Questões de Concurso Sobre português

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Q4260939 Português

Extremos do planeta caminham para o perigoso ponto de não retorno

Carlos Nobre e Durwood Zaelke 


    O atual cenário de guerra e o clima de tensão entre países importantes na geopolítica mundial têm afastado a crise climática global do noticiário diário. A proximidade da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), no entanto, traz o tema para a ordem do dia, diante da alarmante situação de dois importantes extremos ambientais da Terra: a floresta amazônica e a tundra do Ártico — um bioma localizado no extremo norte do planeta, coberto quase que exclusivamente por gelo. Ambos enfrentam riscos reais de ultrapassar o chamado ponto de não retorno climático, situação em que os danos ambientais se tornam irreversíveis.

    Ainda que separados por milhares de quilômetros, esses dois biomas compartilham uma ligação fundamental: estão profundamente ameaçados pelo aumento acelerado da temperatura global e pelas emissões de gases de efeito estufa (GEE), especialmente o metano. Embora similar ao dióxido de carbono (CO2), ele permanece na atmosfera por cerca de uma década, em comparação a centenas de milhares de anos do CO2, mas absorve 86 vezes mais energia solar, contribuindo para o efeito estufa e impactando severamente o meio ambiente. Os prejuízos causados rompem limites geográficos e socioambientais, afetando o agronegócio e a economia de forma geral.

    Como sabemos, a Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e tem um papel fundamental na regulação do clima terrestre. Além de manter o ciclo das chuvas e abrigar uma biodiversidade única, ela funciona como "sumidouro de carbono". É um processo natural que absorve e armazena CO2 da atmosfera. O desmatamento ilegal, juntamente com os incêndios florestais, está reduzindo a capacidade da Amazônia de absorver CO2 e nos aproxima de um colapso ecológico que pode ser irreversível.

    Do outro lado do hemisfério, no Norte, o Ártico está aquecendo quatro vezes mais rápido do que a média global e, com isso, o gelo do Ártico e a tundra terrestre estão derretendo a um ritmo preocupante. Essa camada marinha de água congelada é altamente reflexiva, e a substituição desse grande escudo branco por um oceano mais escuro acarreta mais aquecimento por conta da absorção do calor, em um efeito de retroalimentação autoamplificadora. A neve e o gelo terrestres no Ártico também são reflexivos e, quando derretem e são substituídos por terra mais escura, desencadeiam outro ciclo de retroalimentação autoamplificadora. Além disso, neste bioma, conhecido como "permafrost", o aquecimento do solo congelado há milênios corre o risco de liberar vastas reservas de metano e CO2.

    A conexão entre esses dois biomas revela que a crise climática não é localizada, é global. A ciência nos mostra o que está acontecendo e o futuro do planeta depende das escolhas que fazemos hoje. Se chegarmos a esse ponto de não retorno — e estamos caminhando céleres para isso —, a Amazônia e o Ártico não conseguirão mais se regenerar. Nesse grave cenário que se avizinha, mesmo se reduzíssemos drasticamente as emissões, o sistema climático seguiria aquecendo por conta própria. Se esse limite for ultrapassado, cerca de 70% da Amazônia pode se degradar nas próximas décadas, tornando a floresta inviável.

    Evitar esse ponto crítico requer ação imediata para mitigar o metano e outros poluentes climáticos de curta duração, desacelerando o aquecimento mais próximo. Nesse sentido, estudos do Instituto de Governança e Desenvolvimento Sustentável (IGSD) indicam que mitigar o metano e outros superpoluentes climáticos pode evitar quatro vezes mais aquecimento em 2050 do que cortar apenas o CO2.

    No ano em que o Brasil sedia a COP30, em Belém, há um apelo crescente para que o país lidere uma nova abordagem para mitigar os superpoluentes climáticos de curto prazo. Isso inclui a exigência para que as empresas de óleo e gás limitem imediatamente suas emissões de metano e desencorajem fortemente a exploração de novos combustíveis fósseis, reconhecendo que as reservas existentes hoje são muito maiores do que podem ser queimadas mantendo o planeta relativamente seguro.

    A impossibilidade de atingir a meta firmada em 2015 no Acordo de Paris — de frear o aumento da temperatura média global em até 1,5°C — é um estímulo para que sigamos em busca de uma transição justa e inclusiva para as próximas gerações. Cada dia é importante para não recebermos uma conta impagável e sem retorno, em um futuro que está mais próximo do que se imagina.


    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 05 set. 2025

Nos parágrafos três e quatro, há predominância da sequência textual
Alternativas
Q4260938 Português

Extremos do planeta caminham para o perigoso ponto de não retorno

Carlos Nobre e Durwood Zaelke 


    O atual cenário de guerra e o clima de tensão entre países importantes na geopolítica mundial têm afastado a crise climática global do noticiário diário. A proximidade da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), no entanto, traz o tema para a ordem do dia, diante da alarmante situação de dois importantes extremos ambientais da Terra: a floresta amazônica e a tundra do Ártico — um bioma localizado no extremo norte do planeta, coberto quase que exclusivamente por gelo. Ambos enfrentam riscos reais de ultrapassar o chamado ponto de não retorno climático, situação em que os danos ambientais se tornam irreversíveis.

    Ainda que separados por milhares de quilômetros, esses dois biomas compartilham uma ligação fundamental: estão profundamente ameaçados pelo aumento acelerado da temperatura global e pelas emissões de gases de efeito estufa (GEE), especialmente o metano. Embora similar ao dióxido de carbono (CO2), ele permanece na atmosfera por cerca de uma década, em comparação a centenas de milhares de anos do CO2, mas absorve 86 vezes mais energia solar, contribuindo para o efeito estufa e impactando severamente o meio ambiente. Os prejuízos causados rompem limites geográficos e socioambientais, afetando o agronegócio e a economia de forma geral.

    Como sabemos, a Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e tem um papel fundamental na regulação do clima terrestre. Além de manter o ciclo das chuvas e abrigar uma biodiversidade única, ela funciona como "sumidouro de carbono". É um processo natural que absorve e armazena CO2 da atmosfera. O desmatamento ilegal, juntamente com os incêndios florestais, está reduzindo a capacidade da Amazônia de absorver CO2 e nos aproxima de um colapso ecológico que pode ser irreversível.

    Do outro lado do hemisfério, no Norte, o Ártico está aquecendo quatro vezes mais rápido do que a média global e, com isso, o gelo do Ártico e a tundra terrestre estão derretendo a um ritmo preocupante. Essa camada marinha de água congelada é altamente reflexiva, e a substituição desse grande escudo branco por um oceano mais escuro acarreta mais aquecimento por conta da absorção do calor, em um efeito de retroalimentação autoamplificadora. A neve e o gelo terrestres no Ártico também são reflexivos e, quando derretem e são substituídos por terra mais escura, desencadeiam outro ciclo de retroalimentação autoamplificadora. Além disso, neste bioma, conhecido como "permafrost", o aquecimento do solo congelado há milênios corre o risco de liberar vastas reservas de metano e CO2.

    A conexão entre esses dois biomas revela que a crise climática não é localizada, é global. A ciência nos mostra o que está acontecendo e o futuro do planeta depende das escolhas que fazemos hoje. Se chegarmos a esse ponto de não retorno — e estamos caminhando céleres para isso —, a Amazônia e o Ártico não conseguirão mais se regenerar. Nesse grave cenário que se avizinha, mesmo se reduzíssemos drasticamente as emissões, o sistema climático seguiria aquecendo por conta própria. Se esse limite for ultrapassado, cerca de 70% da Amazônia pode se degradar nas próximas décadas, tornando a floresta inviável.

    Evitar esse ponto crítico requer ação imediata para mitigar o metano e outros poluentes climáticos de curta duração, desacelerando o aquecimento mais próximo. Nesse sentido, estudos do Instituto de Governança e Desenvolvimento Sustentável (IGSD) indicam que mitigar o metano e outros superpoluentes climáticos pode evitar quatro vezes mais aquecimento em 2050 do que cortar apenas o CO2.

    No ano em que o Brasil sedia a COP30, em Belém, há um apelo crescente para que o país lidere uma nova abordagem para mitigar os superpoluentes climáticos de curto prazo. Isso inclui a exigência para que as empresas de óleo e gás limitem imediatamente suas emissões de metano e desencorajem fortemente a exploração de novos combustíveis fósseis, reconhecendo que as reservas existentes hoje são muito maiores do que podem ser queimadas mantendo o planeta relativamente seguro.

    A impossibilidade de atingir a meta firmada em 2015 no Acordo de Paris — de frear o aumento da temperatura média global em até 1,5°C — é um estímulo para que sigamos em busca de uma transição justa e inclusiva para as próximas gerações. Cada dia é importante para não recebermos uma conta impagável e sem retorno, em um futuro que está mais próximo do que se imagina.


    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 05 set. 2025

O texto, de forma global, propõe-se a
Alternativas
Q4260833 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. Os parágrafos estão numerados e algumas palavras ou segmentos textuais estão sublinhados para facilitar sua identificação pelos candidatos.


A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho: uma análise jurídica e social


Gilda Figueiredo Ferraz de Andrade

[...]

[1] Este artigo explora os aspectos jurídicos e sociais da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho, destacando os desafios e as perspectivas de avanço.

[2] A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu art. 7º, inciso XXXI, a proibição de discriminação por idade para efeitos de admissão ao trabalho. Além disso, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), em seu art. 27, veio garantir a proteção contra a discriminação no mercado de trabalho e tem promovido o acesso da pessoa idosa a programas de capacitação e reinserção profissional.

[3] Essas normas refletem a necessidade de garantir igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, reconhecendo a experiência e a contribuição da população idosa para a sociedade, entretanto a efetividade dessas disposições depende de sua implementação prática e da conscientização social sobre a importância da inclusão.

[4] A inserção da terceira idade no mercado de trabalho não é apenas uma questão de direitos, mas também de desenvolvimento social e econômico. A experiência acumulada por esses trabalhadores pode ser um diferencial competitivo, realidade que contribuirá para a inovação e a transmissão de conhecimento no ambiente profissional, entretanto desafios significativos permanecem, como o preconceito etário e a falta de adaptação das empresas às necessidades dos idosos. A ausência de políticas voltadas para a capacitação e a reinserção profissional também limita, e muito, as oportunidades para essa faixa etária.

[5] A promoção da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho requer esforços coordenados entre o setor público e o privado. Políticas públicas, como incentivos fiscais para empresas que contratem idosos, e programas de capacitação específicos são fundamentais para garantir a empregabilidade desse importante nicho populacional.

[6] Demais disso, iniciativas privadas podem desempenhar um papel importante, como a criação de ambientes de trabalho inclusivos e flexíveis, que atendam às necessidades de saúde e bem-estar dos trabalhadores idosos.

[7] Com o envelhecimento populacional, urge repensar o papel da terceira idade no mercado de trabalho. A transição para uma economia mais inclusiva exige não apenas mudanças legais, mas também transformações culturais que valorizem a diversidade etária. A Agenda 2030 da ONU, por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8, reforça a necessidade de promover o trabalho decente para todos, independentemente da idade. Essa diretriz pode orientar a criação de políticas mais abrangentes e eficazes no Brasil e no mundo.

[8] A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho é uma questão central para a promoção da igualdade e do desenvolvimento sustentável. Embora o Brasil possua um arcabouço jurídico que garante o direito ao trabalho sem discriminação etária, a implementação de políticas públicas e iniciativas privadas ainda é um desafio. Somente por meio de esforços conjuntos será possível construir um mercado de trabalho verdadeiramente inclusivo para a população idosa.


(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/422388/ terceira-idade-no-mercado-de-trabalho-analise-juridica-e- -social. Acesso em: 9 jan. 2025. Com supressões, adaptações e grifos nossos)
Esta questão avalia conhecimentos sobre itens diversos do conteúdo previsto no Edital. Assinale a alternativa que traz a informação correta sobre o respectivo item em avaliação.  
Alternativas
Q4260449 Português
O primeiro e-mail surgiu em 1971, quando o programador Ray Tomlinson precisava se comunicar com os colegas do mesmo projeto que ele, o ARPANET, que é basicamente o que a gente conhece hoje por Internet. Ele criou então um aplicativo de troca de mensagens de texto. E essa ficou conhecida como a primeira troca de e-mails da história. O primeiro envio em massa aconteceu em 1978, quando Gary Thuerk enviou uma promoção de computadores da empresa em que ele trabalhava para aproximadamente 400 pessoas. Isso gerou uma grande receita para empresa, mas também ficou conhecido como o primeiro envio de SPAM, já que ele não possuía autorização para enviar a mensagem para aqueles contatos. Com a chegada do FAX em 1989, muitos especialistas da época acreditavam que era o fim do e-mail, já que nada poderia substituir o uso do papel. Mas o avanço da Internet foi tão grande que muitas pessoas já utilizavam o e-mail em universidades e grandes empresas, pois o custo ainda era muito alto. A popularização do e-mail aconteceu em 1996, quando o Hotmail disponibilizou contas gratuitas na web para o público em geral. As empresas viram no e-mail, um ótimo ponto de contato com seus clientes e uma oportunidade para comercializar seus produtos, criando ações de e-mail marketing. Em 2008, mais de 92% do tráfego de e-mail era de SPAM. Os provedores começaram a cuidar esse tipo de mensagem e a utilizar filtros anti-spam. Então, em 2016, esse número já havia caído para 59%. Grandes provedores utilizam não somente filtros anti-spam, mas também análises de comportamento e engajamento de seus usuários. Assim, o Google garante hoje que menos de 1% dos e-mails que chegam à caixa de entrada de seus usuários pode ser SPАМ.
Disponível em: <https://www.dinamize.com.br/blog/infografico-evolucao-email>. Acesso em: 20 jul. 2025.


Com base no texto apresentado sobre a história do e-mail, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4260445 Português
A senhora, uma dona de casa, estava na feira, no caminhão que vende galinhas. O vendedor ofereceu a ela uma galinha. Ela olhou para a galinha, passou a mão embaixo das asas da galinha, apalpou o peito da galinha, alisou as coxas da galinha, depois tornou a colocar a galinha na banca e disse para o vendedor:
— Não presta! Aí o vendedor olhou para ela e disse:  — Também, madame, num exame assim nem a senhora passava.
Millôr Fernandes. Extraído de: ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo: Parábola, 2005, p. 76.

Cinco são as sequências textuais principais: narrativa, descritiva, argumentativa, injuntiva e dialogal. Com relação às sequências textuais presentes no texto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4260444 Português
METONÍMIA
Baseado numa relação de contiguidade, origina-se este tropo das ideias evocadas por outra com a qual apresentam certa interdependência.
Se eu leio Os Lusíadas, lembro-me de Camões, seu autor; se me refiro a navio, vêm-me à lembrança as suas velas — partes que são daquele todo.
Consiste, então, a metonímia em tomar-se, por exemplo: 
  O efeito pela causa: As cãs inspiram respeito (a velhice).  • O autor pela obra: Ler Machado de Assis. Havia no salão um Rafael.   O continente pelo conteúdo: Tomar uma taça de chá, uma garrafa de vinho.   A parte pelo todo: Completou quinze primaveras (quinze anos).   O singular pelo plural: A mulher tem sempre rara intuição (as mulheres).   A matéria pela obra: Tangem os bronzes (os sinos). 
ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática normativa da língua portuguesa. 49. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011, p. 603 (adaptado).

De acordo com a conceituação de metonímia apresentada, assinale a alternativa em que o elemento destacado tem sentido metonímico. 
Alternativas
Q4260443 Português
COMO O USO DE OZEMPIC PODE ATRAPALHAR SUA VIDA AMOROSA Efeitos colaterais do medicamento ainda estão sendo estudados.
Por Duda Monteiro de Barros — 17 jul. 2025

Um estudo recente do Instituto Kinsey com 2.000 americanos revelou que, embora 59% dos usuários de medicamentos como Ozempic relatem mudanças em sua vida amorosa, nem todas são positivas. A pesquisa mostrou que 16% dos usuários experimentaram diminuição da libido, enquanto 12% relataram piora na função sexual. Além disso, 60% dos homens usuários admitiram preocupação em serem julgados por recorrerem ao medicamento.
Os dados apontam para um paradoxo: enquanto 14% dos usuários obtiveram mais matches emapps de namoro após a perda de peso, muitos enfrentam novos desafios. O estudo identificou que a rápida transformação física pode desencadear inseguranças, com 17% comprando roupas novas para exibir o corpo, mas outros desenvolvendo ansiedade sobre como manter a nova imagem.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/janela-indiscreta/como-o-uso-de-ozempic-pode-atrapalhar-sua-vida-amorosa/. Acesso em: 17 jul. 2025.

De acordo com o texto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4260161 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. Os parágrafos estão numerados e algumas palavras ou segmentos textuais estão sublinhados para facilitar sua identificação pelos candidatos.


A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho: uma análise jurídica e social


Gilda Figueiredo Ferraz de Andrade


[...]

[1] Este artigo explora os aspectos jurídicos e sociais da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho, destacando os desafios e as perspectivas de avanço.

[2] A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu art. 7º, inciso XXXI, a proibição de discriminação por idade para efeitos de admissão ao trabalho. Além disso, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), em seu art. 27, veio garantir a proteção contra a discriminação no mercado de trabalho e tem promovido o acesso da pessoa idosa a programas de capacitação e reinserção profissional.

[3] Essas normas refletem a necessidade de garantir igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, reconhecendo a experiência e a contribuição da população idosa para a sociedade, entretanto a efetividade dessas disposições depende de sua implementação prática e da conscientização social sobre a importância da inclusão.

[4] A inserção da terceira idade no mercado de trabalho não é apenas uma questão de direitos, mas também de desenvolvimento social e econômico. A experiência acumulada por esses trabalhadores pode ser um diferencial competitivo, realidade que contribuirá para a inovação e a transmissão de conhecimento no ambiente profissional, entretanto desafios significativos permanecem, como o preconceito etário e a falta de adaptação das empresas às necessidades dos idosos. A ausência de políticas voltadas para a capacitação e a reinserção profissional também limita, e muito, as oportunidades para essa faixa etária.

[5] A promoção da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho requer esforços coordenados entre o setor público e o privado. Políticas públicas, como incentivos fiscais para empresas que contratem idosos, e programas de capacitação específicos são fundamentais para garantir a empregabilidade desse importante nicho populacional.

[6] Demais disso, iniciativas privadas podem desempenhar um papel importante, como a criação de ambientes de trabalho inclusivos e flexíveis, que atendam às necessidades de saúde e bem-estar dos trabalhadores idosos.

[7] Com o envelhecimento populacional, urge repensar o papel da terceira idade no mercado de trabalho. A transição para uma economia mais inclusiva exige não apenas mudanças legais, mas também transformações culturais que valorizem a diversidade etária. A Agenda 2030 da ONU, por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8, reforça a necessidade de promover o trabalho decente para todos, independentemente da idade. Essa diretriz pode orientar a criação de políticas mais abrangentes e eficazes no Brasil e no mundo.

[8] A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho é uma questão central para a promoção da igualdade e do desenvolvimento sustentável. Embora o Brasil possua um arcabouço jurídico que garante o direito ao trabalho sem discriminação etária, a implementação de políticas públicas e iniciativas privadas ainda é um desafio. Somente por meio de esforços conjuntos será possível construir um mercado de trabalho verdadeiramente inclusivo para a população idosa.


(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/422388/ terceira-idade-no-mercado-de-trabalho-analise-juridica-e-social. Acesso em: 9 jan. 2025. Com supressões, adaptações e grifos nossos)
No segundo parágrafo [2], a partir da comparação entre “art. 7º” e “art. 27”, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4260160 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. Os parágrafos estão numerados e algumas palavras ou segmentos textuais estão sublinhados para facilitar sua identificação pelos candidatos.


A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho: uma análise jurídica e social


Gilda Figueiredo Ferraz de Andrade


[...]

[1] Este artigo explora os aspectos jurídicos e sociais da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho, destacando os desafios e as perspectivas de avanço.

[2] A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu art. 7º, inciso XXXI, a proibição de discriminação por idade para efeitos de admissão ao trabalho. Além disso, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), em seu art. 27, veio garantir a proteção contra a discriminação no mercado de trabalho e tem promovido o acesso da pessoa idosa a programas de capacitação e reinserção profissional.

[3] Essas normas refletem a necessidade de garantir igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, reconhecendo a experiência e a contribuição da população idosa para a sociedade, entretanto a efetividade dessas disposições depende de sua implementação prática e da conscientização social sobre a importância da inclusão.

[4] A inserção da terceira idade no mercado de trabalho não é apenas uma questão de direitos, mas também de desenvolvimento social e econômico. A experiência acumulada por esses trabalhadores pode ser um diferencial competitivo, realidade que contribuirá para a inovação e a transmissão de conhecimento no ambiente profissional, entretanto desafios significativos permanecem, como o preconceito etário e a falta de adaptação das empresas às necessidades dos idosos. A ausência de políticas voltadas para a capacitação e a reinserção profissional também limita, e muito, as oportunidades para essa faixa etária.

[5] A promoção da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho requer esforços coordenados entre o setor público e o privado. Políticas públicas, como incentivos fiscais para empresas que contratem idosos, e programas de capacitação específicos são fundamentais para garantir a empregabilidade desse importante nicho populacional.

[6] Demais disso, iniciativas privadas podem desempenhar um papel importante, como a criação de ambientes de trabalho inclusivos e flexíveis, que atendam às necessidades de saúde e bem-estar dos trabalhadores idosos.

[7] Com o envelhecimento populacional, urge repensar o papel da terceira idade no mercado de trabalho. A transição para uma economia mais inclusiva exige não apenas mudanças legais, mas também transformações culturais que valorizem a diversidade etária. A Agenda 2030 da ONU, por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8, reforça a necessidade de promover o trabalho decente para todos, independentemente da idade. Essa diretriz pode orientar a criação de políticas mais abrangentes e eficazes no Brasil e no mundo.

[8] A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho é uma questão central para a promoção da igualdade e do desenvolvimento sustentável. Embora o Brasil possua um arcabouço jurídico que garante o direito ao trabalho sem discriminação etária, a implementação de políticas públicas e iniciativas privadas ainda é um desafio. Somente por meio de esforços conjuntos será possível construir um mercado de trabalho verdadeiramente inclusivo para a população idosa.


(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/422388/ terceira-idade-no-mercado-de-trabalho-analise-juridica-e-social. Acesso em: 9 jan. 2025. Com supressões, adaptações e grifos nossos)
O modo como a autora emprega a expressão “terceira idade” no texto (título, [1], [4], [5], [7], [8]) corresponde a uma figura de linguagem. Em qual das alternativas é apontada essa figura?
Alternativas
Q4260158 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. Os parágrafos estão numerados e algumas palavras ou segmentos textuais estão sublinhados para facilitar sua identificação pelos candidatos.


A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho: uma análise jurídica e social


Gilda Figueiredo Ferraz de Andrade


[...]

[1] Este artigo explora os aspectos jurídicos e sociais da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho, destacando os desafios e as perspectivas de avanço.

[2] A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu art. 7º, inciso XXXI, a proibição de discriminação por idade para efeitos de admissão ao trabalho. Além disso, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), em seu art. 27, veio garantir a proteção contra a discriminação no mercado de trabalho e tem promovido o acesso da pessoa idosa a programas de capacitação e reinserção profissional.

[3] Essas normas refletem a necessidade de garantir igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, reconhecendo a experiência e a contribuição da população idosa para a sociedade, entretanto a efetividade dessas disposições depende de sua implementação prática e da conscientização social sobre a importância da inclusão.

[4] A inserção da terceira idade no mercado de trabalho não é apenas uma questão de direitos, mas também de desenvolvimento social e econômico. A experiência acumulada por esses trabalhadores pode ser um diferencial competitivo, realidade que contribuirá para a inovação e a transmissão de conhecimento no ambiente profissional, entretanto desafios significativos permanecem, como o preconceito etário e a falta de adaptação das empresas às necessidades dos idosos. A ausência de políticas voltadas para a capacitação e a reinserção profissional também limita, e muito, as oportunidades para essa faixa etária.

[5] A promoção da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho requer esforços coordenados entre o setor público e o privado. Políticas públicas, como incentivos fiscais para empresas que contratem idosos, e programas de capacitação específicos são fundamentais para garantir a empregabilidade desse importante nicho populacional.

[6] Demais disso, iniciativas privadas podem desempenhar um papel importante, como a criação de ambientes de trabalho inclusivos e flexíveis, que atendam às necessidades de saúde e bem-estar dos trabalhadores idosos.

[7] Com o envelhecimento populacional, urge repensar o papel da terceira idade no mercado de trabalho. A transição para uma economia mais inclusiva exige não apenas mudanças legais, mas também transformações culturais que valorizem a diversidade etária. A Agenda 2030 da ONU, por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8, reforça a necessidade de promover o trabalho decente para todos, independentemente da idade. Essa diretriz pode orientar a criação de políticas mais abrangentes e eficazes no Brasil e no mundo.

[8] A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho é uma questão central para a promoção da igualdade e do desenvolvimento sustentável. Embora o Brasil possua um arcabouço jurídico que garante o direito ao trabalho sem discriminação etária, a implementação de políticas públicas e iniciativas privadas ainda é um desafio. Somente por meio de esforços conjuntos será possível construir um mercado de trabalho verdadeiramente inclusivo para a população idosa.


(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/422388/ terceira-idade-no-mercado-de-trabalho-analise-juridica-e-social. Acesso em: 9 jan. 2025. Com supressões, adaptações e grifos nossos)
Em qual das alternativas são apontados dois tipos de sequências textuais presentes no texto? 
Alternativas
Q4260157 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. Os parágrafos estão numerados e algumas palavras ou segmentos textuais estão sublinhados para facilitar sua identificação pelos candidatos.


A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho: uma análise jurídica e social


Gilda Figueiredo Ferraz de Andrade


[...]

[1] Este artigo explora os aspectos jurídicos e sociais da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho, destacando os desafios e as perspectivas de avanço.

[2] A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu art. 7º, inciso XXXI, a proibição de discriminação por idade para efeitos de admissão ao trabalho. Além disso, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), em seu art. 27, veio garantir a proteção contra a discriminação no mercado de trabalho e tem promovido o acesso da pessoa idosa a programas de capacitação e reinserção profissional.

[3] Essas normas refletem a necessidade de garantir igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, reconhecendo a experiência e a contribuição da população idosa para a sociedade, entretanto a efetividade dessas disposições depende de sua implementação prática e da conscientização social sobre a importância da inclusão.

[4] A inserção da terceira idade no mercado de trabalho não é apenas uma questão de direitos, mas também de desenvolvimento social e econômico. A experiência acumulada por esses trabalhadores pode ser um diferencial competitivo, realidade que contribuirá para a inovação e a transmissão de conhecimento no ambiente profissional, entretanto desafios significativos permanecem, como o preconceito etário e a falta de adaptação das empresas às necessidades dos idosos. A ausência de políticas voltadas para a capacitação e a reinserção profissional também limita, e muito, as oportunidades para essa faixa etária.

[5] A promoção da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho requer esforços coordenados entre o setor público e o privado. Políticas públicas, como incentivos fiscais para empresas que contratem idosos, e programas de capacitação específicos são fundamentais para garantir a empregabilidade desse importante nicho populacional.

[6] Demais disso, iniciativas privadas podem desempenhar um papel importante, como a criação de ambientes de trabalho inclusivos e flexíveis, que atendam às necessidades de saúde e bem-estar dos trabalhadores idosos.

[7] Com o envelhecimento populacional, urge repensar o papel da terceira idade no mercado de trabalho. A transição para uma economia mais inclusiva exige não apenas mudanças legais, mas também transformações culturais que valorizem a diversidade etária. A Agenda 2030 da ONU, por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8, reforça a necessidade de promover o trabalho decente para todos, independentemente da idade. Essa diretriz pode orientar a criação de políticas mais abrangentes e eficazes no Brasil e no mundo.

[8] A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho é uma questão central para a promoção da igualdade e do desenvolvimento sustentável. Embora o Brasil possua um arcabouço jurídico que garante o direito ao trabalho sem discriminação etária, a implementação de políticas públicas e iniciativas privadas ainda é um desafio. Somente por meio de esforços conjuntos será possível construir um mercado de trabalho verdadeiramente inclusivo para a população idosa.


(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/422388/ terceira-idade-no-mercado-de-trabalho-analise-juridica-e-social. Acesso em: 9 jan. 2025. Com supressões, adaptações e grifos nossos)
Assinale a alternativa que traz três palavras que são empregadas no texto como substantivos.
Alternativas
Q4260156 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. Os parágrafos estão numerados e algumas palavras ou segmentos textuais estão sublinhados para facilitar sua identificação pelos candidatos.


A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho: uma análise jurídica e social


Gilda Figueiredo Ferraz de Andrade


[...]

[1] Este artigo explora os aspectos jurídicos e sociais da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho, destacando os desafios e as perspectivas de avanço.

[2] A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu art. 7º, inciso XXXI, a proibição de discriminação por idade para efeitos de admissão ao trabalho. Além disso, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), em seu art. 27, veio garantir a proteção contra a discriminação no mercado de trabalho e tem promovido o acesso da pessoa idosa a programas de capacitação e reinserção profissional.

[3] Essas normas refletem a necessidade de garantir igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, reconhecendo a experiência e a contribuição da população idosa para a sociedade, entretanto a efetividade dessas disposições depende de sua implementação prática e da conscientização social sobre a importância da inclusão.

[4] A inserção da terceira idade no mercado de trabalho não é apenas uma questão de direitos, mas também de desenvolvimento social e econômico. A experiência acumulada por esses trabalhadores pode ser um diferencial competitivo, realidade que contribuirá para a inovação e a transmissão de conhecimento no ambiente profissional, entretanto desafios significativos permanecem, como o preconceito etário e a falta de adaptação das empresas às necessidades dos idosos. A ausência de políticas voltadas para a capacitação e a reinserção profissional também limita, e muito, as oportunidades para essa faixa etária.

[5] A promoção da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho requer esforços coordenados entre o setor público e o privado. Políticas públicas, como incentivos fiscais para empresas que contratem idosos, e programas de capacitação específicos são fundamentais para garantir a empregabilidade desse importante nicho populacional.

[6] Demais disso, iniciativas privadas podem desempenhar um papel importante, como a criação de ambientes de trabalho inclusivos e flexíveis, que atendam às necessidades de saúde e bem-estar dos trabalhadores idosos.

[7] Com o envelhecimento populacional, urge repensar o papel da terceira idade no mercado de trabalho. A transição para uma economia mais inclusiva exige não apenas mudanças legais, mas também transformações culturais que valorizem a diversidade etária. A Agenda 2030 da ONU, por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8, reforça a necessidade de promover o trabalho decente para todos, independentemente da idade. Essa diretriz pode orientar a criação de políticas mais abrangentes e eficazes no Brasil e no mundo.

[8] A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho é uma questão central para a promoção da igualdade e do desenvolvimento sustentável. Embora o Brasil possua um arcabouço jurídico que garante o direito ao trabalho sem discriminação etária, a implementação de políticas públicas e iniciativas privadas ainda é um desafio. Somente por meio de esforços conjuntos será possível construir um mercado de trabalho verdadeiramente inclusivo para a população idosa.


(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/422388/ terceira-idade-no-mercado-de-trabalho-analise-juridica-e-social. Acesso em: 9 jan. 2025. Com supressões, adaptações e grifos nossos)
Há, no texto, um problema de organização textual que interfere (negativamente) na coesão. Em qual das alternativas se aponta essa falha coesiva e uma possível solução para o problema? 
Alternativas
Q4260155 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. Os parágrafos estão numerados e algumas palavras ou segmentos textuais estão sublinhados para facilitar sua identificação pelos candidatos.


A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho: uma análise jurídica e social


Gilda Figueiredo Ferraz de Andrade


[...]

[1] Este artigo explora os aspectos jurídicos e sociais da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho, destacando os desafios e as perspectivas de avanço.

[2] A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu art. 7º, inciso XXXI, a proibição de discriminação por idade para efeitos de admissão ao trabalho. Além disso, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), em seu art. 27, veio garantir a proteção contra a discriminação no mercado de trabalho e tem promovido o acesso da pessoa idosa a programas de capacitação e reinserção profissional.

[3] Essas normas refletem a necessidade de garantir igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, reconhecendo a experiência e a contribuição da população idosa para a sociedade, entretanto a efetividade dessas disposições depende de sua implementação prática e da conscientização social sobre a importância da inclusão.

[4] A inserção da terceira idade no mercado de trabalho não é apenas uma questão de direitos, mas também de desenvolvimento social e econômico. A experiência acumulada por esses trabalhadores pode ser um diferencial competitivo, realidade que contribuirá para a inovação e a transmissão de conhecimento no ambiente profissional, entretanto desafios significativos permanecem, como o preconceito etário e a falta de adaptação das empresas às necessidades dos idosos. A ausência de políticas voltadas para a capacitação e a reinserção profissional também limita, e muito, as oportunidades para essa faixa etária.

[5] A promoção da inclusão da terceira idade no mercado de trabalho requer esforços coordenados entre o setor público e o privado. Políticas públicas, como incentivos fiscais para empresas que contratem idosos, e programas de capacitação específicos são fundamentais para garantir a empregabilidade desse importante nicho populacional.

[6] Demais disso, iniciativas privadas podem desempenhar um papel importante, como a criação de ambientes de trabalho inclusivos e flexíveis, que atendam às necessidades de saúde e bem-estar dos trabalhadores idosos.

[7] Com o envelhecimento populacional, urge repensar o papel da terceira idade no mercado de trabalho. A transição para uma economia mais inclusiva exige não apenas mudanças legais, mas também transformações culturais que valorizem a diversidade etária. A Agenda 2030 da ONU, por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8, reforça a necessidade de promover o trabalho decente para todos, independentemente da idade. Essa diretriz pode orientar a criação de políticas mais abrangentes e eficazes no Brasil e no mundo.

[8] A inclusão da terceira idade no mercado de trabalho é uma questão central para a promoção da igualdade e do desenvolvimento sustentável. Embora o Brasil possua um arcabouço jurídico que garante o direito ao trabalho sem discriminação etária, a implementação de políticas públicas e iniciativas privadas ainda é um desafio. Somente por meio de esforços conjuntos será possível construir um mercado de trabalho verdadeiramente inclusivo para a população idosa.


(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/422388/ terceira-idade-no-mercado-de-trabalho-analise-juridica-e-social. Acesso em: 9 jan. 2025. Com supressões, adaptações e grifos nossos)
Esta questão avalia conhecimentos sobre pontuação e suas implicações na construção de sentidos no texto (compreensão e interpretação). Assinale a alternativa que traz o comentário correto.
Alternativas
Q4259899 Português

Choro não é birra: como lidar com o estresse das crianças sem violência


Jéssica Andrade


Na porta da escola, Luísa, de 7 anos, chorava e se agarrava aos pais. O nascimento do irmão, Arthur, havia mexido com seu mundo interno. Ela temia perder espaço no coração da família. Ao perceber a delicadeza da situação, os educadores criaram uma estratégia lúdica. Todos os dias, uma "fada" deixava uma carta com atividades especiais para a menina. O encantamento transformou lágrimas em alegria. A resistência em entrar virou entusiasmo. O que poderia ser visto como "birra" era, na verdade, frustração diante de uma mudança emocional intensa.


Para a psicóloga Márcia Tosin, autora do best-seller Criação Neurocompatível, esse exemplo ilustra o equívoco de reduzir episódios complexos da infância à palavra birra. "Quando chamamos o comportamento de birra, escondemos toda a complexidade do que está acontecendo. Essa palavra carrega um peso cultural: sugere que a criança faz de propósito para incomodar o adulto. Mas o que chamamos de birra é, na verdade, um colapso de autorregulação, um cérebro ainda imaturo tentando dar conta de emoções intensas", explica.


Márcia defende que mudar a palavra é mudar o olhar e, consequentemente, mudar a forma de educar. "O choro não é drama, a raiva não é manha, a tristeza não é frescura. Quando o adulto deslegitima emoções, exige da criança uma maturidade que ela ainda não pode ter. Ao nomear de outra forma, como crise emocional, dificuldade de autorregulação, explosão de sentimentos, abrimos espaço para enxergar a criança como sujeito em crescimento, não como um pequeno rebelde", afirma a psicóloga. Na avaliação dela, usar o termo birra está diretamente ligado ao adultocentrismo — a visão de que o adulto é o centro e não deve ser incomodado. "Essa postura impede empatia, compreensão e respostas educativas mais saudáveis."


A neurociência explica por que as crianças apresentam esse comportamento diante das frustrações. O córtex pré-frontal, responsável por regular impulsos, ainda está em desenvolvimento. Já a amígdala cerebral, que dispara reações de luta, fuga ou congelamento, age de forma imediata. "Respeitar é reconhecer que esses colapsos não são ataques intencionais. A criança não consegue se regular sozinha justamente por essa imaturidade. Ela precisa do adulto como corregulador. Quando encontra calma no outro, vai, pouco a pouco, construindo trilhas neurais de autorregulação", detalha Márcia.


A terapeuta ocupacional Pabline Cavalcante complementa que, além de episódios como o da Luísa, a frustração pode se manifestar de formas emocionais, motoras, sociais e sensoriais. "Na prática, vemos gritos, choros, mordidas, tapas, jogar objetos ou até paralisação. O primeiro passo, em qualquer ambiente, é garantir que a criança se sinta segura." Pabline explica que a criança também pode apresentar o comportamento por causa do excesso de estímulos sensoriais como barulho, luz ou toques que ultrapassam a capacidade de processamento do cérebro. Além disso, o que parece birra pode ser ainda uma necessidade básica não atendida, como sono, fome, higiene ou contato e conexão com o adulto cuidador.


Estratégias eficazes incluem compreensão dos pais, da família, da escola e da sociedade sobre o processo de desenvolvimento humano. Pabline também destaca a importância de ambientes que permitam à criança correr, pular ou dançar para se reorganizar, além de rotinas visuais que antecipam atividades cotidianas ou mudanças.


Para os pais, lidar com frustrações exige prática, paciência e muito autocontrole. A jornalista Luciane Improta, mãe da Olívia, de 2 anos, diz que o maior desafio é se manter calma diante do choro intenso. "Para nós, adultos, parece desproporcional. Mas, para a criança, é muito importante. Nosso esforço é justamente esse: estar calmos para conseguir acalmá-la, validar o sentimento e explicar com palavras o que está acontecendo para que a criança aprenda a identificar as emoções."


A vivência em ambiente escolar também ensina a família que não se trata de violência intencional. "A escola nos orientou que nem sempre é fazer o que a criança quer, é que reforçar o limite por meio das palavras ajuda até mesmo a criança a se sentir segura. Hoje, vemos mudanças: choros mais curtos, pausas para refletir e até o uso de palavras no lugar de gestos impulsivos."


Já a família de Luísa e Arthur viu a parceria da escola transformar um momento de insegurança em encantamento. "Sentimos que não estavam acolhendo só a criança, mas toda a família. Esse olhar individualizado fez com que a Luísa se sentisse vista, amada e respeitada, mesmo em meio ao turbilhão emocional que vivia em casa", afirma a mãe, Cristiane Teixeira.



Disponível em:

<https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2025/09/7239945-choro-nao-e-birra-como-lidarcom-o-estresse-das-criancas.html>

 Leia o parágrafo a seguir.


A neurociência explica por que as crianças apresentam esse comportamento diante das frustrações. O córtex pré-frontal, responsável por regular impulsos, ainda está em desenvolvimento. Já a amígdala cerebral, que dispara reações de luta, fuga ou congelamento, age de forma imediata. "Respeitar é reconhecer que esses colapsos não são ataques intencionais. A criança não consegue se regular sozinha justamente por essa imaturidade. Ela precisa do adulto como corregulador. Quando encontra calma no outro, vai, pouco a pouco, construindo trilhas neurais de autorregulação", detalha Márcia.



Considerando que um parágrafo é constituído por uma ideia central e outras secundárias, a ideia central deste parágrafo está expressa na frase:

Alternativas
Q4259898 Português

Choro não é birra: como lidar com o estresse das crianças sem violência


Jéssica Andrade


Na porta da escola, Luísa, de 7 anos, chorava e se agarrava aos pais. O nascimento do irmão, Arthur, havia mexido com seu mundo interno. Ela temia perder espaço no coração da família. Ao perceber a delicadeza da situação, os educadores criaram uma estratégia lúdica. Todos os dias, uma "fada" deixava uma carta com atividades especiais para a menina. O encantamento transformou lágrimas em alegria. A resistência em entrar virou entusiasmo. O que poderia ser visto como "birra" era, na verdade, frustração diante de uma mudança emocional intensa.


Para a psicóloga Márcia Tosin, autora do best-seller Criação Neurocompatível, esse exemplo ilustra o equívoco de reduzir episódios complexos da infância à palavra birra. "Quando chamamos o comportamento de birra, escondemos toda a complexidade do que está acontecendo. Essa palavra carrega um peso cultural: sugere que a criança faz de propósito para incomodar o adulto. Mas o que chamamos de birra é, na verdade, um colapso de autorregulação, um cérebro ainda imaturo tentando dar conta de emoções intensas", explica.


Márcia defende que mudar a palavra é mudar o olhar e, consequentemente, mudar a forma de educar. "O choro não é drama, a raiva não é manha, a tristeza não é frescura. Quando o adulto deslegitima emoções, exige da criança uma maturidade que ela ainda não pode ter. Ao nomear de outra forma, como crise emocional, dificuldade de autorregulação, explosão de sentimentos, abrimos espaço para enxergar a criança como sujeito em crescimento, não como um pequeno rebelde", afirma a psicóloga. Na avaliação dela, usar o termo birra está diretamente ligado ao adultocentrismo — a visão de que o adulto é o centro e não deve ser incomodado. "Essa postura impede empatia, compreensão e respostas educativas mais saudáveis."


A neurociência explica por que as crianças apresentam esse comportamento diante das frustrações. O córtex pré-frontal, responsável por regular impulsos, ainda está em desenvolvimento. Já a amígdala cerebral, que dispara reações de luta, fuga ou congelamento, age de forma imediata. "Respeitar é reconhecer que esses colapsos não são ataques intencionais. A criança não consegue se regular sozinha justamente por essa imaturidade. Ela precisa do adulto como corregulador. Quando encontra calma no outro, vai, pouco a pouco, construindo trilhas neurais de autorregulação", detalha Márcia.


A terapeuta ocupacional Pabline Cavalcante complementa que, além de episódios como o da Luísa, a frustração pode se manifestar de formas emocionais, motoras, sociais e sensoriais. "Na prática, vemos gritos, choros, mordidas, tapas, jogar objetos ou até paralisação. O primeiro passo, em qualquer ambiente, é garantir que a criança se sinta segura." Pabline explica que a criança também pode apresentar o comportamento por causa do excesso de estímulos sensoriais como barulho, luz ou toques que ultrapassam a capacidade de processamento do cérebro. Além disso, o que parece birra pode ser ainda uma necessidade básica não atendida, como sono, fome, higiene ou contato e conexão com o adulto cuidador.


Estratégias eficazes incluem compreensão dos pais, da família, da escola e da sociedade sobre o processo de desenvolvimento humano. Pabline também destaca a importância de ambientes que permitam à criança correr, pular ou dançar para se reorganizar, além de rotinas visuais que antecipam atividades cotidianas ou mudanças.


Para os pais, lidar com frustrações exige prática, paciência e muito autocontrole. A jornalista Luciane Improta, mãe da Olívia, de 2 anos, diz que o maior desafio é se manter calma diante do choro intenso. "Para nós, adultos, parece desproporcional. Mas, para a criança, é muito importante. Nosso esforço é justamente esse: estar calmos para conseguir acalmá-la, validar o sentimento e explicar com palavras o que está acontecendo para que a criança aprenda a identificar as emoções."


A vivência em ambiente escolar também ensina a família que não se trata de violência intencional. "A escola nos orientou que nem sempre é fazer o que a criança quer, é que reforçar o limite por meio das palavras ajuda até mesmo a criança a se sentir segura. Hoje, vemos mudanças: choros mais curtos, pausas para refletir e até o uso de palavras no lugar de gestos impulsivos."


Já a família de Luísa e Arthur viu a parceria da escola transformar um momento de insegurança em encantamento. "Sentimos que não estavam acolhendo só a criança, mas toda a família. Esse olhar individualizado fez com que a Luísa se sentisse vista, amada e respeitada, mesmo em meio ao turbilhão emocional que vivia em casa", afirma a mãe, Cristiane Teixeira.



Disponível em:

<https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2025/09/7239945-choro-nao-e-birra-como-lidarcom-o-estresse-das-criancas.html>

 No período abaixo, há o uso correto do “porquê”.


“A neurociência explica por que as crianças apresentam esse comportamento diante das frustrações”.


O uso do “porquê” também está corretamente grafada em:

Alternativas
Q4259897 Português

Choro não é birra: como lidar com o estresse das crianças sem violência


Jéssica Andrade


Na porta da escola, Luísa, de 7 anos, chorava e se agarrava aos pais. O nascimento do irmão, Arthur, havia mexido com seu mundo interno. Ela temia perder espaço no coração da família. Ao perceber a delicadeza da situação, os educadores criaram uma estratégia lúdica. Todos os dias, uma "fada" deixava uma carta com atividades especiais para a menina. O encantamento transformou lágrimas em alegria. A resistência em entrar virou entusiasmo. O que poderia ser visto como "birra" era, na verdade, frustração diante de uma mudança emocional intensa.


Para a psicóloga Márcia Tosin, autora do best-seller Criação Neurocompatível, esse exemplo ilustra o equívoco de reduzir episódios complexos da infância à palavra birra. "Quando chamamos o comportamento de birra, escondemos toda a complexidade do que está acontecendo. Essa palavra carrega um peso cultural: sugere que a criança faz de propósito para incomodar o adulto. Mas o que chamamos de birra é, na verdade, um colapso de autorregulação, um cérebro ainda imaturo tentando dar conta de emoções intensas", explica.


Márcia defende que mudar a palavra é mudar o olhar e, consequentemente, mudar a forma de educar. "O choro não é drama, a raiva não é manha, a tristeza não é frescura. Quando o adulto deslegitima emoções, exige da criança uma maturidade que ela ainda não pode ter. Ao nomear de outra forma, como crise emocional, dificuldade de autorregulação, explosão de sentimentos, abrimos espaço para enxergar a criança como sujeito em crescimento, não como um pequeno rebelde", afirma a psicóloga. Na avaliação dela, usar o termo birra está diretamente ligado ao adultocentrismo — a visão de que o adulto é o centro e não deve ser incomodado. "Essa postura impede empatia, compreensão e respostas educativas mais saudáveis."


A neurociência explica por que as crianças apresentam esse comportamento diante das frustrações. O córtex pré-frontal, responsável por regular impulsos, ainda está em desenvolvimento. Já a amígdala cerebral, que dispara reações de luta, fuga ou congelamento, age de forma imediata. "Respeitar é reconhecer que esses colapsos não são ataques intencionais. A criança não consegue se regular sozinha justamente por essa imaturidade. Ela precisa do adulto como corregulador. Quando encontra calma no outro, vai, pouco a pouco, construindo trilhas neurais de autorregulação", detalha Márcia.


A terapeuta ocupacional Pabline Cavalcante complementa que, além de episódios como o da Luísa, a frustração pode se manifestar de formas emocionais, motoras, sociais e sensoriais. "Na prática, vemos gritos, choros, mordidas, tapas, jogar objetos ou até paralisação. O primeiro passo, em qualquer ambiente, é garantir que a criança se sinta segura." Pabline explica que a criança também pode apresentar o comportamento por causa do excesso de estímulos sensoriais como barulho, luz ou toques que ultrapassam a capacidade de processamento do cérebro. Além disso, o que parece birra pode ser ainda uma necessidade básica não atendida, como sono, fome, higiene ou contato e conexão com o adulto cuidador.


Estratégias eficazes incluem compreensão dos pais, da família, da escola e da sociedade sobre o processo de desenvolvimento humano. Pabline também destaca a importância de ambientes que permitam à criança correr, pular ou dançar para se reorganizar, além de rotinas visuais que antecipam atividades cotidianas ou mudanças.


Para os pais, lidar com frustrações exige prática, paciência e muito autocontrole. A jornalista Luciane Improta, mãe da Olívia, de 2 anos, diz que o maior desafio é se manter calma diante do choro intenso. "Para nós, adultos, parece desproporcional. Mas, para a criança, é muito importante. Nosso esforço é justamente esse: estar calmos para conseguir acalmá-la, validar o sentimento e explicar com palavras o que está acontecendo para que a criança aprenda a identificar as emoções."


A vivência em ambiente escolar também ensina a família que não se trata de violência intencional. "A escola nos orientou que nem sempre é fazer o que a criança quer, é que reforçar o limite por meio das palavras ajuda até mesmo a criança a se sentir segura. Hoje, vemos mudanças: choros mais curtos, pausas para refletir e até o uso de palavras no lugar de gestos impulsivos."


Já a família de Luísa e Arthur viu a parceria da escola transformar um momento de insegurança em encantamento. "Sentimos que não estavam acolhendo só a criança, mas toda a família. Esse olhar individualizado fez com que a Luísa se sentisse vista, amada e respeitada, mesmo em meio ao turbilhão emocional que vivia em casa", afirma a mãe, Cristiane Teixeira.



Disponível em:

<https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2025/09/7239945-choro-nao-e-birra-como-lidarcom-o-estresse-das-criancas.html>

Considere o período.


“O córtex pré-frontal, responsável por regular impulsos[..]”.


O substantivo relacionado ao verbo “regular” escreve-se, ortograficamente, como 

Alternativas
Q4259896 Português

Choro não é birra: como lidar com o estresse das crianças sem violência


Jéssica Andrade


Na porta da escola, Luísa, de 7 anos, chorava e se agarrava aos pais. O nascimento do irmão, Arthur, havia mexido com seu mundo interno. Ela temia perder espaço no coração da família. Ao perceber a delicadeza da situação, os educadores criaram uma estratégia lúdica. Todos os dias, uma "fada" deixava uma carta com atividades especiais para a menina. O encantamento transformou lágrimas em alegria. A resistência em entrar virou entusiasmo. O que poderia ser visto como "birra" era, na verdade, frustração diante de uma mudança emocional intensa.


Para a psicóloga Márcia Tosin, autora do best-seller Criação Neurocompatível, esse exemplo ilustra o equívoco de reduzir episódios complexos da infância à palavra birra. "Quando chamamos o comportamento de birra, escondemos toda a complexidade do que está acontecendo. Essa palavra carrega um peso cultural: sugere que a criança faz de propósito para incomodar o adulto. Mas o que chamamos de birra é, na verdade, um colapso de autorregulação, um cérebro ainda imaturo tentando dar conta de emoções intensas", explica.


Márcia defende que mudar a palavra é mudar o olhar e, consequentemente, mudar a forma de educar. "O choro não é drama, a raiva não é manha, a tristeza não é frescura. Quando o adulto deslegitima emoções, exige da criança uma maturidade que ela ainda não pode ter. Ao nomear de outra forma, como crise emocional, dificuldade de autorregulação, explosão de sentimentos, abrimos espaço para enxergar a criança como sujeito em crescimento, não como um pequeno rebelde", afirma a psicóloga. Na avaliação dela, usar o termo birra está diretamente ligado ao adultocentrismo — a visão de que o adulto é o centro e não deve ser incomodado. "Essa postura impede empatia, compreensão e respostas educativas mais saudáveis."


A neurociência explica por que as crianças apresentam esse comportamento diante das frustrações. O córtex pré-frontal, responsável por regular impulsos, ainda está em desenvolvimento. Já a amígdala cerebral, que dispara reações de luta, fuga ou congelamento, age de forma imediata. "Respeitar é reconhecer que esses colapsos não são ataques intencionais. A criança não consegue se regular sozinha justamente por essa imaturidade. Ela precisa do adulto como corregulador. Quando encontra calma no outro, vai, pouco a pouco, construindo trilhas neurais de autorregulação", detalha Márcia.


A terapeuta ocupacional Pabline Cavalcante complementa que, além de episódios como o da Luísa, a frustração pode se manifestar de formas emocionais, motoras, sociais e sensoriais. "Na prática, vemos gritos, choros, mordidas, tapas, jogar objetos ou até paralisação. O primeiro passo, em qualquer ambiente, é garantir que a criança se sinta segura." Pabline explica que a criança também pode apresentar o comportamento por causa do excesso de estímulos sensoriais como barulho, luz ou toques que ultrapassam a capacidade de processamento do cérebro. Além disso, o que parece birra pode ser ainda uma necessidade básica não atendida, como sono, fome, higiene ou contato e conexão com o adulto cuidador.


Estratégias eficazes incluem compreensão dos pais, da família, da escola e da sociedade sobre o processo de desenvolvimento humano. Pabline também destaca a importância de ambientes que permitam à criança correr, pular ou dançar para se reorganizar, além de rotinas visuais que antecipam atividades cotidianas ou mudanças.


Para os pais, lidar com frustrações exige prática, paciência e muito autocontrole. A jornalista Luciane Improta, mãe da Olívia, de 2 anos, diz que o maior desafio é se manter calma diante do choro intenso. "Para nós, adultos, parece desproporcional. Mas, para a criança, é muito importante. Nosso esforço é justamente esse: estar calmos para conseguir acalmá-la, validar o sentimento e explicar com palavras o que está acontecendo para que a criança aprenda a identificar as emoções."


A vivência em ambiente escolar também ensina a família que não se trata de violência intencional. "A escola nos orientou que nem sempre é fazer o que a criança quer, é que reforçar o limite por meio das palavras ajuda até mesmo a criança a se sentir segura. Hoje, vemos mudanças: choros mais curtos, pausas para refletir e até o uso de palavras no lugar de gestos impulsivos."


Já a família de Luísa e Arthur viu a parceria da escola transformar um momento de insegurança em encantamento. "Sentimos que não estavam acolhendo só a criança, mas toda a família. Esse olhar individualizado fez com que a Luísa se sentisse vista, amada e respeitada, mesmo em meio ao turbilhão emocional que vivia em casa", afirma a mãe, Cristiane Teixeira.



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<https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2025/09/7239945-choro-nao-e-birra-como-lidarcom-o-estresse-das-criancas.html>

Considerando as suas características, o texto possui elementos característicos do gênero
Alternativas
Q4259895 Português

Choro não é birra: como lidar com o estresse das crianças sem violência


Jéssica Andrade


Na porta da escola, Luísa, de 7 anos, chorava e se agarrava aos pais. O nascimento do irmão, Arthur, havia mexido com seu mundo interno. Ela temia perder espaço no coração da família. Ao perceber a delicadeza da situação, os educadores criaram uma estratégia lúdica. Todos os dias, uma "fada" deixava uma carta com atividades especiais para a menina. O encantamento transformou lágrimas em alegria. A resistência em entrar virou entusiasmo. O que poderia ser visto como "birra" era, na verdade, frustração diante de uma mudança emocional intensa.


Para a psicóloga Márcia Tosin, autora do best-seller Criação Neurocompatível, esse exemplo ilustra o equívoco de reduzir episódios complexos da infância à palavra birra. "Quando chamamos o comportamento de birra, escondemos toda a complexidade do que está acontecendo. Essa palavra carrega um peso cultural: sugere que a criança faz de propósito para incomodar o adulto. Mas o que chamamos de birra é, na verdade, um colapso de autorregulação, um cérebro ainda imaturo tentando dar conta de emoções intensas", explica.


Márcia defende que mudar a palavra é mudar o olhar e, consequentemente, mudar a forma de educar. "O choro não é drama, a raiva não é manha, a tristeza não é frescura. Quando o adulto deslegitima emoções, exige da criança uma maturidade que ela ainda não pode ter. Ao nomear de outra forma, como crise emocional, dificuldade de autorregulação, explosão de sentimentos, abrimos espaço para enxergar a criança como sujeito em crescimento, não como um pequeno rebelde", afirma a psicóloga. Na avaliação dela, usar o termo birra está diretamente ligado ao adultocentrismo — a visão de que o adulto é o centro e não deve ser incomodado. "Essa postura impede empatia, compreensão e respostas educativas mais saudáveis."


A neurociência explica por que as crianças apresentam esse comportamento diante das frustrações. O córtex pré-frontal, responsável por regular impulsos, ainda está em desenvolvimento. Já a amígdala cerebral, que dispara reações de luta, fuga ou congelamento, age de forma imediata. "Respeitar é reconhecer que esses colapsos não são ataques intencionais. A criança não consegue se regular sozinha justamente por essa imaturidade. Ela precisa do adulto como corregulador. Quando encontra calma no outro, vai, pouco a pouco, construindo trilhas neurais de autorregulação", detalha Márcia.


A terapeuta ocupacional Pabline Cavalcante complementa que, além de episódios como o da Luísa, a frustração pode se manifestar de formas emocionais, motoras, sociais e sensoriais. "Na prática, vemos gritos, choros, mordidas, tapas, jogar objetos ou até paralisação. O primeiro passo, em qualquer ambiente, é garantir que a criança se sinta segura." Pabline explica que a criança também pode apresentar o comportamento por causa do excesso de estímulos sensoriais como barulho, luz ou toques que ultrapassam a capacidade de processamento do cérebro. Além disso, o que parece birra pode ser ainda uma necessidade básica não atendida, como sono, fome, higiene ou contato e conexão com o adulto cuidador.


Estratégias eficazes incluem compreensão dos pais, da família, da escola e da sociedade sobre o processo de desenvolvimento humano. Pabline também destaca a importância de ambientes que permitam à criança correr, pular ou dançar para se reorganizar, além de rotinas visuais que antecipam atividades cotidianas ou mudanças.


Para os pais, lidar com frustrações exige prática, paciência e muito autocontrole. A jornalista Luciane Improta, mãe da Olívia, de 2 anos, diz que o maior desafio é se manter calma diante do choro intenso. "Para nós, adultos, parece desproporcional. Mas, para a criança, é muito importante. Nosso esforço é justamente esse: estar calmos para conseguir acalmá-la, validar o sentimento e explicar com palavras o que está acontecendo para que a criança aprenda a identificar as emoções."


A vivência em ambiente escolar também ensina a família que não se trata de violência intencional. "A escola nos orientou que nem sempre é fazer o que a criança quer, é que reforçar o limite por meio das palavras ajuda até mesmo a criança a se sentir segura. Hoje, vemos mudanças: choros mais curtos, pausas para refletir e até o uso de palavras no lugar de gestos impulsivos."


Já a família de Luísa e Arthur viu a parceria da escola transformar um momento de insegurança em encantamento. "Sentimos que não estavam acolhendo só a criança, mas toda a família. Esse olhar individualizado fez com que a Luísa se sentisse vista, amada e respeitada, mesmo em meio ao turbilhão emocional que vivia em casa", afirma a mãe, Cristiane Teixeira.



Disponível em:

<https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2025/09/7239945-choro-nao-e-birra-como-lidarcom-o-estresse-das-criancas.html>

 Apresenta linguagem conotativa:
Alternativas
Q4259894 Português

Choro não é birra: como lidar com o estresse das crianças sem violência


Jéssica Andrade


Na porta da escola, Luísa, de 7 anos, chorava e se agarrava aos pais. O nascimento do irmão, Arthur, havia mexido com seu mundo interno. Ela temia perder espaço no coração da família. Ao perceber a delicadeza da situação, os educadores criaram uma estratégia lúdica. Todos os dias, uma "fada" deixava uma carta com atividades especiais para a menina. O encantamento transformou lágrimas em alegria. A resistência em entrar virou entusiasmo. O que poderia ser visto como "birra" era, na verdade, frustração diante de uma mudança emocional intensa.


Para a psicóloga Márcia Tosin, autora do best-seller Criação Neurocompatível, esse exemplo ilustra o equívoco de reduzir episódios complexos da infância à palavra birra. "Quando chamamos o comportamento de birra, escondemos toda a complexidade do que está acontecendo. Essa palavra carrega um peso cultural: sugere que a criança faz de propósito para incomodar o adulto. Mas o que chamamos de birra é, na verdade, um colapso de autorregulação, um cérebro ainda imaturo tentando dar conta de emoções intensas", explica.


Márcia defende que mudar a palavra é mudar o olhar e, consequentemente, mudar a forma de educar. "O choro não é drama, a raiva não é manha, a tristeza não é frescura. Quando o adulto deslegitima emoções, exige da criança uma maturidade que ela ainda não pode ter. Ao nomear de outra forma, como crise emocional, dificuldade de autorregulação, explosão de sentimentos, abrimos espaço para enxergar a criança como sujeito em crescimento, não como um pequeno rebelde", afirma a psicóloga. Na avaliação dela, usar o termo birra está diretamente ligado ao adultocentrismo — a visão de que o adulto é o centro e não deve ser incomodado. "Essa postura impede empatia, compreensão e respostas educativas mais saudáveis."


A neurociência explica por que as crianças apresentam esse comportamento diante das frustrações. O córtex pré-frontal, responsável por regular impulsos, ainda está em desenvolvimento. Já a amígdala cerebral, que dispara reações de luta, fuga ou congelamento, age de forma imediata. "Respeitar é reconhecer que esses colapsos não são ataques intencionais. A criança não consegue se regular sozinha justamente por essa imaturidade. Ela precisa do adulto como corregulador. Quando encontra calma no outro, vai, pouco a pouco, construindo trilhas neurais de autorregulação", detalha Márcia.


A terapeuta ocupacional Pabline Cavalcante complementa que, além de episódios como o da Luísa, a frustração pode se manifestar de formas emocionais, motoras, sociais e sensoriais. "Na prática, vemos gritos, choros, mordidas, tapas, jogar objetos ou até paralisação. O primeiro passo, em qualquer ambiente, é garantir que a criança se sinta segura." Pabline explica que a criança também pode apresentar o comportamento por causa do excesso de estímulos sensoriais como barulho, luz ou toques que ultrapassam a capacidade de processamento do cérebro. Além disso, o que parece birra pode ser ainda uma necessidade básica não atendida, como sono, fome, higiene ou contato e conexão com o adulto cuidador.


Estratégias eficazes incluem compreensão dos pais, da família, da escola e da sociedade sobre o processo de desenvolvimento humano. Pabline também destaca a importância de ambientes que permitam à criança correr, pular ou dançar para se reorganizar, além de rotinas visuais que antecipam atividades cotidianas ou mudanças.


Para os pais, lidar com frustrações exige prática, paciência e muito autocontrole. A jornalista Luciane Improta, mãe da Olívia, de 2 anos, diz que o maior desafio é se manter calma diante do choro intenso. "Para nós, adultos, parece desproporcional. Mas, para a criança, é muito importante. Nosso esforço é justamente esse: estar calmos para conseguir acalmá-la, validar o sentimento e explicar com palavras o que está acontecendo para que a criança aprenda a identificar as emoções."


A vivência em ambiente escolar também ensina a família que não se trata de violência intencional. "A escola nos orientou que nem sempre é fazer o que a criança quer, é que reforçar o limite por meio das palavras ajuda até mesmo a criança a se sentir segura. Hoje, vemos mudanças: choros mais curtos, pausas para refletir e até o uso de palavras no lugar de gestos impulsivos."


Já a família de Luísa e Arthur viu a parceria da escola transformar um momento de insegurança em encantamento. "Sentimos que não estavam acolhendo só a criança, mas toda a família. Esse olhar individualizado fez com que a Luísa se sentisse vista, amada e respeitada, mesmo em meio ao turbilhão emocional que vivia em casa", afirma a mãe, Cristiane Teixeira.



Disponível em:

<https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2025/09/7239945-choro-nao-e-birra-como-lidarcom-o-estresse-das-criancas.html>

Leia o trecho a seguir. 


“Essa palavra carrega um peso cultural: sugere que a criança faz de propósito para incomodar o adulto. Mas o que chamamos de birra é, na verdade, um colapso de autorregulação, um cérebro ainda imaturo tentando dar conta de emoções intensas", explica”. 


O termo em destaque pode ser substituído, sem provocar alteração de sentido, por 

Alternativas
Q4259893 Português
Quando o adulto deslegitima emoções, exige da criança uma maturidade que ela ainda não pode ter. 
A palavra “que” é um
Alternativas
Respostas
17581: A
17582: B
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17584: E
17585: A
17586: D
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