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Questões de Concurso Sobre português

Questões Discursivas

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Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neuropeditra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo - SAS (Secretaria de Assistência Social) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador - SF (Secretaria da Fazenda) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Eletricista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta - SS (Secretaria da Saúde) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Nutricionista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro em Segurança do Trabalho |
Q3416666 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa que apresenta desvio quanto à regência nominal.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neuropeditra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo - SAS (Secretaria de Assistência Social) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador - SF (Secretaria da Fazenda) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Eletricista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta - SS (Secretaria da Saúde) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Nutricionista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro em Segurança do Trabalho |
Q3416665 Português
Analise as sentenças a seguir:
I. Não o convidei para vir a minha casa.
II. Seus agradecimentos a ele foram emocionantes.
III. Este capítulo do livro discute períodos relacionados a colonizações diversas.
As sentenças dadas apresentam a preposição “a” ligando elementos entre si. Aquela(s) que apresenta(m) condições que possibilitam o emprego do acento indicativo de crase é (são):
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neuropeditra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo - SAS (Secretaria de Assistência Social) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador - SF (Secretaria da Fazenda) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Eletricista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta - SS (Secretaria da Saúde) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Nutricionista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro em Segurança do Trabalho |
Q3416664 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que o emprego do(s) sinal(is) de pontuação está(ão) incorreto(s).
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neuropeditra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo - SAS (Secretaria de Assistência Social) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador - SF (Secretaria da Fazenda) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Eletricista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta - SS (Secretaria da Saúde) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Nutricionista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro em Segurança do Trabalho |
Q3416663 Português
Analise as palavras a seguir quanto à forma pluralizada, considerando o emprego do hífen. Assinale a alternativa cuja palavra apontada está incorreta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neuropeditra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo - SAS (Secretaria de Assistência Social) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador - SF (Secretaria da Fazenda) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Eletricista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta - SS (Secretaria da Saúde) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Nutricionista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro em Segurança do Trabalho |
Q3416662 Português
Analise os pares de palavras a seguir e assinale a alternativa em que a acentuação gráfica de ambas as palavras dadas decorre da mesma regra ortográfica.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neuropeditra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo - SAS (Secretaria de Assistência Social) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador - SF (Secretaria da Fazenda) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Eletricista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta - SS (Secretaria da Saúde) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Nutricionista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro em Segurança do Trabalho |
Q3416661 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Como cientistas pretendem salvar antigo dialeto grego da extinção

A língua grega milenar romeyka está em vias de desaparecer. Para tentar salvá-la, Ioanna Sitaridou, professora da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, lançou a plataforma Crowdsourcing Romeyka, traduzida para três idiomas e que permite downloads gratuitos de áudios do dialeto. O portal pretende ser uma ferramenta colaborativa para proporcionar a produção de conteúdo linguístico baseado no uso diário da oralidade em comunidade, além do ambiente acadêmico. O projeto faz parte da Década Internacional das Línguas Indígenas da ONU (2022-32), com o objetivo de chamar a atenção para a preservação linguística.

Romeyka não possui um sistema de escrita e foi transmitida apenas oralmente entre as gerações até hoje. Os pesquisadores acreditam que há apenas alguns milhares de falantes nativos restantes na região de Trabzon, na Turquia. No entanto, o dialeto está gradualmente se perdendo sobretudo devido à ausência de mecanismos de apoio para facilitar a transmissão intergeracional, ao estigma sociocultural e à migração. Sem contar que a maioria dos falantes nativos em Trabzon tem mais de 65 anos.

“A colaboração de fala é uma nova ferramenta que ajuda os falantes a construir um repositório de dados falados para seus dialetos em perigo, permitindo aos pesquisadores documentar essas línguas, mas também motivando os falantes a apreciarem sua própria herança linguística. Ao mesmo tempo, criando um monumento permanente de sua língua, pode ajudar os falantes a alcançar o reconhecimento de sua identidade por pessoas fora de sua comunidade linguística”, diz Sitaridou, em comunicado.

Nos últimos 150 anos, apenas quatro pesquisadores de campo coletaram dados sobre romeyka em Trabzon. Sitaridou se envolveu com as comunidades locais, principalmente as mulheres, produzindo conteúdo de áudio e vídeo. Ela descobriu que esse dialeto descende do grego helenístico, e não do grego medieval, influenciando na formação linguística atual.

O que é a língua romeyka?

O romeyka é uma variedade milenar do grego. É considerada pelos especialistas “uma mina de ouro linguística” e uma ponte viva para o mundo antigo. Ainda hoje, existe uma resistência dos falantes de romeyka em identificá-la como uma de suas línguas, porque os nacionalistas turcos não consideram falar grego parte dos fundamentos de pertencimento nacional. Para os gregos, as outras variedades da língua são consideradas “contaminadas” para a ideologia de uma única língua grega falada desde a antiguidade.

“Quando os falantes podem falar suas línguas maternas, eles se sentem ‘vistos’ e, assim, se sentem mais conectados ao resto da sociedade; por outro lado, não falar as línguas hereditárias ou minoritárias cria uma forma de trauma que, na verdade, mina a integração que a assimilação linguística se orgulha de alcançar”, afirma Sitaridou.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/cultura/noticia /2024/04/como-cientistas-pretendem-salvarantigo-dialeto-grego-da-extincao.ghtml>
Analise as sentenças a seguir, retiradas do texto, e assinale a alternativa em que o verbo em destaque está em sua forma nominal.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neuropeditra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo - SAS (Secretaria de Assistência Social) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador - SF (Secretaria da Fazenda) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Eletricista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta - SS (Secretaria da Saúde) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Nutricionista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro em Segurança do Trabalho |
Q3416660 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Como cientistas pretendem salvar antigo dialeto grego da extinção

A língua grega milenar romeyka está em vias de desaparecer. Para tentar salvá-la, Ioanna Sitaridou, professora da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, lançou a plataforma Crowdsourcing Romeyka, traduzida para três idiomas e que permite downloads gratuitos de áudios do dialeto. O portal pretende ser uma ferramenta colaborativa para proporcionar a produção de conteúdo linguístico baseado no uso diário da oralidade em comunidade, além do ambiente acadêmico. O projeto faz parte da Década Internacional das Línguas Indígenas da ONU (2022-32), com o objetivo de chamar a atenção para a preservação linguística.

Romeyka não possui um sistema de escrita e foi transmitida apenas oralmente entre as gerações até hoje. Os pesquisadores acreditam que há apenas alguns milhares de falantes nativos restantes na região de Trabzon, na Turquia. No entanto, o dialeto está gradualmente se perdendo sobretudo devido à ausência de mecanismos de apoio para facilitar a transmissão intergeracional, ao estigma sociocultural e à migração. Sem contar que a maioria dos falantes nativos em Trabzon tem mais de 65 anos.

“A colaboração de fala é uma nova ferramenta que ajuda os falantes a construir um repositório de dados falados para seus dialetos em perigo, permitindo aos pesquisadores documentar essas línguas, mas também motivando os falantes a apreciarem sua própria herança linguística. Ao mesmo tempo, criando um monumento permanente de sua língua, pode ajudar os falantes a alcançar o reconhecimento de sua identidade por pessoas fora de sua comunidade linguística”, diz Sitaridou, em comunicado.

Nos últimos 150 anos, apenas quatro pesquisadores de campo coletaram dados sobre romeyka em Trabzon. Sitaridou se envolveu com as comunidades locais, principalmente as mulheres, produzindo conteúdo de áudio e vídeo. Ela descobriu que esse dialeto descende do grego helenístico, e não do grego medieval, influenciando na formação linguística atual.

O que é a língua romeyka?

O romeyka é uma variedade milenar do grego. É considerada pelos especialistas “uma mina de ouro linguística” e uma ponte viva para o mundo antigo. Ainda hoje, existe uma resistência dos falantes de romeyka em identificá-la como uma de suas línguas, porque os nacionalistas turcos não consideram falar grego parte dos fundamentos de pertencimento nacional. Para os gregos, as outras variedades da língua são consideradas “contaminadas” para a ideologia de uma única língua grega falada desde a antiguidade.

“Quando os falantes podem falar suas línguas maternas, eles se sentem ‘vistos’ e, assim, se sentem mais conectados ao resto da sociedade; por outro lado, não falar as línguas hereditárias ou minoritárias cria uma forma de trauma que, na verdade, mina a integração que a assimilação linguística se orgulha de alcançar”, afirma Sitaridou.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/cultura/noticia /2024/04/como-cientistas-pretendem-salvarantigo-dialeto-grego-da-extincao.ghtml>
O advérbio “gradualmente”, que ocorre no excerto “(...) o dialeto está gradualmente se perdendo (...)”, exprime o mesmo significado que a expressão de função gramatical correspondente:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neuropeditra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo - SAS (Secretaria de Assistência Social) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador - SF (Secretaria da Fazenda) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Eletricista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta - SS (Secretaria da Saúde) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Nutricionista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro em Segurança do Trabalho |
Q3416659 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Como cientistas pretendem salvar antigo dialeto grego da extinção

A língua grega milenar romeyka está em vias de desaparecer. Para tentar salvá-la, Ioanna Sitaridou, professora da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, lançou a plataforma Crowdsourcing Romeyka, traduzida para três idiomas e que permite downloads gratuitos de áudios do dialeto. O portal pretende ser uma ferramenta colaborativa para proporcionar a produção de conteúdo linguístico baseado no uso diário da oralidade em comunidade, além do ambiente acadêmico. O projeto faz parte da Década Internacional das Línguas Indígenas da ONU (2022-32), com o objetivo de chamar a atenção para a preservação linguística.

Romeyka não possui um sistema de escrita e foi transmitida apenas oralmente entre as gerações até hoje. Os pesquisadores acreditam que há apenas alguns milhares de falantes nativos restantes na região de Trabzon, na Turquia. No entanto, o dialeto está gradualmente se perdendo sobretudo devido à ausência de mecanismos de apoio para facilitar a transmissão intergeracional, ao estigma sociocultural e à migração. Sem contar que a maioria dos falantes nativos em Trabzon tem mais de 65 anos.

“A colaboração de fala é uma nova ferramenta que ajuda os falantes a construir um repositório de dados falados para seus dialetos em perigo, permitindo aos pesquisadores documentar essas línguas, mas também motivando os falantes a apreciarem sua própria herança linguística. Ao mesmo tempo, criando um monumento permanente de sua língua, pode ajudar os falantes a alcançar o reconhecimento de sua identidade por pessoas fora de sua comunidade linguística”, diz Sitaridou, em comunicado.

Nos últimos 150 anos, apenas quatro pesquisadores de campo coletaram dados sobre romeyka em Trabzon. Sitaridou se envolveu com as comunidades locais, principalmente as mulheres, produzindo conteúdo de áudio e vídeo. Ela descobriu que esse dialeto descende do grego helenístico, e não do grego medieval, influenciando na formação linguística atual.

O que é a língua romeyka?

O romeyka é uma variedade milenar do grego. É considerada pelos especialistas “uma mina de ouro linguística” e uma ponte viva para o mundo antigo. Ainda hoje, existe uma resistência dos falantes de romeyka em identificá-la como uma de suas línguas, porque os nacionalistas turcos não consideram falar grego parte dos fundamentos de pertencimento nacional. Para os gregos, as outras variedades da língua são consideradas “contaminadas” para a ideologia de uma única língua grega falada desde a antiguidade.

“Quando os falantes podem falar suas línguas maternas, eles se sentem ‘vistos’ e, assim, se sentem mais conectados ao resto da sociedade; por outro lado, não falar as línguas hereditárias ou minoritárias cria uma forma de trauma que, na verdade, mina a integração que a assimilação linguística se orgulha de alcançar”, afirma Sitaridou.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/cultura/noticia /2024/04/como-cientistas-pretendem-salvarantigo-dialeto-grego-da-extincao.ghtml>
Considere o seguinte excerto: “Os pesquisadores acreditam que há apenas alguns milhares de falantes nativos restantes na região de Trabzon, na Turquia.” No contexto apresentado, a flexão de gênero do pronome indefinido “alguns” é motivada pela palavra:
Alternativas
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Q3416658 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Como cientistas pretendem salvar antigo dialeto grego da extinção

A língua grega milenar romeyka está em vias de desaparecer. Para tentar salvá-la, Ioanna Sitaridou, professora da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, lançou a plataforma Crowdsourcing Romeyka, traduzida para três idiomas e que permite downloads gratuitos de áudios do dialeto. O portal pretende ser uma ferramenta colaborativa para proporcionar a produção de conteúdo linguístico baseado no uso diário da oralidade em comunidade, além do ambiente acadêmico. O projeto faz parte da Década Internacional das Línguas Indígenas da ONU (2022-32), com o objetivo de chamar a atenção para a preservação linguística.

Romeyka não possui um sistema de escrita e foi transmitida apenas oralmente entre as gerações até hoje. Os pesquisadores acreditam que há apenas alguns milhares de falantes nativos restantes na região de Trabzon, na Turquia. No entanto, o dialeto está gradualmente se perdendo sobretudo devido à ausência de mecanismos de apoio para facilitar a transmissão intergeracional, ao estigma sociocultural e à migração. Sem contar que a maioria dos falantes nativos em Trabzon tem mais de 65 anos.

“A colaboração de fala é uma nova ferramenta que ajuda os falantes a construir um repositório de dados falados para seus dialetos em perigo, permitindo aos pesquisadores documentar essas línguas, mas também motivando os falantes a apreciarem sua própria herança linguística. Ao mesmo tempo, criando um monumento permanente de sua língua, pode ajudar os falantes a alcançar o reconhecimento de sua identidade por pessoas fora de sua comunidade linguística”, diz Sitaridou, em comunicado.

Nos últimos 150 anos, apenas quatro pesquisadores de campo coletaram dados sobre romeyka em Trabzon. Sitaridou se envolveu com as comunidades locais, principalmente as mulheres, produzindo conteúdo de áudio e vídeo. Ela descobriu que esse dialeto descende do grego helenístico, e não do grego medieval, influenciando na formação linguística atual.

O que é a língua romeyka?

O romeyka é uma variedade milenar do grego. É considerada pelos especialistas “uma mina de ouro linguística” e uma ponte viva para o mundo antigo. Ainda hoje, existe uma resistência dos falantes de romeyka em identificá-la como uma de suas línguas, porque os nacionalistas turcos não consideram falar grego parte dos fundamentos de pertencimento nacional. Para os gregos, as outras variedades da língua são consideradas “contaminadas” para a ideologia de uma única língua grega falada desde a antiguidade.

“Quando os falantes podem falar suas línguas maternas, eles se sentem ‘vistos’ e, assim, se sentem mais conectados ao resto da sociedade; por outro lado, não falar as línguas hereditárias ou minoritárias cria uma forma de trauma que, na verdade, mina a integração que a assimilação linguística se orgulha de alcançar”, afirma Sitaridou.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/cultura/noticia /2024/04/como-cientistas-pretendem-salvarantigo-dialeto-grego-da-extincao.ghtml>
Analise os conjuntos de palavras a seguir e assinale a alternativa em que todas as expressões apontadas são empregadas no texto apresentado para evocar o mesmo referente.
Alternativas
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Q3416657 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Como cientistas pretendem salvar antigo dialeto grego da extinção

A língua grega milenar romeyka está em vias de desaparecer. Para tentar salvá-la, Ioanna Sitaridou, professora da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, lançou a plataforma Crowdsourcing Romeyka, traduzida para três idiomas e que permite downloads gratuitos de áudios do dialeto. O portal pretende ser uma ferramenta colaborativa para proporcionar a produção de conteúdo linguístico baseado no uso diário da oralidade em comunidade, além do ambiente acadêmico. O projeto faz parte da Década Internacional das Línguas Indígenas da ONU (2022-32), com o objetivo de chamar a atenção para a preservação linguística.

Romeyka não possui um sistema de escrita e foi transmitida apenas oralmente entre as gerações até hoje. Os pesquisadores acreditam que há apenas alguns milhares de falantes nativos restantes na região de Trabzon, na Turquia. No entanto, o dialeto está gradualmente se perdendo sobretudo devido à ausência de mecanismos de apoio para facilitar a transmissão intergeracional, ao estigma sociocultural e à migração. Sem contar que a maioria dos falantes nativos em Trabzon tem mais de 65 anos.

“A colaboração de fala é uma nova ferramenta que ajuda os falantes a construir um repositório de dados falados para seus dialetos em perigo, permitindo aos pesquisadores documentar essas línguas, mas também motivando os falantes a apreciarem sua própria herança linguística. Ao mesmo tempo, criando um monumento permanente de sua língua, pode ajudar os falantes a alcançar o reconhecimento de sua identidade por pessoas fora de sua comunidade linguística”, diz Sitaridou, em comunicado.

Nos últimos 150 anos, apenas quatro pesquisadores de campo coletaram dados sobre romeyka em Trabzon. Sitaridou se envolveu com as comunidades locais, principalmente as mulheres, produzindo conteúdo de áudio e vídeo. Ela descobriu que esse dialeto descende do grego helenístico, e não do grego medieval, influenciando na formação linguística atual.

O que é a língua romeyka?

O romeyka é uma variedade milenar do grego. É considerada pelos especialistas “uma mina de ouro linguística” e uma ponte viva para o mundo antigo. Ainda hoje, existe uma resistência dos falantes de romeyka em identificá-la como uma de suas línguas, porque os nacionalistas turcos não consideram falar grego parte dos fundamentos de pertencimento nacional. Para os gregos, as outras variedades da língua são consideradas “contaminadas” para a ideologia de uma única língua grega falada desde a antiguidade.

“Quando os falantes podem falar suas línguas maternas, eles se sentem ‘vistos’ e, assim, se sentem mais conectados ao resto da sociedade; por outro lado, não falar as línguas hereditárias ou minoritárias cria uma forma de trauma que, na verdade, mina a integração que a assimilação linguística se orgulha de alcançar”, afirma Sitaridou.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/cultura/noticia /2024/04/como-cientistas-pretendem-salvarantigo-dialeto-grego-da-extincao.ghtml>
Segundo a reportagem apresentada, a respeito do dialeto grego romeyka é correto afirmar que:
Alternativas
Q3416620 Português
"Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã (...)". 


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)
Sobre o uso das vírgulas no excerto, não é correto afirmar:
Alternativas
Q3416617 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

A autora emprega um modalizador discursivo para ratificar seu ponto de vista em:
Alternativas
Q3416516 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

A autora emprega argumentos que sustentam uma mudança do símbolo para coelha, mas entre eles não consta:
Alternativas
Q3416515 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

"As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa.". Analise as afirmativas sobre o excerto e marque a alternativa correta.

 I- O "se" é um pronome reflexivo.  II- "porquê" é, morfologicamente, substantivo. III- "porquê, sintaticamente, é núcleo do objeto direto. IV- "As", "o", "da Páscoa" são adjuntos adnominais.
Alternativas
Q3416514 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

Assinale a alternativa que exemplifica a regência nominal.
Alternativas
Q3416510 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

Sobre a regência, parágrafo 9, do verbo agradar em: "(...) agradar às crianças (...)", pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3416509 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

Identifique a alternativa que exemplifica um pleonasmo.
Alternativas
Q3416507 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)

A autora emprega um modalizador discursivo para ratificar seu ponto de vista em: 
Alternativas
Q3416353 Português
Eu sou um escritor difícil  Que a muita gente enquizila,  Porém essa culpa é fácil  De se acabar duma vez:  É só tirar a cortina  Que entra luz nesta escurez. 
Mário de Andrade

Qual alternativa completa corretamente as regras de concordância verbal da frase abaixo retirada do texto:
"É só tirar a cortina que entra luz nesta escurez." 
Alternativas
Q3416352 Português
“A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede.”
Carlos Drummond de Andrade

Qual função da linguagem é mais evidenciada no texto?
Alternativas
Respostas
49741: C
49742: A
49743: C
49744: D
49745: A
49746: E
49747: A
49748: C
49749: B
49750: B
49751: B
49752: B
49753: D
49754: C
49755: B
49756: D
49757: C
49758: C
49759: C
49760: C