Questões de Concurso
Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português
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Com base no texto apresentado, julgue o item.
Com relação à ortografia, é correto afirmar que o trecho
“VOU COMPRAR” poderia ser substituído por
COMPRAREI, sem prejuízo da correção gramatical do
trecho.
Texto II
Padre António estava acabado, afirma Pereira. As olheiras cavavam-lhe as faces, e tinha um ar esgotado, como de quem não dormiu. Pereira perguntou o que acontecera, e Padre António disse: como pode, você não ficou sabendo? Massacraram um alentejano* em sua carroça, há greves aqui, na cidade e em outros lugares, afinal em que mundo vive, você trabalha num jornal?, ouça Pereira, vá se informar.
Pereira afirma ter saído perturbado por essa breve conversa e pelo modo como fora despachado. Perguntou-se: em que mundo eu vivo? E veio-lhe a estranha ideia de que ele, talvez, não vivesse, era como se já estivesse morto. Desde que sua mulher falecera, ele vivia como se estivesse morto. Ou melhor: só fazia pensar na morte, na ressurreição da carne, em que não acreditava, e em bobagens desse gênero, sua vida não passava de sobrevivência, de uma ficção de vida. E sentiu-se esgotado, afirma Pereira.
(TABUCCHI, Antonio. Afirma Pereira: um testemunho. São Paulo: Estação Liberdade, 2011, p.17-18)
* relativo ao Alentejo (região de Portugal) ou o que é seu natural ou habitante
“É por isso que as flores servem como biomarcadores da identidade do mel.”
Indique abaixo a opção em que o fragmento acima é corretamente reescrito, com preservação do sentido do texto:

Na linha 27, a expressão “E isso” poderia, sem prejuízo da correção gramatical do texto e da coerência de suas ideias, ser substituída por o que, caso o ponto final empregado na linha fosse substituído por uma vírgula e caso fossem feitos os devidos ajustes de letras maiúsculas e minúsculas.
Uma organização de trabalho é uma entidade holística, um sistema integrado que se baseia na interação dos indivíduos que dela fazem parte. O desempenho de cada um afeta toda a empresa. Por isso é tão importante para o sucesso da organização que os funcionários não apenas tenham o melhor desempenho possível, mas também ajudem os outros a fazer o mesmo.
No contexto da inteligência emocional, isso significa ajudar os demais a controlar as emoções, a se comunicar eficazmente, a solucionar seus problemas, resolver conflitos e permanecer motivados.
Usar a inteligência emocional no ambiente de trabalho é um processo que exige tempo e bastante prática. Temos que aprender certas técnicas; em muitos casos, precisaremos aprender a fazer de outro modo certas coisas que temos feito de determinada maneira há muitos anos (como lidar com a raiva, por exemplo). Precisamos estar cônscios das muitas atividades subconscientes, tais como comportamentos que possam comunicar uma impressão incorreta.
Não é preciso dizer que ajudar outra pessoa a agir e reagir de modo emocionalmente inteligente é ainda mais difícil, por diversas razões: você está lidando com uma pessoa a quem conhece menos do que a si mesmo; uma pessoa que pode não ter tido a oportunidade de aprender a usar a inteligência emocional. Além disso, há, nessa situação, uma dinâmica adicional: o relacionamento de vocês.
Embora seja algo extremamente complicado, ajudar as pessoas a se ajudarem é uma das práticas mais gratificantes da inteligência emocional: ajudar uma pessoa a aprender, crescer, ser mais produtiva e desenvolver um relacionamento baseado na confiança e na lealdade – duas qualidades essenciais no mundo profissional.
(Fonte: PROEDU - adaptado.)
Uma organização de trabalho é uma entidade holística, um sistema integrado que se baseia na interação dos indivíduos que dela fazem parte. O desempenho de cada um afeta toda a empresa. Por isso é tão importante para o sucesso da organização que os funcionários não apenas tenham o melhor desempenho possível, mas também ajudem os outros a fazer o mesmo.
No contexto da inteligência emocional, isso significa ajudar os demais a controlar as emoções, a se comunicar eficazmente, a solucionar seus problemas, resolver conflitos e permanecer motivados.
Usar a inteligência emocional no ambiente de trabalho é um processo que exige tempo e bastante prática. Temos que aprender certas técnicas; em muitos casos, precisaremos aprender a fazer de outro modo certas coisas que temos feito de determinada maneira há muitos anos (como lidar com a raiva, por exemplo). Precisamos estar cônscios das muitas atividades subconscientes, tais como comportamentos que possam comunicar uma impressão incorreta.
Não é preciso dizer que ajudar outra pessoa a agir e reagir de modo emocionalmente inteligente é ainda mais difícil, por diversas razões: você está lidando com uma pessoa a quem conhece menos do que a si mesmo; uma pessoa que pode não ter tido a oportunidade de aprender a usar a inteligência emocional. Além disso, há, nessa situação, uma dinâmica adicional: o relacionamento de vocês.
Embora seja algo extremamente complicado, ajudar as pessoas a se ajudarem é uma das práticas mais gratificantes da inteligência emocional: ajudar uma pessoa a aprender, crescer, ser mais produtiva e desenvolver um relacionamento baseado na confiança e na lealdade – duas qualidades essenciais no mundo profissional.
(Fonte: PROEDU - adaptado.)
INSTRUÇÃO: Leia o texto III a seguir para responder à questão.
TEXTO III
Com frequência, termos como “morador de rua”,
“pessoa de rua” e até mesmo “mendigo” são utilizados
para se referir aos indivíduos que se encontram nesse
contexto social. Entretanto, esses rótulos sustentam
ideias de fracasso moral e individual, desconsideram
as especificidades dessa população e ignoram a
possibilidade de mudança e saída dessa situação,
impingindo às pessoas uma visão determinista
e inalterável.
Dessa forma, tanto os movimentos sociais quanto as políticas públicas utilizam o termo população em situação de rua (conhecida também pela sigla PopRua).
Esse é um grupo heterogêneo, caracterizado por pobreza extrema, fragilidade dos vínculos familiares e ausência de moradia convencional. Consequentemente, essas pessoas utilizam os espaços públicos ou as unidades de acolhimento como locais de pernoite e convivência.
Disponível em: https://pp.nexojornal.com.br.
Acesso em: 11 jun. 2022.
Com frequência, termos como “morador de rua”, “pessoa de rua” e até mesmo “mendigo” são utilizados para se referir aos indivíduos que se encontram nesse contexto social. Entretanto, esses rótulos sustentam ideias de fracasso moral e individual, desconsideram as especificidades dessa população e ignoram a possibilidade de mudança e saída dessa situação, impingindo às pessoas uma visão determinista e inalterável.
Assinale a alternativa que apresenta uma nova redação para esse trecho, evitando a repetição das palavras destacadas e preservando o seu sentido original.
Quanto aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
A substituição do vocábulo “inserimos” (linha 8) por são
inseridas por nós manteria a coerência das ideias do
texto, mas alteraria as relações sintáticas originalmente
estabelecidas.
Quanto aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O primeiro período do terceiro parágrafo poderia ser
reescrito da seguinte forma, sem prejuízo de sua
correção gramatical e de sua coerência: Assim, que
dados aqueles cientistas masculinos famosos das
décadas de 50 e 60 — os quais, com tanta autoridade,
davam declarações sobre as deficiências intelectuais
das mulheres — não estavam considerando?
Julgue o item seguinte, referentes a propostas de reescrita para trechos do texto CG1A1-I.
A correção gramatical e a coerência do texto seriam
preservadas caso o quarto período do segundo parágrafo
fosse reescrito da seguinte maneira: A estrutura cristalina do
gelo desagrega-se, e as moléculas d’água subitamente
passam a escoar e a se dissipar, sem empecilhos, umas à
volta das outras.
Em relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item subsecutivo.
Estariam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto
se, no terceiro período do primeiro parágrafo, a forma verbal
“tende” fosse substituída por tendem.
Assinale a alternativa que contém uma reescrita confusa e ambígua para o trecho acima reportado.
“A maior dificuldade para os pacientes é conviver com as restrições impostas pelos novos hábitos alimentares”.
Texto CG2A1-I
O trabalho é considerado algo central na vida dos sujeitos, ainda mais com o crescimento da expectativa de vida, sendo um mediador dos ciclos da existência dos trabalhadores. E algo que é considerado de extrema importância nesse contexto é o processo de aposentadoria. Nos últimos anos, a aposentadoria tornou-se um tema de grande relevância no estudo do planejamento de carreira.
Do ponto de vista etimológico, a palavra “aposentadoria” carrega em si uma dualidade de significados inerentes a esse fenômeno. Enquanto, por um lado, a aposentadoria remete à alegria e à liberdade, por outro, ela está associada à ideia de retirar-se aos seus aposentos, ao espaço de não trabalho, podendo ser frequentemente associada ao abandono, à inatividade e à finitude.
Desse modo, a aposentadoria pode ser interpretada de duas formas: a positiva e a negativa. A interpretação positiva, que, de forma geral, se relaciona à noção de uma conquista ou de uma recompensa do trabalhador, destaca a aposentadoria como uma liberdade de o indivíduo gerenciar sua própria vida, de maneira a moldar sua rotina como preferir, investindo mais em atividades pessoais, sociais e familiares. A interpretação negativa, por sua vez, está vinculada a problemas financeiros, perda de status social, perda de amigos, sensação de inutilidade ou desocupação, entre outras situações. Além disso, com a expectativa negativa em relação à aposentadoria, surgem sentimentos de ansiedade, incertezas e inquietações sobre o futuro.
Aniéli Pires. Aposentadoria, suas perspectivas e as repercussões da pandemia. In: Revista Científica Semana Acadêmica, Fortaleza, n.º 000223, 2022.
Internet: <semanaacademica.org.br>


