Questões de Concurso Sobre português

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Q4289983 Português
Quanto ao emprego do hífen, estão CORRETAS as palavras da série: 
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Q4289982 Português
“Conheci o namorado da minha filha, que sofreu um grave acidente.” O uso do relativo “que” causa um(a): 
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Q4289981 Português
Amanhecendo, iremos à praia. A forma em destaque exprime sentido de: 
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Q4289980 Português
Em O rio rolava vagarosamente as suas grandes águas., os termos da oração foram corretamente classificados, EXCETO em: 
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Q4289979 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais Brasil desafia ambiente hostil e mais remoto de seu território para manter Base Científica

Luiz André Ferreira
Publicado 02/03/2026


    A Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo passa pela terceira ampliação. É o ponto mais afastado do continente brasileiro. Fica na extremidade da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido a ser a área mais remota, sua ocupação é de fundamental estratégia para garantir o espaço territorial e manter os limites das fronteiras do país. É também uma das principais bases de estudos científicos.
    Estão sendo investidos cerca de 7 milhões de reais do Fundo de Compensação Ambiental. Entre as melhorias, a instalação de uma passarela ligando o ponto mais baixo ao mais alto da ilha Belmonte, a principal, onde deverão ser construídas novas edificações até o final deste ano.
    Espaço Selvagem  
  As novas construções se destacam pelo uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos. A atual estrutura apresenta sinais de acentuado desgaste. Devido ao difícil acesso, o transporte de pessoas e materiais não pode ser feito por uma embarcação comum, mas somente pelo adaptado Navio Patrulha Oceânico “Araguari”.
    Além da distância da costa, a cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro, a geografia é resumida a um pequeno cume de cadeia de montanhas que se ergue de profundidades de cerca de 4.000 metros do fundo do mar.
    A topografia é extremamente irregular. A pequena dimensão mais plana equivale a aproximadamente um campo de futebol. Seu ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar, o que faz com que constantemente seja invadida pelas fortes ondas que assolam a região que também é escaldada pelo forte sol e sacudida pelos constantes tremores de terra.
    Complexidade da Operação 
    A manutenção da operação também é muito complexa. Envolve diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água e o de comunicações. O Arquipélago está há mais de 20 anos sob a gestão da Marinha, que mantém em uma de suas bases, um farol para sinalização de embarcações. A força armada divide a gestão da Base Científica com o ICMBio e a Universidade Federal do Espírito Santo.  


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais. Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andreferreira/2026/03/7215486-garantir-fronteira-e-pesquisasambientais.html. Acesso em 13 de março de 2026. Adaptado. 
A respeito da estrutura de gestão e operação descrita no texto, assinale a alternativa CORRETA sobre a natureza da administração do arquipélago: 
Alternativas
Q4289978 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais Brasil desafia ambiente hostil e mais remoto de seu território para manter Base Científica

Luiz André Ferreira
Publicado 02/03/2026


    A Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo passa pela terceira ampliação. É o ponto mais afastado do continente brasileiro. Fica na extremidade da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido a ser a área mais remota, sua ocupação é de fundamental estratégia para garantir o espaço territorial e manter os limites das fronteiras do país. É também uma das principais bases de estudos científicos.
    Estão sendo investidos cerca de 7 milhões de reais do Fundo de Compensação Ambiental. Entre as melhorias, a instalação de uma passarela ligando o ponto mais baixo ao mais alto da ilha Belmonte, a principal, onde deverão ser construídas novas edificações até o final deste ano.
    Espaço Selvagem  
  As novas construções se destacam pelo uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos. A atual estrutura apresenta sinais de acentuado desgaste. Devido ao difícil acesso, o transporte de pessoas e materiais não pode ser feito por uma embarcação comum, mas somente pelo adaptado Navio Patrulha Oceânico “Araguari”.
    Além da distância da costa, a cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro, a geografia é resumida a um pequeno cume de cadeia de montanhas que se ergue de profundidades de cerca de 4.000 metros do fundo do mar.
    A topografia é extremamente irregular. A pequena dimensão mais plana equivale a aproximadamente um campo de futebol. Seu ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar, o que faz com que constantemente seja invadida pelas fortes ondas que assolam a região que também é escaldada pelo forte sol e sacudida pelos constantes tremores de terra.
    Complexidade da Operação 
    A manutenção da operação também é muito complexa. Envolve diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água e o de comunicações. O Arquipélago está há mais de 20 anos sob a gestão da Marinha, que mantém em uma de suas bases, um farol para sinalização de embarcações. A força armada divide a gestão da Base Científica com o ICMBio e a Universidade Federal do Espírito Santo.  


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais. Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andreferreira/2026/03/7215486-garantir-fronteira-e-pesquisasambientais.html. Acesso em 13 de março de 2026. Adaptado. 
O texto descreve o local das construções como um ambiente: 
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Q4289977 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais Brasil desafia ambiente hostil e mais remoto de seu território para manter Base Científica

Luiz André Ferreira
Publicado 02/03/2026


    A Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo passa pela terceira ampliação. É o ponto mais afastado do continente brasileiro. Fica na extremidade da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido a ser a área mais remota, sua ocupação é de fundamental estratégia para garantir o espaço territorial e manter os limites das fronteiras do país. É também uma das principais bases de estudos científicos.
    Estão sendo investidos cerca de 7 milhões de reais do Fundo de Compensação Ambiental. Entre as melhorias, a instalação de uma passarela ligando o ponto mais baixo ao mais alto da ilha Belmonte, a principal, onde deverão ser construídas novas edificações até o final deste ano.
    Espaço Selvagem  
  As novas construções se destacam pelo uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos. A atual estrutura apresenta sinais de acentuado desgaste. Devido ao difícil acesso, o transporte de pessoas e materiais não pode ser feito por uma embarcação comum, mas somente pelo adaptado Navio Patrulha Oceânico “Araguari”.
    Além da distância da costa, a cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro, a geografia é resumida a um pequeno cume de cadeia de montanhas que se ergue de profundidades de cerca de 4.000 metros do fundo do mar.
    A topografia é extremamente irregular. A pequena dimensão mais plana equivale a aproximadamente um campo de futebol. Seu ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar, o que faz com que constantemente seja invadida pelas fortes ondas que assolam a região que também é escaldada pelo forte sol e sacudida pelos constantes tremores de terra.
    Complexidade da Operação 
    A manutenção da operação também é muito complexa. Envolve diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água e o de comunicações. O Arquipélago está há mais de 20 anos sob a gestão da Marinha, que mantém em uma de suas bases, um farol para sinalização de embarcações. A força armada divide a gestão da Base Científica com o ICMBio e a Universidade Federal do Espírito Santo.  


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais. Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andreferreira/2026/03/7215486-garantir-fronteira-e-pesquisasambientais.html. Acesso em 13 de março de 2026. Adaptado. 
De acordo com o texto, por que as novas construções utilizam materiais resistentes à corrosão e sistemas de encaixe? 
Alternativas
Q4289976 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais Brasil desafia ambiente hostil e mais remoto de seu território para manter Base Científica

Luiz André Ferreira
Publicado 02/03/2026


    A Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo passa pela terceira ampliação. É o ponto mais afastado do continente brasileiro. Fica na extremidade da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido a ser a área mais remota, sua ocupação é de fundamental estratégia para garantir o espaço territorial e manter os limites das fronteiras do país. É também uma das principais bases de estudos científicos.
    Estão sendo investidos cerca de 7 milhões de reais do Fundo de Compensação Ambiental. Entre as melhorias, a instalação de uma passarela ligando o ponto mais baixo ao mais alto da ilha Belmonte, a principal, onde deverão ser construídas novas edificações até o final deste ano.
    Espaço Selvagem  
  As novas construções se destacam pelo uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos. A atual estrutura apresenta sinais de acentuado desgaste. Devido ao difícil acesso, o transporte de pessoas e materiais não pode ser feito por uma embarcação comum, mas somente pelo adaptado Navio Patrulha Oceânico “Araguari”.
    Além da distância da costa, a cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro, a geografia é resumida a um pequeno cume de cadeia de montanhas que se ergue de profundidades de cerca de 4.000 metros do fundo do mar.
    A topografia é extremamente irregular. A pequena dimensão mais plana equivale a aproximadamente um campo de futebol. Seu ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar, o que faz com que constantemente seja invadida pelas fortes ondas que assolam a região que também é escaldada pelo forte sol e sacudida pelos constantes tremores de terra.
    Complexidade da Operação 
    A manutenção da operação também é muito complexa. Envolve diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água e o de comunicações. O Arquipélago está há mais de 20 anos sob a gestão da Marinha, que mantém em uma de suas bases, um farol para sinalização de embarcações. A força armada divide a gestão da Base Científica com o ICMBio e a Universidade Federal do Espírito Santo.  


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais. Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andreferreira/2026/03/7215486-garantir-fronteira-e-pesquisasambientais.html. Acesso em 13 de março de 2026. Adaptado. 
Analise as asserções a seguir sobre a infraestrutura descrita no texto e marque a opção CORRETA:

I. A nova passarela servirá para interligar as novas edificações que serão construídas em diferentes níveis de altitude na ilha Belmonte.
II. O texto indica que a ampliação atual será finalizada no próximo ano, com foco na construção de novos laboratórios de ponta.
III. A Estação Científica de São Pedro e São Paulo, ao se ampliar, reafirma sua posição estratégica de soberania no ponto mais distante do continente.

A interpretação correta das asserções é:
Alternativas
Q4289975 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais Brasil desafia ambiente hostil e mais remoto de seu território para manter Base Científica

Luiz André Ferreira
Publicado 02/03/2026


    A Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo passa pela terceira ampliação. É o ponto mais afastado do continente brasileiro. Fica na extremidade da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido a ser a área mais remota, sua ocupação é de fundamental estratégia para garantir o espaço territorial e manter os limites das fronteiras do país. É também uma das principais bases de estudos científicos.
    Estão sendo investidos cerca de 7 milhões de reais do Fundo de Compensação Ambiental. Entre as melhorias, a instalação de uma passarela ligando o ponto mais baixo ao mais alto da ilha Belmonte, a principal, onde deverão ser construídas novas edificações até o final deste ano.
    Espaço Selvagem  
  As novas construções se destacam pelo uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos. A atual estrutura apresenta sinais de acentuado desgaste. Devido ao difícil acesso, o transporte de pessoas e materiais não pode ser feito por uma embarcação comum, mas somente pelo adaptado Navio Patrulha Oceânico “Araguari”.
    Além da distância da costa, a cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro, a geografia é resumida a um pequeno cume de cadeia de montanhas que se ergue de profundidades de cerca de 4.000 metros do fundo do mar.
    A topografia é extremamente irregular. A pequena dimensão mais plana equivale a aproximadamente um campo de futebol. Seu ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar, o que faz com que constantemente seja invadida pelas fortes ondas que assolam a região que também é escaldada pelo forte sol e sacudida pelos constantes tremores de terra.
    Complexidade da Operação 
    A manutenção da operação também é muito complexa. Envolve diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água e o de comunicações. O Arquipélago está há mais de 20 anos sob a gestão da Marinha, que mantém em uma de suas bases, um farol para sinalização de embarcações. A força armada divide a gestão da Base Científica com o ICMBio e a Universidade Federal do Espírito Santo.  


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais. Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andreferreira/2026/03/7215486-garantir-fronteira-e-pesquisasambientais.html. Acesso em 13 de março de 2026. Adaptado. 
Com base na leitura do texto, assinale a alternativa CORRETA para a relação entre a localização da Estação Científica e o investimento realizado:  
Alternativas
Q4289939 Português
Leia o texto para responder à questão:


As crianças deixadas para trás


    O instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o apoio das fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou recentemente um indicador que mede a cobertura da educação infantil no Brasil. Vistos de cima, os dados sobre as matrículas das crianças de 0 a 5 anos de idade transmitem a sensação de que tudo vai bem, mas não vai: a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância.

    Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. E o prazo para o País alcançar a universalização, que é um índice de matrícula acima de 95%, era até 2016. Segundo o Iede, 94,6% das crianças frequentavam a pré-escola em 2025, o que até permitiria inferir que falta pouco para o Brasil bater a meta.

    Mas, passados dez anos, o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. Segundo o Iede, 876 municípios brasileiros – ou 16% do total – ainda não alcançaram nem a marca de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Não é exagero afirmar que mais de 300 mil crianças vivem à margem do direito constitucional à educação infantil.

    O local de nascimento de uma criança pode definir quem tem ou não o direito universal à educação. Enquanto no Piauí 100% das crianças frequentam a pré-escola, no Amapá esse índice não chega a 70%. Aliás, o Norte lidera os indicadores negativos: 29% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças na pré-escola.

     A atual realidade não autoriza otimismo. Tudo isso é muito triste, porque a Constituição fez muitas promessas aos cidadãos: uma delas é a de que o Brasil combateria as desigualdades regionais e outra é a de que as crianças deveriam ser tratadas, pelo Estado, pela família e pela sociedade, com “absoluta prioridade”. Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando-as, assim, para trás.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.05.2026. Adaptado)
Considere as passagens:

•     a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância. (1° parágrafo)
•     Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. (2° parágrafo)

De acordo com a norma-padrão, os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente, por:
Alternativas
Q4289938 Português
Leia o texto para responder à questão:


As crianças deixadas para trás


    O instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o apoio das fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou recentemente um indicador que mede a cobertura da educação infantil no Brasil. Vistos de cima, os dados sobre as matrículas das crianças de 0 a 5 anos de idade transmitem a sensação de que tudo vai bem, mas não vai: a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância.

    Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. E o prazo para o País alcançar a universalização, que é um índice de matrícula acima de 95%, era até 2016. Segundo o Iede, 94,6% das crianças frequentavam a pré-escola em 2025, o que até permitiria inferir que falta pouco para o Brasil bater a meta.

    Mas, passados dez anos, o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. Segundo o Iede, 876 municípios brasileiros – ou 16% do total – ainda não alcançaram nem a marca de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Não é exagero afirmar que mais de 300 mil crianças vivem à margem do direito constitucional à educação infantil.

    O local de nascimento de uma criança pode definir quem tem ou não o direito universal à educação. Enquanto no Piauí 100% das crianças frequentam a pré-escola, no Amapá esse índice não chega a 70%. Aliás, o Norte lidera os indicadores negativos: 29% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças na pré-escola.

     A atual realidade não autoriza otimismo. Tudo isso é muito triste, porque a Constituição fez muitas promessas aos cidadãos: uma delas é a de que o Brasil combateria as desigualdades regionais e outra é a de que as crianças deveriam ser tratadas, pelo Estado, pela família e pela sociedade, com “absoluta prioridade”. Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando-as, assim, para trás.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.05.2026. Adaptado)
A colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q4289937 Português
Leia o texto para responder à questão:


As crianças deixadas para trás


    O instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o apoio das fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou recentemente um indicador que mede a cobertura da educação infantil no Brasil. Vistos de cima, os dados sobre as matrículas das crianças de 0 a 5 anos de idade transmitem a sensação de que tudo vai bem, mas não vai: a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância.

    Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. E o prazo para o País alcançar a universalização, que é um índice de matrícula acima de 95%, era até 2016. Segundo o Iede, 94,6% das crianças frequentavam a pré-escola em 2025, o que até permitiria inferir que falta pouco para o Brasil bater a meta.

    Mas, passados dez anos, o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. Segundo o Iede, 876 municípios brasileiros – ou 16% do total – ainda não alcançaram nem a marca de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Não é exagero afirmar que mais de 300 mil crianças vivem à margem do direito constitucional à educação infantil.

    O local de nascimento de uma criança pode definir quem tem ou não o direito universal à educação. Enquanto no Piauí 100% das crianças frequentam a pré-escola, no Amapá esse índice não chega a 70%. Aliás, o Norte lidera os indicadores negativos: 29% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças na pré-escola.

     A atual realidade não autoriza otimismo. Tudo isso é muito triste, porque a Constituição fez muitas promessas aos cidadãos: uma delas é a de que o Brasil combateria as desigualdades regionais e outra é a de que as crianças deveriam ser tratadas, pelo Estado, pela família e pela sociedade, com “absoluta prioridade”. Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando-as, assim, para trás.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.05.2026. Adaptado)
Na passagem “Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando- -as, assim, para trás.” (5° parágrafo), os termos destacados expressam, correta e respectivamente, sentidos de 
Alternativas
Q4289936 Português
Leia o texto para responder à questão:


As crianças deixadas para trás


    O instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o apoio das fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou recentemente um indicador que mede a cobertura da educação infantil no Brasil. Vistos de cima, os dados sobre as matrículas das crianças de 0 a 5 anos de idade transmitem a sensação de que tudo vai bem, mas não vai: a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância.

    Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. E o prazo para o País alcançar a universalização, que é um índice de matrícula acima de 95%, era até 2016. Segundo o Iede, 94,6% das crianças frequentavam a pré-escola em 2025, o que até permitiria inferir que falta pouco para o Brasil bater a meta.

    Mas, passados dez anos, o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. Segundo o Iede, 876 municípios brasileiros – ou 16% do total – ainda não alcançaram nem a marca de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Não é exagero afirmar que mais de 300 mil crianças vivem à margem do direito constitucional à educação infantil.

    O local de nascimento de uma criança pode definir quem tem ou não o direito universal à educação. Enquanto no Piauí 100% das crianças frequentam a pré-escola, no Amapá esse índice não chega a 70%. Aliás, o Norte lidera os indicadores negativos: 29% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças na pré-escola.

     A atual realidade não autoriza otimismo. Tudo isso é muito triste, porque a Constituição fez muitas promessas aos cidadãos: uma delas é a de que o Brasil combateria as desigualdades regionais e outra é a de que as crianças deveriam ser tratadas, pelo Estado, pela família e pela sociedade, com “absoluta prioridade”. Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando-as, assim, para trás.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.05.2026. Adaptado)
Considere as passagens:

•     ... a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas... (1° parágrafo)
•     ... o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. (3° parágrafo)

Os termos destacados são, correta e respectivamente, antônimos de: 
Alternativas
Q4289935 Português
Leia o texto para responder à questão:


As crianças deixadas para trás


    O instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o apoio das fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou recentemente um indicador que mede a cobertura da educação infantil no Brasil. Vistos de cima, os dados sobre as matrículas das crianças de 0 a 5 anos de idade transmitem a sensação de que tudo vai bem, mas não vai: a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância.

    Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. E o prazo para o País alcançar a universalização, que é um índice de matrícula acima de 95%, era até 2016. Segundo o Iede, 94,6% das crianças frequentavam a pré-escola em 2025, o que até permitiria inferir que falta pouco para o Brasil bater a meta.

    Mas, passados dez anos, o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. Segundo o Iede, 876 municípios brasileiros – ou 16% do total – ainda não alcançaram nem a marca de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Não é exagero afirmar que mais de 300 mil crianças vivem à margem do direito constitucional à educação infantil.

    O local de nascimento de uma criança pode definir quem tem ou não o direito universal à educação. Enquanto no Piauí 100% das crianças frequentam a pré-escola, no Amapá esse índice não chega a 70%. Aliás, o Norte lidera os indicadores negativos: 29% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças na pré-escola.

     A atual realidade não autoriza otimismo. Tudo isso é muito triste, porque a Constituição fez muitas promessas aos cidadãos: uma delas é a de que o Brasil combateria as desigualdades regionais e outra é a de que as crianças deveriam ser tratadas, pelo Estado, pela família e pela sociedade, com “absoluta prioridade”. Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando-as, assim, para trás.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.05.2026. Adaptado)
A conclusão do editorial marca-se
Alternativas
Q4289934 Português
Leia o texto para responder à questão:


As crianças deixadas para trás


    O instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o apoio das fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou recentemente um indicador que mede a cobertura da educação infantil no Brasil. Vistos de cima, os dados sobre as matrículas das crianças de 0 a 5 anos de idade transmitem a sensação de que tudo vai bem, mas não vai: a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância.

    Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. E o prazo para o País alcançar a universalização, que é um índice de matrícula acima de 95%, era até 2016. Segundo o Iede, 94,6% das crianças frequentavam a pré-escola em 2025, o que até permitiria inferir que falta pouco para o Brasil bater a meta.

    Mas, passados dez anos, o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. Segundo o Iede, 876 municípios brasileiros – ou 16% do total – ainda não alcançaram nem a marca de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Não é exagero afirmar que mais de 300 mil crianças vivem à margem do direito constitucional à educação infantil.

    O local de nascimento de uma criança pode definir quem tem ou não o direito universal à educação. Enquanto no Piauí 100% das crianças frequentam a pré-escola, no Amapá esse índice não chega a 70%. Aliás, o Norte lidera os indicadores negativos: 29% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças na pré-escola.

     A atual realidade não autoriza otimismo. Tudo isso é muito triste, porque a Constituição fez muitas promessas aos cidadãos: uma delas é a de que o Brasil combateria as desigualdades regionais e outra é a de que as crianças deveriam ser tratadas, pelo Estado, pela família e pela sociedade, com “absoluta prioridade”. Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando-as, assim, para trás.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.05.2026. Adaptado)
O editorial deixa evidente que
Alternativas
Q4289933 Português
Leia o texto para responder à questão:


Memórias de um aprendiz de escritor


    Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

    Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

    De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

    Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

    Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.


(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)
Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. [...] Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? (4° parágrafo)

De acordo com a norma-padrão, as passagens destacadas admitem, respectivamente, as seguintes reescritas:
Alternativas
Q4289932 Português
Leia o texto para responder à questão:


Memórias de um aprendiz de escritor


    Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

    Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

    De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

    Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

    Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.


(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q4289931 Português
Leia o texto para responder à questão:


Memórias de um aprendiz de escritor


    Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

    Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

    De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

    Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

    Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.


(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)
O uso do acento indicativo da crase está em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q4289930 Português
Leia o texto para responder à questão:


Memórias de um aprendiz de escritor


    Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

    Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

    De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

    Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

    Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.


(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)
Na passagem “Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade.” (3° parágrafo), os termos destacados formam expressões cujos sentidos são, correta e respectivamente, de:
Alternativas
Q4289929 Português
Leia o texto para responder à questão:


Memórias de um aprendiz de escritor


    Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

    Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

    De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

    Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

    Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.


(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)
 Considere as reescritas de passagens do texto:

•     Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo, onde eu podia escolher à vontade leituras para ______________.
•     Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances. Era tudo para _______________ ler, quando quisesse.
•     Por onde andará a pomba porto-alegrense que parou um instante de bicar para ______________ com o livro na mão?
•     Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre _______________ e o mundo.

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com: 
Alternativas
Respostas
4021: C
4022: D
4023: B
4024: A
4025: C
4026: B
4027: A
4028: C
4029: D
4030: E
4031: A
4032: B
4033: C
4034: D
4035: B
4036: E
4037: A
4038: D
4039: A
4040: C