Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Q2687444 Português

Leia o poema de Manuel Bandeira e responda as próximas 7 perguntas:


O bicho


Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.


Quando achava alguma coisa;

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.


O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.


O bicho, meu Deus, era um homem.

A palavra “voracidade” pode ser substituída sem prejuízo para entendimento do texto por:

Alternativas
Q2687337 Português

Assinale a alternativa que substitui, correta e respectivamente, de acordo com a norma culta, as expressões destacadas nas frases.

I. A geração passada precisa acompanhar os avanços sociais.

II. Quando eu crescer, vou comprar uma máquina de leitura ótica.

III. Vou contar aos meus pais que passei no concurso.

Alternativas
Q2685105 Português

TEXTO II

POR QUE OS OLHOS ARDEM QUANDO CORTAMOS CEBOLAS?


A cebola contém uma substância que se chama dissulfeto de alila. Quando você corta a cebola, o danado se espalha no ar, porque é volátil como um passarinho e irrita os olhos quase igual a uma bomba de gás lacrimogêneo.[...].


(Gianni Rodari. O livro dos porquês. São Paulo: Ática, 1991. p.52)

Observe o emprego da palavra "danado" no texto. Entre as alternativas abaixo, qual a alternativa apresenta a palavra que poderia substituí-la, de acordo com o contexto, sem comprometer o sentido do texto?

Alternativas
Q2196257 Português
Texto 1

O mundo: um espaço construído

O mundo, para Hannah Arendt, não é simplesmente o que nos rodeia, mas um espaço construído pelo trabalho e constituído pela ação. Construções e artefatos garantem aos seres humanos um lugar duradouro no meio da vida e da natureza, onde tudo aparece e desaparece, isto é, vida e morte se alternam constantemente. Nesse espaço construído, os seres humanos podem criar formas de convivência e interação que vão além da preocupação com a mera sobrevivência ou continuidade da espécie, embora as necessidades básicas não deixem de existir e precisem ser supridas antes de termos a possibilidade de participar no mundo.

Arendt distingue entre a atividade humana que se preocupa com as necessidades vitais – o labor – e as atividades que dizem respeito ao mundo humano – o trabalho, a ação e o pensamento. O labor corresponde a uma das condições da nossa existência na Terra: a vida. Para cuidar da nossa vida, precisamos satisfazer nossas necessidades, assim como o faz também qualquer outra espécie de seres vivos. Para satisfazer a fome, por exemplo, produzimos alimentos que, em seguida, consumimos. Esse ciclo de produção e consumo, originariamente ligado aos processos biológicos, na modernidade, extrapola cada vez mais a satisfação das necessidades meramente biológicas e se estende a outras. Não consumimos apenas alimentos, mas estilos de vida, produtos “culturais”, emoções, imagens. Contudo, embora o processo de produção e consumo seja cada vez mais exacerbado, a lógica que lhe é inerente continua sendo a mesma: a satisfação das necessidades sejam essas biológicas ou não.

O trabalho, por sua vez, está relacionado à mundanidade do ser humano, isto é, à necessidade de construir um espaço duradouro no meio de uma natureza onde tudo aparece e desaparece constantemente. Assim, o ser humano fabrica artefatos, objetos de uso e espaços que não se destinam ao consumo imediato, mas que lhe possam ser úteis e que lhe garantem uma estabilidade para ter um lar que ele não possui por natureza. A ação é a atividade mais especificamente humana. O que nos impele a agir é a condição da pluralidade dos seres humanos. A ação diz respeito à convivência entre seres humanos, que são singulares, mas não vivem no singular e sim no plural, ou seja, com outros. Essa é a característica fundamental da existência humana.

A pluralidade possibilita aos seres humanos constituírem um âmbito de ação no qual cada um pode se revelar em atos e palavras, o que não faria sentido de modo isolado, mas ganha sua relevância numa esfera que se estabelece entre as pessoas. É com suas ações que as pessoas constantemente criam e recriam o “espaço-entre” e, assim, estabelecem um mundo comum. A comunicação é fundamental para que possamos estabelecer algo compartilhado por todos. É por meio dela que a subjetividade de nossas percepções adquire uma objetividade. Assim, a existência de uma diversidade de pontos de vista é constitutiva para o mundo comum, que partilhamos com nossos contemporâneos, mas também com aqueles que nos anteciparam e com os que darão continuidade à nossa ação depois de nós.

ALMEIDA, Vanessa Sievers de. Educação e liberdade em Hannah Arendt. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 34, n.3, p. 465-479, set./ dez. 2008. [Adaptado]
Considere as frases a seguir retiradas do texto 1.
1. O mundo, para Hannah Arendt, não é simplesmente o que nos rodeia, mas um espaço construído pelo trabalho e constituído pela ação. (1º parágrafo)
2. Para satisfazer a fome, por exemplo, produzimos alimentos que, em seguida, consumimos. (2º parágrafo)
3. A pluralidade possibilita aos seres humanos constituírem um âmbito de ação no qual cada um pode se revelar em atos e palavras, o que não faria sentido de modo isolado, mas ganha sua relevância numa esfera que se estabelece entre as pessoas. (4º parágrafo)

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2064349 Português
Para responder a questão leia as sequências I, II e III.

I - Há quem acredite que a família está ameaçada de ser destruída ou que já se encontra em estado de falência.

II - Não há dúvida de que algumas famílias, ou integrantes delas, recusam a convivência com o grupo, afastam-se para sempre, buscam apagar da memória a existência desse laço primordial.

III - ... há também recasamentos, e as mulheres que muito precisam ou querem se dedicar ao trabalho remunerado vivem se martirizando pela culpa de estar longe da família por tanto tempo. 
Do ponto de vista da estrutura morfossemântica, sobre os trechos em I, II e III, está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2060859 Português

Utilize o texto abaixo para responder a próxima questão:



Em relação às estruturas linguísticas do texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2059670 Português
Os imortais


   De vez em quando, ao olhar para o meu filho – de três anos, quase quatro – pergunto retoricamente qual será a longevidade dele.
    Nascido em 2015, ele pode conhecer o próximo século. Mas se a medicina conseguir conquistar o envelhecimento e a morte – não é esse o santo graal do momento? – será que ele vai conhecer o novo milênio?
      Esse pensamento ganhou forma com um ensaio primoroso de Regina Rini, no “Times Literary Supplement”.
        Escreve a autora: em 1900, um cidadão americano tinha uma média de vida de 47 anos. Em 1950, a meta já estava nos 68.  Em 2057, é possível que o limite seja os 100.
      Agora, imagine o seguinte, caro leitor: a ciência anuncia, ainda durante as nossas vidas, que o envelhecimento e a doença serão revertidos em 2119.
      Sim, esse ano já será demasiado tarde para nós. Aliás, será demasiado tarde até para os nossos filhos.
      Mas não será para os nossos netos. Com essa data imaginária, nós seremos os últimos mortais a partilhar a Terra com os primeiros imortais. Que tipo de convivência teremos com eles? Haverá inveja? Sofrimento? Desespero ante o nosso (injusto) destino?
   O ensaio de Rini é um elegante exercício de especulação filosófica. E a autora termina a sua indagação com um pensamento consolador: se as nossas vidas se justificam pelo legado que deixamos aos outros, então devemos olhar para os primeiros imortais como os felizes depositários desse histórico legado.
      Nós seremos o último elo entre a humanidade perecível e a humanidade eterna.
    A páginas tantas, Rini cita um dos meus filmes favoritos: “Feitiço do Tempo”, uma comédia com Bill Murray. No filme, Murray está preso no tempo, condenado a viver o mesmo dia todos os dias.
     Para Rini, o filme é uma boa metáfora sobre o tédio que pode acometer os imortais e para o qual vários filósofos já nos alertaram: quando estamos condenados a viver eternamente, deixamos de ter urgência para fazer alguma coisa.
     Mas existe uma outra dimensão do filme que a autora ignorou: o personagem de Bill Murray só consegue seguir em frente quando encontra um mínimo de sentido para a sua existência.
    E esse sentido não está no hipotético legado que deixará para os vindouros. Está na forma como vive o seu presente.     Quando isso acontece – quando o personagem encontra um propósito para si próprio e na relação com os outros – ele consegue finalmente quebrar o feitiço e despertar na manhã seguinte. Como diria o neurocientista Viktor Frankl, de que vale ter uma vida de eternidade quando não há razões para vivê-la?
    Da próxima vez que olhar para o meu filho, vou desejar-lhe uma vida longa, sem dúvida. Desde que essa vida seja dotada de sentido.

(João Pereira Coutinho.https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereira-
coutinho/2019/05/os-imortais.shtml. Publicado em 15.05.2019. Adaptado)
Considere o trecho do décimo primeiro parágrafo.
Para Rini, o filme é uma boa metáfora sobre o tédio que pode acometer os imortais...

Esse trecho está reescrito, sem alteração do sentido original do texto, na alternativa:
Alternativas
Q2049590 Português
A Declaração Universal dos Direitos do Homem foi adotada em 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (com abstenção dos seis países do antigo bloco soviético, da Arábia Saudita e da África do Sul). Nela consta que todos os seres humanos nascem livres e iguais em direitos e dignidade, e que as liberdades e os direitos especificados na declaração devem ser garantidos a todos, sem discriminação de raça, cor, sexo, língua, opinião política e religião. Os direitos enumerados incluem os direitos civis (tais como liberdade de expressão, de consciência, de movimento, de se reunir e associar pacificamente) e os direitos econômicos e sociais (direito ao trabalho, a um padrão de vida adequado, à educação e à participação na vida cultural). O exercício dos direitos e liberdades individuais só é limitado pelo respeito aos direitos e liberdades de outrem.

Direitos do Homem. Nova Enciclopédia Ilustrada Folha. São Paulo:
Empresa Folha da Manhã, 1996.
Assinale a alternativa que PODE substituir: “O exercício dos direitos e liberdades individuais só é limitado pelo respeito aos direitos e liberdades de outrem.”, sem alteração do seu sentido, no texto:
Alternativas
Q2049587 Português
“Não haverá paz neste planeta enquanto, algures no mundo, os direitos humanos forem violados.”

Neste Dia Internacional da Paz, as palavras de René Cassin, um dos artesãos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, relembram-nos que a paz continua a ser um ideal inalcançável enquanto os direitos humanos fundamentais não forem respeitados. São, pois, a condição primordial de uma sociedade pacífica em que a dignidade de todos os indivíduos é respeitada e onde todos podem usufruir de direitos iguais e inalienáveis.

Estas palavras também nos relembram do nosso dever de solidariedade para com os nossos semelhantes; a paz é imperfeita e frágil se não beneficiar a todos e a todas. Os direitos humanos ou são universais ou não são. Esta ligação intrínseca entre paz e respeito pelos direitos fundamentais constitui o tema desta nova edição do Dia Internacional da Paz, no momento em que se celebra o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Os ideais de paz e de direitos universais são, todos os dias, contestados e violados. Existem vários obstáculos para a sua realização. A nossa capacidade em edificarmos um mundo feito de harmonia, de compreensão e de coexistência pacífica é posta à prova pelos mais diversos desafios: desigualdades sociais e econômicas que causam sofrimento e pobreza; alterações climáticas que geram novos conflitos; explosão demográfica que cria novas tensões… Por outro lado, propagam-se também novas formas de populismo e de extremismo em todo o mundo.

Para vencermos estes desafios, temos de agir de forma coletiva e construir, passo a passo, o edifício da paz. Este é o objetivo do Programa da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que apela a uma ação concentrada para alcançarmos os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável do milênio, que contribuem para um mundo mais justo e mais pacífico – luta contra a pobreza, contra a fome, contra as desigualdades de gênero, promoção da educação, defesa da justiça, compromisso em favor de um ambiente saudável…

Todos os dias, a UNESCO, através dos seus programas e das suas ações em campo, reafirma o seu compromisso original, consagrado no seu Ato Constitutivo: erguer os baluartes da paz no espírito das mulheres e dos homens. Líder da Década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013-2022), a UNESCO investe-se totalmente no desenvolvimento de uma cultura de prevenção a nível mundial através da educação, da cooperação internacional e do diálogo intercultural.

O caminho para a paz é longo, mas cabe a todos e a cada um de nós influenciar o seu rumo ao comprometermo-nos, diariamente, em prol de uma sociedade mais inclusiva, mais tolerante e mais justa.

(Mensagem de Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional da Paz, 21 de setembro de 2018).

UNESCO. Mensagem da UNESCO para o Dia Internacional da Paz. 19.09.2018 - UNESCO Office in Brasilia. Disponível em:< http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/unesco_message_ for_the_ international_day_of_peace/> Acesso: 02 nov. 2018

A expressão sublinhada em “Não haverá paz neste planeta enquanto, algures no mundo, os direitos humanos forem violados.”, PODE ser substituída, sem que ocorra alteração do sentido expresso no texto, em:
Alternativas
Q2047948 Português
Entre os critérios necessários para o diagnóstico de TPAS há o item 6 “irresponsabilidade consistente, indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento laboral consistente ou de honrar obrigações financeiras. (l.21-22)” Assinale a única alternativa que reescreve este critério sem alterar seu sentido: 
Alternativas
Q2046998 Português
Escrever
[...]        Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos. Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.
LISPECTOR, Clarisse. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. Dadas as frases,
Dadas as frases, I. Lembro-me agora com saudade a dor de escrever livros. II. Lembro agora com saudade da dor de escrever livros. III. Lembro agora com saudade a dor de escrever livros.
verifica-se que é(são) reescrita(s) correta(s) da sentença destacada no texto
Alternativas
Q2046594 Português
Passagem pela adolescência

    "Filho criado, trabalho redobrado." Esse conhecido ditado popular ganha sentido quando chega a adolescência. Nessa fase, o filho já não precisa dos cuidados que os pais dedicam à criança, tão dependente. Mas, por outro lado, o que ele ganha de liberdade para viver a própria vida resulta em diversas e sérias preocupações aos pais. Temos a tendência a considerar a adolescência mais problemática para os pais do que para os filhos. É que, como eles já gozam de liberdade para sair, festejar e comemorar sempre que possível com colegas e amigos de mesma idade e estão sempre prontos a isso, parece que a vida deles é uma eterna festa. Mas vamos com calma porque não é bem assim.
    Se a vida com os filhos adolescentes, que alguns teimam em considerar um fato aborrecedor, é complexa e delicada, a vida deles também o é. Na verdade, o fenômeno da adolescência, principalmente no mundo contemporâneo, é bem mais complicado de ser vivido pelos próprios jovens do que por seus pais. Vejamos dois motivos importantes.
    Em primeiro lugar, deixar de ser criança é se defrontar com inúmeros problemas da vida que, antes, pareciam não existir: eles permaneciam camuflados ou ignorados porque eram da responsabilidade só dos pais. Hoje, esse quadro é mais agudo ainda, já que muitos pais escolheram tutelar integralmente a vida dos filhos por muito mais tempo.
    Quando o filho, ainda na infância, enfrenta dissabores na convivência com colegas ou pena para construir relações na escola, quando se afasta das dificuldades que surgem na vida escolar - sua primeira e exclusiva responsabilidade -, quando se envolve em conflitos, comete erros, não dá conta do recado etc., os pais logo se colocam em cena. Dessa forma, poupam o filho de enfrentar seus problemas no presente, é claro, mas também passam a ideia de que eles não existem por muito mais tempo.
    É bom lembrar que a escola - no ciclo fundamental - deveria ser a primeira grande batalha da vida que o filho teria de enfrentar sozinho, apenas com seus recursos, como experiência de aprender a se conhecer, a viver em comunidade e a usar seu potencial com disciplina para dar conta de dar os passos com suas próprias pernas.
    Em segundo lugar, o contexto sociocultural globalizado atual, com ideais como consumo, felicidade e juventude eterna, por exemplo, compromete de largada o processo de amadurecimento típico da adolescência, que exige certa dose de solidão para a estruturação de tantas vivências e, principalmente, interlocução. E com quem os adolescentes contam para conversar?
    Eles precisam, nessa época de passagem para a vida adulta, de pessoas dispostas a assumir o lugar da maturidade e da experiência com olhar crítico sobre as questões existenciais e da vida em sociedade para estabelecer com eles um diálogo interrogador. Várias pesquisas já mostraram que os jovens dão grande valor aos pais e aos professores em suas vidas. Entretanto, parece que estamos muito mais comprometidos com a juventude do que eles mesmos.
    Quem leva a sério questões importantes para eles em temas como política, sexualidade, drogas, ética, depressão e suicídio, vida em família, vida escolar, violência, relações amorosas e fidelidade, racismo, trabalho etc.? Quando digo levar a sério me refiro a considerar o que eles dizem e dialogar com propriedade, e não com moralismo ou com excesso de jovialidade. E, desse mal, padecem muitos pais e professores que com eles convivem.
     Os adolescentes não conseguem desfrutar da solidão necessária nessa época da vida, mas parece que se encontram sozinhos na aventura de aprender a se tornarem adultos. Bem que merecem nossa companhia, não?

SAYÃO, Rosely. “As melhores crônicas do Brasil”. In cronicasbrasil.blogspot.com/search/label/Adolescência.
Dos períodos abaixo, aquele que corresponde semanticamente ao período do ditado popular "Filho criado, trabalho redobrado" é:
Alternativas
Q2045467 Português
É uma afirmativa verdadeira sobre o texto a que está expressa na alternativa
Alternativas
Q2043343 Português
Escrever
   [...]    Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos. Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.
LISPECTOR, Clarisse. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Dadas as frases,
I. Lembro-me agora com saudade a dor de escrever livros. II. Lembro agora com saudade da dor de escrever livros. III. Lembro agora com saudade a dor de escrever livros.
verifica-se que é(são) reescrita(s) correta(s) da sentença destacada no texto
Alternativas
Q2041434 Português
Psicóloga explica as causas e os sintomas da Síndrome do Regresso

A Síndrome do Regresso acontece quando você volta para casa após estudar no exterior, trabalhar ou qualquer outro tipo de estadia prolongada. Criado pelo neuropsiquiatra Dr. Décio Nakagawa, o termo serve para dar nome a este período de readaptação. E ele é mais comum do que pode se imaginar: “A Síndrome do Regresso acontece com a maior parte das pessoas que retorna ao seu país de origem”, diz Juliana Polydoro, psicóloga e mestre em Psicologia da Saúde. A profissional, que também é colunista do site e-Dublin, explicou as causas da Síndrome e como lidar com o período para amenizar os sintomas.
Fonte: https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/estudar-no-exterior/psicologa-explica-as-causas-os-sintomas-sindrome-regresso.htm
Para conservar o sentido do texto 7, as expressões em negrito podem ser substituídas, em sequência, por:
Alternativas
Q2041426 Português

Fonte: (http://www.cnpq.br/). 
Assinale a alternativa que melhor representa a reescrita dos dois primeiros períodos do texto 3, preservando suas relações sintáticas originais.
Alternativas
Q2040984 Português

                                                     Em busca dos segredos da salamandra,

                                    única em regenerar órgãos lesionados e membros amputados 

              



Uma criatura que tem atraído o interesse dos cientistas por décadas é a salamandra.
Isso principalmente porque ela é o único animal vertebrado capaz de se regenerar.
No grupo desses anfíbios, destaca-se o axolote mexicano (Ambystoma mexicanum) por sua extraordinária habilidade de regenerar extremidades amputadas, órgãos e tecidos.
Se esses animais perdem uma extremidade, ela pode ser recuperada em questão de semanas - com todos os ossos, músculos e nervos no lugar certo.
Ainda mais fascinante, segundo pesquisadores, é a habilidade do axolote de reparar inteiramente sua medula espinhal quando esta sofre uma lesão.
Mas não é só isso. Esse anfíbio, que está em perigo de extinção em seu habitat natural, também tem atraído o interesse de estudiosos por sua relativa facilidade de reprodução.
Há cerca de 150 anos pesquisadores têm cultivado esses animais em laboratório de forma a, eventualmente, aproveitar seus extraordinários processos biológicos na medicina humana - por exemplo, na reparação de lesões no cérebro ou na medula espinhal.
Depois de tantos anos, uma equipe internacional de cientistas conquistou recentemente um feito histórico: mapeou o genoma desse animal, o maior já identificado até agora.
O anfíbio tem 32 bilhões de pares de bases de DNA, dez vezes maior que o genoma humano, com 3,2 bilhões de pares. Essa descoberta será uma poderosa ferramenta para estudar a base molecular da regeneração das extremidades e de outras formas de regeneração", afirma um estudo publicado na revista científica Nature.
A médica Elly Tanaka, do Instituto de Pesquisa de Patologia Molecular de Viena, cultiva em laboratório uma das maiores populações de axolotes.
Ela é parte da equipe que conseguiu revelar as sequências genéticas do animal, permitindo aos pesquisadores identificar as células encarregadas de reiniciar o processo de regeneração e descrever os circuitos moleculares que controlam esses processos.
Mas, para entender detalhadamente como funciona a regeneração e por que esse processo é tão limitado na maioria das espécies, os estudiosos precisavam ter acesso aos dados genômicos do anfíbio de forma a estudar sua evolução e regulação genética.
Agora temos o mapa (genético) em nossas mãos para investigar como estruturas tão complicadas como as extremidades podem se regenerar", diz Sergei Nowoshilow, co-autor do estudo.
"Este é um momento decisivo para a comunidade de cientistas que trabalha com os axolotes - um verdadeiro marco em uma aventura de pesquisas que começou há mais de 150 anos".

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-42926309 (adap)
No parágrafo “Ainda mais fascinante, segundo pesquisadores, é a habilidade do axolote de reparar inteiramente sua medula espinhal quando esta sofre uma lesão.” podemos substituir as palavras sublinhadas por: 
Alternativas
Q2040692 Português
Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma antítese:
Alternativas
Q2038182 Português

Considerando o sentido do vocábulo destacado no período “Mesmo banida do Brasil, teimava em cruzar a fronteira – e era escoltada de volta”, assinale a alternativa cuja reescrita preserva integralmente a mensagem original do texto: 
Alternativas
Q2031148 Português
Paisagem com figuras

          Em meados dos anos 60, o poeta João Cabral de Mello Neto jantava na cantina Fiorentina, no Leme, com seus colegas Fernando Pessoa Ferreira e Felix de Athayde, pernambucanos como ele. Em certo momento, ouviu-se um rumor na varanda e João Cabral perguntou o que estava acontecendo. “É o Chacrinha, que acabou de chegar”, informou Fernando. 

        “Chacrinha? Quem é Chacrinha?”, quis saber João Cabral. “É um apresentador de tevê, muito famoso”, disseram. Cônsul do Brasil em Barcelona, com raras vindas ao Rio e famoso por não se interessar por música e tomar dez aspirinas por dia para a dor de cabeça, o poeta estava por fora do que acontecia por aqui.

       E, mesmo que estivesse a par, não podia haver ninguém menos Chacrinha do que João Cabral. Na sua poesia grave e desidratada, altamente cerebral, as palavras eram de pedra; os cães, sem plumas; e as facas, só lâminas. Já Chacrinha, o divino palhaço, era o barroco em Technicolor, embora a tevê ainda fosse em preto e branco. Em seu programa, apresentava os piores cantores do Brasil, atirava bacalhau para a plateia e promovia concursos de comer barata. Os comunicólogos ainda não o tinham descoberto como símbolo do “mau gosto genial”.

       Chacrinha entrou ventando pela Fiorentina, cercado de dez ou quinze aspones. Ao passar pela mesa de João Cabral, estacou e olhou-o fixamente. Então, abriu os braços e exclamou: “Cabral!!!”. O poeta levou um susto, mas não deixou a bola cair: “Abelardo!!!”, respondeu. Levantou-se no ato e os dois se jogaram nos braços um do outro, aos soluços. O poeta João Cabral de Mello Neto e o apresentador Abelardo “Chacrinha” Barbosa, colegas de curso primário no Colégio Marista, do Recife, e que não se viam havia mais de 30 anos, tinham acabado de se reencontrar, reconhecer e abraçar. É o Brasil. (Ruy Castro. A arte de querer bem. Rio de Janeiro, Estação Brasil, 2018) 
A expressão destacada em “E, mesmo que estivesse a par, não podia haver ninguém menos Chacrinha do que João Cabral.” pode ser corretamente substituída, com o sentido preservado, por
Alternativas
Respostas
3381: C
3382: A
3383: A
3384: B
3385: B
3386: D
3387: E
3388: A
3389: B
3390: D
3391: B
3392: C
3393: C
3394: B
3395: A
3396: E
3397: B
3398: C
3399: C
3400: A