Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Foram encontradas 20.486 questões

Q2042125 Português
Fazer nada


     Como a visita de um pássaro nos fez pensar no tempo.

        Conseguimos uns dias de folga e fomos passar um tempo cuidando um do outro. No hotel, em Itatiba, deram-nos o quarto 37, que se abre para um mar de morros verdes, com plantações, pastos, florestas. Fica no piso superior, tem pé-direito alto e uma varanda abraçada por árvores repletas de pássaros. À noite, entrou pela janela um passarinho. Minúsculo, branco no peito e na parte inferior da face, preto no dorso e na metade de cima da cabeça. Entrou pelo quarto, acelerado. Voava junto ao teto e não conseguia baixar até a altura da porta por onde havia entrado. Temíamos que se machucasse. Apagamos as luzes. Ele se acalmou e parou para descansar no toucador. Pulou em pé, no chão. Caminhou um pouco, ofegante. Usamos um chapéu para levá-lo à varanda, onde ficou ainda um tempo, refazendo-se. 
     Depois, vimos que deixou de lembrança um cocozinho na nossa cama. De onde teria vindo essa ave? Qual o significado do carimbo de passarinho sobre o lençol? Resisti à ideia de lembrar que excremento de pássaro é sinal de boa fortuna em antigas tradições. Augúrio? Sinal? Ali não havia mistério. Era apenas um bichinho assustado, acelerado demais. Talvez apenas apavorado por haver entrado em um lugar de onde parecia impossível sair. Mais do que um significado oculto, sua visita pode é nos inspirar, quem sabe, uma analogia. Quantas vezes o homem não se debate, na ilusão de que está acuado? Quantas vezes sofre sem perceber que está saturado por estímulos que ele próprio foi buscar? A sensação de que seu tempo é estrangulado, sem se dar conta de que é ele quem cultiva desassossego para si. Um amigo, sobrinho de um sábio do interior, costuma usar a imagem da trajetória errática e vã das formigas para ilustrar a ilusão que acomete o homem em movimentos inócuos e sem sentido, o esforço inútil. Não é à toa que se fale tanto na necessidade de ir com mais calma.
       Afinal, nós nunca aceleramos tanto. Na ilusão de anteciparmos o futuro, roubamos o momento seguinte e deixamos de vivê-lo. Convivemos sem prestar atenção no outro, respiramos com sofreguidão, comemos sem sentir o sabor. Fugimos do presente, o único tempo que existe e sobre o qual criamos a referência para um passado reconstruído na memória e um futuro sonhado. Como parar e fazer nada? Como apenas ser, sem se debater por ter entrado em uma porta estranha? Há quem não consiga relaxar e, simplesmente, fazer nada. Alguém já disse que fazer nada não é a completa falta de ação, mas a ação feita com desapego, sem visar resultado para si mesmo. Há algo de bom em atingir esse momento em que só se é parte da paisagem e não um observador separado. Se ainda quiséssemos procurar um significado para a visita da pequena ave, poderíamos dizer que ela veio trazer o tema para estas linhas que você lê agora. Como se nos dissesse: que bom que vocês conseguiram uns dias de folga e vieram aqui, cuidar um do outro. Sejam bem-vindos a este momento e esqueçam o resto. Fui.

(NOGUEIRA, Paulo. Vida Simples, ed. 37. São Paulo: Abril, 2006. Disponível em http://mdemulher.abril.com.br/revistas/vidasimples/. Edições/037/caminho/conteúdo_237474.shtml. Acesso em: 13/07/2019.)
Em “Afinal, nós nunca aceleramos tanto.” (3º§), a expressão “afinal” pode ser substituída, sem alteração semântica, por:
Alternativas
Q2040992 Português
REVELAR é oposto de ______, enquanto que RELEVAR e RATIFICAR tem o mesmo sentido de_______ e __________. 
Alternativas
Q2040990 Português
Qual das alternativas contém unicamente palavras com sentido similar ? 
Alternativas
Q2040984 Português

                                                     Em busca dos segredos da salamandra,

                                    única em regenerar órgãos lesionados e membros amputados 

              



Uma criatura que tem atraído o interesse dos cientistas por décadas é a salamandra.
Isso principalmente porque ela é o único animal vertebrado capaz de se regenerar.
No grupo desses anfíbios, destaca-se o axolote mexicano (Ambystoma mexicanum) por sua extraordinária habilidade de regenerar extremidades amputadas, órgãos e tecidos.
Se esses animais perdem uma extremidade, ela pode ser recuperada em questão de semanas - com todos os ossos, músculos e nervos no lugar certo.
Ainda mais fascinante, segundo pesquisadores, é a habilidade do axolote de reparar inteiramente sua medula espinhal quando esta sofre uma lesão.
Mas não é só isso. Esse anfíbio, que está em perigo de extinção em seu habitat natural, também tem atraído o interesse de estudiosos por sua relativa facilidade de reprodução.
Há cerca de 150 anos pesquisadores têm cultivado esses animais em laboratório de forma a, eventualmente, aproveitar seus extraordinários processos biológicos na medicina humana - por exemplo, na reparação de lesões no cérebro ou na medula espinhal.
Depois de tantos anos, uma equipe internacional de cientistas conquistou recentemente um feito histórico: mapeou o genoma desse animal, o maior já identificado até agora.
O anfíbio tem 32 bilhões de pares de bases de DNA, dez vezes maior que o genoma humano, com 3,2 bilhões de pares. Essa descoberta será uma poderosa ferramenta para estudar a base molecular da regeneração das extremidades e de outras formas de regeneração", afirma um estudo publicado na revista científica Nature.
A médica Elly Tanaka, do Instituto de Pesquisa de Patologia Molecular de Viena, cultiva em laboratório uma das maiores populações de axolotes.
Ela é parte da equipe que conseguiu revelar as sequências genéticas do animal, permitindo aos pesquisadores identificar as células encarregadas de reiniciar o processo de regeneração e descrever os circuitos moleculares que controlam esses processos.
Mas, para entender detalhadamente como funciona a regeneração e por que esse processo é tão limitado na maioria das espécies, os estudiosos precisavam ter acesso aos dados genômicos do anfíbio de forma a estudar sua evolução e regulação genética.
Agora temos o mapa (genético) em nossas mãos para investigar como estruturas tão complicadas como as extremidades podem se regenerar", diz Sergei Nowoshilow, co-autor do estudo.
"Este é um momento decisivo para a comunidade de cientistas que trabalha com os axolotes - um verdadeiro marco em uma aventura de pesquisas que começou há mais de 150 anos".

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-42926309 (adap)
No parágrafo “Ainda mais fascinante, segundo pesquisadores, é a habilidade do axolote de reparar inteiramente sua medula espinhal quando esta sofre uma lesão.” podemos substituir as palavras sublinhadas por: 
Alternativas
Q2040972 Português
 Das vantagens de ser bobo


O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntando por que não faz alguma coisa, responde: ¨Estou fazendo. Estou pensando.¨
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
O bobo tem oportunidades de ver coisas que os espertos não veem. Os espertos estão sempre tão atentos as espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoiévski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara pra a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O bobo não percebe que venceu.

Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: Até tu, Brutus? ¨

Bobo não reclama. Compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

Clarice Linspector
Quando se trata de textos, as palavras expressam sentidos - literais ou metafóricos, no intuito de identificar as intenções comunicativas almejadas, temos os exemplos abaixo.

I. O destemido coração nasceu aventureiro¨, quer dizer nasceu arrojado, empreendedor. II. A boca chistosa não para de rir¨, quer dizer vive brincando, contando piadas. III. Os olhos são faróis empedernidos, quer dizer são flexíveis, são sensíveis. IV. Aquela menina é uma rocha¨, quer dizer insensível, dura, não chora.
Marcando (V) para verdadeira e (F) para falsa, a resposta correta é:
Alternativas
Q2040691 Português

TEXTO 2



                                 

No segundo quadrinho da tirinha “Adoramos sestas” a expressão em destaque pode ser substituída, com igual sentido, por:
Alternativas
Q2040689 Português

TEXTO 2



                                 

No texto as palavras apresentam a mesma fonética, mas com significado diferentes. Assinale a única alternativa na qual ossignificados dessas palavras são INCORRETOS:
Alternativas
Q2040343 Português
Assinalar a alternativa que apresenta um antônimo do vocábulo sublinhado no trecho “A aula abrangeu as dúvidas dos alunos.”: 
Alternativas
Q2040342 Português
Considerando-se a flexão das palavras, analisar a sentença abaixo:
“Casebre” é o aumentativo de “casa” (1ª parte). A palavra “boca” possui mais de um aumentativo, por exemplo, “bocarra” e “bocaça” (2ª parte). Na frase “Eu caminho para casa.”, a palavra sublinhada é um diminutivo (3ª parte).
A sentença está: 
Alternativas
Q2040335 Português
De onde veio a expressão “sem eira nem beira”?

  Fulano não tem eira nem beira, ou seja: não tem onde cair morto. A expressão veio de Portugal, de navio. A palavra “eira” vem do latim “área”, significando um espaço de terra batida, lajeada ou cimentada, próximo às casas, nas aldeias portuguesas, onde se malhavam, trilhavam, limpavam e secavam cereais. Depois da colheita, os cereais ficavam ao ar livre e ao sol, a fim de serem preparados para a alimentação ou para serem armazenados.
    Quem ____________ uma eira era proprietário e produtor, com terras, casa e bens. Quer dizer que tinha riqueza, poder e status social, explica o professor de Língua Portuguesa Ari Riboldi.
    Já a beira é a aba da casa, aquela extensão do telhado que ________ para proteger da chuva. “Quem não tem eira nem beira não é dono de terra nem de casa. Nos tempos atuais, é um sem-teto, um sem-terra. Diz-se de quem vive miseravelmente, na extrema pobreza”, esclarece Riboldi.
    O professor conta que a expressão ganhou popularidade devido à sua rima. Ela mostra a condição de uma legião cada vez maior de famintos e miseráveis, “na margem das cidades e das estradas, à espera de dias melhores”.

https://www.terra.com.br... - adaptado.
Segundo seu sentido no texto, assinalar a alternativa que apresenta um sinônimo de “legião” (último parágrafo):
Alternativas
Q2036292 Português
O jovem casal

Rubem Braga

          Estavam esperando o bonde e fazia muito calor. Veio um bonde, mas estava tão cheio, com tanta gente pendurada nos estribos que ela apenas deu um passo à frente, ele esboçou com o braço o gesto de quem vai pegar um balaústre – e desistiram.
          Um homem da carrocinha de pão obrigou-os a recuar para perto do meio-fio; depois o negrinho da lavanderia passou com a bicicleta tão junto que um vestido esvoaçante bateu na cara do rapaz.
          Ela se queixou de dor de cabeça; ele sentia uma dor de dente enjoada e insistente – preferiu não dizer nada. Ano e meio casados, tanta aventura sonhada, e estavam tão mal naquele quarto de pensão do Catete, muito barulhento: "Lutaremos contra tudo" – havia dito – e ele pensou com amargor que estavam lutando apenas contra as baratas, as horríveis baratas do velho sobradão. Ela com um gesto de susto e nojo se encolhia a um canto ou saía para o corredor – ele, com repugnância, ia matar a barata; depois, com mais desgosto ainda, jogá-la fora.
         E havia as pulgas; havia a falta de água, e quando havia água, a fila dos hóspedes no corredor, diante da porta do chuveiro. Havia as instalações que cheiravam mal, o papel da parede amarelado e feio.
As duas velhas gordas, pintadas, da mesinha ao seu lado, que lhe tiravam o apetite para a mesquinha comida da pensão. Toda a tristeza, toda a mediocridade, toda a feiura duma vida estreita onde o mau gosto pretensioso da classe média se juntava à minuciosa ganância comercial – um simples ovo era “extraordinário”. Quando eles pediam dois ovos, a dona da pensão olhava com raiva; estavam atrasados no pagamento.
         Passou um ônibus, parou logo adiante, abriu com ruído a porta, num grande suspiro de ar comprimido, e ela nem sequer olhou o ônibus, era tão mais caro. Ele teve um ímpeto, segurou-a pelo braço disposto a fazer uma pequena loucura financeira – “Vamos pegar um ônibus!” – Mas o monstro se fechara e partira jogando lhes na cara um jato de fumaça.
         Ele então chegou mais para perto dela – lá vinha outro bonde, mas aquele não servia – enlaçou-a pela cintura, depois ficou segurando seu ombro com um gesto de ternura protetora, disse-lhe vagas meiguices, ela apenas ficou quieta. “Está doendo muito a cabeça?” Ela disse que não. “Seu cabelo está mais bonito, meio queimado de sol.” Ela sorriu levemente, mas de repente: “Ih, me esqueci da receita do médico”, pediu-lhe a chave do quarto, ele disse que iria apanhar para ela, ela disse que não, ela iria; quando voltou, foi exatamente a tempo de perder um bonde quase vazio; os dois ficaram ali desanimados.
         Então um grande carro conversível se deteve um instante perto deles, diante do sinal fechado. Lá dentro havia um casal, um sujeito de ar importante na direção e sua mulherzinha meio gorducha, muito clara. A mulherzinha deu um rápido olhar ao rapaz e olhou com mais vagar a moça, correndo os olhos da cabeça até os sapatos, enquanto o homem dizia alguma coisa de um anel. No momento de o carro partir com um arranco macio ouviram que a mulher dizia: “se ele deixar por quinze, eu fico”.
          Quinze contos – isso entrou pelos ouvidos do rapaz, parece que foi bater, como um soco, em seu
estômago mal alimentado – quinze contos, meses e meses, anos de pensão! Então olhou sua mulher e achou a tão linda e triste com uma blusinha branca, tão frágil, tão jovem e tão querida, que sentiu os olhos arderem de vontade de chorar. Disse: “Viu aquela vaca dizendo que ia comprar um anel de quinze contos?”
         Vinha o bonde.

(In: Davi Arrigucci Jr., org. Os melhores contos de Rubem Braga. 3. Ed. São Paulo: Global, 1985. p. 41-2)
“Ele teve um ímpeto, segurou-a pelo braço disposto a fazer uma pequena loucura financeira – ‘Vamos pegar um ônibus!’”. São sinônimos da palavra em destaque, EXCETO:
Alternativas
Q2034664 Português
Assinale abaixo o significado possível para a expressão “de encontro a”:
Alternativas
Q2034660 Português
Assinale abaixo o significado possível para a palavra “aquém”: 
Alternativas
Q2033312 Português
A história do pão francês

    A gastronomia é um enorme e fascinante universo. Seu exercício vai desde o conhecimento e uso de ingredientes, equipamentos e preparações diversificadas até a gestão de restaurante, confeitaria e panificação, passando por moda, costumes e também pela História.
    O pão francês, branquinho e fofo, que cabe na palma da mão, surgiu no Brasil no começo do século XX e antes de 1914, data do início da Primeira Guerra Mundial. A atividade de panificação, nessa época, expandiu-se motivada pela vinda dos italianos para o Brasil e, a partir daí, o pão tornou-se essencial na mesa do brasileiro.
    O nosso pão francês não tem muito a ver com os pães da França, cuja receita foi criada na tentativa de reproduzir um pão popular na cidade de Paris da época, curto, cilíndrico, com miolo branco e casca dourada, mas acabou por tornar-se bem diferente dele por conter um pouco de açúcar e gordura na massa.

(Disponível em: http://www.portalvilamariana.com.
– Acesso em: 23.5.2019. Adaptado)
No trecho – … passando por moda, costumes e também pela História. –, a palavra destacada estabelece sentido de
Alternativas
Q2033311 Português
A história do pão francês

    A gastronomia é um enorme e fascinante universo. Seu exercício vai desde o conhecimento e uso de ingredientes, equipamentos e preparações diversificadas até a gestão de restaurante, confeitaria e panificação, passando por moda, costumes e também pela História.
    O pão francês, branquinho e fofo, que cabe na palma da mão, surgiu no Brasil no começo do século XX e antes de 1914, data do início da Primeira Guerra Mundial. A atividade de panificação, nessa época, expandiu-se motivada pela vinda dos italianos para o Brasil e, a partir daí, o pão tornou-se essencial na mesa do brasileiro.
    O nosso pão francês não tem muito a ver com os pães da França, cuja receita foi criada na tentativa de reproduzir um pão popular na cidade de Paris da época, curto, cilíndrico, com miolo branco e casca dourada, mas acabou por tornar-se bem diferente dele por conter um pouco de açúcar e gordura na massa.

(Disponível em: http://www.portalvilamariana.com.
– Acesso em: 23.5.2019. Adaptado)
Na frase – … equipamentos e preparações diversificadas… –, o termo destacado tem sentido contrário de
Alternativas
Q2033306 Português
Pãezinhos quentinhos

    A grande alegria familiar de Fabrício não é levar presentes para os filhos ou para a esposa, não é fechar bons negócios no trabalho, não é a promessa de um prato predileto, mas é abrir a porta de casa com os pãezinhos quentinhos no colo. Esquentam o seu peito no caminho a pé, tal bebê sonhando com o berço. Que alegria é quando ele chega à padaria e o atendente diz “o pão acabou de sair”.
    Aparecer na padaria exatamente com o pão saindo do forno é como um prêmio, pois Fabrício não levaria os pães cabisbaixos, frios e duros, cansados. Estava pegando os mais cobiçados, os de miolo quente e de casca crocante. Desciam do fogo direto para o calor das mãos e o café da tarde da família.
   Fabrício já salivava imaginando a geleia de morango ou a manteiga derretendo em sua crosta. Não pode haver, para ele, melhor sensação do que ser pontual na retirada dos pães. Ele encara os vizinhos na rua com a superioridade do privilégio. Não pode nem fechar o saco onde estão os pães, tamanho o frescor do nascimento. O cheiro emana para a barba de Fabrício.
    Não existe desentendimento com a mulher, cisma dos filhos, dívida bancária ou mal-estar com a vida que resista à sua aparição caseira gritando: “Os pães quentinhos, venham logo para a mesa!”

(Fabrício Carpinejar. Minha esposa tem a senha do meu celular.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2019. Adaptado)
Na frase – Ele encara os vizinhos na rua com a superioridade do privilégio. –, o trecho destacado estabelece sentido de
Alternativas
Q2032882 Português

A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir. 


A (in)segurança pública e os reflexos na sociedade


José Ricardo Bandeira


    A cada dia que passa os cidadãos das grandes cidades e capitais brasileiras são obrigados a conviver com a explosão de violência e criminalidade que assola o país. Balas perdidas, arrastões, roubos e homicídios já não são surpresas em uma nação que tem a incrível taxa de mais de 60 mil assassinatos por ano.

   E, nessa esteira de violência, muitos políticos são eleitos. Infelizmente, exploram a bandeira da repressão — a exemplo das últimas eleições — com um discurso muitas vezes demagógico e sem profundidade. Falam coisas que o cidadão cansado e acuado espera ouvir. Mas, assim como os anteriores, repetem as mesmas práticas de combate à criminalidade, que, por evidentes razões, não surtiram efeito.

    A saber, nas últimas décadas, tornou-se prática obrigatória no Brasil combater a criminalidade por meio do enfrentamento policial em detrimento de muitas outras medidas racionais e científicas que poderiam trazer resultados sólidos.

    Em uma caixa chamada segurança pública, onde existem diversas outras alternativas, a polícia é única e tão somente uma das ferramentas no combate à criminalidade.

    Apenas para ilustrar como os nossos governantes priorizam o enfrentamento policial, a primeira grande operação no Brasil ocorreu no dia 21 de março de 1963 na “comunidade da favela”, hoje conhecida como morro da Providência, no Rio. Com o apoio de um helicóptero, cerca de 500 policiais cercaram a comunidade e fizeram 200 presos. Daí por diante, essa foi a política de segurança implementada por praticamente todos os governadores do Brasil.

    Entretanto, ao priorizar o enfrentamento policial, os efeitos colaterais são inevitáveis. Há morte de inocentes, caos e transtornos nas grandes cidades e prejuízos ao comércio e turismo, além de graves sequelas psicológicas provocadas naqueles que vivenciam a violência diariamente.

    A segurança pública é uma ciência e, como tal, deve ser tratada e conduzida. Logo, a forma mais eficiente de lidar com a violência nas grandes cidades é por meio de investimento em inteligência, impedindo que drogas, armas e munições cheguem às comunidades dominadas pelo tráfico de drogas e pelas organizações criminosas. Asfixia-se, assim, suas ações e corta-se seus recursos — sem drogas, armas e munições, o crime naturalmente sucumbe.

     Todavia, nesse critério, o governo federal sempre foi o grande vilão da segurança pública, pois nunca impediu que drogas, armas e munições atravessassem fronteiras, percorressem estradas, portos e aeroportos e chegassem às comunidades.

     Em paralelo à aplicação das medidas de inteligência, é necessário também um grande projeto de geração de emprego e renda em substituição ao dinheiro gerado pela narcoeconomia que circula nas comunidades. Infelizmente, enquanto tais medidas não forem implementadas, continuaremos a velha política de enfrentamento e com a triste classificação de termos a polícia que mais mata e que mais morre no mundo.


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 16 abr. 2019

A expressão em detrimento de, no terceiro parágrafo,
Alternativas
Q2032045 Português
Transparência e gentileza
Ana Maria Machado

    Viver numa democracia pressupõe respeitar as urnas, os limites institucionais, o jogo de pesos e contrapesos entre os poderes. A alternância no governo, que agora teremos, configura uma troca de papéis e exige uma oposição que fiscalize e proponha alternativas mas que saiba conviver com o desejo expresso da maioria. Hora de deixar para trás o “nós contra eles”. Mesmo se, como disse Ciro Gomes em relação ao PT, agora “eu sou o eles”. Ou, como se brincou por aí, tanto pediram #elenão que acabaram ganhando um Helenão. Ficaram cicatrizes. Por isso, o diálogo requer delicadeza.
    Esse quadro acentua a importância de se expressar, opinar, perguntar, ouvir, analisar, corrigir, sugerir. Tentar entender. Abandonar melindres e a retórica de que a democracia corre risco se houver discordância. Admitir fatos. Reconhecer que a corrupção não foi invenção de juízes antipetistas. Que a nova matriz econômica de Dilma foi um desastre na ponta do lápis, não na má vontade da mídia. Que a ONU nunca recomendou o registro da candidatura de Lula e que nosso Judiciário não desrespeitou essa pretensa determinação — foi só a opinião avulsa de dois peritos de um comitê.
    Hora de baixar a fervura. Ir além das redes sociais. Nisso, a relação do governo com a mídia é fundamental. Convém ser transparente. Não se pode barrar jornalistas em coletiva, nem usar verba de publicidade para chantagem. Para evitar curtocircuito em prejuízo do país, seria bom que o futuro governo seguisse o exemplo recente de Sergio Moro. Se todo mundo quer saber (e tem esse direito), o melhor é organizar uma entrevista coletiva, em vez de chutar a primeira frase que vem à cabeça de alguém acossado por microfones e celulares, entre jornalistas se acotovelando. Que se destine um espaço para esse encontro. Que cada um pergunte livremente e espere sua vez. Que o entrevistado responda com civilidade, desenvolva seu raciocínio, pese suas palavras.
    Pode não alimentar a fogueira, mas é mais útil a todos. Precisamos disso.

O Globo, 26/11/2018
Texto disponível em: http://www.academia.org.br/artigos/ transparencia-e-gentileza. Acesso em: 4 de dez. de 2018. 
No trecho “o melhor é organizar uma entrevista coletiva, em vez de chutar a primeira frase que vem à cabeça de alguém acossado por microfones e celulares”, o melhor significado, no contexto, para acossado é:
Alternativas
Q2029205 Português

TEXTO

Bom exemplo na saúde

O Estado de S.Paulo

9 de setembro de 2018



A partir do contexto apresentado pelo TEXTO acima, podemos inferir que a palavra “panaceia” (l.4) significa:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2019 - UFLA - Assistente em Administração |
Q2027859 Português
TEXTO 4

O QUE QUALIFICA A VITÓRIA É A TRAJETÓRIA E NÃO A MEDALHA EM SI

texto_4.png (783×723)

Katia Rubio
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/katia-rubio/2019/07/o-que-qualifica-a-vitoria-e-a-trajetoria-e-nao-a-medalha-emsi.shtml. Acesso em: 3/9/2019.
Em todas as alternativas, o primeiro vocábulo pode ser substituído pelo segundo, sem prejudicar o sentido proposto pelo texto. Identifique o sentido dado a cada termo:
I – desolação (linha 12) – abandono II – assertivas (linha 2) – afirmações categóricas III – adverso (linha 13) – desfavorável IV – agonística (linha 20) – agonia
Estão CORRETAS as opções indicadas em:
Alternativas
Respostas
7841: A
7842: B
7843: C
7844: B
7845: C
7846: A
7847: B
7848: D
7849: B
7850: E
7851: A
7852: C
7853: D
7854: D
7855: A
7856: E
7857: D
7858: B
7859: A
7860: D