Questões de Concurso
Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Mobilidade urbana
Ao longo dos últimos anos a expressão mobilidade urbana – soma das condições e dos critérios oferecidos para a livre circulação das pessoas numa cidade − tem sido empregada para identificar um dos desafios dos grandes centros urbanos. Trata-se de um conceito mais complexo do que parece: não se reduz a uma simples questão de trânsito, diz respeito ao modo e à qualidade de vida das pessoas, à dinâmica instituída em seu cotidiano. Trata-se, enfim, de considerar uma política pública para qualificar os espaços em que os indivíduos se movimentam.
O desafio está, sobretudo, em escolher os usos do território urbano, em privilegiar este ou aquele meio de transporte, em administrar os rumos e as concentrações de passageiros. Essa escolha não se faz sem pressupostos: o que, de fato, se pretende instituir? A livre circulação dos automóveis? O favorecimento do transporte coletivo? A velocidade máxima em canais de uso regulamentado? Faixas para ciclistas? Calçadões para pedestres? Espaços ambientais interligados? Linhas subterrâneas? A política implicada nesta ou naquela escolha diz muito das convicções de quem administra o espaço das grandes cidades. Como este é fatalmente limitado, e tende a receber um número sempre crescente de usuários, há que se encontrar medidas que otimizem seu uso e favoreçam a mobilidade de quem se considere seu usuário preferencial. Não é à toa que medidas tomadas para a implementação prática da mobilidade urbana provocam polêmicas ácidas, quando não conflitos mais graves, entre setores da população.
Como regra geral, o poder público deve se envolver sobretudo com o que seja coletivo, o que atenda à parte maior da população, visando criar condições dignas para sua mobilidade. O transporte de massas não pode ser sacrificado em nome do transporte individual. A primazia do automóvel tem infligido enormes custos à qualidade de vida da maioria dos que habitam as grandes cidades.
(Argemiro Diaféria, inédito)
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto 1A9AAA, julgue os itens a seguir.
I Embora a correção gramatical e o sentido do texto fossem mantidos caso se substituísse o trecho “se lhes afigurava” (ℓ.29) por afigurava-se a elas, a linguagem resultaria informal e, consequentemente, inadequada ao gênero textual.
II Tanto na oração “que suponho de origem gauchesca” (ℓ. 22 e 23) quanto na oração “que desejo seja interpretada a frase” (ℓ.38), há elementos gramaticais elípticos.
III A repetição da palavra “mundo”, em “o que o Velho queria mesmo era um mundo que fosse de todo mundo” (ℓ. 36 a 38), torna o trecho redundante.
Assinale a opção correta.
Considerando os aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue o item subsequente.
Do emprego da forma “estavam dizimando” (ℓ.2) infere-se que a ação de dizimar foi contínua durante a época citada no início do primeiro período do texto.
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB4A1BBB, julgue o item que se segue.
Sem prejudicar a correção gramatical tampouco alterar o sentido do trecho, a expressão “serve para” (ℓ.10) poderia ser substituída por convém à.
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA, julgue o item a seguir.
Sem prejuízo à correção gramatical e aos sentidos originais do texto, o termo “encadeados” (ℓ.4) poderia ser substituído pela oração que se encadeiam.
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA, julgue o item a seguir.
Há cerca de três décadas, em contextos históricos, culturais e
literários, o termo narrativa passou a ser considerado um
sinônimo de narração.
Com relação às estruturas linguísticas do texto 6A2AAA, julgue o item que se segue.
A regência do verbo restar é diferente nos trechos “resta pensar” (ℓ.3) e “resta a fazer” (ℓ.4): neste, o sentido do verbo altera-se em relação ao empregado naquele.
Com relação às estruturas linguísticas do texto 6A2AAA, julgue o item que se segue.
Sem alteração dos sentidos do texto, a oração “em que me pudesse fixar” (ℓ.25) poderia ser reescrita da seguinte forma: à qual eu pudesse ser fixado.
Com relação às estruturas linguísticas do texto 6A2AAA, julgue o item que se segue.
A substituição do trecho “bem amadurecido” (ℓ.17) por assaz amadurecidas preservaria a correção gramatical do texto, apesar de interromper estrutura com paralelismo sintático.

( ) As vírgulas (quadrinhos 1, 2 e 3) estão sendo empregadas para isolar vocativos. ( ) A palavra “pamonha” contém um dígrafo. ( ) O verbo “foi”, no último quadrinho, está conjugado no pretérito imperfeito. ( ) As palavras “flor” e “pamonha” são antônimos.
Quando eu chegar à universidade e avistar o tamanho do campus, ficarei encantado, absorto por tudo aquilo que me espera.
I. Ao se substituir os verbos “chegar” e “avistar” por “vir” e “ver”, estes devem flexionar-se em “vir” e “ver”, respectivamente. II. Ao se substituir os verbos “chegar” e “avistar” por “vir” e “ver”, estes devem flexionar-se em “vier” e “vir”, respectivamente. III. Ao se substituir os verbos “chegar” e “avistar” por “vir” e “ver”, estes devem flexionar-se em “vim” e “vê”, respectivamente. IV. O termo “absorto” por ser substituído por “extasiado” sem prejuízo de significação. V. A palavra “quando” exerce a função de conjunção subordinativa adverbial temporal.
Texto 3 – A produção do conhecimento,
Flávio de Campos
Estudar é semelhante ao trabalho de um detetive que investiga um determinado assunto. O bom detetive é aquele que considera o maior número de hipóteses e escolhe aquelas que julgar mais convincentes. Para fazer isso, ao contrário do que se pode pensar, é importante ter dúvidas. Todos têm dúvidas. Do mais importante cientista ao mais humilde trabalhador.
O que faz um trabalho de investigação ser bom é a capacidade de organizar essas dúvidas e tentar solucionar o maior número delas. Em qualquer área profissional, há sempre questões em aberto, onde as reflexões e as investigações ainda não obtiveram respostas conclusivas. A pesquisa dá respostas sempre provisórias. Sempre é possível ampliar e reformular essas respostas obtidas anteriormente.
“Em qualquer área profissional, há sempre questões em aberto, onde as reflexões e as investigações ainda não obtiveram respostas conclusivas”.
A observação adequada sobre os componentes desse segmento do texto é:
Texto 1 – Prioridade à cultura
Chico D’Ângelo, O Globo, 22/11/2017 (adaptado)
A resistência ao desmonte da cultura em cenário de crises graves não se dá por acaso. Mesmo num contexto em que o governo trabalhe pela extinção de uma série de políticas e pilares que sustentam a cultura brasileira, os atos em defesa desta são vistos com desdém. É muito comum que, em situações diversas, generalize-se a opinião de que políticas públicas para a cultura não devem ser prioritárias. Combater essa generalização equivocada é urgente.
O Brasil precisa ampliar as discussões sobre a cultura, em vez de abandoná-las. A desidratação frequente que a gestão pública do setor vem sofrendo inibe a consolidação de mecanismos de mapeamento contínuo da economia da cultura, capazes de garantir o acesso da população aos bens culturais.
Texto 2 – Violência: O Valor da vida
Kalina Vanderlei Silva / Maciel Henrique Silva, Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2006, p. 412
A violência é um fenômeno social presente no cotidiano de todas as sociedades sob várias formas. Em geral, ao nos referirmos à violência, estamos falando da agressão física. Mas violência é uma categoria com amplos significados. Hoje, esse termo denota, além da agressão física, diversos tipos de imposição sobre a vida civil, como a repressão política, familiar ou de gênero, ou a censura da fala e do pensamento de determinados indivíduos e, ainda, o desgaste causado pelas condições de trabalho e condições econômicas. Dessa forma, podemos definir a violência como qualquer relação de força que um indivíduo impõe a outro.
Consideremos o surgimento das desigualdades econômicas na história: a vida em sociedade sempre foi violenta, porque, para sobreviver em ambientes hostis, o ser humano precisou produzir violência em escala inédita no reino animal.
Por outro lado, nas sociedades complexas, a violência deixou de ser uma ferramenta de sobrevivência e passou a ser um instrumento da organização da vida comunitária. Ou seja, foi usada para criar uma desigualdade social sem a qual, acreditam alguns teóricos, a sociedade não se desenvolveria nem se complexificaria. Essa desigualdade social é o fenômeno em que alguns indivíduos ou grupos desfrutam de bens e valores exclusivos e negados à maioria da população de uma sociedade. Tal desigualdade aparece em condições históricas específicas, constituindo-se em um tipo de violência fundamental para a constituição de civilizações.
Texto 1– Guerra civil
Renato Casagrande, O Globo, 23/11/2017
O 11º Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostrando o crescimento das mortes violentas no Brasil em 2016, mais uma vez assustou a todos. Foram 61.619 pessoas que perderam a vida devido à violência. Outro dado relevante é o crescimento da violência em alguns estados do Sul e do Sudeste.
Na verdade, todos os anos a imprensa nacional destaca os inaceitáveis números da violência no país. Todos se assustam, o tempo passa, e pouca ação ocorre de fato. Tem sido assim com o governo federal e boa parte das demais unidades da Federação. Agora, com a crise, o argumento é a incapacidade de investimento, mas, mesmo em períodos de economia mais forte, pouco se viu da implementação de programas estruturantes com o objetivo de enfrentar o crime. Contratação de policiais, aquisição de equipamentos, viaturas e novas tecnologias são medidas essenciais, mas é preciso ir muito além. Definir metas e alcançá-las, utilizando um bom método de trabalho, deve ser parte de um programa bem articulado, que permita o acompanhamento das ações e que incentive o trabalho integrado entre as forças policiais do estado, da União e das guardas municipais.






