Questões de Concurso Sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 275.228 questões

Q3648402 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que odores corporais revelam sobre a saúde — e como podem ajudar a diagnosticar doenças


A enfermeira aposentada Joy Milne revelou possuir um olfato extraordinariamente sensível ao notar, anos antes do diagnóstico médico, que seu marido apresentava um odor almiscarado diferente, que mais tarde se confirmou como indício do mal de Parkinson.

Posteriormente, Milne percebeu o mesmo cheiro em outros pacientes e foi convidada a participar de experimentos científicos. Em um teste, identificou corretamente camisetas usadas por pessoas com Parkinson, incluindo um caso ainda não diagnosticado na época, demonstrando a precisão de sua percepção. Esse episódio ganhou repercussão internacional e despertou o interesse da comunidade científica, que passou a investigar sistematicamente a relação entre odores corporais e doenças.

O corpo humano libera milhares de compostos químicos que variam de acordo com o metabolismo. Alterações nessas substâncias sinalizam desequilíbrios orgânicos e revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer. Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas. Animais, sobretudo cães, já foram treinados para identificar doenças com alto índice de acerto, reforçando o potencial diagnóstico associado ao olfato.

Atualmente, pesquisadores dedicam-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade. Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças. Esses avanços visam à criação de testes rápidos, não invasivos e de baixo custo, aplicáveis à pele, ao hálito ou à urina dos pacientes. Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.

O estudo dos odores corporais mostra-se, portanto, uma área promissora para transformar a medicina diagnóstica. Além de permitir a detecção ágil e acessível de condições graves, valoriza a atenção a sinais sutis do corpo que, muitas vezes, passam despercebidos. Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada à ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde, ampliando as chances de intervenção precoce, dignidade no tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cev2mjjp748o.ADAPTADO.
Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas.

Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase: 
Alternativas
Q3648400 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que odores corporais revelam sobre a saúde — e como podem ajudar a diagnosticar doenças


A enfermeira aposentada Joy Milne revelou possuir um olfato extraordinariamente sensível ao notar, anos antes do diagnóstico médico, que seu marido apresentava um odor almiscarado diferente, que mais tarde se confirmou como indício do mal de Parkinson.

Posteriormente, Milne percebeu o mesmo cheiro em outros pacientes e foi convidada a participar de experimentos científicos. Em um teste, identificou corretamente camisetas usadas por pessoas com Parkinson, incluindo um caso ainda não diagnosticado na época, demonstrando a precisão de sua percepção. Esse episódio ganhou repercussão internacional e despertou o interesse da comunidade científica, que passou a investigar sistematicamente a relação entre odores corporais e doenças.

O corpo humano libera milhares de compostos químicos que variam de acordo com o metabolismo. Alterações nessas substâncias sinalizam desequilíbrios orgânicos e revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer. Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas. Animais, sobretudo cães, já foram treinados para identificar doenças com alto índice de acerto, reforçando o potencial diagnóstico associado ao olfato.

Atualmente, pesquisadores dedicam-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade. Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças. Esses avanços visam à criação de testes rápidos, não invasivos e de baixo custo, aplicáveis à pele, ao hálito ou à urina dos pacientes. Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.

O estudo dos odores corporais mostra-se, portanto, uma área promissora para transformar a medicina diagnóstica. Além de permitir a detecção ágil e acessível de condições graves, valoriza a atenção a sinais sutis do corpo que, muitas vezes, passam despercebidos. Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada à ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde, ampliando as chances de intervenção precoce, dignidade no tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cev2mjjp748o.ADAPTADO.
Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3648397 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que odores corporais revelam sobre a saúde — e como podem ajudar a diagnosticar doenças


A enfermeira aposentada Joy Milne revelou possuir um olfato extraordinariamente sensível ao notar, anos antes do diagnóstico médico, que seu marido apresentava um odor almiscarado diferente, que mais tarde se confirmou como indício do mal de Parkinson.

Posteriormente, Milne percebeu o mesmo cheiro em outros pacientes e foi convidada a participar de experimentos científicos. Em um teste, identificou corretamente camisetas usadas por pessoas com Parkinson, incluindo um caso ainda não diagnosticado na época, demonstrando a precisão de sua percepção. Esse episódio ganhou repercussão internacional e despertou o interesse da comunidade científica, que passou a investigar sistematicamente a relação entre odores corporais e doenças.

O corpo humano libera milhares de compostos químicos que variam de acordo com o metabolismo. Alterações nessas substâncias sinalizam desequilíbrios orgânicos e revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer. Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas. Animais, sobretudo cães, já foram treinados para identificar doenças com alto índice de acerto, reforçando o potencial diagnóstico associado ao olfato.

Atualmente, pesquisadores dedicam-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade. Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças. Esses avanços visam à criação de testes rápidos, não invasivos e de baixo custo, aplicáveis à pele, ao hálito ou à urina dos pacientes. Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.

O estudo dos odores corporais mostra-se, portanto, uma área promissora para transformar a medicina diagnóstica. Além de permitir a detecção ágil e acessível de condições graves, valoriza a atenção a sinais sutis do corpo que, muitas vezes, passam despercebidos. Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada à ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde, ampliando as chances de intervenção precoce, dignidade no tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cev2mjjp748o.ADAPTADO.
Alterações nessas substâncias revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer.

Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase:
Alternativas
Q3648334 Português
Considere as sentenças a seguir:
I. Ele alegou que não se devem delatar comparsas. II. Quando saí de lá, já passavam das nove horas. III. Não se podem podar essas árvores.

Está (estão) correta(s) apenas a(s) sentença(s):
Alternativas
Q3648333 Português
A mesóclise ocorre apenas em:
Alternativas
Q3648332 Português
O sujeito é composto apenas na sentença:
Alternativas
Q3648331 Português
Leia o excerto a seguir, com especial atenção às lacunas:

O …. dos sinos a fazia pensar que já …. cinco da tarde. Estava atrasada e precisava apertar o …. se quisesse chegar …. tempo na audiência.

As lacunas do excerto devem ser preenchidas correta e respectivamente pelas palavras: 
Alternativas
Q3648330 Português
A palavra em destaque é um advérbio apenas na sentença:
Alternativas
Q3648329 Português
Os sonhos brasileiros


          Quando eu era menina, as famílias ricas costumavam escolher um ano de maior prosperidade e programavam a sua viagem à Europa. Iam marido, mulher, filharada, amaseca, e avô em exercício, às vezes um tio mais jovem. Os invejosos — todo mundo — zombavam: será que tinham fretado o navio? Navio aliás invisível, pois que tomado no Rio (talvez também no Recife) onde havia porto para grandes transatlânticos. O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses. E o país de destino era, quase invariavelmente, Paris ou Portugal. Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz. Portugal era escolhido pelos lusitanos bem-sucedidos. [...]

       Em Paris, os provisórios nômades se instalavam quase invariavelmente no Grand Hotel Du Louvre. (Ou diziam os língua-ruim, se instalavam mesmo era numa pensão barata na Banlieuse, onde nem tinha metrô). Para nós, brasileiros daquele tempo, metrô era o requinte, o selo da mais extrema civilização.

     Passados os seis meses de ricos, a família regressava, unida como saíra, e portando em profusão malas de porão e camarote novíssimas. Invariavelmente traziam um serviço de jantar em porcelana e até um serviço de cristal Baccarat, comprado na rue du Paradis. [...] E, depois daquela viagem oficial, a família passava o resto da vida curtindo as glórias da temporada. As moçoilas que já tinham aprendido o ABC do francês cá na terra, no colégio de freiras, voltavam cochichando segredinhos no idioma dos eleitos. Às vezes nascia por lá uma criança que, em memória do evento, fora registrada no Consulado Brasileiro, mas com nome francês. [...]

       Passaram-se os anos, o mundo mudou. Os Estados Unidos assumiram a liderança da moderna civilização. Acabaram-se, depois da Segunda Grande Guerra, os navios que faziam a linha Rio-Havre. Entramos na era dos jatos. E hoje também mudou o eixo turístico: de repente brasileiro descobria Miami ou Miami descobriu os brasileiros. Será o conforto da língua? Os iniciantes, pelo menos, acreditam que lá só se fala espanhol. E depois tem o Walt Disney e seus palácios feéricos. E principalmente tem as excursões — dizem os entendidos que é mais barato passar 15 dias em Miami do que em Maceió. É possível, nós ainda não organizamos o nosso turismo. Sinal de jovem pai com sucesso na profissão é levar os filhos pequenos para o Disneyworld. As mulheres fazem compras com frenesi. Os homens também se enchem de maquininhas — fax, telefone celular, micros!

      E ficamos nós, os invejosos, com o olho comprido em Miami, como outrora em Paris. Se não fosse o preço escandaloso do dólar! Mas é verdade que os pacotes turísticos são bem em conta. E tem até quem faça a módicas prestações! Ai (suspiro), a esperança é a última que morre…


QUEIROZ, R. Os sonhos brasileiros. Jornal O Dia,
Rio de Janeiro, 1992. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17950/ossonhos-brasileiros>.

Considere o trecho “O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses.” A construção em destaque, no período em que ocorre, desempenha a função sintática de: 
Alternativas
Q3648328 Português
Os sonhos brasileiros


          Quando eu era menina, as famílias ricas costumavam escolher um ano de maior prosperidade e programavam a sua viagem à Europa. Iam marido, mulher, filharada, amaseca, e avô em exercício, às vezes um tio mais jovem. Os invejosos — todo mundo — zombavam: será que tinham fretado o navio? Navio aliás invisível, pois que tomado no Rio (talvez também no Recife) onde havia porto para grandes transatlânticos. O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses. E o país de destino era, quase invariavelmente, Paris ou Portugal. Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz. Portugal era escolhido pelos lusitanos bem-sucedidos. [...]

       Em Paris, os provisórios nômades se instalavam quase invariavelmente no Grand Hotel Du Louvre. (Ou diziam os língua-ruim, se instalavam mesmo era numa pensão barata na Banlieuse, onde nem tinha metrô). Para nós, brasileiros daquele tempo, metrô era o requinte, o selo da mais extrema civilização.

     Passados os seis meses de ricos, a família regressava, unida como saíra, e portando em profusão malas de porão e camarote novíssimas. Invariavelmente traziam um serviço de jantar em porcelana e até um serviço de cristal Baccarat, comprado na rue du Paradis. [...] E, depois daquela viagem oficial, a família passava o resto da vida curtindo as glórias da temporada. As moçoilas que já tinham aprendido o ABC do francês cá na terra, no colégio de freiras, voltavam cochichando segredinhos no idioma dos eleitos. Às vezes nascia por lá uma criança que, em memória do evento, fora registrada no Consulado Brasileiro, mas com nome francês. [...]

       Passaram-se os anos, o mundo mudou. Os Estados Unidos assumiram a liderança da moderna civilização. Acabaram-se, depois da Segunda Grande Guerra, os navios que faziam a linha Rio-Havre. Entramos na era dos jatos. E hoje também mudou o eixo turístico: de repente brasileiro descobria Miami ou Miami descobriu os brasileiros. Será o conforto da língua? Os iniciantes, pelo menos, acreditam que lá só se fala espanhol. E depois tem o Walt Disney e seus palácios feéricos. E principalmente tem as excursões — dizem os entendidos que é mais barato passar 15 dias em Miami do que em Maceió. É possível, nós ainda não organizamos o nosso turismo. Sinal de jovem pai com sucesso na profissão é levar os filhos pequenos para o Disneyworld. As mulheres fazem compras com frenesi. Os homens também se enchem de maquininhas — fax, telefone celular, micros!

      E ficamos nós, os invejosos, com o olho comprido em Miami, como outrora em Paris. Se não fosse o preço escandaloso do dólar! Mas é verdade que os pacotes turísticos são bem em conta. E tem até quem faça a módicas prestações! Ai (suspiro), a esperança é a última que morre…


QUEIROZ, R. Os sonhos brasileiros. Jornal O Dia,
Rio de Janeiro, 1992. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17950/ossonhos-brasileiros>.

Dentre as sentenças a seguir, aquela cujo elemento em destaque provoca a referenciação anafórica no texto é:
Alternativas
Q3648327 Português
Os sonhos brasileiros


          Quando eu era menina, as famílias ricas costumavam escolher um ano de maior prosperidade e programavam a sua viagem à Europa. Iam marido, mulher, filharada, amaseca, e avô em exercício, às vezes um tio mais jovem. Os invejosos — todo mundo — zombavam: será que tinham fretado o navio? Navio aliás invisível, pois que tomado no Rio (talvez também no Recife) onde havia porto para grandes transatlânticos. O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses. E o país de destino era, quase invariavelmente, Paris ou Portugal. Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz. Portugal era escolhido pelos lusitanos bem-sucedidos. [...]

       Em Paris, os provisórios nômades se instalavam quase invariavelmente no Grand Hotel Du Louvre. (Ou diziam os língua-ruim, se instalavam mesmo era numa pensão barata na Banlieuse, onde nem tinha metrô). Para nós, brasileiros daquele tempo, metrô era o requinte, o selo da mais extrema civilização.

     Passados os seis meses de ricos, a família regressava, unida como saíra, e portando em profusão malas de porão e camarote novíssimas. Invariavelmente traziam um serviço de jantar em porcelana e até um serviço de cristal Baccarat, comprado na rue du Paradis. [...] E, depois daquela viagem oficial, a família passava o resto da vida curtindo as glórias da temporada. As moçoilas que já tinham aprendido o ABC do francês cá na terra, no colégio de freiras, voltavam cochichando segredinhos no idioma dos eleitos. Às vezes nascia por lá uma criança que, em memória do evento, fora registrada no Consulado Brasileiro, mas com nome francês. [...]

       Passaram-se os anos, o mundo mudou. Os Estados Unidos assumiram a liderança da moderna civilização. Acabaram-se, depois da Segunda Grande Guerra, os navios que faziam a linha Rio-Havre. Entramos na era dos jatos. E hoje também mudou o eixo turístico: de repente brasileiro descobria Miami ou Miami descobriu os brasileiros. Será o conforto da língua? Os iniciantes, pelo menos, acreditam que lá só se fala espanhol. E depois tem o Walt Disney e seus palácios feéricos. E principalmente tem as excursões — dizem os entendidos que é mais barato passar 15 dias em Miami do que em Maceió. É possível, nós ainda não organizamos o nosso turismo. Sinal de jovem pai com sucesso na profissão é levar os filhos pequenos para o Disneyworld. As mulheres fazem compras com frenesi. Os homens também se enchem de maquininhas — fax, telefone celular, micros!

      E ficamos nós, os invejosos, com o olho comprido em Miami, como outrora em Paris. Se não fosse o preço escandaloso do dólar! Mas é verdade que os pacotes turísticos são bem em conta. E tem até quem faça a módicas prestações! Ai (suspiro), a esperança é a última que morre…


QUEIROZ, R. Os sonhos brasileiros. Jornal O Dia,
Rio de Janeiro, 1992. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17950/ossonhos-brasileiros>.

O termo “Cidade Luz”, em “Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz”, é um exemplo de:
Alternativas
Q3648326 Português
Os sonhos brasileiros


          Quando eu era menina, as famílias ricas costumavam escolher um ano de maior prosperidade e programavam a sua viagem à Europa. Iam marido, mulher, filharada, amaseca, e avô em exercício, às vezes um tio mais jovem. Os invejosos — todo mundo — zombavam: será que tinham fretado o navio? Navio aliás invisível, pois que tomado no Rio (talvez também no Recife) onde havia porto para grandes transatlânticos. O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses. E o país de destino era, quase invariavelmente, Paris ou Portugal. Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz. Portugal era escolhido pelos lusitanos bem-sucedidos. [...]

       Em Paris, os provisórios nômades se instalavam quase invariavelmente no Grand Hotel Du Louvre. (Ou diziam os língua-ruim, se instalavam mesmo era numa pensão barata na Banlieuse, onde nem tinha metrô). Para nós, brasileiros daquele tempo, metrô era o requinte, o selo da mais extrema civilização.

     Passados os seis meses de ricos, a família regressava, unida como saíra, e portando em profusão malas de porão e camarote novíssimas. Invariavelmente traziam um serviço de jantar em porcelana e até um serviço de cristal Baccarat, comprado na rue du Paradis. [...] E, depois daquela viagem oficial, a família passava o resto da vida curtindo as glórias da temporada. As moçoilas que já tinham aprendido o ABC do francês cá na terra, no colégio de freiras, voltavam cochichando segredinhos no idioma dos eleitos. Às vezes nascia por lá uma criança que, em memória do evento, fora registrada no Consulado Brasileiro, mas com nome francês. [...]

       Passaram-se os anos, o mundo mudou. Os Estados Unidos assumiram a liderança da moderna civilização. Acabaram-se, depois da Segunda Grande Guerra, os navios que faziam a linha Rio-Havre. Entramos na era dos jatos. E hoje também mudou o eixo turístico: de repente brasileiro descobria Miami ou Miami descobriu os brasileiros. Será o conforto da língua? Os iniciantes, pelo menos, acreditam que lá só se fala espanhol. E depois tem o Walt Disney e seus palácios feéricos. E principalmente tem as excursões — dizem os entendidos que é mais barato passar 15 dias em Miami do que em Maceió. É possível, nós ainda não organizamos o nosso turismo. Sinal de jovem pai com sucesso na profissão é levar os filhos pequenos para o Disneyworld. As mulheres fazem compras com frenesi. Os homens também se enchem de maquininhas — fax, telefone celular, micros!

      E ficamos nós, os invejosos, com o olho comprido em Miami, como outrora em Paris. Se não fosse o preço escandaloso do dólar! Mas é verdade que os pacotes turísticos são bem em conta. E tem até quem faça a módicas prestações! Ai (suspiro), a esperança é a última que morre…


QUEIROZ, R. Os sonhos brasileiros. Jornal O Dia,
Rio de Janeiro, 1992. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17950/ossonhos-brasileiros>.

A partir da afirmação em “Se não fosse o preço escandaloso do dólar!”, depreende-se que a narradora do texto:
Alternativas
Q3648325 Português
Os sonhos brasileiros


          Quando eu era menina, as famílias ricas costumavam escolher um ano de maior prosperidade e programavam a sua viagem à Europa. Iam marido, mulher, filharada, amaseca, e avô em exercício, às vezes um tio mais jovem. Os invejosos — todo mundo — zombavam: será que tinham fretado o navio? Navio aliás invisível, pois que tomado no Rio (talvez também no Recife) onde havia porto para grandes transatlânticos. O período dedicado ao banho de civilização era em geral de seis meses. E o país de destino era, quase invariavelmente, Paris ou Portugal. Falo Paris como país, porque ninguém dizia que ia para a França. Mas somente a Cidade Luz. Portugal era escolhido pelos lusitanos bem-sucedidos. [...]

       Em Paris, os provisórios nômades se instalavam quase invariavelmente no Grand Hotel Du Louvre. (Ou diziam os língua-ruim, se instalavam mesmo era numa pensão barata na Banlieuse, onde nem tinha metrô). Para nós, brasileiros daquele tempo, metrô era o requinte, o selo da mais extrema civilização.

     Passados os seis meses de ricos, a família regressava, unida como saíra, e portando em profusão malas de porão e camarote novíssimas. Invariavelmente traziam um serviço de jantar em porcelana e até um serviço de cristal Baccarat, comprado na rue du Paradis. [...] E, depois daquela viagem oficial, a família passava o resto da vida curtindo as glórias da temporada. As moçoilas que já tinham aprendido o ABC do francês cá na terra, no colégio de freiras, voltavam cochichando segredinhos no idioma dos eleitos. Às vezes nascia por lá uma criança que, em memória do evento, fora registrada no Consulado Brasileiro, mas com nome francês. [...]

       Passaram-se os anos, o mundo mudou. Os Estados Unidos assumiram a liderança da moderna civilização. Acabaram-se, depois da Segunda Grande Guerra, os navios que faziam a linha Rio-Havre. Entramos na era dos jatos. E hoje também mudou o eixo turístico: de repente brasileiro descobria Miami ou Miami descobriu os brasileiros. Será o conforto da língua? Os iniciantes, pelo menos, acreditam que lá só se fala espanhol. E depois tem o Walt Disney e seus palácios feéricos. E principalmente tem as excursões — dizem os entendidos que é mais barato passar 15 dias em Miami do que em Maceió. É possível, nós ainda não organizamos o nosso turismo. Sinal de jovem pai com sucesso na profissão é levar os filhos pequenos para o Disneyworld. As mulheres fazem compras com frenesi. Os homens também se enchem de maquininhas — fax, telefone celular, micros!

      E ficamos nós, os invejosos, com o olho comprido em Miami, como outrora em Paris. Se não fosse o preço escandaloso do dólar! Mas é verdade que os pacotes turísticos são bem em conta. E tem até quem faça a módicas prestações! Ai (suspiro), a esperança é a última que morre…


QUEIROZ, R. Os sonhos brasileiros. Jornal O Dia,
Rio de Janeiro, 1992. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17950/ossonhos-brasileiros>.

Com base no texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3648243 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


(Desenhos do Nando. Disponível em: https://www.instagram.com/midianinja/. Acesso em 27 jun. 2025. Adaptado.)

Acerca da charge, ela foi publicada dia 05 de junho de 2025, em ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente. A partir da leitura do texto, analise as assertivas que seguem:
I.Para a compreensão da crítica feita pelo autor da charge, entre tantos outros conhecimentos prévios, o leitor precisa mobilizar saberes populares presentes na cultura brasileira. Entre esses saberes está o discurso consagrado na literatura, no cinema e nas telenovelas de que, especialmente nas classes ricas, o pai, detentor de riquezas e propriedades, mostra ao filho todo o patrimônio que ele herdará um dia, como forma de estimulá-lo a se dedicar aos empreendimentos do patriarca.
II.Um dos recursos utilizados pelo autor para estruturar sua crítica é o da ironia, em que se dissimula a ideia que se quer transmitir tendo a expectativa de que o leitor a compreenda. A ironia é um recurso de risco, pois seu sucesso depende da cumplicidade do leitor em mobilizar elementos internos e externos ao texto para compreender o que se critica: a interpretação da ambiguidade gerada pela ironia não é possível apenas com os elementos internos ao texto.
III.A charge apresenta uma ambiguidade, o que compromete a compreensão do leitor: como o pai deixará de herança a floresta e os rios se ele porta uma motosserra, indicando a intenção de derrubar as árvores? Essa ambiguidade é um problema grave de coerência textual, uma vez que é impossível ao leitor identificar a crítica que o autor da charge tentou construir.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3648241 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Familiar e universal


Vencedora do Prêmio Camões 2024, a poeta mineira Adélia Prado tem obra reeditada em celebração aos 50 anos de sua estreia, com "Bagagem"


Laura Machado


Aos 89 anos de idade, a poeta mineira Adélia Prado recebeu dois dos mais importantes prêmios da literatura de língua portuguesa, quase ao mesmo tempo. Em junho do ano passado recebeu o Prêmio Machado de Assis e o Camões. Às vésperas de completar meio século de estreia, com Bagagem, ela tem sua obra reeditada pela Record.


Foi em outubro de 1975 que o poeta (também mineiro) Carlos Drummond de Andrade recebeu uma coletânea original de poemas escritos por uma mulher de 40 anos, mãe de cinco filhos, chamada Adélia Luzia Prado de Freitas. Sem conhecer aquela estreante, ele escreveu no Jornal do Brasil: "Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo. (...) Adélia já viu a Poesia, ou Deus, flertando com ela. Adélia é fogo: fogo de Deus em Divinópolis". Drummond repassou o manuscrito para o editor Pedro Paulo de Sena Madureira, que o publicou pela editora Imago. No evento de lançamento, além de Drummond, estavam presentes autores como Clarice Lispector, Nélida Piñon, Antônio Houaiss e Affonso Romano de Sant'Anna, a quem Adélia havia enviado seus poemas antes de submetê-los a Drummond.


Sua obra de estreia trazia já algumas das características que persistem. A religiosidade, as vivências femininas, as experiências no interior de Minas Gerais e os pensamentos que emolduram o envelhecer. [...]


Ler Bagagem é como se ajoelhar em posição de oração na igreja aos domingos, tomar um café com bolo caseiro na sala de estar da avó, ser criança e caçar borboletas no jardim de casa.


Dividido em cinco blocos, Bagagem reúne poemas germinados desde os 20 anos e que, por cerca de duas décadas, dormiram na gaveta. No poema "Explicação de poesia sem ninguém pedir", Adélia escreve: "Um trem é uma coisa mecânica,/ mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,/ atravessou a minha vida,/ virou só sentimento." [...]


A presença da figura feminina é uma constante na literatura da escritora mineira, e, entre religiosidade e sexualidade, seus versos são como brasa ao retratar e misturar seus conceitos. Bagagem é uma obra sobre a grandeza na pequenez, uma ode requintada sobre as fases da vida e os sentimentos que prenunciam a maturidade.


Além de Bagagem, obras da poeta também foram editadas e relançadas pela Record quase simultaneamente: os livros de poesia Terra de Santa Cruz e O pelicano e o romance O homem da mão seca, [...].


Terra de Santa Cruz foi originalmente o terceiro livro lançado por Adélia Prado, cinco anos depois de sua estreia com Bagagem e três anos após sua consolidação como autora, através da publicação de O coração disparado. Assim, lançado em 1981, esta obra fecha a "santíssima trindade" do modo poético de Adélia Prado, como foi dito pelo crítico de literatura, jornalista e professor Augusto Massi.


Nela, as particularidades da linguagem de Adélia se tornam ainda mais profundas. Os seus pensamentos e reflexões acerca da morte ganham lugar de destaque. Utilizando-se da religiosidade e, até mesmo, de pequenos toques de escatologia, desmembra a familiaridade daquilo que é universal.


(Disponível em: https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/resenha/familiar-e-universal. Acesso em 26 jun. 2026. Adaptado.)


I.Em "Ler Bagagem é como se ajoelhar em posição de oração na igreja aos domingos, tomar um café com bolo caseiro na sala de estar da avó, ser criança e caçar borboletas no jardim de casa", a autora usou uma figura de linguagem para expressar o que ela considera ser a leitura dessa obra de Adélia Prado, a saber, a metáfora.
II.Em "Utilizando-se da religiosidade", a colocação pronominal está adequada porque ocorre no início da oração. Mesmo que a língua portuguesa, no Brasil, aceite o uso do pronome átono iniciando oração em contextos informais, ele ainda não é aceito em contextos formais da escrita.
III.Em "Nela, as particularidades da linguagem de Adélia se tornam ainda mais profundas", Nela faz referência ao termo cunhado por um crítico de literatura ao conjunto de três obras de poesia de Adélia Prado, a saber, a "santíssima trindade". Temos nesse contexto uma relação anafórica, uma vez que o pronome "ela" aponta para algo já mencionado no texto.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3648221 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Familiar e universal


Vencedora do Prêmio Camões 2024, a poeta mineira Adélia Prado tem obra reeditada em celebração aos 50 anos de sua estreia, com "Bagagem"


Laura Machado


Aos 89 anos de idade, a poeta mineira Adélia Prado recebeu dois dos mais importantes prêmios da literatura de língua portuguesa, quase ao mesmo tempo. Em junho do ano passado recebeu o Prêmio Machado de Assis e o Camões. Às vésperas de completar meio século de estreia, com Bagagem, ela tem sua obra reeditada pela Record.


Foi em outubro de 1975 que o poeta (também mineiro) Carlos Drummond de Andrade recebeu uma coletânea original de poemas escritos por uma mulher de 40 anos, mãe de cinco filhos, chamada Adélia Luzia Prado de Freitas. Sem conhecer aquela estreante, ele escreveu no Jornal do Brasil: "Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo. (...) Adélia já viu a Poesia, ou Deus, flertando com ela. Adélia é fogo: fogo de Deus em Divinópolis". Drummond repassou o manuscrito para o editor Pedro Paulo de Sena Madureira, que o publicou pela editora Imago. No evento de lançamento, além de Drummond, estavam presentes autores como Clarice Lispector, Nélida Piñon, Antônio Houaiss e Affonso Romano de Sant'Anna, a quem Adélia havia enviado seus poemas antes de submetê-los a Drummond.


Sua obra de estreia trazia já algumas das características que persistem. A religiosidade, as vivências femininas, as experiências no interior de Minas Gerais e os pensamentos que emolduram o envelhecer. [...]


Ler Bagagem é como se ajoelhar em posição de oração na igreja aos domingos, tomar um café com bolo caseiro na sala de estar da avó, ser criança e caçar borboletas no jardim de casa.


Dividido em cinco blocos, Bagagem reúne poemas germinados desde os 20 anos e que, por cerca de duas décadas, dormiram na gaveta. No poema "Explicação de poesia sem ninguém pedir", Adélia escreve: "Um trem é uma coisa mecânica,/ mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,/ atravessou a minha vida,/ virou só sentimento." [...]


A presença da figura feminina é uma constante na literatura da escritora mineira, e, entre religiosidade e sexualidade, seus versos são como brasa ao retratar e misturar seus conceitos. Bagagem é uma obra sobre a grandeza na pequenez, uma ode requintada sobre as fases da vida e os sentimentos que prenunciam a maturidade.


Além de Bagagem, obras da poeta também foram editadas e relançadas pela Record quase simultaneamente: os livros de poesia Terra de Santa Cruz e O pelicano e o romance O homem da mão seca, [...].


Terra de Santa Cruz foi originalmente o terceiro livro lançado por Adélia Prado, cinco anos depois de sua estreia com Bagagem e três anos após sua consolidação como autora, através da publicação de O coração disparado. Assim, lançado em 1981, esta obra fecha a "santíssima trindade" do modo poético de Adélia Prado, como foi dito pelo crítico de literatura, jornalista e professor Augusto Massi.


Nela, as particularidades da linguagem de Adélia se tornam ainda mais profundas. Os seus pensamentos e reflexões acerca da morte ganham lugar de destaque. Utilizando-se da religiosidade e, até mesmo, de pequenos toques de escatologia, desmembra a familiaridade daquilo que é universal.


(Disponível em: https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/resenha/familiar-e-universal. Acesso em 26 jun. 2026. Adaptado.)

Analise as assertivas a seguir:


I.Bagagem foi a primeira obra publicada por Adélia Prado, em 1975, e é composta por uma coletânea de poemas escritos ao longo de 20 anos.


II.A vivência da autora, no interior de Minas Gerais, será um dos temas abordados em seus poemas, assim como o feminino, a religiosidade e o envelhecer.


III.O texto de Laura Machado é uma resenha crítica, em que ela descreve e analisa aspectos que considera relevantes na obra de Adélia Prado, especialmente em Bagagem, e se posiciona, emitindo sua opinião.


IV.No segundo parágrafo, as aspas foram utilizadas para marcar uma citação direta. Além disso, o trecho que está entre aspas funciona como um argumento de autoridade, quando a autora recorre à opinião de Carlos Drummond de Andrade, escritor e poeta consagrado na literatura brasileira, para fundamentar seu ponto de vista a respeito de Bagagem, obra que Machado analisa em seu texto.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3648009 Português
Assinale a alternativa que indica corretamente as pontuações, na ordem correta, que estão faltando na seguinte frase:
“Apague as luzes___ Cláudio___” 
Alternativas
Q3648008 Português

Um dos termos no trecho a seguir apresenta incorreção:


“Passamos na rua da feira bem na hora da chuva. Havia hortaliças, embalajens plásticas e caixotes sendo arrastados pela enxurrada. Foi uma bagunça só!”


Assinale a alternativa que apresenta a palavra ortograficamente INCORRETA: 

Alternativas
Q3648007 Português
Entre os termos destacados nas frases, qual é uma conjunção? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3648006 Português
Assinale a alternativa que NÃO contém nenhuma palavra da classe gramatical numeral:
Alternativas
Respostas
40901: A
40902: D
40903: A
40904: E
40905: D
40906: A
40907: D
40908: B
40909: A
40910: B
40911: C
40912: B
40913: D
40914: D
40915: C
40916: A
40917: E
40918: B
40919: A
40920: C