Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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Leia trecho da canção de Gilberto Gil, Andar com Fé, para responder à questão.
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Certo ou errado até
A fé vai onde quer que eu vá
Ô-ô
A pé ou de avião
Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar
Ô-ô
Pelo sim, pelo não
(http://www.gilbertogil.com.br/sec_musica_2017.php)
Julgue o item em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos.
O segmento “o que lhes seja prazeroso” (linhas 11 e 12)
poderia ser substituído, com correção gramatical, por o
que as deem prazer.
Julgue o item em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos.
O trecho “a felicidade se apresenta e se ausenta em
vários momentos” (linhas 4 e 5) poderia, sem prejuízo da
correção gramatical do texto, ser reescrito da seguinte
forma: a felicidade apresenta-se e ausenta-se em vários
momentos.
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item subsequente.
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do
texto, a expressão “não obstante os seus graus de
negatividade” (linhas 22 e 23) poderia ser reescrita da
seguinte maneira: a não ser pelos seus graus de
negatividade.
Julgue o item a seguir em relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para palavras, expressões e trechos do texto.
“leva à perda de laços de amizade” (linha 32) por implica
a perda de laços de amizade
Considerando as escolhas linguísticas do texto, seu funcionamento e possibilidades de reescrita, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) A relação de oposição evidenciada pelo emprego de porém (l. 8) seria mantida se esse elemento fosse substituído pela conjunção portanto.
( ) A locução para que (l. 8) pode ser substituída, sem alteração da relação semântica de finalidade, pela locução à medida que.
( ) O segmento às necessidades da população (l. 9-10) pode ser substituído, sem prejuízo do significado e das normas gramaticais, pela expressão sinônima às demandas da população.
A sequência correta é
Texto 4
Guignard na parede
– Este seu Guignard é falso ou verdadeiro? - perguntou-lhe o visitante, coçando o queixo, de um modo ainda mais suspeitoso do que a pergunta.
– Ora essa, por que duvida?
– Eu não duvido nada, só que existem por aí uns cinquenta quadros falsos de Guignard, e então...
– Então o quê?
– Esse também podia ser. Só isso.
– Pois não é, não senhor. Qualquer um vê logo que se trata de Guignard autêntico, Guignard da melhor época.
– Não ponho em dúvida sua palavra, Deus me livre. Mas nunca se sabe se um quadro é autêntico ou não. Nunca. Não há prova irrefutável.
– Mesmo que se tenha visto o pintor trabalhando nele?
– Em geral, o pintor não trabalha à vista dos outros. No máximo dá uma pincelada, um toque. Até os retratos, não sabia? São feitos em grande parte na ausência dos retratados. Todo artista tem um auxiliar, espécie de primo pobre, que imita à perfeição a maneira do mestre...
– Guignard tinha alunos; e daí? Vai me dizer que os alunos pintavam e ele assinava?
– O senhor é que parece estar insinuando isso. Eu digo apenas que assinatura pode ser autêntica num quadro falso. Veja Picasso. Picasso assina falsos Picassos por blague ou para ajudar pobres-diabos. Pode parecer maluquice, mas para mim o pintor é o primeiro falsificador de sua obra, ele se copia e manda os outros copiarem .
– Não diga uma besteira dessas.
[...]
– Fiquei com medo do senhor ter um falso Guignard, e preveni. Não há razão para se queimar.
– Está bem.
– Talvez tenha feito mal em alertá-lo. O senhor vai ficar preocupado, cismado. Não desejo isso. Vamos fazer uma coisa? Para o senhor não se chatear, eu compro o seu quadro, mesmo tendo as maiores dúvidas sobre a autenticidade. Repare bem: a fluidez da pintura é demasiado fluida para ser original. Um mestre nunca vai ao extremo de sua potencialidade; deixa que os outros exacerbem sua maneira. Este Guignard é tão leve, tão aéreo, que só mesmo de alguém muito habilidoso, que procurasse ser mais Guignard do que o próprio Guignard. Não há dúvida, para mim não é Guignard. Quanto quer por isto?
– Quero que o senhor vá para o inferno, sim?
ANDRADE, C. D. de. 70 historinhas. 13 ed. Rio de Janeiro: Record,2009. p.195-197.
TEXTO 9
O carioca Joel Rufino dos Santos (1941-2015), além de escritor, foi historiador e professor (da UFRJ e um dos intelectuais de referência sobre o estudo da cultura africana no país.
O texto a seguir é um fragmento adaptado do artigo Joel Rufino e o negro em cena, de Eduardo de Assis Duarte, publicado na revista LITERAFRO.
Joel Rufino dos Santos figura indubitavelmente entre os mais destacados intelectuais negros brasileiros, com dezenas de títulos publicados desde meados do século passado. Em seu livro A história do negro no teatro brasileiro, o autor explicita como o negro aparece inicialmente reduzido a objeto (1) da escrita e da cena concebida pelo branco. E como, após o fim da escravatura, é impedido de atuar e tem que assistir a atores (2) brancos “brochados” de preto falarem por ele nos palcos. O que parece inacreditável para muitos ganha estatuto de verdade histórica: salvo as pouquíssimas (3) exceções que só fazem confirmar a regra (4), somente a partir de meados do século XX, com as atividades pioneiras do TEN – Teatro Experimental do Negro – este começa a se erguer a sujeito de seu discurso e a colocar em cena corpo, voz, fala e dramas por tanto tempo impedidos de chegar as plateias (5).

VOZ DE SANGUE
- Palpitam-me
os sons do batuque
e os ritmos melancólicos do blue
- Ó negro esfarrapado do Harlem...
ó dançarino de Chicago
ó negro servidor do South
- Ó negro de África
negros de todo o mundo
eu junto ao vosso canto
a minha pobre voz
os meus humildes ritmos.
- Eu vos acompanho
pelas emaranhadas áfricas
do nosso Rumo
- Eu vos sinto
negros de todo o mundo
eu vivo a vossa Dor
meus irmãos.
(António) AGOSTINHO NETO (1922-1979), médico, formado
nas Universidades de Coimbra e de Lisboa, foi Presidente do Movimento
Popular de Libertação de Angola (MPL, e, em 1975, tornou-se
o primeiro Presidente de Angola, cargo que exerceu até 1979.
Texto 4A2AAA

A respeito dos aspectos linguísticos do texto 4A2AAA, julgue o item que se segue.
Seria preservada a correção gramatical do texto, mas não seus sentidos originais, se a oração “que são de diferentes modos incorporadas à dinâmica mercantil” (l. 4 e 5) fosse assim reescrita: às quais é de diferentes modos incorporada a dinâmica mercantil.Texto 4A2AAA

Com relação aos sentidos do texto 4A2AAA, julgue o item a seguir.
Na linha 31, o deslocamento da expressão “nas cidades” para após “ciclistas” preservaria o sentido original do texto.Texto 4A1BBB

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto 4A1BBB, julgue o item a seguir.
O sentido da frase “O cronista é um pedestre” (l.8) seria
preservado caso se substituísse a palavra “cronista” por
escritor.
Vejo pela manhã os escolares caminhando rumo aos estabelecimentos de ensino. Uma boa percentagem carrega o malote nas costas, preso pelas correias passando pelos ombros. Assim usam meus netos. Meus filhos imitaram os pais, conduzindo os livros numa bolsa, levada na mão esquerda. A recomendação clássica é ter sempre a mão direita livre, desocupada, pronta para a defesa.
Esse transporte da bolsa estudantil parece pormenor sem importância. Mesmo assim foi anotado há mais de vinte séculos em versos latinos. O poeta Quinto Horácio Flaco faleceu oito anos antes de Jesus Cristo nascer. No primeiro livro das Sátiras, a sexta inclui essa referência, recordação do menino Horácio, filho de liberto, indo para a aula do brutal Orbílio Pupilo, ex-soldado em Benavente: Laevo suspensi locutos tabulamque lacerto. Antônio Luís Seabra (1799-1895), tradutor de Horácio, divulgou o “No braço esquerdo com tabela e bolsa”. Essas “tabelas” eram as placas de madeira encerada onde escreviam. Valiam os livros contemporâneos. A figura do escolar atravessando as ruas da tumultuosa Roma no ano 55 e que seria o eternamente vivo Horácio, volta aos meus olhos, nessa janela provinciana e brasileira, aos seis graus ao sul da Equinocial.
(CASCUDO, Câmara, “Indo para a Escola”, em História dos Nossos Gestos. Edição digital. Rio de Janeiro: Global, 2012)
Esse transporte da bolsa estudantil parece pormenor sem importância. Mesmo assim foi anotado há mais de vinte séculos em versos latinos. (2° parágrafo)
As frases acima encontram-se reescritas com clareza e correção em um só período em:
A linguagem dos gestos não desaparece com o aperfeiçoamento da linguagem verbal. (op. cit.)
Mantendo-se a correção, uma nova redação para a frase acima, iniciada por “O aperfeiçoamento da linguagem verbal não”, encontra-se em:
Além do ato instintivo, inconsciente, automático, puramente reflexo, evitação do sentimento doloroso, ocorre a infindável série dos gestos intencionais, expressando o pensamento pela mímica, convencionada através do tempo. Essa Signe Language, Gebärdensprache, Langue per Signes, Language per Gestes, tem merecido ensaios de penetração psicológica, indicando a importância capital como índices do desenvolvimento mental.
Desta forma o homem liberta e exterioriza o pensamento pela imagem gesticulada, com áreas mais vastas no plano da compreensão e expansão que o idioma. Primeira forma da comunicação humana, mantém sua prestigiosa eficiência em todos os recantos do mundo. As pesquisas sobre antiguidade e valorização de certos gestos, depoimentos insofismáveis de certos temperamentos pessoais e coletivos, índices de moléstias nervosas, apaixonam estudiosos.
A correlação dos gestos com os centros cerebrais, ativando-lhes a capacidade criadora, e não esses àqueles, possui, presentemente, alto número de defensores. Esclarecem-se, atualmente, a antiguidade e potência intelectual da Mímica como documento vivo, milenar e contemporâneo, individual e coletivo.
Não havendo obrigatoriedade do ensino mas sua indispensabilidade no ajustamento da conduta social, todos nós aprendemos o gesto desde a infância e não abandonamos seu uso pela existência inteira. Os desenhos paleolíticos registram os gestos mais antigos, de mão e cabeça, e toda literatura clássica, história, viagem, teatro, poemas, mostra no gesto sua grandeza de expressão insubstituível.
Não existe, logicamente, a mesma tradução literal para cada gesto, universalmente conhecido. Na famosa estória popular da Disputa por Acenos, cada antagonista entendia o gesto contrário de acordo com seu interesse. Negativa e afirmativa, gesto de cabeça na horizontal e vertical, têm significação inversa para chineses e ocidentais. Estirar a língua é insulto na Europa e América, é saudação respeitosa no Tibete. Vênias, baixar a cabeça, curvar os ombros, ajoelhar-se, elevar a mão à fronte, são universais. A mecânica da adaptação necessária a outras finalidades de convívio explica a multiplicação.
(Adaptado de: CASCUDO, Câmara, “Prefácio”, em História dos Nossos Gestos. Edição digital. Rio de Janeiro: Global, 2012)
Desta forma o homem liberta e exterioriza o pensamento pela imagem gesticulada, com áreas mais vastas no plano da compreensão e expansão que o idioma. (2° parágrafo)
Mantendo-se a correção e, em linhas gerais, o sentido original, uma nova redação para a frase acima encontra-se em:
A respeito dos aspectos linguísticos do texto 7A3CCC, julgue o item a seguir.
A correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos caso o trecho “O CDH solicitou ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos que estabelecesse — até o final de 2017 — um grupo de peritos internacionais e regionais, por um período de pelo menos um ano”(ℓ. 15 a 18,) fosse reescrito da seguinte forma: O CDH solicitou do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos o estabelecimento de um número de peritos internacionais e regionais, por um período de pelo menos um ano até o final de 2017.
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto 7A1BBB, julgue o seguinte item.
Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam preservados caso a locução verbal “foi questionada” (ℓ.16) fosse substituída por havia sido questionada.







