Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q743142 Português
O enunciado do texto de Mário Perini em que a palavra sublinhada é substituída pelo termo entre parênteses, sem grande comprometimento do sentido original, é
Alternativas
Q743140 Português

Texto I

A língua do Brasil amanhã                

            (Mário Perini)

Ouvimos com frequência opiniões alarmantes a respeito do futuro da nossa língua. Às vezes se diz que ela vai simplesmente desaparecer, em benefício de outras línguas supostamente expansionistas (em especial o inglês, atual candidato número um a língua universal); ou vai se “misturar” com o espanhol, formando o “portunhol”; ou, simplesmente, que vai se corromper pelo uso da gíria e das formas populares de expressão (do tipo: o casaco que cê ia sair com ele tá rasgado). Aqui pretendo trazer uma opinião mais otimista: a nossa língua, estou convencido, não está em perigo de desaparecimento, muito menos de mistura. Por outro lado (e não é possível agradar a todos) acredito que nossa língua está mudando, e certamente não será a mesma dentro de vinte, cem ou trezentos anos.

(...)

O que é que poderia ameaçar a integridade, ou a existência de nossa língua? O primeiro fator, frequentemente citado, é a influência do inglês – o mundo de empréstimos que andamos fazendo para nos expressarmos sobre certos assuntos.

Não se pode negar que o fenômeno existe: o que mais se faz hoje em dia é surfar, deletar ou tratar do marketing. Mas isso não significa o desaparecimento da língua portuguesa; empréstimos são um fato da vida, e sempre existiram. Hoje pouca gente sabe disso, mas avalanche, alfaiate, tenor e pingue-pongue são palavras de origem estrangeira; hoje já se naturalizaram, e certamente ninguém vê ameaça nelas.

(...)

Quero dizer que não há o menor sintoma de que os empréstimos estrangeiros estejam causando lesões na língua portuguesa: a maioria, aliás, desaparece em pouco tempo, e os que ficam se assimilam. O português, como toda língua, precisa crescer para dar conta das novidades sociais, tecnológicas, artísticas e culturais; para isso pode aceitar empréstimos (...) – e também pode criar palavras a partir de seus próprios recursos – como computador, ecologia, poluição – ou então estender o uso de palavras antigas a novos significados – executivo ou celular, que significam coisas hoje que não significavam há vinte anos. Isso está acontecendo a todo tempo com todas as línguas e nunca levou nenhuma delas à extinção. (...)

(PERINI, M. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios, SP: Parábola, 2004, p.11-14) 



Leia o fragmento seguinte para responder à questão.

“Não se pode negar que o fenômeno existe: o que mais se faz hoje em dia é surfar, deletar ou tratar do marketing. Mas isso não significa o desaparecimento da língua portuguesa; ...” (linhas 13-14)

A mudança feita no enunciado em questão que ALTERA o seu sentido é a seguinte:
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Q742879 Português

Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.

A “batalha” (l.20) que Oswaldo Cruz venceu refere-se à busca de reconhecimento pelo seu trabalho de sanitarista, o qual só veio quando a população passou a acreditar que a vacinação era o único meio de vencer a epidemia de varíola que se manifestou em 1908.

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Q742817 Português
Leia o próximo texto, de Luis Fernando Veríssimo, para resolver a questão.

AÍ, GALERA

Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo “estereotipação”? E, no entanto, por que não?
— Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
—Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares.
— Como é?
— Aí, galera.
— Quais são as instruções do técnico?
—Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.
— Ahn?
— É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça.
— Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
— Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
— Pode.
— Uma saudação para a minha progenitora.
— Como é?
— Alô, mamãe!
— Estou vendo que você é um, um...
— Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação?
— Estereoquê?
— Um chato?
— Isso.
(Luis Fernando Veríssimo)
Para entender bem esse texto de Veríssimo, devemos pensar na informalidade tanto do tema (Futebol) quanto da linguagem (que é característica de uma crônica). Nesse contexto, escolha a opção que melhor explica essa questão:
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Q742772 Português

Texto 4 para responder a questão.


Pelo contexto, conclui-se que os vocábulos “implicações” (verso 6) e “emancipação” (verso 7) significam, respectivamente,
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Q742402 Português

Instrução: Leia o texto a seguir e responda a questão.



No segmento O que muitas vezes frustra os pacientes é que eles vão ao médico, fazem vários exames no corpo todo e não encontram nada, o termo frustra (linha 18) pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por
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Q742142 Português
Considerando o sentido dos vocábulos destacados no período “Conforme Braga, o produto segue o padrão internacional e utiliza a mesma tecnologia dos cartões de crédito.” (linhas de 14 a 16), assinale a alternativa que preserva integralmente a mensagem original do texto.
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Q742092 Português
O vocábulo sublinhado na expressão “indústria emergente de semicondutores do País.” (linhas 17 e 18) é, do ponto de vista semântico, equivalente à seguinte oração:
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Q740953 Português

Longe dos olhos, longe da consciência


   Alguns anos atrás os jornais noticiaram, com destaque, que a praça da Sé estava voltando a ser um aprazível ponto turístico de São Paulo.

  A providência higienizadora do nosso marco zero consistiu na retirada dos menores que por lá perambulavam. Com a saneadora medida, a praça estava salva, voltava a ser nossa. A sua crônica sujeira não mais incomodava. Os menores estavam fora, pouco importava a permanência dos marreteiros, pregadores da Bíblia, comedores de faca e fogo, ciganos, repentistas e os saudáveis churrasquinhos e pastéis. Até os trombadões permaneceram. Aliás, é compreensível; é bem mais fácil remover as crianças do que deter os trombadões.

  Anteriormente, competente e sensível autoridade levou dezenas de menores para fora das fronteiras de nosso Estado. A operação expurgo foi também bastante noticiada.

  No Rio de Janeiro a providência teve caráter definitivo. As crianças foram mortas na Candelária.

   Em Belo Horizonte, também há algum tempo, uma operação militar foi montada para retirar das ruas cerca de 500 crianças. A imprensa exibiu fotos de crianças de até quatro anos, várias com chupetas na boca, sendo colocadas em camburões pelos amáveis e carinhosos soldados da milícia mineira, que souberam respeitar as crianças, deixando-as com suas chupetas.

  Riscar as crianças dos mapas urbanos já não está mais nos planos dos zelosos defensores das nossas urbes e da nossa incolumidade física. Viram ser essa uma missão inócua. Retiradas daqui ou dali, passam a habitar lá ou acolá. Saem da praça da Sé, vão para a praça Ramos ou para as praças da zona Leste, Oeste, Norte ou Sul. Saem de uma capital e vão para outra, de um extremo ao outro do país.

  Ironias à parte, cuidar dos menores para evitar o abandono, para suprir as suas carências e para protegê-los da violência que os atinge é obrigação humanitária de todos nós. E, para quem não tem a solidariedade como móvel de sua conduta, que aja ao menos impulsionado pelo egoísmo em nome da autopreservação.

  No entanto novamente se assiste ao retumbante coral repressivo, que entoa a surrada, falsa e enganosa solução da cadeia para os que já cometeram infrações e, para os demais, esperar que as cometam, para irem fazer companhia aos outros.

  A verdade é que sempre quisemos distância das nossas crianças carentes. Longe dos olhos, longe da consciência. A sociedade só se preocupa com os menores porque eles estão assaltando. Estivessem quietos, amargando inertes as suas carências, continuariam esquecidos e excluídos.

  Esse problema, reduzido à fórmula simplista de solução - diminuição da idade -, bem mostra como a questão criminal no país é tratada de forma leviana, demagógica e irresponsável. Colocam-se nas penitenciárias ou nas delegacias os maiores de 16 anos e ponto final. Tudo resolvido.

  A indagação pertinente é por que diminuir a responsabilidade penal só para 16 anos. Há crianças com dez ou oito anos assaltando? Vamos encarcerá-las. Melhor, nascituros também poderiam ser isolados. Dependendo das condições em que irão viver, poderão estar fadados a nos agredir futuramente. Não será melhor criá-los longe dos centros urbanos, isolá-los em rincões distantes para que não nos ponham em risco?

  Parece estar na hora - tardia, diga-se de passagem - de encararmos com honestidade e com olhos de ver a questão do crime no país, especialmente do menor infrator e do menor carente. Chega de demagogia e de hipocrisia. Vamos cuidar da criança e do adolescente. Aliás, não só do carente e do abandonado, mas também daqueles poucos bem nascidos, pois também estavam cometendo crimes. Destes esperamos que os pais acordem e imponham regras e limites, deem menos liberdade, facilidades e dinheiro e mais educação, respeito pelo próximo e conhecimento da trágica realidade do país.

  Em relação aos outros, esperamos que a sociedade e o Estado, em vez de os porem na cadeia, eduquem-nos, deem-lhes afeto e os ajudem a adquirir autoestima, única maneira de os proteger do crime de abandono.

OLIVEIRA, Antônio Cláudio Mariz de. Longe dos olhos, longe da consciência. Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 ago. 2004. Brasil, Opinião, p. A3.

“A providência higienizadora do nosso marco zero CONSISTIU na retirada dos menores que por lá perambulavam." Com respeito às regras de regência, a forma verbal destacada pode ser substituída, sem que demais alterações sejam feitas na frase e sem que haja alteração de sentido, por:
Alternativas
Q740950 Português

Longe dos olhos, longe da consciência


   Alguns anos atrás os jornais noticiaram, com destaque, que a praça da Sé estava voltando a ser um aprazível ponto turístico de São Paulo.

  A providência higienizadora do nosso marco zero consistiu na retirada dos menores que por lá perambulavam. Com a saneadora medida, a praça estava salva, voltava a ser nossa. A sua crônica sujeira não mais incomodava. Os menores estavam fora, pouco importava a permanência dos marreteiros, pregadores da Bíblia, comedores de faca e fogo, ciganos, repentistas e os saudáveis churrasquinhos e pastéis. Até os trombadões permaneceram. Aliás, é compreensível; é bem mais fácil remover as crianças do que deter os trombadões.

  Anteriormente, competente e sensível autoridade levou dezenas de menores para fora das fronteiras de nosso Estado. A operação expurgo foi também bastante noticiada.

  No Rio de Janeiro a providência teve caráter definitivo. As crianças foram mortas na Candelária.

   Em Belo Horizonte, também há algum tempo, uma operação militar foi montada para retirar das ruas cerca de 500 crianças. A imprensa exibiu fotos de crianças de até quatro anos, várias com chupetas na boca, sendo colocadas em camburões pelos amáveis e carinhosos soldados da milícia mineira, que souberam respeitar as crianças, deixando-as com suas chupetas.

  Riscar as crianças dos mapas urbanos já não está mais nos planos dos zelosos defensores das nossas urbes e da nossa incolumidade física. Viram ser essa uma missão inócua. Retiradas daqui ou dali, passam a habitar lá ou acolá. Saem da praça da Sé, vão para a praça Ramos ou para as praças da zona Leste, Oeste, Norte ou Sul. Saem de uma capital e vão para outra, de um extremo ao outro do país.

  Ironias à parte, cuidar dos menores para evitar o abandono, para suprir as suas carências e para protegê-los da violência que os atinge é obrigação humanitária de todos nós. E, para quem não tem a solidariedade como móvel de sua conduta, que aja ao menos impulsionado pelo egoísmo em nome da autopreservação.

  No entanto novamente se assiste ao retumbante coral repressivo, que entoa a surrada, falsa e enganosa solução da cadeia para os que já cometeram infrações e, para os demais, esperar que as cometam, para irem fazer companhia aos outros.

  A verdade é que sempre quisemos distância das nossas crianças carentes. Longe dos olhos, longe da consciência. A sociedade só se preocupa com os menores porque eles estão assaltando. Estivessem quietos, amargando inertes as suas carências, continuariam esquecidos e excluídos.

  Esse problema, reduzido à fórmula simplista de solução - diminuição da idade -, bem mostra como a questão criminal no país é tratada de forma leviana, demagógica e irresponsável. Colocam-se nas penitenciárias ou nas delegacias os maiores de 16 anos e ponto final. Tudo resolvido.

  A indagação pertinente é por que diminuir a responsabilidade penal só para 16 anos. Há crianças com dez ou oito anos assaltando? Vamos encarcerá-las. Melhor, nascituros também poderiam ser isolados. Dependendo das condições em que irão viver, poderão estar fadados a nos agredir futuramente. Não será melhor criá-los longe dos centros urbanos, isolá-los em rincões distantes para que não nos ponham em risco?

  Parece estar na hora - tardia, diga-se de passagem - de encararmos com honestidade e com olhos de ver a questão do crime no país, especialmente do menor infrator e do menor carente. Chega de demagogia e de hipocrisia. Vamos cuidar da criança e do adolescente. Aliás, não só do carente e do abandonado, mas também daqueles poucos bem nascidos, pois também estavam cometendo crimes. Destes esperamos que os pais acordem e imponham regras e limites, deem menos liberdade, facilidades e dinheiro e mais educação, respeito pelo próximo e conhecimento da trágica realidade do país.

  Em relação aos outros, esperamos que a sociedade e o Estado, em vez de os porem na cadeia, eduquem-nos, deem-lhes afeto e os ajudem a adquirir autoestima, única maneira de os proteger do crime de abandono.

OLIVEIRA, Antônio Cláudio Mariz de. Longe dos olhos, longe da consciência. Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 ago. 2004. Brasil, Opinião, p. A3.

Em “A operação EXPURGO foi também bastante noticiada”, o termo destacado pode ser substituído, sem alteração de sentido do texto, por:
Alternativas
Q740942 Português

Longe dos olhos, longe da consciência


   Alguns anos atrás os jornais noticiaram, com destaque, que a praça da Sé estava voltando a ser um aprazível ponto turístico de São Paulo.

  A providência higienizadora do nosso marco zero consistiu na retirada dos menores que por lá perambulavam. Com a saneadora medida, a praça estava salva, voltava a ser nossa. A sua crônica sujeira não mais incomodava. Os menores estavam fora, pouco importava a permanência dos marreteiros, pregadores da Bíblia, comedores de faca e fogo, ciganos, repentistas e os saudáveis churrasquinhos e pastéis. Até os trombadões permaneceram. Aliás, é compreensível; é bem mais fácil remover as crianças do que deter os trombadões.

  Anteriormente, competente e sensível autoridade levou dezenas de menores para fora das fronteiras de nosso Estado. A operação expurgo foi também bastante noticiada.

  No Rio de Janeiro a providência teve caráter definitivo. As crianças foram mortas na Candelária.

   Em Belo Horizonte, também há algum tempo, uma operação militar foi montada para retirar das ruas cerca de 500 crianças. A imprensa exibiu fotos de crianças de até quatro anos, várias com chupetas na boca, sendo colocadas em camburões pelos amáveis e carinhosos soldados da milícia mineira, que souberam respeitar as crianças, deixando-as com suas chupetas.

  Riscar as crianças dos mapas urbanos já não está mais nos planos dos zelosos defensores das nossas urbes e da nossa incolumidade física. Viram ser essa uma missão inócua. Retiradas daqui ou dali, passam a habitar lá ou acolá. Saem da praça da Sé, vão para a praça Ramos ou para as praças da zona Leste, Oeste, Norte ou Sul. Saem de uma capital e vão para outra, de um extremo ao outro do país.

  Ironias à parte, cuidar dos menores para evitar o abandono, para suprir as suas carências e para protegê-los da violência que os atinge é obrigação humanitária de todos nós. E, para quem não tem a solidariedade como móvel de sua conduta, que aja ao menos impulsionado pelo egoísmo em nome da autopreservação.

  No entanto novamente se assiste ao retumbante coral repressivo, que entoa a surrada, falsa e enganosa solução da cadeia para os que já cometeram infrações e, para os demais, esperar que as cometam, para irem fazer companhia aos outros.

  A verdade é que sempre quisemos distância das nossas crianças carentes. Longe dos olhos, longe da consciência. A sociedade só se preocupa com os menores porque eles estão assaltando. Estivessem quietos, amargando inertes as suas carências, continuariam esquecidos e excluídos.

  Esse problema, reduzido à fórmula simplista de solução - diminuição da idade -, bem mostra como a questão criminal no país é tratada de forma leviana, demagógica e irresponsável. Colocam-se nas penitenciárias ou nas delegacias os maiores de 16 anos e ponto final. Tudo resolvido.

  A indagação pertinente é por que diminuir a responsabilidade penal só para 16 anos. Há crianças com dez ou oito anos assaltando? Vamos encarcerá-las. Melhor, nascituros também poderiam ser isolados. Dependendo das condições em que irão viver, poderão estar fadados a nos agredir futuramente. Não será melhor criá-los longe dos centros urbanos, isolá-los em rincões distantes para que não nos ponham em risco?

  Parece estar na hora - tardia, diga-se de passagem - de encararmos com honestidade e com olhos de ver a questão do crime no país, especialmente do menor infrator e do menor carente. Chega de demagogia e de hipocrisia. Vamos cuidar da criança e do adolescente. Aliás, não só do carente e do abandonado, mas também daqueles poucos bem nascidos, pois também estavam cometendo crimes. Destes esperamos que os pais acordem e imponham regras e limites, deem menos liberdade, facilidades e dinheiro e mais educação, respeito pelo próximo e conhecimento da trágica realidade do país.

  Em relação aos outros, esperamos que a sociedade e o Estado, em vez de os porem na cadeia, eduquem-nos, deem-lhes afeto e os ajudem a adquirir autoestima, única maneira de os proteger do crime de abandono.

OLIVEIRA, Antônio Cláudio Mariz de. Longe dos olhos, longe da consciência. Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 ago. 2004. Brasil, Opinião, p. A3.

Sobre o texto leia as afirmativas a seguir.
I. A primeira parte do texto é uma contextualização que recupera situações de extermínio e detenção de menores (todas recentes). II. Na segunda parte do texto, o autor apresenta uma sequência argumentativa para expor sua opinião. III. O autor posiciona-se contra as atitudes de exclusão social dos menores, refere-se à solução proposta para a questão do menor infrator e refuta-a; e conclui apresentando sua posição. IV. No texto, percebe-se que o autor desenvolve argumentos para convencer o leitor de que a sociedade, em vez de punir os menores, deve cuidar deles.
Está correto o que se afirma apenas em:
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Q738924 Português

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.

    Nascido nos Estados Unidos da América em 30 de abril de 1916, Claude E. Shannon obteve o título de doutor no MIT, em 1937, com trabalho notável em "Álgebra de Boole", propondo circuitos elétricos capazes de executar as principais operações da Lógica clássica.

    Quatro anos antes (23 de junho de 1912) de seu nascimento, em Londres, nascera Allan M. Turing, que também se interessou por encontrar meios de realizar operações lógicas e aritméticas, fazendo uso de máquinas. Suas ideias resultaram no importante conceito de "Máquina de Turing", paradigma abstrato para a computação, apresentado durante seus estudos, no King's College, em Cambridge, no ano de 1936. Entre 1936 e 1938, Turing viveu em Princeton-NJ onde realizou seu doutorado estudando problemas relativos à criptografia.

    Assim, Shannon e Turing, de maneira independente, trabalhavam, simultaneamente, em comunicações e computação, dois tópicos que, combinados, hoje proporcionam recursos antes inimagináveis para o mundo moderno das artes, da ciência, da medicina, da tecnologia e das interações sociais.

    Contemporaneamente à eclosão da Segunda Guerra Mundial, Shannon e Turing gestavam ideias abstratas sofisticadas, tentando associá-las ao mundo concreto das máquinas que, gradativamente, tornavam-se fatores de melhoria da qualidade de vida das populações.

    A Segunda Grande Guerra utilizou-se de tecnologias sofisticadas para a destruição. Os bombardeios aéreos causaram muitas mortes e devastaram cidades. Evitá-los e preveni-los eram questões de vida ou morte e, para tanto, ouvir as comunicações dos inimigos e decifrar seus códigos era uma atividade indispensável.

    Os países do eixo tinham desenvolvido sofisticadas técnicas de comunicação criptografada utilizada para planejar ataques inesperados às forças aliadas. Shannon e Turing, então, com seu conhecimento sofisticado da matemática da informação deduziram as regras alemãs de codificação, levando os aliados a salvar muitas de suas posições de ataques nazistas.

    Pode-se dizer que uma boa parte da inteligência de guerra dos aliados vinha desses dois cérebros privilegiados.

    Finda a guerra, Shannon passou a trabalhar nos laboratórios Bell, propondo a "Teoria da Informação", em 1948. Com carreira profícua, notável pela longevidade e muitos trabalhos importantes, deixou sua marca nas origens das comunicações digitais. Faleceu aos 85 anos (em 24 de fevereiro de 2001), deixando grande legado intelectual e tecnológico.

    Turing, após o término da guerra, ingressou como pesquisador da Universidade de Manchester, sofrendo ampla perseguição por ser homossexual. Mesmo vivendo na avançada Inglaterra, foi condenado à castração química, em 1952. Essa sequência de dissabores levou-o ao suicídio, em 7 de junho de 1954.

    Shannon viu sua teoria transformar o mundo, com o nascimento da internet. Turing, entretanto, não viu sua máquina se transformar em lap-tops e tablets que hoje povoam, até, o imaginário infantil.

(PIQUEIRA, José Roberto Castilho. “Breve contextualização histórica”, In: “Complexidade computacional e medida da informação: caminhos de Turing e Shannon”, Estudos Avançados, Universidade de São Paulo, v. 30, n. 87, Maio/Agosto 2016, p.340-1)

No contexto, as palavras paradigma (2º parágrafo), criptografada (6º parágrafo) e profícua (8º parágrafo) adquirem, respectivamente, o sentido de:
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Q738235 Português

Leia o Texto


SONETO

Luís de Camões  


Eu Cantarei de Amor Tão Docemente


Eu cantarei de amor tão docemente,

por uns termos em si tão concertados

que dois mil acidentes namorados

faça sentir ao peito que não sente.


Farei que amor a todos avivente, 

pintando mil segredos delicados, 

brandas iras, suspiros magoados,

temerosa ousadia e pena ausente.


Também, Senhora, do desprezo honesto

de vossa vista branda e rigorosa,

contentar-me-ei dizendo a menos parte.


Porém, para cantar de vosso gesto 

a composição alta e milagrosa, 

aqui falta saber, engenho e arte.

In Rimas. Edição de A. J. da Costa pimpão Coimbra, Atlântida Editora, 1973.
Marque a alternativa em que as palavras sublinhadas no texto poderão ser substituídas, sequencialmente, sem alteração de sentido.
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Q738154 Português

                   Portos do Paraná avançam nas ações de meio ambiente

Na data em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente – 05 de junho – a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) registra o avanço das ações voltadas à preservação ambiental da região litorânea. “Desde que o Porto de Paranaguá obteve a sua Licença Ambiental de Operação, em 2013, o porto saltou da 26ª para o 3º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Ambiental (IDA), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)”, conta o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. Ao todo, cerca de 30 licenças ambientais foram emitidas para o Porto entre os anos de 2011 e 2015. Os licenciamentos mais importantes são a licença de operação do Porto de Paranaguá, licença de dragagem do canal da galheta e licença de remodelação do cais do porto de Paranaguá. “Criamos uma diretoria de meio ambiente e implementamos cerca de 30 programas voltados à conservação dos recursos naturais, melhorando a conservação da cidade, a qualidade de vida das pessoas e o meio ambiente no Litoral do Paraná”, afirmou o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino. Para fortalecer ainda mais estas ações, a Appa lançou o programa Porto Sustentável, iniciativa para estimular uma nova cultura de sustentabilidade baseada em cinco pilares: água, energia, resíduos, emissão atmosférica e responsabilidade socioambiental. Confira os principais projetos ambientais do Porto: ÁGUA - O porto realiza o monitoramento da qualidade das águas, dos sedimentos, da fauna aquática e atividade pesqueira. Atualmente, a coleta e análise da água é feita em 30 pontos da baía de Paranaguá. Um dos bioindicadores monitorados, por exemplo, é a população de botos na região. No período de um ano, já foram registrados mais de 500 animais na baía. O cuidado se estende ao consumo da água. Ao longo dos últimos 18 meses, o consumo nas dependências do porto caiu 60%. O uso mensal caiu de 18,5 mil metros cúbicos no início de 2014 para 7 mil metros cúbicos em 2015. A meta, no entanto, é diminuir ainda mais e chegar à marca de 80% de economia na conta da água. Para isso, uma campanha de conscientização dos funcionários está em curso, além da troca da rede hidráulica. Um sistema de captação de água da chuva é outra novidade que integra o novo projeto hidráulico do Porto de Paranaguá. O primeiro local a receber o sistema será o Silo Público. Toda a água da chuva captada será reutilizada em lavagem de equipamentos, das ruas e das áreas externas do cais do Porto. A APPA está contribuindo ainda para o monitoramento ambiental da baía de Paranaguá. Apenas no ano de 2015, mais de 350 navios receberam equipes técnicas da Administração dos Portos para avaliar a salinidade e procedência da água de lastro da embarcação. Até o momento, não houve nenhum registro de navios em desconformidade com a legislação. Desde 2013, quando o Porto conquistou junto ao Ibama sua Licença de Operação, a Appa realiza o Programa de Verificação do Gerenciamento da Água de Lastro dos Navios, medida que atende Norma da Autoridade Marítima – (Normam 20). A medida tem como objetivo evitar a contaminação do ecossistema marinho natural com espécies exóticas - trazidas juntamente com a água de lastro das embarcações vindas de outros países. A legislação que deve ser cumprida por todos os navios que navegam em águas brasileiras integra o Plano de Controle Ambiental do Porto de Paranaguá. A água de lastro é utilizada para dar estabilidade ao navio, por meio do preenchimento de reservatórios específicos com água do ambiente em que se encontra. ENERGIA - A eficiência energética é outro pilar da campanha. Cerca de R$ 21 milhões foram investidos para a troca da iluminação tradicional por lâmpadas de LED, substituindo luminárias de 400 watts para 150 watts. Como é uma tecnologia de ponta, o consumo por poste diminui sem perder a qualidade de iluminação. No Pátio de Triagem, onde a troca já foi concluída, a luminosidade à noite foi intensificada e, mesmo assim, já foi registrada uma economia de 16%. A troca na avenida portuária também já foi concluída e agora as lâmpadas da faixa portuária estão sendo trocadas. RESÍDUOS - Desde 2013, o porto conta com um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que inclui a distribuição de caçambas para a separação correta dos resíduos e a varrição diária das vias de acesso, ruas e avenidas no entorno da área portuária, no cais do Porto e nos terminais portuários. As varrições das vias para coleta de material que cai dos caminhões acontecem das 7h às 11h e das 13h às 17h. Em média, são varridos 361 toneladas de resíduos orgânicos por mês. Somente em 2014, foram coletados mais de 9 mil toneladas de resíduos. Além da varrição e destinação correta dos resíduos orgânicos, o Porto de Paranaguá possui 60 pontos de coleta seletiva para materiais recicláveis espalhados por toda a área portuária. Ao todo, foram instaladas mais de 100 caçambas. Estes pontos são monitorados por setor, desde o cais, avenida portuária, pátio de triagem até os prédios administrativos. Com menos resíduos orgânicos espalhados pelas ruas, a população de pombos também caiu drasticamente. EMISSÕES ATMOSFÉRICAS - Já foram realizadas dez campanhas para coleta de dados atmosféricos em doze pontos da cidade de Paranaguá para avaliar a qualidade do ar. São cerca de 5,6 mil caminhões que tem suas emissões de gases de combustão monitorados. Com isso, é possível verificar as condições de regulagem dos motores da frota que circula na região do porto.

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL - A melhor convivência da relação porto-cidade é outro pilar central do programa da Appa. Com o objetivo de conscientizar e orientar a população local, já foram realizadas mais de cem ações educativas, como palestras e oficinas em Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná. Somente entre os funcionários da Appa, mais de 170 colaboradores foram formados no Curso Introdutório de Educação Ambiental e outros quinhentos trabalhadores portuários foram envolvidos em ações de segurança, meio ambiente e saúde. O porto também promoveu seis ações de mutirão de limpeza nas praias do entorno da baía de Paranaguá para a remoção de resíduos nas faixas de areia, restinga e manguezais. No que diz respeito ao público externo, algumas ações centrais são desenvolvidas. Onze comunidades das ilhas da baía e do entorno do porto são abrangidas nas ações do Programa de Educação Ambiental, assim como 2,5 mil caminhoneiros foram orientados anualmente sobre a correta destinação de resíduos produzidos no transporte de grãos e limpeza dos caminhões. Porto Escola - O Projeto Porto Escola - Educação para a Sustentabilidade, é inovador na área portuária. Implementado por meio de convênio de cooperação mútua estabelecido entre a APPA e a Prefeitura do município de Paranaguá, o projeto tem como público-alvo professores e alunos do 5° ano do ensino fundamental das escolas públicas do Município. Em seu primeiro ano de execução em 2015, atingiu a marca de 2 mil participantes. O Porto Escola apresenta de forma lúdica, por meio de palestra interativa e visita ao cais, a importância da atividade portuária para a economia local e nacional, noções de cidadania, ações do porto para conservação do meio ambiente, saúde e segurança do trabalhador. (Disponível em: http://www.portosdoparana.pr.gov.br/modules/noticias)


Todas as alternativas apresentam um termo que substitui a locução “ao longo dos”, presente no enunciado “Ao longo dos últimos 18 meses, o consumo nas dependências do porto caiu 60%, sem que haja alteração de sentido, EXCETO
Alternativas
Q738153 Português

                   Portos do Paraná avançam nas ações de meio ambiente

Na data em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente – 05 de junho – a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) registra o avanço das ações voltadas à preservação ambiental da região litorânea. “Desde que o Porto de Paranaguá obteve a sua Licença Ambiental de Operação, em 2013, o porto saltou da 26ª para o 3º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Ambiental (IDA), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)”, conta o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. Ao todo, cerca de 30 licenças ambientais foram emitidas para o Porto entre os anos de 2011 e 2015. Os licenciamentos mais importantes são a licença de operação do Porto de Paranaguá, licença de dragagem do canal da galheta e licença de remodelação do cais do porto de Paranaguá. “Criamos uma diretoria de meio ambiente e implementamos cerca de 30 programas voltados à conservação dos recursos naturais, melhorando a conservação da cidade, a qualidade de vida das pessoas e o meio ambiente no Litoral do Paraná”, afirmou o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino. Para fortalecer ainda mais estas ações, a Appa lançou o programa Porto Sustentável, iniciativa para estimular uma nova cultura de sustentabilidade baseada em cinco pilares: água, energia, resíduos, emissão atmosférica e responsabilidade socioambiental. Confira os principais projetos ambientais do Porto: ÁGUA - O porto realiza o monitoramento da qualidade das águas, dos sedimentos, da fauna aquática e atividade pesqueira. Atualmente, a coleta e análise da água é feita em 30 pontos da baía de Paranaguá. Um dos bioindicadores monitorados, por exemplo, é a população de botos na região. No período de um ano, já foram registrados mais de 500 animais na baía. O cuidado se estende ao consumo da água. Ao longo dos últimos 18 meses, o consumo nas dependências do porto caiu 60%. O uso mensal caiu de 18,5 mil metros cúbicos no início de 2014 para 7 mil metros cúbicos em 2015. A meta, no entanto, é diminuir ainda mais e chegar à marca de 80% de economia na conta da água. Para isso, uma campanha de conscientização dos funcionários está em curso, além da troca da rede hidráulica. Um sistema de captação de água da chuva é outra novidade que integra o novo projeto hidráulico do Porto de Paranaguá. O primeiro local a receber o sistema será o Silo Público. Toda a água da chuva captada será reutilizada em lavagem de equipamentos, das ruas e das áreas externas do cais do Porto. A APPA está contribuindo ainda para o monitoramento ambiental da baía de Paranaguá. Apenas no ano de 2015, mais de 350 navios receberam equipes técnicas da Administração dos Portos para avaliar a salinidade e procedência da água de lastro da embarcação. Até o momento, não houve nenhum registro de navios em desconformidade com a legislação. Desde 2013, quando o Porto conquistou junto ao Ibama sua Licença de Operação, a Appa realiza o Programa de Verificação do Gerenciamento da Água de Lastro dos Navios, medida que atende Norma da Autoridade Marítima – (Normam 20). A medida tem como objetivo evitar a contaminação do ecossistema marinho natural com espécies exóticas - trazidas juntamente com a água de lastro das embarcações vindas de outros países. A legislação que deve ser cumprida por todos os navios que navegam em águas brasileiras integra o Plano de Controle Ambiental do Porto de Paranaguá. A água de lastro é utilizada para dar estabilidade ao navio, por meio do preenchimento de reservatórios específicos com água do ambiente em que se encontra. ENERGIA - A eficiência energética é outro pilar da campanha. Cerca de R$ 21 milhões foram investidos para a troca da iluminação tradicional por lâmpadas de LED, substituindo luminárias de 400 watts para 150 watts. Como é uma tecnologia de ponta, o consumo por poste diminui sem perder a qualidade de iluminação. No Pátio de Triagem, onde a troca já foi concluída, a luminosidade à noite foi intensificada e, mesmo assim, já foi registrada uma economia de 16%. A troca na avenida portuária também já foi concluída e agora as lâmpadas da faixa portuária estão sendo trocadas. RESÍDUOS - Desde 2013, o porto conta com um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que inclui a distribuição de caçambas para a separação correta dos resíduos e a varrição diária das vias de acesso, ruas e avenidas no entorno da área portuária, no cais do Porto e nos terminais portuários. As varrições das vias para coleta de material que cai dos caminhões acontecem das 7h às 11h e das 13h às 17h. Em média, são varridos 361 toneladas de resíduos orgânicos por mês. Somente em 2014, foram coletados mais de 9 mil toneladas de resíduos. Além da varrição e destinação correta dos resíduos orgânicos, o Porto de Paranaguá possui 60 pontos de coleta seletiva para materiais recicláveis espalhados por toda a área portuária. Ao todo, foram instaladas mais de 100 caçambas. Estes pontos são monitorados por setor, desde o cais, avenida portuária, pátio de triagem até os prédios administrativos. Com menos resíduos orgânicos espalhados pelas ruas, a população de pombos também caiu drasticamente. EMISSÕES ATMOSFÉRICAS - Já foram realizadas dez campanhas para coleta de dados atmosféricos em doze pontos da cidade de Paranaguá para avaliar a qualidade do ar. São cerca de 5,6 mil caminhões que tem suas emissões de gases de combustão monitorados. Com isso, é possível verificar as condições de regulagem dos motores da frota que circula na região do porto.

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL - A melhor convivência da relação porto-cidade é outro pilar central do programa da Appa. Com o objetivo de conscientizar e orientar a população local, já foram realizadas mais de cem ações educativas, como palestras e oficinas em Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná. Somente entre os funcionários da Appa, mais de 170 colaboradores foram formados no Curso Introdutório de Educação Ambiental e outros quinhentos trabalhadores portuários foram envolvidos em ações de segurança, meio ambiente e saúde. O porto também promoveu seis ações de mutirão de limpeza nas praias do entorno da baía de Paranaguá para a remoção de resíduos nas faixas de areia, restinga e manguezais. No que diz respeito ao público externo, algumas ações centrais são desenvolvidas. Onze comunidades das ilhas da baía e do entorno do porto são abrangidas nas ações do Programa de Educação Ambiental, assim como 2,5 mil caminhoneiros foram orientados anualmente sobre a correta destinação de resíduos produzidos no transporte de grãos e limpeza dos caminhões. Porto Escola - O Projeto Porto Escola - Educação para a Sustentabilidade, é inovador na área portuária. Implementado por meio de convênio de cooperação mútua estabelecido entre a APPA e a Prefeitura do município de Paranaguá, o projeto tem como público-alvo professores e alunos do 5° ano do ensino fundamental das escolas públicas do Município. Em seu primeiro ano de execução em 2015, atingiu a marca de 2 mil participantes. O Porto Escola apresenta de forma lúdica, por meio de palestra interativa e visita ao cais, a importância da atividade portuária para a economia local e nacional, noções de cidadania, ações do porto para conservação do meio ambiente, saúde e segurança do trabalhador. (Disponível em: http://www.portosdoparana.pr.gov.br/modules/noticias)


No enunciado, “Para isso, uma campanha de conscientização dos funcionários está em curso [...]”, a locução “para isso” é um elemento de coesão, pois retoma uma ideia ou expressão anteriormente utilizada, bem como promove a articulação entre enunciados do texto. Assim sendo, pode-se dizer que a locução “para isso” retoma a seguinte ideia:
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Q738152 Português

                   Portos do Paraná avançam nas ações de meio ambiente

Na data em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente – 05 de junho – a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) registra o avanço das ações voltadas à preservação ambiental da região litorânea. “Desde que o Porto de Paranaguá obteve a sua Licença Ambiental de Operação, em 2013, o porto saltou da 26ª para o 3º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Ambiental (IDA), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)”, conta o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. Ao todo, cerca de 30 licenças ambientais foram emitidas para o Porto entre os anos de 2011 e 2015. Os licenciamentos mais importantes são a licença de operação do Porto de Paranaguá, licença de dragagem do canal da galheta e licença de remodelação do cais do porto de Paranaguá. “Criamos uma diretoria de meio ambiente e implementamos cerca de 30 programas voltados à conservação dos recursos naturais, melhorando a conservação da cidade, a qualidade de vida das pessoas e o meio ambiente no Litoral do Paraná”, afirmou o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino. Para fortalecer ainda mais estas ações, a Appa lançou o programa Porto Sustentável, iniciativa para estimular uma nova cultura de sustentabilidade baseada em cinco pilares: água, energia, resíduos, emissão atmosférica e responsabilidade socioambiental. Confira os principais projetos ambientais do Porto: ÁGUA - O porto realiza o monitoramento da qualidade das águas, dos sedimentos, da fauna aquática e atividade pesqueira. Atualmente, a coleta e análise da água é feita em 30 pontos da baía de Paranaguá. Um dos bioindicadores monitorados, por exemplo, é a população de botos na região. No período de um ano, já foram registrados mais de 500 animais na baía. O cuidado se estende ao consumo da água. Ao longo dos últimos 18 meses, o consumo nas dependências do porto caiu 60%. O uso mensal caiu de 18,5 mil metros cúbicos no início de 2014 para 7 mil metros cúbicos em 2015. A meta, no entanto, é diminuir ainda mais e chegar à marca de 80% de economia na conta da água. Para isso, uma campanha de conscientização dos funcionários está em curso, além da troca da rede hidráulica. Um sistema de captação de água da chuva é outra novidade que integra o novo projeto hidráulico do Porto de Paranaguá. O primeiro local a receber o sistema será o Silo Público. Toda a água da chuva captada será reutilizada em lavagem de equipamentos, das ruas e das áreas externas do cais do Porto. A APPA está contribuindo ainda para o monitoramento ambiental da baía de Paranaguá. Apenas no ano de 2015, mais de 350 navios receberam equipes técnicas da Administração dos Portos para avaliar a salinidade e procedência da água de lastro da embarcação. Até o momento, não houve nenhum registro de navios em desconformidade com a legislação. Desde 2013, quando o Porto conquistou junto ao Ibama sua Licença de Operação, a Appa realiza o Programa de Verificação do Gerenciamento da Água de Lastro dos Navios, medida que atende Norma da Autoridade Marítima – (Normam 20). A medida tem como objetivo evitar a contaminação do ecossistema marinho natural com espécies exóticas - trazidas juntamente com a água de lastro das embarcações vindas de outros países. A legislação que deve ser cumprida por todos os navios que navegam em águas brasileiras integra o Plano de Controle Ambiental do Porto de Paranaguá. A água de lastro é utilizada para dar estabilidade ao navio, por meio do preenchimento de reservatórios específicos com água do ambiente em que se encontra. ENERGIA - A eficiência energética é outro pilar da campanha. Cerca de R$ 21 milhões foram investidos para a troca da iluminação tradicional por lâmpadas de LED, substituindo luminárias de 400 watts para 150 watts. Como é uma tecnologia de ponta, o consumo por poste diminui sem perder a qualidade de iluminação. No Pátio de Triagem, onde a troca já foi concluída, a luminosidade à noite foi intensificada e, mesmo assim, já foi registrada uma economia de 16%. A troca na avenida portuária também já foi concluída e agora as lâmpadas da faixa portuária estão sendo trocadas. RESÍDUOS - Desde 2013, o porto conta com um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que inclui a distribuição de caçambas para a separação correta dos resíduos e a varrição diária das vias de acesso, ruas e avenidas no entorno da área portuária, no cais do Porto e nos terminais portuários. As varrições das vias para coleta de material que cai dos caminhões acontecem das 7h às 11h e das 13h às 17h. Em média, são varridos 361 toneladas de resíduos orgânicos por mês. Somente em 2014, foram coletados mais de 9 mil toneladas de resíduos. Além da varrição e destinação correta dos resíduos orgânicos, o Porto de Paranaguá possui 60 pontos de coleta seletiva para materiais recicláveis espalhados por toda a área portuária. Ao todo, foram instaladas mais de 100 caçambas. Estes pontos são monitorados por setor, desde o cais, avenida portuária, pátio de triagem até os prédios administrativos. Com menos resíduos orgânicos espalhados pelas ruas, a população de pombos também caiu drasticamente. EMISSÕES ATMOSFÉRICAS - Já foram realizadas dez campanhas para coleta de dados atmosféricos em doze pontos da cidade de Paranaguá para avaliar a qualidade do ar. São cerca de 5,6 mil caminhões que tem suas emissões de gases de combustão monitorados. Com isso, é possível verificar as condições de regulagem dos motores da frota que circula na região do porto.

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL - A melhor convivência da relação porto-cidade é outro pilar central do programa da Appa. Com o objetivo de conscientizar e orientar a população local, já foram realizadas mais de cem ações educativas, como palestras e oficinas em Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná. Somente entre os funcionários da Appa, mais de 170 colaboradores foram formados no Curso Introdutório de Educação Ambiental e outros quinhentos trabalhadores portuários foram envolvidos em ações de segurança, meio ambiente e saúde. O porto também promoveu seis ações de mutirão de limpeza nas praias do entorno da baía de Paranaguá para a remoção de resíduos nas faixas de areia, restinga e manguezais. No que diz respeito ao público externo, algumas ações centrais são desenvolvidas. Onze comunidades das ilhas da baía e do entorno do porto são abrangidas nas ações do Programa de Educação Ambiental, assim como 2,5 mil caminhoneiros foram orientados anualmente sobre a correta destinação de resíduos produzidos no transporte de grãos e limpeza dos caminhões. Porto Escola - O Projeto Porto Escola - Educação para a Sustentabilidade, é inovador na área portuária. Implementado por meio de convênio de cooperação mútua estabelecido entre a APPA e a Prefeitura do município de Paranaguá, o projeto tem como público-alvo professores e alunos do 5° ano do ensino fundamental das escolas públicas do Município. Em seu primeiro ano de execução em 2015, atingiu a marca de 2 mil participantes. O Porto Escola apresenta de forma lúdica, por meio de palestra interativa e visita ao cais, a importância da atividade portuária para a economia local e nacional, noções de cidadania, ações do porto para conservação do meio ambiente, saúde e segurança do trabalhador. (Disponível em: http://www.portosdoparana.pr.gov.br/modules/noticias)


No enunciado: “São cerca de 5,6 mil caminhões que tem suas emissões de gases de combustão monitorados.”, a locução “cerca de”, pode ser substituída, sem que haja alteração no sentido, por:
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Q737142 Português

      A tragédia vinha sendo anunciada: desde o começo do ano, Nabiré parecia cansada. Portadora de um cisto no ovário, carregava seu corpo de 31 anos e 2 toneladas com mais dificuldade. Ainda assim, atravessou aquele 27 de julho em relativa normalidade. Comeu feno, caminhou na areia, rolou na poça de lama para proteger-se do sol. Ao fim da tarde, recolheu-se aos seus aposentos – uma área fechada no zoológico Dvůr Králové, na República Tcheca. Deitou-se, dormiu – e nunca mais acordou. No dia seguinte, o diretor da instituição descreveria a perda como “terrível”, definindo-a como “um símbolo do declínio catastrófico dos rinocerontes devido à ganância humana”.

      Nabiré representava 20% dos rinocerontes-brancos-do-norte ainda vivos. A espécie está extinta na natureza. Dos quatro remanescentes, três vivem numa reserva ecológica no Quênia, protegidos por homens armados. O restante – uma fêmea chamada Nola – mora num zoológico nos Estados Unidos. São todos idosos e, até que se prove o contrário, inférteis.

      Surgido como um adorno que conferia sucesso reprodutivo ao portador (como a juba, no caso do leão), o chifre acabaria por selar o destino trágico do paquiderme. Passou a ser usado para tratar diversas doenças na medicina oriental. De nada valeram inúmeros estudos científicos mostrando a inocuidade da substância. O chifre virou artigo valiosíssimo no mercado negro da caça.

      Segundo estimativas, no começo do século XX a ordem dos rinocerontes era representada por um plantel de meio milhão de animais. Hoje restam apenas 29 mil, divididos em cinco espécies. A que está em estado mais crítico é a subespécie branca-do-norte.

      O rinoceronte-branco-do-norte era endêmico do Congo – país que ainda sofre os efeitos de uma guerra civil iniciada em 1996 que já deixou um saldo de ao menos 5 milhões de pessoas mortas. Diante desse quadro, não houve quem zelasse pelo animal.

      Nabiré foi um dos quatro rinocerontes-brancos-do-norte nascidos em cativeiro, no próprio zoológico. Após o nascimento de Fatu, no mesmo zoológico, quinze anos mais tarde, nenhuma outra fêmea de rinoceronte-branco-do-norte conseguiu engravidar. Por isso, em 2009, os quatro rinocerontes-brancos-do-norte que faziam companhia a Nabiré foram levados para um reserva no Quênia. Como nem a inseminação artificial tivesse funcionado, havia a esperança última de que um habitat selvagem pudesse surtir algum efeito. Porém, não houve resultado.

      Nabiré não viajou com o grupo por ser portadora de uma doença: nasceu com ovário policístico, o que a tornava infértil. “Foi a rinoceronte mais doce que tivemos no zoológico”, disse o diretor de projetos internacionais do zoológico. “Nasceu e cresceu aqui. Foi como perder um membro da família.”

      Há uma esperança remota de que a espécie ainda seja preservada por fertilização in vitro. “Nossa única esperança é a tecnologia”, completou o diretor. “Mas é triste atingir um ponto em que a salvação está em um laboratório. Chegamos tarde. A espécie tinha que ter sido protegida na natureza.”

(Adaptado de: KAZ, Roberto. Revista Piauí. Disponível em:   http://revistapiaui.estadao.com.br/materia/eramos-cinco) 

Diante desse quadro, não houve quem zelasse pelo animal.

Mantendo-se a correção da frase, o segmento grifado pode ser corretamente substituído pelo que se encontra em:

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Q736986 Português

(MEDEIROS, Martha. A graça da coisa. São Paulo: Arqueiro, 2015) 

O termo prosaicas (linha 21) é sinônimo de
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Q735470 Português
Sinonímia é a relação de equivalência semântica entre palavras que reenviam para o mesmo referente. Há sinonímia, ou seja, duas ou mais palavras são sinônimas quando se identificam exatamente ou aproximadamente quanto ao significado. Assinale a alternativa onde não ocorre sinonímia. 
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Q734930 Português
O termo suscetíveis (linha 23) poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por
Alternativas
Respostas
11661: C
11662: D
11663: E
11664: E
11665: A
11666: C
11667: C
11668: B
11669: A
11670: E
11671: D
11672: C
11673: C
11674: D
11675: B
11676: C
11677: D
11678: D
11679: A
11680: C