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Q3647464 Português
Texto para a questão.


BIÓLOGO CRIA SACOLA QUE SE TRANSFORMA EM COMIDA PARA PEIXES

Kevin Kumala criou o produto após observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo nos mares


    Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas. Para diminuir o impacto negativo desse material no ecossistema, um biólogo da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de mandioca, que, ao ser jogada no mar e nos rios, pode servir de alimento para os peixes.

    Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu, após retornar dos Estados Unidos, e observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo na região. Kumala possui uma empresa de canudos, sacolas e talheres, todos feitos com materiais biodegradáveis, que se desfazem em até 100 dias.

    A sacola foi um dos seus últimos produtos criados. O site da empresa Avani ressalta que, desde 2016, quando foi criada, evitou-se a fabricação de três toneladas de produtos não sustentáveis. “Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte para ajudar e para encorajar comunidades e negócios a produzirem iniciativas que gerem um impacto sustentável para o meio ambiente. Encorajando o uso do termo ‘responsável’ como um valor central dos três fatores-chave: reduzir, reutilizar, reciclar”, destaca a página da Avani na internet.

    Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico. “Nossos sacos de mandioca de tamanho médio podem transportar até 8 libras (3,5 kg) de produtos secos”, explica, em uma postagem do Instagram da empresa.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2020/02/10/interna_ciencia_saude,827050/biologo-cria-sacola-que-setransforma-em-comida-para-peixes.shtml. Acesso em: 1º mar.2025.
Em se tratando das regras de acentuação que regem as palavras da Língua Portuguesa, analise os vocábulos enumerados a seguir para marcar o item correto.

“Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico¹
“[...] “um biólogo² da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de mandioca.”
Alternativas
Q3647463 Português
Texto para a questão.


BIÓLOGO CRIA SACOLA QUE SE TRANSFORMA EM COMIDA PARA PEIXES

Kevin Kumala criou o produto após observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo nos mares


    Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas. Para diminuir o impacto negativo desse material no ecossistema, um biólogo da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de mandioca, que, ao ser jogada no mar e nos rios, pode servir de alimento para os peixes.

    Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu, após retornar dos Estados Unidos, e observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo na região. Kumala possui uma empresa de canudos, sacolas e talheres, todos feitos com materiais biodegradáveis, que se desfazem em até 100 dias.

    A sacola foi um dos seus últimos produtos criados. O site da empresa Avani ressalta que, desde 2016, quando foi criada, evitou-se a fabricação de três toneladas de produtos não sustentáveis. “Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte para ajudar e para encorajar comunidades e negócios a produzirem iniciativas que gerem um impacto sustentável para o meio ambiente. Encorajando o uso do termo ‘responsável’ como um valor central dos três fatores-chave: reduzir, reutilizar, reciclar”, destaca a página da Avani na internet.

    Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico. “Nossos sacos de mandioca de tamanho médio podem transportar até 8 libras (3,5 kg) de produtos secos”, explica, em uma postagem do Instagram da empresa.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2020/02/10/interna_ciencia_saude,827050/biologo-cria-sacola-que-setransforma-em-comida-para-peixes.shtml. Acesso em: 1º mar.2025.
“Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte [...]”
A colocação do pronome destacado, no trecho entre aspas, está
Alternativas
Q3647462 Português
Texto para a questão.


BIÓLOGO CRIA SACOLA QUE SE TRANSFORMA EM COMIDA PARA PEIXES

Kevin Kumala criou o produto após observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo nos mares


    Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas. Para diminuir o impacto negativo desse material no ecossistema, um biólogo da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de mandioca, que, ao ser jogada no mar e nos rios, pode servir de alimento para os peixes.

    Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu, após retornar dos Estados Unidos, e observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo na região. Kumala possui uma empresa de canudos, sacolas e talheres, todos feitos com materiais biodegradáveis, que se desfazem em até 100 dias.

    A sacola foi um dos seus últimos produtos criados. O site da empresa Avani ressalta que, desde 2016, quando foi criada, evitou-se a fabricação de três toneladas de produtos não sustentáveis. “Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte para ajudar e para encorajar comunidades e negócios a produzirem iniciativas que gerem um impacto sustentável para o meio ambiente. Encorajando o uso do termo ‘responsável’ como um valor central dos três fatores-chave: reduzir, reutilizar, reciclar”, destaca a página da Avani na internet.

    Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico. “Nossos sacos de mandioca de tamanho médio podem transportar até 8 libras (3,5 kg) de produtos secos”, explica, em uma postagem do Instagram da empresa.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2020/02/10/interna_ciencia_saude,827050/biologo-cria-sacola-que-setransforma-em-comida-para-peixes.shtml. Acesso em: 1º mar.2025.
Atente-se à estrutura verbal ressaltada no contexto do excerto a seguir, de modo a assinalar o item correto.

“Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico.”
Alternativas
Q3647461 Português
Texto para a questão.


BIÓLOGO CRIA SACOLA QUE SE TRANSFORMA EM COMIDA PARA PEIXES

Kevin Kumala criou o produto após observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo nos mares


    Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas. Para diminuir o impacto negativo desse material no ecossistema, um biólogo da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de mandioca, que, ao ser jogada no mar e nos rios, pode servir de alimento para os peixes.

    Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu, após retornar dos Estados Unidos, e observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo na região. Kumala possui uma empresa de canudos, sacolas e talheres, todos feitos com materiais biodegradáveis, que se desfazem em até 100 dias.

    A sacola foi um dos seus últimos produtos criados. O site da empresa Avani ressalta que, desde 2016, quando foi criada, evitou-se a fabricação de três toneladas de produtos não sustentáveis. “Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte para ajudar e para encorajar comunidades e negócios a produzirem iniciativas que gerem um impacto sustentável para o meio ambiente. Encorajando o uso do termo ‘responsável’ como um valor central dos três fatores-chave: reduzir, reutilizar, reciclar”, destaca a página da Avani na internet.

    Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico. “Nossos sacos de mandioca de tamanho médio podem transportar até 8 libras (3,5 kg) de produtos secos”, explica, em uma postagem do Instagram da empresa.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2020/02/10/interna_ciencia_saude,827050/biologo-cria-sacola-que-setransforma-em-comida-para-peixes.shtml. Acesso em: 1º mar.2025.
“Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu [...]”

Assim como no trecho demarcado, a relação entre os elementos morfossintáticos e o respeito às regras cristalizadas de regência verbal está corretamente estruturada na alternativa:
Alternativas
Q3647460 Português
Texto para a questão.


BIÓLOGO CRIA SACOLA QUE SE TRANSFORMA EM COMIDA PARA PEIXES

Kevin Kumala criou o produto após observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo nos mares


    Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas. Para diminuir o impacto negativo desse material no ecossistema, um biólogo da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de mandioca, que, ao ser jogada no mar e nos rios, pode servir de alimento para os peixes.

    Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu, após retornar dos Estados Unidos, e observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo na região. Kumala possui uma empresa de canudos, sacolas e talheres, todos feitos com materiais biodegradáveis, que se desfazem em até 100 dias.

    A sacola foi um dos seus últimos produtos criados. O site da empresa Avani ressalta que, desde 2016, quando foi criada, evitou-se a fabricação de três toneladas de produtos não sustentáveis. “Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte para ajudar e para encorajar comunidades e negócios a produzirem iniciativas que gerem um impacto sustentável para o meio ambiente. Encorajando o uso do termo ‘responsável’ como um valor central dos três fatores-chave: reduzir, reutilizar, reciclar”, destaca a página da Avani na internet.

    Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico. “Nossos sacos de mandioca de tamanho médio podem transportar até 8 libras (3,5 kg) de produtos secos”, explica, em uma postagem do Instagram da empresa.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2020/02/10/interna_ciencia_saude,827050/biologo-cria-sacola-que-setransforma-em-comida-para-peixes.shtml. Acesso em: 1º mar.2025.
“Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas.”

A expressão demarcada está em sentido figurado. Assim sendo, seu sentido próprio se encontra em destaque na alternativa: 
Alternativas
Q3647279 Português
A sentença a seguir cujo sentido expresso não corresponde à figura de linguagem descrita entre parênteses é:
Alternativas
Q3647278 Português
Analise as sentenças a seguir em relação à regência verbal:
I. Ele se transformou após o nascimento da filha.
II. Seu peixinho de estimação morreu.
III. Gatos e cachorros são ótimos companheiros.
IV. Preciso de roupas novas.
Quanto às formas verbais empregadas nas sentenças dadas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3647277 Português
O vocábulo “a” ocorre apenas com a função de artigo na sentença:
Alternativas
Q3647276 Português
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que deveria receber acento gráfico.
Alternativas
Q3647275 Português
Analise as sentenças a seguir, considerando as palavras dadas entre parênteses, ao final de cada uma.
I. Ele está aguardando por sua …… no serviço. (dispensa/despensa)
II. Ela não sabia como …… na resolução do problema. (proceder/preceder)
III. O grupo de pessoas foi levado à delegacia por suspeita de …… de pessoas. (tráfego/ tráfico)
A alternativa que indica correta e respectivamente as palavras que preenchem as lacunas nas sentenças dadas é:
Alternativas
Q3647274 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma aurora doida


        A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.


        Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.


        Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.


        Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais. 


        Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.


        Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.


        Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.


        Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.


CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca, 1959. Disponível em  .

Analise os excertos a seguir, retirados do texto, quanto à colocação pronominal:
I. “[...] capaz de perdoar-nos de todos os pecados.”
II. “Ergui-me da cama resoluto como um rei [...]”
III. “Deitei-me na cama de novo [...]”
IV. “Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu [...]”
A próclise seria possível apenas em:
Alternativas
Q3647273 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma aurora doida


        A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.


        Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.


        Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.


        Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais. 


        Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.


        Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.


        Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.


        Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.


CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca, 1959. Disponível em  .

Em “E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.”, a oração em destaque funciona como: 
Alternativas
Q3647272 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma aurora doida


        A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.


        Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.


        Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.


        Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais. 


        Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.


        Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.


        Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.


        Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.


CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca, 1959. Disponível em  .

No contexto “aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava, o termo em destaque tem o mesmo sentido que:
Alternativas
Q3647271 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma aurora doida


        A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.


        Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.


        Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.


        Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais. 


        Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.


        Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.


        Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.


        Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.


CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca, 1959. Disponível em  .

O trecho a seguir, retirado do texto, que apresenta um advérbio de modo é:
Alternativas
Q3647270 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma aurora doida


        A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.


        Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.


        Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.


        Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais. 


        Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.


        Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.


        Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.


        Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.


CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca, 1959. Disponível em  .

No texto, por vezes, o narrador se utiliza da figura de linguagem de personificação. Um trecho que o exemplifica é:
Alternativas
Q3646950 Português
Observe o trecho abaixo e assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
A criança aprende a informar-se, a conhecer os outros, o mundo e a si mesma. A relação com a mídia eletrônica é prazerosa e _________ , mesmo durante o período escolar, a mídia mostra o mundo de outra forma, mais fácil, _________ . A mídia continua educando como contraposto à educação convencional, educa enquanto _________ .
Alternativas
Q3646942 Português
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:
A Didática Magna, escrita por Comênius, é uma obra de referência para todos os que buscam compreender o sentido mais profundo do humanismo na educação, ressaltando que ‘não se deve, pois, ____________ ninguém dos benefícios da educação e da instrução’.
Alternativas
Q3646776 Português
“Os linguistas nunca preconizaram a substituição do português padrão por qualquer forma de português não padrão como língua-alvo da escola: defenderam, o que é muito diferente, 1) que as variedades não padrão são línguas de pleno direito, no plano estrutural e até mesmo estético (...); 2) que as variedades não padrão podem ser utilizadas como um fator positivo no ensino, e até por esse motivo devem ser tratadas com respeito e 3) que a representação do português padrão que se pode retirar das gramáticas normativas é extremamente pobre.”
(ILARI, Rodolfo. Por que (não) ensinar gramática na escola, p. 177)
Com base no excerto acima, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3646769 Português
Imagem associada para resolução da questão


SOUSA, Maurício de. Chico Bento. Disponível em .https://www.todamateria.com.br/figuras-de-linguagem/
A expressão “cabeças de gado”, empregada no quadrinho acima, apresenta a figura de linguagem conhecida por:
Alternativas
Q3646767 Português
Assinale a alternativa cujas palavras preenchem corretamente, na mesma ordem, as lacunas do período abaixo:
“_______, _______ bastante atenção: nunca _______ do seu potencial. _______-se às suas tarefas com muito afinco e não _______ para trás qualquer resquício de atitudes que _______ desavença. _______-se bons hábitos!”
Alternativas
Respostas
40961: B
40962: A
40963: B
40964: E
40965: A
40966: A
40967: C
40968: D
40969: C
40970: A
40971: A
40972: E
40973: E
40974: B
40975: E
40976: C
40977: A
40978: B
40979: D
40980: B