Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q1053983 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Espelhos

    Chega um dia na vida de todo homem em que ele se olha no espelho de manhã e tem uma revelação estarrecedora: sua mulher está dormindo com outro! Depois ele olha melhor e vê que não é outro, é ele mesmo, mas por alguma razão inexplicável ele está com 40 anos. Acabou de entrar naquela terra mítica chamada meia-idade, outrora habitada apenas por pessoas estranhas como os pais da gente.
    O espelho nos mostra o nosso contrário, a nossa esquerda na nossa direita, mas este é o limite máximo da sua dissimulação. Fora isso, ele é de uma franqueza brutal e irrecorrível. Vivemos na era das relações públicas, é inadmissível que a nossa própria imagem nos trate com tanta crueza. É inadmissível que alguém lhe diga: “Você tem 40 anos!” (ou 50, ou 60, ou até, meu Deus, mais!) assim na cara, mesmo que quem diga seja sua própria cara. E de manhã, na hora em que, ainda amarrotado pelo sono e antes de botar o rosto que usará durante o dia, você está mais vulnerável.
(Luis Fernando Veríssimo, As mentiras que os homens contam)
A oposição de sentido que existe entre as palavras esquerda e direita existe também entre
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Q1053979 Português
Para responder à questão, considere a seguinte passagem do texto.

    Quando vocês forem adultas e pensarem detidamente nas experiências desagradáveis que a mamãe atravessou e na obstinação com que ela se aferrou a suas convicções, começarão a compreender a importância da contribuição dela à batalha pela verdade e pela justiça e quanto ela sacrificou de seus interesses pessoais e de sua felicidade.
As palavras obstinação e aferrou têm sinônimos adequados ao contexto, respectivamente, em:
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Q1053919 Português
Leia o texto, para responder à questão.

    Há 28 anos um grupo de pessoas se reúne semanalmente na sede da ONG (organização não governamental) Anjos da Noite, em um sobrado no bairro de Artur Alvim, na Zona Leste de São Paulo. Os voluntários dedicam-se a aplacar as carências dos moradores de rua. Além de entregar cobertores e roupas, o grupo tem como principal incumbência a distribuição de refeições. Aos sábados, os colaboradores se organizam para preparar 200 quilos de comida. A distribuição de 800 marmitas tem início ao cair da noite. Anteriormente, os voluntários rodavam quatro horas pelas ruas da região central até entregar a última quentinha. Hoje, o trabalho é feito em menos de uma hora. Basta estacionar o carro, e um grupo de pessoas carentes faz fila para ganhar o alimento.
    A experiência dos Anjos da Noite confirma a percepção que tem qualquer cidadão dos maiores centros urbanos brasileiros: o número de pessoas que vivem nas ruas elevou-se, e muito, nos últimos anos. As estatísticas são esporádicas e, por isso, não é fácil saber com exatidão a proporção desse crescimento.
(Giovanni Magliano. A rua como único refúgio. Veja, 6.12.2017. Adaptado)
Observe os termos destacados nas passagens:
– Os voluntários dedicam-se a aplacar as carências dos moradores de rua. – ... o grupo tem como principal incumbência a distribuição de refeições. – As estatísticas são esporádicas e, por isso, não é fácil saber com exatidão a proporção desse crescimento.
Esses termos podem ser substituídos, sem prejuízo de sentido e respectivamente, por:
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Q1053152 Português

Leia a tira para responder a questão.



O vocábulo assim, na fala do tigre, exprime em suas duas ocorrências, respectivamente, circunstâncias de
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Q1053141 Português

Leia o texto para responder a questão.


O gosto na era do algoritmo

      Às segundas-feiras pela manhã, os usuários do Spotify (serviço de transferência de dados via internet que dá acesso a músicas e outros conteúdos de artistas) recebem uma lista personalizada de músicas que lhes permite descobrir novidades. O sistema se baseia em um algoritmo cuja evolução e usos aplicados ao consumo cultural são infinitos. De fato, plataformas de transmissão de dados cinematográficos, como a Netflix, começam a desenhar suas séries de sucesso rastreando os dados gerados por todos os movimentos dos usuários para analisar o que os satisfaz. O algoritmo constrói assim um universo cultural adequado e complacente com o gosto do consumidor, que pode avançar até chegar sempre a lugares reconhecíveis.

     O algoritmo, sustentam seus críticos, nos torna chatos, previsíveis, e empobrece nossa curiosidade por explorar o acervo cultural. Ramón Sangüesa, coordenador do Data Transparency Lab (Laboratório de Transparência de Dados), consegue ver vantagens, mas também riscos. “Esses sistemas se baseiam no passado para predizer o futuro. A primeira dificuldade é conseguir a massa crítica para que tenhamos mais dados e as projeções sejam melhores. Mas sempre se corre o risco de ficar em uma mesma área de recomendação. No consumo cultural, o perigo está na uniformização do gosto, o que chamamos de filtro bolha. E assim vão sendo criados comportamentos padronizados”, afirma.

      A questão, no entanto, é se os limites impostos na aprendizagem pelos sistemas fechados de computação são equiparáveis aos erros e possíveis idiotices que cometemos durante anos formando nosso próprio gosto. O escritor Eloy Fernández Porta não vê grande diferença. Segundo ele, antes do Spotify e fora dele o gosto já vinha determinado por critérios de acesso, aceitação, atualidade e distinção. “Sempre vivemos a música em um algoritmo, o que acontece é que em vez de chamá-lo de matemática o chamamos de espontaneidade. O algoritmo do Spotify não me parece menos confiável do que a fórmula caótica que cada ouvinte inventou. Nem menos humano: quando fazemos analogias erradas ou nos empenhamos em recomendar o primeiro disco de Vincent Gallo, nossas sinapses estão dando os mesmos maus passos”, afirma.

(Daniel Verdú. https://brasil.elpais.com/brasil/. 09.07.2016. Adaptado)

Uma palavra que substitui o vocábulo padronizados, em destaque ao final do segundo parágrafo, sem prejuízo de sentido, é:
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Q1053101 Português

Leia o texto para responder a questão.

A China

      Quem não está admirado com o milagre da China está apavorado. Não dá para pensar na China sem se entusiasmar ou se assustar.

      Dentro de muito pouco tempo, vai acontecer o seguinte: a China vai tornar o resto do mundo supérfluo. Não vai ser preciso existir mais ninguém, de tanto que vai existir a China.

     O nosso destino é, enquanto a China cresce, irmos ficando cada vez mais desnecessários. Em... o quê? Vinte anos?

     A China terá o maior parque industrial, com a mão de obra mais abundante e, portanto, mais barata, da Terra, e produzirá de tudo para o maior mercado consumidor da Terra, que será qual? O dos chineses, mesmo ganhando pouco.

    A China concentrará toda a atividade econômica do planeta entre as suas fronteiras. A China se bastará.

                                       (Luis Fernando Verissimo. http://noblat.oglobo.globo.com/.26.10.2017. Adaptado)

Dois vocábulos empregados com sentidos que se opõem no texto são:
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Q1053093 Português

Leia o texto para responder a questão.


          Ex-vice-presidente do Facebook critica redes sociais

       Ao falar em uma palestra nos Estados Unidos, Chamath Palihapitiya, ex-vice-presidente de crescimento do Facebook, criticou o efeito causado pelas redes sociais.

    Ele sugere que as curtidas e outros tipos de interação automática são voltados para a sensação de gratificação de curto prazo, e não geram conversas entre as pessoas. Palihapitiya diz usar o mínimo possível o Facebook e não permite que seus filhos acessem a plataforma. Apesar das palavras duras, ele ameniza o discurso dizendo que a empresa faz o bem no mundo.

     Ao site Futurism, Lizbeth M. Kim, candidata a doutorado em psicologia social na Universidade Estadual da Pensilvânia, diz que a mensagem de Palihapitiya é importante para nos lembrar de algo que normalmente ignoramos por escolha. Estudos indicam que passar muito tempo usando redes sociais pode levar à depressão.

(Lucas Agrela. https://exame.abril.com.br/. 06.01.2018. Adaptado)

Um sinônimo para ameniza, em destaque no segundo parágrafo, é
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Q1053090 Português

Leia a tira para responder a questão.


No segundo quadrinho, o vocábulo enquanto tem sentido equivalente ao da expressão:
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Q1052973 Português

Leia o texto para responder a questão.


          Ex-vice-presidente do Facebook critica redes sociais

     Ao falar em uma palestra nos Estados Unidos, Chamath Palihapitiya, ex-vice-presidente de crescimento do Facebook, criticou o efeito causado pelas redes sociais.   

   Ele sugere que as curtidas e outros tipos de interação automática são voltados para a sensação de gratificação de curto prazo, e não geram conversas entre as pessoas. Palihapitiya diz usar o mínimo possível o Facebook e não permite que seus filhos acessem a plataforma. Apesar das palavras duras, ele ameniza o discurso dizendo que a empresa faz o bem no mundo.

     Ao site Futurism, Lizbeth M. Kim, candidata a doutorado em psicologia social na Universidade Estadual da Pensilvânia, diz que a mensagem de Palihapitiya é importante para nos lembrar de algo que normalmente ignoramos por escolha. Estudos indicam que passar muito tempo usando redes sociais pode levar à depressão.

                                    (Lucas Agrela. https://exame.abril.com.br/. 06.01.2018. Adaptado)

Uma palavra empregada com sentido figurado está destacada em:
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Q1052853 Português

Quando a esposa vai embora


      A esposa de Maurício, Karen, abandonou a casa deles há pouco tempo, levando as roupas e os pertences.

      O casal estava feliz nas últimas semanas, o que deixou Maurício muito confuso. Não houve nenhuma discussão, nenhuma cobrança, nenhum problema.

      A empregada deles, Leonice, chegava sempre às 8 horas e encontrava Maurício arrumado, já de saída. Numa sexta-feira, ele avisou Leonice que Karen ia ficar dormindo até mais tarde porque estava morta de cansaço, tinham assistido a um filme e deitaram tarde.

      Leonice foi então ao mercado comprar ingredientes para preparar o almoço. No caminho, recebeu uma ligação de Maurício.

      ─ Ela levantou?

      ─ Não, permaneceu quietinha lá.

      ─ Então, deixa dormindo.

      Quando Maurício foi almoçar em casa, no meio da tarde, Karen não tinha dado sinal. Pensou, pensou e decidiu não despertar Karen. O tempo passou. Quando Maurício voltou para casa, no final do dia, Karen continuava dormindo. Então ele pediu à Leonice:

      ─ Vai acordá-la, pois já passou do limite!

      Leonice foi acordar Karen. Retornou pálida para a sala.

      ─ Não tem ninguém no quarto.

      Maurício respirou fundo e somente disse:

      ─ Não estou pronto para saber disso. Vamos continuar fingindo que ela ainda mora conosco, tá bom, Leonice?

(Carpinejar. Espero alguém. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2013. Adaptado) 

Assinale a alternativa em que há palavra empregada em sentido figurado.
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Q1052816 Português

Leia o texto para responder à questão.

Quando a esposa vai embora

    A esposa de Maurício, Karen, abandonou a casa deles há pouco tempo, levando as roupas e os pertences.
    O casal estava feliz nas últimas semanas, o que deixou Maurício muito confuso. Não houve nenhuma discussão, nenhuma cobrança, nenhum problema.
    A empregada deles, Leonice, chegava sempre às 8 horas e encontrava Maurício arrumado, já de saída. Numa sexta- -feira, ele avisou Leonice que Karen ia ficar dormindo até mais tarde porque estava morta de cansaço, tinham assistido a um filme e deitaram tarde.
    Leonice foi então ao mercado comprar ingredientes para preparar o almoço. No caminho, recebeu uma ligação de Maurício.
    ─ Ela levantou?
    ─ Não, permaneceu quietinha lá.
    ─ Então, deixa dormindo.
    Quando Maurício foi almoçar em casa, no meio da tarde, Karen não tinha dado sinal. Pensou, pensou e decidiu não despertar Karen. O tempo passou. Quando Maurício voltou para casa, no final do dia, Karen continuava dormindo. Então ele pediu à Leonice:
    ─ Vai acordá-la, pois já passou do limite!
    Leonice foi acordar Karen. Retornou pálida para a sala.
    ─ Não tem ninguém no quarto. Maurício respirou fundo e somente disse:
   ─ Não estou pronto para saber disso. Vamos continuar fingindo que ela ainda mora conosco, tá bom, Leonice?
(Carpinejar. Espero alguém. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2013. Adaptado)

Assinale a alternativa em que há palavra empregada em sentido figurado.
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Q1052813 Português

Leia o texto para responder à questão.

Quando a esposa vai embora

    A esposa de Maurício, Karen, abandonou a casa deles há pouco tempo, levando as roupas e os pertences.
    O casal estava feliz nas últimas semanas, o que deixou Maurício muito confuso. Não houve nenhuma discussão, nenhuma cobrança, nenhum problema.
    A empregada deles, Leonice, chegava sempre às 8 horas e encontrava Maurício arrumado, já de saída. Numa sexta- -feira, ele avisou Leonice que Karen ia ficar dormindo até mais tarde porque estava morta de cansaço, tinham assistido a um filme e deitaram tarde.
    Leonice foi então ao mercado comprar ingredientes para preparar o almoço. No caminho, recebeu uma ligação de Maurício.
    ─ Ela levantou?
    ─ Não, permaneceu quietinha lá.
    ─ Então, deixa dormindo.
    Quando Maurício foi almoçar em casa, no meio da tarde, Karen não tinha dado sinal. Pensou, pensou e decidiu não despertar Karen. O tempo passou. Quando Maurício voltou para casa, no final do dia, Karen continuava dormindo. Então ele pediu à Leonice:
    ─ Vai acordá-la, pois já passou do limite!
    Leonice foi acordar Karen. Retornou pálida para a sala.
    ─ Não tem ninguém no quarto. Maurício respirou fundo e somente disse:
   ─ Não estou pronto para saber disso. Vamos continuar fingindo que ela ainda mora conosco, tá bom, Leonice?
(Carpinejar. Espero alguém. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2013. Adaptado)

Na frase – ... levando as roupas e os pertences. –, a palavra destacada tem sentido contrário de
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Q1052812 Português

Leia o texto para responder à questão.

Quando a esposa vai embora

    A esposa de Maurício, Karen, abandonou a casa deles há pouco tempo, levando as roupas e os pertences.
    O casal estava feliz nas últimas semanas, o que deixou Maurício muito confuso. Não houve nenhuma discussão, nenhuma cobrança, nenhum problema.
    A empregada deles, Leonice, chegava sempre às 8 horas e encontrava Maurício arrumado, já de saída. Numa sexta- -feira, ele avisou Leonice que Karen ia ficar dormindo até mais tarde porque estava morta de cansaço, tinham assistido a um filme e deitaram tarde.
    Leonice foi então ao mercado comprar ingredientes para preparar o almoço. No caminho, recebeu uma ligação de Maurício.
    ─ Ela levantou?
    ─ Não, permaneceu quietinha lá.
    ─ Então, deixa dormindo.
    Quando Maurício foi almoçar em casa, no meio da tarde, Karen não tinha dado sinal. Pensou, pensou e decidiu não despertar Karen. O tempo passou. Quando Maurício voltou para casa, no final do dia, Karen continuava dormindo. Então ele pediu à Leonice:
    ─ Vai acordá-la, pois já passou do limite!
    Leonice foi acordar Karen. Retornou pálida para a sala.
    ─ Não tem ninguém no quarto. Maurício respirou fundo e somente disse:
   ─ Não estou pronto para saber disso. Vamos continuar fingindo que ela ainda mora conosco, tá bom, Leonice?
(Carpinejar. Espero alguém. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2013. Adaptado)

No trecho – O casal estava feliz nas últimas semanas, o que deixou Maurício confuso. –, a palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
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Q1052764 Português

Leia o texto para responder à questão.

Ex-vice-presidente do Facebook critica redes sociais


    Ao falar em uma palestra nos Estados Unidos, Chamath Palihapitiya, ex-vice-presidente de crescimento do Facebook, criticou o efeito causado pelas redes sociais.
    Ele sugere que as curtidas e outros tipos de interação automática são voltados para a sensação de gratificação de curto prazo, e não geram conversas entre as pessoas. Palihapitiya diz usar o mínimo possível o Facebook e não permite que seus filhos acessem a plataforma. Apesar das palavras duras, ele ameniza o discurso dizendo que a empresa faz o bem no mundo.
    Ao site Futurism, Lizbeth M. Kim, candidata a doutorado em psicologia social na Universidade Estadual da Pensilvânia, diz que a mensagem de Palihapitiya é importante para nos lembrar de algo que normalmente ignoramos por escolha. Estudos indicam que passar muito tempo usando redes sociais pode levar à depressão.
(Lucas Agrela. https://exame.abril.com.br/. 06.01.2018. Adaptado)
    
Lizbeth M. Kim usa a mensagem de Palihapitiya a fim de reforçar o alerta para a relação entre o uso prolongado das redes sociais e a depressão, uma informação que geralmente ignoramos por escolha, ou seja, uma informação que
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Q1052374 Português
Leia o texto para responder à questão.

    Ceia: do latim coena, última refeição do dia, o nosso popular jantar. A ceia de Natal, porém, tem suas singularidades, a primeira das quais são os convidados. O costume nasceu na Europa. Os cristãos deixavam abertas as portas das casas para que mendigos e viajantes pudessem compartilhar fraternalmente pelo menos uma refeição por ano. O romancista polonês Wladyslaw Stanislaw Reymont (1867-1925), Prêmio Nobel de Literatura em 1924, em Uma Lenda de Natal, situa sua trama na Polônia em certa noite natalina. Jesus, Judas e Pedro chegam esfomeados a uma estalagem. Não havendo nada para comer, a estalajadeira vende-lhes um ganso. Judas, ganancioso, sopra as penas da barriga da ave e pechincha no preço, dizendo que o ganso é muito magro. Jesus propõe que os três vão dormir, enquanto o ganso é preparado. Como a comida não é suficiente para todos, diz que quem tiver o sonho mais bonito comerá o ganso. Judas come a ave enquanto Pedro e Jesus dormem. Quando o mestre pergunta qual foi seu sonho, responde com cinismo: “Sonhei que me levantava e em sonho comia o ganso”. O escritor conclui que esta é a razão de o povo da Polônia guardar vigília na noite de Natal.
(Ângela Paiva Dionísio, Verbetes: um gênero além do dicionário.
Em: Machado e Bezerra [orgs.])
Observe as passagens:
•  ... do latim coena, última refeição do dia, o nosso popular jantar. A ceia de Natal... •  Não havendo nada para comer, a estalajadeira vende-lhes um ganso. Judas, ganancioso, sopra as penas da barriga da ave...
Nas passagens, a relação que há entre os termos destacados é, respectivamente, de
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Q1052320 Português
Leia o texto de Cesar Baima para responder à questão.

‘Pílula do exercício’ dá resistência e queima gordura sem atividade física

    Maratonistas, ciclistas e outros atletas de provas de resistência frequentemente relatam a sensação de “bater na parede”, atingindo um nível de exaustão no qual é impossível continuar a competir. O treinamento regular, no entanto, pode afastar essa “parede” cada vez mais para “longe” ao promover alterações na forma como o organismo consome energia, como aumentar a queima de gordura.
    E agora uma simples pílula promete fazer isso sem que eles precisem dar um passo ou pedalada. Em testes anteriores com camundongos, o composto designado GW501516 (ou só GW) mostrou-se capaz de replicar alguns dos efeitos na saúde da prática de exercícios regulares, como aumentar o gasto de energia e reduzir a obesidade.
    Na opinião do cardiologista Claudio Gil Araújo, diretor de pesquisas da Clínica de Medicina do Exercício (Clinimex), o estudo pode ser extremamente útil para se entenderem as decisões das células musculares do ponto de vista do metabolismo, porém não se pode transferir para uma pílula algo tão complexo como os benefícios dos exercícios para a saúde.
(http://oglobo.globo.com. 02.06.2017. Adaptado)
O vocábulo replicar, em destaque no segundo parágrafo, é empregado com sentido equivalente a
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Q1052220 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 12.

Nostalgia instantânea

            Vivemos a era da nostalgia instantânea. Ela resulta da corrida tecnológica e do modo como esta moldou novas formas extremamente sensíveis de viver e sentir o mundo e a passagem do tempo. São sistemas operacionais e designs de telefones celulares e computadores, entre outras engenhocas, signos e programas, que se atualizam o tempo todo, não dando tempo aos usuários de se acostumarem com a novidade imediatamente anterior, e assim para trás e para diante.

             A moda foi o primeiro sistema de comunicação que adotou a novidade como princípio motor – e a descartabilidade como seu contrapeso. O lançamento periódico das coleções de roupas e acessórios se atropelam para impulsionar a indústria e provocar o efeito de ultrapassagem sobre os consumidores.

             Hoje, a moda e as artes se sincronizaram e se tornaram servas do design, em especial o design de produtos tecnológicos de ponta. Serão os objetos da tecnologia de ponta o resultado de uma arte que agora mostra o poder e importância? Certamente sim. E mais: essas modalidades de avanço, que conjuram as estratégias mais eficazes da moda e das outras artes, levam a sensibilidade do consumidor às raias da loucura. Transformam o descartável em antiguidade, pois, ao tornar obsoleto e inoperante o que mal havia sido uma novidade assombrosa, refugam itens que adquirem um certo miasma de aura, de aparição única de algo imediatamente distante e irrecuperável. Numa inversão do processo de descarte, à medida que refugamos objetos e atualizamos os processos de software, passamos a sentir falta e a cultuar aplicativos, sistemas e modelos do recém-passado. Se o usuário se fascina pelos novos comandos e funções, ele sente saudade dos que acabaram de sair de cena.

             O imperativo da obsolescência em alta velocidade dá origem ao sentimento da nostalgia instantânea e, com ela, o amor e o luto por aquilo que acabou de acontecer. Eis aí um sentimento novo. É como se o envelhecimento pudesse ser abreviado e experimentado em um milésimo de segundo. O fenômeno nos ensina a examinar com maior precisão a obsolescência em todos os níveis: na troca cada vez mais rápida das gerações e das pessoas, dispositivos, aplicativos, linguagens, falas e modas. Tudo se converte em “vintage” – ou, mais precisamente, em proto-retrô. A urgência pela novidade e pela morte da novidade se dá como uma erupção da alma destes tempos – ou o espírito desta falta de tempo de nossos tempos. Será que um dia o homem sentirá a nostalgia de um tempo em que a eternidade parecia existir? Talvez nunca mais.

(GIRON, Luís Antônio. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e -blogs/luis-antonio-giron/noticia/2013/12/bnosta lgiab-instantanea.html. Acesso em 18.10.2017. Adaptado)

. Na frase – Transformam o descartável em antiguidade, pois, ao tornar obsoleto e inoperante o que mal havia sido uma novidade assombrosa... – as palavras destacadas apresentam sentido contrário de
Alternativas
Q1052219 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 12.

Nostalgia instantânea

            Vivemos a era da nostalgia instantânea. Ela resulta da corrida tecnológica e do modo como esta moldou novas formas extremamente sensíveis de viver e sentir o mundo e a passagem do tempo. São sistemas operacionais e designs de telefones celulares e computadores, entre outras engenhocas, signos e programas, que se atualizam o tempo todo, não dando tempo aos usuários de se acostumarem com a novidade imediatamente anterior, e assim para trás e para diante.

             A moda foi o primeiro sistema de comunicação que adotou a novidade como princípio motor – e a descartabilidade como seu contrapeso. O lançamento periódico das coleções de roupas e acessórios se atropelam para impulsionar a indústria e provocar o efeito de ultrapassagem sobre os consumidores.

             Hoje, a moda e as artes se sincronizaram e se tornaram servas do design, em especial o design de produtos tecnológicos de ponta. Serão os objetos da tecnologia de ponta o resultado de uma arte que agora mostra o poder e importância? Certamente sim. E mais: essas modalidades de avanço, que conjuram as estratégias mais eficazes da moda e das outras artes, levam a sensibilidade do consumidor às raias da loucura. Transformam o descartável em antiguidade, pois, ao tornar obsoleto e inoperante o que mal havia sido uma novidade assombrosa, refugam itens que adquirem um certo miasma de aura, de aparição única de algo imediatamente distante e irrecuperável. Numa inversão do processo de descarte, à medida que refugamos objetos e atualizamos os processos de software, passamos a sentir falta e a cultuar aplicativos, sistemas e modelos do recém-passado. Se o usuário se fascina pelos novos comandos e funções, ele sente saudade dos que acabaram de sair de cena.

             O imperativo da obsolescência em alta velocidade dá origem ao sentimento da nostalgia instantânea e, com ela, o amor e o luto por aquilo que acabou de acontecer. Eis aí um sentimento novo. É como se o envelhecimento pudesse ser abreviado e experimentado em um milésimo de segundo. O fenômeno nos ensina a examinar com maior precisão a obsolescência em todos os níveis: na troca cada vez mais rápida das gerações e das pessoas, dispositivos, aplicativos, linguagens, falas e modas. Tudo se converte em “vintage” – ou, mais precisamente, em proto-retrô. A urgência pela novidade e pela morte da novidade se dá como uma erupção da alma destes tempos – ou o espírito desta falta de tempo de nossos tempos. Será que um dia o homem sentirá a nostalgia de um tempo em que a eternidade parecia existir? Talvez nunca mais.

(GIRON, Luís Antônio. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e -blogs/luis-antonio-giron/noticia/2013/12/bnosta lgiab-instantanea.html. Acesso em 18.10.2017. Adaptado)

Uma frase do texto em que há emprego de palavra ou expressão em sentido figurado é:
Alternativas
Q1052218 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 12.

Nostalgia instantânea

            Vivemos a era da nostalgia instantânea. Ela resulta da corrida tecnológica e do modo como esta moldou novas formas extremamente sensíveis de viver e sentir o mundo e a passagem do tempo. São sistemas operacionais e designs de telefones celulares e computadores, entre outras engenhocas, signos e programas, que se atualizam o tempo todo, não dando tempo aos usuários de se acostumarem com a novidade imediatamente anterior, e assim para trás e para diante.

             A moda foi o primeiro sistema de comunicação que adotou a novidade como princípio motor – e a descartabilidade como seu contrapeso. O lançamento periódico das coleções de roupas e acessórios se atropelam para impulsionar a indústria e provocar o efeito de ultrapassagem sobre os consumidores.

             Hoje, a moda e as artes se sincronizaram e se tornaram servas do design, em especial o design de produtos tecnológicos de ponta. Serão os objetos da tecnologia de ponta o resultado de uma arte que agora mostra o poder e importância? Certamente sim. E mais: essas modalidades de avanço, que conjuram as estratégias mais eficazes da moda e das outras artes, levam a sensibilidade do consumidor às raias da loucura. Transformam o descartável em antiguidade, pois, ao tornar obsoleto e inoperante o que mal havia sido uma novidade assombrosa, refugam itens que adquirem um certo miasma de aura, de aparição única de algo imediatamente distante e irrecuperável. Numa inversão do processo de descarte, à medida que refugamos objetos e atualizamos os processos de software, passamos a sentir falta e a cultuar aplicativos, sistemas e modelos do recém-passado. Se o usuário se fascina pelos novos comandos e funções, ele sente saudade dos que acabaram de sair de cena.

             O imperativo da obsolescência em alta velocidade dá origem ao sentimento da nostalgia instantânea e, com ela, o amor e o luto por aquilo que acabou de acontecer. Eis aí um sentimento novo. É como se o envelhecimento pudesse ser abreviado e experimentado em um milésimo de segundo. O fenômeno nos ensina a examinar com maior precisão a obsolescência em todos os níveis: na troca cada vez mais rápida das gerações e das pessoas, dispositivos, aplicativos, linguagens, falas e modas. Tudo se converte em “vintage” – ou, mais precisamente, em proto-retrô. A urgência pela novidade e pela morte da novidade se dá como uma erupção da alma destes tempos – ou o espírito desta falta de tempo de nossos tempos. Será que um dia o homem sentirá a nostalgia de um tempo em que a eternidade parecia existir? Talvez nunca mais.

(GIRON, Luís Antônio. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e -blogs/luis-antonio-giron/noticia/2013/12/bnosta lgiab-instantanea.html. Acesso em 18.10.2017. Adaptado)

Considere a frase a seguir para responder à questão.

... ao tornar obsoleto e inoperante o que mal havia sido uma novidade assombrosa, refugam itens que adquirem um certo miasma de aura...

O termo destacado na frase pode ser corretamente substituído, sem alteração do sentido do texto, por

Alternativas
Q1051926 Português

Leia o texto para responder a questão.



       Emoções são uma construção social. Essa é, numa frase, a tese central de Lisa Feldman Barrett em “How Emotions Are Made” (“Como são feitas as emoções”). Não haveria nada de surpreendente se Barrett fosse professora em algum departamento de estudos de gênero, mas ela é uma neurocientista e afirma que suas conclusões estão amparadas em sólida evidência empírica.

      O ponto forte do livro é justamente a parte em que Barrett mostra que há problemas nos modelos tradicionais que fazem com que cada emoção corresponda à ativação de um circuito neural específico. Por esse paradigma, emoções seriam universais e teriam uma assinatura biológica inconfundível.

      O problema, diz Barrett, é que ela passou anos num laboratório em busca dessas assinaturas e não as encontrou. Não temos dificuldade para reconhecer a emoção medo num ator fazendo uma careta estereotipada, mas isso não passa de uma convenção cultural. Nem todos que sentem medo apresentam as mesmas expressões faciais e nem sequer os mesmos sinais fisiológicos.

      A partir daí — e essa é a parte em que o livro fica aquém do que promete —, Barrett conclui que o modelo tradicional está errado e propõe outro no qual as emoções são construídas pelo cérebro no instante em que ele classifica as sensações positivas ou negativas que experimenta. A cultura e a própria linguagem seriam parte indispensável desse processo.

      Minha impressão é de que Barrett foi com muita sede ao pote. Seus achados fragilizam as versões mais fortes do modelo tradicional, mas não bastam para pôr abaixo um edifício construído com a colaboração da maior parte dos filósofos ocidentais, do próprio Charles Darwin e de um número ainda maior de neurocientistas contemporâneos. Até pode ser que Barrett tenha razão, mas ainda é cedo para decretá-lo.

(Hélio Schwartsman. “Como são feitas as emoções”. Folha de S.Paulo. 04.03.2018. Adaptado) 

A expressão destacada no trecho “suas conclusões estão amparadas em sólida evidência empírica” pode ser corretamente substituída, com o sentido preservado e conforme a norma-padrão, por
Alternativas
Respostas
9881: B
9882: D
9883: B
9884: E
9885: D
9886: B
9887: C
9888: B
9889: C
9890: B
9891: B
9892: D
9893: A
9894: D
9895: D
9896: E
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9899: A
9900: D