Questões de Concurso Sobre português

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Q3560260 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
A relação entre letras e sons na Língua Portuguesa nem sempre é direta, especialmente quando há presença de dígrafos. Com base na análise das palavras a seguir, analise as assertivas quanto ao número de letras e fonemas, bem como à identificação correta dos dígrafos:

I. A palavra “descanso” possui 7 fonemas, apresentando 1 dígrafo vocálico.
II. A palavra “ressentimento” possui 11 fonemas, apresentando 2 dígrafos consonantais.
III. A palavra “barulhento” possui 8 fonemas, contendo 1 dígrafo vocálico e 1 dígrafo consonantal.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3560259 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Na oração “Surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande”, os vocábulos destacados desempenham funções distintas, sendo necessário analisá-los segundo sua classe gramatical em contexto. Com base na morfossintaxe da oração, assinale a alternativa correta quanto à classificação das palavras destacadas:
Alternativas
Q3560258 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
A partir da análise sintática das construções extraídas do texto, analise as assertivas a seguir sobre a natureza e classificação dos sujeitos.

I. Na oração “Carrego um modesto orgulho”, o sujeito é oculto, determinado pela desinência verbal, estando implícito o pronome “eu”, recuperável pelo contexto.
II. Em “O mundo está ficando sem fôlego”, o sujeito é simples, composto por um núcleo apenas: “mundo”, sobre o qual recai a predicação verbal.
III. A estrutura “Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria” apresenta sujeito composto, ainda que os núcleos estejam unidos por uma partícula alternativa, pois ambos realizam conjuntamente a ação verbal.

Das assertivas acima, pode-se concluir que:
Alternativas
Q3560257 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
No trecho “O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento”, o vocábulo “fôlego” carrega uma conotação ampliada. Sobre o emprego da palavra “fôlego” nesse contexto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3560256 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Observe o seguinte trecho: “Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência.”
Considerando o vocabulário e a construção semântica do trecho, a substituição mais adequada para a palavra “impermanência”, preservando o teor filosófico e estilístico da crônica, seria:
Alternativas
Q3560255 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
A partir das ideias mobilizadas no texto, complete adequadamente a lacuna abaixo.

Ao afirmar que “pensar é igual a agir”, o autor defende uma concepção de pensamento que se realiza _________________, o que reforça sua adesão a uma postura ética de responsabilidade individual.
Alternativas
Q3560254 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Leia atentamente os excertos abaixo extraídos do texto.

I. “Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo.”
II. “Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal.”
III. “Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento.”

Com base nas passagens selecionadas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3560253 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
O narrador apresenta uma visão dialética do mundo contemporâneo ao mesmo tempo em que o critica. Com base na argumentação desenvolvida ao longo do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3560252 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Na tessitura do texto, o silêncio revela-se um signo polissêmico que ultrapassa sua função literal. Considerando os sentidos mobilizados pelo autor, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3560251 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Qual alternativa apresenta a denominação da colocação pronominal, em relação ao último verbo do período, presente em “Prefiro me responsabilizar”?
Alternativas
Q3554454 Português
Qual o impacto da tecnologia no setor de serviços?

A tecnologia no setor público vem sendo cada vez mais incorporada aos serviços, especialmente após a pandemia.

O setor de serviços públicos está migrando para o ambiente virtual, com vários órgãos públicos realizando o atendimento das pessoas através das TICs. As Defensorias Públicas da União (DPU), por exemplo, realizavam esse atendimento apenas de forma presencial antes da crise sanitária. Com os protocolos de distanciamento social, o órgão passou a se comunicar com os assistidos por e-mail, ligações telefônicas e WhatsApp.

Mas o impacto da tecnologia no setor de serviços vai muito além. Ela pode ser aplicada no fluxo de trabalho dos servidores, para otimizar gestão do tempo e produtividade, e existem também ferramentas de análise de dados que podem ser incorporadas ao setor de serviços para auxiliar na tomada de decisões.


https://www.jusbrasil.com.br/artigos/tecnologia-no-setor-publico-benefici os-desafios-e-tendencias/1265088901 fragmento-adaptado 
"As Defensorias Públicas da União (DPU), por exemplo, realizavam esse atendimento apenas de forma presencial antes da crise sanitária."
No que diz respeito aos tipos de predicado, assinale a alternativa que apresenta a classificação correta dos predicados no trecho acima.
Alternativas
Q3554451 Português
Qual o impacto da tecnologia no setor de serviços?

A tecnologia no setor público vem sendo cada vez mais incorporada aos serviços, especialmente após a pandemia.

O setor de serviços públicos está migrando para o ambiente virtual, com vários órgãos públicos realizando o atendimento das pessoas através das TICs. As Defensorias Públicas da União (DPU), por exemplo, realizavam esse atendimento apenas de forma presencial antes da crise sanitária. Com os protocolos de distanciamento social, o órgão passou a se comunicar com os assistidos por e-mail, ligações telefônicas e WhatsApp.

Mas o impacto da tecnologia no setor de serviços vai muito além. Ela pode ser aplicada no fluxo de trabalho dos servidores, para otimizar gestão do tempo e produtividade, e existem também ferramentas de análise de dados que podem ser incorporadas ao setor de serviços para auxiliar na tomada de decisões.


https://www.jusbrasil.com.br/artigos/tecnologia-no-setor-publico-benefici os-desafios-e-tendencias/1265088901 fragmento-adaptado 
"Mas o impacto da tecnologia no setor de serviços vai muito além. Ela pode ser aplicada no fluxo de trabalho dos servidores, para otimizar gestão do tempo e produtividade, e existem também ferramentas de análise de dados que podem ser incorporadas ao setor de serviços para auxiliar na tomada de decisões."
Com base na regência verbal e nominal das expressões empregadas no trecho, julgue as afirmativas:

I.O verbo existir está como transitivo direto, sendo a expressão 'ferramentas' o núcleo do objeto direto.
II.A preposição 'a' na expressão 'ao setor' é justificada pela regência do verbo 'incorporar' que, na forma passiva 'incorporadas', exige complemento introduzido por preposição.
III.O verbo 'auxiliar' está como transitivo indireto, exigindo um complemento preposicionado, 'na tomada de decisões'.
IV.O verbo 'auxiliar' está como intransitivo, sendo a expressão 'na tomada de decisões' adjunto adverbial de lugar.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3553958 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Avalie os elementos coesivos, sua estrutura sintática e os aspectos semântico-discursivos no trecho a seguir.
Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

I – A substituição de PORÉM por PORTANTO causa alteração significativa ao sentido do trecho em que ocorre.
II – O item “Afinal” é um conector com sentido de conclusão, podendo ser substituído pela expressão “Apesar disso”.
III – O pronome pessoal “elas” retoma, por coesão, o termo “comunicações” e, com isso, garante a coerência textual.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3553957 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir, considerando a análise sintática de seus componentes.

O período
“... quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.”
é composto por __________. A primeira oração, introduzida pela conjunção “quando”, exprime uma circunstância de __________. Na oração “essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal”, o sujeito é __________ e o predicado é __________. Na última oração, o conector “mas” denota __________.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
Alternativas
Q3553956 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Considere a seguinte passagem transcrita do texto para analisar o emprego e as funções dos sinais de pontuação.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Nesse sentido, é correto afirmar que
Alternativas
Q3553955 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Leia os textos seguintes.

TEXTO I
“A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. ‘Amizade’ é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.”

TEXTO II

Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://mentirinhas.com.br/mentirinhas-272/

Avalie as funções da linguagem e os aspectos semânticos e estilísticos destacados dos dois textos.
I – No Texto I, o vocábulo “pessoas” assume,no contexto, um valor conotativo e não denotativo.
II – No Texto I, há linguagem figurada assim como palavras empregadas no sentido próprio, literal.
III – No Texto II, a linguagem visual, isoladamente, não consegue transmitir a mensagem pretendida.
IV – No Texto II, a expressão “alimenta ele”, comum na oralidade, deve ser evitada na língua escrita.
V – No Texto I, o esclarecimento sobre o significado de “Amizade” indica um traço da função conativa.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3553954 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma acerca dos aspectos sintáticos.

( ) Na passagem “O significado das palavras está no seu uso...”, o certo é escrever “estão” para o verbo concordar com “palavras”.
( ) No trecho “Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência...”, é facultativo o emprego do pronome "se" posposto ao verbo “tratar”.
( ) Em “Há algumas palavras que gosto mais...”, a regência do verbo “gostar” não está gramaticalmente errada, mas o mais adequado é grafar “de que gosto mais”.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Alternativas
Q3553953 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Leia o seguinte trecho transcrito do texto.

“As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também.”

Segundo o sistema ortográfico oficial vigente, é correto afirmar que
Alternativas
Q3553952 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Leia os textos a seguir.
TEXTO I
“Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se tornou lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.”

TEXTO II

Imagem associada para resolução da questão Disponível em: http://www.willtirando.com.br/mundo-liquido/

Tanto no Texto I como no Texto II encontra-se presente, com maior ou menor ênfase, o conceito de “Modernidade líquida”, termo usado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman para definir o tempo presente, também chamado de pós-moderno por alguns sociólogos e cientistas sociais.
A esse respeito, é correto afirmar que, nos dois textos, mas especialmente no trecho do Texto I, segundo a autora, a associação das palavras “amigo” e “amizade” com o “líquido” vem do fato EXCETO de que: 
Alternativas
Q3553951 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos pretendidos, no trecho “Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista...”, o termo em destaque pode ser substituído por 
Alternativas
Respostas
43621: A
43622: B
43623: D
43624: C
43625: A
43626: B
43627: C
43628: D
43629: D
43630: A
43631: C
43632: B
43633: A
43634: B
43635: B
43636: D
43637: C
43638: D
43639: A
43640: A