Questões de Concurso
Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Eles sentem o que você sente
A foto correu mundo – ou melhor, “viralizou”. Deitado ao lado do caixão de George Bush, que morreu no início de dezembro, o labrador Sully parecia querer transmitir seu luto, sua melancolia. A imagem provocou comoção – mas não exatamente surpresa. Há muito o _________ comum alerta a ciência: os cães esbanjam empatia pelos seres humanos. Quem tem um em casa – mais de 44% dos lares brasileiros, segundo o IBGE – sabe que não é raro vê-los espelhar o estado de espírito dos donos.
O que era apenas uma impressão ganhou agora um patamar científico. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Linköping, na Suécia, revelou uma extraordinária semelhança entre os índices de estresse registrados em cachorros de duas raças bastante distintas e em suas respectivas proprietárias.
O trabalho utilizou 58 cães, 33 deles pastores de shetland e 25 border collies. Os cientistas analisaram os níveis de cortisol – hormônio ______________ ao estresse – presentes nos pelos dos animais e nos cabelos de suas donas e chegaram à conclusão de que eles eram muito parecidos.
A relação mais estreita entre a produção de cortisol de um cão e a verificada em sua dona foi encontrada nos animais do sexo feminino e naqueles que eram treinados para competições diversas. Para o primeiro caso, os cientistas não arriscam justificativas. Já para o segundo, é possível que a explicação esteja nos longos períodos de convivência indispensáveis para um bom adestramento. Outra relevante descoberta foi que aspectos como a idade dos cachorros e a das mulheres não pesavam em nada no nível de cortisol registrado pelos cientistas.
Estudos anteriores já haviam revelado que a proximidade entre cachorros e seres humanos estava estreitamente relacionada a hormônios. Uma pesquisa de 2015 feita no Japão mostrou que um simples olhar entre cães e humanos é ______________ para estimular, em ambos, a produção de oxitocina, substância responsável pela sensação de apego e de prazer.
Não há dúvida de que o trabalho feito na Suécia avançou na constatação científica da existência de empatia entre cães e pessoas. https://veja.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.
https://veja.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.
Com base nessa tira, considere as seguintes afirmativas:
1. O humor da tira reside no uso de uma palavra que apresenta diferentes significados em diferentes contextos.
2. A palavra “justo” no primeiro quadrinho faz referência ao caimento de uma roupa no corpo do pai.
3. As duas ocorrências da palavra “justo” no último quadrinho apresentam o mesmo significado.
Assinale a alternativa correta.
As indicações para o Nobel de Literatura
A Academia Sueca anunciou que a polonesa Olga Tokarczuk e o austríaco Peter Handke ganharam, respectivamente, os Prêmios Nobel de Literatura de 2018 e 2019. O anúncio do prêmio de 2018 havia sido adiado após 18 mulheres relatarem terem sido estupradas pelo fotógrafo francês Jean-Claude Arnault, casado com uma das integrantes da Academia (o casal também vazou o nome dos vencedores do Nobel a casas de apostas de Paris em mais de uma ocasião). Arnault está preso.
Após o escândalo, a Academia Sueca não só reformou seus quadros como prometeu premiar com menos frequência homens da Europa Ocidental, que evidentemente são a maioria dos laureados desde a instituição do Nobel, em 1901. Isso explica, em parte, __________ a medalha de 2018 foi para a polonesa Olga Tokarczuk, que é best seller no leste europeu, vencendo o prestigiado prêmio Booker britânico com seu sexto livro e dando alfinetadas frequentes na política de seu País natal.
Por sua vez, o vencedor de 2019, Peter Handke, é um austríaco veterano do meio literário, que já fez __________ no teatro e no cinema e colaborou com nomes como Wim Wenders. Ele também é polêmico: foi apoiador incondicional (e chegou a discursar no funeral) do ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic, que morreu na prisão após ordenar o genocídio de mais de 8 mil bósnios de religião muçulmana em 1995.
É difícil saber se algum autor brasileiro contemporâneo foi considerado para as láureas deste ano. Os suecos só liberam a lista de indicados (e quantos votos cada indicado recebeu) meio século após a entrega da medalha.
https://super.abril.com.br/cultura/... - adaptado.
O texto abaixo é referência para a questão.
Na era de ouro da comunicação, pululam informações falsas que buscam difundir crenças sem qualquer base científica. Conceitos consolidados ao longo de séculos, como a esfericidade da Terra, passam a ser questionados de forma simplória e irresponsável. Conteúdos pseudocientíficos na internet desautorizam, por exemplo, a eficácia de vacinas e a utilidade da energia nuclear. Mas conhecer e entender o mundo a partir do método científico é a forma mais eficiente de melhorá-lo.
Um dos conselhos mais conhecidos em divulgação científica é: se há algo importante a ser dito, que seja dito logo. Cumpre-se, então, o conselho: a Terra é redonda. Para um(a) leitor(a) desavisado(a), pode parecer exagero ter de lembrar o formato de nosso planeta, mas os tempos mudam e nem sempre para melhor. Esse fato científico consolidado tem sido questionado em sítios pseudocientíficos na internet. Nossa tarefa aqui é consertar esse equívoco. […]
(Adaptado de: http://cienciahoje.org.br/artigo/a-terra-e-redonda/, acesso em 28, fev. 2019.)
( ) O autor do texto traz informações sem se posicionar sobre o assunto.
( ) De acordo com o texto, o conhecimento deve ser obtido por meio do método científico, e não apenas pela difusão de ideias e crenças que não podem ser provadas pela ciência.
( ) O termo em destaque no texto pode ser substituído, sem alteração de sentido, por “brotam”.
( ) Um título apropriado para este texto seria “A plenitude da Terra”.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Ao advogar por legislações específicas para grupos, em vez de formulações universais, a esquerda erode a mensagem mais esquerdista de todos os tempos, que é a de que somos todos seres humanos, iguais diante da lei.
(Disponível em: Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2019/02/iguais-diante-da-lei.shtml)
O termo “erode” tem o sentido no texto de:
Como um tsunami de 1964 pode ter ajudado a espalhar um fungo mortal
Há 20 anos, um tipo raro de infecção fazia suas primeiras vítimas na costa oeste dos Estados Unidos. A origem do parasita causador da doença, que fazia surgir nos pacientes sintomas semelhantes aos da pneumonia, era um mistério. Não se sabia ao certo como o Cryptococcus gattii passou a contaminar humanos.
A história da chegada do fungo ____ região passou décadas sem um porquê. No entanto, isso mudou recentemente, graças a um estudo assinado por dois pesquisadores americanos. De acordo com a pesquisa da dupla, o tal fungo pode ter se espalhado pelo noroeste dos EUA graças a uma combinação improvável – que envolve a abertura do canal do Panamá e a ação de um tsunami que atingiu o país 35 anos antes do primeiro caso da doença.
Com a abertura do canal do Panamá, que em 1914 permitiu a passagem de navios e conectou as Américas, acredita-se que o fungo tenha começado a viajar por águas da região, provavelmente no casco de navios. A tese de que o fungo teria desembarcado dessa forma no norte do continente bate com a análise genética de amostras locais.
Por causa da ação das águas de um tsunami que varreu a costa americana em 1964, o fungo acabou colonizando florestas da região oeste. No novo habitat, o C. gattii evoluiu e se tornou letal. De acordo com os pesquisadores, variedades do fungo _______ desenvolvido suas defesas como resposta à convivência com amebas que vivem no solo. E graças a essas novas defesas, a espécie aumentou sua capacidade de infectar pessoas e animais. Décadas depois, agora como uma variedade nociva a humanos, o fungo faria sua primeira vítima.
“Defendemos que o C. gattii pode ter perdido grande parte de sua capacidade de infectar seres humanos quando vivia na água do mar, mas quando chegou a terra, amebas e outros organismos do solo mataram os fungos menos adaptados por três décadas ou mais, até que surgiram novas variantes de C. gattii, que eram mais patogênicas para animais e pessoas”, disse o coautor do estudo.
https://super.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.
Até que ponto o piloto automático de um avião é automático?
De acordo com Jorge Henrique Bidinotto, professor de engenharia aeronáutica na USP de São Carlos, o piloto automático não decide nada – apenas segue instruções. Se o piloto humano ordenar que o avião suba para 30 mil pés, por exemplo, o computador se encarrega de mudar a altitude, mantendo as outras variáveis constantes.
Quando há turbulência, o piloto automático desliga por conta própria. Se o comandante não considerar prudente lidar com o tempo ruim no modo manual, ele pode dar ao avião instruções para que ele desvie das nuvens. De novo: o avião até topa ____________ o comando, mas vai só obedecer, sem decidir.
Além de não gostar de ventanias e temporais, o piloto automático também é desligado por _____________ quando o humano comete um erro ao operá-lo.
Decolagem e pouso também são delicados: a primeira é inteiramente responsabilidade do piloto humano. Já no pouso, o automático leva o avião até muito próximo da pista, mas o controle volta para o manual imediatamente antes de o avião tocar o chão.
É bom lembrar que o piloto automático é apenas um dos muitos sistemas que ajudam a guiar o avião. Ele faz parte do controle automático, que inclui também softwares estabilizadores e um sistema que “filtra” as ações do piloto, tornando-as mais suaves.
https://super.abril.com.br... - adaptado.
Texto I
Situação das crianças
e dos adolescentes no Brasil
O Brasil possui uma população de 206,1 milhões de pessoas, dos quais 57,6 milhões têm menos de 18 anos de idade (Estimativa IBGE para 2016). Mais da metade de todas as crianças e adolescentes brasileiros são afrodescendentes e um terço dos cerca de 820 mil indígenas do país é criança. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para desenvolver com plenitude todo o seu potencial
Nosso país é ainda um dos mais desiguais do mundo. Por exemplo, entre 1996 e 2006, a desnutrição crônica (medida pela baixa estatura da criança para a idade) caiu 50% no Brasil, passando de 13,4% para 6,7% das crianças menores de 5 anos. Esses bons resultados, no entanto, não alcançam toda a população. Cerca de 30% das crianças indígenas são afetadas por desnutrição crônica no país
Entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade infantil caiu de 47,1 para 13,3 mortes para cada 1.000 nascidos vivos, de acordo com o Ministério da Saúde. Os avanços fizeram com que o país superasse a meta de redução da mortalidade infantil prevista nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) antes mesmo do prazo estabelecido. Contudo, desde 2015, em meio à crise econômica, o país entrou em um estado de alerta. Em 2016, pela primeira vez em 26 anos, as taxas de mortalidade infantil e na infância cresceram. De 2015 a 2016, por exemplo, a taxa de mortalidade infantil cresceu 5,3% (MS/SVS/CGIAE-SIM/Sinasc e Busca Ativa)
De 1990 a 2015, o percentual de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu de 19,6% para 6,5% (Pnad). No entanto, mesmo com tantos avanços, em 2015, 2,8 milhões de meninos e meninas ainda estavam fora da escola (Pnad, 2015). E essa exclusão escolar tem rosto e endereço: quem está fora da escola são os pobres, negros, indígenas e quilombolas. Uma parcela tem algum tipo de deficiência. E grande parte vive nas periferias dos grandes centros urbanos, no Semiárido, na Amazônia e na zona rural. Muitos deixam a escola para trabalhar e contribuir com a renda familiar
A face mais trágica das violações de direitos que afetam meninos e meninas no Brasil são os homicídios de adolescentes a cada dia, 31 crianças e adolescentes são assassinados no país [estimativa do UNICEF baseada em dados do Datasus (2016)] - quase todos meninos, negros, moradores de favelas
O Brasil é o país com o maior número absoluto de adolescentes assassinados no mundo. Em 2015, foram 11.403 meninos e meninas de 10 a 19 anos vítimas de homicídios. Desses, 10.480 eram meninos - número maior do que o total de mortes violentas de meninos em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque
Mesmo tendo uma das legislações mais avançadas do mundo no que diz respeito à proteção da infância e da adolescência e, embora o país tenha feito grandes progressos em relação à sua população mais jovem, esses avanços não atingiram todas as crianças e todos os adolescentes brasileiros da mesma forma. Logo, é necessário adotar políticas públicas capazes de combater e superar as desigualdades geográficas, sociais e étnicas do país e celebrar a riqueza de sua diversidade
Acesso em 25 de junho de 2019. Adaptado.)
Segundo Paro (1996) “A administração escolar democrática é importante, porém as transformações no sentido de democratizar as relações no interior da escola, devem partir da situação atual em que ela se encontra, por mais adversas que as condições estejam, devem servir para o início da transformação social esperada”. Complete a sentença abaixo com as palavras que se encaixam corretamente, no que diz respeito a organização e gestão da escola:
A __________________ se inicia com o respeito e a valorização das __________________, onde os membros da comunidade escolar falem a mesma linguagem, tenham os mesmos ideais, apesar das inúmeras ___________________. Isso faz com que os integrantes do grupo percebam a importância da contribuição individual, da organização ________________ e da responsabilidade, neste trabalho tão árduo e ________________, quanto o de educar para a vida.
TEXTO IV
"SORRIA! VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO!"

Adaptado de PERSONA, Mário. Disponível em: <https://www.mariopersona.com.br/sorria.html>
Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.
(Machado de Assis, in Memórias Póstumas de Brás Cubas)
O texto se estrutura a partir do emprego de palavras ou expressões de sentido contrário. Identifique, logo abaixo, as palavras ou expressões que não apresentam, no texto, essa propriedade:

Leia o texto, para responder às questões de números 05 a 13.
Paz na escola: é possível
A violência é o fator de maior preocupação da população brasileira, de acordo com pesquisas de opinião pública. Embora não seja um evento novo no país, como mostra nossa trajetória, rica em acontecimentos bárbaros, o que parece inusitado são as maneiras como ela vem acontecendo atualmente no Brasil. As inesperadas ações de violência e suas diversas formas de manifestação reforçam na sociedade a ideia de que ela se tornou incontrolável e, por isso, acabamos nos submetendo à imposição do medo e do terror por não ter o que fazer diante da ineficácia dos poderes públicos.
Ainda que tenhamos muita clareza da proporção e das consequências visíveis e sutis do fenômeno violência, podemos facilmente perceber as modificações que ele vem acarretando na maneira de viver e ser das pessoas, no funcionamento das instituições e nos relacionamentos interpessoais: é como se a epidemia de violência infestasse a teia social, colocando em risco a nossa saúde emocional e física.
Por ser tão aguda no cenário atual, a violência atinge, obviamente, a escola, que é a tradução em si mesma dos processos históricos, culturais e econômicos de uma sociedade. Atitudes violentas acontecem de formas variadas no ambiente escolar: nas manifestações de racismo, nas brincadeiras sobre gênero e religião, nas atitudes de intimidação e isolamento, nas pequenas agressões físicas e, na pior de todas, na morte violenta entre os jovens.
A reversão desse quadro é um árduo caminho a ser percorrido. A sociedade, a escola e os governos precisam, juntos, incluir a Cultura de Paz como política de Estado, estendendo a discussão para a sala de aula e além dela. E sem a participação da maior das instituições, a família, essa reversão é muito mais difícil.
A escola sem violência é possível e muito pode fazer ao incentivar nos alunos valores, livres de qualquer pretensão moralista, capazes de evidenciar razões para não se optar pelo uso da violência e viver em uma sociedade mais humana.
(Simone Cristina Succi. Diário da Região, 21.03.2019. Adaptado)
A relação de sentido que existe entre os termos “ineficácia” e “eficácia” existe também entre
Leia o texto, para responder às questões de números 05 a 13.
Paz na escola: é possível
A violência é o fator de maior preocupação da população brasileira, de acordo com pesquisas de opinião pública. Embora não seja um evento novo no país, como mostra nossa trajetória, rica em acontecimentos bárbaros, o que parece inusitado são as maneiras como ela vem acontecendo atualmente no Brasil. As inesperadas ações de violência e suas diversas formas de manifestação reforçam na sociedade a ideia de que ela se tornou incontrolável e, por isso, acabamos nos submetendo à imposição do medo e do terror por não ter o que fazer diante da ineficácia dos poderes públicos.
Ainda que tenhamos muita clareza da proporção e das consequências visíveis e sutis do fenômeno violência, podemos facilmente perceber as modificações que ele vem acarretando na maneira de viver e ser das pessoas, no funcionamento das instituições e nos relacionamentos interpessoais: é como se a epidemia de violência infestasse a teia social, colocando em risco a nossa saúde emocional e física.
Por ser tão aguda no cenário atual, a violência atinge, obviamente, a escola, que é a tradução em si mesma dos processos históricos, culturais e econômicos de uma sociedade. Atitudes violentas acontecem de formas variadas no ambiente escolar: nas manifestações de racismo, nas brincadeiras sobre gênero e religião, nas atitudes de intimidação e isolamento, nas pequenas agressões físicas e, na pior de todas, na morte violenta entre os jovens.
A reversão desse quadro é um árduo caminho a ser percorrido. A sociedade, a escola e os governos precisam, juntos, incluir a Cultura de Paz como política de Estado, estendendo a discussão para a sala de aula e além dela. E sem a participação da maior das instituições, a família, essa reversão é muito mais difícil.
A escola sem violência é possível e muito pode fazer ao incentivar nos alunos valores, livres de qualquer pretensão moralista, capazes de evidenciar razões para não se optar pelo uso da violência e viver em uma sociedade mais humana.
(Simone Cristina Succi. Diário da Região, 21.03.2019. Adaptado)
Para responder às questões de números 07 a 09, considere a seguinte passagem:
Embora não seja um evento novo no país, como mostra nossa trajetória, rica em acontecimentos bárbaros, o que parece inusitado são as maneiras como ela vem acontecendo atualmente no Brasil.
São sinônimos adequados para os termos “bárbaros” e “inusitado”, respectivamente,
Leia o texto, para responder às questões de números 05 a 13.
Paz na escola: é possível
A violência é o fator de maior preocupação da população brasileira, de acordo com pesquisas de opinião pública. Embora não seja um evento novo no país, como mostra nossa trajetória, rica em acontecimentos bárbaros, o que parece inusitado são as maneiras como ela vem acontecendo atualmente no Brasil. As inesperadas ações de violência e suas diversas formas de manifestação reforçam na sociedade a ideia de que ela se tornou incontrolável e, por isso, acabamos nos submetendo à imposição do medo e do terror por não ter o que fazer diante da ineficácia dos poderes públicos.
Ainda que tenhamos muita clareza da proporção e das consequências visíveis e sutis do fenômeno violência, podemos facilmente perceber as modificações que ele vem acarretando na maneira de viver e ser das pessoas, no funcionamento das instituições e nos relacionamentos interpessoais: é como se a epidemia de violência infestasse a teia social, colocando em risco a nossa saúde emocional e física.
Por ser tão aguda no cenário atual, a violência atinge, obviamente, a escola, que é a tradução em si mesma dos processos históricos, culturais e econômicos de uma sociedade. Atitudes violentas acontecem de formas variadas no ambiente escolar: nas manifestações de racismo, nas brincadeiras sobre gênero e religião, nas atitudes de intimidação e isolamento, nas pequenas agressões físicas e, na pior de todas, na morte violenta entre os jovens.
A reversão desse quadro é um árduo caminho a ser percorrido. A sociedade, a escola e os governos precisam, juntos, incluir a Cultura de Paz como política de Estado, estendendo a discussão para a sala de aula e além dela. E sem a participação da maior das instituições, a família, essa reversão é muito mais difícil.
A escola sem violência é possível e muito pode fazer ao incentivar nos alunos valores, livres de qualquer pretensão moralista, capazes de evidenciar razões para não se optar pelo uso da violência e viver em uma sociedade mais humana.
(Simone Cristina Succi. Diário da Região, 21.03.2019. Adaptado)
Para responder às questões de números 07 a 09, considere a seguinte passagem:
Embora não seja um evento novo no país, como mostra nossa trajetória, rica em acontecimentos bárbaros, o que parece inusitado são as maneiras como ela vem acontecendo atualmente no Brasil.
Assinale a alternativa em que a expressão destacada estabelece, no contexto, a mesma relação de sentido que a conjunção “Embora” provê na passagem.
Leia o texto para responder às questões de números 11 a 20.
União, gente
___Nunca se despreze o poder de uma ideia cuja hora chegou. Minha rebelião contra a salsinha ganha adeptos e, a julgar pela correspondência que recebo, esta era uma causa à espera do primeiro grito. Só não conseguimos ainda nos organizar e partir para a mobilização – manifestações de rua, abraços a prédios públicos – porque persiste uma certa indefinição de conceitos. Eu sustento que “salsinha” é nome genérico para tudo que está no prato só para enfeite ou para confundir o paladar, o que incluiria até aqueles galhos de coisa nenhuma espetados no sorvete, o cravo no doce de coco, etc. Outros, com mais rigor, dizem que salsinha é, especificamente, o verdinho picadinho que você não consegue raspar de cima da batata cozida, por exemplo, por mais que tente. Outros, mais abrangentes até do que eu, dizem que salsinha é o nome de tudo que é persistentemente supérfluo em nossas vidas, da retórica ao porta-aviões, passando pelo cheiro-verde. Meu conselho é que evitemos a metáfora e a disputa semântica e, unidos pela mesma implicância, passemos à ação.
___Mas, como se esperava, começou a reação dos pró-salsinhas. Alegam que a salsinha não é uma inconsequência culinária, mas tem importância gastronômica reconhecida, tanto que na cozinha francesa faz parte do nome de um prato – isto é, eles não só usam a salsinha como a anunciam! E não podia faltar: um salsófilo renitente, o jornalista Reali Jr., alega que a salsinha é, inclusive, afrodisíaca. Agora só falta dizerem que o verde intrometido tem vitamina V.
(Luis Fernando Verissimo. A mesa voadora. Rio de Janeiro,
Objetiva, 2010, Adaptado)
Considerando a regência da norma-padrão da língua, o trecho destacado em – Alegam que a salsinha não é uma inconsequência culinária... (2o parágrafo) – está corretamente substituído, com o sentido preservado, por:
Leia o texto para responder às questões de números 11 a 20.
União, gente
___Nunca se despreze o poder de uma ideia cuja hora chegou. Minha rebelião contra a salsinha ganha adeptos e, a julgar pela correspondência que recebo, esta era uma causa à espera do primeiro grito. Só não conseguimos ainda nos organizar e partir para a mobilização – manifestações de rua, abraços a prédios públicos – porque persiste uma certa indefinição de conceitos. Eu sustento que “salsinha” é nome genérico para tudo que está no prato só para enfeite ou para confundir o paladar, o que incluiria até aqueles galhos de coisa nenhuma espetados no sorvete, o cravo no doce de coco, etc. Outros, com mais rigor, dizem que salsinha é, especificamente, o verdinho picadinho que você não consegue raspar de cima da batata cozida, por exemplo, por mais que tente. Outros, mais abrangentes até do que eu, dizem que salsinha é o nome de tudo que é persistentemente supérfluo em nossas vidas, da retórica ao porta-aviões, passando pelo cheiro-verde. Meu conselho é que evitemos a metáfora e a disputa semântica e, unidos pela mesma implicância, passemos à ação.
___Mas, como se esperava, começou a reação dos pró-salsinhas. Alegam que a salsinha não é uma inconsequência culinária, mas tem importância gastronômica reconhecida, tanto que na cozinha francesa faz parte do nome de um prato – isto é, eles não só usam a salsinha como a anunciam! E não podia faltar: um salsófilo renitente, o jornalista Reali Jr., alega que a salsinha é, inclusive, afrodisíaca. Agora só falta dizerem que o verde intrometido tem vitamina V.
(Luis Fernando Verissimo. A mesa voadora. Rio de Janeiro,
Objetiva, 2010, Adaptado)
Um sinônimo e um antônimo, respectivamente, para o termo adeptos em: – Minha rebelião contra a salsinha ganha adeptos... – são: