Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q1162180 Português

Com relação aos aspectos estruturais do texto, julgue o item.


Mantém a correção gramatical a substituição do vocábulo “incluindo” (linha 24) por inclusivamente.

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Q1162175 Português

Com relação aos aspectos estruturais do texto, julgue o item.


A expressão “vai além” (linha 3), por ser equivalente a ultrapassa, pode por ela ser substituída no texto, sem prejuízo para a correção gramatical.

Alternativas
Q1160782 Português

Leia o texto para a questão.


Bem no fundo

(Paulo Leminski) 


No fundo, no fundo, bem lá no fundo, a gente gostaria

de ver nossos problemas

resolvidos por decreto

a partir desta data, aquela mágoa sem remédio

é considerada nula

e sobre ela - silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso, maldito seja quem olhar pra trás,

lá pra trás não há nada, e nada mais

mas problemas não se resolvem, problemas têm família grande, e aos domingos

saem todos a passear

o problema, sua senhora

e outros pequenos probleminhas.


Disponível em: http://www.revistabula.com/385-15-melhores-poemas-de-paulo-leminski/. Acesso em 22 de Dezembro de 2017

O poema de Paulo Leminski traz o desejo “de ver nossos problemas resolvidos por decreto”. Que palavra poderia substituir o termo destacado sem alterar o sentido.
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Q1159953 Português

LEIA O TEXTO PARA RESPONDER À QUESTÃO.


Escrevo porque à medida que escrevo vou me entendendo

e entendendo o que quero dizer, entendo o que posso fazer.

Escrevo porque sinto necessidade de

aprofundar as coisas, de vê-las como realmente são...


Clarice Lispector

Na frase “Escrevo porque sinto necessidade”, lembrando da regra do uso dos “porquês” o em destaque no fragmento acima, pode ser substituído com igual sentido por:
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Q1159780 Português

Leia o texto para responder a questão.

O essencial

    Há certas coisas que são essenciais na vida. Muitos poderão achar que exagero, que a vida segue sua marcha sem a necessidade delas. Discordo. Viver a vida sem elas é coisa de gente atrasada, de gente que ainda não descobriu como separar o bom do ruim.

    Veja as lágrimas. Assistia a um filme bobinho e num certo momento elas despencaram; até tentei segurá-las, mas incrivelmente não foi possível. Um instante mágico, na visão de Adélia Prado1 , um momento de acarinhar eternidades* guardadas na memória. Se você não se deixa emocionar por coisas bobinhas, um filme, uma música, um livro, você não está vivendo bem, está desperdiçando momentos preciosos de sua existência; ou carece de eternidades, o que é muito pior.

* eternidades: tudo o que você viveu e que a memória gravou, porque valeu a pena.

(Sergio Geia. www.cronicadodia.com.br. Adaptado)

1 Adélia Prado: escritora brasileira.

Está empregada com sentido figurado a palavra destacada em:
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Q1159589 Português

Leia o texto para responder à questão.


Alugam-se amigos


    Imagine sair com um amigo para um lanche ou uma caminhada e no final do encontro perguntar: “Quanto foi a conversa?” ou “Quanto devo pela companhia?”. Se o amigo for um amigo de fato, vai achar que você enlouqueceu. Mas se for um personal friend, que pode ser traduzido como amigo pessoal, ou, mais realisticamente, amigo de aluguel, tudo bem. Ele dá o preço, que varia, em média, de cinquenta a trezentos reais a hora, o cliente faz o cheque e, se o orçamento permitir, poderão se encontrar novamente.

    A mais nova profissão do mercado chegou sem fazer alarde, mas agora já aparece em anúncios, e quem anuncia faz questão de esclarecer que não há qualquer conotação sexual ou amorosa nos relacionamentos com os clientes. O fato é que há pessoas pagando por uma sessão em que se conversa sobre a vida, o pôr do sol, os problemas, a família, a solidão ou um filme. O personal friend pode ser um estudante de direito, um professor de ginástica, um engenheiro, não importa, já que para ser um personal friend basta se apresentar como tal.

    A pergunta que muitos se fazem é: por que alugar um amigo num mundo em que é possível ter setecentos amigos sem pagar nada? Afinal, não é o que permitem os sites de relacionamentos, em que se colecionam amigos às centenas? Ou essa fartura virtual, que faz com que muitos morram de inveja, não tem sido capaz de suprir as carências das pessoas?

    Talvez se esteja perdendo a capacidade de fazer amizades. Estamos desaprendendo os caminhos da convivência. É uma constatação preocupante! Numa cultura que prega o individualismo, a competição e a desconfiança, é pouco provável que ferramentas criadas pela tecnologia transformem seus usuários numa grande e nobre família, unida pela amizade.

(Leila Ferreira. A arte de ser leve. São Paulo: Globo, 2010. Adaptado)

Na frase “… É uma constatação preocupante!”, a palavra em destaque pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
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Q1158799 Português

Sobre a felicidade


      Dizem os sábios que a felicidade integral que vivemos ao submetermo-nos aos padrões de uma cultura autoritária não é felicidade e sim ilusão e máscara.

       Realmente o verdadeiro sentimento de liberdade é sentido quando não precisamos estar presos ao que outras pessoas querem nos impor ou determinar para nossa vida.

        Todas as culturas possuem normas e regras, mas permitem que as pessoas as vivam de acordo com suas escolhas. Viver numa sociedade em que não temos a possibilidade de sermos livres é muito ruim. Sentir a liberdade de poder escolher entre o que determinam que façamos e o que temos consciência de que seria o melhor é o que, de fato, nos aproxima da verdadeira felicidade.


(Disponível em: http://rakelpossi.com. Acesso em: 06.10.2019. Adaptado)

Na frase do 1º parágrafo – Dizem os sábios que a felicidade integral que vivemos… –, a palavra destacada tem sentido contrário de
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Q1158790 Português
A ilusão da felicidade

            Do alto de seus mais de 80 anos e sempre com um sorriso calmo e uma dose de ironia, a tia de Leila, Dona Darcy, costuma dizer aos que gostam de se queixar da vida: “Aqui ainda não é o céu, não, gente. Aqui é a Terra. O céu vem depois”.
          Leila se lembra, às vezes, das palavras da tia quando vê pessoas buscando uma felicidade ideal: elas também estão procurando o céu na Terra. Achar que a vida pode ser um mar de rosas é correr o risco de se frustrar a cada meia hora.
          O problema é que essa corrida pela felicidade é estimulada de todas as formas pela cultura consumista em que estamos mergulhados até a cabeça. No mundo onde tudo se compra, a felicidade também virou produto, e passamos a acreditar na possibilidade absurda de adquiri-la ou de nos apossarmos dela como se fosse uma mercadoria qualquer. Não é: felicidade não se compra, não se encomenda, não se empresta. Somos felizes quando conseguimos, quando a vida permite. E sentir-se infeliz não é nenhum sinal de incompetência ou de baixo poder aquisitivo. Basta existir para estar sujeito à infelicidade. Ou basta não estar anestesiado.
       As pessoas se esquecem da natureza da felicidade e da precariedade da nossa própria natureza. Muitos querem ser felizes a qualquer preço. Esperam que os filhos sejam felizes, que o trabalho os faça muito felizes, que os romances e casamentos sejam eternamente felizes.
      Melhor seria encolher as expectativas. Se os filhos tiverem momentos felizes, pode-se levantar as mãos para o céu. Se os empregos proporcionarem alguma realização e trouxerem eventuais alegrias, já estarão de bom tamanho. E se os romances e casamentos permitirem que as pessoas vivam instantes prazerosos, se as fizerem rir de vez em quando, se permitirem o crescimento do outro sem opressão, as pessoas podem se dar por satisfeitas.
       Considerar que a felicidade é céu sem nuvens e que somos obrigados a encontrar a felicidade plena porque tudo hoje prega o direito, ou o dever, de ser feliz é afastar cada vez mais a felicidade possível. A obrigação de ser feliz é uma bobagem. A de ser muito feliz, uma loucura. Mas na cultura do muito, as pessoas acabam caindo nessa cilada.


(Leila Ferreira. Viver não dói. São Paulo: Globo, 2013. Adaptado) 
Na frase do 4º parágrafo – As pessoas se esquecem da natureza da felicidade e da precariedade da nossa própria natureza. –, a palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
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Q1158079 Português

TEXTO IV


    No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]

    Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.

    No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais.

    O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]

FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: <https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/10633/Rastros-de-uma-nova-era-inteligencias-artificiais-reproducoes-assistidas-vidas-virtuais-chips-na-pele-e-fisica-quantica>. Acesso em: 18 jun. 2019.

No trecho “Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas.”, o verbo “propugna” pode ser substituído, sem alterações de sentido e de construção, por
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Q1158074 Português

TEXTO IV


    No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]

    Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.

    No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais.

    O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]

FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: <https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/10633/Rastros-de-uma-nova-era-inteligencias-artificiais-reproducoes-assistidas-vidas-virtuais-chips-na-pele-e-fisica-quantica>. Acesso em: 18 jun. 2019.

Assinale a alternativa que reescreve adequadamente, de forma mais objetiva, sem linguagem figurada e mantendo o sentido original, o excerto a seguir:
“Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual.”. 
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Q1158058 Português

TEXTO III


1943 – Região do Jalapão


    A primeira campanha do Programa Goiás Bahia teve como objetivos o reconhecimento geográfico da região onde se encontra a Lagoa do Veredão; a determinação do divisor de águas entre as Bacias dos Rios São Francisco e Tocantins; o estudo da Bacia Hidrográfica do Rio Preto; o levantamento de coordenadas geográficas, topográfico e de altitudes; e os estudos de Geomorfologia e de Geografia. No artigo publicado na Revista Brasileira de Geografia, v. 5, n. 4, p. 574-622, out./dez. 1943, o chefe da expedição, Gilvandro Simas Pereira, expõe como foi projetada, organizada e conduzida a expedição ao Jalapão, região do Brasil Central ainda pouco conhecida. Ao descrever tudo que observou, o autor revela também as dificuldades encontradas e os sacrifícios dos expedicionários no cumprimento do programa que foi feito no curto prazo de cinco meses, atravessando sempre zonas semidesertas, onde todos os recursos eram difíceis ou impossíveis de se obter.

Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101574.pdf>. Acesso em: 25 jun. 2019.

Em “[...] o chefe da expedição, Gilvandro Simas Pereira, expõe como foi projetada, organizada e conduzida a expedição ao Jalapão [...]”, o verbo em destaque, mantendo a regência e o sentido do texto, pode ser substituído por

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Q1158057 Português

TEXTO II

[4 de novembro de 1855]

Desejava dirigir uma pergunta aos meus leitores.

Mas uma pergunta é uma coisa que não se pode fazer sem um ponto de interrogação.

Ora, eu tenho uma birra muito séria a esta figurinha de ortografia, a esta espécie de corcundinha que parece estar sempre chasqueando e zombando da gente.

Com efeito, o que é um ponto de interrogação?

Se fizerdes esta pergunta a um gramático, ele vos atordoará os ouvidos durante uma hora com uma dissertação de arrepiar os cabelos.

Entretanto, não há coisa mais simples de definir do que um ponto de interrogação; basta olhar-lhe para a cara.

Vede: ?

É um pequeno anzol.

Ora, para que serve o anzol?

Para pescar.

Portanto, bem definido, o ponto de interrogação é uma parte da oração que serve para pescar.

Exemplo:

1º Quereis pescar um segredo que o vosso amigo vos oculta, e que desejais saber; deitais o anzol disfarçadamente com a ponta da língua:

– Meu amigo, será verdade o que me disseram, que andas apaixonado?

2º Quereis pescar na algibeira de algum sujeito uma centena de mil réis; preparais o cordel e lançais o anzol de repente:

– O Sr. pode emprestar-me uns duzentos mil réis aí?

3º Quereis pescar algum peixe ou peixãozinho: requebrais os olhos, adoçai a voz, e, por fim, deitais o anzol:

– Uma só palavra: tu me amas?

É preciso, porém, que se advirta numa coisa. O ponto de interrogação é um anzol, e por conseguinte serve para pescar; mas tudo depende da isca que se lhe deita.

Nenhum pescador atira à água o seu anzol sem isca; ninguém portanto diz pura e simplesmente:

– Empresta-me trezentos mil réis?

Não; é preciso que o anzol leve isca e que esta isca seja daquelas que o peixe que se quer pescar goste de engolir. 

Alguns pescadores costumam deitar um pouco de mel, e outros seguem o sistema dos índios que metiam dentro d’água certa erva que embebedava os peixes.

Assim, ou dizem:

– Meu amigo, o senhor, que é o pai dos pobres, (isca) empresta-me trezentos mil réis? (anzol).

Ou então empregam o segundo meio:

– Será possível que o benfeitor da humanidade, o homem que todos apregoam como a generosidade personificada, que o cidadão mais popular e mais estimado desta terra, que o negociante que revolve todos os dias um aluvião de bilhetes do banco, me recuse a miserável quantia de trezentos mil réis?

No meio do discurso, já o homem está tonto de tanto elogio, de maneira que, quando o outro lhe lança o anzol, é, com certeza, de trazer o peixe.

Ainda tinha muita coisa a dizer sobre esta arte de pescar na sociedade, arte que tem chegado a um aperfeiçoamento miraculoso. Fica para outra ocasião.

Por ora basta que saibam os meus leitores que o ponto de interrogação é um verdadeiro anzol.

O caniço desta espécie de anzol é a língua, e o fio ou cordel a palavra; fio elástico como não há outro no mundo. […]

Adaptado de: ALENCAR, José de. Ao correr da pena. Edição preparada por João Roberto Faria. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

Assinale a alternativa correta acerca da palavra em destaque em “No meio do discurso, já o homem está tonto de tanto elogio [...]”.
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Q1158053 Português

TEXTO II

[4 de novembro de 1855]

Desejava dirigir uma pergunta aos meus leitores.

Mas uma pergunta é uma coisa que não se pode fazer sem um ponto de interrogação.

Ora, eu tenho uma birra muito séria a esta figurinha de ortografia, a esta espécie de corcundinha que parece estar sempre chasqueando e zombando da gente.

Com efeito, o que é um ponto de interrogação?

Se fizerdes esta pergunta a um gramático, ele vos atordoará os ouvidos durante uma hora com uma dissertação de arrepiar os cabelos.

Entretanto, não há coisa mais simples de definir do que um ponto de interrogação; basta olhar-lhe para a cara.

Vede: ?

É um pequeno anzol.

Ora, para que serve o anzol?

Para pescar.

Portanto, bem definido, o ponto de interrogação é uma parte da oração que serve para pescar.

Exemplo:

1º Quereis pescar um segredo que o vosso amigo vos oculta, e que desejais saber; deitais o anzol disfarçadamente com a ponta da língua:

– Meu amigo, será verdade o que me disseram, que andas apaixonado?

2º Quereis pescar na algibeira de algum sujeito uma centena de mil réis; preparais o cordel e lançais o anzol de repente:

– O Sr. pode emprestar-me uns duzentos mil réis aí?

3º Quereis pescar algum peixe ou peixãozinho: requebrais os olhos, adoçai a voz, e, por fim, deitais o anzol:

– Uma só palavra: tu me amas?

É preciso, porém, que se advirta numa coisa. O ponto de interrogação é um anzol, e por conseguinte serve para pescar; mas tudo depende da isca que se lhe deita.

Nenhum pescador atira à água o seu anzol sem isca; ninguém portanto diz pura e simplesmente:

– Empresta-me trezentos mil réis?

Não; é preciso que o anzol leve isca e que esta isca seja daquelas que o peixe que se quer pescar goste de engolir. 

Alguns pescadores costumam deitar um pouco de mel, e outros seguem o sistema dos índios que metiam dentro d’água certa erva que embebedava os peixes.

Assim, ou dizem:

– Meu amigo, o senhor, que é o pai dos pobres, (isca) empresta-me trezentos mil réis? (anzol).

Ou então empregam o segundo meio:

– Será possível que o benfeitor da humanidade, o homem que todos apregoam como a generosidade personificada, que o cidadão mais popular e mais estimado desta terra, que o negociante que revolve todos os dias um aluvião de bilhetes do banco, me recuse a miserável quantia de trezentos mil réis?

No meio do discurso, já o homem está tonto de tanto elogio, de maneira que, quando o outro lhe lança o anzol, é, com certeza, de trazer o peixe.

Ainda tinha muita coisa a dizer sobre esta arte de pescar na sociedade, arte que tem chegado a um aperfeiçoamento miraculoso. Fica para outra ocasião.

Por ora basta que saibam os meus leitores que o ponto de interrogação é um verdadeiro anzol.

O caniço desta espécie de anzol é a língua, e o fio ou cordel a palavra; fio elástico como não há outro no mundo. […]

Adaptado de: ALENCAR, José de. Ao correr da pena. Edição preparada por João Roberto Faria. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

No Texto II, ao comparar as estratégias de pesca às habilidades retóricas, o cronista utiliza uma linguagem figurada. Nesse contexto, relacione a primeira coluna com a segunda, de modo a equiparar a linguagem figurada e o tipo de discurso utilizado, e assinale a alternativa com a sequência correta.


1. Isca com mel.

2. Isca com erva para embebedar os peixes.

3. Anzol sem isca.


( ) – O Sr. pode emprestar-me uns duzentos mil réis aí?

( ) – Meu amigo, o senhor, que é o pai dos pobres, empresta-me trezentos mil réis?

( ) – Será possível que o benfeitor da humanidade, o homem que todos apregoam como a generosidade personificada, que o cidadão mais popular e mais estimado desta terra, que o negociante que revolve todos os dias um aluvião de bilhetes do banco, me recuse a miserável quantia de trezentos mil réis?

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Q1158039 Português
TEXTO I
Os buracos do espelho
 Arnaldo Antunes
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí

pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some

a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve

já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada

o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora

Disponível em: <http://www.arnaldoantunes.com.br/new/sec_discografia_sel.php?id=69>. Acesso em: 25 jun. 2019.
Assinale a alternativa correta quanto ao uso dos verbos no Texto I.
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Q1157879 Português

Texto para responder a questão

O CAU 

1 O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil –

CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos

Estados e do Distrito Federal – CAU/UF foram criados

4 com a Lei no

 12.378, de 31 de dezembro de 2010, que

regulamenta o exercício da arquitetura e do urbanismo no

País. Uma conquista histórica para a categoria, que significa

7 maior autonomia e representatividade para a profissão. 

Disponível em: <https://www.caumt.gov.br>. Acesso em: 21 jun. 2019, com adaptações.


O vocábulo “autonomia” (linha 7), no contexto, significa
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Q1157764 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


De onde veio o futebol?

Fonte: https://super.abril.com.br/sociedade/13-mentiras-em-que-todo-mundo-acredita/ Texto adaptado

especialmente para esta prova.

– Assinale a alternativa que apresenta o sentido correto da seguinte frase retirada do texto: “Dizer quem realmente criou esse esporte é tarefa quase impossível”.
Alternativas
Q1157762 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


De onde veio o futebol?

Fonte: https://super.abril.com.br/sociedade/13-mentiras-em-que-todo-mundo-acredita/ Texto adaptado

especialmente para esta prova.

Assinale a alternativa em que a segunda palavra é o ANTÔNIMO correto da primeira.
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Q1157759 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


De onde veio o futebol?

Fonte: https://super.abril.com.br/sociedade/13-mentiras-em-que-todo-mundo-acredita/ Texto adaptado

especialmente para esta prova.

No texto, a palavra entretenimento, na linha 16, pode ser substituída por:
Alternativas
Q1157758 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


De onde veio o futebol?

Fonte: https://super.abril.com.br/sociedade/13-mentiras-em-que-todo-mundo-acredita/ Texto adaptado

especialmente para esta prova.

No texto, o que significa a expressão “não caia nessa conversa mole”, sublinhado na linha 02?
Alternativas
Q1157539 Português
Assinale a opção em que os termos sublinhados não podem ser trocados de posição entre eles por provocarem modificação no sentido original.
Alternativas
Respostas
8441: C
8442: E
8443: B
8444: A
8445: E
8446: C
8447: E
8448: B
8449: C
8450: E
8451: E
8452: D
8453: A
8454: A
8455: C
8456: E
8457: E
8458: E
8459: C
8460: A