Questões de Concurso Sobre português
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• “Segundo ela, no Brasil, a questão é, também, um problema.” (2º parágrafo)
• “Ainda que vigore a política nacional de resíduos sólidos, hoje, no Brasil, não temos soluções institucionalizadas para o descarte têxtil.” (3º parágrafo)
• “Ou seja, esse é um tema essencial quando falamos de economia brasileira [...].” (5º parágrafo)
• “Se, realmente, tratar-se de resíduo têxtil, o material pode ser deixado em pontos de coleta.” (8º parágrafo)
Nos fragmentos, os elementos linguísticos sublinhados indicam, CORRETA e respectivamente, as ideias de:
( ) Em: “O impacto ambiental da moda ultrapassa o descarte” (6º parágrafo), caso a palavra sublinhada fosse substituída por “eliminação”, o “o” que a antecede deveria ser substituído por “à”, resultando em: “O impacto ambiental da moda ultrapassa à eliminação”.
( ) Em: “É preciso, também, se atentar às emissões geradas em torno das produções” (6º parágrafo), caso a palavra sublinhada fosse substituída por “difusões”, o acento indicativo da crase no “às” que a antecede deveria ser mantido.
( ) Em: “Resíduo têxtil chega a 55 toneladas diárias só na cidade de São Paulo” (subtítulo), caso houvesse o acréscimo do vocábulo “atingir” antes da expressão sublinhada, o “a” deveria receber o acento indicativo da crase.
( ) Em: “retoma Marina de Luca” (5º parágrafo), caso a expressão sublinhada fosse substituída pelo vocábulo “especialista”, haveria a necessidade de acréscimo de “à” antes dele, resultando em: “retoma à especialista”.
I. A substituição da locução conjuntiva “para que” (último período do 3º parágrafo) por “a fim de que” manteria a relação de sentido estabelecida no trecho.
II. A inserção de uma vírgula após “peças” (2º período do 1º parágrafo) preservaria a correção gramatical e o sentido do excerto.
III. A substituição da palavra “na” (último período do 7º parágrafo) pela preposição “pela” manteria o sentido estabelecido no trecho.
Está CORRETO o que se afirma:
I. O parágrafo inicial começa com duas perguntas. O primeiro questionamento é dirigido ao leitor, e o segundo, respondido na continuidade do próprio parágrafo.
II. O segundo e o quarto parágrafo trazem dados relativos, respectivamente, ao descarte de tecidos fora do Brasil e à coleta diária de roupas não mais utilizadas e de resíduos de corte em uma cidade brasileira.
III. Pode-se afirmar que os parágrafos seis e sete se completam. O sexto introduz a questão do impacto ambiental além do descarte, e o sétimo detalha os danos da indústria da moda para a natureza.
IV. Os parágrafos três e oito trazem iniciativas a serem realizadas no âmbito individual, ou seja, o que cada pessoa pode fazer a fim de descartar adequadamente resíduos têxteis.
Está CORRETO o que se afirma:

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A expressão “por conta própria” contribui para o efeito persuasivo da peça ao
Leia o texto 2 e depois responda à questão.
TEXTO 2
Minha mulher reclama outra vez que dormi mal, muito agitado, e gritei no sono.
— Você chamou sua mãe — ela diz, ainda passando a mão de leve no meu cabelo para me tranquilizar. — Parece criança. Sempre o mesmo pesadelo?
— Sempre o mesmo. Dorme outra vez — respondo. — Dorme, está tudo bem.
No pesadelo preciso salvar minha mãe e não a consigo alcançar. Ela corre à minha frente no meio da bruma. No meu desespero, só enxergo seu cabelo ruivo como uma echarpe vermelha ao vento. Sou responsável por ela, mas sou pequeno demais, meus passos são curtos, ela precisa de mim e ao mesmo tempo escapa. Antes de voltar a dormir lembro quando eu era criança e ela me entregou a escova pedindo que a penteasse. O cabelo ruivo, liso e lustroso, soltava pequenos estalidos, e minha mãe riu, dizendo “estou toda elétrica hoje, viu?”. Aquele instante de felicidade não se repetiria nos nossos anos sombrios. Reaparece, aqui e ali, em algum de meus sonhos que acabam em pesadelo.
Minha mulher acha que devo procurar ajuda. Quem sabe um bom psicólogo. Porque também me acha nervoso demais, e inseguro, não acredito em mim mesmo, e, principalmente, não acredito muito no amor dela. “Que dificuldade você tem para ser feliz”, ela reclama. Diz que pareço ter nascido órfão. Que preciso superar, tudo que aconteceu há tanto tempo.
Mas ela não sabe como era aquele tempo. A gente não fala muito no assunto, nem eu nem meu irmão mais moço. Ninguém sabe muita coisa da nossa infância registrada em raras fotos perdidas nas gavetas, ninguém sabe do copo escondido e da ferida exposta. Nem de minha mãe, a quem meu pai protegia de todos os modos, ajudando a disfarçar quando ela tentava ocultar o copo no vestido, na gaveta, atrás de algum objeto, no quarto, na cozinha, em qualquer lugar da casa. E quando não o conseguia, nos dias ruins podia gritar, jogar o copo nele ou dar um tapa rápido e certeiro em nós, que éramos pequenos. Nos dias bons sorria encabulada, mostrava o copo com aquele sorriso meio infantil, é água, eu estava quase esquecendo de tomar o meu remédio.
Não era água: era a sua perdição e a nossa desgraça.
(LUFT, Lya. O silêncio dos amantes (p. 44- 45). Record. Edição do Kindle).
Observe os trechos retirados do texto 2 e depois marque a alternativa correta:
I. “Minha mulher acha QUE DEVO PROCURAR AJUDA.”
II. “E quando não O conseguia, nos dias ruins podia gritar, jogar o copo nele [...]”
III. “O cabelo ruivo, liso e LUSTROSO [...]”
IV. “[...] ela me ENTREGOU a escova pedindo que a PENTEASSE.”
Leia o texto 2 e depois responda à questão.
TEXTO 2
Minha mulher reclama outra vez que dormi mal, muito agitado, e gritei no sono.
— Você chamou sua mãe — ela diz, ainda passando a mão de leve no meu cabelo para me tranquilizar. — Parece criança. Sempre o mesmo pesadelo?
— Sempre o mesmo. Dorme outra vez — respondo. — Dorme, está tudo bem.
No pesadelo preciso salvar minha mãe e não a consigo alcançar. Ela corre à minha frente no meio da bruma. No meu desespero, só enxergo seu cabelo ruivo como uma echarpe vermelha ao vento. Sou responsável por ela, mas sou pequeno demais, meus passos são curtos, ela precisa de mim e ao mesmo tempo escapa. Antes de voltar a dormir lembro quando eu era criança e ela me entregou a escova pedindo que a penteasse. O cabelo ruivo, liso e lustroso, soltava pequenos estalidos, e minha mãe riu, dizendo “estou toda elétrica hoje, viu?”. Aquele instante de felicidade não se repetiria nos nossos anos sombrios. Reaparece, aqui e ali, em algum de meus sonhos que acabam em pesadelo.
Minha mulher acha que devo procurar ajuda. Quem sabe um bom psicólogo. Porque também me acha nervoso demais, e inseguro, não acredito em mim mesmo, e, principalmente, não acredito muito no amor dela. “Que dificuldade você tem para ser feliz”, ela reclama. Diz que pareço ter nascido órfão. Que preciso superar, tudo que aconteceu há tanto tempo.
Mas ela não sabe como era aquele tempo. A gente não fala muito no assunto, nem eu nem meu irmão mais moço. Ninguém sabe muita coisa da nossa infância registrada em raras fotos perdidas nas gavetas, ninguém sabe do copo escondido e da ferida exposta. Nem de minha mãe, a quem meu pai protegia de todos os modos, ajudando a disfarçar quando ela tentava ocultar o copo no vestido, na gaveta, atrás de algum objeto, no quarto, na cozinha, em qualquer lugar da casa. E quando não o conseguia, nos dias ruins podia gritar, jogar o copo nele ou dar um tapa rápido e certeiro em nós, que éramos pequenos. Nos dias bons sorria encabulada, mostrava o copo com aquele sorriso meio infantil, é água, eu estava quase esquecendo de tomar o meu remédio.
Não era água: era a sua perdição e a nossa desgraça.
(LUFT, Lya. O silêncio dos amantes (p. 44- 45). Record. Edição do Kindle).
Leia o texto 2 e depois responda à questão.
TEXTO 2
Minha mulher reclama outra vez que dormi mal, muito agitado, e gritei no sono.
— Você chamou sua mãe — ela diz, ainda passando a mão de leve no meu cabelo para me tranquilizar. — Parece criança. Sempre o mesmo pesadelo?
— Sempre o mesmo. Dorme outra vez — respondo. — Dorme, está tudo bem.
No pesadelo preciso salvar minha mãe e não a consigo alcançar. Ela corre à minha frente no meio da bruma. No meu desespero, só enxergo seu cabelo ruivo como uma echarpe vermelha ao vento. Sou responsável por ela, mas sou pequeno demais, meus passos são curtos, ela precisa de mim e ao mesmo tempo escapa. Antes de voltar a dormir lembro quando eu era criança e ela me entregou a escova pedindo que a penteasse. O cabelo ruivo, liso e lustroso, soltava pequenos estalidos, e minha mãe riu, dizendo “estou toda elétrica hoje, viu?”. Aquele instante de felicidade não se repetiria nos nossos anos sombrios. Reaparece, aqui e ali, em algum de meus sonhos que acabam em pesadelo.
Minha mulher acha que devo procurar ajuda. Quem sabe um bom psicólogo. Porque também me acha nervoso demais, e inseguro, não acredito em mim mesmo, e, principalmente, não acredito muito no amor dela. “Que dificuldade você tem para ser feliz”, ela reclama. Diz que pareço ter nascido órfão. Que preciso superar, tudo que aconteceu há tanto tempo.
Mas ela não sabe como era aquele tempo. A gente não fala muito no assunto, nem eu nem meu irmão mais moço. Ninguém sabe muita coisa da nossa infância registrada em raras fotos perdidas nas gavetas, ninguém sabe do copo escondido e da ferida exposta. Nem de minha mãe, a quem meu pai protegia de todos os modos, ajudando a disfarçar quando ela tentava ocultar o copo no vestido, na gaveta, atrás de algum objeto, no quarto, na cozinha, em qualquer lugar da casa. E quando não o conseguia, nos dias ruins podia gritar, jogar o copo nele ou dar um tapa rápido e certeiro em nós, que éramos pequenos. Nos dias bons sorria encabulada, mostrava o copo com aquele sorriso meio infantil, é água, eu estava quase esquecendo de tomar o meu remédio.
Não era água: era a sua perdição e a nossa desgraça.
(LUFT, Lya. O silêncio dos amantes (p. 44- 45). Record. Edição do Kindle).
I. Do lado de fora da basílica, uma lojinha de artigos religiosos vendia um FRAGRANTE terço feito de pétalas de rosas.
II. Após correr a prova dos 10.000 metros, o atleta sentou-se no chão, ESPAVORIDO.
III. As medidas tomadas pela empresa não SURTIRAM os efeitos desejados.
IV. Jaqueline era responsável por um setor que gerava somas VULTOSAS para a empresa.