Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Q709839 Português

Texto CB3A1BBB


Júlia Lopes de Almeida. A mulher brasileira.

In: Livro das donas e donzelas. Rio de Janeiro:

Editora Livraria Francisco Alves e Cia., 1906 (com adaptações)

A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB3A1BBB, julgue o item que se segue.

A correção gramatical do trecho “as portas das academias não se lhe teriam aberto” (l. 17 e 18) seria mantida caso ele fosse reescrito da seguinte forma: não teriam sido abertas as portas das academias à brasileira.

Alternativas
Q709838 Português

Texto CB3A1BBB


Júlia Lopes de Almeida. A mulher brasileira.

In: Livro das donas e donzelas. Rio de Janeiro:

Editora Livraria Francisco Alves e Cia., 1906 (com adaptações)

A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB3A1BBB, julgue o item que se segue.

Seria preservada a correção gramatical do texto caso o trecho “Dir-se-ia” (l. 4) fosse substituído por Dizem.
Alternativas
Q709837 Português

Texto CB3A1BBB


Júlia Lopes de Almeida. A mulher brasileira.

In: Livro das donas e donzelas. Rio de Janeiro:

Editora Livraria Francisco Alves e Cia., 1906 (com adaptações)

A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB3A1BBB, julgue o item que se segue.

A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o vocábulo “amada” (l.12) fosse empregado no masculino: amado.
Alternativas
Q709836 Português

Texto CB3A1BBB


Júlia Lopes de Almeida. A mulher brasileira.

In: Livro das donas e donzelas. Rio de Janeiro:

Editora Livraria Francisco Alves e Cia., 1906 (com adaptações)

A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB3A1BBB, julgue o item que se segue.

O sentido original e a correção gramatical do texto seriam preservados caso o primeiro período fosse reescrito da seguinte maneira: A concepção do europeu acerca da mulher brasileira é demasiado falsa.
Alternativas
Q709828 Português

Texto CB3A1AAA


Virginia Woolf. Um teto todo seu. Trad. de Vera Ribeiro.

Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985 (com adaptações).

Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto CB3A1AAA, julgue o seguinte item.

Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto, o trecho “é impressionante a mudança de ânimo que uma renda fixa promove” (l. 17 e 18) poderia ser reescrito da seguinte forma: a mudança de ânimo promovida por uma renda fixa é impressionante.

Alternativas
Q708423 Português
As opções subsequentes apresentam propostas de reescrita do seguinte período do texto CB1A2AAA: “Acredita-se, por essa razão, que haja uma relação entre maior nível de escolaridade e redução da criminalidade.” (l. 21 e 22). Assinale a opção que apresenta proposta de reescrita que preserva a correção gramatical e o sentido original do texto.
Alternativas
Q708420 Português
Nas opções a seguir, constam propostas de reescrita do trecho “Há outras razões pelas quais se podem associar educação e redução da criminalidade.” (l. 11 e 12). Assinale a opção em que a proposta apresentada mantém o sentido original, a formalidade e a correção gramatical do texto CB1A2AAA.
Alternativas
Q706486 Português

Chama o “Aurélio”

Certos casos da política, de tão inacreditáveis, acabam virando parte do anedotário. Ou vice-versa: algumas vezes algumas piadas trazem tão bem determinadas características da cultura política que assumem ares de verdade.

Em uma das hipóteses se encaixa a correspondência trocada, cerca de 20 anos atrás, entre um prefeito de uma cidade e o então secretário estadual do interior.

Conta certo deputado que o secretário sempre gostou de falar difícil. Numa certa ocasião, o secretário recebeu a informação de que a cidade sofreria um tremor de terra capaz de quebrar copos e trincar pratos. Preocupado, expediu logo um telegrama ao prefeito: “Movimento sísmico previsto para essa região. Provável epicentro movimento telúrico sua cidade. Obséquio tomar as providências logísticas cabíveis”.

O secretário esperou ansioso pela resposta. Quatro dias depois, chegou o telegrama do prefeito: “Movimento sísmico debelado. Epicentro preso, incomunicável, cadeia local. Desculpe demora. Houve terremoto na cidade”.

in Ernani &Nicola: Redação para o segundo grau – adaptado

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q704453 Português

Texto 19A2BBB


Considerando que a eficácia do discurso depende das estratégias argumentativas adotadas, julgue o item subsequente, a respeito das ideias do texto 19A2BBB.

A intenção do autor de demonstrar a ação coativa do fisco ficaria mais clara e objetiva se o primeiro período do texto fosse reescrito da seguinte forma: As garras do Leão estão mais afiadas porque é necessário afiar as garras do Leão para agarrar melhor a presa.

Alternativas
Q703303 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

Texto 1

A sociedade das aparências

Antropóloga analisa modelo do sistema capitalista na raiz do consumo. A responsabilidade leva em conta impactos de compra, uso, descarte e origem de produtos ou serviços.

por Lilian Monteiro

Para a antropóloga Andréa Zhouri, é preciso mudar o modo de vida de acumulação.

    [1º§] O consumo responsável é decisão individual, particular e solitária, em função do compromisso de cada um com o desenvolvimento socioambiental. É de quem tem ou adquire a consciência de que ações positivas minimizam as negativas. Comportamento e atitude que estão ligados à questão do “não-desperdício, do desprendimento e da posse de objetos por status. Visão ainda pequena na nossa sociedade, mas que tende a aumentar nas camadas mais jovens, preocupadas com a preservação dos recursos naturais renováveis. Em outros países, as práticas são mais arraigadas. No Brasil, não. Acumulamos muito lixo pelo consumo que tem a ver com o descarte, a sobra, o desperdício, o refugo, que causam sérios problemas. É a garrafa PET, a sacola plástica, as sucatas de equipamentos eletrônicos, o celular, o computador...”, explica Andréa Zhouri, antropóloga e coordenadora do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (Gesta) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    [2º§] Andréa Zhouri alerta que a solução está na mudança do “pensar do berço ao túmulo. É prática de preocupação política no sentido mais amplo. É concepção de consciência política. O modo de vida de acumulação, de posse de coisas, de acumular e desperdiçar. É preciso mudar. Surgem, na sociedade brasileira, atitudes, tentativas ainda incipientes, marginais e pontuais, mas em determinados grupos. No entanto, a grande tendência é ter!”.

    [3º§] O caminho é longo e é preciso persistência. “A transição do ter para o ser implica processo. E tem a ver com a elaboração do sujeito, da sua reflexão sobre a existência no mundo, porque a sociedade capitalista é uma sociedade de produção de mercadorias e de bens não só materiais, mas de bens significativos. Ou seja, ao mesmo tempo em que tem valor de uso, prático, de troca e comercial, também tem valor de bem distintivo, de status, simbólico. Ambos estão interligados. O exemplo mais claro é o automóvel. Não se compra só o veículo de transporte para levar alguém de um lugar A para o B. Não é 'um' automóvel, mas 'o' automóvel, o modelo, o tipo e a marca que vão atribuir ao consumidor um lugar na sociedade, que é cumulativa de bens e emite mensagens”, analisa a antropóloga.

    [4º§] Andréa Zhouri enfatiza que as pessoas compram a mensagem e não o objeto. “E aí vamos entrar em outra área, que é a luta pelo poder. Ao transmitir o que se tem, a pessoa emite uma mensagem. Por isso é muito difícil o consumo consciente, responsável, porque a questão não está no nível do cognitivo. O desafio não é a informação, porque o consumo mexe com o lado efetivamente significativo da existência. A necessidade de se distinguir, ser diferente e projetar determinada imagem.”

    [5º§] A antropóloga alerta que “a sociedade vende a ilusão de que você, consumindo, vai conseguir a distinção que a sociedade moderna valoriza. A pessoa vai comprar a ideia de que é especial. Assim, é difícil o consumo responsável na contramão de um mundo da propaganda e do marketing”.

    [6º§] E, como Andréa Zhouri já declarou diante de outra situação (no caso, a catástrofe da Samarco, que também envolve consumo), “precisamos repensar o que é de fato o bem-viver, a riqueza e uma boa economia. Há alternativas que exigem participação política de todos, ainda que a sociedade civil cobre, esteja engajada, em determinadas situações, ela não encontra ouvidos do outro lado, do lado da governança”.

Fonte: Jornal Estado de Minas, 24/01/2016, disponível em: http://impresso.em.com.br/ app/noticia/toda-semana/bem-viver/2016/01/24/interna_bemviver,171062/a-sociedadedas-aparencias.shtml, acesso em 28/01/2016. Texto adaptado.

Releia o trecho a seguir, retirado do 1º parágrafo:

O consumo responsável é decisão individual, particular e solitária, em função do compromisso de cada um com o desenvolvimento socioambiental.

Dentre as opções de reescrita apresentadas a seguir, só houve manutenção de sentido desse trecho em:

Alternativas
Q702310 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

Anedotas

    Um dos mistérios da vida é: de onde vêm as anedotas? O enigma da criação da anedota se compara ao enigma da criação da matéria. Em todas as teorias conhecidas sobre a evolução do universo sempre se chega a um ponto em que a única explicação possível é a da geração espontânea. Do nada surge alguma coisa. As anedotas também nasceriam assim, já prontas, aparentemente autogeradas. Você não conhece ninguém que tenha inventado uma anedota. Os que contam uma anedota sempre a ouviram de outro, que ouviu de outro, que não se lembra de quem ouviu. Se anedota fosse crime, sua repressão seria dificílima.

    Os humoristas profissionais não fazem anedotas. Inventam piadas, frases, cenas, histórias, mas as anedotas que correm o país não são deles. São de autores desconhecidos mas nem por isso menos competentes. Uma anedota geralmente tem o rigor formal de um teorema. Exposição, desenvolvimento, desenlace. Grande parte do sucesso de uma anedota depende do estilo de quem conta. A anedota é uma continuação da tradição homérica, de narrativa oral, que transmitia histórias antes do livro. Anedota impressa deixa de ser anedota. Existem contadores eméritos. E casos pungentes de grandes contadores que, com o tempo, vão perdendo a habilidade, até chegarem ao supremo vexame de, um dia, esquecerem o fim da anedota.

     Dizem que, eventualmente, um computador bem programado poderá escrever teses e romances. Mas duvido que algum computador, algum dia, possa fazer uma anedota.

(VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 107-108)

Está plenamente clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
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Q701721 Português
Fungo da Amazônia se alimenta de plástico
   O plástico é um dos principais poluentes no nosso planeta. Embora haja muitos programas para conscientização do seu uso e da sua reutilização, a produção de diferentes tipos plásticos para atender ao consumo da população mundial aumentou muito na última década (aproximadamente 300 milhões de toneladas desde 2006) e possivelmente continuará aumentando nas próximas. O resultado de produzir algo tão difícil de ser reciclado é a grande quantidade de resíduos depositada não só nos lixões ou aterros sanitários, mas nos rios, lagos, mares e florestas.
    Uma saída para esse tipo de poluição é a biorremediação, processo tecnológico que utiliza organismos vivos para remover ou reduzir resíduos poluentes ou tóxicos no ambiente. Os fungos, juntamente com bactérias e outros micro-organismos, são ótimos modelos para estudos sobre biorremediação, pois produzem um grande número de enzimas capazes de decompor quase tudo ao seu redor.
   Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Yale, nos EUA, vem testando diferentes espécies de fungos com potencial de decomposição de diferentes tipos de plástico. Uma das espécies testadas sobreviveu se alimentando exclusivamente do plástico. Essa espécie de fungo, encontrada em árvores da Amazônia Equatoriana, produz uma enzima capaz de degradar o poliuretano, tipo de plástico até então considerado não biodegradável. O resultado é incrível, na medida em que nos dá esperanças reais de biorremediação desse tipo de poluição.
(Adaptado de: DRECHSLER-SANTOS, Elisandro Ricardo. Disponível em: https://cientistasdescobriramque.wordpress.com/2016/05/10/ fungo-da-amazonia-se-alimenta-de-plastico
Considere as afirmações: I. No trecho Embora haja muitos programas para conscientização do seu uso e da sua reutilização... (1º parágrafo), a forma verbal sublinhada pode ser substituída por existam sem prejuízo para o sentido nem para a correção da frase. II. No trecho O resultado de produzir algo tão difícil de ser reciclado é a grande quantidade de resíduos depositada não só nos lixões ou aterros sanitários... (1º parágrafo), o elemento sublinhado pode ser substituído por depositados. III. No trecho O resultado é incrível, na medida em que nos dá esperanças reais de biorremediação desse tipo de poluição. (3º parágrafo), o segmento sublinhado deve ser substituído por dão-nos para que a frase esteja gramaticalmente correta. Está correto o que se afirma APENAS em 
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Q701552 Português
Está redigida com clareza e correção a frase:  
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Q701545 Português

À beira do abismo

Em 1888, Van Gogh compartilhou, por três meses, uma casa com o pintor Paul Gauguin. Um dia, o amigo resolveu retratá-lo enquanto ele pintava seus girassóis. Ao ver pela primeira vez o quadro, que o flagra no último lugar em que poderia estar, pois um pintor se julga sempre fora da pintura, Van Gogh exclamou: “Sou eu, é claro, mas eu me tornando louco”. 

A arte como expressão da loucura ou, ao contrário, como opção pela loucura? Van Gogh teve um psiquiatra que, adepto da segunda hipótese, pensou em “curá-lo” da pintura. É claro, não conseguiu. A arte como vírus, como uma contaminação?

Penso nas poucas telas que Clarice Lispector pintou. Telas tensas, desagradáveis: manifestações de gênio ou de insanidade? Elas ajudaram a deprimir Clarice ou, ao contrário, ajudaram a salvá-la? Recordo a Clarice que visitei um dia, sentada em sua cozinha diante de uma fatia de bolo, um tanto apática, a me dizer: “Comer bolo não me interessa. O que eu preciso é de água. De água e de literatura”. 

Vista assim, como uma necessidade primária, a literatura revela sua potência, mas também seus riscos. Riscos que os escritores, para se consolar, transportam para o interior da escrita. Para dar sentido àquelas partes de si que não pode controlar, o escritor deve correr o risco de sair de si. Ele se dedica justamente àquilo que, anestesiados pela ideia de normalidade, evitamos. 

A matéria da literatura vem, de fato, dessas zonas abissais em que as certezas se esgarçam, a nitidez se esvai e a dúvida comanda. Muitos não suportam. “Nascemos e crescemos num cárcere e por isso achamos naturais esses ferros nos pulsos e nos pés”, escreveu o alemão Georg Büchner. Mas os escritores, não: eles preferem sangrar mãos e pés, e bordejar o abismo, a sucumbir. E isso se parece com a loucura. 

O problema é que aquilo que o escritor enfrenta está sempre dentro de si. De certa forma, em consequência, todo escritor escreve “contra si”. Daí a dúvida que Machado sintetiza em O alienista: estarão os escritores no lugar dos médicos, que amparam e curam, ou de seus pacientes, que resistem e esperneiam? A resposta não é fácil: eles ocupam ao mesmo tempo os dois lugares: vestem o jaleco da saúde, mas também os grilhões da ignorância.

(Adaptado de: CASTELLO, José. Sábados inquietos. Brasília, IMP, 2013, p. 6-7) 

Nascemos e crescemos num cárcere e por isso achamos naturais esses ferros nos pulsos e nos pés (5o parágrafo)
Essa frase está reescrita com correção, sem contradizer a mensagem original, em: 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: SEDUC-PE Prova: FGV - 2016 - SEDUC-PE - Professor de Química |
Q701249 Português

“Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás.

Cada hora do nosso passado pertence à morte.” (Sêneca

Assinale a opção em que um dos termos do pensamento de Sêneca foi substituído de forma inadequada.
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Q700875 Português
O comportamento esperado na escola é bastante marcado por expectativas. Quando pensamos que "matemática é coisa de menino", que "menina é mais caprichosa", enfim, que certas coisas são próprias de meninas e outras de meninos, estamos limitando as aprendizagens e as experiências de vida das crianças e adolescentes.
Por exemplo, quantas grandes jogadoras de futebol podemos ter perdido em nossas escolas a cada ano justamente porque as meninas são desencorajadas a praticar esse esporte, considerado "de menino"? Ou quantas matemáticas e físicas o mundo pode ter perdido cada vez que se acreditou que as alunas, por serem meninas, são naturalmente mais fracas nas disciplinas da área de exatas? Toda vez que uma menina tem menos incentivo para fazer algo considerado "de menino", os estereótipos de gênero funcionam como um freio para todas as possibilidades de aprendizagem que poderiam delinear outro futuro para ela.
Apesar de haver registros sobre equipes femininas de futebol nos anos de 1920, jogar futebol passou a ser proibido às mulheres em um decreto federal de 1941. Ao lado de lutas, saltos, rúgbi, polo e atletismo, a proibição se estendeu até 1979, sob a alegação de que era uma atividade violenta demais para elas.
Atualmente, o Brasil conta com uma das melhores jogadoras de futebol de toda a história. Marta Vieira da Silva recebeu cinco vezes o título de melhor jogadora de futebol feminino do mundo pela Fifa, dois a mais que o mais premiado brasileiro na versão masculina do prêmio. Entretanto, a vantagem de Marta em suas premiações não garantiu visibilidade para os campeonatos femininos nas programações da TV brasileira nem salários iguais àqueles recebidos por seus colegas do futebol masculino. Ações como a proibição do futebol feminino nos anos de 1940 mostram que tais desigualdades devem-se muito mais aos estereótipos de gênero socialmente formulados e reproduzidos do que à falta de habilidade das mulheres no esporte.
Esse exemplo nos lembra o quanto ideias de que há "coisas de homem" ou "coisas de mulher" são muitas vezes produtos de estereótipos e hierarquias sociais. Assim, é sempre preciso celebrar pessoas que desafiam as regras previstas e mostram que o corpo humano, feminino ou masculino, pode desenvolver habilidades as mais variadas, inclusive aquelas não previstas culturalmente.
(Adaptado de: ACCIOLY, Lins, Beatriz et al. Diferentes, não desiguais: a questão de gênero na escola. São Paulo: Reviravolta, 2009, p.19-21) 
Mantendo-se a correção e, em linhas gerais, o sentido original, uma redação alternativa para a última frase do 4o parágrafo encontra-se em: 
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Q700695 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

    Há um comentário frequentemente encontrado nos meios de comunicação ou mesmo em conversas cotidianas: “O carnaval de hoje não é mais o mesmo. Transformou-se em um grande empreendimento turístico. Perdeu a autenticidade.” Em seu sentido amplo, esse comentário aplica-se a diversas modalidades de cultura popular: não só às festas, mas também ao artesanato, à música, à dança, à culinária. Pode ser expresso na forma de um lamento e de um incontido sentimento de nostalgia.

    Em outras palavras, circula de modo amplo e difuso em nosso cotidiano uma perspectiva sobre as culturas populares na qual estas são apresentadas sob o signo da perda. Supõe-se que elas conheceram em sua longa história um momento no qual teriam florescido na sua forma mais autêntica e próxima às expectativas daqueles que as produzem. Mas desde então, como consequência das transformações históricas e em especial da chamada modernização, essas formas socioculturais teriam cada vez mais perdido seus atributos definidores.

    Essa narrativa é seguramente poderosa e tem notável capacidade de convencimento. No entanto, um fantasma ronda os estudos sobre as culturas populares. Elas não desapareceram; continuam a existir e se reproduzir: festas regionais, como o bumba meu boi; as festas do Divino Espírito Santo; as festas de Reis; as inúmeras modalidades de música popular ou folclórica produzidas em diversas regiões do Brasil. Os exemplos podem se estender facilmente. O que importa assinalar, no entanto, é que essas formas de cultura popular continuam a ser produzidas no tempo presente e de modo criativo; e não parecem indicar, ao contrário do que se afirma obsessivamente, que estejam em processo de desaparecimento.

    O problema evidentemente não está na cultura popular, mas nas perspectivas que postulam sua existência arcaica e seu inevitável desaparecimento. Trata-se de um fantasma produzido pelos que se recusam a reconhecer que elas expressam visões de mundo diferentes.

    Muitas vezes, essas formas socioculturais estão associadas à oposição entre um mundo rural estável e harmônico e um mundo urbano industrializado e “inautêntico”. Contudo, pesquisas de antropologia social ou cultural já demonstraram que as culturas populares, estejam elas situadas no mundo rural ou nas grandes cidades, desempenham funções sociais e simbólicas fundamentais para sua persistência e reprodução. Desse modo, festas, artesanatos, lendas, formas musicais, dança, culinária articulam simbolicamente concepções coletivas de sociedade.

    As culturas populares não se constituem em agregados de traços culturais passíveis de serem inventariados. Elas consistem efetivamente em sistemas de práticas sociais. Os comentários usuais sobre uma suposta perda de autenticidade das culturas populares na atualidade esquecem que elas não são o espelho de nossas categorias e classificações; o que elas oferecem de mais interessante não é nem o testemunho de um passado remoto, nem a catástrofe de seu desaparecimento, mas invenções alternativas e atuais dos modos de estar no mundo.

(Adaptado de: GONÇALVES, José Reginaldo Santos. “Culturas populares: patrimônio e autenticidade”. In: Agenda brasileira: temas de uma sociedade em mudança. BOTELHO, André e SHWARCZ, Lilia Moritz (org.) São Paulo: Cia das Letras, 2011, p. 136-139)

Muitas vezes, essas formas socioculturais estão associadas à oposição entre um mundo rural estável e harmônico e um mundo urbano industrializado e “inautêntico”. (5º parágrafo) Uma redação alternativa para a frase acima, em que se mantêm a correção gramatical e, em linhas gerais, o sentido original, está em:
Alternativas
Q700636 Português
À beira do abismo
Em 1888, Van Gogh compartilhou, por três meses, uma casa com o pintor Paul Gauguin. Um dia, o amigo resolveu retratá-lo enquanto ele pintava seus girassóis. Ao ver pela primeira vez o quadro, que o flagra no último lugar em que poderia estar, pois um pintor se julga sempre fora da pintura, Van Gogh exclamou: “Sou eu, é claro, mas eu me tornando louco”.
A arte como expressão da loucura ou, ao contrário, como opção pela loucura? Van Gogh teve um psiquiatra que, adepto da segunda hipótese, pensou em “curá-lo” da pintura. É claro, não conseguiu. A arte como vírus, como uma contaminação?
Penso nas poucas telas que Clarice Lispector pintou. Telas tensas, desagradáveis: manifestações de gênio ou de insanidade? Elas ajudaram a deprimir Clarice ou, ao contrário, ajudaram a salvá-la? Recordo a Clarice que visitei um dia, sentada em sua cozinha diante de uma fatia de bolo, um tanto apática, a me dizer: “Comer bolo não me interessa. O que eu preciso é de água. De água e de literatura”.
Vista assim, como uma necessidade primária, a literatura revela sua potência, mas também seus riscos. Riscos que os escritores, para se consolar, transportam para o interior da escrita. Para dar sentido àquelas partes de si que não pode controlar, o escritor deve correr o risco de sair de si. Ele se dedica justamente àquilo que, anestesiados pela ideia de normalidade, evitamos.
A matéria da literatura vem, de fato, dessas zonas abissais em que as certezas se esgarçam, a nitidez se esvai e a dúvida comanda. Muitos não suportam. “Nascemos e crescemos num cárcere e por isso achamos naturais esses ferros nos pulsos e nos pés”, escreveu o alemão Georg Büchner. Mas os escritores, não: eles preferem sangrar mãos e pés, e bordejar o abismo, a sucumbir.E isso se parece com a loucura.
O problema é que aquilo que o escritor enfrenta está sempre dentro de si. De certa forma, em consequência, todo escritor escreve “contra si”. Daí a dúvida que Machado sintetiza em O alienista: estarão os escritores no lugar dos médicos, que amparam e curam, ou de seus pacientes, que resistem e esperneiam? A resposta não é fácil: eles ocupam ao mesmo tempo os dois lugares: vestem o jaleco da saúde, mas também os grilhões da ignorância.
(Adaptado de: CASTELLO, José. Sábados inquietos. Brasília, IMP, 2013, p. 6-7)
Um segmento do texto está corretamente reescrito, sem alteração de sentido, em:
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Q700630 Português
A frase redigida com clareza e correção é:
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Q698438 Português
O FUTURO NO PASSADO
1   Poucas previsões para o futuro feitas no passado se realizaram. O mundo se mudava do campo para as cidades, e era natural que o futuro idealizado então fosse o da cidade perfeita. Mas o helicóptero não substituiu o automóvel particular e só recentemente começou-se a experimentar carros que andam sobre faixas magnéticas nas ruas, liberando seus ocupantes para a leitura, o sono ou o amor no banco de trás. As cidades não se transformaram em laboratórios de convívio civilizado, como previam, e sim na maior prova da impossibilidade da coexistência de desiguais.
2  A ciência trouxe avanços espetaculares nas lides de guerra, como os bombardeios com precisão cirúrgica que não poupam civis, mas não trouxe a democratização da prosperidade antevista. Mágicas novas como o cinema prometiam ultrapassar os limites da imaginação. Ultrapassaram, mas para o território da banalidade espetaculosa. A TV foi prevista, e a energia nuclear intuída, mas a revolução da informática não foi nem sonhada. As revoluções na medicina foram notáveis, certo, mas a prevenção do câncer ainda não foi descoberta. Pensando bem, nem a do resfriado. A comida em pílulas não veio - se bem que a nouvelle cuisine chegou perto. Até a colonização do espaço, como previam os roteiristas do “Flash Gordon”, está atrasada. Mal chegamos a Marte, só para descobrir que é um imenso terreno baldio. E os profetas da felicidade universal não contavam com uma coisa: o lixo produzido pela sua visão. Nenhuma previsão incluía a poluição e o aquecimento global.
3  Mas assim como os videntes otimistas falharam, talvez o pessimismo de hoje divirta nossos bisnetos. Eles certamente falarão da Aids, por exemplo, como nós hoje falamos da gripe espanhola. A ciência e a técnica ainda nos surpreenderão. Estamos na pré-história da energia magnética e por fusão nuclear fria.
4  É verdade que cada salto da ciência corresponderá a um passo atrás, rumo ao irracional. Quanto mais perto a ciência chegar das últimas revelações do Universo, mais as pessoas procurarão respostas no misticismo e refúgio no tribal. E quanto mais a ciência avança por caminhos nunca antes sonhados, mais leigo fica o leigo. A volta ao irracional é a birra do leigo.
(VERÍSSIMO. L. F. O Globo. 24/07/2016, p. 15.)
Nos três primeiros parágrafos do texto, e enunciador, confrontando as previsões feitas no passado sobre o avanço da ciência com as que efetivamente se realizaram, desenvolve seu pensamento em estruturas de oposição semântica. No 4º parágrafo, como conclusão do texto, o enunciador adota outra forma de estruturação, defendendo a seguinte tese sobre o avanço da ciência:
Alternativas
Respostas
5501: C
5502: C
5503: E
5504: C
5505: C
5506: E
5507: D
5508: A
5509: E
5510: B
5511: E
5512: D
5513: D
5514: E
5515: E
5516: D
5517: D
5518: E
5519: C
5520: A