Questões de Concurso Sobre português

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Q3281122 Português
Na língua portuguesa, a colocação dos pronomes átonos nos tempos compostos varia entre a norma culta tradicional e o uso corrente no português brasileiro. Considere as regras sobre a posição dos pronomes átonos e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3281120 Português
No trecho "Talvez seja esse o jeito de escrever sobre a alma", retirado de Grande Sertão: Veredas, observa-se o emprego de elementos que contribuem para a coesão textual. Considere o uso de pronomes demonstrativos e outros mecanismos de articulação no texto e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3281119 Português
Texto:
"Era uma manhã fria e silenciosa em uma pequena vila no interior da Inglaterra. O céu estava coberto por nuvens cinzentas, e uma névoa densa pairava sobre as ruas desertas. No casarão da colina, Eleanor preparava-se para mais um dia de trabalho solitário. Há anos vivia ali, guardando segredos que jamais ousara revelar, nem mesmo ao fiel cão Charlie, que sempre a acompanhava.
Enquanto escrevia em seu diário, a jovem ouviu um som inesperado vindo do jardim. Curiosa, desceu as escadas e abriu a porta. Do outro lado, um homem misterioso, de roupas gastas e olhar desconfiado, segurava uma carta. "Para Eleanor Grey", disse ele, antes de desaparecer na névoa. Com mãos trêmulas, Eleanor abriu o envelope e encontrou uma mensagem que a fazia questionar tudo o que acreditava ser verdade.
A carta falava sobre seu passado, sobre uma vida que ela não lembrava e sobre segredos que envolviam não só sua família, mas toda a vila. Assim, Eleanor embarcava em uma jornada de descobertas, onde enfrentaria medos antigos e verdades dolorosas."
No trecho acima, são apresentados elementos essenciais para a construção de um romance, como enredo, personagens, ambiente e tempo. Com base no texto e nos conceitos teóricos do gênero, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3281115 Português
O verbo "haver" apresenta usos variados na língua portuguesa, podendo ser empregado como pessoal ou impessoal, dependendo de seu significado no contexto. Considere as diferentes funções do verbo "haver" e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3281054 Português
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Cuia


    Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé ― segundo ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem sempre uma chaleira com água quente pronta para o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou um paciente novo no consultório.

    ― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se abanque no más.

    O moço deitou no divã coberto com um pelego e o analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva nova. O moço observou:

    ― Cuia mais linda.

    ― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de Lavras.

    ― A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando a bomba.

    ― Pues tava variando, pensando que era metade homem e metade cavalo. Curei o animal.

    ― Oigalê.

    ― Ele até que não se importava, pues poupava montaria. A família é que encrencou com a bosta dentro de casa.

    ― A la putcha.

    O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia com mais cuidado.

     ― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que pronome oblíquo em conversa de professor.

    ― Oigatê.

    E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O analista perguntou:

    ― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?

    ― É esta mania que eu tenho, doutor.

    ― Pos desembuche.

    ― Gosto de roubar as coisas.

    ― Sim.

    Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas o analista não ouvia mais.

    Estava de olho na sua cuia.

    ― Passa ― disse o analista.

    ― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.

    ― Passa a cuia.

    ― O senhor pode me curar, doutor?

    ― Primeiro devolve a cuia.

    O moço devolveu. Daí para diante, só o analista tomou chimarrão. E cada vez que o paciente estendia o braço para receber a cuia de volta, ganhava um tapa na mão.


Luis Fernando Veríssimo
A partícula “que” apresenta diversas classificações morfológicas, sendo um coringa na língua portuguesa. Assinale a alternativa que classifique de forma CORRETA o uso específico da partícula “que”, tendo como referência o contexto do trecho abaixo:

O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”.

Alternativas:
Alternativas
Q3281053 Português
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Cuia


    Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé ― segundo ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem sempre uma chaleira com água quente pronta para o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou um paciente novo no consultório.

    ― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se abanque no más.

    O moço deitou no divã coberto com um pelego e o analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva nova. O moço observou:

    ― Cuia mais linda.

    ― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de Lavras.

    ― A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando a bomba.

    ― Pues tava variando, pensando que era metade homem e metade cavalo. Curei o animal.

    ― Oigalê.

    ― Ele até que não se importava, pues poupava montaria. A família é que encrencou com a bosta dentro de casa.

    ― A la putcha.

    O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia com mais cuidado.

     ― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que pronome oblíquo em conversa de professor.

    ― Oigatê.

    E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O analista perguntou:

    ― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?

    ― É esta mania que eu tenho, doutor.

    ― Pos desembuche.

    ― Gosto de roubar as coisas.

    ― Sim.

    Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas o analista não ouvia mais.

    Estava de olho na sua cuia.

    ― Passa ― disse o analista.

    ― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.

    ― Passa a cuia.

    ― O senhor pode me curar, doutor?

    ― Primeiro devolve a cuia.

    O moço devolveu. Daí para diante, só o analista tomou chimarrão. E cada vez que o paciente estendia o braço para receber a cuia de volta, ganhava um tapa na mão.


Luis Fernando Veríssimo
Advérbios são palavras que indicam ideia de circunstância e sintaticamente são tratados como termos acessórios, ou seja, se forem retirados, a oração continua tendo sentido, mesmo que não seja exatamente o mesmo, pois a circunstância expressa pelo advérbio não estaria mais presente. Levando o exposto em consideração, o advérbio destacado abaixo expressa circunstância de:

Daí para diante, só o analista tomou chimarrão.

Alternativas:
Alternativas
Q3281052 Português
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Cuia


    Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé ― segundo ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem sempre uma chaleira com água quente pronta para o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou um paciente novo no consultório.

    ― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se abanque no más.

    O moço deitou no divã coberto com um pelego e o analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva nova. O moço observou:

    ― Cuia mais linda.

    ― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de Lavras.

    ― A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando a bomba.

    ― Pues tava variando, pensando que era metade homem e metade cavalo. Curei o animal.

    ― Oigalê.

    ― Ele até que não se importava, pues poupava montaria. A família é que encrencou com a bosta dentro de casa.

    ― A la putcha.

    O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia com mais cuidado.

     ― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que pronome oblíquo em conversa de professor.

    ― Oigatê.

    E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O analista perguntou:

    ― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?

    ― É esta mania que eu tenho, doutor.

    ― Pos desembuche.

    ― Gosto de roubar as coisas.

    ― Sim.

    Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas o analista não ouvia mais.

    Estava de olho na sua cuia.

    ― Passa ― disse o analista.

    ― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.

    ― Passa a cuia.

    ― O senhor pode me curar, doutor?

    ― Primeiro devolve a cuia.

    O moço devolveu. Daí para diante, só o analista tomou chimarrão. E cada vez que o paciente estendia o braço para receber a cuia de volta, ganhava um tapa na mão.


Luis Fernando Veríssimo
Em virtude de o fluxo narrativo estar pautado na presença em uma conversa entre paciente e psicanalista, há a presença de muitos diálogos. Na fala abaixo, há a presença de uma vírgula para marcar qual estrutura sintática?

Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?

Alternativas:
Alternativas
Q3281051 Português
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Cuia


    Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé ― segundo ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem sempre uma chaleira com água quente pronta para o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou um paciente novo no consultório.

    ― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se abanque no más.

    O moço deitou no divã coberto com um pelego e o analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva nova. O moço observou:

    ― Cuia mais linda.

    ― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de Lavras.

    ― A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando a bomba.

    ― Pues tava variando, pensando que era metade homem e metade cavalo. Curei o animal.

    ― Oigalê.

    ― Ele até que não se importava, pues poupava montaria. A família é que encrencou com a bosta dentro de casa.

    ― A la putcha.

    O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia com mais cuidado.

     ― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que pronome oblíquo em conversa de professor.

    ― Oigatê.

    E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O analista perguntou:

    ― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?

    ― É esta mania que eu tenho, doutor.

    ― Pos desembuche.

    ― Gosto de roubar as coisas.

    ― Sim.

    Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas o analista não ouvia mais.

    Estava de olho na sua cuia.

    ― Passa ― disse o analista.

    ― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.

    ― Passa a cuia.

    ― O senhor pode me curar, doutor?

    ― Primeiro devolve a cuia.

    O moço devolveu. Daí para diante, só o analista tomou chimarrão. E cada vez que o paciente estendia o braço para receber a cuia de volta, ganhava um tapa na mão.


Luis Fernando Veríssimo
Os vocábulos “Oigatê” e “Oigalê” são bastante representativas do vocabulário gaúcho, principalmente longe dos grandes centros. Essas palavras expressam alegria e/ou satisfação e estão classificadas morfologicamente como:
Alternativas
Q3281050 Português
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Cuia


    Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé ― segundo ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem sempre uma chaleira com água quente pronta para o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou um paciente novo no consultório.

    ― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se abanque no más.

    O moço deitou no divã coberto com um pelego e o analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva nova. O moço observou:

    ― Cuia mais linda.

    ― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de Lavras.

    ― A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando a bomba.

    ― Pues tava variando, pensando que era metade homem e metade cavalo. Curei o animal.

    ― Oigalê.

    ― Ele até que não se importava, pues poupava montaria. A família é que encrencou com a bosta dentro de casa.

    ― A la putcha.

    O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia com mais cuidado.

     ― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que pronome oblíquo em conversa de professor.

    ― Oigatê.

    E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O analista perguntou:

    ― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?

    ― É esta mania que eu tenho, doutor.

    ― Pos desembuche.

    ― Gosto de roubar as coisas.

    ― Sim.

    Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas o analista não ouvia mais.

    Estava de olho na sua cuia.

    ― Passa ― disse o analista.

    ― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.

    ― Passa a cuia.

    ― O senhor pode me curar, doutor?

    ― Primeiro devolve a cuia.

    O moço devolveu. Daí para diante, só o analista tomou chimarrão. E cada vez que o paciente estendia o braço para receber a cuia de volta, ganhava um tapa na mão.


Luis Fernando Veríssimo
O analista de Bagé é um conhecido personagem recorrente em crônicas de Luis Fernando Veríssimo, sendo uma sátira ao comportamento do gaúcho do interior do estado.

Sobre a linguagem empregada na crônica, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3280979 Português
Cresça, evolua, conquiste seu espaço, faça sucesso e cative o coração das pessoas. Mas nunca esqueça as suas raízes, como diz o ditado, troque suas folhas, mas mantenha suas raízes. Seja humilde, humano, e não perca de vista as suas origens. Não deixe que a arrogância te domine pelo salto de qualidade que você está fazendo na vida, não deixe que a prepotência seja sua guia na tua estrada de sucesso.” 
Priscilla Rodighiero
A palavra “mas” em “...mas mantenha suas raízes.” foi empregada, no texto acima, para expressar ideia de adversidade. Trata-se de:
Alternativas
Q3280978 Português
“A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega. Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.”
Cecília Meireles 
As palavras, retiradas do texto, são acentuadas pela mesma regra de acentuação gráfica na alternativa:
Alternativas
Q3280977 Português
“A amizade verdadeira é aquela que surge independentemente de dinheiro, posição social ou qualquer outro interesse. É aquela que permanece firme até mesmo com a distância. Aprenda a reconhecer e valorizar quando encontrar uma. Um amigo de verdade te escuta, te orienta e te ajuda sem esperar nada em troca. Ele faz isso por um só motivo: o simples fato de te ver feliz...” 
Hellyel Oliveira
As palavras destacadas, no texto acima, correspondem pela ordem, a:
Alternativas
Q3280976 Português


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://marsemfim.com.br 


Na ilustração acima, a temática faz referência:

Alternativas
Q3280975 Português

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A palavra “como”, no texto acima, é uma conjunção subordinativa:

Alternativas
Q3280974 Português


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Das palavras escritas, no quadro acima, a única grafada INCORRETAMENTE é: 

Alternativas
Q3280973 Português
“O trabalho em equipe é fundamental para alcançar objetivos comuns de forma mais eficiente e eficaz. Quando um grupo de pessoas une forças, combinando diferentes habilidades, experiências e perspectivas, a capacidade de solucionar problemas e gerar ideias inovadoras aumenta significativamente. Além disso, a colaboração entre membros de uma equipe promove a divisão de tarefas, permitindo que os projetos sejam completados mais rapidamente e com maior qualidade. Esse ambiente colaborativo também facilita a aprendizagem e o desenvolvimento profissional dos indivíduos, à medida que compartilham conhecimentos e habilidades.” 

Disponível em: https://querobolsa.com.br (adaptado)
Assinale a alternativa em que foi empregado um advérbio de intensidade.
Alternativas
Q3280972 Português

“Se olharmos para maneira que estruturamos nossos planos, pensamentos e ideias percebemos que estamos sempre focados em um propósito ali na frente. Para alguns essa meta é simplesmente o dinheiro, para outros uma vida de prazer, para outros ainda uma combinação dos dois. Apenas para poucos há espaço para ver que existem coisas que não são prazeres físicos e sensoriais diretos, mas um prazer sutil, uma sensação de paz que vem de levar uma vida correta e ter um papel no esquema do mundo.”


Disponível em: https://satsangaonline.com (fragmento)


Com base no conteúdo do fragmento do texto acima, pode-se afirmar que a temática está relacionada com:

 

Alternativas
Q3280971 Português


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Disponível em: rigeo.sgb.gov.br


Assinale a alternativa, no texto do quadro acima, em que a palavra está acentuada por ser proparoxítona não formada por hiato.

Alternativas
Q3280970 Português

Imagem associada para resolução da questão


Disponível emhttps://spbancarios.com.br/


A palavra “contra”, na campanha acima, faz parte da classe gramatical: 

Alternativas
Q3280929 Português
Texto:
"Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas de fazer balancê, de se remexerem dos lugares. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos; uns com outros acho que nem se misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo coisas de rasa importância. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras de recente data. Toda saudade é uma espécie de velhice. Talvez, então, a melhor coisa seria contar a infância não como um filme em que a vida acontece no tempo, uma coisa depois da outra, na ordem certa, sendo essa conexão que lhe dá sentido, princípio, meio e fim, mas como um álbum de retratos, cada um completo em si mesmo, cada um contendo o sentido inteiro."
(Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, apud Rubem Alves. Na Morada das Palavras. Campinas: Papirus, 2003, p. 139.)

No trecho acima, o narrador reflete sobre a dificuldade de contar histórias, negando que isso se deva ao tempo e sugerindo uma alternativa para narrar memórias. Considere o texto e analise as afirmativas a seguir:

I.O uso da palavra não no início do texto demonstra coesão, ao conectar-se à ideia de que a dificuldade de narrar não está relacionada ao tempo passado.
II.A metáfora do "álbum de retratos" é uma forma de intertextualidade, pois remete a uma estrutura narrativa fragmentada, em oposição à ordem linear de um "filme".
III.O uso de então introduz uma conclusão lógica, contribuindo para a coerência ao relacionar as reflexões anteriores com a proposta de narrar memórias de forma fragmentada.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
43701: A
43702: A
43703: B
43704: B
43705: A
43706: D
43707: E
43708: A
43709: C
43710: B
43711: E
43712: B
43713: C
43714: D
43715: E
43716: A
43717: D
43718: A
43719: C
43720: A