Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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É difícil agir assim. Afinal, ser popular é prazeroso. Observe: em uma roda de conversa, sempre aparece aquela pessoa simpática, carismática, que conta piadas de que todos riem e sente o prazer de ser bem-recebido pelo grupo.
Sem alteração de sentido e sem prejuízo das normas gramaticais, o terceiro período do excerto pode ser reescrito da seguinte forma:



Considere as possibilidades de reescrita do seguinte fragmento do texto:
“Em 1970, havia 16 recém-nascidos para cada mil habitantes da União Europeia; em 2017, eram nove.”
I. Em 1970, existia, para cada mil habitantes da União Europeia, 16 recém-nascidos; em 2017 esses números baixaram para nove.
II. Dezesseis recém-nascidos para cada mil habitantes da União Europeia: essa proporção é de 1970; já em 2017, são de nove.
III. Em 2017, na União Europeia, a proporção de recém-nascidos para cada mil habitantes era de nove, mas, quase 50 anos antes, em 1970, era de 16 para mil.
IV. Em 2017, a proporção de recém-nascidos para cada mil habitantes chegavam a nove na União Europeia, em 1970, por sua vez, eram de 16 para mil.
Quais preservam a correção gramatical?

(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/23/economia/1548260634_440077.html - Texto adaptado
para esta prova)
( ) A expressão ‘olhos grudados’ (l.10) poderia ser substituída por ‘olhos vidrados’, mantendo o sentido expresso no texto. ( ) A palavra ‘inteiramente’ (l.16) tem o mesmo sentido da expressão ‘por completo’. ( ) A palavra ‘caçar’ (l.26) é empregada com sentindo figurado, para demonstrar a necessidade dos entregadores em conseguirem uma entrega, como se eles estivessem mesmo caçando.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/23/economia/1548260634_440077.html - Texto adaptado
para esta prova)
I. ‘levar’ (l.14) por ‘destinar’. II. ‘servidão’ (l.30) por ‘esquema’. III. ‘acesso’ (l.37) por ‘contato’.
Quais mantêm a estrutura da frase em que estão inseridas, sem necessidade de ajustes?
A respeito dos aspectos linguísticos e estruturais do texto, julgue o item.
Na linha 8, a expressão “em que” pode ser substituída por onde, sem prejuízo para a correção gramatical e os sentidos originais do texto.
A respeito dos aspectos linguísticos e estruturais do texto, julgue o item.
Sem prejuízo para a correção gramatical, o trecho “é cada dia maior” (linha 4) pode ser deslocado para o final da sentença.
A respeito dos aspectos linguísticos e estruturais do texto, julgue o item.
Na linha 2, sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos originais do texto, o termo “sede”, que está relacionado à temática textual, pode ser substituído por lugar onde uma empresa comercial tem o seu
estabelecimento principal.
Fogo de palha ou surto de hashtag?
Num mundo em que nem os números, ou nem sequer os satélites, são confiáveis, ai de nós que queremos formar uma ideia sobre acontecimentos importantes, ainda que apenas modestamente parecida com a realidade. A Amazônia está pegando fogo inteirinha, como aparece naqueles mapas em que os focos são colocados em tamanho perceptível aos olhos, mas evidentemente não compatível com o da vida real? Os incêndios aumentaram 1 quatrilhão por cento? A culpa é de Fulano? Para facilitar um pouco a vida dos obcecados que têm mania de fazer perguntas e não esperar respostas fáceis, alguns filtros podem ser aplicados, em várias situações, na tentativa de distinguir fatos e suas infinitas interpretações.
Fator hashtag. Está bombando nas redes sociais e não é um gatinho adorável? Desconfie, desconfie muito. É bom ter um canal para expressar sentimentos e opiniões. #metoo, #timesup ou #prayforamazonia são exatamente isso. Servem, dessa forma, para avaliar humores emocionais, não como um prognóstico infalível. Outra pequena dica: gente que nunca rezou por nada e de repente se prostra diante do divino por causa da floresta é como certos candidatos que vão à missa e até comungam em véspera de eleição.
Fator fofura. Apresentadores ou influenciadores se emocionam e ficam com a voz embargada? Estão tratando de Greta Thunberg, a adolescente sueca em que tantos adultos querem acreditar, ou de macaquinhos indianos chamuscados e transportados por pensamento mágico para a floresta brasileira. Os ultrassensíveis, programados, como todos os humanos, para se comover com filhotes de mamíferos, moram bem longe dela. De perto, independentemente de sua importância e de seus prodígios, as florestas sempre foram fonte de temor. Ah, sim, se aparecer alguém usando cocar, a coisa está perdida. Índios não usam cocar no dia a dia, exceto para efeitos midiáticos.
Fator uma semana. Passaram-se sete dias e o acontecimento, sem ter mudado em sua essência, sumiu do mapa. Depois do pico do fogo de palha, existe uma tendência a falar mais francamente. Registrem-se as manifestações a favor do “intervencionismo ambiental”. Escreveu um valente professor americano, Lawrence Douglas, comparando-o ao intervencionismo humanitário: “A comunidade internacional precisa assumir a responsabilidade – não, em primeira instância, aplicando a força militar, mas através de sanções comerciais e boicotes econômicos”. Por incrível coincidência, 46 deputados e dezessete ONGs da França propuseram sanções contra a soja e a carne importadas do Brasil. Não é só aqui que tem bancada ruralista.
(Vilma Gryzinski, Veja, 11.09.2019. Adaptado)
O instrumento musical
Às 15 horas de segunda-feira, 9 de novembro de 1964, os poemas de Cecília Meireles alcançaram perfeição absoluta. Não há mais um toque de sutileza a acrescentarlhes, nem sequer um acento circunflexo a suprimir-lhes – aquele acento que ela certa vez, em um poema, retirou de outro poema com a leveza de mão de quem opera uma borboleta. Não virão outros versos fazer-lhes sombra ou solombra. O que foi escrito adquiriu segunda consistência, essa infrangibilidade que marca o definitivo, alheio e superior à pessoa que o elaborou.
Vendo-os desligar-se de sua matriz humana, é como se eu os visse pela primeira vez e à luz natural, sem o enleio que me despertava um pouco o ser encantado ou encantador, chamado Cecília Meireles. Falo em encantamento no sentido original da palavra, “de que há muitos exemplos nos Livros de Cavalaria, e Poetas”. Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos, estava sem estar, para criar uma ilusão fascinante, que nos compensasse de saber incapturável a sua natureza. Distância, exílio e viagem transpareciam no sorriso benevolente com que aceitava participar do jogo de boas maneiras da convivência, e era um sorriso de tamanha beleza, iluminado por um verde tão exemplar de olhos e uma voz de tão pura melodia, que mais confirmava, pela eficácia do sortilégio, a irrealidade do indivíduo.
Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito “uma certa ausência do mundo”? Do mundo como teatro em que cada espectador se sente impelido a tomar parte frenética no espetáculo, sim; não, porém, do mundo de essências, em que a vida é mais intensa porque se desenvolve em estado puro, sem atritos, liberta das contradições da existência. Estado em que a sabedoria e beleza se integram e se dissolvem na perfeição da paz.
Para chegar até ele, Cecília caminhou sobre formas selecionadas, que ia interpretando mais do que descrevendo; suas notações de natureza são esboços de quadros metafísicos, com objetos servindo de signos de uma organização espiritual onde se consuma a unidade do ser com o universo. Cristais, pedras, rosicleres, flores, insetos, nuvens, peixes, tapeçarias, paisagens, o escultural cavalo morto, “um trevo solitário pesando a prata do orvalho”, todas essas coisas percebidas pelo sentido são carreadas para a região profunda onde se decantam e sublimam. Nessa viagem incessante, para além da Índia, para além do mistério das religiões e dos sonhos, Cecília Meireles consumiu sua vida. Não é de estranhar que a achássemos diferente do retrato comum dos poetas e das mulheres.
Revisitando agora a imaculada galeria de seus livros desde Viagem até os brincos infantis de Ou Isto ou Aquilo, passando pelas estações já clássicas de Vaga Música, Mar Absoluto e Retrato Natural, penetrando no túnel lampejante de Solombra, é que esta poesia sem paridade no quadro da língua, pela peregrina síntese vocabular e fluidez de atmosfera, nos aparece como a razão maior de haver existido um dia Cecília Meireles. A mulher extraordinária foi apenas uma ocasião, um instrumento, afinadíssimo, a revelar-nos a mais evanescente e precisa das músicas. E esta música hoje não depende de executante. Circula no ar para sempre.
(ANDRADE, C. Drummond. Cadeira de Balanço. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1978, p. 138-139.)
A uma senhora
Com que então, minha senhora, está fazendo mais um ano de casada. Não lhe mando flores, que a distância não permite. Telefonar custa uma pequena fortuna, e ruídos errantes entram na conversa, abafando as vozes; nada mais enervante do que sentir a voz sem poder captá-la, ou recolher somente pedaços de frase, palavras soltas. Não lhe mando telegrama, pois a senhora mesmo o dispensou: costuma não chegar, seja porque há crise política por aqui, seja que há crise militar por aí, e vice-versa; ou as duas crises juntas nos dois lugares. E telegrama está sempre omitindo, calando; de tanto calar, não exprime nada. Por isso, escrevo-lhe. Carta leva quatro dias para chegar. Tanto melhor: quando a receber, estará pensando em outra coisa. Se fosse pelo correio, reconheceria logo a letra no envelope. Indo pelo jornal (astúcia minha), lerá desprevenida as primeiras linhas, até descobrir: “É comigo”.
É com a senhora mesmo e com seu marido que estou falando, mas tenho motivo especial para dirigir-me aos dois por seu intermédio. Conheço-a há bem mais tempo do que a ele. Posso dizer, sem exagero, que a vi nascer; quando ele me apareceu, era homem feito e vinha trazido pela senhora. Aprovei a escolha, porque função de amigo é aprovar; e acho que não andei mal. A prova é esta carta.
Estou me lembrando de como as coisas se passaram.
Tudo é tão liso na vida de uma pessoa; os dias repetem os
dias; de súbito não repetem mais. A pessoa é a mesma; os
fatos mudam. A senhora levava uma vidinha tranquila de
estudante, ganhara bolsa em Paris, não era de coquetéis;
por desfastio, foi a um, conheceu lá um fulano que lhe
falou qualquer coisa; não era conversa de pegar, pegou.
Tratava-se de ilustre desconhecido, ou antes, de dois
ilustres desconhecidos um para o outro. Ele estava de
passagem e voltou logo para o seu país. Assim
desconhecidos, um mês depois se casavam, à base de
intuição e maluquice. Paris foi trocada por outra cidade, de
outra nação. Ficamos sem a senhora e nem nos
queixamos; obrigação de amigo é não se queixar. Eu
aprendera sozinho: vida é aceitação.
Os dois malucos conheceram o delicioso e o difícil, a rotina e a quimera, os problemas, as melancolias, os sustos, as angústias, as distrações infantis que vêm depois das angústias; no total, viveram. A população do globo foi aumentada pelos dois em escala razoável: nem muito nem com avareza. Daqui estou ouvindo, ou esperando ouvir, na visita do ano, os gritos de três molequinhos que me julgam uma peça arqueológica simpática. Também me divirto com eles, nesse período; e com isso, e com as demais presenças, embalo a falta da senhora no resto do ano. Pois amigo deve ter imaginação suficiente para fazer, de falta, companhia.
A senhora, seu marido e os moleques recebam este abraço absolutamente real.
(ANDRADE, C. Drummond de Cadeira de balanço. 11 ed. Rio de Janeiro: J.
Olympio Editora, 1979, p. 142-143.)
A uma senhora
Com que então, minha senhora, está fazendo mais um ano de casada. Não lhe mando flores, que a distância não permite. Telefonar custa uma pequena fortuna, e ruídos errantes entram na conversa, abafando as vozes; nada mais enervante do que sentir a voz sem poder captá-la, ou recolher somente pedaços de frase, palavras soltas. Não lhe mando telegrama, pois a senhora mesmo o dispensou: costuma não chegar, seja porque há crise política por aqui, seja que há crise militar por aí, e vice-versa; ou as duas crises juntas nos dois lugares. E telegrama está sempre omitindo, calando; de tanto calar, não exprime nada. Por isso, escrevo-lhe. Carta leva quatro dias para chegar. Tanto melhor: quando a receber, estará pensando em outra coisa. Se fosse pelo correio, reconheceria logo a letra no envelope. Indo pelo jornal (astúcia minha), lerá desprevenida as primeiras linhas, até descobrir: “É comigo”.
É com a senhora mesmo e com seu marido que estou falando, mas tenho motivo especial para dirigir-me aos dois por seu intermédio. Conheço-a há bem mais tempo do que a ele. Posso dizer, sem exagero, que a vi nascer; quando ele me apareceu, era homem feito e vinha trazido pela senhora. Aprovei a escolha, porque função de amigo é aprovar; e acho que não andei mal. A prova é esta carta.
Estou me lembrando de como as coisas se passaram.
Tudo é tão liso na vida de uma pessoa; os dias repetem os
dias; de súbito não repetem mais. A pessoa é a mesma; os
fatos mudam. A senhora levava uma vidinha tranquila de
estudante, ganhara bolsa em Paris, não era de coquetéis;
por desfastio, foi a um, conheceu lá um fulano que lhe
falou qualquer coisa; não era conversa de pegar, pegou.
Tratava-se de ilustre desconhecido, ou antes, de dois
ilustres desconhecidos um para o outro. Ele estava de
passagem e voltou logo para o seu país. Assim
desconhecidos, um mês depois se casavam, à base de
intuição e maluquice. Paris foi trocada por outra cidade, de
outra nação. Ficamos sem a senhora e nem nos
queixamos; obrigação de amigo é não se queixar. Eu
aprendera sozinho: vida é aceitação.
Os dois malucos conheceram o delicioso e o difícil, a rotina e a quimera, os problemas, as melancolias, os sustos, as angústias, as distrações infantis que vêm depois das angústias; no total, viveram. A população do globo foi aumentada pelos dois em escala razoável: nem muito nem com avareza. Daqui estou ouvindo, ou esperando ouvir, na visita do ano, os gritos de três molequinhos que me julgam uma peça arqueológica simpática. Também me divirto com eles, nesse período; e com isso, e com as demais presenças, embalo a falta da senhora no resto do ano. Pois amigo deve ter imaginação suficiente para fazer, de falta, companhia.
A senhora, seu marido e os moleques recebam este abraço absolutamente real.
(ANDRADE, C. Drummond de Cadeira de balanço. 11 ed. Rio de Janeiro: J.
Olympio Editora, 1979, p. 142-143.)
Café pode causar enxaqueca, revela estudo
Especialistas acreditam que a cafeína ajuda a bloquear uma molécula considerada um dos gatilhos da enxaqueca. O novo estudo, porém, mostra o contrário
O café é a segunda bebida mais consumida pelos brasileiros, depois da água. No entanto, para aqueles que sofrem
com enxaqueca, a bebida pode representar um problema: estudo indica que tomar três xícaras de café por dia pode
desencadear as terríveis dores de cabeça. A pesquisa, publicada no periódico American Journal of Medicine, revela que
outras bebidas cafeinadas, como energéticos, refrigerantes e até mesmo chás, também podem desencadear enxaqueca.
Os pesquisadores ainda descobriram que para aqueles cujo consumo não é frequente, a crise pode ser deflagrada por quantidades ainda menores, como uma ou duas xícaras de café ou de bebidas com cafeína. Outra descoberta aponta que a abstinência da cafeína também é um fator que interfere na enxaqueca, sendo responsável por causar dores de cabeças em indivíduos que consomem muito café ou bebidas cafeinadas e param de ingerir repentinamente.
Os novos resultados podem colocar em dúvida a crença de que o café é uma forma de minimizar os sintomas da doença. Alguns especialistas acreditam que a cafeína ajuda a bloquear a adenosina – molécula considerada um dos gatilhos da enxaqueca. Muitos medicamentos vendidos sem receita também têm cafeína na lista de ingredientes. No entanto, o novo estudo mostra que algumas pessoas podem ter crises no dia seguinte à ingestão do café, por exemplo. Isso sugere que, em alguns casos, a bebida é mais a causa do que o tratamento da doença.
“A complexidade da cafeína reside no fato de que às vezes ela é prejudicial e às vezes é benéfica. Isso está relacionado à dose e frequência diárias”, explicou Elizabeth Mostofsky, do Centro Médico Beth Israel Deaconess, nos Estados Unidos, à revista americana Time.
O estudo
Para chegar a esses resultados, os pesquisadores analisaram dados de 98 pessoas – em sua maioria mulheres –
que sofriam de duas a 15 crises de enxaqueca por mês. Durante seis semanas, os participantes responderam a dois
questionários por dia sobre consumo de café, além da prática de outras atividades desencadeantes da doença (consumo
de álcool, estado menstrual, clima, exercício físico e humor). Os voluntários ainda descreveram os sintomas da enxaqueca
que sofreram durante o período do estudo e de que forma trataram. Também foram coletados histórico médico e
demográfico.
Ao final do acompanhamento, a equipe analisou os dados, considerando os fatores de risco para enxaqueca. A análise mostrou que o consumo de três xícaras de café – ou outras bebidas cafeinadas – estava associado ao maior risco de dores de cabeça tanto no dia do consumo quanto no dia seguinte. Essa relação não foi encontrada para a ingestão de uma ou duas bebidas com cafeína.
Apesar dos resultados, os cientistas esclarecem que o estudo foi observacional e, portanto, não foi possível estabelecer uma relação de causa e efeito. Eles aconselham, porém, que os indivíduos propensos a crises de enxaqueca fiquem atentos à ingestão de cafeína.
Enxaqueca
A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por episódios recorrentes de dor de cabeça grave acompanhada de sintomas como náuseas e vômitos, sensibilidade à luz, cheiro e som, formigamento e dormências no corpo e alterações na visão, como pontos luminosos, escuros, linhas em ziguezague que antecedem ou acompanham as crises de dor.
Segundo especialistas, as causas da enxaqueca são diversas, mas estão geralmente vinculadas a alterações nos neurotransmissores, na genética, nos hormônios ou no Peptídeo Relacionado com Gene da Calcitonina (CGRP, na sigla em inglês), uma molécula presente em todo mundo, mas que, em alguns indivíduos, pode ser uma das responsáveis por deflagrar as crises.
A predisposição do indivíduo e fatores externos, como excesso de cafeína, por exemplo, também propiciam o aparecimento da enxaqueca, que pode se manifestar em duas formas: a crônica, caracterizada por quinze ou mais dias com dor durante o mês; e a episódica, em que as dores se manifestam menos de quinze vezes por mês.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a enxaqueca a sexta doença mais incapacitante do mundo; no Brasil, a versão crônica afeta cerca de 31 milhões de brasileiros, a maioria entre os 25 e 45 anos. Já o Ministério da Saúde revela que o índice de ocorrência no sexo feminino atinge os 25%, mais que o dobro da manifestação em homens. No entanto, depois dos 50 anos, a taxa costuma diminuir, especialmente nas mulheres.
(Disponível em: <https://veja.abril.com.br/saude/cafe-pode-causar-enxaqueca-revela-estudo/>. Acesso em: 11 ago. 2019)
“A restrição de 1941 foi atualizada em 1965, quando a proibição do futebol feminino, então, tornou-se expressa: ‘não é permitida a prática feminina de lutas de qualquer natureza (…)’.”

A questão dize respeito à Charge. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

Leia o texto para responder à questão:
Juventude, velhice
A cultura brasileira é cruel no quesito idade. Dizer que
uma pessoa é – ou parece – jovem é um elogio, e chamar de
velho é uma maneira de insultar, geralmente usada quando
não encontram outra coisa para falar daqueles de quem não
gostam, com quem não concordam.
A rigor, o assunto idade nem deveria existir – a não ser, é
claro, quando se trata de ajudar os que não podem viver com
independência, precisando de cuidados especiais porque
infelizmente têm sérios problemas de saúde.
Na minha última viagem, percebi que em Paris, por
exemplo, ninguém é apontado como jovem ou velho, disso
não se fala. As pessoas são como são, e ninguém perde tempo carimbando ninguém; simplesmente não tem importância.
Mas aqui no Brasil, ai da mulher que é ou foi bonita,
quando os anos vão chegando. Essas não são perdoadas, e
a idade que têm é assunto de discussão.
Por isso, ainda não cheguei aos 70, mas resolvi aumentar a minha idade, e se me perguntam, digo que acabei de
completar 91 anos; assim, corro o risco de ouvir um “mas que
incrível, não parece”, o que é sempre bom de ouvir.
(Danuza Leão. Folha de S.Paulo, 29.01.2012. Adaptado)


