Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

Foram encontradas 10.038 questões

Q2778455 Português

Instrução: As questões 01 a 05 referem-se ao texto abaixo.


Como se fosse a primeira vez


01. Aos 82 anos, o maestro Isaac Karabtchevsky

02. declarou que “um músico tem que trabalhar até o último

03. instante”, que é “nessa vivência que ele começa ____

04. redescobrir partituras que já regeu ou tocou ____ tantos

05. anos, experimentando-as de maneira totalmente

06. diferente, como se fosse a primeira vez”. Não estamos

07. falando aqui de trabalho, mas da vida, pois nunca é

08. tarde para encará-la com o frescor desse velho homem.

09. O passado não é recuperável, não há feitiço do tempo

10. que nos ajude a voltar atrás para desfazer perdas e

11. reparar falhas. Viver é uma comédia de erros e

12. ponto. Quanto maior a vida, os arrependimentos e as

13. saudades têm maiores oportunidades de comparecer.

14. O que levamos conosco corre o risco de virar um baú de

15. velharias que carregamos só para remoer. No entanto,

16. possuir uma memória fértil, honrar a própria história,

17. não nos obriga ____ andar de costas. No divã, as

18. memórias são sempre convocadas e falando delas

19. acabam ganhando novos sentidos. Não se trata de voltar

20. atrás para consertar, pois as lembranças ressurgem

21. quando estão a serviço do presente. Elas são revisadas

22. porque somos feitos delas, porque nossa identidade foi

23. construída a partir do que vivemos. “Como se fosse a

24. primeira vez” é apenas um modo lúdico de manter viva

25. ____ curiosidade. A amnésia não torna ninguém mais

26. jovem nem renova oportunidades. A boa notícia é que

27. somente para os músicos o tempo de uma vida pode

28. ser fértil até o fim. Ele pode assemelhar-se ____ das

29. viagens, no qual um dia leva vários para acabar. Por

30. que ocorre essa sensação de lactação temporal? Porque

31. viajando estamos abertos ____ novo, deixando-nos

32. surpreender a cada momento. Karabtchevsky nos lembra

33. que isso pode ocorrer até com as velhas sinfonias. Mesmo

34. que existam melodias repetidas, interprete-as como

35. se fosse a primeira vez.


Adaptado de: CORSO, Diana. Como se fosse a primeira vez.

Disponível em http://vidasimples.uol.com.r/canal/pensar/.

Acessado em 08 de janeiro de 2018.

A seguir são apresentadas substituições de algumas expressões do texto.


I - pois (l. 07) por no entanto.

II - No entanto (l. 15) por a não ser que.

III - a partir (l. 23) por a começar.

IV - nem (l. 26) por e não.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2775231 Português

INSTRUÇÕES: As questões de 1 a 4 dizem respeito ao TEXTO 1.


Leia-o atentamente antes de respondê-las.


TEXTO 1


Aprenda a cuidar melhor dos pés, esses injustiçados


1 Normalmente não dispensamos a esses fiéis

escudeiros a atenção que merecem. Pior: quase

sempre os ignoramos, quando não os castigamos

com excesso de peso e sapatos que são

5 verdadeiros instrumentos de tortura. Mas ainda

está em tempo de tratar melhor os pés, que depois

dos 50 exibem os tristes resultados de décadas de

negligência. Pacientes diabéticos já são orientados

pelos médicos para redobrar os cuidados com essa

10 parte do corpo, mas mesmo quem não sofre da

doença ou de problemas como joanetes ou artrose

deve tomar precauções. Não perca seus pés de

vista: depois do banho, enxugue bem entre os

dedos, porque a umidade facilita a proliferação de

15 fungos. Verifique se a pele apresenta bolhas,

manchas avermelhadas ou algum ferimento. E

aprenda a tratá-los com mais carinho, porque são

fundamentais para nos manter ativos. Alguns

cuidados fundamenteis para os pés são: manter

20 uma boa hidratação, manter as unhas sempre

limpas e aparadas, evitar sapatos inadequados,

Promover o descanso, bem controlar o peso.


G1 - Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/aprenda-a-cuidar-melhor-dos-pes-esses-injusticados.ghtml (Fragmento adaptado) - Acesso em: 22 jan..2018.

Sobre a regência verbal, concordância e colocação pronominal, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2775227 Português

INSTRUÇÕES: As questões de 1 a 4 dizem respeito ao TEXTO 1.


Leia-o atentamente antes de respondê-las.


TEXTO 1


Aprenda a cuidar melhor dos pés, esses injustiçados


1 Normalmente não dispensamos a esses fiéis

escudeiros a atenção que merecem. Pior: quase

sempre os ignoramos, quando não os castigamos

com excesso de peso e sapatos que são

5 verdadeiros instrumentos de tortura. Mas ainda

está em tempo de tratar melhor os pés, que depois

dos 50 exibem os tristes resultados de décadas de

negligência. Pacientes diabéticos já são orientados

pelos médicos para redobrar os cuidados com essa

10 parte do corpo, mas mesmo quem não sofre da

doença ou de problemas como joanetes ou artrose

deve tomar precauções. Não perca seus pés de

vista: depois do banho, enxugue bem entre os

dedos, porque a umidade facilita a proliferação de

15 fungos. Verifique se a pele apresenta bolhas,

manchas avermelhadas ou algum ferimento. E

aprenda a tratá-los com mais carinho, porque são

fundamentais para nos manter ativos. Alguns

cuidados fundamenteis para os pés são: manter

20 uma boa hidratação, manter as unhas sempre

limpas e aparadas, evitar sapatos inadequados,

Promover o descanso, bem controlar o peso.


G1 - Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/aprenda-a-cuidar-melhor-dos-pes-esses-injusticados.ghtml (Fragmento adaptado) - Acesso em: 22 jan..2018.

Assinale a alternativa em que a alteração sugerida de substituição de termo não acarreta erro gramatical ou que corrige erro existente no Texto 1:

Alternativas
Q2772062 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A questão da leitura no Brasil


  1. Sabemos que ler traz muitos benefícios a quem o pratica de modo correto. A leitura
  2. desenvolve e aumenta o repertório geral, auxilia para que o indivíduo tenha senso crítico, amplia
  3. o vocabulário, estimula a criatividade e, finalmente, facilita a escrita. _________ carregue
  4. consigo grandes benefícios, é preciso tomar cuidado e selecionar bem o que se lê. Segundo Valdir
  5. Heitor Barzotto, professor da Faculdade de Educação da USP, “vivemos em um momento em que
  6. há excesso de material disponível, o que também pode ser prejudicial, pois uma pessoa pode ler
  7. coisas que não são, necessariamente, de uma fonte confiável. É uma novidade do tempo
  8. contemporâneo. Existe muito acesso ao texto, mas não ao conhecimento”. A grande quantidade
  9. de informação disponível foi propiciada, _________, pelo avanço da tecnologia, em especial o
  10. da internet.
  11. Além disso, outro grande problema do panorama da leitura e da escrita no País é a questão
  12. da interpretação. Alunos com 14 anos ainda têm dificuldades em identificar informações que
  13. estão tanto explícitas quanto implícitas em um texto. Este déficit transcende a disciplina de
  14. português e atinge matérias como matemática, no momento de interpretar enunciados-problema,
  15. e história, para compreender as relações entre os fatos. Nesse sentido, é importante
  16. lembrar o papel de uma educação de boa qualidade, pois é necessário, primeiramente,
  17. ultrapassar a barreira da dificuldade da leitura para que o poder de interpretação seja facilitado.
  18. Na busca pela melhoria do incentivo à leitura e à escrita no País, há três perspectivas para
  19. as quais devemos tornar os nossos olhares: o governo, a escola e o próprio lar. Esses três
  20. constituem os principais pilares e não acontecem separadamente. Do poder público é preciso
  21. cobrar uma melhor administração dos recursos destinados a levar as pessoas a ler. Para o
  22. professor Barzotto, isso se reflete, principalmente, nas bibliotecas escolares que, além de
  23. estarem bem aparelhadas, também devem contar com bons funcionários especializados em
  24. leitura. “O governo precisa garantir uma estrutura mínima em que seja possível ler”, afirma.
  25. No que diz respeito às funções da escola, é necessário que se construa uma autonomia
  26. dentro de cada uma. Hoje, muito do que é reproduzido em sala de aula parte de pesquisas
  27. advindas das universidades, como investigações sobre leitura, escrita e aprendizado. Cria-se
  28. então uma relação de dependência, quando, na verdade, a universidade deveria funcionar como
  29. uma parceira. “Por mais que saibamos que o Estado controla como se deve fazer, ele não está
  30. todos os dias na escola.”
  31. Em casa, o professor Barzotto diz que é indispensável que haja material de leitura
  32. disponível, mas ressalta que quantidade nem sempre é qualidade. O importante é que,
  33. primeiramente, não se force o hábito de leitura na família como uma obrigação, mas sim como
  34. um prazer. É muito mais produtivo que a família converse e discuta sobre o que leu.

(Fonte: http://www5.usp.br/84357/especialistas-comentam-desafios-para-a-pratica-da-leitura-no-brasil/ – Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Os vocábulos propiciada (l. 09), panorama (l. 11) e advindas (l. 27) podem ser substituídos, sem nenhum prejuízo para o texto, por:

Alternativas
Q2772060 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A questão da leitura no Brasil


  1. Sabemos que ler traz muitos benefícios a quem o pratica de modo correto. A leitura
  2. desenvolve e aumenta o repertório geral, auxilia para que o indivíduo tenha senso crítico, amplia
  3. o vocabulário, estimula a criatividade e, finalmente, facilita a escrita. _________ carregue
  4. consigo grandes benefícios, é preciso tomar cuidado e selecionar bem o que se lê. Segundo Valdir
  5. Heitor Barzotto, professor da Faculdade de Educação da USP, “vivemos em um momento em que
  6. há excesso de material disponível, o que também pode ser prejudicial, pois uma pessoa pode ler
  7. coisas que não são, necessariamente, de uma fonte confiável. É uma novidade do tempo
  8. contemporâneo. Existe muito acesso ao texto, mas não ao conhecimento”. A grande quantidade
  9. de informação disponível foi propiciada, _________, pelo avanço da tecnologia, em especial o
  10. da internet.
  11. Além disso, outro grande problema do panorama da leitura e da escrita no País é a questão
  12. da interpretação. Alunos com 14 anos ainda têm dificuldades em identificar informações que
  13. estão tanto explícitas quanto implícitas em um texto. Este déficit transcende a disciplina de
  14. português e atinge matérias como matemática, no momento de interpretar enunciados-problema,
  15. e história, para compreender as relações entre os fatos. Nesse sentido, é importante
  16. lembrar o papel de uma educação de boa qualidade, pois é necessário, primeiramente,
  17. ultrapassar a barreira da dificuldade da leitura para que o poder de interpretação seja facilitado.
  18. Na busca pela melhoria do incentivo à leitura e à escrita no País, há três perspectivas para
  19. as quais devemos tornar os nossos olhares: o governo, a escola e o próprio lar. Esses três
  20. constituem os principais pilares e não acontecem separadamente. Do poder público é preciso
  21. cobrar uma melhor administração dos recursos destinados a levar as pessoas a ler. Para o
  22. professor Barzotto, isso se reflete, principalmente, nas bibliotecas escolares que, além de
  23. estarem bem aparelhadas, também devem contar com bons funcionários especializados em
  24. leitura. “O governo precisa garantir uma estrutura mínima em que seja possível ler”, afirma.
  25. No que diz respeito às funções da escola, é necessário que se construa uma autonomia
  26. dentro de cada uma. Hoje, muito do que é reproduzido em sala de aula parte de pesquisas
  27. advindas das universidades, como investigações sobre leitura, escrita e aprendizado. Cria-se
  28. então uma relação de dependência, quando, na verdade, a universidade deveria funcionar como
  29. uma parceira. “Por mais que saibamos que o Estado controla como se deve fazer, ele não está
  30. todos os dias na escola.”
  31. Em casa, o professor Barzotto diz que é indispensável que haja material de leitura
  32. disponível, mas ressalta que quantidade nem sempre é qualidade. O importante é que,
  33. primeiramente, não se force o hábito de leitura na família como uma obrigação, mas sim como
  34. um prazer. É muito mais produtivo que a família converse e discuta sobre o que leu.

(Fonte: http://www5.usp.br/84357/especialistas-comentam-desafios-para-a-pratica-da-leitura-no-brasil/ – Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa que apresenta uma substituição INCORRETA para o fragmento a quem o pratica (l. 01), no contexto em que este se encontra.

Alternativas
Q2768964 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de números 06 a 12.


Estudo confirma o impacto das mudanças climáticas na saúde


1. Desde o início do século 19 , com a Revolução Industrial , o impacto das ações do homem sobre o clima já provocou um aquecimento médio de mais de 1 ºC na Terra . Embora o número ainda não seja suficiente para provocar um cataclisma , já prejudica a vida de milhões de pessoas ao redor do planeta e coloca em risco todos os avanços em saúde pública dos últimos 50 anos. É o que mostra um relatório publicado pela Lancet, uma prestigiada publicação científica de medicina .


2. Elaborado com a contribuição de 24 instituições acadêmicas e organizações intergovernamentais , o Lancet Countdown levanta dados de saúde em todos os continentes , contando com uma equipe que inclui ecologistas , cientistas , economistas , engenheiros e especialistas em comida , transporte, energia e saúde pública .


3 . De acordo com o relatório , uma das principais evidências do impacto da mudança climática são as ondas de calor , cada vez mais intensas e frequentes . Entre 2000 e 2016 , 125 milhões de adultos em situação de vulnerabilidade no mundo sofreram com elas. Com o clima mais quente , as pessoas têm menos resistência , ocasionando uma redução de 5,3% da força mundial de trabalho . Em 2016 , tirou mais de 920 mil pessoas em todo mundo da força de trabalho , com 418 mil delas somente na Índia.


4 . Os desastres relacionados ao clima também estão mais frequentes , com um crescimento de 46 % desde 2000. A economia também sofre , com crescentes perdas desde 1990 . Em 2016 a economia global perdeu US$ 12 9 bilhões com eventos relacionados ao clima . O relatório também aponta o aumento de 10 % no número de mosquitos da dengue desde 1950 como resultado do aquecimento global.


5 . Os estragos não param por aí , já que, somente em 2015 , mais de 803 .000 mortes prematuras e evitáveis aconteceram em 21 países asiáticos foram devido a poluição do ar . Mas é na comida o principal impacto. A mudança climática provocou um declínio de 6 % na produtividade global do trigo e um declínio de 10 % nas safras de arroz . Se tudo continuar assim , mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo enfrentarão a necessidade de migrar dentro dos próximos 90 anos devido ao aumento do nível do mar causado pelo colapso da plataforma de gelo .


6 . O Brasil também sofre com as consequências : de acordo com o estudo , o volume médio de partículas finas em suspensão no ar é de 15 ug/m3 , enquanto a Organização Mundial de Saúde recomenda que o número não ultrapasse 1 O ug/m3 . A pior situação fica na pequena cidade de Santa Gertrudes , no interior de São Paulo , considerada a mais poluída do País . São 44 ug/m3 de partículas suspensas , principalmente devido a ação da indústria de cerâmica .


7 . Para o professor Anthony Costello, co-presidente da Lance! Countdown e um dos diretores da Organização Mundial da Saúde , a situação requer ação imediata . "A mudança climática está acontecendo e hoje é um problema de saúde para milhões em todo o mundo . A perspectiva é desafiadora , mas ainda temos a oportunidade de transformar uma emergência médica iminente no avanço mais significativo para a saúde pública neste século ", afirma . "Precisamos de medidas urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os benefícios econômicos e de saúde oferecidos são enormes . O custo da inação será contado em perdas evitáveis de vidas em larga escala ".

Autor não é ide ntificado, Portal da R evista Galileu (03/11/20177) Te x to adap tado - Versão origin al, na íntegr a e sem alterações dispon/ve l em http s:l/re vistagaf ileu . globo.co m/ Ciencialnoticia/201 71 11 /estudo-confirma-o -im pacto-das-muda ncas-climaticas -n a-saude . htmf

O quinto parágrafo do texto, que a seguir reproduzimos, será utilizado na resolução da questão.


Os estragos não param por aí, já que, somente em 2015, mais de 803.000 mortes prematuras e evitáveis aconteceram em 21 países asiáticos foram devido a poluição do ar. Mas é na comida o principal impacto. A mudança climática provocou um declínio de 6% na produtividade global do trigo e um declínio de 10% nas safras de arroz. Se tudo continuar assim, mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo enfrentarão a necessidade de migrar dentro dos próximos 90 anos devido ao aumento do nível do mar causado pelo colapso da plataforma de gelo.


Em qual alternativa o trecho sublinhado foi reescrito de forma a dar melhor clareza à oração que inaugura o parágrafo?

Alternativas
Q2768960 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de números 06 a 12.


Estudo confirma o impacto das mudanças climáticas na saúde


1. Desde o início do século 19 , com a Revolução Industrial , o impacto das ações do homem sobre o clima já provocou um aquecimento médio de mais de 1 ºC na Terra . Embora o número ainda não seja suficiente para provocar um cataclisma , já prejudica a vida de milhões de pessoas ao redor do planeta e coloca em risco todos os avanços em saúde pública dos últimos 50 anos. É o que mostra um relatório publicado pela Lancet, uma prestigiada publicação científica de medicina .


2. Elaborado com a contribuição de 24 instituições acadêmicas e organizações intergovernamentais , o Lancet Countdown levanta dados de saúde em todos os continentes , contando com uma equipe que inclui ecologistas , cientistas , economistas , engenheiros e especialistas em comida , transporte, energia e saúde pública .


3 . De acordo com o relatório , uma das principais evidências do impacto da mudança climática são as ondas de calor , cada vez mais intensas e frequentes . Entre 2000 e 2016 , 125 milhões de adultos em situação de vulnerabilidade no mundo sofreram com elas. Com o clima mais quente , as pessoas têm menos resistência , ocasionando uma redução de 5,3% da força mundial de trabalho . Em 2016 , tirou mais de 920 mil pessoas em todo mundo da força de trabalho , com 418 mil delas somente na Índia.


4 . Os desastres relacionados ao clima também estão mais frequentes , com um crescimento de 46 % desde 2000. A economia também sofre , com crescentes perdas desde 1990 . Em 2016 a economia global perdeu US$ 12 9 bilhões com eventos relacionados ao clima . O relatório também aponta o aumento de 10 % no número de mosquitos da dengue desde 1950 como resultado do aquecimento global.


5 . Os estragos não param por aí , já que, somente em 2015 , mais de 803 .000 mortes prematuras e evitáveis aconteceram em 21 países asiáticos foram devido a poluição do ar . Mas é na comida o principal impacto. A mudança climática provocou um declínio de 6 % na produtividade global do trigo e um declínio de 10 % nas safras de arroz . Se tudo continuar assim , mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo enfrentarão a necessidade de migrar dentro dos próximos 90 anos devido ao aumento do nível do mar causado pelo colapso da plataforma de gelo .


6 . O Brasil também sofre com as consequências : de acordo com o estudo , o volume médio de partículas finas em suspensão no ar é de 15 ug/m3 , enquanto a Organização Mundial de Saúde recomenda que o número não ultrapasse 1 O ug/m3 . A pior situação fica na pequena cidade de Santa Gertrudes , no interior de São Paulo , considerada a mais poluída do País . São 44 ug/m3 de partículas suspensas , principalmente devido a ação da indústria de cerâmica .


7 . Para o professor Anthony Costello, co-presidente da Lance! Countdown e um dos diretores da Organização Mundial da Saúde , a situação requer ação imediata . "A mudança climática está acontecendo e hoje é um problema de saúde para milhões em todo o mundo . A perspectiva é desafiadora , mas ainda temos a oportunidade de transformar uma emergência médica iminente no avanço mais significativo para a saúde pública neste século ", afirma . "Precisamos de medidas urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os benefícios econômicos e de saúde oferecidos são enormes . O custo da inação será contado em perdas evitáveis de vidas em larga escala ".

Autor não é ide ntificado, Portal da R evista Galileu (03/11/20177) Te x to adap tado - Versão origin al, na íntegr a e sem alterações dispon/ve l em http s:l/re vistagaf ileu . globo.co m/ Ciencialnoticia/201 71 11 /estudo-confirma-o -im pacto-das-muda ncas-climaticas -n a-saude . htmf

Assinale a única alternativa cujo vocábulo sublinhado não poderia ser substituído por aquele entre parênteses.

Alternativas
Q2768828 Português

Uma vela para Dario

Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.

Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.

Ele reclina-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros que se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario ronqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca.

Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.

A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede - não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.

Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.

Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora , comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.

Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados - com vários objetos - de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade

Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.

O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo - os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio - quando vivo - só destacava molhando no sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.

A última boca repete - Ele morreu, ele morreu. E a gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto.

Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.

Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.

Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.

[1964] (De "Cemitério de Elefantes", Rio, Civilização Brasileira, 6. ed. , 1980)

...as crianças de pijama acodem à janela. O termo em destaque pode ser substituído sem alterar o sentido do texto, por:

Alternativas
Q2767051 Português

A substituição do termo destacado por um pronome oblíquo átono ocorre adequadamente, segundo a norma padrão, em

Alternativas
Ano: 2018 Banca: IESES Órgão: CRM-SC Prova: IESES - 2018 - CRM-SC - Secretária Executiva |
Q2764348 Português

Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo.

A moça em prantos

O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.

Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos “não pode”, que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.

Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes é permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.

E chorava. Não abrindo o berreiro como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos.

Mesmo assim fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?

Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas. A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.

(Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 04/05/2003)

No trecho; “pois os adultos podiam tudo e tudo lhes é permitido” temos a presença do pronome LHE. Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2757942 Português

Analise a oração a seguir.


O guia do grupo, que nos veio encontrar hoje, prometeu-nos atividades lúdicas.


Nota-se que o pronome relativo está distante do seu antecedente, o que pode gerar ambiguidade de sentido. Indique a alternativa que melhor substituirá o pronome relativo sem perda de sentido.

Alternativas
Q2755969 Português

LEIA O TEXTO PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 03 E 04.


A moça triste

Publicado por Lissânder Dias


Eu a encontro todos os dias. No ponto de ônibus. Nunca conversarmos. Mas me chama a atenção seu jeito triste. Sempre com um fone nos ouvidos. Sempre com um cigarro na boca. Nunca ri. Nunca fala com ninguém. Não tem amigos. Pelo menos é o que eu percebo nos cinco minutos que a vejo todos os dias no ponto de ônibus.


A moça triste talvez não seja triste. Talvez esteja apenas cansada. Talvez não goste de falar nem sorrir logo após acordar. Talvez ela seja feliz, muito feliz. Mas meus olhos a veem daquele jeito, e isso me faz pensar em como a tristeza está presente em nós. Em mim.


A moça triste é a metáfora para meu coração. Ela me lembra que minha tristeza anda comigo, mesmo sabendo que o que me faz caminhar seja a alegria.


A moça triste fuma para sentir um pouco de satisfação em algo. Mas isso só denuncia seu vazio, sua solidão. Talvez seja daí que venha sua tristeza: do desamparo, da rejeição por ser pobre, negra e mulher. Talvez.


A moça triste não ouve os sons do mundo. Ela está sempre com o fone nos ouvidos. Talvez ouça músicas alegres para espantar os pensamentos tristes que insistem em lembrá-la o enfado do dia a dia. Mas talvez goste simplesmente de esquecer que a realidade emite sons desagradáveis. Talvez ela queira apenas fugir no barulho de um rádio ou em uma canção que a faça acreditar que a vida será melhor, que ela ainda vai encontrar seu amor.


A moça triste continua sentada no banco do ponto de ônibus. Eu entro no carro que me levará ao trabalho. Não há despedidas. Eu sei que a encontrarei no próximo dia. Sem o sorriso que nunca vem e com a tristeza que a acompanha.


Disponível em: <https://ultimato.com.br/sites/fatosecorrelatos/2015/12/07/a-moca-triste/> Acesso em: 21 abr. 2018 (com adaptações).

Observando a norma padrão da Língua Portuguesa, qual fragmento de texto foi reescrito corretamente sem que se perdesse o sentido?

Alternativas
Q2755968 Português

LEIA O TEXTO PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 03 E 04.


A moça triste

Publicado por Lissânder Dias


Eu a encontro todos os dias. No ponto de ônibus. Nunca conversarmos. Mas me chama a atenção seu jeito triste. Sempre com um fone nos ouvidos. Sempre com um cigarro na boca. Nunca ri. Nunca fala com ninguém. Não tem amigos. Pelo menos é o que eu percebo nos cinco minutos que a vejo todos os dias no ponto de ônibus.


A moça triste talvez não seja triste. Talvez esteja apenas cansada. Talvez não goste de falar nem sorrir logo após acordar. Talvez ela seja feliz, muito feliz. Mas meus olhos a veem daquele jeito, e isso me faz pensar em como a tristeza está presente em nós. Em mim.


A moça triste é a metáfora para meu coração. Ela me lembra que minha tristeza anda comigo, mesmo sabendo que o que me faz caminhar seja a alegria.


A moça triste fuma para sentir um pouco de satisfação em algo. Mas isso só denuncia seu vazio, sua solidão. Talvez seja daí que venha sua tristeza: do desamparo, da rejeição por ser pobre, negra e mulher. Talvez.


A moça triste não ouve os sons do mundo. Ela está sempre com o fone nos ouvidos. Talvez ouça músicas alegres para espantar os pensamentos tristes que insistem em lembrá-la o enfado do dia a dia. Mas talvez goste simplesmente de esquecer que a realidade emite sons desagradáveis. Talvez ela queira apenas fugir no barulho de um rádio ou em uma canção que a faça acreditar que a vida será melhor, que ela ainda vai encontrar seu amor.


A moça triste continua sentada no banco do ponto de ônibus. Eu entro no carro que me levará ao trabalho. Não há despedidas. Eu sei que a encontrarei no próximo dia. Sem o sorriso que nunca vem e com a tristeza que a acompanha.


Disponível em: <https://ultimato.com.br/sites/fatosecorrelatos/2015/12/07/a-moca-triste/> Acesso em: 21 abr. 2018 (com adaptações).

Observando a norma padrão da Língua Portuguesa, qual fragmento de texto foi reescrito corretamente?

Alternativas
Q2755967 Português

Em peças publicitárias é comum haver erros gramaticais tendo em vista a função social do gênero e o seu público-alvo. Qual sentença foi reescrita observando a norma padrão da Língua Portuguesa?

Alternativas
Q2753042 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.


Eu 2018


Ontem à noite, impelido pela desolação, me pus a refletir sobre os rumos da pátria, deixando-me levar pelas águas cristalinas que brotam do lamaçal da embriaguez, decidi me lançar candidato a presidente. A ideia ainda é nova, falta criar um programa de governo, mas já adianto aqui algumas propostas, nascidas do conluio quase sempre profícuo entre o lúpulo e a divagação.

Reforma tributária. É sabido que nossa engenharia tributária é velha, injusta e ineficiente. Desestimula a economia e encoraja a sonegação. Temos que pensar nos impostos com a cabeça no século 22, não no 19. Por isso minha primeira proposta é uma ideia roubada do brilhante pensador Daniel Bramatti: a taxação de selfies. Digamos, R$ 0,10 por selfie. Se houver pau de selfie envolvido, R$ 1. Foto de comida terá que pagar 5% do valor do prato mais os 10% do serviço.

Reforma previdenciária. Só um doido nega o rombo na Previdência. Temos cada vez menos filhos e a medicina nos conserva até o último centavo. Acontece que esse pequeno número de jovens tira muito mais selfie e foto de comida do que os seus avós, de modo que a minha reforma tributária já garante a aposentadoria de todo mundo, sem mexer em direitos (a não ser que você considere selfie um direito. Selfie não é direito. Selfie é errado).

Controle de fronteiras. É muita terra abandonada por onde entram armas e drogas. Minha proposta é cavar um fosso do Oiapoque ao Chuí, encher de água e transformar em pesque e pague. A construção do maior parque pesqueiro do mundo vai reativar as nossas combalidas empreiteiras, vai dificultar a entrada de armas e drogas e alegrar a vida do idoso, não só pelos quilos de lambaris pescados (com o dinheiro das selfies dos netos) como pelo sentimento de utilidade ao ver-se patrulheiro de nossas fronteiras.

Entrega Brasília pro Mauricio de Sousa fazer um parque da Mônica. Troca o hino nacional por “Aquarela do Brasil”. Coloca “Amor” antes de “Ordem e Progresso” na nossa bandeira. Acaba com a CBF. Arena volta a se chamar estádio. Jorge Benjor volta a se chamar Jorge Ben. Lanche volta a se chamar sanduíche. E a tomada volta a ter dois pinos. Chega de mamata! Vote Antonio Prata!


(Antonio Prata. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/ 2018/03/eu-2018.shtml. Acesso em 04.04.2018. Adaptado)

Considere o seguinte trecho do texto:

“...mas já adianto aqui algumas propostas, nascidas do conluio quase sempre profícuo entre o lúpulo e a divagação”.

Os termos em destaque na frase podem ser corretamente substituídos, sem alteração do sentido, por

Alternativas
Ano: 2018 Banca: UTFPR Órgão: UTFPR Prova: UTFPR - 2018 - UTFPR - Médico Veterinário |
Q2752385 Português

LEIA ATENTAMENTE O TEXTO A SEGUIR QUE SERVIRÁ DE BASE PARA AS QUESTÕES DE 01 A 07.


MANUAL DA DEMISSÃO


Por Nelson Vasconcelos – 02/02/2018 4:30



RIO — Desemprego não é assunto que costuma ser encarado com bom humor. Dá para entender. Em geral, significa perdas, lamentos, incógnitas e, por isso mesmo, medo do futuro. No entanto, quando esse desastre cai no colo da escritora carioca Julia Wähmann, é impossível não rir. Tendo em mãos o seu ”Manual da demissão”, que será lançado na Travessa de Ipanema no próximo dia 7, a gente ri até de nervoso. Mas ri muito.

A narradora J. inicia sua história numa segunda-feira de terror corporativo, quando o patrão maluco começa a liquidar um quinto da equipe sob um lema universal: “É a crise, você sabe”. A longa manhã sacramenta o tormento de quem sai em busca de novos desafios e, também, de quem fica segurando a barra, sob a possibilidade permanente de estar na próxima lista de demissões. Se você já tiver vivido algo assim, vai se identificar com cada palavra do livro, e só não vai se acabar em tremedeiras porque o humor de Julia derruba qualquer tristeza.



MUITAS EMOÇÕES


Como sofrimento pouco é bobagem, J. é demitida dias depois de ser abandonada pelo namorado. Mas essa perda acaba em segundo plano — o que não quer dizer que desapareça de vez. Só cai um pouco em importância, tornando-se mais um fantasminha de J.

O que importa, agora, é vencer as várias etapas que surgem na vida da nova desempregada. J. as enumera sempre com muita graça. O périplo começa já ao desfazer as gavetas e segue ao encarar as agências da Caixa atrás do FGTS, unir-se a novos parceiros de desventura, afogar-se no veneno do tempo ocioso, criar desculpinhas a respeito de projetos inexistentes, conceber ideias mirabolantes para garantir o sustento, a praia, a opção preferencial pelos chinelos, a depressão, o mergulho nos remedinhos-antidepressivos-que-nos-deixam-dementes, o êxodo dos amigos, a pós-depressão, a recuperação, os próximos capítulos... São muitas emoções.

Falando assim, “Manual da demissão” parece assustador, deprimente. Nada disso. A narradora mostra (ou reitera) que o humor é fundamental para que a gente encare situações adversas. Humor é inteligência, é reflexão, é salvação, jogo rápido, não é fuga.

No fim das contas, o livrinho se torna um guia de ajuda para quem passa por momentos difíceis. E até podemos pensar que a própria autora exorcizou ali seus fantasmas em relação à perda dos tão amados emprego e namorado. Tanto que, no meio de tantas frases bem sacadas, temos aí uma associação deveras interessante, que deveria estar clara na cabeça de todo mundo viciado em ter carteira assinada. É mais ou menos isso: você devota ao emprego um amor verdadeiro que não é recíproco, por mais que o RH diga algo diferente. Você se dedica à empresa, sofre por ela, vira as noites com ela, e acha que ficará nessa por toda a eternidade. Mas um dia o patrão fica maluco e a moça do RH vai chamar para uma conversinha... É a crise, você sabe.

Guardadas as proporções, acontece a mesma coisa na relação com namorados, amantes, peguetes. Pensar que uma paixão de ocasião será infinita é, no mínimo, inocência. E tem gente que nunca se recupera do pé na bunda — seja por parte do namorado, seja por parte do patrão maluco. Mas Julia Wähmann mostra que tudo isso passa. O problema é que, enquanto não passa, dói pra burro.


“Manual da demissão”, romance de Julia

Wähmann. Editora Record, 142 páginas.

Texto acessado em 13/03/2018 em https://

oglobo.globo.com/cultura/livros/livro-manual-da-

demissao-carinho-bem-humorado-em-quem-perde-

emprego-22356164


“Falando assim, ‘Manual da demissão’ parece assustador, deprimente. Nada disso. A narradora mostra (ou reitera) que o humor é fundamental para que a gente encare situações adversas. Humor é inteligência, é reflexão, é salvação, jogo rápido, não é fuga.” Ao reescrever o trecho, assinale a alternativa adequada quanto à norma padrão e sem alteração de sentido.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: UTFPR Órgão: UTFPR Prova: UTFPR - 2018 - UTFPR - Médico Veterinário |
Q2752371 Português

LEIA ATENTAMENTE O TEXTO A SEGUIR QUE SERVIRÁ DE BASE PARA AS QUESTÕES DE 01 A 07.


MANUAL DA DEMISSÃO


Por Nelson Vasconcelos – 02/02/2018 4:30



RIO — Desemprego não é assunto que costuma ser encarado com bom humor. Dá para entender. Em geral, significa perdas, lamentos, incógnitas e, por isso mesmo, medo do futuro. No entanto, quando esse desastre cai no colo da escritora carioca Julia Wähmann, é impossível não rir. Tendo em mãos o seu ”Manual da demissão”, que será lançado na Travessa de Ipanema no próximo dia 7, a gente ri até de nervoso. Mas ri muito.

A narradora J. inicia sua história numa segunda-feira de terror corporativo, quando o patrão maluco começa a liquidar um quinto da equipe sob um lema universal: “É a crise, você sabe”. A longa manhã sacramenta o tormento de quem sai em busca de novos desafios e, também, de quem fica segurando a barra, sob a possibilidade permanente de estar na próxima lista de demissões. Se você já tiver vivido algo assim, vai se identificar com cada palavra do livro, e só não vai se acabar em tremedeiras porque o humor de Julia derruba qualquer tristeza.



MUITAS EMOÇÕES


Como sofrimento pouco é bobagem, J. é demitida dias depois de ser abandonada pelo namorado. Mas essa perda acaba em segundo plano — o que não quer dizer que desapareça de vez. Só cai um pouco em importância, tornando-se mais um fantasminha de J.

O que importa, agora, é vencer as várias etapas que surgem na vida da nova desempregada. J. as enumera sempre com muita graça. O périplo começa já ao desfazer as gavetas e segue ao encarar as agências da Caixa atrás do FGTS, unir-se a novos parceiros de desventura, afogar-se no veneno do tempo ocioso, criar desculpinhas a respeito de projetos inexistentes, conceber ideias mirabolantes para garantir o sustento, a praia, a opção preferencial pelos chinelos, a depressão, o mergulho nos remedinhos-antidepressivos-que-nos-deixam-dementes, o êxodo dos amigos, a pós-depressão, a recuperação, os próximos capítulos... São muitas emoções.

Falando assim, “Manual da demissão” parece assustador, deprimente. Nada disso. A narradora mostra (ou reitera) que o humor é fundamental para que a gente encare situações adversas. Humor é inteligência, é reflexão, é salvação, jogo rápido, não é fuga.

No fim das contas, o livrinho se torna um guia de ajuda para quem passa por momentos difíceis. E até podemos pensar que a própria autora exorcizou ali seus fantasmas em relação à perda dos tão amados emprego e namorado. Tanto que, no meio de tantas frases bem sacadas, temos aí uma associação deveras interessante, que deveria estar clara na cabeça de todo mundo viciado em ter carteira assinada. É mais ou menos isso: você devota ao emprego um amor verdadeiro que não é recíproco, por mais que o RH diga algo diferente. Você se dedica à empresa, sofre por ela, vira as noites com ela, e acha que ficará nessa por toda a eternidade. Mas um dia o patrão fica maluco e a moça do RH vai chamar para uma conversinha... É a crise, você sabe.

Guardadas as proporções, acontece a mesma coisa na relação com namorados, amantes, peguetes. Pensar que uma paixão de ocasião será infinita é, no mínimo, inocência. E tem gente que nunca se recupera do pé na bunda — seja por parte do namorado, seja por parte do patrão maluco. Mas Julia Wähmann mostra que tudo isso passa. O problema é que, enquanto não passa, dói pra burro.


“Manual da demissão”, romance de Julia

Wähmann. Editora Record, 142 páginas.

Texto acessado em 13/03/2018 em https://

oglobo.globo.com/cultura/livros/livro-manual-da-

demissao-carinho-bem-humorado-em-quem-perde-

emprego-22356164


Os termos retirados do texto “incógnitas”, “conceber” e “deveras” podem nele ser substituídos, sem alteração de sentido, respectivamente por:

Alternativas
Q2750843 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.


Envelhecer


Qual o valor da experiência de vida? No Brasil, quase nada. Ser idoso por aqui é “ganhar” da medicina a capacidade de se manter vivo por mais tempo e perder para a tecnologia o direito ao respeito e ao sentimento de continuidade.

Experiência de vida vale muito pouco na hora de disputar uma vaga de emprego, e as pessoas mais velhas só têm valor para agências de turismo que criam roteiros para aumentar seus lucros. Os aposentados, então, são muito interessantes... para as instituições financeiras interessadas nos juros e lucros obtidos com os empréstimos para esse segmento.

Passar dos 50 significa uma ameaça para os planos de saúde ávidos por dinheiro fácil. Encontro de gerações é ficção científica atualmente. Foi-se o tempo em que o respeito aos mais velhos era pré-requisito em qualquer família e condição básica na ética da convivência.

Mas a qualidade de vida não está resumida ao sentir-se bem fisicamente. É preciso dignidade. E isso a tecnologia e a máquina de consumo não nos oferecem.

Para começar, a família é uma instituição em via de extinção. Compromissos familiares, então, nem se fala. Vive-se a transitoriedade plena. A cada dia, o conceito de continuidade é cada vez mais esquecido, por isso é preciso questionar este mundo transitório em que vivemos.

Enquanto a transitoriedade valoriza o presente e a circunstância, a continuidade dá mais ênfase à ligação entre jovens e idosos, perpetuando os laços afetivos partilhados entre os familiares.

A velocidade dos acontecimentos deste século afasta a ilusão de renascer uma família tradicional, portanto, é necessário criar novas tradições familiares, e o amor e o respeito são as únicas forças capazes de restituir a integridade de uma família e de uma sociedade.

Precisamos atentar para o fato de que transmitir princípios de conduta de uma geração para a seguinte requer empenho. A mera reprodução física da raça humana não garante a sobrevivência dos ideais da sociedade.


(Ushitaro Kamia. Folha de S.Paulo, 02.05.2008. Adaptado)

Considere a última frase do texto.


A mera reprodução física da raça humana não garante a sobrevivência dos ideais da sociedade.


Os termos destacados podem ser substituídos, respectivamente e sem alteração do sentido do texto, por:

Alternativas
Q2746374 Português

Considere a oração: “No afã de um desejo que não contraíra...” (Djavan). Sem prejuízo de sentido, a palavra em destaque pode ser substituída por:

Alternativas
Q2746093 Português

Texto para responder as questões 07 a 12.


Texto 02 – Assum preto ou anum preto


Posso estar dizendo uma besteira descomunal, mas irei em frente. Se for besteira mesmo, aparecerão dúzias de críticos e resmas de correções, o que pelo menos me impedirá de continuar repetindo a besteira velhice afora. A besteira se refere à canção clássica de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, “Assum Preto”, com seus versos inesquecíveis: “Tudo em volta é só beleza / céu de abril e a mata em flor /mas assum preto cego dos olhos /não vendo a luz, ai, canta de dor...” Assum preto é o passarinho que não somente é trancado numa gaiola: furam-lhe os olhos para que ele cante de maneira mais sofrida, mais bela. Como não nos lembrarmos dos “bluesmen” cegos do Mississipi? Como não nos lembrarmos dos “castrati” da ópera italiana (a quem arrancavam algo talvez mais estimado do que os globos oculares)?

A história é esta. A besteira é: existe de fato um pássaro chamado “assum” ou “assum preto”? Eu, pelo menos, nunca ouvi falar. Vou logo avisando que minha ignorância de assuntos da Natureza é de proporções enciclopédicas. Mas, foi justamente nas enciclopédias que procurei essa nobre ave – e não a encontro. Não há menção de “Assum” ou “assum preto” na Wikipédia online, bem como no meu “Dicionário Houaiss”.

Há, sim, menção (nessas e em várias outras fontes) a um pássaro chamado “anum preto”. Anum, sim, eu ouço falar desde pequeno, inclusive na expressão levemente ofensiva e brincalhona “bufa de anum” com intenção provocativa [...]


TAVARES, Braulio. A nuvem de hoje. Campina Grande: EDUEPB, 2011, p. 189.

Sobre o enunciado “Há, sim, menção (nessas e em várias outras fontes) a um pássaro chamado 'anum preto'”, pode-se afirmar:


( ) O verbo “Há” pode ser substituído pela flexão verbal “existir”, sem prejudicar o sentido no contexto da enunciação.

( ) A substituição do termo “Há” por “existir” não altera as funções sintáticas das palavras no enunciado.

( ) O termo “nessas” estabelece coesão referencial com outro elemento do universo textual.


O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa

Alternativas
Respostas
4061: D
4062: E
4063: D
4064: A
4065: C
4066: C
4067: A
4068: C
4069: D
4070: D
4071: B
4072: A
4073: D
4074: B
4075: A
4076: B
4077: A
4078: E
4079: B
4080: E