Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Q479972 Português
                                         Seja um Líder

    O novo líder do século XXI deve ser diferente de tudo o que possa vincular a sua posição a um status de poder autoritário. Ao contrário, precisa desenvolver uma perfeita habilidade para conduzir sua autoridade, influenciando e motivando seus liderados, estimulando-os a contribuir para a realização do objetivo ou do projeto em execução. Deve socializar as responsabilidades de maneira sutil, vinculando o sucesso de cada membro ao sucesso do grupo. Obviamente, sempre será necessário exercer alguma forma de poder para liderar uma equipe. No entanto, o autoritarismo deve ser descartado e substituído por preceitos mais eficientes, embasados em relações mais humanas.
    O líder do século XXI alcançará status pela sua capacidade em lidar com as diferenças, respeitando-as e utilizando-as como fator decisivo para o progresso do projeto e para o bem comum, ao mesmo tempo. O líder do futuro é aquele que respeita os seus liderados, permitindo e até estimulando o desenvolvimento das competências e habilidades da equipe, exercendo seu "poder" de uma forma mais humana. Só assim, poderá ser respeitado, de fato, pelo seu modo de ser embasado em preceitos de ética, justiça, equilíbrio e por um entusiasmo que contagia todo o grupo. Em outras palavras, o novo líder é aquele que suprime o exercício do poder para exercitar a autoridade motivadora. Ao invés de controlar pelo medo, contagia a equipe, encorajando as pessoas a se sentirem mais seguras, dignas e necessárias ao bom desempenho das tarefas que lhes são confiadas.


                                                                                 Disponível em: http://www.acasadoaprendiz.com.br

Observe os itens abaixo e os seus respectivos comentários.

I. “O líder do século XXI alcançará status pela sua capacidade em lidar com as diferenças, respeitando-as e utilizando-as como fator decisivo...” - se ao termo grifado fosse acrescido o termo aspectos, estaria correto o trecho: em lidar com as diferenças e os aspectos, respeitando-as e utilizando-as.

II. “...encorajando as pessoas a se sentirem mais seguras, dignas e necessárias ao bom desempenho...”- substituindo-se o termo grifado por indivíduos, ter-se-ia como correto o trecho: encorajando os indivíduos a se sentirem mais seguros, dignos e necessário ao bom desempenho.

III. “No entanto, o autoritarismo deve ser descartado e substituído por preceitos mais eficientes ...” – se ao termo grifado fosse acrescido o termo arrogância, estaria correto o trecho: no entanto, o autoritarismo e a arrogância devem ser descartadas e substituídas por preceitos mais eficientes.

IV. “...por preceitos mais eficientes, embasados em relações mais humanas.” - se os termos grifados fossem substituídos, respectivamente, por normas e aspectos, estaria correto o trecho: por normas mais eficientes, embasadas em aspectos mais humanos.

Somente está CORRETO o que se afirma em
Alternativas
Q464786 Português

O cerco ao tráfico

Num momento em que o tráfico de entorpecentes e o crescente poder do crime organizado surgem como fatos nefastos para a sociedade brasileira e como _________ para a normalização da vida das pessoas, um episódio, como o ocorrido no Morro da Embratel, em Porto Alegre, merece destaque. Moradores do local promoveram uma reação organizada contra a imposição da lei do silêncio e do toque de recolher por parte de um consórcio de traficantes. A reação permitiu que as quadrilhas fossem desarticuladas pelas forças policiais e os quadrilheiros, presos. Trata-se de um exemplo que
deixa lições importantes, a começar pela demonstração de que, com apoio dos cidadãos, a polícia pode ser eficaz e ágil, mapear o crime e seus tentáculos e produzir resultados promissores na guerra contra a criminalidade.
O caso do Morro da Embratel reflete, de alguma maneira, a exaustão da sociedade em relação ___ presença prepotente das organizações criminosas que, além de representarem uma usina de crimes e um evidente fator de desagregação social, impõem-se às comunidades como espécies de Estados paralelos. A união dos cidadãos entre si e com as autoridades é a maneira mais adequada de eliminar essas ________ e de isolar os traficantes. O exemplo carioca das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) confirma que esse é o caminho para o resgate de populações e de territórios para a cidadania, evitando sua marginalização e sua rendição ao crime.
Obviamente, a colaboração da sociedade nesse tipo de operação é sempre de alto risco e precisa ser
cercada do máximo de cuidado, devido ao risco de represálias. Por isso mesmo, o esforço recompensado da comunidade ameaçada é exemplar, pois os moradores do Morro da Embratel valeram-se de recursos singelos, como o telefone, para contribuir na operação, reforçando a importância de haver cada vez maiores facilidades para a realização, com segurança, desse tipo de colaboração.


Zero Hora, 3-6-2010.



“Os traficantes impõem-se às comunidades...”

Em qual das formas verbais abaixo, ao se substituir “impõem-se”, NÃO há caso para crase?
Alternativas
Q432513 Português
Considere as seguintes propostas de reescrita abaixo, que unem em um só os dois períodos do seguinte trecho extraído do texto (I. 09 e 11).

Por conta da estupidez desse grupo, deflagrou-se uma nova série de eventos causais. O resultado, 10 anos depois, só se pode descrever em termos de uma tragédia sem fim.

I. Por conta da estupidez desse grupo, deflagrou-se uma nova série de eventos causais cujo resultado, 10 anos depois, só se pode descrever em termos de uma tragédia sem fim.

II. O resultado da nova série de eventos causais deflagrada por conta da estupidez desse grupo, 10 anos depois, só se pode descrever em termos de uma tragédia sem fim.

III. O resultado, 10 anos depois da nova série de eventos causais deflagrada por conta da estupidez desse grupo, só se pode descrever em termos de uma tragédia sem fim.

Quais propostas são gramaticalmente corretas e preservam o sentido original do trecho?
Alternativas
Q432491 Português
Considere as seguintes afirmações sobre propostas de reescrita de trechos do texto que contêm pronomes relativos.

I. Se o segmento os geraram (I. 05) fosse substituído por se originaram, a regência verbal exigiria que o pronome que (I. 05) fosse substituído por pelas quais ou por que.

II. A expressão cujo destino (I. 09) poderia ser substituída por do qual o destino sem alterar as relações de regência, o sentido ou a correção gramatical do período.

III. Se o verbo descreve (I. 15) fosse substituído por retrata, a regência verbal exigiria que o pronome que precedendo Machado (I. 15) fosse substituído por ao qual ou a que.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q425389 Português
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BANDEIRA, Manuel. Antologia poética: Manuel Bandeira. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1961. p. 56-57.

VOCABULÁRIO:
Alimária: animal irracional; bruto.
Aniagem: tecido grosseiro.
Cangalhas: peça de madeira forrada de couro em cujas hastes se dependuram sacos.
Encarapitado: posto no alto, em cima; empoleirado.
Relho: chicote de cabo de madeira.

Nos versos “Apostando corrida,/ Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados.” ( l. 19-20), o uso dos verbos apostar, dançar e bambolear na forma em que se apresentam indica qual sentido em relação às ações dos meninos?
Alternativas
Q425382 Português
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LOBATO, Monteiro. Novos contos de Andersen. Tradução e adaptação de Monteiro Lobato. 6. ed. São Paulo: Brasiliense, 1968. p. 16-21. Adaptado.


Considerando o contexto, qual seria o sentido da palavra mas no trecho “Os passantes olhavam e diziam: ‘A coitada procurou aquecer-se com os fósforos’, mas ninguém suspeitou as lindas coisas que ela viu,” ( l. 54-57)?
Alternativas
Q425380 Português
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LOBATO, Monteiro. Novos contos de Andersen. Tradução e adaptação de Monteiro Lobato. 6. ed. São Paulo: Brasiliense, 1968. p. 16-21. Adaptado.


Nos trechos “Vou fazer um berço dessa chinela!” ( l. 8-9) e “A coitada procurou aquecer-se com os fósforos” ( l. 55-56), para que se utilizaram as aspas?
Alternativas
Q425376 Português
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LOBATO, Monteiro. Novos contos de Andersen. Tradução e adaptação de Monteiro Lobato. 6. ed. São Paulo: Brasiliense, 1968. p. 16-21. Adaptado.


Nas frases “Teve uma ideia: acender um fósforo para aquecer os dedos entanguidos.” ( l. 19-20) e “No outro dia encontraram o corpo da menina entanguido na calçada,” ( l. 49-50), um possível sentido para a palavra entanguido é:
Alternativas
Q424917 Português
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CORSALETTI, Fábio. Globo Rural. São Paulo: Ed. Globo.n. 296. jun. 2010, p. 122. Adaptado.

“(...) meus pais estavam precisando de dinheiro e venderam o sítio.” ( l. 34-35)
O trecho acima transcrito pode ser reescrito, mantendo o mesmo sentido, como:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FAURGS Órgão: TJ-RS Prova: FAURGS - 2011 - TJ-RS - Oficial de Justiça |
Q408354 Português
A seguir são apresentadas alternativas de substituição de segmentos do texto. Assinale a que, se aplicada ao texto, caracterizaria ERRO na perspectiva da norma gramatical.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FAURGS Órgão: TJ-RS Prova: FAURGS - 2011 - TJ-RS - Oficial de Justiça |
Q408346 Português
Considere as seguintes propostas de reescrita do trecho Então eu perguntei: “Você respeitava a regra dos 5%?” E ele me respondeu com outra pergunta: “Que regra é essa?” (l. 05-07).

I - Então eu perguntei se ele respeitava a regra dos 5%. Ele me respondeu com outra pergunta. Indagou-me acerca de que regra seria essa.
II - Então eu lhe perguntei se ele respeitava a regra dos 5%, e ele respondeu com outra pergunta: “De que regra se trata?”
III - Então eu lhe perguntei se ele respeitava a regra dos 5%, e ele retrucou questionando essa regra.

Quais propostas conservam o sentido original e estão corretas do ponto de vista da norma gramatical?
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FAURGS Órgão: TJ-RS Prova: FAURGS - 2011 - TJ-RS - Oficial de Justiça |
Q408335 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma possibilidade de reescrita adequada do trecho tendo sido escrito por outro autor (l. 54).
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FAURGS Órgão: TJ-RS Prova: FAURGS - 2011 - TJ-RS - Oficial de Justiça |
Q408334 Português
Assinale a alternativa em que a palavra da direita substituiria corretamente a palavra da esquerda, se empregada no texto.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FAURGS Órgão: TJ-RS Prova: FAURGS - 2011 - TJ-RS - Oficial de Justiça |
Q408333 Português
Considere as seguintes afirmações sobre o emprego de palavras ou expressões no texto.

I - Nas linhas 49 e 50, a construção sem nada lhe modificar ou adicionar contribui para a compreensão da expressão latina ipsis litteris (l. 49).
II - A utilização do verso “E agora, José” (l.59-60), embora não remeta a texto literário de autor conhecido, retoma a tradição das quadrinhas folclóricas.
III - Ao iniciar-se a frase da linha 25 com O sentido mais legítimo, fica evidente que o autor, Antônio Cícero, considera que um texto tem um sentido genuíno, pretendido pelo seu redator.
IV - A expressão sociedade letrada (l. 51) contrapõe-se a cultura oral primária (l. 44).

Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FAURGS Órgão: TJ-RS Prova: FAURGS - 2011 - TJ-RS - Oficial de Justiça |
Q408331 Português
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 05, 13 e 19.
Alternativas
Q406502 Português
Com relação às estruturas do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q406500 Português
Assinale a alternativa em que a reescritura de fragmento do texto não apresenta erro de pontuação.
Alternativas
Q386654 Português
                           HISTÓRIA E CULTURA DE PRESIDENTE OLEGÁRIO


         O calendário de eventos da cidade de Presidente Olegário conta com algumas festas, religiosas e profanas. O evento de maior tradição é a Festa de Nossa Senhora da Abadia de Andrequicé, localidade situada cerca de 60 km da sede; esta festa acontece no mês de agosto, e a comemoração propriamente dita tem lugar no dia 15 deste mês. É importante lembrar que a Romaria de Andrequicé (festa irmã da Romaria de Água Suja), tem origens no final do século XIX, quando da doação do terreno e início das celebrações e peregrinações em homenagem à Nossa Senhora da Abadia.
         Nos dias hodiernos, a romaria conta com a presença de romeiros de diferentes partes do Estado de Minas Gerais e de flhos da terra residentes em outros estados e distritos. Ainda no âmbito das festas religiosas, durante o mês de janeiro, o município conta com uma gama de Folias de Reis, realizadas em diferentes localidades rurais e no distrito sede. Em janeiro acontece também a Festa em Louvor a São Sebastião, que tem lugar na localidade de Pissarrão. Até bem pouco tempo, contávamos ainda com a Congada em Louvor a Nossa Senhora do Rosário, festa bonita e interessante por sua natureza e constituição mas que, por motivos outros, deixou de acontecer nesta cidade gloriosa e triste pelo esquecimento de algumas tradições.
         Outra tradição que malgradamente caiu no ocaso foi a bela Contradança dos Godinhos, folguedo iniciado em princípios do século XX pela família que dá nome à dança e que transita entre o sagrado e o profano, constituindo um joguete em que homens constituem pares nos quais a outra parte é um homem vestido de mulher (talvez em protesto ao arraigado patriarcalismo católico cristão do estado das Gerais), dançando ao som de uma sanfona, baixos e um violão e ciceroneados por um palhaço. É interessante notar que a profanação está justamente no vestir-se de mulher e questionar os tabus estabelecidos pelos costumes civeis e religiosos e a sagração, ou seja, a manutenção do sagrado nos símbolos sagrados do catolicismo estampados nas vestimentas dos participantes. A tradição, infelizmente, vem se perdendo, em parte por falta de investimentos de recursos públicos, através das secretarias de cultura, em parte pelo crescente afastamento das gerações hodiernas em manifestações culturais tradicionais, de forma que há apenas uma pessoa que ainda detém parte do conhecimento desta Contradança.
         Outra interessante Festa, que vem perdendo, infelizmente, suas forças ao longo dos anos, é a Festa da Produção, durante a qual o município, através da Prefeitura Municipal e do Sindicado dos Produtores Rurais, expõe, discute e negocia os produtos agropecuários da cidade, além de promover shows musicais no parque de exposições e atrações culturais em diferentes pontos da cidade. Infelizmente, como fora dito, esta festa também tem perdido suas forças, mas nada que não possa ser resolvido com força de vontade e investimentos efetivos nos setores de educação e cultura, principalmente.
         No distrito da Galena também existe uma festa tradicional que é a Festa de Reis, em devoção aos Três Reis que visitaram o menino Jesus após o seu nascimento, ela acontece a partir do dia 25 de dezembro, quando começa a visita da folia nas casas e nas fazendas e no dia 05 de janeiro (dia dos Santos Reis) o dia da Festa, quando todos se reúnem para rezar e comemorar o dia dos Santos Reis.

                                                               (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)


Em todas as alternativas, a circunstância expressa pelo termo ou expressão destacada foi corretamente identifcada, EXCETO em
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Q379847 Português
O imperativo da exportação, sugerido a todos os países como uma espécie de solução salvadora, é uma verdade ou apenas um mito? Afirma-se, com muita força, que os países que não exportam não têm presente nem futuro, sem explicar cabalmente por quê. A doutrina é tão forte que, embora isso não seja sempre reconhecido, chega-se ao paroxismo de agir como se o próprio território devesse também ser exportado

Comecemos pela definição de território, na verdade uma redefinição. Consideremos o território como o conjunto de sistemas naturais mais os acréscimos históricos materiais impostos pelo homem. Ele seria formado pelo conjunto indissociável do substrato físico, natural ou artificial, e mais o seu uso, ou, em outras palavras, a base técnica e mais as práticas sociais, isto é, uma combinação de técnica e de política. Os acréscimos são destinados a permitir, em cada época, uma nova modernização, que é sempre seletiva. Vejam-se os exemplos das ferrovias na segunda metade do século 19 e das infovias hoje.

A partir da constituição do Estado moderno, tudo isso era considerado como base da soberania nacio- nal e da competição entre nações. O exemplo mais eloquente é o de Colbert, ministro de Luís 14, engenheiro, geógrafo, economista, estrategista e estadista, preocupado com o traçado das estradas e canais na velha França, base, ao mesmo tempo, do crescimento do país e da sua competição com os vizinhos e com a Inglaterra. O território, assim visto, constituía um dado essencial da regulação econômica e política, já que do seu manejo dependiam os volumes e os fluxos, os custos e os preços, a distribuição e o comércio, em uma palavra, a vida das empresas e o bem- estar das populações. Era por meio desses instrumentos incorporados ao território que o país criava sua unidade e funcionava como uma região do Estado. “Regio” tanto significa região quanto reger, governar.

Com a globalização, o território fica ainda mais importante, ainda que uma propaganda insidiosa teime em declarar que as fronteiras entre Estados já não funcionam e que tudo, ou quase, se desterritorializa. Na verdade, se o mundo tornou possível, com as técnicas contemporâneas, multiplicar a produtividade, somente o faz porque os lugares, conhecidos em sua realidade material e política, distinguem-se exatamente pela diferente capacidade de oferecer às empresas uma produtividade maior ou menor. É como se o chão, por meio das técnicas e das decisões políticas que incorpora, constituísse um verdadeiro depósito de fluxos de mais-valia, transferindo valor às firmas nele sediadas. A produtividade e a competitividade deixam de ser definidas devido apenas à estrutura interna de cada corporação e passam, também, a ser um atributo dos lugares. E cada lugar entra na contabilidade das empresas com diferente valor. A guerra fiscal é, na verdade, uma guerra global entre lugares.

Por isso, as maiores empresas elegem, em cada país, os pontos de seu interesse, exigindo, para que funcionem ainda melhor, o equipamento local e regional adequado e o aperfeiçoamento de suas ligações mediante elos materiais e informacionais modernos. Isso quanto às condições técnicas. Mas é também necessária uma adaptação política, mediante a adoção de normas e aportes financeiros, fiscais, trabalhistas etc. É a partir dessas alavancas que os lugares lutam entre si para atrair novos empreendimentos, os quais, entretanto, obedecem a lógicas globais que impõem aos lugares e países uma nova medida do valor, planetária e implacável. Tal uso preferencial do território por empresas globais acaba desvalorizando não apenas as áreas que ficam de fora do processo, mas também as demais empresas, excluídas das mesmas preferências.

Em cada alternativa abaixo, reescreve-se uma frase do texto mediante substituição de uma locução por uma palavra. A substituição é indevida em:
Alternativas
Q379844 Português
O imperativo da exportação, sugerido a todos os países como uma espécie de solução salvadora, é uma verdade ou apenas um mito? Afirma-se, com muita força, que os países que não exportam não têm presente nem futuro, sem explicar cabalmente por quê. A doutrina é tão forte que, embora isso não seja sempre reconhecido, chega-se ao paroxismo de agir como se o próprio território devesse também ser exportado

Comecemos pela definição de território, na verdade uma redefinição. Consideremos o território como o conjunto de sistemas naturais mais os acréscimos históricos materiais impostos pelo homem. Ele seria formado pelo conjunto indissociável do substrato físico, natural ou artificial, e mais o seu uso, ou, em outras palavras, a base técnica e mais as práticas sociais, isto é, uma combinação de técnica e de política. Os acréscimos são destinados a permitir, em cada época, uma nova modernização, que é sempre seletiva. Vejam-se os exemplos das ferrovias na segunda metade do século 19 e das infovias hoje.

A partir da constituição do Estado moderno, tudo isso era considerado como base da soberania nacio- nal e da competição entre nações. O exemplo mais eloquente é o de Colbert, ministro de Luís 14, engenheiro, geógrafo, economista, estrategista e estadista, preocupado com o traçado das estradas e canais na velha França, base, ao mesmo tempo, do crescimento do país e da sua competição com os vizinhos e com a Inglaterra. O território, assim visto, constituía um dado essencial da regulação econômica e política, já que do seu manejo dependiam os volumes e os fluxos, os custos e os preços, a distribuição e o comércio, em uma palavra, a vida das empresas e o bem- estar das populações. Era por meio desses instrumentos incorporados ao território que o país criava sua unidade e funcionava como uma região do Estado. “Regio” tanto significa região quanto reger, governar.

Com a globalização, o território fica ainda mais importante, ainda que uma propaganda insidiosa teime em declarar que as fronteiras entre Estados já não funcionam e que tudo, ou quase, se desterritorializa. Na verdade, se o mundo tornou possível, com as técnicas contemporâneas, multiplicar a produtividade, somente o faz porque os lugares, conhecidos em sua realidade material e política, distinguem-se exatamente pela diferente capacidade de oferecer às empresas uma produtividade maior ou menor. É como se o chão, por meio das técnicas e das decisões políticas que incorpora, constituísse um verdadeiro depósito de fluxos de mais-valia, transferindo valor às firmas nele sediadas. A produtividade e a competitividade deixam de ser definidas devido apenas à estrutura interna de cada corporação e passam, também, a ser um atributo dos lugares. E cada lugar entra na contabilidade das empresas com diferente valor. A guerra fiscal é, na verdade, uma guerra global entre lugares.

Por isso, as maiores empresas elegem, em cada país, os pontos de seu interesse, exigindo, para que funcionem ainda melhor, o equipamento local e regional adequado e o aperfeiçoamento de suas ligações mediante elos materiais e informacionais modernos. Isso quanto às condições técnicas. Mas é também necessária uma adaptação política, mediante a adoção de normas e aportes financeiros, fiscais, trabalhistas etc. É a partir dessas alavancas que os lugares lutam entre si para atrair novos empreendimentos, os quais, entretanto, obedecem a lógicas globais que impõem aos lugares e países uma nova medida do valor, planetária e implacável. Tal uso preferencial do território por empresas globais acaba desvalorizando não apenas as áreas que ficam de fora do processo, mas também as demais empresas, excluídas das mesmas preferências.

“O território, assim visto, constituía um dado essencial da regulação econômica e política, já que do seu manejo dependiam os volumes e os fluxos, os custos e os preços, a distribuição e o comércio, em uma palavra, a vida das empresas e o bem-estar das populações."

Em cada alternativa abaixo promove-se uma modificação nesse trecho do texto. A nova redação altera significativamente o sentido original em:
Alternativas
Respostas
7801: A
7802: C
7803: B
7804: B
7805: D
7806: E
7807: B
7808: B
7809: A
7810: E
7811: D
7812: A
7813: B
7814: D
7815: B
7816: C
7817: A
7818: D
7819: D
7820: D