Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q2579474 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 5.


Timidez


Sou um tímido veterano e posso dar conselhos aos que estão recém descobrindo o martírio de enfrentar esse terror, os outros, e a obrigação de se fazer ouvir, ter amigos, namorar, procriar e, enfim, viver, quando preferia ficar quieto em casa. Ou, de preferência, no útero.

Algumas coisas não funcionam. Já tentei várias maneiras de conviver com minha timidez e nenhuma deu certo. Decorar frases, por exemplo. Já fui com uma frase pronta para impressionar a menina e na hora saiu “Teus verdes são como dois olhos, lagoa”. Também resista à tentação de assumir um ar superior e dar a impressão de que você não é tímido, é misterioso.

Eu sou do tempo em que se usava chaveiro com correntinha (além de tope e topete, tope de gravata enorme e topete duro de Gumex) e ficava girando a correntinha no dedo, enquanto examinava as garotas na saída das matinês (eu sou do tempo das saídas de matinês). Um dia uma garota veio falar comigo, ou ver de perto o que mantinha meu topete em pé, foi atingida pela hélice da correntinha e saiu furiosa. Melhor, porque eu não tinha nenhuma fala pronta, o que dirá misteriosa, que correspondesse à pose.

Evite manobras calhordas, como identificar alguém tão tímido quanto você no grupo e quando, por sacanagem, lhe passarem a palavra, passar a palavra imediatamente para ele. O mínimo que um tímido espera de outro é solidariedade. E não há momento mais temido na vida de um tímido do que quando lhe passam a palavra.

Tente se convencer de que você não é o alvo de todos os olhares e de todas as expectativas de vexame quando entra em qualquer recinto. Porque, no fundo, a timidez é uma forma extrema de vaidade, pois é a certeza de que, onde o tímido estiver, ele é o centro das atenções, o que torna quase inevitável que errará a cadeira e sentará no chão, ou no colo da anfitriã.

Convença-se, o mundo não está só esperando para ver qual é a próxima que você vai aprontar. E mire-se no meu exemplo. Depois que aposentei a correntinha e (suspiro) perdi o topete, namorei, casei, procriei, fiz amigos, vivi e hoje até faço palestras, ou coisas parecidas. Mesmo com o secreto e permanente desejo, é verdade, de não estar ali, mas quieto em casa.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto a seguir para responder às questões de 3 a 5:


Evite manobras calhordas, como identificar alguém tão tímido quanto você no grupo e quando, por sacanagem, lhe passarem a palavra, passar a palavra imediatamente para ele.


A palavra “calhordas”, que ocorre no excerto indicado, exprime o mesmo sentido que:

Alternativas
Q2579029 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 06.


Sonda chinesa identifica mineral inédito na Lua


As crateras lunares são resultado da colisão entre a Lua e objetos celestiais, como asteroides e cometas. O impacto é rápido, envolvendo alta velocidade, pressão e temperatura. O fenômeno, além de alterar o relevo da superfície do satélite natural da Terra, também é responsável por mudanças na composição mineral do solo lunar, chamado de regolito. Por isso, uma das formas de estudar o passado da Lua consiste em analisar os minerais que compõem a sua superfície. Recentemente, a missão chinesa Chang'e-5 retornou para a Terra com 1,73 kg de regolito, fornecendo novos materiais para a investigação da história do nosso satélite natural.

Os pesquisadores identificaram um novo mineral lunar, o Changesite-(Y), bem como minerais do grupo dos silicatos em uma combinação considerada “desconcertante”. As amostras foram coletadas em uma região denominada Oceanus Procellarum. Tais descobertas foram descritas em artigo publicado na revista Matter and Radiation at Extremes na última terça-feira (6).

De acordo com as estimativas dos cientistas, a colisão de objetos celestiais que resultou nas amostras teve uma pressão máxima entre 11 e 40 GPa e uma duração de 0,1 a 1 segundo. A cratera gerada na Lua pode ter entre 3 e 32 km de largura.

O novo mineral Changesite-(Y) pertence ao grupo dos fosfatos e é caracterizado por colunas de cristais transparentes, sem cor. A combinação dos silicatos, por sua vez, inclui a seifertita e a estishovita — ambas quimicamente similares ao quartzo, mas com estruturas cristalinas distintas.

O fragmento que contém seifertita e estishovita surpreendeu os pesquisadores, uma vez que esses minerais, teoricamente, só coexistiriam em pressões muito mais elevadas do que as da amostra. “Embora a superfície da Lua esteja coberta por dezenas de milhares de crateras de impacto, minerais de alta pressão são incomuns em amostras lunares”, afirma a pesquisadora e autora do estudo Wei Du em nota. “Uma das possíveis explicações para isso é que a maioria dos minerais de alta pressão são instáveis em altas temperaturas.”

No caso da amostra coletada pela missão Chang'e-5, levantou-se a hipótese de que a presença de um terceiro polimorfo dos silicatos, a o-cristobalita, pode ter sido importante para viabilizar a combinação de seifertita e estishovita.

“A seifertita pode ter se formado a partir da acristobalita durante o processo de compressão, e uma parte da amostra se transformou em estishovita durante o subsequente processo de elevação de temperatura”, propõe Du.


Revista Galileu. Disponível em<https:/'revistagalileu.globo .com/ciencia/espaco/noticia/2024/02/sonda-chinesa-identifica-mineral-inedito-na-lua .ghtm]>

Considere o excerto a seguir para responder às questões 4 e 5:


O fragmento que contém seifertita e estishovita surpreendeu os pesquisadores, uma vez que esses minerais, teoricamente, só coexistiriam em pressões muito mais elevadas do que as da amostra.


O advérbio “teoricamente”, que ocorre no excerto apresentado, poderia ser substituído, pela expressão de valor correspondente:

Alternativas
Q2578158 Português

A importância da arte e da arte de resistir no ano da pandemia


Por Milena Schäfer


  1. O encontro pelas telas marcou 2020 e com o fazer artístico não foi diferente. O olhar foi
  2. intermediado pela câmera, o aplauso deu lugar aos emojis, e todas as camadas da subjetividade
  3. dos encontros acomodaram-se, em tom de ur....ência, no enquadramento audiovisual.
  4. Para quem encontra na arte o sentido da vida e vive com o sustento de cada apresentação,
  5. parar realmente não foi uma opção. No desenrolar dessa cena trá....ica, os artistas também
  6. foram duramente impactados, mas não nos abandonaram. Alguns ligaram as câmeras pela
  7. primeira vez e confirmaram que a presença virtual, embora não seja ideal, é melhor do que a
  8. ausência. Sob espetáculos cancelados, teatros interditados e luzes apagadas, a arte não
  9. silenciou. Pelo contrário, cantou feito cigarra, espalhando-se a ponto de atingir o tão merecido
  10. status de "e....encial".
  11. A importância da arte para a sobrevivência da espécie humana não é novidade, mas virou
  12. certeza absoluta nos meses de isolamento. Sozinha, em um apartamento cheio de vazio, vi cada
  13. canto ser suavemente preenchido pelas obras que pude acessar. Não foi uma, nem 20; foram
  14. incontáveis as vezes que encontrei no botão de play a salvação para suportar dias tão difíceis.
  15. Que atire a primeira pedra quem foi capaz de ficar sem ler um livro, escutar uma música ou
  16. assistir ___ uma livezinha sequer. Pois é, 2020 foi o ano das lives.
  17. Quem foi que disse que as cigarras não trabalham? Mesmo paralisadas, muitas conseguiram
  18. sair da casca, alçando voos. Disseminaram-se pela rede online as oficinas, os ensaios remotos,
  19. os espetáculos e os shows filmados. O caos também foi inspiração para criar, gerou uma
  20. necessidade ainda maior de expressar. Financiamentos coletivos deram visibilidade ___ arte
  21. periférica.
  22. No acesso facilitado pelo controle remoto, algumas plateias tornaram-se, até mesmo, mais
  23. numerosas do que antes. No acesso facilitado ___ plataformas digitais, a cena cultural, que já
  24. era potente, ganhou mais diversidade. E as comunidades começaram a se ver, a
  25. reconhecerem-se de verdade.
  26. No "Ano das Trevas", renascemos a cada dia inspirados por músicas, coreografias, imagens,
  27. histórias e representações. Tudo feito por estas cigarras que, na concepção de cada obra,
  28. também nos ensinam a arte de resistir.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/cultura-e-lazer/noticia/2020/12/a-importancia-da-arte-e-da-arte-de-resistir-no-ano-da-pandemia-ckj2tgvgg000p017whdowgm1m.html – texto adaptado especialmente para esta prova).


Assinale a alternativa que apresenta palavra ou expressão que possa substituir corretamente a conjunção “embora” (l. 07) sem causar alteração ao sentido ou à estrutura do trecho do texto em que ocorre.

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Q2578133 Português

Em “Existem inúmeros cursos de vestibular”, a palavra sublinhada tem como sinônimo:

Alternativas
Q2578008 Português

Senna: ídolo das pistas


Por Adriano Lesme


  1. Ayrton Senna da Silva, ou simplesmente Senna, foi um piloto de Fórmula 1 das décadas de
  2. 80 e 90 e maior ídolo brasileiro do automobilismo. Nasceu em São Paulo, no dia 21 de março de
  3. 1960, e morreu de maneira trágica em 1º de maio de 1994, após colidir com uma mureta de
  4. proteção no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola. Seu velório foi um dos mais marcantes da
  5. história do Brasil, durou cerca de 22 horas e foi acompanhado por aproximadamente 240 mil
  6. pessoas.
  7. A ca__eira de Senna no automobilismo começou como a da maioria dos pilotos: no kart.
  8. Aos quatro anos, Ayrton ganhou o seu primeiro kart, construído pelo seu pai. O motor foi tirado
  9. de um cortador de grama, mas chegava aos 60 km/h, bastante veloz para uma criança.
  10. O acidente de Senna é um dos episódios mais tristes da história do esporte, mas sua morte
  11. foi responsável por uma revolução na segurança da Fórmula 1. Os carros ficaram muito mais
  12. seguros e nenhum acidente fatal aconteceu por quase 20 anos.
  13. O maior legado de Senna é o Instituto Ayrton Senna, organização sem fins lucrativos que
  14. beneficia mais de 1,5 milhão de crianças brasileiras por ano, por meio da formação de
  15. educadores, projetos educacionais e parcerias com escolas públicas.
  16. A trajetória de Ayrton Senna no automobilismo foi de grande suce__o, o piloto foi
  17. tricampeão mundial da Fórmula 1, ganhando o título em 1988, 1990 e 1991. Em 2024 completa
  18. 30 anos de morte do ídolo brasileiro, um herói que segue na memória e no coração dos
  19. brasileiros.


(Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biografia/airton-senna-silva.htm. – texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre o trecho abaixo, assinale a alternativa que poderia substituir, sem prejuízo de sentido, a conjunção em destaque.


“O motor foi tirado de um cortador de grama, mas chegava aos 60 km/h, bastante veloz para uma criança”.

Alternativas
Q2578003 Português

Senna: ídolo das pistas


Por Adriano Lesme


  1. Ayrton Senna da Silva, ou simplesmente Senna, foi um piloto de Fórmula 1 das décadas de
  2. 80 e 90 e maior ídolo brasileiro do automobilismo. Nasceu em São Paulo, no dia 21 de março de
  3. 1960, e morreu de maneira trágica em 1º de maio de 1994, após colidir com uma mureta de
  4. proteção no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola. Seu velório foi um dos mais marcantes da
  5. história do Brasil, durou cerca de 22 horas e foi acompanhado por aproximadamente 240 mil
  6. pessoas.
  7. A ca__eira de Senna no automobilismo começou como a da maioria dos pilotos: no kart.
  8. Aos quatro anos, Ayrton ganhou o seu primeiro kart, construído pelo seu pai. O motor foi tirado
  9. de um cortador de grama, mas chegava aos 60 km/h, bastante veloz para uma criança.
  10. O acidente de Senna é um dos episódios mais tristes da história do esporte, mas sua morte
  11. foi responsável por uma revolução na segurança da Fórmula 1. Os carros ficaram muito mais
  12. seguros e nenhum acidente fatal aconteceu por quase 20 anos.
  13. O maior legado de Senna é o Instituto Ayrton Senna, organização sem fins lucrativos que
  14. beneficia mais de 1,5 milhão de crianças brasileiras por ano, por meio da formação de
  15. educadores, projetos educacionais e parcerias com escolas públicas.
  16. A trajetória de Ayrton Senna no automobilismo foi de grande suce__o, o piloto foi
  17. tricampeão mundial da Fórmula 1, ganhando o título em 1988, 1990 e 1991. Em 2024 completa
  18. 30 anos de morte do ídolo brasileiro, um herói que segue na memória e no coração dos
  19. brasileiros.


(Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biografia/airton-senna-silva.htm. – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que contém o correto par de sinônimos.

Alternativas
Q2578002 Português

Senna: ídolo das pistas


Por Adriano Lesme


  1. Ayrton Senna da Silva, ou simplesmente Senna, foi um piloto de Fórmula 1 das décadas de
  2. 80 e 90 e maior ídolo brasileiro do automobilismo. Nasceu em São Paulo, no dia 21 de março de
  3. 1960, e morreu de maneira trágica em 1º de maio de 1994, após colidir com uma mureta de
  4. proteção no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola. Seu velório foi um dos mais marcantes da
  5. história do Brasil, durou cerca de 22 horas e foi acompanhado por aproximadamente 240 mil
  6. pessoas.
  7. A ca__eira de Senna no automobilismo começou como a da maioria dos pilotos: no kart.
  8. Aos quatro anos, Ayrton ganhou o seu primeiro kart, construído pelo seu pai. O motor foi tirado
  9. de um cortador de grama, mas chegava aos 60 km/h, bastante veloz para uma criança.
  10. O acidente de Senna é um dos episódios mais tristes da história do esporte, mas sua morte
  11. foi responsável por uma revolução na segurança da Fórmula 1. Os carros ficaram muito mais
  12. seguros e nenhum acidente fatal aconteceu por quase 20 anos.
  13. O maior legado de Senna é o Instituto Ayrton Senna, organização sem fins lucrativos que
  14. beneficia mais de 1,5 milhão de crianças brasileiras por ano, por meio da formação de
  15. educadores, projetos educacionais e parcerias com escolas públicas.
  16. A trajetória de Ayrton Senna no automobilismo foi de grande suce__o, o piloto foi
  17. tricampeão mundial da Fórmula 1, ganhando o título em 1988, 1990 e 1991. Em 2024 completa
  18. 30 anos de morte do ídolo brasileiro, um herói que segue na memória e no coração dos
  19. brasileiros.


(Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biografia/airton-senna-silva.htm. – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que NÃO poderia substituir a palavra destacada, por causar alteração no sentido do texto.


“O acidente de Senna é um dos episódios mais tristes da história do esporte”.

Alternativas
Q2577628 Português

Vacina da dengue: Cinco pontos para entender o imunizante do Butantan


O Instituto Butantan revelou na última quarta-feira (31) novas informações sobre a sua vacina contra a dengue. Publicado na revista científica New England Journal of Medicine, o estudo mostrou que ela protegeu 79,6% dos imunizados contra pelo menos duas variantes da doença.

A notícia veio durante um aumento no número de casos de dengue no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, só nas quatro primeiras semanas de 2024, o país já registrou mais de 217 mil casos, mais que o triplo do mesmo período do ano passado.

Nesse ritmo, a estimativa é de que o país registre até 4 milhões de casos em 2024. Mas o número de possíveis vítimas da dengue é muito maior. Segundo uma pesquisa conduzida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, o número de pessoas suscetíveis a contrair o vírus pode chegar a até 6 bilhões até o ano de 2080. O motivo: o aquecimento global, que aumenta as possíveis áreas de atuação do mosquito (o Aedes aegypti adora regiões quentes, afinal).

O imunizante do Butantan foi desenvolvido para combater a infecção dos 4 sorotipos diferentes do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Contra o DENV-1, apresentou uma eficácia de 89,5%; para o DENV-2, 69,6%. Durante o período de estudos, entretanto, não foram detectadas as variantes do tipo 3 e 4. Apesar disso, os pesquisadores estão confiantes de que o imunizante também seja eficaz contra elas.

Os resultados foram publicados após o terceiro ensaio clínico, que contou com a participação de 16.235 voluntários de todo o Brasil. Com idades entre 2 e 59 anos, os voluntários estavam espalhados em 16 centros de pesquisa do país. É a última fase de testes antes de uma possível aprovação.

“Os dados da fase 3 são muito animadores. A publicação na NEJM (New England Journal of Medicine) reforça a qualidade dos ensaios clínicos conduzidos pelo Butantan, a capacidade dos centros de pesquisa e cientistas envolvidos no projeto e o reconhecimento internacional do Instituto”, disse Esper Kallás, diretor do Butantan e autor principal do novo estudo.


Fonte: Adaptado em 15/01/2024 de: https://super.abril.com.br/ciencia/vacina -da-dengue-5-pontos-para-entender-o-imunizante-do-butantan/

No trecho “os pesquisadores estão confiantes de que o imunizante também seja eficaz contra elas”, o antônimo da palavra destacada pode ser:

Alternativas
Q2577627 Português

Vacina da dengue: Cinco pontos para entender o imunizante do Butantan


O Instituto Butantan revelou na última quarta-feira (31) novas informações sobre a sua vacina contra a dengue. Publicado na revista científica New England Journal of Medicine, o estudo mostrou que ela protegeu 79,6% dos imunizados contra pelo menos duas variantes da doença.

A notícia veio durante um aumento no número de casos de dengue no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, só nas quatro primeiras semanas de 2024, o país já registrou mais de 217 mil casos, mais que o triplo do mesmo período do ano passado.

Nesse ritmo, a estimativa é de que o país registre até 4 milhões de casos em 2024. Mas o número de possíveis vítimas da dengue é muito maior. Segundo uma pesquisa conduzida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, o número de pessoas suscetíveis a contrair o vírus pode chegar a até 6 bilhões até o ano de 2080. O motivo: o aquecimento global, que aumenta as possíveis áreas de atuação do mosquito (o Aedes aegypti adora regiões quentes, afinal).

O imunizante do Butantan foi desenvolvido para combater a infecção dos 4 sorotipos diferentes do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Contra o DENV-1, apresentou uma eficácia de 89,5%; para o DENV-2, 69,6%. Durante o período de estudos, entretanto, não foram detectadas as variantes do tipo 3 e 4. Apesar disso, os pesquisadores estão confiantes de que o imunizante também seja eficaz contra elas.

Os resultados foram publicados após o terceiro ensaio clínico, que contou com a participação de 16.235 voluntários de todo o Brasil. Com idades entre 2 e 59 anos, os voluntários estavam espalhados em 16 centros de pesquisa do país. É a última fase de testes antes de uma possível aprovação.

“Os dados da fase 3 são muito animadores. A publicação na NEJM (New England Journal of Medicine) reforça a qualidade dos ensaios clínicos conduzidos pelo Butantan, a capacidade dos centros de pesquisa e cientistas envolvidos no projeto e o reconhecimento internacional do Instituto”, disse Esper Kallás, diretor do Butantan e autor principal do novo estudo.


Fonte: Adaptado em 15/01/2024 de: https://super.abril.com.br/ciencia/vacina -da-dengue-5-pontos-para-entender-o-imunizante-do-butantan/

No trecho “Mas o número de possíveis vítimas da dengue é muito maior”, a palavra destacada por de ser substituída, sem modificar o sentido, por

Alternativas
Q2576185 Português
Julgue o item subsequente. 

A sinonímia ocorre quando duas palavras possuem significados idênticos em todos os contextos, permitindo que sejam usadas de maneira completamente intercambiável, sem alterar o significado das frases em que são empregadas. Por exemplo, "rápido" e "veloz" podem ser usados de forma intercambiável em qualquer frase sem alterar seu significado.
Alternativas
Q2576169 Português
Julgue o item subsequente. 

Podemos observar como exemplo claro de polissemia a palavra "letra", que possui apenas dois significados claros e distintos: um caractere gráfico usado na escrita e a caligrafia específica de uma pessoa.
Alternativas
Q2576056 Português
Texto 2 para responder à questão.

No trânsito, especialmente em áreas urbanas e rodovias, é comum que motociclistas se encontrem próximos a caminhões. No entanto, essa proximidade pode representar um risco significativo para a segurança dos motociclistas.
 (Disponível em: https://www.guiamirai.com.br. Acesso em: 7 ago. 2024, com adaptações.)
Assinale a alternativa que corresponde a uma sinonímia para a expressão “risco significativo”. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Montes Claros - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Administrador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Ciências | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Artes | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Engenheiro Eletricista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Analista de Sistemas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Fonoaudiólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Instrutor de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB I | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Intérprete de Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Supervisor Pedagógico da Educação | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicopedagogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Língua Inglesa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Matemática | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Educação Religiosa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Geografia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - História | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Montes Claros - MG - PEB II - Português e sua Literaturas |
Q2575743 Português
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento de uma crônica para responder à questão.

Aconteceu na Suécia

O sorriso é, geralmente, muito bem aceito em sociedade. A menos quando não há razão para estar alegre, e a pessoa abre um meio sorriso, sardônico, voltairiano. Esse sorriso da inteligência, marca dos espíritos privilegiados, às vezes ofende; quase sempre inquieta.

Já o riso é a explosão do sorriso. O sistema nervoso central se descontrola, e o corpo inteiro se sacode, os pulmões expelem todo o ar de que dispõem, as lágrimas se aproximam das pálpebras. Certas situações, ou às vezes uma simples frase, ou então uma lembrança antiga que aflora de repente à consciência, são capazes de provocar um riso de tal forma [...] que sua manifestação é a gargalhada.

Aqui, entramos no terreno da repressão. Não se pode rir às gargalhadas em todas as ocasiões. Num velório, por exemplo [...]. Na igreja também é melhor não rir; idem diante do juiz ou do delegado de polícia; no ônibus, se você lembra um episódio hilariante de algum filme ou livro, cuidado com a gargalhada solitária, vão pensar que há um passageiro lunático.

OLIVEIRA, José Carlos. Disponível em: https://contobrasileiro.com. br/aconteceu-na-suecia-cronica-de-jose-carlos-oliveira/. Acesso em: 10 maio 2024. [Fragmento]
Em “se você lembra um episódio hilariante de algum filme ou livro”, a palavra destacada poderia ser substituída, sem perda de sentido, por
Alternativas
Q2575685 Português

Texto: O relógio


Eu tinha medo de dormir na casa do meu avô. Era um sobradão colonial enorme, longos corredores, escadarias, portas grossas e pesadas que rangiam, vidros coloridos nos caixilhos das janelas, pátios calçados com pedras antigas… De dia, tudo era luminoso. Mas quando vinha a noite e as luzes se apagavam, tudo mergulhava no sono: pessoas, paredes, espaços. Menos o relógio… De dia, ele estava lá também. Só que era diferente. Manso, tocando o carrilhão a cada quarto de hora, ignorado pelas pessoas, absorvidas por suas rotinas. Acho que era porque durante o dia ele dormia. Seu pêndulo regular era seu coração que batia, seu ressonar, e suas músicas eram seus sonhos, iguais aos de todos os outros relógios. De noite, ao contrário, quando todos dormiam, ele acordava, e começava a contar estórias. Só muito mais tarde vim a entender o que ele dizia: “Tempus fugit“. E eu ficava na cama, incapaz de dormir, ouvindo sua marcação sem pressa, esperando a música do próximo quarto de hora. Eu tinha medo. Hoje, acho que sei por quê: ele batia a Morte. Seu ritmo sem pressa não era coisa daquele tempo da minha insônia de menino. Vinha de muito longe. Tempo de musgos crescidos em paredes húmidas, de tábuas largas de assoalho que envelheciam, de ferrugem que aparecia nas chaves enormes e negras, da senzala abandonada, dos escravos que ensinaram para as crianças estórias de além-mar “dinguele-dingue que eu vou para Angola, dingueledingue que eu vou para Angola“ de grandes festas e grandes tristezas, nascimentos, casamentos, sepultamentos, de riqueza e decadência… O relógio batera aquelas horas – e se sofrera, não se podia dizer, porque ninguém jamais notara mudança alguma em sua indiferença pendular. Exceto quando a corda chegava ao fim e o seu carrilhão excessivamente lento se tomava num pedido de socorro: “Não quero morrer…“ Aí, aquele que tinha a missão de lhe dar corda – (pois este não era privilégio de qualquer um. Só podia tocar no coração do relógio aquele que já, por muito tempo, conhecesse os seus segredos) – subia numa cadeira e, de forma segura e contada, dava voltas na chave mágica. O tempo continuaria a fugir… Todas aquelas horas vividas e morridas estavam guardadas. De noite, quando todos dormiam, elas saíam. O passado só sai quando o silêncio é grande, memória do sobrado. E o meu medo era por isto: por sentir que o relógio, com seu pêndulo e carrilhão, me chamava para si e me incorporava naquela estória que eu não conhecia, mas só imaginava. Já havia visto alguns dos seus sinais imobilizados, fosse na própria magia do espaço da casa, fosse nos velhos álbuns de fotografia, homens solenes de colarinho engomado e bigode, famílias paradigmáticas, maridos assentados de pernas cruzadas, e fiéis esposas de pé, ao seu lado, mão docemente pousada no ombro do companheiro. Mas nada mais eram que fantasmas, desaparecidos no passado, deles, não se sabendo nem mesmo o nome. “Tempus fugit“. O relógio toca de novo. Mais um quarto de hora. Mais uma hora no quarto, sem dormir… Sentia que o relógio me chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou. Depois o sobradão pegou fogo. Ficaram os gigantescos barrotes de pau-bálsamo fumegando por mais de uma semana, enchendo o ar com seu perfume de tristeza. Salvaram-se algumas coisas. Entre elas, o relógio. Dali saiu para uma casa pequena. Pelas noites adentro ele continuou a fazer a mesma coisa. E uma vizinha que não suportou a melodia do “Tempus fugit“ pediu que ele fosse reduzido ao silêncio. E a alma do relógio teve de ser desligada.


Tenho saudades dele. Por sua tranquila honestidade, repetindo sempre, incansável, “Tempus fugit“. Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem estórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr, para não me atrasar. Com ele, sinto-me tolo como o Coelho da estória da Alice, que olhava para seu relógio, corria esbaforido, e dizia: “Estou atrasado, estou atrasado…“


Não é curioso que o grande evento que marca a passagem do ano seja uma corrida, corrida de São Silvestre?


Correr para chegar, aonde?


Passagem de ano é o velho relógio que toca o seu carrilhão.


O sol e as estrelas entoam a melodia eterna: “Tempus fugit“.


E porque temos medo da verdade que só aparece no silêncio solitário da noite, reunimo-nos para espantar o tenor, e abafamos o ruído tranquilo do pêndulo com enormes gritarias. Contra a música suave da nossa verdade, o barulho dos rojões…


Pela manhã, seremos, de novo, o tolo Coelho da Alice: “Estou atrasado, estou atrasado…“ 


Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria:


Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será…


Rubem Alves

Considere o fragmento extraído do texto para responder a questão que se refere a correta compreensão de palavras:
“ Passagem de ano é o velho relógio que toca o seu carrilhão. O sol e as estrelas entoam a melodia eterna: “Tempus fugit“. E porque temos medo da verdade que só aparece no silêncio solitário da noite, reunimo-nos para espantar o tenor, e abafamos o ruído tranquilo do pêndulo com enormes gritarias. Contra a música suave da nossa verdade, o barulho dos rojões… 
A palavra sublinhada no excerto, pêndulo também possui o significado de:
Alternativas
Q2575684 Português

Texto: O relógio


Eu tinha medo de dormir na casa do meu avô. Era um sobradão colonial enorme, longos corredores, escadarias, portas grossas e pesadas que rangiam, vidros coloridos nos caixilhos das janelas, pátios calçados com pedras antigas… De dia, tudo era luminoso. Mas quando vinha a noite e as luzes se apagavam, tudo mergulhava no sono: pessoas, paredes, espaços. Menos o relógio… De dia, ele estava lá também. Só que era diferente. Manso, tocando o carrilhão a cada quarto de hora, ignorado pelas pessoas, absorvidas por suas rotinas. Acho que era porque durante o dia ele dormia. Seu pêndulo regular era seu coração que batia, seu ressonar, e suas músicas eram seus sonhos, iguais aos de todos os outros relógios. De noite, ao contrário, quando todos dormiam, ele acordava, e começava a contar estórias. Só muito mais tarde vim a entender o que ele dizia: “Tempus fugit“. E eu ficava na cama, incapaz de dormir, ouvindo sua marcação sem pressa, esperando a música do próximo quarto de hora. Eu tinha medo. Hoje, acho que sei por quê: ele batia a Morte. Seu ritmo sem pressa não era coisa daquele tempo da minha insônia de menino. Vinha de muito longe. Tempo de musgos crescidos em paredes húmidas, de tábuas largas de assoalho que envelheciam, de ferrugem que aparecia nas chaves enormes e negras, da senzala abandonada, dos escravos que ensinaram para as crianças estórias de além-mar “dinguele-dingue que eu vou para Angola, dingueledingue que eu vou para Angola“ de grandes festas e grandes tristezas, nascimentos, casamentos, sepultamentos, de riqueza e decadência… O relógio batera aquelas horas – e se sofrera, não se podia dizer, porque ninguém jamais notara mudança alguma em sua indiferença pendular. Exceto quando a corda chegava ao fim e o seu carrilhão excessivamente lento se tomava num pedido de socorro: “Não quero morrer…“ Aí, aquele que tinha a missão de lhe dar corda – (pois este não era privilégio de qualquer um. Só podia tocar no coração do relógio aquele que já, por muito tempo, conhecesse os seus segredos) – subia numa cadeira e, de forma segura e contada, dava voltas na chave mágica. O tempo continuaria a fugir… Todas aquelas horas vividas e morridas estavam guardadas. De noite, quando todos dormiam, elas saíam. O passado só sai quando o silêncio é grande, memória do sobrado. E o meu medo era por isto: por sentir que o relógio, com seu pêndulo e carrilhão, me chamava para si e me incorporava naquela estória que eu não conhecia, mas só imaginava. Já havia visto alguns dos seus sinais imobilizados, fosse na própria magia do espaço da casa, fosse nos velhos álbuns de fotografia, homens solenes de colarinho engomado e bigode, famílias paradigmáticas, maridos assentados de pernas cruzadas, e fiéis esposas de pé, ao seu lado, mão docemente pousada no ombro do companheiro. Mas nada mais eram que fantasmas, desaparecidos no passado, deles, não se sabendo nem mesmo o nome. “Tempus fugit“. O relógio toca de novo. Mais um quarto de hora. Mais uma hora no quarto, sem dormir… Sentia que o relógio me chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou. Depois o sobradão pegou fogo. Ficaram os gigantescos barrotes de pau-bálsamo fumegando por mais de uma semana, enchendo o ar com seu perfume de tristeza. Salvaram-se algumas coisas. Entre elas, o relógio. Dali saiu para uma casa pequena. Pelas noites adentro ele continuou a fazer a mesma coisa. E uma vizinha que não suportou a melodia do “Tempus fugit“ pediu que ele fosse reduzido ao silêncio. E a alma do relógio teve de ser desligada.


Tenho saudades dele. Por sua tranquila honestidade, repetindo sempre, incansável, “Tempus fugit“. Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem estórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr, para não me atrasar. Com ele, sinto-me tolo como o Coelho da estória da Alice, que olhava para seu relógio, corria esbaforido, e dizia: “Estou atrasado, estou atrasado…“


Não é curioso que o grande evento que marca a passagem do ano seja uma corrida, corrida de São Silvestre?


Correr para chegar, aonde?


Passagem de ano é o velho relógio que toca o seu carrilhão.


O sol e as estrelas entoam a melodia eterna: “Tempus fugit“.


E porque temos medo da verdade que só aparece no silêncio solitário da noite, reunimo-nos para espantar o tenor, e abafamos o ruído tranquilo do pêndulo com enormes gritarias. Contra a música suave da nossa verdade, o barulho dos rojões…


Pela manhã, seremos, de novo, o tolo Coelho da Alice: “Estou atrasado, estou atrasado…“ 


Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria:


Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será…


Rubem Alves

Considere o fragmento extraído do texto para responder a questão que se refere a correta compreensão de palavras:
“ Passagem de ano é o velho relógio que toca o seu carrilhão. O sol e as estrelas entoam a melodia eterna: “Tempus fugit“. E porque temos medo da verdade que só aparece no silêncio solitário da noite, reunimo-nos para espantar o tenor, e abafamos o ruído tranquilo do pêndulo com enormes gritarias. Contra a música suave da nossa verdade, o barulho dos rojões… 
A expressão carrilhão tem a sua compreensão descrita na seguinte alternativa:
Alternativas
Q2575351 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Sem ajuda humanitária, não há humanidade

Do latim calamitas, a palavra calamidade pode ser entendida como um grande mal comum a muitos, um infortúnio público ou uma série de desgraças que vêm sobre alguém. Mas o que uma calamidade tem a nos ensinar? Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 1 a cada 45 pessoas que vivem no planeta precisam de ajuda humanitária.

Com causas diversas, incluindo desastres climáticos, doenças infecciosas e conflitos, o trabalho humanitário é imprescindível para ajudar coletivos em estado de vulnerabilidade social, aliviando e levando apoio e ajuda aos que precisam. Em âmbito global, temos como exemplo de atores de solidariedade os Médicos sem Fronteiras e a Cruz Vermelha.

Além disso, são inúmeras as pessoas e empresas que financiam as ações por meio de doações financeiras, sendo que, a curto prazo, salvam vidas e, a longo, reestabelecem a segurança social e diluem a extrema pobreza. Por consequência, o objetivo da ajuda humanitária é justamente amenizar o sofrimento humano, integrando em sua logística o planejamento, suprimento, suporte, armazenamento e monitoramento em resposta a desastres.

É preciso pensar em políticas sociais que promovam constantemente a vida, gerando condições reais para a sobrevivência de toda a sociedade. [...]

CIRILO, Ailton. Sem ajuda humanitária, não há humanidade. Hoje em Dia. Opinião. 8 maio 2024. Disponível em: https://www. hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/sem-ajuda-humanitaria-n-o-hahumanidade-1.1012398. Acesso em: 8 maio 2024. [Fragmento adaptado]
Tendo em vista o contexto apresentado no artigo e a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2575349 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Sem ajuda humanitária, não há humanidade

Do latim calamitas, a palavra calamidade pode ser entendida como um grande mal comum a muitos, um infortúnio público ou uma série de desgraças que vêm sobre alguém. Mas o que uma calamidade tem a nos ensinar? Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 1 a cada 45 pessoas que vivem no planeta precisam de ajuda humanitária.

Com causas diversas, incluindo desastres climáticos, doenças infecciosas e conflitos, o trabalho humanitário é imprescindível para ajudar coletivos em estado de vulnerabilidade social, aliviando e levando apoio e ajuda aos que precisam. Em âmbito global, temos como exemplo de atores de solidariedade os Médicos sem Fronteiras e a Cruz Vermelha.

Além disso, são inúmeras as pessoas e empresas que financiam as ações por meio de doações financeiras, sendo que, a curto prazo, salvam vidas e, a longo, reestabelecem a segurança social e diluem a extrema pobreza. Por consequência, o objetivo da ajuda humanitária é justamente amenizar o sofrimento humano, integrando em sua logística o planejamento, suprimento, suporte, armazenamento e monitoramento em resposta a desastres.

É preciso pensar em políticas sociais que promovam constantemente a vida, gerando condições reais para a sobrevivência de toda a sociedade. [...]

CIRILO, Ailton. Sem ajuda humanitária, não há humanidade. Hoje em Dia. Opinião. 8 maio 2024. Disponível em: https://www. hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/sem-ajuda-humanitaria-n-o-hahumanidade-1.1012398. Acesso em: 8 maio 2024. [Fragmento adaptado]
No contexto em que se encontram no terceiro parágrafo do texto, os vocábulos “diluem” e “amenizar” apresentam como antônimos, respectivamente,
Alternativas
Q2572411 Português

Texto CB1A2-I 


        A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em sua 41.ª sessão, reconhece os impactos profundos e dinâmicos, positivos e negativos da inteligência artificial (IA) nas sociedades, no meio ambiente, nos ecossistemas e nas vidas humanas, inclusive na mente humana, em parte devido às novas formas como seu uso influencia o pensamento, a interação e a tomada de decisões e afeta a educação, as ciências humanas, sociais e naturais, a cultura, a comunicação e a informação.


        A Conferência considera que as tecnologias de IA podem ser de grande utilidade para a humanidade e podem beneficiar todos os países, mas também suscitam questões éticas fundamentais, por exemplo, em relação às distorções que podem incorporar e exacerbar, o que resultaria potencialmente em discriminação, desigualdade, exclusão digital, exclusão em geral e ameaça à diversidade cultural, social e biológica, além de divisões sociais ou econômicas. Suscitam, ainda, questões relativas à necessidade de transparência e compreensibilidade do funcionamento dos algoritmos e dos dados com que eles foram alimentados, além de seu potencial impacto sobre, entre outros aspectos, a dignidade humana; os direitos humanos e as liberdades fundamentais; a igualdade de gênero; a democracia; os processos sociais, econômicos, políticos e culturais; as práticas científicas e de engenharia; o bem-estar dos animais; o meio ambiente e os ecossistemas.


        A Conferência reconhece, ainda, que as tecnologias de IA podem aprofundar as divisões e as desigualdades existentes no mundo, dentro dos países e entre eles, e que a justiça, a confiança e a equidade devem ser defendidas para que nenhum país e nenhum indivíduo sejam deixados para trás, seja em razão do acesso justo às tecnologias de IA e de seus benefícios, seja em razão de medidas de proteção contra suas implicações negativas. Reconhecem-se as diferentes circunstâncias de diferentes países e respeita-se o desejo de algumas pessoas de não participar de todos os desenvolvimentos tecnológicos.


        Com base nas considerações acima, entre outras, a UNESCO aprova a presente Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial.


UNESCO. Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial (com adaptações).





Julgue o item seguinte, referentes aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB1A2-I. 


A correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos caso a forma verbal “resultaria”, no trecho “o que resultaria potencialmente em discriminação” (primeiro período do segundo parágrafo), fosse substituída por acarretaria. 

Alternativas
Q2572407 Português

Texto CB1A2-I 


        A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em sua 41.ª sessão, reconhece os impactos profundos e dinâmicos, positivos e negativos da inteligência artificial (IA) nas sociedades, no meio ambiente, nos ecossistemas e nas vidas humanas, inclusive na mente humana, em parte devido às novas formas como seu uso influencia o pensamento, a interação e a tomada de decisões e afeta a educação, as ciências humanas, sociais e naturais, a cultura, a comunicação e a informação.


        A Conferência considera que as tecnologias de IA podem ser de grande utilidade para a humanidade e podem beneficiar todos os países, mas também suscitam questões éticas fundamentais, por exemplo, em relação às distorções que podem incorporar e exacerbar, o que resultaria potencialmente em discriminação, desigualdade, exclusão digital, exclusão em geral e ameaça à diversidade cultural, social e biológica, além de divisões sociais ou econômicas. Suscitam, ainda, questões relativas à necessidade de transparência e compreensibilidade do funcionamento dos algoritmos e dos dados com que eles foram alimentados, além de seu potencial impacto sobre, entre outros aspectos, a dignidade humana; os direitos humanos e as liberdades fundamentais; a igualdade de gênero; a democracia; os processos sociais, econômicos, políticos e culturais; as práticas científicas e de engenharia; o bem-estar dos animais; o meio ambiente e os ecossistemas.


        A Conferência reconhece, ainda, que as tecnologias de IA podem aprofundar as divisões e as desigualdades existentes no mundo, dentro dos países e entre eles, e que a justiça, a confiança e a equidade devem ser defendidas para que nenhum país e nenhum indivíduo sejam deixados para trás, seja em razão do acesso justo às tecnologias de IA e de seus benefícios, seja em razão de medidas de proteção contra suas implicações negativas. Reconhecem-se as diferentes circunstâncias de diferentes países e respeita-se o desejo de algumas pessoas de não participar de todos os desenvolvimentos tecnológicos.


        Com base nas considerações acima, entre outras, a UNESCO aprova a presente Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial.


UNESCO. Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial (com adaptações).





Julgue o item seguinte, referentes aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB1A2-I. 


A substituição da expressão “deixados para trás” (primeiro período do terceiro parágrafo) pelo vocábulo negligenciados não prejudicaria a correção gramatical nem a coerência das ideias do texto. 

Alternativas
Q2571096 Português
2024 não é exatamente 2024 

    O ano que começa na segunda-feira (1º) é – supostamente – 2024 depois de Cristo, de acordo com o calendário que seguimos principalmente no Ocidente. Porém, na realidade não se trata do ano 2024 após o nascimento de Cristo, pois, segundo historiadores, esse número é o resultado de um cálculo que hoje sabemos estar errado. Ou seja: o Messias do cristianismo não teria nascido há exatamente 2024 anos. As gerações iniciais de cristãos não contavam os anos com base na data do nascimento de Jesus. À época vivendo no Império Romano, __________ diferentes critérios para manter as contas.
    Uma delas, por exemplo, foi tomar como referência a data da fundação de Roma (que se expressava com a expressão latina ab urbe condita, ou seja, “desde a fundação da cidade”). __________ também sistemas que não envolviam numeração, como identificar os anos de acordo com quem eram os governantes no poder ou qual edição das Olimpíadas estava sendo realizada. “Quando já eram cristãos há vários séculos, perceberam que a data do nascimento de Jesus era uma boa referência, mas não sabiam quando ele nasceu exatamente”, disse Lorena Pérez Yarza, professora de História das Religiões pela Universidade Carlos III. Dedicaram-se então a buscar referências em textos religiosos e históricos, analisando, por exemplo, censos e cronologias de governadores.
    Dionísio, o Exíguo, um monge sírio que morava em Roma e era matemático, fez cálculos e chegou à conclusão por volta do ano 532 d.C. que Jesus havia nascido no ano 754 ab urbe condita. Logo, o monge propôs que esse ano fosse denominado 1 e esta classificação difundiu-se ao longo do tempo, embora não simultaneamente em todos os territórios.
    Séculos mais tarde, estudiosos notaram “imprecisões históricas”, refizeram cálculos e determinaram que Jesus não nasceu entre os anos 1 a.C. e 1 d.C., mas possivelmente três anos antes da chamada era de Cristo. “Uma das muitas chaves para os cálculos foi o governo de Herodes. O relato bíblico no Evangelho de Mateus diz que, no momento do nascimento de Jesus, Herodes ordenou a matança de crianças de apenas dois anos em Belém para se livrar de um recém-nascido a quem ‘os sábios do oriente designaram como o rei dos judeus’. O nascimento do Messias, portanto, teve que ser colocado dentro dos anos do reinado de Herodes na Judéia”, explica Yarza.
    No momento em que foi detectado o erro de cálculo, a contagem já estava consolidada e amplamente difundida, logo, decidiu-se não fazer modificações.

Ángela Reyes Haczek – CNN Brasil. Adaptado.
Qual alternativa expressa o significado, em seu contexto, do trecho abaixo?
Quase morri de tanto estudar pra essa prova.
Alternativas
Respostas
2581: C
2582: D
2583: C
2584: C
2585: A
2586: D
2587: E
2588: B
2589: C
2590: E
2591: E
2592: D
2593: C
2594: A
2595: C
2596: C
2597: D
2598: E
2599: C
2600: A