que recebeu um bilhete da professora pedindo para aparar ou prender os cabelos dos filhos (ambos negros) – fato ocorrido em nosso país – e o da garota negra lanchando sozinha ao lado de uma mesa com vários colegas brancos juntos – este, ocorrido na África do Sul.

      Muita gente se indignou, mas muita gente também não viu nada de mais em ambos os casos. Choveram justificativas e até acusações para explicar as situações, o que sinaliza como é difícil reconhecer nossos preconceitos e, acima de tudo, conter suas manifestações e colaborar para que a convivência social seja mais digna.

      Por que enviamos nossos filhos para a escola? Hoje, não dá mais para aceitar como uma boa razão apenas o ensino das disciplinas do conhecimento. Essa razão é pobre em demasia para motivar o aluno a aprender. Para que nossos filhos garantam um futuro de sucesso? O estudo escolar não oferece mais essa garantia.

      Deveríamos ter como forte razão para enviar nossos filhos à escola o preparo para a cidadania, ou seja, o ensino dos valores sociais que vão colaborar para a formação de um cidadão de bem. Ensinar a reconhecer os principais preconceitos de nossa sociedade, suas várias formas de manifestação e como combatê-los é função das mais importantes da escola.

*assédio moral: exposição de alguém a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas, durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções.

                               (Rosely Sayão. www.folha.uol.com.br, 28.06.2016. Adaptado)

Uma palavra que substitui a forma verbal conter, em destaque no 3° parágrafo, por ser sua sinônima, é:
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Ano: 2016 Banca: FUNIVERSA Órgão: IF-AP Prova: FUNIVERSA - 2016 - IF-AP - Revisor de Texto |
Q716507 Português
Em relação a aspectos linguísticos do texto, assinale a alternativa correta.
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Q716463 Português
Seriam preservados a correção gramatical e o sentido do texto se substituísse
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Q716351 Português

                                O pedestre também faz parte do trânsito

                                                                                                           (Débora Monteiro)

O pedestre também faz parte do trânsito e merece respeito. Por mais simples que seja esta afirmação, está claro que ela ainda não foi bem assimilada por toda a sociedade, que parece entender que quem caminha pelas ruas está lá só para atrasar o trajeto dos motoristas.

O pedestre, aliás, é o personagem do trânsito que ocupa o menor espaço, que menos polui e que é o mais vulnerável. Essas são características suficientes para exigir mais respeito e torcer para que mais pessoas ocupem o lugar de pedestre, desafogando o trânsito caótico que somos obrigados a vivenciar diariamente. É verdade que somos refém de uma desestrutura urbana que nos obriga a depender de um carro para nos locomover. Assim, aprendemos a dirigir, mas não aprendemos a respeitar.

Vale lembrar que não é só de direitos que vive o pedestre. A obrigação de atravessar na faixa ou na passarela é algo que pode fazê-lo perder alguns minutos, mas pode salvar sua vida. Enquanto motoristas, reclamamos do pedestre. Enquanto pedestre, reclamamos do motorista. Enquanto cidadãos, o que fazemos para melhorar nossa realidade? Reclamar nas redes sociais não muda a sociedade. Agir como cidadão consciente sim.

É importante observar o quanto o trânsito reflete a educação de uma sociedade. Quem já se viu pedestre nas cidades onde o respeito predomina, sabe o quanto é vergonhoso compararmos com a dinâmica do trânsito de cidades brasileiras, onde o pedestre não tem vez.

Em algumas culturas como a nossa, o ego do indivíduo está diretamente ligado ao modelo do automóvel que dirige, fazendo-o acreditar que se encontra em uma posição superior àquele que caminha pelas ruas. Não importa se você tem consciência cívica, caso você esteja no papel de pedestre, será inevitavelmente visto como alguém que não merece atenção dos demais integrantes do trânsito.

(Disponível em: http://www.opovo.com.br/app/fortaleza/2015/09/22/noticiafortaleza,3507841/cronica-o-pedestre-tambem-faz-parte-do-transito.shtml Adaptado para fins didáticos.)

É importante observar o quanto o trânsito reflete a educação de uma sociedade

Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo para o verbo refletir no trecho acima:

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Q716350 Português

                                O pedestre também faz parte do trânsito

                                                                                                           (Débora Monteiro)

O pedestre também faz parte do trânsito e merece respeito. Por mais simples que seja esta afirmação, está claro que ela ainda não foi bem assimilada por toda a sociedade, que parece entender que quem caminha pelas ruas está lá só para atrasar o trajeto dos motoristas.

O pedestre, aliás, é o personagem do trânsito que ocupa o menor espaço, que menos polui e que é o mais vulnerável. Essas são características suficientes para exigir mais respeito e torcer para que mais pessoas ocupem o lugar de pedestre, desafogando o trânsito caótico que somos obrigados a vivenciar diariamente. É verdade que somos refém de uma desestrutura urbana que nos obriga a depender de um carro para nos locomover. Assim, aprendemos a dirigir, mas não aprendemos a respeitar.

Vale lembrar que não é só de direitos que vive o pedestre. A obrigação de atravessar na faixa ou na passarela é algo que pode fazê-lo perder alguns minutos, mas pode salvar sua vida. Enquanto motoristas, reclamamos do pedestre. Enquanto pedestre, reclamamos do motorista. Enquanto cidadãos, o que fazemos para melhorar nossa realidade? Reclamar nas redes sociais não muda a sociedade. Agir como cidadão consciente sim.

É importante observar o quanto o trânsito reflete a educação de uma sociedade. Quem já se viu pedestre nas cidades onde o respeito predomina, sabe o quanto é vergonhoso compararmos com a dinâmica do trânsito de cidades brasileiras, onde o pedestre não tem vez.

Em algumas culturas como a nossa, o ego do indivíduo está diretamente ligado ao modelo do automóvel que dirige, fazendo-o acreditar que se encontra em uma posição superior àquele que caminha pelas ruas. Não importa se você tem consciência cívica, caso você esteja no papel de pedestre, será inevitavelmente visto como alguém que não merece atenção dos demais integrantes do trânsito.

(Disponível em: http://www.opovo.com.br/app/fortaleza/2015/09/22/noticiafortaleza,3507841/cronica-o-pedestre-tambem-faz-parte-do-transito.shtml Adaptado para fins didáticos.)

Vale lembrar que não é só de direitos que vive o pedestre.

Assinale a única alternativa em que a palavra direito é empregada com o mesmo valor semântico que foi empregada no trecho em análise:

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Q715998 Português

Texto 3

                                              O domínio do trivial

                  Hoje, cada vez mais, mesmo quando parecemos discordar,

                               pensamos todos as mesmas trivialidades.

                                                                                                        Contardo Calligaris

     [1º§]Aos vinte anos, leitor de Gramsci¹, eu entendia que o poder das classes dominantes se exercia de duas maneiras. Havia a exploração econômica, com repressão eventualmente brutal das reivindicações dos trabalhadores (sem contar as guerras imperialistas). E havia a outra face do domínio: o controle das ideias e das mentes, oculto e insidioso. Esse era o terreno de luta dos intelectuais: podíamos colaborar com a classe dominante ou, então, fazer o quê? Sermos porta-vozes de uma nova classe?

  [2º§]Não éramos totalmente ingênuos. Reconhecíamos os horrores do dito "socialismo real" e percebíamos que ele substituíra uma classe dominante por outra. A ditadura do proletariado não tinha por que ser melhor do que a ditadura da burguesia; talvez, aliás, ela fosse pior. Nosso sonho era outro: uma sociedade sem classes.

   [3º§]Pois bem, um espectador apressado poderia pensar que, enfim, realizamos a famosa sociedade sem classes – ao menos em parte. Claro, desigualdades e exploração continuam; no entanto, é difícil distinguir a cultura da classe dominante das outras que lhe seriam opostas, porque, no fundo, mesmo quando parecemos discordar, pensamos todos de forma igual.

   [4º§]Acabo de ler "L'Egemonia Sottoculturale", de Massimiliano Panarari (A hegemonia da subcultura, editora Einaudi, 2010). O autor, um intelectual de minha geração, faz uma crítica hilária da "subcultura da fofoca", que seria, segundo ele, a cultura dominante na Itália de hoje. (...) Mas o que Panarari diz não se aplica só ao caso da Itália. Mundo afora, é cada vez mais difícil dizer algo que não faça parte de um senso comum que é feito de referências, ideias e, sobretudo, maneiras de pensar compartilhadas graças ao uso generalizado da mesma mídia.

   [5º§]Nesse quadro, pensar criticamente é árduo. Quem deseja convencer seus leitores ou espectadores de que ele pensa fora da trivialidade dominante tende a parecer-se com aquelas crianças que, de vez em quando, gritam "xixi e cocô" e, com isso, gabam-se de ter quebrado um grande tabu.

  [6º§]Nesse sentido, nos EUA, são cada vez mais populares radialistas, apresentadores e jornalistas supostamente "conservadores", que devem seu sucesso a uma vulgaridade e a uma truculência que parecem satisfazer a espera de todos por um pensamento novo, diferente. (...) Sua "ousadia" é tão inovadora quanto a das crianças do "xixi e cocô".

   [7º§]No Brasil, o debate eleitoral em curso poderia também servir para mostrar que nosso senso comum compartilhado é, no caso, uma espécie de razoabilidade, resignada a evitar temas excessivamente conflitivos (...) e a aceitar alianças duvidosas e supostamente "necessárias".

   [8º§]Como chegamos a essa perda de contraste na vida pública e cultural?

  [9º§]Segundo Panarari, a burguesia ganhou a luta pela hegemonia jogando a carta do prazer: "Na década do hedonismo², todos se convenceram, de repente, de que estava na hora de divertir-se. Palavra de ordem: "Queremos folgar" e, por favor, evite-se empestar a existência, de qualquer maneira que seja, com política, cultura, economia e todas essas ‘coisas’ assimiláveis a preocupações e aborrecimentos". Conclusão: a subcultura hedonista da fofoca é o novo ópio do povo.

  [10º§]Concordo (um pouco) com essa visão apocalíptica da cultura dominante. Mas discordo da ideia de que a subcultura da fofoca seja a invenção vitoriosa de uma classe específica. Ela é, em meu ver, uma consequência dos nossos tempos, pela razão que segue. Quando a mídia é de massa, não há mais diferença entre manipuladores e manipulados, pois os próprios manipuladores, expostos à mídia, são manipulados por suas produções. Ou seja, progressivamente, todo o mundo pensa as mesmas trivialidades.

   [11º§]É o feitiço que enfeitiça o feiticeiro.

Fonte: Folha de São Paulo, 19/08/2010. Texto adaptado.

Vocabulário de apoio

1- Gramsci: Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937) filósofo marxista, jornalista, crítico literário e político italiano. Escreveu sobre teoria política, sociologia, antropologia e linguística.

2- Hedonismo: teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana.

No trecho: “E havia a outra face do domínio: o controle das ideias e das mentes, oculto e insidioso.”, a palavra grifada pode ser substituída, sem perdas semânticas, por
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Q715959 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto II, a seguir, para responder à questão.

TEXTO II

    De acordo com uma reportagem do portal UAI, uma escola de princesas será inaugurada em BH. Parece fofo, afinal, contos de fadas são realmente lindos, mas são… contos! Aliás, esse universo é onírico, remete à mais tenra infância e ajuda os adultos a darem aquela escapada da realidade.

    Eu gastei muito tempo na minha vida para aceitar que a vida não é uma fantasia. Demorei a sair de uma espera passiva pelo príncipe e por um reino com as contas já pagas. A vida urge, é real, é dinâmica e nos exige posturas e respostas agora. Custou, mas descobri as delícias da vida adulta, sobretudo a autonomia.

    Uma coisa chata de ser princesa deve ser ter que ficar só com príncipes. Não que eu não saiba escolher o melhor para mim, mas não é o suficiente o sujeito ser engraçado, bom de papo, trabalhador, honesto e beijar bem? E se o amor demorar um bocadinho, temos que ficar dormindo até ele nos despertar? E quando ele aparecer, precisa nos levar para um castelo? Não dá para dividir as contas de um apê segundo nossas condições?

    Aliás, somos mesmo príncipes e princesas? Não basta sermos homens e mulheres adultos que vivem conforme suportam a própria realidade? Ou necessitamos fantasiar o tempo inteiro a nosso respeito e sobre as relações?

    Nada contra as altezas. Por coincidência, estou de viagem marcada à Disney para o próximo mês, mas vou com o meu dinheiro, conseguido por um esforço real.

[...]

    Muitos de nós queremos o trono, e eu me sinto coroada quando dispenso a varinha mágica da fada madrinha e vou à luta, colocando a bruxa pra correr e os dragões para dormir. Minha coroa são as minhas superações, as amizades que mantenho, as relações que vivi e o que eu aprendi com elas. É escolher a minha fé, e ter as minhas convicções espirituais a partir das minhas experiências e não do que me ensinaram. Minha coroa é o adulto que me tornei e o meu projeto de vida – traçado e executado por mim.

    Essa coroa não se herda, não vem de brinde e não vem no curso de princesa: ela é fabricada a duras penas na escola da vida.

CONRADO, Laura. Uai. 9 out. 2015. Disponível em: <http://zip. net/bfr90m>. Acesso em: 13 out. 2015 (Adaptação).

Analise as afirmativas a seguir. I. No trecho “[...] esse universo é onírico [...]”, a palavra destacada pode, pelo contexto, ser substituída por fantasioso. II. No trecho “Minha coroa é o adulto que me tornei e o meu projeto de vida – traçado e executado por mim.”, o travessão foi utilizado para realçar o aposto. III. No trecho “A vida urge, é real, é dinâmica e nos exige posturas e respostas agora.”, o verbo urgir pode ser substituído pelo verbo tardar. Estão INCORRETAS as afirmativas:
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Q713989 Português

Leia o texto “Infância na praia”, de Danuza Leão, para responder à questão.


    Não se pode dar corda à memória: a gente começa brincando, mas ela não faz cerimônia e vai invadindo nossas mentes e nossos corações. Para mim são, ainda e sempre, as recordações da infância na praia muito mais fortes do que eu podia imaginar.

      No terreno das brincadeiras, a mais comum era o caldo: quem não se lembra do terror de levar um? Também se brincava de jogar areia nos outros, aos gritos, para horror dos adultos, e a pior de todas: se deixar ser enterrada ficando só com a cabeça de fora, e todo mundo fingir que ia embora, só de maldade, deixando você sozinha e esquecida.

      No terreno mais leve, a grande proeza era mergulhar e passar por baixo das pernas abertas da prima, lembra? Aliás, essa é uma raça em extinção: as primas. Elas eram muitas, e a convivência, intensa. Hoje, nas cidades grandes, existem poucas tias e pouquíssimas primas.

    As crianças catavam conchas para colar, e era difícil fazer um buraquinho com um prego e um martelinho, sem quebrar a concha, para passar o barbante. As cor-de-rosa eram as mais lindas, e, quando se encontrava um búzio, era uma verdadeira festa. As conchas acabaram; onde terão ido parar?

    No final da tarde, a praia já sem sol, voltavam os barcos de pesca: as pessoas ficavam em volta comprando o peixe nosso de cada dia, que seria feito naquela mesma noite. Naquele tempo não havia nem alface nem tomate nem molho de maracujá, e para dar uma corzinha na comida se usava colorau – já ouviu falar?

    Camarão só às vezes, mas, em compensação, havia cações com a carne rija, que davam uma moqueca muito boa. Os peixes eram vendidos por lote, não custavam quase nada, e o que sobrava era distribuído ali mesmo. Mas os fregueses eram honestos, e ninguém deixava de comprar para levar algum de graça, no final das transações.

    Às vezes corria um boato assustador: de que o mar estava cheio de águas-vivas, o que era um acontecimento. Água-viva é uma rodela gelatinosa que, segundo diziam, se encostasse no corpo, queimava como fogo. Ia todo mundo para a beira da água tentando ver alguma, mas ninguém entrava no mar, de medo. No dia seguinte, a areia estava cheia delas, e com uma varinha a gente ficava mexendo, sempre com muito cuidado: afinal, era uma gelatina, mas viva – uma coisa mesmo muito estranha.

    Para evitar queimaduras, se usava óleo Dagele, e se alguém dissesse que anos depois uma massagem de algas, daquelas mesmas algas verdes e marrons com as quais a gente dançava dentro da água, não custaria menos de US$ 100 em Nova York ou Paris, ninguém acreditaria.

    Naquele tempo não havia refrigerantes, não se tomava água gelada, e as crianças rezavam uma ave-maria antes de dormir, sendo que algumas ajoelhadas.

    Não havia abajur nas mesas de cabeceira e na hora de dormir se apagava a luz do teto, com sono ou sem sono, e ficávamos com os pensamentos voando, esperando o sono chegar.

    E ninguém se queixava de nada, até porque não havia do que se queixar, porque era assim e pronto.

(Folha de S.Paulo, 17.04.2005. Adaptado)

Assinale a alternativa cuja expressão entre parênteses apresenta sentido oposto ao da expressão destacada no trecho do texto.
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Q713987 Português

Leia o texto “Infância na praia”, de Danuza Leão, para responder à questão.


    Não se pode dar corda à memória: a gente começa brincando, mas ela não faz cerimônia e vai invadindo nossas mentes e nossos corações. Para mim são, ainda e sempre, as recordações da infância na praia muito mais fortes do que eu podia imaginar.

      No terreno das brincadeiras, a mais comum era o caldo: quem não se lembra do terror de levar um? Também se brincava de jogar areia nos outros, aos gritos, para horror dos adultos, e a pior de todas: se deixar ser enterrada ficando só com a cabeça de fora, e todo mundo fingir que ia embora, só de maldade, deixando você sozinha e esquecida.

      No terreno mais leve, a grande proeza era mergulhar e passar por baixo das pernas abertas da prima, lembra? Aliás, essa é uma raça em extinção: as primas. Elas eram muitas, e a convivência, intensa. Hoje, nas cidades grandes, existem poucas tias e pouquíssimas primas.

    As crianças catavam conchas para colar, e era difícil fazer um buraquinho com um prego e um martelinho, sem quebrar a concha, para passar o barbante. As cor-de-rosa eram as mais lindas, e, quando se encontrava um búzio, era uma verdadeira festa. As conchas acabaram; onde terão ido parar?

    No final da tarde, a praia já sem sol, voltavam os barcos de pesca: as pessoas ficavam em volta comprando o peixe nosso de cada dia, que seria feito naquela mesma noite. Naquele tempo não havia nem alface nem tomate nem molho de maracujá, e para dar uma corzinha na comida se usava colorau – já ouviu falar?

    Camarão só às vezes, mas, em compensação, havia cações com a carne rija, que davam uma moqueca muito boa. Os peixes eram vendidos por lote, não custavam quase nada, e o que sobrava era distribuído ali mesmo. Mas os fregueses eram honestos, e ninguém deixava de comprar para levar algum de graça, no final das transações.

    Às vezes corria um boato assustador: de que o mar estava cheio de águas-vivas, o que era um acontecimento. Água-viva é uma rodela gelatinosa que, segundo diziam, se encostasse no corpo, queimava como fogo. Ia todo mundo para a beira da água tentando ver alguma, mas ninguém entrava no mar, de medo. No dia seguinte, a areia estava cheia delas, e com uma varinha a gente ficava mexendo, sempre com muito cuidado: afinal, era uma gelatina, mas viva – uma coisa mesmo muito estranha.

    Para evitar queimaduras, se usava óleo Dagele, e se alguém dissesse que anos depois uma massagem de algas, daquelas mesmas algas verdes e marrons com as quais a gente dançava dentro da água, não custaria menos de US$ 100 em Nova York ou Paris, ninguém acreditaria.

    Naquele tempo não havia refrigerantes, não se tomava água gelada, e as crianças rezavam uma ave-maria antes de dormir, sendo que algumas ajoelhadas.

    Não havia abajur nas mesas de cabeceira e na hora de dormir se apagava a luz do teto, com sono ou sem sono, e ficávamos com os pensamentos voando, esperando o sono chegar.

    E ninguém se queixava de nada, até porque não havia do que se queixar, porque era assim e pronto.

(Folha de S.Paulo, 17.04.2005. Adaptado)

Considere a frase do sétimo parágrafo, que foi separada em trecho (1) e trecho (2): (1) Água-viva é uma rodela gelatinosa (2) que, segundo diziam, se encostasse no corpo, queimava como fogo. No trecho (1), a autora _________________ o que é água-viva. No trecho (2), ela emprega os termos se e como para expressar, respectivamente, as ideias de __________ e _____________. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
Alternativas
Q713771 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

    

Assinale a alternativa que apresenta as expressões que melhor substituem, de acordo com o sentido do texto, representou (l. 1), estritamente (l. 6) e consequente (l. 13), respectivamente.
Alternativas
Q713754 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

 

Considere as propostas de reescrita abaixo, de referências textuais a dispositivos legais. I. a Lei nº 9.474, de 22 de julho de 1997 (l. 2-3): a Lei nº 9.474 de 22 de julho de 1997 II. no inciso III do artigo 1º (l. 7-8): no artigo 1º, III III. No artigo 7º, caput, do título (l. 12-13): no caput do artigo 7º do título IV. inciso XXXV do artigo 5º da Constituição Federal (l. 31): artigo 5º, XXXV da Constituição Federal Quais propostas são corretas?
Alternativas
Q713753 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

 

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas dos enunciados abaixo, na ordem em que aparecem. ENUNCIADO 1 - A substituição de O direito dos refugiados a proteção (l. 1) por Os direitos dos refugiados exige alteração de _____ outras palavras no primeiro parágrafo. ENUNCIADO 2 - A substituição de os solicitantes (l. 31-32) por o solicitante exige alteração de _____ outra(s) palavra(s) no mesmo período.
Alternativas
Q713169 Português

Atente ao que é dito sobre o vocábulo insípida (linha 05)

I. Foi empregado na acepção de sem graça, desinteressante, monótono.

II. Foi empregado no seu sentido literal, não figurado.

III. A mudança da posição desse adjetivo para depois do substantivo não alteraria o significado do substantivo.

Está correto o que se afirma somente em

Alternativas
Q713157 Português
Marque a alternativa que apresenta a relação semântica correta das palavras no texto lido.
Alternativas
Respostas
11701: A
11702: D
11703: A
11704: E
11705: C
11706: B
11707: A
11708: D
11709: B
11710: E
11711: C
11712: B
11713: C
11714: A
11715: B
11716: C
11717: E
11718: B
11719: C
11720: E