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Questões de Concurso Sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 251.782 questões

Q4229363 Português
Leia atentamente as afirmativas a seguir e identifique em quais delas há a presença de uma oração subordinada substantiva completiva nominal.

I.A comissão manifestou a convicção de que o projeto atenderia aos requisitos previstos no edital.
II.Os pesquisadores afirmaram que os resultados seriam divulgados ao término da investigação.
III.O diretor declarou que os documentos seriam encaminhados ao setor competente ainda naquele dia.
IV.Os servidores demonstraram necessidade de que novas medidas fossem adotadas pela administração.
V.A equipe permaneceu confiante de que a proposta seria aprovada pelo conselho universitário.

Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas em que há oração subordinada substantiva completiva nominal.
Alternativas
Q4229200 Português
O ex-cineclubista

Aquele homem meio estrábico, ostentando um mau humor maior do que realmente poderia dedicar a quem lhe cruzasse o caminho e que agora entrava no cinema, numa segunda-feira à tarde, para assistir a um filme nem tão esperado, a não ser entre pingados amantes de cinematografias de cantões os mais exóticos, aquele homem, sim, sentou-se na sala de espera e chorou, simplesmente isso: chorou. Vieram lhe trazer um copo d'água logo afastado, alguém sentou-se ao lado e lhe perguntou se não passava bem, mas ele nada disse, rosnou, passou as narinas pela manga, levantou-se num ímpeto e assistiu ao melhor filme em muitos meses, só isso. Ao sair do cinema, chovia. Ficou sob a marquise, à espera da estiagem. Tão absorto no filme que se esqueceu de si. E não soube mais voltar. (João Gilberto Noll)
Considere o vocábulo ex-cineclubista, presente no título do conto de João Gilberto Noll e analise as assertivas a seguir:

I.O elemento cine, em cineclube, resulta de um processo de redução vocabular da palavra cinema.
II.O vocábulo cineclube é formado por composição, por reunir dois radicais em uma única palavra.
III.O vocábulo cineclubista é formado por derivação sufixal, mediante o acréscimo do sufixo-ista ao substantivo cineclube.
IV.O vocábulo ex-cineclubista é formado exclusivamente por derivação prefixal, uma vez que o prefixo ex- é acrescentado à palavra já formada.

Está(ão) correta(s):
Alternativas
Q4229199 Português
Nas conversas diárias, utiliza-se frequentemente a palavra "próprio" e ela se ajusta a várias situações. Leia os exemplos de diálogos:

I. - A Vera se veste diferente!
- É mesmo, é que ela tem um estilo próprio.
II. - A Lena já viu esse filme uma dezena de vezes! Eu não consigo ver o que ele tem de tão maravilhoso assim.
- É que ele é próprio para adolescente.
III. - Dora, o que eu faço? Ando tão preocupada com o Fabinho! Meu filho está impossível!
- Relaxa, Tânia! É próprio da idade. Com o tempo, ele se acomoda.

Nas ocorrências I, II e III, "próprio" − adjetivo - é sinônimo de, respectivamente:
Alternativas
Q4229198 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tire os homens da estante


Se não compro livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim

Eu te proponho um desafio: retire todos os livros escritos por homens da sua estante. Preste atenção no resultado. Provavelmente, há grandes lacunas, espaços em branco que refletem a falta de diversidade na escolha das nossas leituras. Se essa tarefa te parece muito desafiadora, fique tranquilo, porque eu já fiz isso com a minha estante há alguns anos. E, realmente, restou muito mais parede do que livros naquele cenário.

Agora imagina se a gente começar a fazer isso pensando em autoras e autores negros ou obras escritas por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Vamos além: deixar apenas livros de autores do Norte e do Nordeste do Brasil. O resultado chega a ser assustador. Será, então, que eu preciso começar a prestar atenção em quem estou lendo na hora de comprar a minha próxima leitura?

Quando trago esse tipo de reflexão nas minhas redes sociais, sempre recebo comentários como "eu escolho uma obra pela história e não pela autoria" ou "não me importa se o autor é homem ou branco". De acordo com essas pessoas, os espaços vazios na estante não passariam de uma mera coincidência. Eu não tenho dúvidas de que muita gente não faz essa escolha de forma proposital e realmente se deixa levar pelo automático. Mas o problema está justamente aí: se eu não estou comprando livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim.

E a resposta é simples, já que, quando entro em grandes livrarias ou nas listas de mais vendidos, a tendência é que os autores em destaque sigam um mesmo padrão. O que chega com mais facilidade para o consumidor não é diverso. E isso é o resultado de anos e anos de um mercado editorial que privilegiou e abriu mais portas para um certo perfil de autores e narrativas. Ou seja, o que aprendemos a enxergar como literatura universal nada mais era do que um recorte específico de um certo grupo.

Para que se tenha ideia, uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, em 2017, revelou que, entre os anos de 1965 e 2014, mais de 70% dos romances lançados foram escritos por homens, 90% por brancos e mais da metade com origem em São Paulo ou Rio de Janeiro. Ainda que na última década a preocupação com a diversidade no mercado editorial tenha crescido, a situação ainda está longe de ser equilibrada.

Por outro lado, a recente pesquisa "Panorama do consumo de livros" no Brasil concluiu que as mulheres pretas e pardas da classe C formam o maior grupo consumidor de livros no país (15% do total do público que adquiriu um livro em 2025). Ou seja, há um desencontro entre quem mais consome livros e quem mais vende.

A proposta não é ignorar o enredo da história, mas sim prestar atenção também em quem a escreveu ou na diversidade das temáticas consumidas, para que a sua estante não reflita a decisão de um sistema que pensa diferente de você. Acreditar em uma ideia de neutralidade no consumo cultural é ignorar que escolha consciente e escolha automática vão produzir estantes muito diferentes, e só você pode escolher qual será a sua.


Texto de: Jornal O Globo. "Tire os homens da estante". Publicado em
Ao afirmar que, se não escolhe seus livros de forma consciente, "alguém está tomando essa decisão por mim", o autor defende a ideia de que:
Alternativas
Q4229197 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tire os homens da estante


Se não compro livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim

Eu te proponho um desafio: retire todos os livros escritos por homens da sua estante. Preste atenção no resultado. Provavelmente, há grandes lacunas, espaços em branco que refletem a falta de diversidade na escolha das nossas leituras. Se essa tarefa te parece muito desafiadora, fique tranquilo, porque eu já fiz isso com a minha estante há alguns anos. E, realmente, restou muito mais parede do que livros naquele cenário.

Agora imagina se a gente começar a fazer isso pensando em autoras e autores negros ou obras escritas por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Vamos além: deixar apenas livros de autores do Norte e do Nordeste do Brasil. O resultado chega a ser assustador. Será, então, que eu preciso começar a prestar atenção em quem estou lendo na hora de comprar a minha próxima leitura?

Quando trago esse tipo de reflexão nas minhas redes sociais, sempre recebo comentários como "eu escolho uma obra pela história e não pela autoria" ou "não me importa se o autor é homem ou branco". De acordo com essas pessoas, os espaços vazios na estante não passariam de uma mera coincidência. Eu não tenho dúvidas de que muita gente não faz essa escolha de forma proposital e realmente se deixa levar pelo automático. Mas o problema está justamente aí: se eu não estou comprando livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim.

E a resposta é simples, já que, quando entro em grandes livrarias ou nas listas de mais vendidos, a tendência é que os autores em destaque sigam um mesmo padrão. O que chega com mais facilidade para o consumidor não é diverso. E isso é o resultado de anos e anos de um mercado editorial que privilegiou e abriu mais portas para um certo perfil de autores e narrativas. Ou seja, o que aprendemos a enxergar como literatura universal nada mais era do que um recorte específico de um certo grupo.

Para que se tenha ideia, uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, em 2017, revelou que, entre os anos de 1965 e 2014, mais de 70% dos romances lançados foram escritos por homens, 90% por brancos e mais da metade com origem em São Paulo ou Rio de Janeiro. Ainda que na última década a preocupação com a diversidade no mercado editorial tenha crescido, a situação ainda está longe de ser equilibrada.

Por outro lado, a recente pesquisa "Panorama do consumo de livros" no Brasil concluiu que as mulheres pretas e pardas da classe C formam o maior grupo consumidor de livros no país (15% do total do público que adquiriu um livro em 2025). Ou seja, há um desencontro entre quem mais consome livros e quem mais vende.

A proposta não é ignorar o enredo da história, mas sim prestar atenção também em quem a escreveu ou na diversidade das temáticas consumidas, para que a sua estante não reflita a decisão de um sistema que pensa diferente de você. Acreditar em uma ideia de neutralidade no consumo cultural é ignorar que escolha consciente e escolha automática vão produzir estantes muito diferentes, e só você pode escolher qual será a sua.


Texto de: Jornal O Globo. "Tire os homens da estante". Publicado em
A reflexão proposta pelo autor sobre a composição das estantes de livros aproxima-se das discussões contemporâneas sobre formação de leitores, sobretudo porque destaca a importância de:
Alternativas
Q4229194 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
A leitura do texto permite compreender que a associação entre a remada viking, adotada pela torcida norueguesa na Copa do Mundo de 2026, e as pesquisas sobre a diversidade dos povos vikings contribui para a formação cidadã, sobretudo por favorecer o questionamento de estereótipos culturais, ao:
Alternativas
Q4229193 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
Observe o período: "Estudos genéticos recentes demonstraram que os vikings possuíam grande diversidade étnica." Caso o sujeito da oração principal fosse substituído por "Mais de um estudo genético recente", a forma verbal adequada seria:
Alternativas
Q4229192 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
No trecho: "Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva." A palavra "simples" exerce, no contexto, a função de:
Alternativas
Q4229191 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
Considerando o trecho: "As identidades culturais são construções históricas e sociais." A palavra "construções" é formada pelo mesmo processo de formação de palavras presente em:
Alternativas
Q4229190 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


De quem são os meninos de rua?

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.

Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

Na verdade, não existem meninos de Rua. Existem meninos na Rua. E toda vez que um menino está na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua e por quê.

Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos de Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.

Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que "nos pertencem".

Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo e responsabilizá-Io. Mas, em tempos de Nova República, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.


Marina Colasanti. Revista Manchete, 1986. 
Ao inserir a narrativa de João e Maria em sua crônica, Marina Colasanti não pretende apenas estabelecer uma comparação temática entre crianças abandonadas. O recurso intertextual contribui, sobretudo, para:
Alternativas
Q4229189 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


De quem são os meninos de rua?

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.

Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

Na verdade, não existem meninos de Rua. Existem meninos na Rua. E toda vez que um menino está na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua e por quê.

Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos de Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.

Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que "nos pertencem".

Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo e responsabilizá-Io. Mas, em tempos de Nova República, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.


Marina Colasanti. Revista Manchete, 1986. 
No trecho: "Na verdade, não existem meninos de rua. Existem meninos na rua." é possível inferir que a autora: 
Alternativas
Q4229173 Português
Educação Ambiental e Sustentabilidade no Século XXI


     O avanço industrial e o crescimento populacional intensificaram significativamente os impactos ambientais nas últimas décadas. Problemas como desmatamento, poluição dos rios, mudanças climáticas e produção excessiva de resíduos demonstram que o modelo tradicional de desenvolvimento econômico, baseado no consumo desenfreado dos recursos naturais, tornou-se insustentável em diversos aspectos.

     Nesse contexto, a educação ambiental surge como importante instrumento de conscientização social e transformação coletiva. Mais do que transmitir informações sobre preservação da natureza, ela busca desenvolver nos indivíduos valores, atitudes e práticas voltadas à responsabilidade socioambiental. Dessa forma, a formação de cidadãos críticos e conscientes torna-se essencial para a construção de sociedades mais equilibradas e sustentáveis.

      Além disso, especialistas defendem que a sustentabilidade não depende apenas de ações governamentais ou empresariais, mas também de mudanças de comportamento da população em relação ao consumo, ao descarte de resíduos e ao uso racional dos recursos naturais. Pequenas atitudes cotidianas, quando realizadas de maneira coletiva, podem contribuir significativamente para a redução dos impactos ambientais e para a melhoria da qualidade de vida das futuras gerações.

      Entretanto, apesar do aumento das discussões sobre sustentabilidade, muitos desafios ainda permanecem. A ausência de políticas públicas eficientes, a desigualdade social e a falta de conscientização ambiental dificultam a implementação de práticas sustentáveis em diferentes setores da sociedade. Assim, torna-se necessário fortalecer ações educativas e incentivar a participação social na busca por soluções ambientais mais eficazes e duradouras.


Educação Ambiental: Princípios e Práticas. São Paulo: Gaia, 2004. (Adaptado)
De acordo com o texto, a sustentabilidade depende:
Alternativas
Q4229171 Português
Educação Ambiental e Sustentabilidade no Século XXI


     O avanço industrial e o crescimento populacional intensificaram significativamente os impactos ambientais nas últimas décadas. Problemas como desmatamento, poluição dos rios, mudanças climáticas e produção excessiva de resíduos demonstram que o modelo tradicional de desenvolvimento econômico, baseado no consumo desenfreado dos recursos naturais, tornou-se insustentável em diversos aspectos.

     Nesse contexto, a educação ambiental surge como importante instrumento de conscientização social e transformação coletiva. Mais do que transmitir informações sobre preservação da natureza, ela busca desenvolver nos indivíduos valores, atitudes e práticas voltadas à responsabilidade socioambiental. Dessa forma, a formação de cidadãos críticos e conscientes torna-se essencial para a construção de sociedades mais equilibradas e sustentáveis.

      Além disso, especialistas defendem que a sustentabilidade não depende apenas de ações governamentais ou empresariais, mas também de mudanças de comportamento da população em relação ao consumo, ao descarte de resíduos e ao uso racional dos recursos naturais. Pequenas atitudes cotidianas, quando realizadas de maneira coletiva, podem contribuir significativamente para a redução dos impactos ambientais e para a melhoria da qualidade de vida das futuras gerações.

      Entretanto, apesar do aumento das discussões sobre sustentabilidade, muitos desafios ainda permanecem. A ausência de políticas públicas eficientes, a desigualdade social e a falta de conscientização ambiental dificultam a implementação de práticas sustentáveis em diferentes setores da sociedade. Assim, torna-se necessário fortalecer ações educativas e incentivar a participação social na busca por soluções ambientais mais eficazes e duradouras.


Educação Ambiental: Princípios e Práticas. São Paulo: Gaia, 2004. (Adaptado)
A expressão “Nesse contexto”, utilizada no segundo parágrafo, exerce no texto a função de:
Alternativas
Q4229170 Português
Educação Ambiental e Sustentabilidade no Século XXI


     O avanço industrial e o crescimento populacional intensificaram significativamente os impactos ambientais nas últimas décadas. Problemas como desmatamento, poluição dos rios, mudanças climáticas e produção excessiva de resíduos demonstram que o modelo tradicional de desenvolvimento econômico, baseado no consumo desenfreado dos recursos naturais, tornou-se insustentável em diversos aspectos.

     Nesse contexto, a educação ambiental surge como importante instrumento de conscientização social e transformação coletiva. Mais do que transmitir informações sobre preservação da natureza, ela busca desenvolver nos indivíduos valores, atitudes e práticas voltadas à responsabilidade socioambiental. Dessa forma, a formação de cidadãos críticos e conscientes torna-se essencial para a construção de sociedades mais equilibradas e sustentáveis.

      Além disso, especialistas defendem que a sustentabilidade não depende apenas de ações governamentais ou empresariais, mas também de mudanças de comportamento da população em relação ao consumo, ao descarte de resíduos e ao uso racional dos recursos naturais. Pequenas atitudes cotidianas, quando realizadas de maneira coletiva, podem contribuir significativamente para a redução dos impactos ambientais e para a melhoria da qualidade de vida das futuras gerações.

      Entretanto, apesar do aumento das discussões sobre sustentabilidade, muitos desafios ainda permanecem. A ausência de políticas públicas eficientes, a desigualdade social e a falta de conscientização ambiental dificultam a implementação de práticas sustentáveis em diferentes setores da sociedade. Assim, torna-se necessário fortalecer ações educativas e incentivar a participação social na busca por soluções ambientais mais eficazes e duradouras.


Educação Ambiental: Princípios e Práticas. São Paulo: Gaia, 2004. (Adaptado)
No primeiro parágrafo, o autor associa o modelo tradicional de desenvolvimento econômico principalmente:
Alternativas
Q4229169 Português
Educação Ambiental e Sustentabilidade no Século XXI


     O avanço industrial e o crescimento populacional intensificaram significativamente os impactos ambientais nas últimas décadas. Problemas como desmatamento, poluição dos rios, mudanças climáticas e produção excessiva de resíduos demonstram que o modelo tradicional de desenvolvimento econômico, baseado no consumo desenfreado dos recursos naturais, tornou-se insustentável em diversos aspectos.

     Nesse contexto, a educação ambiental surge como importante instrumento de conscientização social e transformação coletiva. Mais do que transmitir informações sobre preservação da natureza, ela busca desenvolver nos indivíduos valores, atitudes e práticas voltadas à responsabilidade socioambiental. Dessa forma, a formação de cidadãos críticos e conscientes torna-se essencial para a construção de sociedades mais equilibradas e sustentáveis.

      Além disso, especialistas defendem que a sustentabilidade não depende apenas de ações governamentais ou empresariais, mas também de mudanças de comportamento da população em relação ao consumo, ao descarte de resíduos e ao uso racional dos recursos naturais. Pequenas atitudes cotidianas, quando realizadas de maneira coletiva, podem contribuir significativamente para a redução dos impactos ambientais e para a melhoria da qualidade de vida das futuras gerações.

      Entretanto, apesar do aumento das discussões sobre sustentabilidade, muitos desafios ainda permanecem. A ausência de políticas públicas eficientes, a desigualdade social e a falta de conscientização ambiental dificultam a implementação de práticas sustentáveis em diferentes setores da sociedade. Assim, torna-se necessário fortalecer ações educativas e incentivar a participação social na busca por soluções ambientais mais eficazes e duradouras.


Educação Ambiental: Princípios e Práticas. São Paulo: Gaia, 2004. (Adaptado)
 Considerando as ideias desenvolvidas no texto, assinale a alternativa que apresenta corretamente sua tese central.
Alternativas
Q4229023 Português
Analise o texto a seguir e com base nas ideias apresentadas, assinale a alternativa CORRETA:
“Nas últimas décadas, o aumento da expectativa de vida tem sido frequentemente apontado como um dos principais indicadores de desenvolvimento social. No entanto, viver mais não significa necessariamente viver melhor. O envelhecimento populacional impõe desafios relacionados à saúde, à mobilidade, à inclusão social e à sustentabilidade dos sistemas de previdência. Nesse contexto, políticas públicas voltadas à promoção da qualidade de vida dos idosos tornam-se tão importantes quanto aquelas destinadas ao aumento da longevidade. Afinal, uma sociedade que valoriza seus cidadãos não deve se preocupar apenas com os anos de vida, mas também com as condições em que esses anos são vividos.”  
Alternativas
Q4229021 Português
Considerando as ocorrências do sinal indicativo de crase no texto e as regras da norma-padrão da Língua Portuguesa, analise o texto abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
“Uma universidade pública desenvolveu um projeto de extensão voltado à orientação de pequenos empreendedores. Durante as atividades, os estudantes prestaram assistência técnica às empresas participantes, ofereceram suporte à gestão financeira e apresentaram propostas destinadas à melhoria dos processos organizacionais. Ao final do projeto, os resultados foram apresentados à comunidade acadêmica e à sociedade local.”  
Alternativas
Q4229020 Português
Analise o texto a seguir e com base nas relações sintáticas estabelecidas, assinale a alternativa CORRETA:
"A tecnologia tem ampliado o acesso à informação, mas o desenvolvimento do pensamento crítico depende de práticas educacionais que incentivem a análise e a reflexão. Embora os recursos digitais ofereçam inúmeras possibilidades de aprendizagem, eles não substituem a mediação do professor nem o compromisso do estudante com o próprio processo de formação." 
Alternativas
Q4229019 Português
Analise as palavras abaixo e com base nos conceitos de som e fonema, assinale a alternativa CORRETA:
Táxi – Chuva – Excesso – Nascer – Guerra  
Alternativas
Respostas
881: A
882: D
883: C
884: A
885: C
886: B
887: A
888: C
889: C
890: A
891: C
892: C
893: B
894: C
895: C
896: D
897: D
898: A
899: C
900: E