Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Q4338611 Português
A vida urbana em Alagoas, após a Segunda Guerra Mundial, passaria a ser afetada por um novo meio de transporte, o rodoviário, meio este que acarretou profundas alterações, reforçando a posição hierárquica de alguns centros, reduzindo a de outros. Se, de um lado, facilitou a ampliação das relações urbanas, de outro, permitiu o entrosamento melhor da rede alagoana à nordestina comandada por Recife, reforçou as ligações da rede regional com Salvador e estabeleceu contatos diretos com os grandes centros do Sudeste, Rio de Janeiro e São Paulo.

Roberto Lobado Corrêa. A vida urbana em Alagoas: a importância dos meios de transporte na sua evolução. In: Revista Geografia, Espaço e Memória, n.º 10, São Paulo: Terra Livre/AGB, jan.-jul./1992, p. 109. 

Considerando as estruturas linguísticas e os sentidos do fragmento de texto precedente, julgue o item a seguir. 


A correção gramatical do texto e a coerência de suas ideias seriam preservadas se o trecho "A vida urbana em Alagoas, após a Segunda Guerra Mundial, passaria a ser afetada por um novo meio de transporte" fosse assim reescrito: Após a Segunda Guerra Mundial, a vida urbana em Alagoas passou a ser afetada por um novo meio de transporte. 

Alternativas
Q4338507 Português
Texto para a questão.


Lei Seca chega aos 18, e não pode caducar


   Instituir tolerância zero para a ingestão de álcool por condutores é um dos marcos da segurança viária brasileira. Se antes os motoristas podiam consumir uma quantidade limitada de bebida alcoólica sem serem punidos e, quando flagrados embriagados, não respondiam criminalmente por isso, desde junho de 2008, não há mais benevolência legal para tais condutas. A Lei Seca deu início a um grande processo de mudança de hábitos ao volante. Chega à maioridade com a eficácia reconhecida e o desafio de conter novas e velhas ameaças à paz no trânsito.

   Em 18 anos, foram aplicadas mais de 3,7 milhões de multas no país, com São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador liderando o ranking das cidades que registraram mais infrações: 257 mil, 228 mil, 133 mil, 74 mil e 63 mil, respectivamente. Nacionalmente, a média de multas durante o período é de 23 por hora, considerando os condutores que foram flagrados no bafômetro e os que se recusaram a fazer o teste. E é aí que se evidencia um dos grandes desafios na consolidação da Lei Seca: dois terços das infrações são referentes ao segundo desfecho.

  Ainda que os motoristas que se recusam a serem examinados também respondam por infração gravíssima e estejam sujeitos às mesmas penalidades administrativas, a estratégia adotada pode dificultar um manejo em prol da segurança viária. Os últimos cinco anos com dados fechados sobre a Lei Seca são ilustrativos nesse sentido. Enquanto, de 2021 a 2025, o número de flagrantes caiu 15%, o de negações ao teste do bafômetro subiu 63%. Isso em um cenário de aumento geral das penalizações de quase 40%.

   Inferir que, depois de 18 anos, segue forte uma crença na falta de fiscalização e/ ou um desdém com as graves consequências da combinação álcool e volante não é, dessa forma, um exagero. O próprio relatório sobre a maioridade da Lei Seca alerta para “uma tendência preocupante de aumento nas infrações relacionadas à recusa do teste do bafômetro”, indicando “a implementação de campanhas de conscientização juntamente com a intensificação das fiscalizações”, considerando sobretudo os perfis dos infratores. São punidos principalmente condutores do sexo masculino e habilitados há um tempo relativamente curto ─ de zero a cinco anos.

   Acende-se, assim, um outro alerta: em tempos de flexibilização das regras de obtenção da CNH ─ inclusive para motociclistas ─, se há uma nova geração menos preocupada com a segurança viária, é inadmissível qualquer recuo que comprometa a aprendizagem da legislação de trânsito. Ao contrário: há de identificar as brechas que favorecem iniciantes a cometerem infração gravíssima e, prontamente, corrigi-las.

   Também chama a atenção o fato de estatisticamente as mulheres serem mais resistentes ao bafômetro ─ os homens apresentam 13% menos chance de se recusar a fazer o teste quando provocados pelas autoridades, segundo o relatório. São elas também que vêm registrando um aumento expressivo no consumo abusivo de álcool ─ de 9,2% para 15,7% entre 2006 e 2024. Desconsiderar uma possível conexão entre os dois fenômenos é, no mínimo, temerário.

   Ao longo dos anos, a Lei Seca salvou dezenas de milhares de vidas – cálculos mais modestos estimam em 50 mil. Tem seus efeitos reconhecidos internacionalmente. Mas, como toda a boa política pública, tem que acompanhar os desafios impostos pelas dinâmicas socioeconômicas para não caducar. Não faltam sinais de alerta. Desconsiderá-los é pôr em risco um dos maiores avanços civilizatórios dos tempos recentes.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2026/06/7446395-lei-seca-chega-aos-18-e-nao-pode-caducar.htm
Assinale a alternativa que mantém exatamente o mesmo sentido que possui o trecho abaixo, extraído do 3º parágrafo do texto.

“Enquanto, de 2021 a 2025, o número de flagrantes caiu 15%, o de negações ao teste do bafômetro subiu 63%. Isso em um cenário de aumento geral das penalizações de quase 40%.” 
Alternativas
Q4338417 Português
 Texto para a questão.


O PAPEL DAS GUARDAS MUNICIPAIS


    A Guarda Municipal ocupa, hoje, posição central no debate sobre a segurança pública brasileira. Por muito tempo, prevaleceu no imaginário popular a ideia de que essas corporações se limitariam à chamada vigilância patrimonial, isto é, ao zelo pelos bens e instalações do município. Essa narrativa, contudo, vem sendo superada à medida que as guardas assumem, de fato, o papel de segurança pública primária nas cidades.

     A Constituição Federal, em seu art. 144, § 8º, já previa que os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei. Foi, todavia, com a edição da Lei nº 13.022/2014 – o Estatuto Geral das Guardas Municipais – que as competências dessas instituições ganharam contornos mais precisos. Entre os princípios mínimos de atuação, o estatuto destaca a proteção dos direitos humanos fundamentais, a preservação da vida e o patrulhamento preventivo.

    Estabelece-se, assim, uma analogia esclarecedora: tal como ao município cabe oferecer a saúde básica e a educação básica, previstas, respectivamente, nos artigos 196 e 205 da Carta Magna, também lhe compete a segurança pública básica. O caráter preventivo, e não meramente repressivo, é o que distingue a guarda das demais forças e, gradativamente, legitima sua atuação perante a população.

    Presentes em mais de 1.400 cidades brasileiras, as guardas municipais consolidaram-se como serviço indispensável, sobretudo às comunidades mais carentes. Trata-se, em síntese, de instituição fundamental para a manutenção da ordem e da segurança, reconhecida como base do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).


Texto adaptado.
SOARES, Ramon. O papel das Guardas Municipais. Fonte Segura, São Paulo, ed. 254, 6 nov. 2024. Disponível em: https://fontesegura.forumseguranca.org. br/o-papel-das-guardas-municipais/. Acesso em: 7 jun. 2026.
Considere o período “Essa narrativa vem sendo superada à medida que as guardas assumem o papel de segurança pública primária”. Assinale a alternativa que o reescreve com manutenção do sentido e correção gramatical.
Alternativas
Q4338287 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão


As bibliotecas devem recusar obras produzidas por inteligência artificial?

Por Leonardo Assis, pesquisador do Laboratório de Cultura, Informação e Sociedade da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP


    Nos últimos anos, a inteligência artificial generativa deixou de ser apenas uma curiosidade tecnológica para ocupar um papel crescente na produção da informação. O primeiro impacto desse fenômeno foi percebido no campo da comunicação científica. A partir de 2022, artigos, resumos, revisões de literatura e diferentes tipos de textos passaram a ser produzidos com auxílio desses sistemas, inaugurando um novo momento na história da produção do conhecimento.


    Agora, essa mesma discussão chega a outro espaço. Ela sai do ambiente predominantemente digital da produção informacional e alcança uma dimensão concreta e pública: os acervos das bibliotecas.


    Recentemente, um estudo realizado nos Estados Unidos com cerca de 700 bibliotecas públicas procurou compreender como essas instituições estão lidando com materiais produzidos por inteligência artificial. Os resultados revelaram um cenário de incertezas. Algumas bibliotecas declararam não aceitar esse tipo de material em seus acervos. Outras ainda tentam entender como identificar, avaliar e organizar essas produções.


    A questão parece simples: obras produzidas por inteligência artificial devem ou não fazer parte dos acervos das bibliotecas? Mas talvez essa não seja a pergunta mais interessante.


    A simples exclusão pouco acrescenta ao debate. É compreensível que bibliotecas estejam preocupadas com a qualidade da informação, a confiabilidade dos conteúdos e os critérios utilizados para selecionar aquilo que será preservado e disponibilizado ao público. No entanto, a recusa não responde a uma questão mais profunda: o que torna uma obra digna de ser preservada?


    Se olharmos para a história das bibliotecas, perceberemos que a autoria nunca foi o único critério utilizado para legitimar uma obra. Diversos textos filosóficos chegaram até nós com autoria incerta ou contestada. O mesmo pode ser dito de obras religiosas que atravessaram séculos sendo traduzidas, reinterpretadas e transmitidas por diferentes grupos sociais. Ainda assim, continuam presentes em bibliotecas do mundo inteiro.


    O que garantiu a permanência desses documentos não foi apenas a certeza sobre quem os escreveu. Foi o significado que adquiriram ao longo do tempo. Talvez a pergunta não seja “quem escreveu esta obra?”, mas “por que esta obra é significativa para uma comunidade?”. Essa mudança de perspectiva desloca o debate da tecnologia para a cultura.


    Ao longo da história, inúmeras obras foram preservadas porque determinados grupos sociais lhes atribuíram relevância intelectual, religiosa, política, científica ou simbólica. Bibliotecas não preservam apenas autores. Bibliotecas preservam significados.


    Também é importante reconhecer que a produção intelectual contemporânea já ocorre em ambientes profundamente mediados por tecnologias. Editores de texto corrigem frases automaticamente.


    Softwares sugerem estruturas narrativas. Programas editam imagens. Algoritmos organizam conteúdos e influenciam processos criativos. A inteligência artificial não inaugura essa mediação tecnológica da cultura. Ela amplia sua escala e sua capacidade de intervenção.


    Isso não significa ignorar os riscos. Obras produzidas por inteligência artificial exigem mecanismos de avaliação, transparência e contextualização. Bibliotecas precisam desenvolver formas de identificar esses materiais, compreender seus processos de produção e estabelecer critérios adequados para sua seleção e organização. Trata-se de uma preocupação legítima e necessária. Mas a simples recusa talvez seja insuficiente.


    Se determinadas produções passarem a influenciar comunidades, formar opiniões, registrar experiências, expressar identidades ou representar momentos históricos específicos, elas inevitavelmente se tornarão objetos de interesse para bibliotecas, pesquisadores e instituições de memória. Nesse ponto, a discussão deixa de ser apenas tecnológica. O que está em jogo é a própria construção do valor cultural.


    Uma obra não se torna relevante apenas porque foi produzida por um ser humano. Ela se torna relevante quando uma sociedade passa a reconhecê-la como importante para compreender o mundo, transmitir conhecimentos, construir identidades ou preservar memórias. Por essa razão, a questão central não parece repousar na aceitação ou rejeição desses materiais. A questão central está em compreender quais deles serão capazes de adquirir significado social ao longo do tempo.


    Bibliotecas sempre preservaram aquilo que diferentes sociedades consideraram relevante para sua memória e para sua produção simbólica. O desafio colocado pela inteligência artificial é decidir se algumas dessas novas produções também serão reconhecidas dessa forma.


    No fundo, essa não é apenas uma discussão do campo dos Estudos da Informação. É uma discussão da própria sociedade sobre confiança, legitimidade, memória e cultura. O que estamos debatendo não é apenas a presença da inteligência artificial nas bibliotecas, mas quais produções serão consideradas significativas para nossa experiência coletiva e, consequentemente, dignas de serem preservadas para as próximas gerações.


 

    Talvez o verdadeiro desafio não seja descobrir se uma inteligência artificial pode produzir uma obra. O desafio talvez seja compreender quais produções geradas por inteligência artificial a sociedade decidirá transformar em patrimônio cultural.



Fonte: https://jornal.usp.br/artigos/as-bibliotecas-devem-recusar-obras-produzidas-por-inteligencia-artificial/ Acesso em 15 ago. 2026. (Adaptado)

Releia o trecho:


“Agora, essa mesma discussão chega a outro espaço. Ela sai do ambiente predominantemente digital da produção informacional e alcança uma dimensão concreta e pública: os acervos das bibliotecas.”


Assinale a alternativa cuja reformulação textual mantém o sentido veiculado e está estruturada de acordo com as normas da língua portuguesa padrão em sua modalidade escrita:

Alternativas
Q4338284 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão


As bibliotecas devem recusar obras produzidas por inteligência artificial?

Por Leonardo Assis, pesquisador do Laboratório de Cultura, Informação e Sociedade da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP


    Nos últimos anos, a inteligência artificial generativa deixou de ser apenas uma curiosidade tecnológica para ocupar um papel crescente na produção da informação. O primeiro impacto desse fenômeno foi percebido no campo da comunicação científica. A partir de 2022, artigos, resumos, revisões de literatura e diferentes tipos de textos passaram a ser produzidos com auxílio desses sistemas, inaugurando um novo momento na história da produção do conhecimento.


    Agora, essa mesma discussão chega a outro espaço. Ela sai do ambiente predominantemente digital da produção informacional e alcança uma dimensão concreta e pública: os acervos das bibliotecas.


    Recentemente, um estudo realizado nos Estados Unidos com cerca de 700 bibliotecas públicas procurou compreender como essas instituições estão lidando com materiais produzidos por inteligência artificial. Os resultados revelaram um cenário de incertezas. Algumas bibliotecas declararam não aceitar esse tipo de material em seus acervos. Outras ainda tentam entender como identificar, avaliar e organizar essas produções.


    A questão parece simples: obras produzidas por inteligência artificial devem ou não fazer parte dos acervos das bibliotecas? Mas talvez essa não seja a pergunta mais interessante.


    A simples exclusão pouco acrescenta ao debate. É compreensível que bibliotecas estejam preocupadas com a qualidade da informação, a confiabilidade dos conteúdos e os critérios utilizados para selecionar aquilo que será preservado e disponibilizado ao público. No entanto, a recusa não responde a uma questão mais profunda: o que torna uma obra digna de ser preservada?


    Se olharmos para a história das bibliotecas, perceberemos que a autoria nunca foi o único critério utilizado para legitimar uma obra. Diversos textos filosóficos chegaram até nós com autoria incerta ou contestada. O mesmo pode ser dito de obras religiosas que atravessaram séculos sendo traduzidas, reinterpretadas e transmitidas por diferentes grupos sociais. Ainda assim, continuam presentes em bibliotecas do mundo inteiro.


    O que garantiu a permanência desses documentos não foi apenas a certeza sobre quem os escreveu. Foi o significado que adquiriram ao longo do tempo. Talvez a pergunta não seja “quem escreveu esta obra?”, mas “por que esta obra é significativa para uma comunidade?”. Essa mudança de perspectiva desloca o debate da tecnologia para a cultura.


    Ao longo da história, inúmeras obras foram preservadas porque determinados grupos sociais lhes atribuíram relevância intelectual, religiosa, política, científica ou simbólica. Bibliotecas não preservam apenas autores. Bibliotecas preservam significados.


    Também é importante reconhecer que a produção intelectual contemporânea já ocorre em ambientes profundamente mediados por tecnologias. Editores de texto corrigem frases automaticamente.


    Softwares sugerem estruturas narrativas. Programas editam imagens. Algoritmos organizam conteúdos e influenciam processos criativos. A inteligência artificial não inaugura essa mediação tecnológica da cultura. Ela amplia sua escala e sua capacidade de intervenção.


    Isso não significa ignorar os riscos. Obras produzidas por inteligência artificial exigem mecanismos de avaliação, transparência e contextualização. Bibliotecas precisam desenvolver formas de identificar esses materiais, compreender seus processos de produção e estabelecer critérios adequados para sua seleção e organização. Trata-se de uma preocupação legítima e necessária. Mas a simples recusa talvez seja insuficiente.


    Se determinadas produções passarem a influenciar comunidades, formar opiniões, registrar experiências, expressar identidades ou representar momentos históricos específicos, elas inevitavelmente se tornarão objetos de interesse para bibliotecas, pesquisadores e instituições de memória. Nesse ponto, a discussão deixa de ser apenas tecnológica. O que está em jogo é a própria construção do valor cultural.


    Uma obra não se torna relevante apenas porque foi produzida por um ser humano. Ela se torna relevante quando uma sociedade passa a reconhecê-la como importante para compreender o mundo, transmitir conhecimentos, construir identidades ou preservar memórias. Por essa razão, a questão central não parece repousar na aceitação ou rejeição desses materiais. A questão central está em compreender quais deles serão capazes de adquirir significado social ao longo do tempo.


    Bibliotecas sempre preservaram aquilo que diferentes sociedades consideraram relevante para sua memória e para sua produção simbólica. O desafio colocado pela inteligência artificial é decidir se algumas dessas novas produções também serão reconhecidas dessa forma.


    No fundo, essa não é apenas uma discussão do campo dos Estudos da Informação. É uma discussão da própria sociedade sobre confiança, legitimidade, memória e cultura. O que estamos debatendo não é apenas a presença da inteligência artificial nas bibliotecas, mas quais produções serão consideradas significativas para nossa experiência coletiva e, consequentemente, dignas de serem preservadas para as próximas gerações.


 

    Talvez o verdadeiro desafio não seja descobrir se uma inteligência artificial pode produzir uma obra. O desafio talvez seja compreender quais produções geradas por inteligência artificial a sociedade decidirá transformar em patrimônio cultural.



Fonte: https://jornal.usp.br/artigos/as-bibliotecas-devem-recusar-obras-produzidas-por-inteligencia-artificial/ Acesso em 15 ago. 2026. (Adaptado)

No trecho “A questão parece simples: obras produzidas por inteligência artificial devem ou não fazer parte dos acervos das bibliotecas? Mas talvez essa não seja a pergunta mais interessante.”, a palavra destacada em negrito pode ser substituída sem perda de sentido e mantendo-se a estrutura da língua portuguesa padrão em sua modalidade escrita por:
Alternativas
Q4337169 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


A geração sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade, e por que isso preocupa.


A busca por alternativas "mais saudáveis" ao consumo de bebidas alcoólicas ajudou a criar um novo mercado para substâncias divulgadas nas redes sociais como drogas sociais sem a ressaca.


Elas são vistas como a "alternativa mais limpa e segura", diz Liam Knowles, pesquisador de dependência química da Universidade de Teesside. "[Os usuários] não se sentem tão mal no dia seguinte e é um medicamento, então as pessoas pensam que é mais seguro."


É difícil saber exatamente quantos jovens estão usando remédios que necessitam prescrição médica e peptídeos não regulamentados para socializar, já que muitos os obtêm sem receita médica. Knowles acredita que "provavelmente há um número considerável de pessoas que estão se tornando viciadas".


Hashtags relacionadas aos medicamentos geram milhares de vídeos em plataformas de mídia social, com usuários sendo incentivados a criar seus próprios coquetéis de medicamentos, conhecidos online como "stacking".


O crescente interesse nessas substâncias surge à medida que os jovens adultos evitam cada vez mais o álcool, o que rendeu à Geração Z o apelido de "geração sóbria". Os mesmos influenciadores que divulgam os benefícios dessas "combinações" também recomendam evitar o álcool.


Uma pesquisa realizada no ano passado pela organização beneficente Drinkaware revelou que 26% dos jovens de 18 a 24 anos no Reino Unido não consumiam álcool, em comparação com 7% em 2012.


Entretanto, a professora Emily Jones, psicóloga do King's College London, acredita que a pandemia da covid pode ter contribuído para o aumento da ansiedade social, particularmente entre os jovens.


"O isolamento social, na prática, ensinou a todos a ter medo da interação social", diz ela.


Para os jovens que desejam experimentar, a pregabalina tornou-se um foco particular.


Um estudo publicado na revista Nature Communications estimou que o consumo global da droga mais do que quadruplicou entre 2008 e 2018.


Entretanto, também houve um aumento acentuado nas mortes relacionadas à pregabalina. Dados do Escritório Nacional de Estatísticas mostram que a pregabalina foi mencionada em 2.360 certidões de óbito por envenenamento relacionado a medicamentos na Inglaterra e no País de Gales entre 2020 e 2024, em comparação com 768 entre 2015 e 2019.


Uma dessas mortes foi a de Alex Cottam, um engenheiro de software de 27 anos de Eccles, descrito por sua mãe, Michelle, como "adorável, inteligente e popular".


Ele tinha prescrição de pregabalina para tratar sua ansiedade, mas sua mãe diz que ele "ficou viciado" e começou a aumentar seu estoque comprando a droga em sites ilegais.


"Não consigo parar de pensar todos os dias que a pregabalina matou meu filho", disse ela à BBC em 2024.


Na Inglaterra, a pregabalina foi reclassificada como droga controlada de Classe C em 2019: quem a compra sem receita médica pode ser condenado a dois anos de prisão (embora, na prática, poucas pessoas sejam presas). Ela continua sendo amplamente prescrita para epilepsia, dor neuropática e ansiedade. Os consultores independentes de drogas do governo do Reino Unido também iniciaram uma revisão para examinar o uso indevido.


Na Jordânia, Ucrânia e Índia, pesquisadores também observaram um aumento no abuso de pregabalina.


Na China, o governo intensificou o controle sobre o medicamento no início deste ano, proibindo a maior parte das vendas online e estabelecendo limites para a quantidade que pode ser fabricada em cada província.


A GERAÇÃO sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade — e por que isso preocupa. BBC News Brasil, [S. l.], [2026]. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr78gqw7qqo. Acesso em: 22 ago. 2026.

"O crescente interesse nessas substâncias surge à medida que os jovens adultos evitam cada vez mais o álcool."


Assinale a alternativa que apresenta a reescrita CORRETA, com a substituição adequada de 'à medida que'.

Alternativas
Q4337168 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


A geração sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade, e por que isso preocupa.


A busca por alternativas "mais saudáveis" ao consumo de bebidas alcoólicas ajudou a criar um novo mercado para substâncias divulgadas nas redes sociais como drogas sociais sem a ressaca.


Elas são vistas como a "alternativa mais limpa e segura", diz Liam Knowles, pesquisador de dependência química da Universidade de Teesside. "[Os usuários] não se sentem tão mal no dia seguinte e é um medicamento, então as pessoas pensam que é mais seguro."


É difícil saber exatamente quantos jovens estão usando remédios que necessitam prescrição médica e peptídeos não regulamentados para socializar, já que muitos os obtêm sem receita médica. Knowles acredita que "provavelmente há um número considerável de pessoas que estão se tornando viciadas".


Hashtags relacionadas aos medicamentos geram milhares de vídeos em plataformas de mídia social, com usuários sendo incentivados a criar seus próprios coquetéis de medicamentos, conhecidos online como "stacking".


O crescente interesse nessas substâncias surge à medida que os jovens adultos evitam cada vez mais o álcool, o que rendeu à Geração Z o apelido de "geração sóbria". Os mesmos influenciadores que divulgam os benefícios dessas "combinações" também recomendam evitar o álcool.


Uma pesquisa realizada no ano passado pela organização beneficente Drinkaware revelou que 26% dos jovens de 18 a 24 anos no Reino Unido não consumiam álcool, em comparação com 7% em 2012.


Entretanto, a professora Emily Jones, psicóloga do King's College London, acredita que a pandemia da covid pode ter contribuído para o aumento da ansiedade social, particularmente entre os jovens.


"O isolamento social, na prática, ensinou a todos a ter medo da interação social", diz ela.


Para os jovens que desejam experimentar, a pregabalina tornou-se um foco particular.


Um estudo publicado na revista Nature Communications estimou que o consumo global da droga mais do que quadruplicou entre 2008 e 2018.


Entretanto, também houve um aumento acentuado nas mortes relacionadas à pregabalina. Dados do Escritório Nacional de Estatísticas mostram que a pregabalina foi mencionada em 2.360 certidões de óbito por envenenamento relacionado a medicamentos na Inglaterra e no País de Gales entre 2020 e 2024, em comparação com 768 entre 2015 e 2019.


Uma dessas mortes foi a de Alex Cottam, um engenheiro de software de 27 anos de Eccles, descrito por sua mãe, Michelle, como "adorável, inteligente e popular".


Ele tinha prescrição de pregabalina para tratar sua ansiedade, mas sua mãe diz que ele "ficou viciado" e começou a aumentar seu estoque comprando a droga em sites ilegais.


"Não consigo parar de pensar todos os dias que a pregabalina matou meu filho", disse ela à BBC em 2024.


Na Inglaterra, a pregabalina foi reclassificada como droga controlada de Classe C em 2019: quem a compra sem receita médica pode ser condenado a dois anos de prisão (embora, na prática, poucas pessoas sejam presas). Ela continua sendo amplamente prescrita para epilepsia, dor neuropática e ansiedade. Os consultores independentes de drogas do governo do Reino Unido também iniciaram uma revisão para examinar o uso indevido.


Na Jordânia, Ucrânia e Índia, pesquisadores também observaram um aumento no abuso de pregabalina.


Na China, o governo intensificou o controle sobre o medicamento no início deste ano, proibindo a maior parte das vendas online e estabelecendo limites para a quantidade que pode ser fabricada em cada província.


A GERAÇÃO sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade — e por que isso preocupa. BBC News Brasil, [S. l.], [2026]. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr78gqw7qqo. Acesso em: 22 ago. 2026.

"Ele tinha prescrição de pregabalina para tratar sua ansiedade, mas sua mãe diz que ele 'ficou viciado' e começou a aumentar seu estoque comprando a droga em sites ilegais."


Assinale a alternativa que reescreve de forma CORRETA o trecho, empregando tempos verbais coerentes com a norma-padrão e mantendo o sentido.

Alternativas
Q4336914 Português
Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial



Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
"Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA)."
Assinale a alternativa CORRETA que apresenta a reescrita com as substituições de 'ávidos' e 'voraz', mantendo o sentido essencial.
Alternativas
Q4336422 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma reescritura do verso “São Francisco se espraia gentil” que preserva a correção gramatical e o sentido original do trecho do Hino de Abaré - BA.
Alternativas
Q4331624 Português
TEXTO I


SUS promete oferecer 3 novos medicamentos contra câncer de pulmão

Tratamento devem ser distribuídos gradualmente a partir de outubro

Fábio Bouéri 

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer, a partir de outubro, três novos medicamentos para o tratamento do câncer de pulmão. O brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe serão incorporados à rede pública de forma gradual, conforme a aquisição dos produtos e a estrutura de distribuição.


A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira, 31. Segundo a pasta, cerca de 1,9 mil pacientes poderão ser beneficiados. Os medicamentos são considerados tratamentos de alta tecnologia. Na rede privada, podem custar centenas de milhares de reais por ano. O brigatinibe e o gefitinibe, por exemplo, são terapias-alvo de uso oral que atuam sobre alterações específicas das células cancerígenas.


Medicamentos permitem tratamento em casa


Uma das vantagens dessas terapias é a possibilidade de administração em casa, além de uma incidência menor de eventos adversos em comparação com alguns esquemas convencionais de quimioterapia. O uso depende, porém, das características do tumor e das condições clínicas do paciente.


O terceiro medicamento, durvalumabe, é uma imunoterapia que estimula a capacidade do sistema imunológico de combater as células cancerígenas. O tratamento será destinado a pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser submetidos a cirurgia. Segundo o Ministério da Saúde, estudos demonstram ganho na sobrevida global dos pacientes.


Os três medicamentos serão financiados integralmente pelo governo federal por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), nova política criada para organizar a aquisição e a distribuição de medicamentos contra o câncer.


Ao todo, a AF-Onco prevê a oferta de 23 medicamentos oncológicos de alto custo, ampliando em 35% a oferta de tratamentos na rede pública. A estimativa do governo é atender mais de 100 mil pessoas, com orçamento anual de aproximadamente R$ 2,1 bilhões.


Fonte: BOUÉRI, Fábio. SUS promete oferecer 3 novos medicamentos contra câncer de pulmão. https://revistaoeste.com/brasil/sus-promete-oferecer-tres-novos-medicamentos-contra-o cancer/ (adaptado). 

“O brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe serão incorporados à rede pública de forma gradual, conforme a aquisição dos produtos e a estrutura de distribuição.”

A partir do fragmento exposto acima, assinale a alternativa cuja reescrita manteve o valor semântico presente, bem como o respeito à norma-padrão da Língua Portuguesa.

Alternativas
Q4331574 Português

TEXTO I


Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE


Número de trabalhadores em plataformas digitais cresceu em 2025, homens representam 84,4% desse grupo e contribuição previdenciária caiu 


Victória Batalha




O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4. O contingente representa 1,9% da população ocupada no setor privado.



Em 2024, 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por aplicativos. O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025.



Entre os trabalhadores que utilizavam aplicativos, 57,5%, ou 1,036 milhão de pessoas, exerciam sua atividade principal por meio de plataformas de transporte particular de passageiros, de táxi ou de outras modalidades. Outros 531 mil trabalhadores, equivalentes a 29,4 do total, atuavam em aplicativos de entrega de comida, produtos e outros serviços.



Perfil dos trabalhadores por aplicativo



Os dados mostram predominância masculina entre os trabalhadores de plataformas. Os homens representavam 84,4% desse grupo, proporção superior à registrada entre os trabalhadores ocupados no setor privado em geral, de 58,2%. Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução. Pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto correspondiam a 62,5% do total. Já os trabalhadores com ensino fundamental completo ou médio incompleto representavam 13,9%.



A contribuição para algum instituto oficial de previdência também recuou. O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025. Entre todos os trabalhadores ocupados no setor privado, a proporção de contribuintes da Previdência chegou a 62,4% em 2025.



A pesquisa também comparou a remuneração dos trabalhadores de plataformas com a dos demais trabalhadores. Em 2022 e 2024, a remuneração média mensal dos plataformizados era superior à dos não plataformizados. Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.  



Fonte: BATALHA, Victória. Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE. https://revistaoeste.com/economia/quase-dois-milhoes-trabalham-por-aplicativos-no-brasil-diz ibge/ (adaptado). 

“Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução.”. A partir do fragmento exposto acima, assinale a alternativa cuja reescrita tenha mantido o valor semântico, bem como o respeito à norma-padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q4325831 Português
Durante uma atividade de produção textual, os estudantes escrevem uma carta destinada à direção da escola para apresentar propostas de melhoria do espaço escolar. Após a primeira versão, a professora promove leitura dos textos, discussão sobre clareza das ideias, organização das informações, adequação da linguagem e revisão das produções.

Considerando uma concepção processual de produção textual, a prática da professora:
Alternativas
Q4324615 Português

Considere novamente o texto da questão anterior, especialmente o seguinte fragmento: 


No contexto em que foi empregada, a palavra destacada contribui para estabelecer uma oposição entre a ausência de resultados imediatos e o valor do processo desenvolvido ao longo do tempo.


Com base no sentido que a palavra assume dentro do texto, analise as possibilidades de substituição apresentadas nas alternativas e assinale aquela em que a troca preserva adequadamente o sentido original do período, sem provocar mudança significativa na ideia defendida pelo autor. 

Alternativas
Q4323415 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Universo está ficando sem novas estrelas?


Nada dura para sempre... nem mesmo o nosso Universo. Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado indícios de que o cosmos podem ter passado do seu auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos estrelas estão nascendo.

Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja bem. Há estimativas de que ele possa conter até um septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros.

Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas estrelas está diminuindo.

O consenso científico atual é que o Universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos. As primeiras estrelas se formaram logo após o Big Bang.

De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13 bilhões de anos.

As estrelas são essencialmente bolas gigantes de gás quente que começam sua vida da mesma maneira.

Elas se formam em enormes nuvens de poeira e gás espacial conhecidas como nebulosas. A gravidade atrai aglomerados de gás, que eventualmente se aquecem e se tornam uma estrela bebê, ou protoestrela.

À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear. Isso emite luz e calor, e a estrela agora está em uma fase estável, a "sequência principal".

Os astrônomos estimam que as estrelas da sequência principal, incluindo o nosso Sol, representam cerca de 90% de todas as estrelas do Universo. Elas variam em tamanho de um décimo a 200 vezes a massa do Sol.

Eventualmente, essas estrelas ficam sem combustível para queimar e podem seguir caminhos diferentes em sua jornada rumo à morte.

Estrelas de menor massa, como o nosso Sol, passam por um processo de declínio ao longo de bilhões de anos.

Para as "irmãs" maiores, que têm pelo menos oito vezes a massa do Sol, o fim é mais dramático: elas explodem em uma enorme explosão chamada supernova.

Estrelas veteranas dominam

Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que estudava tendências na formação de estrelas afirmou que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam nascido.

"Claramente, vivemos em um Universo dominado por estrelas antigas", afirmou o autor principal desse estudo, David Sobral, em um artigo publicado no site do Subaru Telescope à época.

Na linha do tempo do Universo, parece que o pico da formação de estrelas ocorreu há aproximadamente 10 bilhões de anos, em um período conhecido como Meio-dia Cósmico.

"As galáxias convertem gás em estrelas, e estão fazendo isso a uma taxa decrescente", diz o professor Douglas Scott, cosmólogo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

O professor Scott é coautor de um estudo em pré-publicação, atualmente em processo de revisão por pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e Herschel da Agência Espacial Europeia.

Ele e uma equipe internacional de pesquisadores conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6 milhões de galáxias, o que foi possível graças à missão do Euclid de criar um imenso mapa 3D do Universo.

Os astrônomos estavam particularmente interessados no calor emitido pela poeira estelar. Galáxias com uma taxa mais alta de formação estelar tendem a ter poeira mais quente, pois abrigam estrelas maiores e mais quentes.

A equipe descobriu que as temperaturas das galáxias têm diminuído gradualmente ao longo de vários bilhões de anos, segundo Scott.

"Já ultrapassamos em muito o tempo máximo de formação estelar, e haverá cada vez menos novas estrelas em cada geração de formação estelar", afirma ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn98n731qqwo- adaptado. 
"À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são comprimidos para formar hélio em um processo chamado fusão nuclear."
As conjunções e locuções correspondentes desempenham papel fundamental na interpretação de um texto, uma vez que o uso inadequado desses elementos pode alterar todo o significado de um enunciado. Com base nisso, analise as reescritas com a substituição do termo destacado e identifique aquela que não mantém o sentido original.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Araçás - BA Provas: SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Auditor Tributário - Secretaria de Finanças | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fonoaudiólogo | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Ciências | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Médico Veterinário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Artes | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Nutricionista I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Arquiteto I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Língua Inglesa | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Social | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Língua Portuguesa | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Bibliotecário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Coordenador Pedagógico | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Engenheiro Agrônomo | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Matemática | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Música | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Educação Especial | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Educação Física | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de Geografia | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor de História | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Professor da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Psicólogo - Secretaria de Educação | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Psicólogo - Secretaria de Saúde | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Psicólogo - Secretaria de Assistência Social |
Q4322635 Português

Leia o texto a seguir.


Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas


Sophie Egan


    Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.


    Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.


    Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.


    A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.


    Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.


Doenças cardíacas e diabetes tipo 2


    A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.


    Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.


    Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.


    Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.


    Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-

de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.

Acesso em 03/06/2026

No trecho "A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor" (4º parágrafo), o conectivo em destaque estabelece uma relação adversativa. Nesse contexto de uso, a substituição de “mas” por “portanto” geraria um(a):
Alternativas
Q4320959 Português
Santos Brasil inaugura escritório em Caxias do Sul e amplia atuação logística no Sul do Brasil


A Santos Brasil, que possui um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, inaugurou um escritório em Caxias do Sul (RS) a fim de facilitar o contato com embarcadores gaúchos e reforçar a importância da região para a companhia. Além do novo escritório, a empresa também opera o terminal de contêineres do Porto de Imbituba, o Tecon Imbituba (SC), localizado a cerca de 350 quilômetros da cidade gaúcha.

De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos.

Em março deste ano, o Tecon Imbituba atingiu sua maior movimentação, com 17.459 TEUs. Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários. Entre 2024 e 2025, a Santos Brasil destinou R$ 75 milhões para aquisição de equipamentos e implantação de novos sistemas operacionais, tornando possível a oferta de três serviços marítimos semanais.

A empresa também destacou a integração do Tecon Imbituba com o Tecon Santos, que conecta as cargas movimentadas em Imbituba à rede de rotas internacionais a partir do terminal paulista, também operado pela companhia.

Além disso, ressaltou a localização estratégica do terminal, que fica entre Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), próximo de Florianópolis, com acesso pelos modais rodoviário e ferroviário. A unidade catarinense está situada em um porto de águas profundas e abrigado, capaz de receber sem restrições os maiores navios que chegam à costa brasileira, independentemente do calado ou das condições climáticas.

Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul. "Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba", afirma.



https://jornalportuario.com.br/noticia/2744/santos-brasil-inaugura-escrito rio-em-caxias-do-sul-e-amplia-atuacao-logistica-no
"Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição."
Com base nas regras de concordância verbal, analise as reescritas, com adaptações:

I.Estes movimentos da Santos Brasil fortalecem a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas.

II.Os terminais portuários são eficientes e garantem o escoamento e a distribuição das cargas.

III.O setor de aço, assim como os demais setores, depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

IV.O setor de aço e logística depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.


Assinale a alternativa que apresenta a reescrita em que a concordância verbal está empregada a concordância verbal está empregada corretamente.
Alternativas
Q4318336 Português
Cães entendem quando estamos felizes ou tristes pelas nossas expressões faciais


Por Ana Clara Caielli Barreiro


Q1_20.png (762×697)

(Disponível em: super.abril.com.br/ciencia/caes-entendem-quando-estamos-felizes-ou-tristes-pelas-nossasexpressoes-faciais-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
São propostas de alteração que mantêm o sentido dos trechos retirados do texto sem causar incorreções:

I. Substituição de “ainda” por “bem” em “essa compreensão é ainda mais complexa do que se imaginava”.
II. Substituição de “por vontade própria” por “espontaneamente” em “foram treinados para conseguir permanecer, por vontade própria e sem estarem presos”.
III. Substituição de “como” por “outrossim” em “outros fatores que poderiam indicar a emoção de uma pessoa, como movimentos corporais, voz e contexto”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4315980 Português
À mesa não se envelhece nem se enrijece


    Estou em uma mesa de oito lugares onde se apinham doze pessoas. Todos conversam sem prestar atenção no meu silêncio repentino, nos meus olhos que descem pela toalha manchada de vinho, pelos pratos de cores diferentes, cada um de um jogo que foi se quebrando, pela comida que ficou levemente sem gosto, pelos copos que tivemos que usar no lugar das taças que se quebraram na mudança.

    Os quadros ainda não foram pregados nas paredes da sala. Não possuo as flores frescas que as influenciadoras dizem ser fundamentais para deixar a casa bonita. Não fiz o pudim ensinado por milhares de tutoriais porque sujaria ainda mais louça – comeremos os quindins que comprei na padaria.

    Se fosse há cinco ou seis anos, eu não teria promovido esse almoço. Eu teria me fiado pela sociedade da performance, que exige que tudo, até um almoço entre amigos, seja um evento perfeito. Instagramável. E, portanto, com pouca chance de acontecer.

    Ainda sentada à mesa, lembro das minhas avós, das velhas matriarcas de outras famílias. Não marcavam nada. Aos domingos, abriam as portas para quem chegasse. Sobre a mesa coberta com uma toalha puidinha, a garrafa térmica e o bolo. Ou a macarronada que se repetia por anos, sem que ninguém se constrangesse em servir aquele eterno prato único. E tudo bem, porque o intuito dos encontros não era oferecer uma experiência gastronômica, mas promover uma comunhão que pairava acima do estômago.

    “A tavola non si invecchia” meu pai sempre dizia, ditado italiano que afirma que à mesa não se envelhece.

    Vou além: à mesa também não se enrijece, porque é no encontro que dessalgamos certezas excessivas.

     Comendo de meus pratos coloridos e lascados, há amigos de esquerda, meu primo de direita e meu novo vizinho, que ainda não conheço bem e de quem desconheço totalmente a orientação ideológica. Um é vegetariano, outro entusiasta da proteína animal. Um é ateu, outro acredita em tudo, e mais um pouco.

    Que discordem no que tiverem que discordar, penso, desde que não lancem garfos sobre a minha cabeça.

    Como avançar se não conversando?

    É no diálogo – e não na monotonia temática do algoritmo – que as trocas mais produtivas acontecem. Que as mudanças de voto acontecem. Que as pequenas revoluções acontecem (não à toa, regimes autoritários adoravam investir na distância e na desconfiança entre vizinhos). Que as fofocas acontecem. Que mesmo as separações acontecem – onde uma mulher irá contar que vem sendo agredida pelo marido, senão em um em encontro íntimo, cercada de gente de sua confiança?

    Enquanto sirvo os quindins, escuto os papos. Lembro que meus amigos conhecem meu primo aqui desta mesa. Que se tornaram parceiros de pedalada a partir de um almoço servido aqui nesta mesa. Quantas conexões eu deixaria de ter feito se ficasse esperando pela louça adequada? Quantos conselhos eu perderia se ficasse na dependência de uma sobremesa instagramável? Quantas gargalhadas deixaria de dar se ficasse esperando cozinhar como um chef?

    Saúde, sugiro, levantando meu copo bico de jaca. Os outros levantam os seus, e celebro intimamente esse território de oito lugares em que apertando cabem doze, quem sabe até quatorze e para onde sei que sempre podemos voltar.


(Por: Giovana Madalosso. À mesa não se envelhece nem se enrijece. Jornal Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas. Acesso em: julho de 2026.)
A pontuação organiza as relações sintáticas entre os constituintes da oração e do período, podendo também produzir efeitos de ritmo e destaque. Nesse contexto, considere as propostas de inserção, supressão ou substituição de sinais de pontuação em trechos do texto e assinale a alternativa em que a alteração preserva a correção gramatical e as relações sintáticas do período, de acordo com a norma-padrão. 
Alternativas
Q4312486 Português

Comunicação no trânsito é fundamental

Sou da comunicação. Amo rádio e tenho uma paixão por televisão. Também sou o "carpinteiro" que, por ter como únicas ferramentas o martelo e o serrote, pensa que todos os problemas são prego e madeira. Analogias à parte, vejo o mundo pela ótica da educação e da comunicação. Eis minhas ferramentas. Dedico-me integralmente aos assuntos que interligam valores, conhecimentos e comportamentos. Eis minha oficina cheia de pedaços de madeira pedindo aparos e pregos à espera de marteladas.

Neste cenário, saltam aos olhos os tropeços que todos vivenciamos nesta jornada de uma humanidade que ainda perde a saúde, a qualidade de vida e até encontra antecipadamente a morte por motivos toscos. De todas as barbaridades que ainda nos permitimos, como sociedade, penso que posso ajudar com algumas marteladas nas áreas de promoção à saúde, segurança no trabalho, meio ambiente e, claro, trânsito. O que eles têm em comum? Todos podem melhorar muito com a melhora da percepção de riscos e com educação. E tudo começa com uma melhora na comunicação.

Um dos maiores problemas que enfrentamos no trânsito é a intolerância, geralmente resultante de uma combinação do perfil de cada pessoa com o tanto que ela sabe, ou pensa que sabe. As pessoas, no geral, subestimam os perigos potenciais do trânsito. Não existe segurança absoluta quando o assunto é mobilidade, já que o trânsito é um imprevisível festival de diversidades. Perceber, reconhecer e respeitar isso é fundamental para a segurança. Ah, como faz falta a educação para o trânsito! 

Por fim, agradeço a todos, jornalistas ou não, que dividem comigo a tarefa de "serrar e pregar" mais comunicação e educação para o trânsito.

MARIANO, Celso. Comunicação no trânsito é fundamental - III. Portal do Trânsito, Curitiba, 28 jun. 2016. Fragmento adaptado. Disponível em: https://portaldotransito.com.br/opiniao/comunicacao-no-transito-e-funda mental-iii. Acesso em: 25 jul. 2026. 

No terceiro parágrafo, o autor afirma que "As pessoas, no geral, subestimam os perigos potenciais do trânsito" e que perceber os riscos "é fundamental para a segurança". Caso as palavras "subestimam" e "fundamental" fossem substituídas, sem alteração do sentido original das frases, as formas adequadas seriam, respectivamente:
Alternativas
Q4310586 Português

Texto para o item.



Inteligência artificial ajuda a entender e

combater o comportamento sedentário


    Quando um novo ano começa, muita gente coloca, entre suas resoluções, vencer o sedentarismo. Esse problema está relacionado, sobretudo, ao excesso de tempo em comportamentos de baixo gasto energético. Uma pessoa pode, por exemplo, passar de oito a dez horas sentada no trabalho e ainda frequentar a academia regularmente. Nesse caso, ela é fisicamente ativa, mas apresenta um alto nível de comportamento sedentário. 


   Pesquisadores do Laboratório de Inteligência Artificial da Unicamp investigam aplicações de IA para saúde e bem‑estar, incluindo a detecção do comportamento sedentário por meio de dispositivos vestíveis, como smartwatches e anéis inteligentes. O objetivo é emitir alertas preventivos antes que ocorram problemas críticos de saúde. 


    Embora sensores estimem os níveis de atividade física, o grande desafio é identificar com precisão o comportamento sedentário no cotidiano, já que pequenos gestos repetitivos das mãos podem confundir os aparelhos. Para solucionar esse problema, pesquisadores desenvolveram a rede neural XNet, um modelo que analisa não apenas o movimento bruto, mas também a repetição e a frequência desses gestos.


    A detecção automática do comportamento sedentário abre caminho para intervenções personalizadas, como alertas para pausas ativas e metas diárias adaptadas à rotina de cada pessoa. Mais do que estimular a prática de exercícios, essas estratégias valorizam pequenas mudanças no cotidiano, reduzindo o tempo contínuo que o indivíduo passa sentado.


    Do ponto de vista fisiológico, o comportamento sedentário é definido por atividades com gasto energético muito baixo, geralmente abaixo de 1,5 MET (múltiplo equivalente metabólico). A quantificação em METs permite classificar as atividades do dia a dia, enquadrando o ato de permanecer sentado ou deitado por longos períodos no nível mais baixo dessa escala.


    Em uma rotina de escritório, o ideal é levantar‑se a cada hora, por cerca de três minutos, para caminhar um pouco. Assim, os sistemas de monitoramento funcionam como aliados para que o usuário estabeleça metas, permitindo que ele faça escolhas mais saudáveis a partir do próprio histórico de dados.


Internet: <jornal.unicamp.br>  (com adaptações).




Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No fragmento “já que pequenos gestos repetitivos das mãos podem confundir os aparelhos.”, a locução “já que” introduz uma ideia de causa e pode ser substituída por porquanto, preservando‑se a correção gramatical e as relações de sentido originais do período.
Alternativas
Respostas
41: C
42: D
43: A
44: A
45: C
46: D
47: E
48: B
49: C
50: A
51: C
52: C
53: B
54: C
55: D
56: A
57: C
58: C
59: D
60: C