Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3811909 Português
Crianças e Adolescentes Brasileiros Já Utilizam IA para Conversar sobre Emoções

De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, 65% das crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 anos já utilizaram ferramentas de IA generativa. Os principais casos de uso são: pesquisas escolares ou estudos (59%), busca de informações (42%), criação de textos e imagens (21%) e consultas sobre problemas pessoais ou emoções (10%).

Os adolescentes de 13 a 17 anos das classes A e B são os principais usuários da IA. No entanto, para fins de conversas íntimas, a liderança é do grupo de pré-adolescentes de 13 a 14 anos (16%).

"A inteligência artificial generativa está cada vez mais presente nas práticas digitais cotidianas. Diante desse cenário, incluímos um novo indicador à pesquisa para monitorar como crianças e adolescentes estão utilizando essas tecnologias. Com isso, buscamos gerar evidências que contribuam para a formulação de políticas e ações voltadas à sua proteção, ao bem-estar e ao desenvolvimento integral", explica Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação).

O levantamento, realizado com 2.370 jovens em todo o país entre março e setembro de 2025, constatou que 92% dos nascidos entre 2008 e 2016 são usuários de internet — o equivalente a 24,5 milhões de brasileiros.

O celular segue como o principal meio de acesso (96%), seguido pela televisão (35%) e pelo computador (8%).

Entre as redes sociais, o WhatsApp é a plataforma mais utilizada (53%), seguido pelo YouTube (48%), Instagram (48%) e TikTok (46%).

Por outro lado, a proporção de usuários dessa faixa etária que acessaram plataformas online no ambiente escolar caiu de 51% em 2024 para 37% em 2025. Para o núcleo da pesquisa, a provável causa é a Lei nº 15.100/2025, sancionada em janeiro, que restringe o uso de celulares nas escolas.


https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/10/criancas-e-adolescentes-bras ileiros-ja-utilizam-ia-para-conversar-sobre-emocoes/ 
O texto apresenta dados que revelam uma mudança significativa no comportamento digital de jovens em ambiente escolar. A redução no acesso a plataformas online é associada a uma nova legislação que limita o uso de celulares nas escolas, trazendo implicações tanto para a rotina educacional quanto para o modo como os estudantes se relacionam com a tecnologia. Considerando essas informações, assinale a alternativa que melhor interpreta o conteúdo do texto.
Alternativas
Q3811893 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

 

Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro

 

A tarefa do autoconhecimento é intransferível. Temos que dar conta desta incrível construção. Não basta apenas focar nas coisas materiais. Estas são importantes, mas o ser é infinitamente maior do que o ter. Preciso ser uma boa pessoa para comigo mesmo, antes de qualquer coisa.

Conhecer a si mesmo é tarefa que se desenrola lentamente. Exige coragem para observar as próprias sombras, paciência para reconhecer limites, humildade para admitir que há muito a ser lapidado. O caminho interior não oferece atalhos, porque envolve enxergar o que preferimos esconder e acolher o que insistimos em rejeitar.

É muito mais simples apontar o dedo, comentar fraquezas alheias, analisar escolhas que não são nossas. Falar dos outros nos poupa do incômodo de olhar o próprio espelho. No entanto, essa facilidade é frágil, pois não gera mudança real. O autoconhecimento, por sua vez, impõe profundidade. Ele pede silêncio, discernimento, sinceridade com as próprias intenções.

A vida ganha outra qualidade quando aprendemos a observar reações, perceber por que certas palavras nos ferem, entender o que desperta irritação, orgulho ou medo. Cada descoberta ilumina um pedaço da alma e abre espaço para uma convivência mais leve. O julgamento, tão rápido e confortável, impede que reconheçamos que todos carregam histórias desconhecidas.

Quando olhamos para dentro com verdade, cresce também a compaixão pelo outro. A pressa em criticar diminui, o olhar se suaviza, o coração se alarga. O autoconhecimento nos devolve responsabilidade: em vez de culpar o mundo, aprendemos a cuidar do que está ao nosso alcance. Em vez de esperar perfeição dos outros, reconhecemos a própria incompletude.

E nesse reconhecimento nasce uma forma mais madura de viver, onde cada pessoa é vista como obra inacabada, assim como nós. O caminho para dentro nunca termina. É construção diária, feita de honestidade e delicadeza. Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro. E é nesse movimento silencioso que a alma encontra paz, porque deixa de ser espectadora da vida alheia e se torna protagonista do próprio crescimento.

 

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado).

A acentuação gráfica das palavras na língua portuguesa segue regras específicas, sendo, por exemplo, todas as proparoxítonas obrigatoriamente acentuadas. Considerando as palavras apresentadas a seguir, assinale a alternativa correta quanto à identificação da palavra acentuada por ser proparoxítona. 
Alternativas
Q3811892 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

 

Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro

 

A tarefa do autoconhecimento é intransferível. Temos que dar conta desta incrível construção. Não basta apenas focar nas coisas materiais. Estas são importantes, mas o ser é infinitamente maior do que o ter. Preciso ser uma boa pessoa para comigo mesmo, antes de qualquer coisa.

Conhecer a si mesmo é tarefa que se desenrola lentamente. Exige coragem para observar as próprias sombras, paciência para reconhecer limites, humildade para admitir que há muito a ser lapidado. O caminho interior não oferece atalhos, porque envolve enxergar o que preferimos esconder e acolher o que insistimos em rejeitar.

É muito mais simples apontar o dedo, comentar fraquezas alheias, analisar escolhas que não são nossas. Falar dos outros nos poupa do incômodo de olhar o próprio espelho. No entanto, essa facilidade é frágil, pois não gera mudança real. O autoconhecimento, por sua vez, impõe profundidade. Ele pede silêncio, discernimento, sinceridade com as próprias intenções.

A vida ganha outra qualidade quando aprendemos a observar reações, perceber por que certas palavras nos ferem, entender o que desperta irritação, orgulho ou medo. Cada descoberta ilumina um pedaço da alma e abre espaço para uma convivência mais leve. O julgamento, tão rápido e confortável, impede que reconheçamos que todos carregam histórias desconhecidas.

Quando olhamos para dentro com verdade, cresce também a compaixão pelo outro. A pressa em criticar diminui, o olhar se suaviza, o coração se alarga. O autoconhecimento nos devolve responsabilidade: em vez de culpar o mundo, aprendemos a cuidar do que está ao nosso alcance. Em vez de esperar perfeição dos outros, reconhecemos a própria incompletude.

E nesse reconhecimento nasce uma forma mais madura de viver, onde cada pessoa é vista como obra inacabada, assim como nós. O caminho para dentro nunca termina. É construção diária, feita de honestidade e delicadeza. Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro. E é nesse movimento silencioso que a alma encontra paz, porque deixa de ser espectadora da vida alheia e se torna protagonista do próprio crescimento.

 

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado).

No período “Quando olhamos para dentro com verdade, cresce também a compaixão pelo outro”, o termo quando introduz uma oração que desempenha função de: 
Alternativas
Q3811891 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

 

Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro

 

A tarefa do autoconhecimento é intransferível. Temos que dar conta desta incrível construção. Não basta apenas focar nas coisas materiais. Estas são importantes, mas o ser é infinitamente maior do que o ter. Preciso ser uma boa pessoa para comigo mesmo, antes de qualquer coisa.

Conhecer a si mesmo é tarefa que se desenrola lentamente. Exige coragem para observar as próprias sombras, paciência para reconhecer limites, humildade para admitir que há muito a ser lapidado. O caminho interior não oferece atalhos, porque envolve enxergar o que preferimos esconder e acolher o que insistimos em rejeitar.

É muito mais simples apontar o dedo, comentar fraquezas alheias, analisar escolhas que não são nossas. Falar dos outros nos poupa do incômodo de olhar o próprio espelho. No entanto, essa facilidade é frágil, pois não gera mudança real. O autoconhecimento, por sua vez, impõe profundidade. Ele pede silêncio, discernimento, sinceridade com as próprias intenções.

A vida ganha outra qualidade quando aprendemos a observar reações, perceber por que certas palavras nos ferem, entender o que desperta irritação, orgulho ou medo. Cada descoberta ilumina um pedaço da alma e abre espaço para uma convivência mais leve. O julgamento, tão rápido e confortável, impede que reconheçamos que todos carregam histórias desconhecidas.

Quando olhamos para dentro com verdade, cresce também a compaixão pelo outro. A pressa em criticar diminui, o olhar se suaviza, o coração se alarga. O autoconhecimento nos devolve responsabilidade: em vez de culpar o mundo, aprendemos a cuidar do que está ao nosso alcance. Em vez de esperar perfeição dos outros, reconhecemos a própria incompletude.

E nesse reconhecimento nasce uma forma mais madura de viver, onde cada pessoa é vista como obra inacabada, assim como nós. O caminho para dentro nunca termina. É construção diária, feita de honestidade e delicadeza. Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro. E é nesse movimento silencioso que a alma encontra paz, porque deixa de ser espectadora da vida alheia e se torna protagonista do próprio crescimento.

 

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado).

No trecho “No entanto, essa facilidade é frágil, pois não gera mudança real”, o conectivo pois expressa relação de:
Alternativas
Q3811890 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

 

Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro

 

A tarefa do autoconhecimento é intransferível. Temos que dar conta desta incrível construção. Não basta apenas focar nas coisas materiais. Estas são importantes, mas o ser é infinitamente maior do que o ter. Preciso ser uma boa pessoa para comigo mesmo, antes de qualquer coisa.

Conhecer a si mesmo é tarefa que se desenrola lentamente. Exige coragem para observar as próprias sombras, paciência para reconhecer limites, humildade para admitir que há muito a ser lapidado. O caminho interior não oferece atalhos, porque envolve enxergar o que preferimos esconder e acolher o que insistimos em rejeitar.

É muito mais simples apontar o dedo, comentar fraquezas alheias, analisar escolhas que não são nossas. Falar dos outros nos poupa do incômodo de olhar o próprio espelho. No entanto, essa facilidade é frágil, pois não gera mudança real. O autoconhecimento, por sua vez, impõe profundidade. Ele pede silêncio, discernimento, sinceridade com as próprias intenções.

A vida ganha outra qualidade quando aprendemos a observar reações, perceber por que certas palavras nos ferem, entender o que desperta irritação, orgulho ou medo. Cada descoberta ilumina um pedaço da alma e abre espaço para uma convivência mais leve. O julgamento, tão rápido e confortável, impede que reconheçamos que todos carregam histórias desconhecidas.

Quando olhamos para dentro com verdade, cresce também a compaixão pelo outro. A pressa em criticar diminui, o olhar se suaviza, o coração se alarga. O autoconhecimento nos devolve responsabilidade: em vez de culpar o mundo, aprendemos a cuidar do que está ao nosso alcance. Em vez de esperar perfeição dos outros, reconhecemos a própria incompletude.

E nesse reconhecimento nasce uma forma mais madura de viver, onde cada pessoa é vista como obra inacabada, assim como nós. O caminho para dentro nunca termina. É construção diária, feita de honestidade e delicadeza. Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro. E é nesse movimento silencioso que a alma encontra paz, porque deixa de ser espectadora da vida alheia e se torna protagonista do próprio crescimento.

 

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado).

O autor argumenta que o hábito de julgar as escolhas alheias contrasta com o exercício do autoconhecimento. Sobre essa relação, analise as assertivas:
I. O julgamento rápido funciona como fuga emocional, pois evita o esforço de examinar aspectos internos que podem ser desconfortáveis.
II. O processo de autoconhecimento leva o indivíduo a reconhecer suas próprias fragilidades, diminuindo a rigidez com que observa o outro.
III. O texto afirma que abandonar o julgamento significa aceitar atitudes injustas dos outros sem reflexão crítica.
Das assertivas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3811668 Português
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando o sentido pretendido com o uso dos artigos destacados:

Primeira coluna: sentidos
1.Substantivação
2.Sentido de posse
3.Ênfase.

Segunda coluna: artigos
(__) Ela trazia a cabeça embranquiçada pelas preocupações dos últimos anos.
(__) A pintura era de uma precisão absurda.
(__) Eu não sei lidar com o inesperado.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3811667 Português
Analise a concordância das palavras destacadas nas sentenças:

I. Vinha todo vestido em azul: azuis o chapéu, a vestimenta e a alma.
II. Elas próprias divulgaram o festival, estavam naquele projeto.
III. Enviei anexa a primeira parte do livro.

Está correta a concordância nominal em:
Alternativas
Q3811666 Português
Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação:

I. "É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."
II. "Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."
III. "Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."
(Os excertos foram extraídos de: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.) 

A pontuação está correta em:
Alternativas
Q3811664 Português
Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid. Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em:
https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urbanas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto:
"Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade."
Considerando as informações contidas no excerto, o texto e seus conhecimentos prévios, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) De acordo com o texto, a relação das populações periféricas com o alimento vai além do gesto de se alimentar, de consumi-lo. A relação é cultural, afetiva e histórica.
(__) Ao afirmar que "o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano", o autor do texto tece uma crítica à valorização dos alimentos originados em culturas brancas, como as europeias, em detrimento daqueles oriundos, por exemplo, dos povos afrodescendentes.
(__) A partir da leitura de todo o texto, é possível compreender que o alimento pode ser muito mais do que apenas comida. Seu modo de produção pode ser um gesto de resistência, por exemplo, aos ultraprocessados.
(__) Quando o imigrante vai para grandes metrópoles, como São Paulo, e leva consigo os alimentos típicos de seu lugar de origem, ele está demonstrando sua indisposição em se adaptar à outra cultura alimentar. Isso fica muito evidente quando o autor do texto lança mão de palavras como "estado sólido", "resiste ao embranquecimento", "autonomia e continuidade".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3811662 Português
Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid. Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em:
https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urbanas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Considerando o texto como um todo, no excerto: "Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento", a palavra intangíveis tem o mesmo sentido de:
Alternativas
Q3811660 Português
Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid. Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em:
https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urbanas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
De acordo com o texto, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) A fome não está apenas na falta de acesso a alimentos. Diante da impossibilidade de adquirir alimentos mais nutritivos, as pessoas os trocam por ultraprocessados, que são opções mais baratas. Isso também é entendido como fome.
(__) Os planos futuros dos agricultores se estruturam em três frentes: o fortalecimento da produção nas hortas, a criação de um fundo, uma reserva de alimentos e a construção de uma cozinha comunitária para manipulação dos alimentos.
(__) O principal objetivo dos agricultores ao construir as hortas é impedir a entrada de ultraprocessados na comunidade, criando uma barreira natural e limpa e obrigando a comunidade a mudar seus hábitos alimentares.
(__) A maioria dos moradores do Jardim Ibirapuera é constituída por pessoas negras.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FAFIPA Órgão: CICA - PR Prova: FAFIPA - 2025 - CICA - PR - Advogado |
Q3811628 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Café com leite


Antonio Maria


-


É preciso amar, sabe? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado [*] sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com [*] força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.


Como deve ser triste a vida dos homens que ____ mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.


Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher, que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. E melhor ser-se um "pequeno homem".


Amor não ____ nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.


No mais, tudo é menor. O socialismo, a astroísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo asceticismo da ioga... tudo é menor. O homem só ____ duas missões importantes: amar e escrever [*] máquina. Escrever com dois dedos e amar com [*] vida inteira. 

Em "E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam.", a palavra destacada poderia ser substituída, sem prejuízo ao sentido do texto, por: 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FAFIPA Órgão: CICA - PR Prova: FAFIPA - 2025 - CICA - PR - Advogado |
Q3811627 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Café com leite


Antonio Maria


-


É preciso amar, sabe? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado [*] sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com [*] força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.


Como deve ser triste a vida dos homens que ____ mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.


Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher, que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. E melhor ser-se um "pequeno homem".


Amor não ____ nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.


No mais, tudo é menor. O socialismo, a astroísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo asceticismo da ioga... tudo é menor. O homem só ____ duas missões importantes: amar e escrever [*] máquina. Escrever com dois dedos e amar com [*] vida inteira. 

Em relação à classe das palavras, no contexto de uso, assinale a alternativa que apresenta, entre parênteses, no final dos trechos, a classificação CORRETA das palavras sublinhadas, seguindo a mesma ordem em que aparecem no trecho.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FAFIPA Órgão: CICA - PR Prova: FAFIPA - 2025 - CICA - PR - Advogado |
Q3811626 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Café com leite


Antonio Maria


-


É preciso amar, sabe? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado [*] sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com [*] força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.


Como deve ser triste a vida dos homens que ____ mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.


Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher, que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. E melhor ser-se um "pequeno homem".


Amor não ____ nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.


No mais, tudo é menor. O socialismo, a astroísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo asceticismo da ioga... tudo é menor. O homem só ____ duas missões importantes: amar e escrever [*] máquina. Escrever com dois dedos e amar com [*] vida inteira. 

No período "Só é legítimo quando, depois, se pega no sono." a oração sublinhada é classiicada como:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FAFIPA Órgão: CICA - PR Prova: FAFIPA - 2025 - CICA - PR - Advogado |
Q3811625 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Café com leite


Antonio Maria


-


É preciso amar, sabe? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado [*] sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com [*] força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.


Como deve ser triste a vida dos homens que ____ mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.


Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher, que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. E melhor ser-se um "pequeno homem".


Amor não ____ nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.


No mais, tudo é menor. O socialismo, a astroísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo asceticismo da ioga... tudo é menor. O homem só ____ duas missões importantes: amar e escrever [*] máquina. Escrever com dois dedos e amar com [*] vida inteira. 

No período "Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros!", a função do "que", em destaque, é:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FAFIPA Órgão: CICA - PR Prova: FAFIPA - 2025 - CICA - PR - Advogado |
Q3811624 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Café com leite


Antonio Maria


-


É preciso amar, sabe? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado [*] sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com [*] força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.


Como deve ser triste a vida dos homens que ____ mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.


Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher, que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. E melhor ser-se um "pequeno homem".


Amor não ____ nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.


No mais, tudo é menor. O socialismo, a astroísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo asceticismo da ioga... tudo é menor. O homem só ____ duas missões importantes: amar e escrever [*] máquina. Escrever com dois dedos e amar com [*] vida inteira. 

Analise as assertivas a seguir a respeito dos aspectos ortográficos de algumas palavras do texto.



I. "mulher" é uma palavra oxítona e dissílaba, enquanto o seu plural ("mulheres"), é paroxítona e trissílaba.


II. Em "exausto", palavra polissílaba, ocorre hiato.


III. Em "máquina" e "chaves" há dígrafo.


IV. "leite" e "olhos" possuem o mesmo número de fonemas.



Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FAFIPA Órgão: CICA - PR Prova: FAFIPA - 2025 - CICA - PR - Advogado |
Q3811623 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Café com leite


Antonio Maria


-


É preciso amar, sabe? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado [*] sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com [*] força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.


Como deve ser triste a vida dos homens que ____ mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.


Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher, que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. E melhor ser-se um "pequeno homem".


Amor não ____ nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.


No mais, tudo é menor. O socialismo, a astroísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo asceticismo da ioga... tudo é menor. O homem só ____ duas missões importantes: amar e escrever [*] máquina. Escrever com dois dedos e amar com [*] vida inteira. 

A comparação é um recurso expressivo de textos, muitas vezes valendo-se de linguagem figurada. Assinale a alternativa que apresenta um trecho retirado do texto que exemplifica uma comparação.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FAFIPA Órgão: CICA - PR Prova: FAFIPA - 2025 - CICA - PR - Advogado |
Q3811622 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Café com leite


Antonio Maria


-


É preciso amar, sabe? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado [*] sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com [*] força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.


Como deve ser triste a vida dos homens que ____ mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.


Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher, que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. E melhor ser-se um "pequeno homem".


Amor não ____ nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.


No mais, tudo é menor. O socialismo, a astroísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo asceticismo da ioga... tudo é menor. O homem só ____ duas missões importantes: amar e escrever [*] máquina. Escrever com dois dedos e amar com [*] vida inteira. 

Assinale a alternativa que apresenta as CORRETAS opções para preencher os espaços (___) do texto, na ordem em que aparecem.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FAFIPA Órgão: CICA - PR Prova: FAFIPA - 2025 - CICA - PR - Advogado |
Q3811621 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Café com leite


Antonio Maria


-


É preciso amar, sabe? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado [*] sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com [*] força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.


Como deve ser triste a vida dos homens que ____ mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.


Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher, que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. E melhor ser-se um "pequeno homem".


Amor não ____ nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.


No mais, tudo é menor. O socialismo, a astroísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo asceticismo da ioga... tudo é menor. O homem só ____ duas missões importantes: amar e escrever [*] máquina. Escrever com dois dedos e amar com [*] vida inteira. 

De acordo com o narrador da crônica, o café com leite pela manhã representa: 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FAFIPA Órgão: CICA - PR Prova: FAFIPA - 2025 - CICA - PR - Advogado |
Q3811620 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Café com leite


Antonio Maria


-


É preciso amar, sabe? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado [*] sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com [*] força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.


Como deve ser triste a vida dos homens que ____ mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.


Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher, que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. E melhor ser-se um "pequeno homem".


Amor não ____ nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.


No mais, tudo é menor. O socialismo, a astroísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo asceticismo da ioga... tudo é menor. O homem só ____ duas missões importantes: amar e escrever [*] máquina. Escrever com dois dedos e amar com [*] vida inteira. 

Em "[...] dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.", identifica-se a figura de linguagem denominada:

Alternativas
Respostas
17161: D
17162: B
17163: D
17164: D
17165: A
17166: C
17167: A
17168: C
17169: A
17170: C
17171: B
17172: D
17173: A
17174: C
17175: D
17176: C
17177: C
17178: D
17179: A
17180: A