Questões de Concurso Sobre português

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Q4331574 Português

TEXTO I


Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE


Número de trabalhadores em plataformas digitais cresceu em 2025, homens representam 84,4% desse grupo e contribuição previdenciária caiu 


Victória Batalha




O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4. O contingente representa 1,9% da população ocupada no setor privado.



Em 2024, 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por aplicativos. O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025.



Entre os trabalhadores que utilizavam aplicativos, 57,5%, ou 1,036 milhão de pessoas, exerciam sua atividade principal por meio de plataformas de transporte particular de passageiros, de táxi ou de outras modalidades. Outros 531 mil trabalhadores, equivalentes a 29,4 do total, atuavam em aplicativos de entrega de comida, produtos e outros serviços.



Perfil dos trabalhadores por aplicativo



Os dados mostram predominância masculina entre os trabalhadores de plataformas. Os homens representavam 84,4% desse grupo, proporção superior à registrada entre os trabalhadores ocupados no setor privado em geral, de 58,2%. Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução. Pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto correspondiam a 62,5% do total. Já os trabalhadores com ensino fundamental completo ou médio incompleto representavam 13,9%.



A contribuição para algum instituto oficial de previdência também recuou. O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025. Entre todos os trabalhadores ocupados no setor privado, a proporção de contribuintes da Previdência chegou a 62,4% em 2025.



A pesquisa também comparou a remuneração dos trabalhadores de plataformas com a dos demais trabalhadores. Em 2022 e 2024, a remuneração média mensal dos plataformizados era superior à dos não plataformizados. Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.  



Fonte: BATALHA, Victória. Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE. https://revistaoeste.com/economia/quase-dois-milhoes-trabalham-por-aplicativos-no-brasil-diz ibge/ (adaptado). 

“Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução.”. A partir do fragmento exposto acima, assinale a alternativa cuja reescrita tenha mantido o valor semântico, bem como o respeito à norma-padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q4331573 Português

TEXTO I


Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE


Número de trabalhadores em plataformas digitais cresceu em 2025, homens representam 84,4% desse grupo e contribuição previdenciária caiu 


Victória Batalha




O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4. O contingente representa 1,9% da população ocupada no setor privado.



Em 2024, 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por aplicativos. O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025.



Entre os trabalhadores que utilizavam aplicativos, 57,5%, ou 1,036 milhão de pessoas, exerciam sua atividade principal por meio de plataformas de transporte particular de passageiros, de táxi ou de outras modalidades. Outros 531 mil trabalhadores, equivalentes a 29,4 do total, atuavam em aplicativos de entrega de comida, produtos e outros serviços.



Perfil dos trabalhadores por aplicativo



Os dados mostram predominância masculina entre os trabalhadores de plataformas. Os homens representavam 84,4% desse grupo, proporção superior à registrada entre os trabalhadores ocupados no setor privado em geral, de 58,2%. Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução. Pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto correspondiam a 62,5% do total. Já os trabalhadores com ensino fundamental completo ou médio incompleto representavam 13,9%.



A contribuição para algum instituto oficial de previdência também recuou. O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025. Entre todos os trabalhadores ocupados no setor privado, a proporção de contribuintes da Previdência chegou a 62,4% em 2025.



A pesquisa também comparou a remuneração dos trabalhadores de plataformas com a dos demais trabalhadores. Em 2022 e 2024, a remuneração média mensal dos plataformizados era superior à dos não plataformizados. Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.  



Fonte: BATALHA, Victória. Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE. https://revistaoeste.com/economia/quase-dois-milhoes-trabalham-por-aplicativos-no-brasil-diz ibge/ (adaptado). 

Analise as afirmações abaixo sobre a natureza e a estrutura de criação do texto I antes de julgar o que se pede. 


I. Nota-se que o autor do texto utilizou uma linguagem formal e impessoal, bem como evidenciou uma postura objetiva quanto à análise feita sobre a temática.


II. O texto é predominantemente de natureza expositiva a fim de evidenciar uma pauta de importância social e, por isso, enquadra-se no gênero Matéria Jornalística.


III. O texto possui marcas evidentes da tipologia narrativa, estruturando-se por meio dos seus elementos essenciais, tais como o tempo, o espaço e o discurso direto.


IV. Apesar de se enquadrar como texto jornalístico, esta produção possui fragmentos que deixam transparecer uma análise crítica e subjetiva por parte do seu autor, já que se trata de um Artigo de Opinião.


Pode-se afirmar que se encontra correto o que foi dito acima somente em: 

Alternativas
Q4331572 Português

TEXTO I


Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE


Número de trabalhadores em plataformas digitais cresceu em 2025, homens representam 84,4% desse grupo e contribuição previdenciária caiu 


Victória Batalha




O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4. O contingente representa 1,9% da população ocupada no setor privado.



Em 2024, 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por aplicativos. O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025.



Entre os trabalhadores que utilizavam aplicativos, 57,5%, ou 1,036 milhão de pessoas, exerciam sua atividade principal por meio de plataformas de transporte particular de passageiros, de táxi ou de outras modalidades. Outros 531 mil trabalhadores, equivalentes a 29,4 do total, atuavam em aplicativos de entrega de comida, produtos e outros serviços.



Perfil dos trabalhadores por aplicativo



Os dados mostram predominância masculina entre os trabalhadores de plataformas. Os homens representavam 84,4% desse grupo, proporção superior à registrada entre os trabalhadores ocupados no setor privado em geral, de 58,2%. Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução. Pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto correspondiam a 62,5% do total. Já os trabalhadores com ensino fundamental completo ou médio incompleto representavam 13,9%.



A contribuição para algum instituto oficial de previdência também recuou. O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025. Entre todos os trabalhadores ocupados no setor privado, a proporção de contribuintes da Previdência chegou a 62,4% em 2025.



A pesquisa também comparou a remuneração dos trabalhadores de plataformas com a dos demais trabalhadores. Em 2022 e 2024, a remuneração média mensal dos plataformizados era superior à dos não plataformizados. Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.  



Fonte: BATALHA, Victória. Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE. https://revistaoeste.com/economia/quase-dois-milhoes-trabalham-por-aplicativos-no-brasil-diz ibge/ (adaptado). 

Constata-se da leitura do texto I a informação presente em: 
Alternativas
Q4331371 Português
Sobre os gêneros textuais orais e escritos no ensino da língua, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4330233 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

A palavra “dúvida” (16º§) é acentuada pela mesma razão que: 
Alternativas
Q4330231 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

É possível concluir que o trecho “Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead?” (1º§) apresenta ideias: 
Alternativas
Q4330230 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

No trecho “Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé.” (12º§), as palavras “impasse” e “lépido” significam, respectivamente: 
Alternativas
Q4330229 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Assinale a alternativa que indica o antônimo de “praticamente” no fragmento “O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.” (6º§). 
Alternativas
Q4330228 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Sobre o trecho “Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: [...]” (14º§), é possível afirmar que o diminutivo destacado expressa ideia de algo: 
Alternativas
Q4330227 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Em “O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante.” (14º§), o vocábulo destacado pode ser substituído, sem perda semântica, por: 
Alternativas
Q4330226 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

No trecho “O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste: [...]” (22º§), o termo destacado tem valor de: 
Alternativas
Q4330225 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Em “Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe.” (18º§), a expressão destacada se refere aos: 
Alternativas
Q4330224 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Assinale a alternativa cujo trecho do texto expressa circunstância de modo. 
Alternativas
Q4330223 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Em um texto, algumas expressões podem ser empregadas para transmitir opinião, propositalmente ou não. Nesse contexto, assinale, a seguir, o fragmento que expressa uma opinião. 
Alternativas
Q4330222 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Ao finalizar a crônica anunciando que “O velhinho entrou, o ônibus partiu.” (26º§), depreende-se que o autor tem como intenção: 

Alternativas
Q4330221 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Analise o trecho “– Um dos senhores tem que descer.” (7º§). Mesmo ouvindo a determinação para descer, nenhum dos sete passageiros em pé se movimentou, pois:
Alternativas
Q4330220 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

De acordo com o conteúdo exposto, é correto afirmar que a finalidade da crônica é: 
Alternativas
Q4330219 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

A crônica bem-humorada de Fernando Sabino narra a confusão em um ônibus em que o cobrador permite apenas seis passageiros em pé, mas há sete. De acordo com as informações textuais, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q4330025 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Digitalização dos serviços públicos amplia acesso, mas impõe novos desafios


Com a expansão da tecnologia e do acesso à internet, o governo federal passou a investir na digitalização dos serviços públicos, apostando em maior eficiência e praticidade. Embora a mudança prometa comodidade e redução da burocracia, ela também pode criar barreiras para quem tem dificuldade de utilizar recursos digitais. Entre 2017 e 2024, o número de serviços oferecidos digitalmente no País passou de pouco mais de 500 para mais de 4 mil, e o Meu INSS, com mais de 830 milhões de acessos em 2024, consolidou-se como um dos mais utilizados.

Segundo a pesquisadora Ana Soares Braga, a digitalização dos serviços do INSS transferiu para o cidadão um protagonismo que antes era exercido pelos servidores públicos. Agora, cabe ao usuário realizar o autoatendimento, um processo que não é simples. A exclusão digital não se resume à falta de acesso à internet, pois envolve dificuldades de navegação e de compreensão das regras previdenciárias, e muitos usuários ainda dependem da ajuda de familiares ou de intermediários para acessar os serviços oferecidos.


SOUZA, Talita de Paula. Digitalização dos serviços públicos amplia acesso, mas impõe novos desafios. Jornal da USP, São Paulo, 18 jun. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/noticias/digitalizacao-dos-servicos-publicos-ampliaacesso-mas-impoe-novos-desafios/. Acesso em: 26 ago. 2026. (Adaptado.) 
Com base nas informações do texto, analise as afirmativas a seguir.

I.A transferência de protagonismo ao cidadão faz que a abertura do pedido passe a depender da iniciativa do usuário.
II.A permanência de intermediários no acesso indica que a autonomia digital não decorre da simples oferta da plataforma.
III.O crescimento do número de acessos ao aplicativo comprova que a exclusão digital foi superada entre os usuários.
IV.A dificuldade de compreensão das regras previdenciárias figura como causa externa da exclusão digital, e não como uma de suas formas de manifestação.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4330024 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Digitalização dos serviços públicos amplia acesso, mas impõe novos desafios


Com a expansão da tecnologia e do acesso à internet, o governo federal passou a investir na digitalização dos serviços públicos, apostando em maior eficiência e praticidade. Embora a mudança prometa comodidade e redução da burocracia, ela também pode criar barreiras para quem tem dificuldade de utilizar recursos digitais. Entre 2017 e 2024, o número de serviços oferecidos digitalmente no País passou de pouco mais de 500 para mais de 4 mil, e o Meu INSS, com mais de 830 milhões de acessos em 2024, consolidou-se como um dos mais utilizados.

Segundo a pesquisadora Ana Soares Braga, a digitalização dos serviços do INSS transferiu para o cidadão um protagonismo que antes era exercido pelos servidores públicos. Agora, cabe ao usuário realizar o autoatendimento, um processo que não é simples. A exclusão digital não se resume à falta de acesso à internet, pois envolve dificuldades de navegação e de compreensão das regras previdenciárias, e muitos usuários ainda dependem da ajuda de familiares ou de intermediários para acessar os serviços oferecidos.


SOUZA, Talita de Paula. Digitalização dos serviços públicos amplia acesso, mas impõe novos desafios. Jornal da USP, São Paulo, 18 jun. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/noticias/digitalizacao-dos-servicos-publicos-ampliaacesso-mas-impoe-novos-desafios/. Acesso em: 26 ago. 2026. (Adaptado.) 
Considere o período a seguir, elaborado a partir do contexto do texto, no qual foram suprimidos alguns termos.

"______ mais de quatro mil serviços digitais no portal do governo federal e, ______ o número de acessos tenha crescido, cada um dos usuários ______ de orientação específica."

Assinale a alternativa cujos termos completam corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem.
Alternativas
Respostas
3101: C
3102: A
3103: E
3104: A
3105: B
3106: A
3107: A
3108: C
3109: A
3110: C
3111: B
3112: D
3113: D
3114: D
3115: C
3116: A
3117: A
3118: B
3119: A
3120: C