Questões de Concurso
Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados na questão.

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&tipo=resenha&edicao=129

Internet:<https://exame.abril.com.br>
No que se refere aos aspectos linguísticos e gramaticais do texto, julgue o item.
Na linha 3, a palavra “imperceptíveis” pode ser
corretamente substituída por impercebíveis por se
tratar de seu sinônimo.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/06/14/cultura/1560533971_274766.html - Texto adaptado para esta prova.
Analise a seguintes assertivas a respeito do sentido de palavras do texto:
I. evocando (l. 18) significa ‘lembrando’.
II. inócuas (l. 35), nesse contexto, tem sentido de ‘não causar dano’.
III. ominosos (l. 43), aqui, tem sentido de ‘destestável’.
Quais estão corretas?
Texto I
Machado de Assis é mesmo realista?
O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco
da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881,
quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de
Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de
Machado de Assis. A informação aparece em muitos
manuais didáticos.
O romance de Aluísio de Azevedo de fato se
encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o
personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias
depois de morto e que no século XIX não havia
evidências de vida depois da morte (como não as há
até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode
ser realista um livro que se chama “Memórias
póstumas”?
A pergunta do aluno é inteligente. A obra de
Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar
do realismo que lhe imputam, como a personagem do
doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O
alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a
revelar a verdade verdadeira aos incautos e não
arreda desta auto ilusão nem mesmo quando
encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha,
daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
Não contente em atacar a concepção realista com
seus personagens e metáforas, Machado de Assis a
combateu explícita e frontalmente em vários textos
críticos.
Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”,
romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro
afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a
realidade, mas excluamos o realismo; assim não
sacrificarem os a verdade estética” . Machado
ordenou a exclusão do realismo do campo da arte
para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela
verdade que não esconde do leitor que inventa
realidades de papel.
No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis
afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a
realidade é boa, o realismo é que não presta para
nada”. Creio que ele não podia ser mais claro.
Segundo o autor, o realismo “não presta para nada”
porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida
mesma não concorda.
O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva,
mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas
faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das
cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma
“exação de inventário”, ou seja, para as dispor em
gavetas uniformes como se cada acontecimento se
reduzisse à dimensão de todos os outros.
Por isso, Machado não perde a chance de reduzir
o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova
poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que
nos disser o número exato dos fios de que se compõe
um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
Mas por que, se o próprio Machado de Assis
reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda
insistem em considerá-lo realista?
Gustavo Bernardo
(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

Internet: <www.endocrino.org.br> (com adaptações).
Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item .
“afins” (linha 18) por ligados

Internet: <www.endocrino.org.br> (com adaptações).
Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item .
“ocasionar” (linha 10) por acarretarem

(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/23/economia/1550946892_712943.html - Texto adaptado
para esta prova)
I. Dois estudantes pobres pensaram que, em São Francisco, entre 2007 e 2008, seria possível enriquecer vendendo colchão em suas casas.
II. Dois estudantes que estavam sem dinheiro em São Francisco pensaram, entre os anos de 2007 e 2008, que seria possível ganhar algum dinheiro oferecendo um colchão em sua casa aos visitantes.
III. Uma dupla de estudantes de São Francisco, que estavam sem dinheiro em 2007 e 2008, pensaram em faturar ao oferecer aos visitantes um lugar para dormir.
Quais mantêm a mesma ideia da frase original?

(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/23/economia/1550946892_712943.html - Texto adaptado
para esta prova)
Analise as seguintes propostas de substituição de palavras do texto:
I. ‘abordar’ (l.15) por ‘corroborar’.
II. ‘diante’ (l.17) por ‘perante’.
III. ‘nascimento’ (l.32) por ‘criação’.
Quais necessitam de ajustes em sua estrutura para fins de correção do período em que estão inseridas?

(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/23/economia/1550946892_712943.html - Texto adaptado
para esta prova)
I. A lacuna da linha 06 fica corretamente preenchida pela palavra ‘Há’, visto se tratar de um uso impessoal do verbo ‘haver’.
II. A lacuna da linha 24 fica corretamente preenchida pela palavra ‘desfuncionais’.
III. A lacuna da linha 26 fica corretamente preenchida pela conjunção ‘porque’.
Quais estão corretas?

(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/23/economia/1550946892_712943.html - Texto adaptado
para esta prova)
A questão refere-se ao texto abaixo.

A matéria jornalística abaixo exposta, extraída de Veja, 24/04/19, relata um episódio no âmbito da esfera político-econômica, ocorrência que desencadeou uma série de ações num curto intervalo de tempo. Por essa razão, muito importante se faz o domínio quanto ao emprego dos tempos verbais para retratar a trajetória dos fatos. Atente para as formas verbais em destaque no texto, de modo a responder ao que se pede na questão.
“A quinta-feira 11 foi um marco duplo para o governo de Jair Bolsonaro. Na mesma data em que celebrava
seus 100 primeiros dias na Presidência da República, Bolsonaro pôs em risco a imagem de adepto do
liberalismo econômico, adotada durante a campanha eleitoral e, em grande parte, responsável por sua eleição.
Ocorre que o dia 11 também era a data em que a Petrobras anunciaria o reajuste dos combustíveis, cujo preço
permanecia congelado havia quinze dias. Em março, a companhia cedera a um apelo do governo, que pediu
que o prazo de aumento do diesel fosse ampliado para pelo menos quinze dias. [...] Na noite da quinta-feira, o
presidente da petroleira, Roberto Castelo Branco, estava no aeroporto do Rio de Janeiro, prestes a embarcar
para os Estados Unidos, quando recebeu uma ligação do presidente da República. Segundo sua explicação no
dia seguinte, no Twiter, Bolsonaro só queria entender como a estatal havia chegado àquele número, que, na
repentina condição de conhecedor da matemática dos combustíveis, lhe parecia absurdo, “se comparado à
inflação”. [...] Castelo Branco, que passaria a semana no exterior em conversa com investidores, convocou
uma reunião de emergência com os diretores. A deliberação foi comandada do aeroporto mesmo, por telefone,
e uma decisão saiu em minutos: o reajuste seria suspenso para que se revisitassem todos os cálculos e análises.
[...] No fim da ligação, Castelo Branco informou aos diretores que anteciparia a volta ao Brasil para a
segunda-feira. Não levou mais de meia hora para que a Petrobras alterasse o preço do diesel em seu site,
voltando à cotação antiga. O que se deu a partir daí foi uma espécie de caos, no mercado e no governo [...].
A escolha dos vocábulos também é um fator determinante para a coesão textual. Nessa perspectiva, analise as justificativas apresentadas nas proposições abaixo quanto para o sentido com que foram empregados alguns dos verbos presentes no texto.
I- O verbo HAVER, empregado em: “... o reajuste dos combustíveis, cujo preço permanecia congelado havia quinze dias” tem valor correspondente ao do verbo FAZER na expressão de tempo.
II- O verbo SAIR em: “A deliberação foi comandada do aeroporto mesmo, por telefone, e uma decisão saiu em minutos...” é empregado no sentido de SURGIR, APARECER.
III- O verbo LEVAR em: “Não levou mais de meia hora para que a Petrobras alterasse o preço do diesel em seu site” tem sentido correspondente ao de INCIDIR, CONDUZIR.
IV- O verbo DAR, empregado em: “O que se deu a partir daí foi uma espécie de caos, no mercado e no governo”, tem sentido equivalente ao de ENTREGAR-SE, RENDER-SE”.
É CORRETA a justificativa que se apresenta nas proposições citadas em:
A matéria jornalística abaixo exposta, extraída de Veja, 24/04/19, relata um episódio no âmbito da esfera político-econômica, ocorrência que desencadeou uma série de ações num curto intervalo de tempo. Por essa razão, muito importante se faz o domínio quanto ao emprego dos tempos verbais para retratar a trajetória dos fatos. Atente para as formas verbais em destaque no texto, de modo a responder ao que se pede na questão.
“A quinta-feira 11 foi um marco duplo para o governo de Jair Bolsonaro. Na mesma data em que celebrava
seus 100 primeiros dias na Presidência da República, Bolsonaro pôs em risco a imagem de adepto do
liberalismo econômico, adotada durante a campanha eleitoral e, em grande parte, responsável por sua eleição.
Ocorre que o dia 11 também era a data em que a Petrobras anunciaria o reajuste dos combustíveis, cujo preço
permanecia congelado havia quinze dias. Em março, a companhia cedera a um apelo do governo, que pediu
que o prazo de aumento do diesel fosse ampliado para pelo menos quinze dias. [...] Na noite da quinta-feira, o
presidente da petroleira, Roberto Castelo Branco, estava no aeroporto do Rio de Janeiro, prestes a embarcar
para os Estados Unidos, quando recebeu uma ligação do presidente da República. Segundo sua explicação no
dia seguinte, no Twiter, Bolsonaro só queria entender como a estatal havia chegado àquele número, que, na
repentina condição de conhecedor da matemática dos combustíveis, lhe parecia absurdo, “se comparado à
inflação”. [...] Castelo Branco, que passaria a semana no exterior em conversa com investidores, convocou
uma reunião de emergência com os diretores. A deliberação foi comandada do aeroporto mesmo, por telefone,
e uma decisão saiu em minutos: o reajuste seria suspenso para que se revisitassem todos os cálculos e análises.
[...] No fim da ligação, Castelo Branco informou aos diretores que anteciparia a volta ao Brasil para a
segunda-feira. Não levou mais de meia hora para que a Petrobras alterasse o preço do diesel em seu site,
voltando à cotação antiga. O que se deu a partir daí foi uma espécie de caos, no mercado e no governo [...].
Analise as afirmações a seguir que abordam o funcionamento do tempo verbal.
I- As formas verbais simples - ANUNCIAR, PASSAR e ANTECIPAR -, conjugadas no futuro do pretérito, são passíveis de substituição pelas locuções verbais: IA/IRIAANUNCIAR; IA/IRIAPASSAR e IA/IRIAANTECIPAR.
II- A forma verbal simples CEDERA, conjugada no pretérito mais que perfeito é passível de substituição pelo tempo composto HAVIACEDIDO, alternância também admissível entre as formas HAVIACHEGADO e CHEGARA.
III- As formas verbais simples – RECEBER, CONVOCAR e INFORMAR, conjugadas no pretérito perfeito são passíveis de substituição pelas formas RECEBERA, CONVOCARA e INFORMARA, no pretérito mais que perfeito.
É CORRETO o que se afirma em:


