Questões de Concurso Sobre português

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Q3895053 Português
A interjeição é uma classe de palavras independente que exprime emoções, sensações ou reações momentâneas do falante, podendo constituir-se, inclusive, de uma locução interjetiva. O valor semântico da interjeição depende do contexto e pode variar conforme a intenção comunicativa.

Analise atentamente as orações abaixo e correlacione-as com o tipo de emoção ou sensação que a interjeição expressa.

Coluna 01 − Orações com interjeições
(__) Puxa vida! Não imaginei que você se lembraria do meu aniversário.
(__) Cuidado! Há um degrau solto logo à frente.
(__) Ufa! Finalmente terminamos o relatório a tempo.
(__) Oxalá! Que o projeto seja aprovado pelo conselho.
(__) Psiu! Estamos em plena reunião, não faça barulho.

Coluna 02 − Tipos de interjeição
I. Advertência.
II. Desejo.
III. Silêncio.
IV. Alívio.
V. Surpresa.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3895051 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Novos Caminhos no Tratamento de Tumores Desafiadores: Destaques do Congresso Europeu de Oncologia

A ciência segue avançando em busca de novas respostas contra o câncer, especialmente em tumores mais agressivos, que ainda desafiam os tratamentos tradicionais. Durante o Congresso Europeu de Oncologia (ESMO 2025), realizado em Berlim, pesquisadores de todo o mundo apresentaram resultados que trazem esperança para pacientes com câncer de pâncreas e tumores cerebrais, doenças conhecidas por seu comportamento difícil e ainda poucas opções terapêuticas eficazes.

Pesquisadores apresentaram em Berlim resultados animadores com novas drogas que bloqueiam uma mutação chamada KRAS, a mais comum nesse tipo de tumor e responsável por cerca de metade dos casos de câncer de pâncreas. Essa mutação está ligada ao crescimento mais rápido do câncer, à maior capacidade de invasão e à formação de metástases.

As novas medicações, conhecidas como drogas anti-KRAS, foram testadas em pacientes que já haviam passado por outros tratamentos e mostraram resultados promissores, com o controle da doença e redução do tamanho do tumor em boa parte dos casos.

Os resultados mostraram que aproximadamente metade das pacientes apresentou redução significativa do tumor, com boa tolerância ao tratamento. Embora o estudo ainda esteja em fase inicial, o achado representa um passo importante, já que aponta a possibilidade de uma terapia personalizada, direcionada ao perfil genético do tumor. É um avanço muito relevante em um campo onde as opções ainda são limitadas e cada novo passo pode significar mais tempo e qualidade de vida para os pacientes.

Outra área de destaque no congresso foi o estudo de cânceres cerebrais, os gliomas de alto grau ou glioblastomas. Esses tumores têm opções de tratamento, mas elas costumam trazer resultados modestos e o risco de recidiva é alto.

Uma das pesquisas mais comentadas trouxe uma nova estratégia com células CAR-T, tipo de imunoterapia celular já utilizada com sucesso em leucemias, linfomas e mielomas. Agora, essa técnica foi testada em tumores sólidos do cérebro.

O estudo, conduzido por um grupo de pesquisadores coreanos, incluiu 10 pacientes com glioblastoma recorrente, que receberam uma injeção de células CAR-T diretamente dentro do tumor. Os resultados foram animadores: 70% dos indivíduos tiveram controle da doença, e três apresentaram redução significativa do tumor, com resposta duradoura.

https://forbes.com.br/forbessaude/2025/10/fernando-maluf-novos-camin hos-no-tratamento-de-tumores-desafiadores-destaques-do-congresso-e uropeu-de-oncologia/ 
Ao descrever o estudo coreano com células CAR-T, o texto sugere uma expansão das fronteiras da imunoterapia.

Considerando o contexto apresentado, qual é a principal inovação desse experimento?
Alternativas
Q3895050 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Novos Caminhos no Tratamento de Tumores Desafiadores: Destaques do Congresso Europeu de Oncologia

A ciência segue avançando em busca de novas respostas contra o câncer, especialmente em tumores mais agressivos, que ainda desafiam os tratamentos tradicionais. Durante o Congresso Europeu de Oncologia (ESMO 2025), realizado em Berlim, pesquisadores de todo o mundo apresentaram resultados que trazem esperança para pacientes com câncer de pâncreas e tumores cerebrais, doenças conhecidas por seu comportamento difícil e ainda poucas opções terapêuticas eficazes.

Pesquisadores apresentaram em Berlim resultados animadores com novas drogas que bloqueiam uma mutação chamada KRAS, a mais comum nesse tipo de tumor e responsável por cerca de metade dos casos de câncer de pâncreas. Essa mutação está ligada ao crescimento mais rápido do câncer, à maior capacidade de invasão e à formação de metástases.

As novas medicações, conhecidas como drogas anti-KRAS, foram testadas em pacientes que já haviam passado por outros tratamentos e mostraram resultados promissores, com o controle da doença e redução do tamanho do tumor em boa parte dos casos.

Os resultados mostraram que aproximadamente metade das pacientes apresentou redução significativa do tumor, com boa tolerância ao tratamento. Embora o estudo ainda esteja em fase inicial, o achado representa um passo importante, já que aponta a possibilidade de uma terapia personalizada, direcionada ao perfil genético do tumor. É um avanço muito relevante em um campo onde as opções ainda são limitadas e cada novo passo pode significar mais tempo e qualidade de vida para os pacientes.

Outra área de destaque no congresso foi o estudo de cânceres cerebrais, os gliomas de alto grau ou glioblastomas. Esses tumores têm opções de tratamento, mas elas costumam trazer resultados modestos e o risco de recidiva é alto.

Uma das pesquisas mais comentadas trouxe uma nova estratégia com células CAR-T, tipo de imunoterapia celular já utilizada com sucesso em leucemias, linfomas e mielomas. Agora, essa técnica foi testada em tumores sólidos do cérebro.

O estudo, conduzido por um grupo de pesquisadores coreanos, incluiu 10 pacientes com glioblastoma recorrente, que receberam uma injeção de células CAR-T diretamente dentro do tumor. Os resultados foram animadores: 70% dos indivíduos tiveram controle da doença, e três apresentaram redução significativa do tumor, com resposta duradoura.

https://forbes.com.br/forbessaude/2025/10/fernando-maluf-novos-camin hos-no-tratamento-de-tumores-desafiadores-destaques-do-congresso-e uropeu-de-oncologia/ 
Ao abordar as drogas anti-KRAS, o texto enfatiza que elas foram testadas em pacientes que já haviam passado por outras terapias.

Nesse sentido, qual é o principal diferencial científico dessas novas drogas em comparação aos tratamentos tradicionais?
Alternativas
Q3895048 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Novos Caminhos no Tratamento de Tumores Desafiadores: Destaques do Congresso Europeu de Oncologia

A ciência segue avançando em busca de novas respostas contra o câncer, especialmente em tumores mais agressivos, que ainda desafiam os tratamentos tradicionais. Durante o Congresso Europeu de Oncologia (ESMO 2025), realizado em Berlim, pesquisadores de todo o mundo apresentaram resultados que trazem esperança para pacientes com câncer de pâncreas e tumores cerebrais, doenças conhecidas por seu comportamento difícil e ainda poucas opções terapêuticas eficazes.

Pesquisadores apresentaram em Berlim resultados animadores com novas drogas que bloqueiam uma mutação chamada KRAS, a mais comum nesse tipo de tumor e responsável por cerca de metade dos casos de câncer de pâncreas. Essa mutação está ligada ao crescimento mais rápido do câncer, à maior capacidade de invasão e à formação de metástases.

As novas medicações, conhecidas como drogas anti-KRAS, foram testadas em pacientes que já haviam passado por outros tratamentos e mostraram resultados promissores, com o controle da doença e redução do tamanho do tumor em boa parte dos casos.

Os resultados mostraram que aproximadamente metade das pacientes apresentou redução significativa do tumor, com boa tolerância ao tratamento. Embora o estudo ainda esteja em fase inicial, o achado representa um passo importante, já que aponta a possibilidade de uma terapia personalizada, direcionada ao perfil genético do tumor. É um avanço muito relevante em um campo onde as opções ainda são limitadas e cada novo passo pode significar mais tempo e qualidade de vida para os pacientes.

Outra área de destaque no congresso foi o estudo de cânceres cerebrais, os gliomas de alto grau ou glioblastomas. Esses tumores têm opções de tratamento, mas elas costumam trazer resultados modestos e o risco de recidiva é alto.

Uma das pesquisas mais comentadas trouxe uma nova estratégia com células CAR-T, tipo de imunoterapia celular já utilizada com sucesso em leucemias, linfomas e mielomas. Agora, essa técnica foi testada em tumores sólidos do cérebro.

O estudo, conduzido por um grupo de pesquisadores coreanos, incluiu 10 pacientes com glioblastoma recorrente, que receberam uma injeção de células CAR-T diretamente dentro do tumor. Os resultados foram animadores: 70% dos indivíduos tiveram controle da doença, e três apresentaram redução significativa do tumor, com resposta duradoura.

https://forbes.com.br/forbessaude/2025/10/fernando-maluf-novos-camin hos-no-tratamento-de-tumores-desafiadores-destaques-do-congresso-e uropeu-de-oncologia/ 
O texto relata resultados "animadores" obtidos nos estudos sobre tumores cerebrais, mas mantém um tom prudente quanto às implicações futuras.

Com base nisso, o que se pode concluir sobre a visão do autor em relação ao papel da pesquisa científica na medicina oncológica?
Alternativas
Q3895047 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Novos Caminhos no Tratamento de Tumores Desafiadores: Destaques do Congresso Europeu de Oncologia

A ciência segue avançando em busca de novas respostas contra o câncer, especialmente em tumores mais agressivos, que ainda desafiam os tratamentos tradicionais. Durante o Congresso Europeu de Oncologia (ESMO 2025), realizado em Berlim, pesquisadores de todo o mundo apresentaram resultados que trazem esperança para pacientes com câncer de pâncreas e tumores cerebrais, doenças conhecidas por seu comportamento difícil e ainda poucas opções terapêuticas eficazes.

Pesquisadores apresentaram em Berlim resultados animadores com novas drogas que bloqueiam uma mutação chamada KRAS, a mais comum nesse tipo de tumor e responsável por cerca de metade dos casos de câncer de pâncreas. Essa mutação está ligada ao crescimento mais rápido do câncer, à maior capacidade de invasão e à formação de metástases.

As novas medicações, conhecidas como drogas anti-KRAS, foram testadas em pacientes que já haviam passado por outros tratamentos e mostraram resultados promissores, com o controle da doença e redução do tamanho do tumor em boa parte dos casos.

Os resultados mostraram que aproximadamente metade das pacientes apresentou redução significativa do tumor, com boa tolerância ao tratamento. Embora o estudo ainda esteja em fase inicial, o achado representa um passo importante, já que aponta a possibilidade de uma terapia personalizada, direcionada ao perfil genético do tumor. É um avanço muito relevante em um campo onde as opções ainda são limitadas e cada novo passo pode significar mais tempo e qualidade de vida para os pacientes.

Outra área de destaque no congresso foi o estudo de cânceres cerebrais, os gliomas de alto grau ou glioblastomas. Esses tumores têm opções de tratamento, mas elas costumam trazer resultados modestos e o risco de recidiva é alto.

Uma das pesquisas mais comentadas trouxe uma nova estratégia com células CAR-T, tipo de imunoterapia celular já utilizada com sucesso em leucemias, linfomas e mielomas. Agora, essa técnica foi testada em tumores sólidos do cérebro.

O estudo, conduzido por um grupo de pesquisadores coreanos, incluiu 10 pacientes com glioblastoma recorrente, que receberam uma injeção de células CAR-T diretamente dentro do tumor. Os resultados foram animadores: 70% dos indivíduos tiveram controle da doença, e três apresentaram redução significativa do tumor, com resposta duradoura.

https://forbes.com.br/forbessaude/2025/10/fernando-maluf-novos-camin hos-no-tratamento-de-tumores-desafiadores-destaques-do-congresso-e uropeu-de-oncologia/ 
O trecho que menciona a "possibilidade de uma terapia personalizada" introduz uma mudança conceitual importante na abordagem oncológica.

Com base nisso, o que esse conceito representa na prática médica contemporânea?
Alternativas
Q3894955 Português
As figuras de linguagem são recursos estilísticos utilizados para conferir maior expressividade, ênfase ou originalidade à comunicação, transcendendo o uso puramente denotativo das palavras. Elas se dividem em figuras de pensamento (como antítese, paradoxo, ironia), figuras de sintaxe ou construção (como elipse, zeugma, pleonasmo) e figuras de palavra ou tropos (como metáfora, metonímia, sinédoque). A correta identificação desses recursos é crucial para a interpretação de textos literários e para a compreensão das sutilezas argumentativas em discursos persuasivos e poéticos.
Acerca da classificação e definição das figuras de linguagem, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A sinédoque, como em "Ele não tinha teto para morar", é um tipo de metáfora que se baseia na substituição da parte pelo todo (teto por casa).
(__)A prosopopeia, ou personificação, ocorre quando se atribui uma característica ou ação humana a um objeto inanimado, como na frase "O pneu do carro furou na estrada".
(__)O paradoxo é a figura que aproxima termos de sentidos opostos, como na expressão "A sua fala foi um silêncio eloquente".
(__)A antítese ocorre na frase "O amor e o ódio caminham lado a lado", pois utiliza termos de sentidos opostos (amor/ódio) em uma estrutura paralela para criar contraste.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894954 Português
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, implementado com o objetivo de unificar a grafia nos países lusófonos, trouxe mudanças significativas, especialmente nas regras de acentuação gráfica. Alterações na acentuação de ditongos abertos em paroxítonas (como 'ideia'), a eliminação do acento em hiatos específicos (como 'feiura') e a supressão de alguns acentos diferenciais (como em 'para') são exemplos notórios. Compreender essas mudanças é vital não apenas para a escrita formal, mas também para a correta pronúncia e identificação de palavras que, embora mantenham a fonética, tiveram sua grafia alterada, impactando materiais didáticos e documentos oficiais.
Acerca das regras de acentuação gráfica vigentes após o Novo Acordo Ortográfico, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O acento diferencial em "pôde" (pretérito perfeito) para diferenciar de "pode" (presente) foi abolido pelo Novo Acordo, sendo seu uso agora considerado facultativo.
(__)Palavras como "feiura" e "baiuca" perderam o acento no 'i' ou 'u' tônico porque o Novo Acordo eliminou o acento de todas as palavras paroxítonas que formam hiato.
(__)O Novo Acordo Ortográfico eliminou o acento agudo de todas as palavras proparoxítonas que contenham ditongos abertos, como "helicóptero" ou "arquétipo".
(__)Palavras paroxítonas terminadas em 'i' ou 'is', como "táxi" e "júri", continuam sendo acentuadas normalmente, pois essa regra não sofreu alteração com o Acordo.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894953 Português
A linguagem humana opera em múltiplos níveis de significação, sendo a distinção entre denotação e conotação um pilar central para a análise semântica e estilística. A denotação refere-se ao sentido literal, dicionarizado, de uma palavra, aquele que é compartilhado de forma mais objetiva pela comunidade de falantes e que é prioritário em textos científicos ou técnicos. Em contrapartida, a conotação abrange os sentidos associados, as cargas emocionais, culturais ou subjetivas que uma palavra adquire dependendo do contexto de uso, sendo um recurso fundamental na construção de textos literários, publicitários e opinativos, onde a persuasão e a expressão de subjetividade são mais importantes que a mera informação objetiva.

Considerando a complexa interação entre o sentido literal (denotativo) e o sentido figurado (conotativo) no uso da língua, assinale a alternativa que descreve corretamente a aplicação desses conceitos. 
Alternativas
Q3894950 Português
A coesão textual é o mecanismo linguístico que garante a conexão lógico-semântica entre as partes de um texto, utilizando-se de diversos recursos, como conectores, preposições e pronomes. A escolha inadequada de um conector pode alterar drasticamente o sentido pretendido, transformando uma relação de causa em consequência, ou uma adversidade em conclusão. Em textos técnicos e acadêmicos, como os voltados para a educação especializada, a precisão na articulação das ideias é fundamental para a clareza da argumentação e para evitar ambiguidades que comprometam a validade da informação transmitida.

Acerca do valor semântico dos conectores e sua função na coesão textual, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O conector "portanto" é classificado como adversativo, sendo semanticamente equivalente a "contudo", utilizado para introduzir uma ideia que se opõe à anterior.
(__)Em "Ele estudou muito, *logo* foi reprovado", o conector "logo" está empregado corretamente para indicar a consequência esperada da ação anterior, estabelecendo uma relação de causa e efeito direta.
(__)A conjunção "embora" introduz uma oração causal, explicando o motivo pelo qual a oração principal ocorre, possuindo o mesmo valor semântico de "visto que".
(__)Na sentença "O evento foi cancelado, *porquanto* o palestrante adoeceu", o conector "porquanto" estabelece uma relação de causa/explicação, podendo ser substituído por "porque" ou "visto que".

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894949 Português
A regência verbal trata da relação de subordinação que se estabelece entre um verbo (termo regente) e seus complementos (termos regidos), determinando a necessidade ou não de uma preposição específica. A complexidade da regência na língua portuguesa reside no fato de que alguns verbos alteram seu significado conforme mudam a preposição (como 'aspirar' ou 'visar'), enquanto outros, como 'implicar' ou 'assistir', possuem regências distintas na norma culta e no uso coloquial, criando armadilhas frequentes em contextos formais de escrita e fala, como na elaboração de documentos oficiais.

Considerando as regras de regência verbal estabelecidas pela gramática normativa para o uso formal da língua, assinale a alternativa que apresenta uma construção totalmente correta.
Alternativas
Q3894896 Português
O debate sobre norma culta e variedades linguísticas é central na formação do professor de Língua Portuguesa, exigindo uma postura que supere o mero prescritivismo (o 'certo' vs 'errado'). A Sociolinguística demonstra que a língua é heterogênea e varia de acordo com fatores sociais, regionais, históricos e de estilo (formalidade/informalidade). O papel da escola não é eliminar a variedade linguística do aluno, mas sim apresentar a norma-padrão (ou culta) como uma modalidade específica, associada ao prestígio social e necessária para contextos formais de comunicação, desenvolvendo no aluno a competência de adequação linguística.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre esse tema:

I.A variação linguística diatópica refere-se às diferenças de fala observadas entre diferentes grupos sociais ou faixas etárias, como o uso de gírias.
II.O conceito de 'adequação linguística' propõe que o falante competente é aquele que sabe transitar entre diferentes registros (formal, informal) e variedades, ajustando sua linguagem ao contexto comunicativo.
III.A norma-padrão deve ser ensinada como a única forma correta e legítima de uso da língua, sendo as demais variedades consideradas formas 'corrompidas' ou 'erradas' do idioma.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894895 Português
Além das figuras de pensamento (como metáfora e metonímia), a expressividade de um texto literário, especialmente o poético, é frequentemente construída por meio de figuras de som. Esses recursos exploram a sonoridade das palavras para criar ritmo, musicalidade e sugerir sensações. Entre as principais, destacam-se a aliteração (repetição de sons consonantais), a assonância (repetição de sons vocálicos) e a paronomásia (uso de palavras com sons semelhantes, mas significados diferentes, os parônimos). O professor de literatura deve sensibilizar os alunos para a percepção auditiva do texto como elemento de construção de sentido. Diante disso, assinale a alternativa que classifica corretamente a figura de som predominante no verso 'O *r*ato *r*oeu a *r*oupa do *R*ei de *R*oma'.
Alternativas
Q3894894 Português
A classificação dos textos em tipos textuais (sequências tipológicas) é uma ferramenta metodológica crucial para o ensino da produção e interpretação de textos. Diferente dos gêneros textuais (que são manifestações sociais e históricas, como 'carta', 'e-mail', 'notícia'), as tipologias referem-se aos modos de organização do discurso: narração, descrição, dissertação (argumentação/exposição), injunção e predição. É comum que um gênero textual mobilize diferentes tipos textuais, havendo, contudo, a predominância de um. Um manual de instruções, por exemplo, é predominantemente injuntivo, mas pode conter descrições.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as características das tipologias textuais:

I.A tipologia narrativa caracteriza-se pela presença de uma sequência de ações que ocorrem em determinado tempo e espaço, envolvendo personagens e um narrador que relata os fatos.
II.A tipologia descritiva foca na defesa de um ponto de vista por meio de argumentos lógicos, visando persuadir o leitor a aderir a uma tese central.
III.A tipologia injuntiva (ou instrucional) tem por objetivo orientar ou instruir o interlocutor, utilizando predominantemente verbos no modo imperativo ou no infinitivo.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894893 Português
A implementação do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa trouxe mudanças significativas, especialmente no que tange ao uso do hífen, gerando muitas dúvidas que persistem no ambiente escolar e profissional. O professor de Língua Portuguesa deve dominar essas regras para orientar corretamente os alunos, explicando a lógica por trás das alterações, como a relação entre o final do prefixo e o início da palavra seguinte. As regras gerais envolvem a junção quando as letras são diferentes (exceto 'h') e a separação por hífen quando as letras são iguais, mas há muitas exceções e casos específicos para prefixos como 'sub-', 'co-', 'pós-', 'pré-', entre outros.

Acerca das regras de hifenização vigentes, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Após o prefixo 'sub-', utiliza-se sempre o hífen quando a palavra seguinte iniciar por 'h' ou 'r', como em 'sub-humano' e 'sub-região'.
(__)Os prefixos 'pós-', 'pré-' e 'pró-' (tônicos, acentuados) passaram a se aglutinar com a palavra seguinte, resultando em formas como 'posgraduação' e 'prevestibular'.
(__)O prefixo 'co-' aglutina-se na maioria dos casos, mesmo quando a palavra seguinte começa com 'o' (ex: 'coordenar'), sendo uma exceção à regra de letras iguais.
(__)Utiliza-se o hífen quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com 'r' ou 's', devendo essas consoantes ser duplicadas, como em 'antirracista' e 'ultrassom'.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894892 Português
A intertextualidade é o diálogo entre textos, um fenômeno em que um texto retoma, cita ou se refere a outro texto preexistente, seja de forma explícita ou implícita. Esse recurso é amplamente explorado na literatura, na música, na publicidade e nas artes em geral, exigindo do leitor um repertório cultural para a plena compreensão das referências. Duas das formas mais comuns de intertextualidade são a paráfrase e a paródia. Embora ambas retomem um texto-fonte, elas o fazem com intenções discursivas radicalmente opostas, sendo essencial ao professor de Língua Portuguesa dominar essa distinção para a análise crítica do discurso. Considerando as definições de paráfrase e paródia, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3894891 Português
A construção de um texto coeso e coerente é a base da produção textual eficaz, sendo temas centrais no ensino de Língua Portuguesa. A coerência refere-se à unidade de sentido do texto, à sua inteligibilidade e à ausência de contradições, estabelecendo-se em um nível conceitual e lógico. A coesão, por sua vez, é a manifestação linguística da coerência, materializada por meio de mecanismos gramaticais e lexicais (pronomes, conjunções, elipses, sinônimos) que criam a 'amarração' entre as partes do texto. Um texto pode ser coeso, mas incoerente, ou vice-versa, embora geralmente andem juntos.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre os mecanismos de coesão textual:

I.A coesão referencial anafórica ocorre quando um termo (como um pronome) retoma um elemento já mencionado anteriormente no texto, como em 'João chegou. *Ele* parecia cansado.'
II.A coesão lexical por hiperonímia acontece quando se utiliza um termo mais específico para substituir um mais geral, como substituir 'animal' por 'felino'.
III.A elipse é um mecanismo de coesão que consiste na omissão de um termo que pode ser facilmente subentendido pelo contexto, evitando repetições desnecessárias, como em 'Maria foi ao cinema; João, (foi) ao teatro.'

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894890 Português
A análise sintática do período simples, que envolve a identificação dos termos essenciais (sujeito, predicado), integrantes (objetos, complemento nominal) e acessórios (adjuntos), é uma competência fundamental. Uma dificuldade frequente dos alunos é distinguir termos preposicionados, como o objeto indireto (complemento verbal) e o adjunto adverbial (circunstância). Embora ambos possam ser introduzidos por preposição, o objeto indireto é exigido pela regência do verbo (ex: 'Necessito *de ajuda*'), enquanto o adjunto adverbial indica uma circunstância (tempo, lugar, modo, etc.) e pode ser deslocado ou removido com maior liberdade (ex: 'Estudei *em casa*').

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as funções sintáticas:

I.Na oração 'Os manifestantes precisam de paz', o termo 'de paz' classifica-se como objeto indireto, pois complementa o sentido do verbo transitivo indireto 'precisar'.
II.Em 'Naquela manhã chuvosa, o réu falou ao juiz', o termo 'Naquela manhã chuvosa' funciona como sujeito da oração, pois indica quando a ação ocorreu.
III.Na frase 'A população de São Paulo compareceu ao evento', o termo 'de São Paulo' exerce a função de adjunto adnominal, restringindo o sentido do núcleo do sujeito 'população'.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3894889 Português
A classificação das palavras em classes gramaticais (substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, etc.) é um dos pilares da gramática normativa. No entanto, essa classificação não é fixa; o contexto sintático e semântico pode alterar a classe de uma palavra, fenômeno conhecido como derivação imprópria ou conversão. Um adjetivo pode ser substantivado (ex: 'O *belo* nos atrai'), e um substantivo pode ser adjetivado. Uma confusão comum para os alunos ocorre entre o adjetivo e o advérbio de modo, já que ambos podem caracterizar algo. A distinção fundamental é que o adjetivo se refere a um substantivo (variando em gênero e número), enquanto o advérbio se refere a um verbo, adjetivo ou outro advérbio (sendo invariável).

Acerca dessa mobilidade e classificação das classes gramaticais, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Na frase 'O professor falava *baixo* para não acordar os alunos', a palavra 'baixo' classifica-se como adjetivo, pois caracteriza o professor.
(__)No enunciado 'O *andar* dele é elegante', ocorreu uma derivação imprópria, na qual o verbo 'andar' foi substantivado pelo artigo 'O'.
(__)Na oração 'Os alunos, *felizes*, saíram da sala', a palavra 'felizes' é um advérbio de modo, modificando o verbo 'saíram'.
(__)Em 'Ele é um *bom* profissional' e 'Ele trabalha *bem*', as palavras 'bom' e 'bem' pertencem à mesma classe gramatical (adjetivo), apenas flexionadas.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894888 Português
A estruturação do período composto, seja por coordenação ou subordinação, é um tópico complexo da sintaxe da Língua Portuguesa. As orações coordenadas são sintaticamente independentes, enquanto as subordinadas exercem uma função sintática (sujeito, objeto, adjunto, etc.) em relação à oração principal. No ensino, a classificação das orações subordinadas adverbiais (causais, concessivas, condicionais, temporais, etc.) exige atenção especial, pois a mesma conjunção pode introduzir classificações diferentes dependendo do contexto. Por exemplo, 'como' pode ser causal, comparativo ou conformativo. A análise semântica da relação entre as orações é, portanto, indispensável. Assinale a alternativa que classifica corretamente a oração destacada na frase: 'Embora estivesse exausto, o professor continuou a aplicar a prova'.
Alternativas
Q3894886 Português
O domínio da norma-padrão exige o conhecimento de regras específicas sobre o emprego de certas palavras ou expressões que frequentemente causam confusão, como 'a/há', 'onde/aonde', 'mal/mau' e, notadamente, os 'porquês'. O uso correto de 'porque' (junto, sem acento), 'porquê' (junto, com acento), 'por que' (separado, sem acento) e 'por quê' (separado, com acento) depende de fatores sintáticos e semânticos complexos, sendo um desafio recorrente no ensino fundamental e médio. 

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre o uso correto dos 'porquês'.

I.Em 'Não sei *por que* ele faltou', usa-se 'por que' (separado) pois equivale a 'por qual motivo' ou 'pela qual razão', introduzindo uma interrogativa indireta.
II.Em 'Ninguém entendeu o *porquê* da demissão', usa-se 'porquê' (junto e com acento) pois se tornou um substantivo, sinônimo de 'o motivo', vindo precedido de artigo.
III.Em 'Ele não veio *porque* estava doente', usa-se 'porque' (junto) pois é uma conjunção causal ou explicativa, podendo ser substituída por 'pois' ou 'visto que'.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
25381: A
25382: B
25383: C
25384: A
25385: B
25386: C
25387: B
25388: D
25389: B
25390: D
25391: D
25392: A
25393: A
25394: B
25395: C
25396: A
25397: D
25398: C
25399: B
25400: B