Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2023 - TJ-SP - Escrevente |
Q2202906 Português
   José Dias tratava-me com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que consegui, logo que comecei a andar fora, foi dispensar-me o pajem; fez-se pajem, ia comigo à rua. Cuidava dos meus arranjos em casa, dos meus livros, dos meus sapatos, da minha higiene e da minha prosódia. Aos oito anos os meus plurais careciam, alguma vez, da desinência exata, ele a corrigia, meio sério para dar autoridade à lição, meio risonho para obter o perdão da emenda. Ajudava assim o mestre de primeiras letras. Mais tarde, quando o Padre Cabral me ensinava latim, doutrina e história sagrada, ele assistia às lições, fazia reflexões eclesiásticas, e, no fim, perguntava ao padre: “Não é verdade que o nosso jovem amigo caminha depressa?” Chamava-me “um prodígio”; dizia a minha mãe ter conhecido outrora meninos muito inteligentes, mas que eu excedia a todos esses, sem contar que, para a minha idade, possuía já certo número de qualidades morais sólidas. Eu, posto não avaliasse todo o valor deste outro elogio, gostava do elogio; era um elogio.

(Machado de Assis, Dom Casmurro)
Na passagem – José Dias tratava-me com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que consegui logo que comecei a andar fora, foi dispensar-me o pajem; fez-se pajem, ia comigo à rua. –, o relato se dá pela perspectiva do narrador. Caso o narrador fosse José Dias, o enunciado assumiria a seguinte redação, de acordo com a norma-padrão:
Alternativas
Q2200802 Português

TEXTO


A cor da injustiça ambiental no Brasil

Carolina Azevedo e Samantha Prado


     Na semana do Carnaval, o litoral norte de São Paulo foi afetado por um desastre ambiental sem precedentes na história do Brasil. Foram mais de 680 milímetros de chuva acumulados no período de 24 horas, o maior registro do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) no país até o momento – o que resultou na devastação de diversas áreas nas cidades de Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba. Ao todo foram 65 mortos e mais de 2 mil pessoas entre desabrigados e desalojados.


        A situação não pode ser lida apenas como um evento extremo isolado. Desastres bastante similares têm ocorrido nos últimos anos, como as inundações em Petrópolis (RJ) e Pernambuco em 2022. O que esses episódios têm em comum? Os mais afetados são majoritariamente a população pobre e negra.


          Com o objetivo de analisar como os efeitos da crise ambiental se manifestam de forma territorialmente desigual, impactando desproporcionalmente certas populações a depender do seu grau de vulnerabilidade, o Instituto Pólis realizou o estudo “Racismo ambiental e justiça socioambiental nas cidades”. De acordo com a pesquisa, esse desequilíbrio é, em parte, a expressão da injustiça e do racismo ambientais nas cidades brasileiras. “Temos visto nos últimos anos, especialmente no verão, diversos desastres no país – e também quais foram suas vítimas. Acompanhamos um agravamento das situações e, com certeza, o negacionismo no momento de compreender as mudanças climáticas e seus impactos urbanos está dentro da lógica de como construímos as nossas cidades”, declara Maria Gabriela Feitosa dos Santos, uma das pesquisadoras que fez parte da produção do estudo.


      Existe um padrão recorrente inegável quanto à distribuição territorial da população nas cidades brasileiras. Observando o censo do IBGE de 2010, é possível ver que a renda é maior nas áreas onde a população residente é mais branca do que negra – territórios que condizem com condições de urbanização e saneamento melhores, contando com maior investimento público. Mais dados do censo mostram que os chamados aglomerados subnormais, áreas caracterizadas por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas com restrição à ocupação, reiteram o padrão territorial observado. Nas três cidades estudadas pelo Instituto Pólis – São Paulo, Recife e Belém –, o percentual de pessoas negras que residem em áreas desse tipo supera as médias de cada município, evidenciando a tendência de concentração desse grupo nesses territórios.


            Em outras palavras, a distribuição demográfica e racial das cidades evidencia que a população negra vive em piores condições ambientais e com menos recursos financeiros para lidar com os impactos de eventuais emergências ou desastres – colocando-a em situação de vulnerabilidade. “Por estarmos em uma sociedade racialmente estruturada, a desigualdade social é um instrumento que opera de acordo com essa lógica. Isso pode ser visto sobretudo no funcionamento da expansão imobiliária”, diz Maria Gabriela. As áreas onde o mercado imobiliário não tem interesse acabam sendo esquecidas pelo poder público, deixadas de lado no quesito de criação de infraestrutura e, por isso, tornam-se locais mais baratos e viáveis para serem ocupados pela população mais vulnerabilizada. “Essa desigualdade gera riscos socialmente produzidos. São escolhas feitas pelas políticas urbanas que a gente tem adotado e implementado, gerando uma lógica de ocupação de risco”, completa Feitosa dos Santos.


              A localização e as características dos aglomerados subnormais nas três cidades analisadas ilustram como a ocupação de áreas de potencial risco são apropriadas pela população vulnerabilizada como alternativa para a questão habitacional não tratada pelo Estado. Em São Paulo, o IBGE aponta que 355.756 domicílios em aglomerados subnormais encontram-se em áreas de encosta e margens de rios, córregos e lagos. É importante ressaltar que a ocupação de áreas de risco não advém de uma escolha, mas sim da total falta de alternativas habitacionais. “Chamamos atenção para a questão do déficit habitacional. Pessoas e famílias residem em áreas inapropriadas como uma última alternativa, uma resposta própria à questão habitacional que historicamente não tem sido equacionada pelo Estado como deveria ser”, diz a pesquisadora.


          Todo esse quadro expõe a forma como os conceitos de justiça socioambiental e racismo ambiental são intrincados: enquanto o primeiro caracteriza a produção de impactos desiguais pelo meio ambiente, que sobrecarregam grupos minoritários e a população de baixa renda; o racismo ambiental evidencia as consequências dessas degradações, concentradas em bairros e territórios periféricos, onde vivem famílias mais pobres e há maior concentração de pessoas negras, indígenas e quilombolas.


             Para além do déficit habitacional, está a diferença de tratamento entre comunidades de baixa renda e condomínios de luxo em áreas sujeitas a desastres ambientais. Não bastando serem proibidas pela classe média e alta de construírem moradia nas faixas de terra mais seguras, populações assentadas em áreas de risco ambiental são frequentemente retiradas à força e sem qualquer garantia de direitos, enquanto moradores de condomínios e chácaras são tratados por autoridades com complacência.


           Esse é o caso de moradores das margens da Represa Billings, no extremo sul da cidade de São Paulo. Segundo mapeamento do Instituto Pólis, comunidades de baixa-renda do Jardim Noronha receberam de autoridades quatro ameaças de remoção, dada a fragilidade ambiental e o risco apresentado pela área de mananciais. O tratamento, no entanto, não se estendeu para o loteamento de chácaras Jardim Moraes Prado, bairro vizinho também colado à represa. O caso evidencia que a intervenção pública é também pautada pelo racismo ambiental, como explica Feitosa dos Santos: “Há uma tendência de criminalização de muitas dessas áreas em detrimento de ocupações de alto padrão que dividem a mesma área e ainda assim não são alvo da mesma criminalização que acontece com as ocupações. É necessário compreender esse cenário e incluir a população marginalizada dentro dessa demanda.”


           Ou seja, no contexto de desastres climáticos como as chuvas que assolaram o litoral paulista, políticas paliativas voltadas para regiões ricas das cidades não são o bastante, dado que as mudanças climáticas continuarão agravando a situação de comunidades periféricas a cada ano. “É necessário que se reverta essa lógica de políticas paliativas por políticas perenes, que antecedam esses fenômenos. Elas não necessariamente vão evitar mas vão dar capacidade de resiliência a essa população”, defende a pesquisadora.


                Para isso, é necessário entender a crise climática a partir de uma perspectiva social e racial, como propõe o Instituto Perifa Sustentável, que reivindica a democratização e a representatividade das juventudes nos locais de tomada de decisão em relação a políticas ambientais. Amanda Costa, diretora executiva do instituto, advoga: “Falar de clima é falar de um direito básico. Quando pensamos em direitos básicos pensamos em saúde, educação, transporte, mas o clima é uma questão transversal, que afeta todas as outras.” Como respostas, a ativista sustenta inverter a lógica que permeia a elaboração de políticas públicas nas cidades: partindo mais frequentemente de regiões ricas e majoritariamente brancas, políticas ambientais e sanitárias precisam colocar a periferia no centro.


           No entanto, em uma sociedade estruturalmente racista, quem mais sofre menos é ouvido. Os espaços de debate ambiental e de elaboração de políticas públicas ainda são dominados por homens brancos, como conta Mahryan Sampaio, do Instituto Perifa Sustentável: “O fato de eu dialogar com pessoas que não têm a mesma cor que eu mas estão ocupando os espaços de poder é um caso de racismo ambiental. Recentemente, Marina Silva nos convidou para conversar com os patriarcas e as matriarcas do ambientalismo brasileiro. Nós éramos as únicas pessoas pretas e jovens. Isso é racismo ambiental”.


                Para que populações periféricas possam viver com dignidade nas cidades brasileiras, é necessário pensar na questão climática de maneira interseccional, pois a injustiça ambiental no Brasil tem cor. Será apenas colocando pessoas pretas, indígenas e periféricas nos locais de tomada de decisão que discussões levantadas em fóruns como a COP 26 – da qual as ativistas do Perifa Sustentável participaram – podem se reverter em políticas efetivas de combate a desastres climáticos e tantas outras questões do dia a dia na periferia, das ruas tomadas por lixo ao problema do saneamento básico. “Colocar essas pessoas no poder é olhar para a base, par quem está no território e entende sua complexidade. O olhar que está lá tem cor e é limitado, pouco diverso, ele não inclui. Esse é um momento histórico para a questão ambiental, que viu um grande desmonte nos últimos quatro anos”, completa Costa.


Disponível em: <https://diplomatique.org.br/a-cor-da-injustica-ambiental-no-brasil/ >. Acesso em: 3 de mar. 2023. [Adaptado]

Avalie as afirmações relativas à progressão discursiva do texto.
I. A introdução está circunscrita tão somente ao primeiro parágrafo em que é apresentada uma catástrofe ocorrida em São Paulo.
II. O desenvolvimento inicia no momento em há apresentação da pesquisa realizada pelo Instituto Pólis acerca de “Racismo Ambiental e justiça socioambiental nas cidades”.
III. O desenvolvimento está subdividido em subseções: uma delas está circunscrita do parágrafo 3 ao 7 e trata da distribuição territorial desigual da população brasileira.
IV. Outra subseção do desenvolvimento, que aborda o tratamento socioambiental diferenciado dado à população de classes socais de baixa renda e às mais favorecidas economicamente, está circunscrita do parágrafo 8 ao 10.
V. Os parágrafos 12 e 13 concluem a discussão, apontando a causa raiz do problema e uma proposta de intervenção que pode interferir na qualidade das populações periféricas das grandes cidades brasileira.
VI. A conclusão restringe-se ao último parágrafo em que é retomado o posicionamento já anunciado no título do texto, além de sugerir uma proposta para solucionar os problemas relacionados tanto à população periférica quanto aos desastres ambientais.
Das afirmativas, estão corretas as dos itens
Alternativas
Q2199575 Português

QUANDO OS MORTOS FALAM: A HISTÓRIA DA AUTÓPSIA



            A indagação da causa da morte sempre esteve presente em nossos pensamentos, seja você médico ou não. A palavra autópsia significa "ver por si próprio" e vem do grego clássico αυτοψία, sendo composta por αυτος (autós, "si mesmo") e όψις (ópsis, "visão"). Outro termo grego equivalente e de uso mais recente é νεκροψία (necropsia), composta de νεκρός (nekrós, "morto") e  όψις (ópsis, "visão"), isto é, a dissecação do cadáver para determinar, por meio da observação, a causa de morte ou a natureza da doença.


        As origens da autópsia (ou necrópsia) se confundem com a da própria medicina. Seus primeiros registros na antiguidade são, das dissecações com Herófilo e Erasístrato, no século II a. C. Considerado uma das principais figuras da medicina, o grego Galeno de Pérgamo (129 - 201) já recorria a esse recurso, realizando dissecações em animais como porcos, macacos, cavalos e cães, apontando as semelhanças anatômicas entre os órgãos que cumpriam a mesma função em espécies diferentes.


         No Século IX, o estudo do corpo humano após a morte voltou a crescer, principalmente graças à escola de medicina de Salermo, na Itália, e à obra de Constantino, que traduziu do árabe para o latim numerosos textos médicos gregos. Logo depois. Guglielmo de Saliceto, Rolando de Parma e outros médicos medievais enfatizaram a afirmação de Galeno, segundo a qual o conhecimento anatômico era importante para o exercício da cirurgia.


        Passando pelo período do Renascimento, a anatomia humana teve uma grande contribuição com artistas que buscavam nesta ciência as bases para retratarem de maneira mais precisa a figura humana. O mais famoso deles, Leonardo da Vinci, dissecou mais de trinta corpos de homens e mulheres de todas as idades. Dentre seus diversos trabalhos, ele ainda é reconhecido por seus esboços e obras baseados na arte da dissecação.


        Então chegamos ao  momento em que a Patologia passa a despontas como especialidade em si, separada do restante da medicina. A principal figura dessa guinada é Antonio Benivieni (1443 - 1502), médico florentino que foi o primeiro a colher sistematicamente dados de autópsias realizadas em seus pacientes. Em seguida, em 1543, o médico Andreas Vesalius lançaria o primeiro livro de anatomia humana: " De Humani Corporis Fabrica". Resultado de seus trabalhos como professor da Universidade de Pádua, onde realizou dissecações de cadáveres, a obra instituiu categoricamente o método correto de dissecação anatômica. Entre todos os nomes, porém, um dos que mais se destaca é o de Rudolf Ludwig Karl Virchow (1804 - 1878). Considerado a maior figura na história da patologia, ele foi um dos primeiros a utilizar o microscópio, um dos principais avanços da óptica em seu tempo, para analisar tecidos.


        Durante todo esse processo histórico, sistematizações e padronizações foram constantes e necessárias para tornar possível a evolução dos procedimentos da autópsia. De um princípio baseado na dissecação de órgãos, essa ciência passou para um método avançado de estudo que investiga a causa da morte de um paciente, permitindo desenvolver o conhecimento geral sobre a doença que o acometeu.


Adaptado de: https://www.sbp.org.br/quando-os-mortos-falam-a-historia-da -autopsia/. Acesso em: 15 mar.2023.

Sobre o excerto "Dentre seus diversos trabalhos, ele ainda é reconhecido por seus esboços e obras baseados na arte da dissecação.", assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2199044 Português
LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO

[...] Com a retirada da língua latina do currículo do ensino médio, forçosamente, retirou-se também o ensino da gramática histórica, assim como diversas outras disciplinas. Deste modo, gramática histórica e história da língua portuguesa são, hoje, disciplinas que só têm interesse direto para os brasileiros da área de Letras, para a fundamentação diacrônica de sua argumentação didática, visto que já não é matéria do ensino médio. Trata-se, portanto, de uma disciplina instrumental para os estudantes e profissionais de Letras e de áreas afins.
Mesmo a despeito do anti-historicismo que caracteriza algumas correntes da linguística moderna, ainda é necessário conhecer a evolução da língua portuguesa no tempo e no espaço e fornecer uma trilha segura para os estudos do português atual. O plano da obra está consubstanciado em seu sumário, no qual é possível conhecer as origens mais remotas desse idioma.
Dentro do estudo gramatical, algumas elucubrações devem ser assimiladas: (a) a função da linguagem é ser instrumento da intercomunicação social; (b) ela é uma propriedade característica do ser humano; (c) não pode haver sociedade sem linguagem.

Texto extraído e adaptado de SILVA, J. P. da. Gramática histórica da língua portuguesa.
Rio de Janeiro: O Autor, 2010.
Releia o último parágrafo do texto e assinale a alternativa a seguir que a substituição dos termos não alterou a proposta apresentada pelo autor. 
Alternativas
Q2198525 Português
Assinale a alternativa em que é apresentada uma proposta de reescrita gramaticalmente correta, coerente e em conformidade com a ortografia oficial e com os sentidos do texto para o seguinte trecho: “Dessa forma, desde os funcionários da recepção até os médicos, é fundamental que o paciente tenha toda a ajuda possível, dando uma sensação de mais conforto e tranquilidade.” (linhas de 9 a 12).
Alternativas
Q2198158 Português

Texto para a questão.




Internet: <www.telemedicinamorsch.com.br> (com adaptações).

Sem prejuízo à correção gramatical, à coerência e ao sentido do texto, o trecho “As normas surgiram na esteira das inovações e do reconhecimento de entidades de renome, como a Organização Mundial de Saúde (OMS)” (linhas de 21 a 23) poderia ser reescrito da seguinte forma:
Alternativas
Q2198156 Português

Texto para a questão.




Internet: <www.telemedicinamorsch.com.br> (com adaptações).

Com relação ao texto e a seus aspectos linguísticos e gramaticais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2195836 Português
“Um pouco cansada com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto num suspiro de meia satisfação.” (Trecho do conto Amor, Clarice Lispector) O trecho do conto acima possui problemas de pontuação. Assinale a alternativa em que a reescrita das informações do texto atende à norma padrão de pontuação.
Alternativas
Q2195834 Português
“Ela, sempre que ele vê ela online no zap, ele fica bolado se ela não responde". O período acima está escrito em linguagem coloquial. Assinale a opção em que o período citado está reescrito segundo a norma-padrão da língua portuguesa. 
Alternativas
Q2195493 Português




(Disponível em: https://exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/por-que-tantas-vagas-seguem-abertas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Tendo em vista o fragmento “Em um país com tanta desigualdade como o Brasil, a promoção de práticas de educação inclusiva dentro das empresas é completamente pertinente”, se substituíssemos a palavra “promoção” pela sua forma plural, quantas outras alterações seriam necessárias para a correta concordância verbo-nominal no trecho analisado? 
Alternativas
Q2193439 Português




Adoniran Barbosa. Saudosa maloca
Internet: <www.letras.mus.br> (com adaptações)

Com base nas ideias e na estrutura linguística do texto, julgue o item.


A forma verbal “apreciar” (linha 15) possui o sentido de deleitar-se com e admirar o trabalho feito.

Alternativas
Q2193438 Português


Internet:<https://www.infoescola.com> (com adaptações).

Com base nas ideias e na estrutura linguística do texto, julgue o item.


No 3.º parágrafo, o trecho inicial “Já a construção ecológica, embora tenha o mesmo objetivo da anterior, possui uma estratégia diferente” poderia ser reescrito, mantendo-se a correção e o sentido do texto, da seguinte forma: Por outro lado, a construção ecológica, ainda que tenha o mesmo objetivo da anterior, utiliza estratégia diversa. 

Alternativas
Q2193428 Português




Adoniran Barbosa. Saudosa maloca
Internet: <www.letras.mus.br> (com adaptações)

Segundo as ideias e a estrutura linguística do texto, julgue o item.


O trecho entre as linhas 23 e 24 pode ser reescrito, em linguagem mais formal e com correção gramatical, da seguinte forma: Só nos conformamos quando o Joca falou que Deus dá o frio conforme o cobertor. 

Alternativas
Q2192949 Português
CAU Brasil lança portal de formação continuada
para o profissional de arquitetura e urbanismo
Internet: <www.caupa.gov.br> (com adaptações).

Com relação à forma e ao conteúdo do texto, julgue o item.


A reescritura do último parágrafo como A iniciativa do edital partiu do esforço conjunto entre Comissão de Ensino e Formação (CEF) e Comissão Ordinária de Planejamento e Finanças (CPFI) do CAU-BR e também da criação do portal de formação continuada não acarretaria prejuízo à correção gramatical nem ao sentido original do texto. 

Alternativas
Q2192937 Português




John Summerson. A linguagem clássica da arquitetura. 
São Paulo: Martins Fontes, 2006 (com adaptações).

Acerca da estrutura e do conteúdo do texto, julgue o item.


Os dois períodos a seguir, extraídos do texto, “Mas se quisermos compreender o pensamento dos séculos XV e XVI, precisamos ser simples” (linhas 17 e 18) e “Em uma certa ocasião, em 1485, foi anunciada a descoberta, em um sarcófago, do corpo de uma mulher romana, em estado de perfeita conservação” (linhas de 19 a 22) poderiam ser ligados pela expressão Por exemplo, com a devida alteração de maiúscula para minúscula no vocábulo “Em” – em –, sem prejuízo ao sentido original do texto e à correção gramatical.

Alternativas
Q2192893 Português

Aprenda a chamar a polícia


Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.

Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.

Um minuto depois, liguei de novo e disse com a voz calma:

— Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro de escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!

Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.

Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:

— Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.

Eu respondi:

— Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.

(Fonte: Luis Fernando Verissimo - adaptado.)

Considerando-se “Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente”, a alternativa que traz a reescrita mais adequada, mantendo as relações lógico-semânticas do trecho original, é:
Alternativas
Q2191366 Português
Acendendo o sinal amarelo

    Na versão gratuita, o aplicativo Replika AI oferece um amigo ou amiga, alguém com quem conversar. Mas quem paga pode fazer mais. Pode, por exemplo, transformar a relação em romance. Chegamos ao ponto da inteligência artificial (IA) em que ficção científica se tornou realidade.
    Quem usa o app a sério põe a IA no centro de suas vidas. As conversas são por chat ou por voz. A pessoa pode escolher se está em busca de amizade, mentoria ou amor. A mágica não acontece de imediato, mas a cada conversa, selfie, foto e confidência enviada ao app. E assim, aos poucos, a pessoa artificial que está dentro do celular vai ganhando vida. Ou a ilusão de vida.
    A rigor, IAs não são sequer inteligências. São modelos probabilísticos. Não sabem o que estão dizendo. O que conhecem é o que têm em suas memórias: uma quantidade abissal de textos escritos por inúmeras pessoas ao longo dos séculos. O que fazem é calcular que palavras provavelmente apareceriam num dado contexto.
    Um jovem programador relatou ao San Francisco Chronicle que havia perdido a namorada e, machucado de um jeito que só quem conheceu a morte sabe, alimentou um desses modelos de linguagem com todos os zaps, emails e cartas que tinha da moça. Quando percebeu, estava conversando todos os dias com a memória de quem amou. Era como se ela ainda estivesse lá.
   A tecnologia existe e será usada. Pessoas solitárias encontrarão cada vez mais, em IAs deste tipo, companhia. Mas há um risco. A vida acontece na relação com gente de verdade. É quando nossas neuroses são expostas, quando nos surpreendemos ou nos magoamos. Lidamos melhor conosco a partir do contato com os outros. É como aprendemos limites e nos civilizamos.
    É preciso muita cautela nesse processo. A ilusão da IA periga criar uma legião de imaturos incapazes de lidar com suas neuroses.

(Pedro Doria. https://www.estadao.com.br/. 17.02.2023. Adaptado)

Considere as expressões destacadas nos trechos do segundo parágrafo.


•  Quem usa o app a sério...

•  E assim, aos poucos, a pessoa artificial que está dentro do celular...


Assinale a alternativa que expõe a função dessas expressões e traz, respectivamente e preservando o sentido original, termos ou expressões que podem substituí-las.

Alternativas
Q2188829 Português

                                   

A partir da leitura do texto e considerando seus aspectos formais e de conteúdo, julgue o item abaixo. 
Na linha 3, a expressão “a que” poderia ser substituída por à qual, por referir-se ao termo “ideia central”, sem que isso acarretasse prejuízo à correção gramatical e ao sentido original do texto. 
Alternativas
Q2188825 Português

                                   

A partir da leitura do texto e considerando seus aspectos formais e de conteúdo, julgue o item abaixo. 
Uma reescrita que interpreta o segundo parágrafo do texto em um nível menos formal seria: A definição de parágrafo que foi dada pode ser entendida como um modelo, mas é preciso lembrar que esse modelo nem sempre corresponde ao que encontramos na prática, pois há várias possibilidades de se estruturar um texto, a depender de vários fatores.
Alternativas
Q2188821 Português

                                   

Considerando a estrutura e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item abaixo.
O trecho “No dia 4, foi realizada a reunião geral com a presidência do Conselho Federal” (linhas 9 e 10) poderia ser reescrito, sem prejuízo à correção gramatical nem ao sentido original do texto, da seguinte forma: No dia 4, foi realizada a reunião geral pela presidência do Conselho Federal.
Alternativas
Respostas
1741: B
1742: A
1743: E
1744: E
1745: C
1746: E
1747: A
1748: E
1749: E
1750: C
1751: E
1752: C
1753: C
1754: E
1755: C
1756: C
1757: B
1758: C
1759: C
1760: E