Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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“aos quais" (l.23) por onde.
“E foi justamente (...) de informação" (l. 23 a 26): E foi justamente essa revolução tecnológica, promovida em grande parte pela globalização e pela reestruturação da comunicação, que influenciou o aparecimento da denominada sociedade de informação
“Com o passar (...) território nacional" (l. 9 a 11): Constatou-se com o passar do tempo, que a garantia aos direitos de propriedade intelectual não poderiam restringir-se ao território nacional
“verificaram-se a (...) a ele" (l. 2 a 5): foram verificados principalmente a existência de competitividade e concorrência entre as indústrias e a consequente importância de se proteger o conhecimento desenvolvido, em razão do valor econômico inerente a ele
“poderia ocasionar (...) pelas legislações" (l. 29 a 31): poderia resultar na supressão da difusão do conhecimento para a população, devido a grande quantidade de limites das legislações
Aconteceu de verdade, nos Estados Unidos – a Coca-Cola instalou uma daquelas máquinas que vendem refrigerante no refeitório de uma escola. Mas a máquina era especial. Quando os estudantes inseriam o dinheiro, não saía lá de dentro apenas uma garrafinha, mas várias. Com tantas Cocas na mão, os estudantes acabavam oferecendo aos colegas os refrigerantes a mais. Porém, a coisa não parou por aí. Um funcionário escondido dentro da máquina começou a passar pela fenda caixas de pizza, flores, balões, enfim, uma infinidade de agrados, para espanto e alegria da garotada.
Com essa iniciativa esquisita, a empresa quis reforçar a ideia de que, mais que comercializar produtos, sua missão é espalhar felicidade. Não foi à toa que ela batizou suas máquinas de “fábricas de felicidade”. Não precisamos perder tempo discutindo se os produtos da multinacional americana podem, de fato, trazer felicidade, se são saudáveis ou nutritivos. Afinal, a questão aqui não se relaciona ao bem-estar do corpo e sim à busca do prazer,que hoje parece orientar boa parte de nossas escolhas. A verdade é que, de um jeito ou de outro, a felicidade agora pode ser encontrada em toda parte, pelo menos no que diz respeito à comunicação das marcas. A Best Buy, líder na venda de eletroeletrônicos nos Estados Unidos, também usou uma estratégia semelhante em suas campanhas de publicidade. Seu slogan é: “Você mais feliz”.
Essa guinada das empresas, que pararam de alardear a qualidade superior de seus produtos e passaram a vender felicidade, tem estreita relação com a mudança dos consumidores, hoje mais preocupados com os benefícios que as marcas trazem a suas vidas do que com o desempenho dos objetos que adquirem. Em outras palavras, mais que deixar limpas as roupas da família, uma nova lavadora economiza o tempo da dona de casa, o que se traduz em mais felicidade.
O diretor Frank Capra assinou, nos anos 40, uma verdadeira obra-prima, que em português ganhou o nome de “A Felicidade Não se Compra”. Hoje provavelmente esse título do filme não faria o menor sentido, porque o que as empresas oferecem é justamente a ilusão de felicidade, embutida nos produtos que vendem.
(Luiz Alberto Marinho, Vida Simples, 05.2010, http://zip.net/bplQ7v, 17.12.2013. Adaptado)
A Best Buy, líder na venda de eletroeletrônicos nos Estados Unidos, também usou uma estratégia semelhante _______________ em suas campanhas de publicidade…
A expressão que serve de complemento ao termo semelhante, preenchendo corretamente a lacuna, preservando as relações de sentido estabelecidas no texto original, e em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, é:
nossa dependência completa e absoluta do nosso planeta. Afinal, está sempre aqui, o chão sob nossos pés, a luz do Sol filtrada pela atmosfera, o azul do céu, o clima agradável e perfeito, para que possamos sobreviver.
Mas por trás disso tudo existe um planeta extremamente complexo que, sem ele, sem sua estabilidade orbital e climática, não estaríamos aqui. Eis algumas das razões para protegermos a Terra, um planeta sem igual, ao menos dentro de um raio de centenas de anos-luz daqui.
I. Nossa atmosfera, rica em oxigênio, permite que seres com um metabolismo mais complexo sobrevivam. É incrível que esse oxigênio todo tenha vindo de bactérias, os únicos habitantes que existiam aqui no planeta durante quase 3 bilhões de anos. Foram elas que “descobriram” a fotossíntese, transformando a composição da atmosfera terrestre. Agradeçam às cianobactérias pelo ar de cada dia.
II. Nossa atmosfera, rica em ozônio, filtra a radiação ultravioleta que vem do Sol, que é extremamente nociva à vida. Interessante que esse ozônio é produto da vida e, ao mesmo tempo, permite que ela persista aqui na superfície.
III. A água que temos aqui é uma preciosidade; sem ela, não haveria vida. Não sabemos de onde veio essa água toda, se bem que parte dela é oriunda de cometas que se chocaram com a Terra ainda em sua infância. Esse é o século em que a água se tornará um fator predominante de conflito global. Basta olhar para o planeta e ver a distribuição de água. O que o petróleo fez com a geopolítica do século 20, a água fará com a dos séculos 21 e 22.
IV. Nossa lua também é essencial. Por ser única e bastante maciça, ela regula e estabiliza o eixo de rotação da Terra, mantendo sua inclinação de 23,5° com a vertical. Pense na Terra como um pião inclinado, girando em torno de si mesmo. Sem a lua, esse eixo de rotação mudaria de ângulo aleatoriamente, e o clima não poderia ser estável. E, sem um clima estável, a vida complexa acaba se tornando inviável.
A lista continua, mas já dá para entender por que precisamos proteger esse planeta. Somos produtos dele, das suas condições. Se elas mudam, nossa sobrevivência fica ameaçada.
(Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo, 14.09.2014/Adaptado)
Associação de Proteção aos animais
Experimentação Animal: Violência em nome da Ciência
Imagine que o seu corpo está a ser usado com fins científicos... consigo ainda lá dentro. Isso é o que acontece aos milhões de animais que são anualmente usados na cruel, dispendiosa e enganadora indústria da experimentação animal. Nesta indústria, um animal morre a cada 3 segundos, num laboratório europeu; a cada 2 segundos, num laboratório japonês; a cada segundo, num laboratório norte-americano. Só no Reino Unido, quase 3 milhões de animais são mortos anualmente em laboratórios. Em Portugal, o uso de animais em experiências é, na verdade, uma realidade por controlar.
Apenas há uns anos atrás, todas as empresas de cosméticos envenenavam animais com baton, champôs, sprays para cabelos ou outros produtos de “beleza". Os produtores de carros batam nas cabeças de macacos com martelos hidráulicos para simular acidentes. Os técnicos de laboratórios matavam um coelho de cada vez que faziam o teste de gravidez de uma mulher. As tabaqueiras obrigavam cães a inalar quantidades enormes de fumo de tabaco para testar a sua toxicidade. Estes testes eram considerados muito eficazes. Atualmente, devido à atenção e à preocupação dos consumidores e à criatividade de cientistas, existem testes melhores e mais humanos.
Porém, milhões de ratinhos, coelhos, porquinhos- da-índia, furões, gatos, cães, primatas, ovelhas, vacas, porcos e outros animais continuam a ser usados em experiências, sendo mortos em laboratórios todos os anos. Em vez de desenvolverem técnicas cientificas mais avançadas, os vivissectores infectam animais com doenças que eles nunca contrairiam em circunstâncias normais, alimentam-nos à força e injetam-lhes químicos tóxicos, quebram a coluna destes animais, partem-lhes os ossos e instalam eléctrodos nos seus crânios. Os investigadores militares provocam doenças e feridas nos animais com radiações, agentes químicos e usando também armas de fogo. Alguns investigadores de psicologia submetem os animais a privação maternal, viciam-nos em drogas e álcool e infligem-lhes outros males.
Pelo menos 65% destes procedimentos são realizados sem anestesia. Nos restantes 35% de experiências realizadas regularmente, é certo que estas implicam a inficção de dor e sofrimento aos animais. A maior parte destas experiências são feitas nos Estados Unidos da América, no Reino Unido e noutros países, como Portugal. Nestes casos, estes animais beneficiam de fraca proteção legal, que, regra geral, é raramente cumprida dado a falta de fiscalização.
O que não impede que prestemos atenção no que essa metamorfose pode ter de prejudicial. As mulheres se masculinizaram, é fato. Não por fora, mas por dentro. As qualidades que lhes são atribuídas hoje, e as decorrentes conquistas dessa nova maneira de estar no mundo, eram atributos considerados apenas dos homens. Agora ninguém mais tem monopólio de atributo algum: nem eles de seu perfil batalhador, nem nós da nossa afetividade. Geração bivolt. Homens e mulheres funcionando em dupla voltagem, com todos os atributos em comum. Mas seguimos, sim, precisando uns dos outros -como nunca.
Não são poucas as mulheres potentes que parecem conseguir tocar o barco sozinhas, sem alguém que as ajude com os remos. Mas é só impressão. Talvez não precisemos de quem reme conosco, mas há em todas nós uma necessidade ancestral de confirmar a fêmea que invariavelmente somos. E isso se dá através damaternidade, do amor e do sexo. Se não for possível ter tudo (ou não quiser), ao menos alguma dessas práticas é preciso exercer na vida íntima, caso contrário, viraremos uns tratores. Muito competentes, mas com a identidade incompleta.
Nossa virilização é interessante em muitos pontos, mas se tornará brutal se chegarmos ao exagero de declarar guerra aos nossos instintos. O.k., sermãe não é obrigatório, ter umgrande amor é sorte, e muitas fazem sexo apenas para disfarçar o desespero da solidão, mas seja qual for o contexto em que nos encontramos, é importante seguir buscando algo que nos conecte como que nos restou de terno, aquela doçura que cada mulher sabe que ainda traz em si e que deve preservar, porque não se trata de uma fragilidade paralisante, e sim de uma característica intrínseca ao gênero, a parte de nós que se reconhece vulnerável e que não precisa se envergonhar disso. Se é igualdade que a gente quer, extra, extra: homens tambémsão vulneráveis.
''Cuida bem de mim”, dizia o refrão de uma antiga música do Dalto, e que Nando Reis regravou recentemente. Cafona? Ora, se a gente não se desfizer da nossa prepotência e não se permitir um tantinho de insegurança e delicadeza, a construção desta “nova mulher” terá se desviado para uma “caricatura. A intenção não era a gente se transformar no estereótipo de umhomem, era?
(MEDEIROS, O Globo Martha. : 04/04/2012)
A Comissão da Verdade revelou nesta segunda-feira, 4, que o governo militar determinou a todos os agentes públicos no Brasil e no exterior, a partir de 1972, que não atendessem a nenhum pedido de esclarecimento de organizações nacionais e internacionais sobre mortos e desaparecidos em consequência da repressão.
O ato foi uma reação específica às ações da Anistia Internacional, que vinha denunciando e cobrando esclarecimentos sobre violações de direitos humanos, como torturas, desaparecimentos e assassinatos de opositores.
O Estado de São Paulo, 04 fev 2013
“que não atendessem a nenhum pedido”; a forma adequada de reescrever-se essa frase do texto 8 de modo a retirarem-se as negações e mantendo-se o sentido original é:
Superinteressante, 2009
Sempre existiram jovens e velhos. Mas a noção de juventude que a gente tem é bem mais recente: começou nos EUA e na Europa dos anos 20. Foi quando as universidades se tornaram comuns e atrasaram a idade em que as pessoas casavam e tinham filhos. De uma hora para outra, cada vez mais gente passava a desfrutar esse intervalo que quase não existia antes: o limbo entre a infância e a vida adulta para valer. Um limbo, aliás, que fica cada vez mais longo.
A frase do texto 2 “Sempre existiram jovens e velhos” pode ser reescrita de forma adequada e mantendo-se o sentido original do seguinte modo:

Salvador Nogueira. Clima extremo. In:Superinteressante, mar./2014 (com adaptações).
O período “Uma breve retrospectiva (...) cada vez mais comuns” (l.2-4) poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma: Contudo, uma breve retrospectiva da história do planeta nos últimos anos, mostra que esses episódios estão se tornando cada vez mais comuns.

Salvador Nogueira. Clima extremo. In:Superinteressante, mar./2014 (com adaptações).
O trecho “O aumento da frequência (...) afirmam há anos” (l.9-12) poderia ser corretamente reescrito da seguinte maneira: Faz anos que os cientistas vêm afirmando que o aumento da frequência dos eventos extremos é o principal sintoma das mudanças climáticas — que vão muito além do calor.

Juliana Braga. A casa de cada um.In: Revista Darcy, ago.-set./ 2011 (com adaptações).
Sem prejuízo do sentido original do texto e de sua correção gramatical, o trecho “as que implicam mudanças geométricas e configuracionais das plantas” (l.19-21) poderia ser reescrito da seguinte forma: aquelas que resultam de mudanças geométricas e configuracionais das plantas.

Renata Valério de Mesquita. Você é a sua senha. In: Planeta, fev./2014 (com adaptações).
Seria mantida a correção gramatical do texto caso o trecho “cartões de crédito (...) no mundo físico” (l.3-7) fosse assim reescrito: exige-se, a toda hora afim de identificar alguém no mundo físico, cartões de crédito, RG, CPF, crachás corporativos e carteirinhas de mil e uma entidades que engordam a carteira de todo cidadão.
Homem passa 20 dias perdido
no parque
Luiz Carlos da Cruz, correspondente em Cascavel
Um homem que estava desaparecido havia 25 dias dentro do Parque Nacional do Iguaçu, no Oeste do Paraná, foi encontrado na manhã de ontem por policiais ambientais. Ele estava com uma perna quebrada havia 20 dias e foi localizado oito quilômetros mata adentro, em um local de difícil acesso. O homem teria se arrastado por cerca de quatro quilômetros, mesmo com a perna fraturada.
Segundo o tenente Nilson Figueiredo, da Polícia Ambiental, a corporação foi avisada do sumiço do homem, que seria um caçador, por familiares dele. O homem tinha o hábito de acampar no parque, mas nunca havia ficado tantos dias fora. Policiais localizaram o homem, cuja identidade não foi revelada ainda, por volta das 11 horas de ontem. Ele estava bastante debilitado.
Um helicóptero chegou a decolar de Foz do Iguaçu para tentar fazer o resgate, mas não houve condições de pouso por ser um local de mata fechada. Mas uma maca, medicamentos, água, comida e materiais para imobilizar a fratura foram deixados no local. A tentativa de resgate será retomada hoje. Durante a noite, uma equipe de resgate composta por 20 pessoas pousaria com a vítima, moradora de Capitão Leônidas Marques. “É uma área de difícil acesso, com morros íngremes", explica Figueiredo. Para o policial, a localização rápida da vítima “foi como encontrar agulha no palheiro".
(Gazeta do Povo, 17/09/14, p. 11)
“O homem teria se arrastado por cerca de quatro quilô- metros, mesmo com a perna fraturada.”
pode ser reescrito de acordo com a norma-padrão, mantendo o sentido original, pela forma que está em qual alternativa?
Homem passa 20 dias perdido
no parque
Luiz Carlos da Cruz, correspondente em Cascavel
Um homem que estava desaparecido havia 25 dias dentro do Parque Nacional do Iguaçu, no Oeste do Paraná, foi encontrado na manhã de ontem por policiais ambientais. Ele estava com uma perna quebrada havia 20 dias e foi localizado oito quilômetros mata adentro, em um local de difícil acesso. O homem teria se arrastado por cerca de quatro quilômetros, mesmo com a perna fraturada.
Segundo o tenente Nilson Figueiredo, da Polícia Ambiental, a corporação foi avisada do sumiço do homem, que seria um caçador, por familiares dele. O homem tinha o hábito de acampar no parque, mas nunca havia ficado tantos dias fora. Policiais localizaram o homem, cuja identidade não foi revelada ainda, por volta das 11 horas de ontem. Ele estava bastante debilitado.
Um helicóptero chegou a decolar de Foz do Iguaçu para tentar fazer o resgate, mas não houve condições de pouso por ser um local de mata fechada. Mas uma maca, medicamentos, água, comida e materiais para imobilizar a fratura foram deixados no local. A tentativa de resgate será retomada hoje. Durante a noite, uma equipe de resgate composta por 20 pessoas pousaria com a vítima, moradora de Capitão Leônidas Marques. “É uma área de difícil acesso, com morros íngremes", explica Figueiredo. Para o policial, a localização rápida da vítima “foi como encontrar agulha no palheiro".
(Gazeta do Povo, 17/09/14, p. 11)
A frase – Por mais atenção que dediquemos aos pacientes, pouco tempo passamos com eles. – reescrita em conformi- dade com o sentido expresso, está correta em:
Reescrevendo-se o segmento frasal – ... incitá-los a reagir e a enfrentar o desconforto, ... –, de acordo com a regência e o acento indicativo da crase, tem-se:

