Questões de Concurso Sobre pronomes pessoais retos em português

Foram encontradas 739 questões

Q4183972 Português
Considere os Textos 2 e 3 para responder às questões a seguir.


Texto 2

Q8_10.png (305×253)

Fonte: Texto adaptado. Disponível em: https://metapvh.blogspot.com/2011/04/charge.html. Acesso em: 19 maio 2026.


Texto 3 

Q8_10_.png (236×244)

Fonte: Texto Adaptado.
Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/45121/ . Acesso em 19 de maio 2026.
Analise os fragmentos a seguir:

Fragmento 1
“Pai, se possível, afasta de mim essas balas” (Texto 1).

Fragmento 2 
“Pai, afasta de mim esse cálice” (texto 2).

Sobre estes fragmentos é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4183646 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Chegada do El Niño amplia monitoramento e ações de preparação


O planejamento de ações de preparação para possíveis desastres naturais devido à atuação do El Niño foi tema do Bate-Papo com a Defesa Civil nesta quinta-feira (28). O encontro virtual também abordou as características do fenômeno e as previsões climáticas para os próximos meses.

Mediador do evento, o coordenador-geral de Monitoramento e Alerta da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Tiago Schnorr, iniciou o bate-papo destacando a necessidade de fortalecimento dos órgãos do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil diante do cenário, priorizando a proteção da população. "Fazemos uma reunião diária com representantes desses órgãos para debater informações atualizadas sobre as previsões climáticas no País. Com muita frequência, também abordamos todas as questões relacionadas ao El Niño e seus impactos. O monitoramento da situação é constante", afirmou.

No encontro desta quinta, especialistas trouxeram uma explicação técnica sobre o El Niño-Oscilação Sul (ENOS), um dos principais fenômenos com influência no clima global. Ele ocorre devido a mudanças na temperatura das águas do Oceano Pacífico e na circulação atmosférica, sendo composto por três fases: El Niño, marcado pelo aquecimento das águas; La Niña, caracterizada pelo resfriamento das águas; e neutralidade, quando não há atuação das outras fases.

"É um fenômeno natural, percebido há mais de cem anos. De maneira geral, quando há o aumento da temperatura média do Pacífico Tropical persistente por alguns meses, cinco ou seis, o El Niño está configurado. É necessário que tenhamos, pelo menos, meio grau acima da média em toda a região central do Pacífico", completou o coordenador de Monitoramento e Previsão Climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Mozar Salvador.

O meteorologista do Grupo de Clima do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Fábio Rocha, alertou para o cenário atual. "Já estamos presenciando o aquecimento gradativo das águas do Pacífico Tropical, mas o fenômeno ainda não está estabelecido", esclareceu Fábio, ressaltando o grande impacto nas condições climáticas do planeta.

No Brasil, um dos lugares mais impactados pela atuação do ENOS é o Rio Grande do Sul. O fenômeno potencializa o transporte de umidade da região amazônica para o estado, o que sustenta sistemas de baixa pressão sobre a região, resultando em tempestades e inundações. "Por outro lado, o El Niño inibe as chuvas nas regiões Norte e Nordeste", acrescentou o meteorologista e coordenador-geral de Operação e Modelagem substituto do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Giovanni Dolif.

O coordenador de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Coronel Luciano Chaves Boeira, compartilhou o que tem sido feito no estado para aumentar a proteção das pessoas. "A pauta do El Niño traz uma angústia enorme ao povo gaúcho. O Rio Grande do Sul tem se preparado para possíveis desastres a partir do fortalecimento e ampliação das estruturas, com a criação de novos cargos e a chegada de especialistas. São profissionais da engenharia, arquitetura, hidrologia, meteorologia, geologia, geoprocessamento, entre outros. Isso vai aumentar nossa capacidade de preparação, resposta e suporte aos municípios", concluiu.


https://www.gov.br/mdr/pt-br/noticias/chegada-do-el-nino-amplia-monito ramento-e-acoes-de-preparacao
A respeito dos mecanismos de coesão e coerência empregados no texto, julgue as afirmativas a seguir:
I.Em 'Ele ocorre devido a mudanças na temperatura das águas do Oceano Pacífico', o pronome 'ele' retoma anaforicamente o referente 'El Niño-Oscilação Sul (ENOS)', garantindo a progressão temática sem repetição do termo.
II.Em 'Por outro lado, o El Niño inibe as chuvas nas regiões Norte e Nordeste', a expressão 'por outro lado' estabelece relação de adição entre os efeitos do fenômeno descritos no parágrafo, acrescentando nova informação ao que foi anteriormente afirmado.
III.Em 'sendo composto por três fases: El Niño, marcado pelo aquecimento das águas; La Niña, caracterizada pelo resfriamento das águas; e neutralidade, quando não há atuação das outras fases', o texto avança por detalhamento progressivo, enumerando as partes constitutivas do fenômeno apresentado na oração anterior.
IV.Em 'O fenômeno potencializa o transporte de umidade da região amazônica para o estado', a expressão 'o fenômeno' retoma cataforicamente o referente 'ENOS', antecipando informações que serão desenvolvidas no período seguinte.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4183091 Português

Texto 02 para a questão:



"O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, ainda menos, uma integração de certos agrupamentos, de certas vontades particulares, de que a família seria o melhor exemplo. Não existe, entre o círculo familiar e o Estado, uma gradação, mas antes uma descontinuidade e até uma oposição. A verdade é que eles pertencem a ordens diferentes. Só pela transposição de um abismo é que se pode passar de um para outro. No fundo, o que o Estado representa é a negação da família, e não a sua continuação."


Fonte: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995

No trecho "A verdade é que eles pertencem a ordens diferentes" (Texto 02), o pronome em destaque refere-se, respectivamente, aos conceitos de: 
Alternativas
Q4177380 Português
Leia o texto para responder a questão.


Animal mais letal do mundo é menor do que se pensa

Um milhão e meio de mortes por ano são causadas por

animais, mais de metade é devido a apenas um tipo deles


Por Paloma Lazzaro


    Tubarão, jacaré e onças são alguns dos animais que vêm à mente das pessoas quando o assunto é espécies mortíferas. No entanto, eles estão longe do topo da lista de bichos que causam mais mortes no planeta. Juntos, tubarões e crocodilos são responsáveis por apenas 156 óbitos anuais, de acordo com dados de organizações de saúde compilados pelo Our World in Data. O ser humano, que em si é a causa de morte de 600 mil membros da própria espécie por ano, também não é o primeiro colocado, mas o segundo. E o animal mais mortífero do mundo é bem menor que qualquer uma das espécies listadas previamente. Mosquitos são os responsáveis por mais mortes no mundo  

    No planeta, aproximadamente 760 mil pessoas por ano têm suas mortes causadas por mosquitos. Claro, uma picada em si não é o motivo desses óbitos, mas as doenças transmitidas pelos insetos. A malária é, por uma grande margem, a mais fatal de todas, sendo responsável por de 80% dessas mortes. Ela é transmitida e disseminada pelo mosquito Anopheles, e ainda mata cerca de meio milhão de crianças todos os anos. Outras 100 mil fatalidades anuais se devem a outras doenças, como a dengue e febre amarela, ambas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, e encefalite japonesa, transmitida pelo mosquito Culex.  

    Cobras matam 100 mil pessoas por ano

    As cobras já são causa de medo em diversas pessoas, e os dados corroboram esse temor. Os répteis são responsáveis por, aproximadamente, 100 mil mortes por ano. Essa alta fatalidade se deve a como os ataques de cobras peçonhentas ocorrem. Boa parte deles se dá em áreas rurais, onde antídotos e tratamento rápido, necessários à sobrevivência no caso de uma picada, estão pouco disponíveis.

    Cachorros são 800 vezes mais fatais que que aranhas 

    O quarto colocado da lista de animais mortíferos é o melhor amigo do homem. Mortes causadas por cachorros somam 40 mil casos anuais. Assim como os mosquitos e as cobras, os cachorros não matam humanos por meio de feridas diretas ou os devorando, mas indiretamente. A raiva, doença viral com taxa de mortalidade próxima a 100%, é o grande pivô por trás de tantos óbitos. Atualmente, existe tratamento para a raiva feito com o soro antirrábico. Porém, assim como o tratamento para mordidas de cobra, ele deve ser administrado rapidamente, o que é difícil em regiões com pouca cobertura dos sistemas de saúde.


Disponível em https://exame.com/ciencia/animal-mais-letal-do-mundo-emenor-do-que-sepensa/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento  
No segmento “...eles estão longe do topo da lista...”, o pronome pessoal “eles” retoma, por coesão, os termos 
Alternativas
Q4177238 Português

TEXTO PARA QUESTÃO.



Aqui está uma loucura!


    Com insistência preocupante, ouço esta queixa ao tentar conversar com colegas ou contatar virtualmente pessoas que ocupam cargos de destaque em empresas. Whats não respondidos, e-mails esquecidos. Estes comportamentos estão além da falta de gentileza, bem o sei. As demandas são múltiplas, os dias encurtaram, escorrendo entre os dedos. Tanto por fazer e as horas se apresentam líquidas, como os sentimentos. Precisamos dar um jeito, pensei, ao ver um caramujo atravessando a estrada para seguir sua trajetória. Lento, lento... uma lição de respeito ao tempo de cada um. Ao observá-lo, dei-me conta da nossa infidelidade ao que é natural. Em consequência, estamos falando com renovada ênfase em saúde mental. A própria expressão parece nos exaurir, pois tende a despertar, mesmo provisoriamente, uma espécie de traição à serenidade e ao bem-estar.  


    Há, sim, um tímido movimento visando resgatar a quietude interior. No limite do estresse, clamamos por uma possibilidade de sobrevivência. A alma dilacerada pede socorro. Mas a cura virá de dentro para fora. É difícil, pois implica em mudanças de grande dimensão e o cérebro resiste. Porém, no momento em que os benefícios se mostram, é uma decisão sem volta. Temos inúmeros recursos à disposição, bastando apenas frear um pouco nossos projetos de ascensão profissional. Sim, eu sei, muitas vezes deixa de ser uma escolha: é uma imposição externa e manter-se fiel a princípios individuais pode significar nos tornarmos dispensáveis. No entanto, é necessário perguntar-se: tudo isso está me trazendo alegria? A vida, curta para os apressados, envia seus sinais quando escolhemos mal. Fazemos de conta que nem é conosco. A consequência será uma desordem emocional com efeitos desastrosos. 


    Há vários anos faço terapia com o intuito de ter alguém próximo para me auxiliar _____ tomar as melhores resoluções. E recorro aos amigos, meu maior patrimônio. Eles me ajudam a permanecer no norte da existência. Reavaliar constantemente os propósitos passou a ser uma disciplina diária, sob risco de seguir conceitos ou repetir atitudes que me alienam. Leio poesia e dedico os finais de tarde para bons encontros. Sou um discípulo fiel do filósofo Espinosa, um entusiasta em avaliar a qualidade do ser pelas suas escolhas. Amo o que faço e mais ainda se deixo de realizar algo sob pressão, respondendo assim ao chamado da serenidade. Gosto do progresso e da evolução, mas dedico-me ____ expansão da consciência. Tento ser um homem parcialmente liberto de preconceitos, extraindo do passado lições _____ serem postas em prática no futuro. Com humildade, caminho sem pressa para chegar ao lugar que desejo. 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 

No trecho “Eles me ajudam a permanecer no norte da existência”, o termo Eles é um __________, empregado como sujeito da forma verbal ajudam. O termo me é um __________, funcionando como complemento do verbo. 
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas? 
Alternativas
Q4170240 Português
Assinale a alternativa que apresenta o número correto de pronomes presentes no trecho a seguir: “E eles me disseram que eu poderia rezar para qualquer coisa, contanto que não fosse eu mesma”. 
Alternativas
Q4164582 Português
Instrução: A questão refere - se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


O papel do networking e sua importância na nossa trajetória profissional
Por Rachel Jordan

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/coluna/trabalho-carreira-rachel-jordan/o-papel-do-networking-e-
sua-importancia-na-nossa-trajetoria-profissional/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa que indica o número correto de pronomes presentes no trecho a seguir: “Mas se você ainda não sabe exatamente o que é networking na prática e como podemos desenvolvê-lo de forma positiva a nosso favor”. 
Alternativas
Q4164569 Português
Instrução: A questão refere - se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


O papel do networking e sua importância na nossa trajetória profissional
Por Rachel Jordan

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/coluna/trabalho-carreira-rachel-jordan/o-papel-do-networking-e-
sua-importancia-na-nossa-trajetoria-profissional/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. No segundo parágrafo, a autora estabelece um diálogo com o leitor, direcionando-se diretamente a ele, através do uso da segunda pessoa do singular em uma pergunta direta.
II. A autora afirma que o networking é uma estratégia de estabelecimento de relações profissionais que, na atualidade, é colocada em prática fundamentalmente com contatos presenciais.
III. Para a autora, uma das vantagens do uso da tecnologia é a possibilidade de termos que realizar viagens para cruzarmos fronteiras e conseguirmos estar em contato com a nossa rede presencialmente.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4163863 Português
Leia as assertivas sobre as classes de palavras presentes nas frases abaixo.

I. Na frase “Os alunos chegaram cedo porque havia prova”, a palavra os é artigo definido e a palavra porque exerce função de conjunção.

II. Em “Ela entregou o trabalho para o professor”, a palavra ela é pronome e a palavra para é pre-posição.

III. Na frase “A pesquisa revelou dados importantes sobre a dengue”, a palavra importantes é adjetivo e pesquisa pertence à classe dos verbos.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4159798 Português

Assinale a alternativa que indica o número correto de pronomes presentes no trecho a seguir, retirado do texto:


“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. 

Alternativas
Q4156165 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Competências e habilidades de leitura

    Ler envolve diversos procedimentos e capacidades (perceptuais, motoras, cognitivas, afetivas, sociais, discursivas, linguísticas), todas dependentes da situação e das finalidades de leitura. [...]
    O conhecimento sobre o conjunto de capacidades de todas as ordens que são requeridas nas diversas práticas de leitura vem crescendo acentuadamente com o desenvolvimento das pesquisas e teorias sobre leitura que tiveram lugar da segunda metade do século passado até hoje. Acumulou-se, nos últimos cinquenta anos, muita informação a respeito. E essas informações dependem dos focos dessas pesquisas e teorias.
    Podemos dizer que, no início da segunda metade do século XX, ler era visto – de maneira simplista – apenas como um processo perceptual e associativo de decodificação de grafemas (escrita) em fonemas (fala), para se acessar o significado do texto. Nesta perspectiva, aprender a ler encontrava-se altamente equacionado à alfabetização. [..]
   Uma vez construídas essas associações, uma vez alfabetizado, o indivíduo poderia chegar da letra à sílaba e à palavra, e delas, à frase, ao período, ao parágrafo e ao texto, acessando assim, linear e sucessivamente, seus significados. É o que se denominou na escola fluência de leitura. Nessa teoria, as capacidades focadas eram as de decodificação do texto, portal importante para o acesso à leitura, mas que absolutamente não esgotam as capacidades envolvidas no ato de ler. [...]
    No desenvolvimento das pesquisas e estudos sobre o ato de ler, ao longo desses cinquenta anos, muitas outras capacidades nele envolvidas foram sendo apontadas e desveladas: capacidades de ativação, reconhecimento e resgate de conhecimento armazenado na memória, capacidades lógicas de interação social etc. A leitura passa, primeiro, a ser enfocada não apenas como um ato de decodificação, de transposição de um código (escrito) a outro (oral), mas como um ato de cognição, de compreensão, que envolve conhecimento de mundo, conhecimento de práticas sociais e conhecimentos linguísticos, muito além dos fonemas e grafemas.
    Num primeiro momento, tratou-se da compreensão do texto, do que nele estava posto, ou pressuposto. Nessa abordagem, cujo foco estava no texto e no leitor, na extração de informações do texto, descobriram-se muitas capacidades mentais de leitura, que foram denominadas estratégias (cognitivas, metacognitivas) do leitor.
     Posteriormente, passou-se a ver o ato de ler como uma interação entre o leitor e o autor. O texto deixava pistas da intenção e dos significados do autor e era um mediador desta parceria interacional. Para captar estas intenções e sentidos, conhecimentos sobre práticas e regras sociais eram requeridos.
    Mais recentemente, a partir dos anos 1990, a leitura tem sido vista como um ato de se colocar em relação um discurso (texto) com outros discursos anteriores a ele, emaranhados nele e posteriores a ele, como possibilidades infinitas de réplica, gerando novos discursos/textos.
    Nenhuma dessas teorias invalida os resultados anteriores. O que acontece é que fomos conhecendo cada vez mais a respeito dos procedimentos e capacidades envolvidos no ato de ler. No entanto, a leitura escolar parece ter parado no início da segunda metade do século passado.
    Se perguntarmos a nossos alunos o que é ler na escola, eles possivelmente responderão que é ler em voz alta, sozinho ou em jogral (para avaliação de fluência entendida como compreensão) e, em seguida, responder um questionário onde se deve localizar e copiar informações do texto (para avaliação e compreensão). Ou seja, somente poucas e as mais básicas das capacidades leitoras têm sido ensinadas, avaliadas e cobradas pela escola. Todas as outras são quase ignoradas. Isso é o que mostram os resultados de leitura de nossos alunos em diversos exames, como o ENEM, SAEB e PISA, tidos como altamente insuficientes para a leitura cidadã numa sociedade urbana e globalizada, altamente letrada, como a atual.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. p. 75-79. (Adaptado).
No trecho “No desenvolvimento das pesquisas e estudos sobre o ato de ler, ao longo desses cinquenta anos, muitas outras capacidades nele envolvidas foram sendo apontadas e desveladas”, o referente do pronome “nele” é
Alternativas
Q4156033 Português

Leia o texto IV e responda à questão.

Texto IV

Espelho do tempo: envelhecemos microscopicamente e nos perguntamos se perdemos o frescor

Assista a um telejornal, distraída, quando apareceu na tela o depoimento de um coroa que eu não conhecia, mas, por algum motivo, a imagem me atraiu. Ao ler o nome dele nos créditos, pensei: já conheci um cara com este nome... Peral... Não pode ser. Caramba, é ele. Um amigo que sumiu de vez do meu radar. Pertencemos à mesma turma de praia quando tínhamos 20 anos. Lembro que ele surfava, tinha um jipe e era um gozador nato. E agora estava ali, sisudo na tela da tevê, de terno e gravata, com a pele acinzentada, um fiapo de cabelo, um senhor - da minha idade.

No espelho do banheiro, nosso rosto é o mesmo todo dia. Envelhecemos microscopicamente. De terça para quarta, nenhuma diferença. Até que você encontra na rua uma ex-colega de faculdade ou se depara na tevê com alguém que já fez parte da sua juventude e se pergunta: será que eu também perdi o frescor? Eles se perguntam a mesma coisa quando te veem.

O espelho do banheiro não conta a verdade pelo simples fato de que ignoramos o que é visto toda hora. Já fotografias antigas são espelhos retroversos, demarcam com precisão as diferenças entre o antes e o agora. Outro dia, mostrei para minha filha uma foto de nós duas em 1992; eu a segurava em meu colo. Ela ficou impactada: “Era uma criança.” “Claro, você tinha um aninho.” “Estou falando de ti, mãe”.

É uma questão de perspectiva. Para os bebês, os pais são Matusaléns. No entanto, naquela foto, eu tinha menos idade do que ela tem hoje - éramos não uma, mas duas crianças. Um dia, ela me verá com o rosto completamente craquelado, miúda, corcunda pelo peso dos anos transcorridos, e o susto será outro: serei um espelho do seu futuro. Será obrigada a encarar a velhice que, gostemos ou não, está sempre em nossos calcanhares.

O tempo tem rosto, o tempo tem mãos, o tempo tem voz - e nada disso permanece o mesmo. As superfícies espelhadas reproduzem uma imagem de aparente, visto que, de hoje para amanhã, não se nota alteração. Mas quando encontro minhas amigas a intervalos de tempo, sou atravessada pela verdade óbvia de que não somos mais as meninas do pátio do colégio.

O que me consola é que estes espelhos vivos (a feição atual de nossos velhos afetos) trazem tanto, mas como boas notícias. Em vez de sofrer pelo que está arruinado, busco em cada rosto o sorriso moleque de antigamente, o olhar ainda curioso, a eternidade que mora nos detalhes. Aquele amigo que apareceu na tevê, tão concentrado em sua declaração em frente às câmeras, talvez tenha deixado escapar um filete de irreverência em meio aos verbos empolados que usava, e foi isso que me fez reconhecê-lo. Mesmo o mais implacável dos espelhos reflete algo em nós que não muda.

(MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/elaimartha-medeiros/coluna/2025/11/espelhodo-tempo-envelhecemos-miscroscopicamente-e-nos-perguntamos-seperdemos-o-frescor.ghtml> - Texto adaptado.)

Em que opção o comentário acerca das análises sintáticas dos termos destacados estão corretos, sob o ponto de vista dos gramáticos Celso Cunha e Lindley Cintra?  
Alternativas
Q4156019 Português

Leia o texto III e responda à questão.

Texto III

Mensagem de primavera

De cima desta janela da rua República do Peru, a observadora de tardes e manhãs reparou que a primavera não era uma ficção do calendário deste nosso tempo sem tempo, estagnado e apenas travestido em estações pelos figurinos. As amendoeiras de minha rua mostraram o inverno ainda mesmo quando o sol rompia por Copacabana e banhistas sem conta atulhavam a praia.

Envelheceram amarelentas, tornaram-se quase esqueléticas e negras. E, agora, a chuva maciça que cai, enquanto escrevo, mostra uma festa de folhas novas, vivas, bulindo sob a porção de água e brilhando acima dos guarda-chuvas e sombrinhas. A natureza de nossa rua fez a primavera em que tantas pessoas não acreditam, neste Rio de verde cansativo. Se a Primavera habita as minhas árvores tão pensadas, da rua República do Peru, por onde andará ela no coração das mulheres?

Creio já ter descoberto. Vi, justamente agora, passar uma mocinha límpida e lavada de gotas de chuva, que abria sorriso muito lento e doce. Ela acabava - estava claro - de ver o namorado e atravessava a rua com um clarão de quente alegria. Mais além, um pouco lerda, a mulher grávida encobre a face pelas folhas da amendoeira copada. Só seu corpo se desenha numa curva farta, desvendando difícil os pés gordinhos. A mulher carrega pela rua alguém tão importante quanto esta estação despercebida - a primavera que só alguns pressentem.

Mais adiante, a jovem que voltou do almoço retoma o lugar no balcão e, antes de entrar na loja, eleva a mãozinha ajeitando o cabelo umedecido, como um pássaro esticando uma asa. Que tem esta moça no gesto tão gentil a oferecer de primavera? Visivelmente, ela está enfrentando o seu dia com uma disposição amanhecente: ela tem planos, a mocinha.

É a pausa antes do fim do ano, a pausa da primavera. Muitas coisas vão acontecer na vida das criaturas. As mulheres sabem que há mudanças próximas em suas existências. Umas casarão, outras enfrentarão um trabalho novo com disposição nova; mãos ágeis terão no colo pequenos pedaços que significarão a cobertura de novas vidas. Como se as mulheres também criassem folhas e que elas, só elas, fossem parte desta primavera recusada de todos nós.

A minha mensagem vai para o íntimo das mulheres; para o sorriso da moça que viu o namorado, o caminhar da mulher que espera o filho, o gesto da criatura que levanta o rosto para um outro dia, numa outra primavera que começa. Eu estou com elas. Estou com o novo dia, com as folhas novas, com os seres amanhecentes e os abençoo em comunhão de fé.

(Seleta de Dinah Silveira de Queiroz. Apresentação e notas de Bella Josef. Rio de Janeiro, José Olympio, INL, 1974, pp. 25-26.)

Analise as afirmativas acerca do elemento coesivo em destaque.
I- O pronome destacado em “[...] por onde andará ela no coração das mulheres?" (§2°) é responsável por estabelecer uma referência exoférica, visto que retoma o termo “primavera”, mencionado anteriormente.
II- O elemento coesivo destacado em ‘[...] mulheres também criassem folhas e que elas, só elas, [...]." (§5°) estabelece referência e situação comunicativa e apresenta uma aparente ambiguidade, que é sanada pelo contexto.
III- No texto, o termo destacado em “[..] ela está enfrentando o seu dia com uma disposição amanhecente: ela tem planos, a mocinha.” (§4°) faz referência à moça, mencionada antes e retomada depois.
Assinale a opção correta.
Alternativas
Q4149884 Português
TEXTO I

Trabalho precário

    O trabalho precário e uma realidade do mundo laboral e, contrariamente ao que pode ser imaginado, não está presente apenas em regiões geográficas descritas como economicamente mais vulneráveis, fato que explica a recorrência de estudos oriundos de países como Estados Unidos, Canadá e Espanha, ou ainda de regiões diversas da América Latina, ou Asia.

     O objetivo número oito da agenda 2030 da ONU propõe promover o crescimento econômico de maneira inclusiva e sustentável, aliado ao trabalho decente, que deve ser inclusivo e produtivo. Isso mostra uma preocupação institucionalizada com as condições em que os trabalhadores desempenham as suas atividades. O cenário laboral atual, entretanto, e caracterizado pelo incremento da precariedade, o que revela uma contradição, e mostra a necessidade de estudar as condições atuais de trabalho e os seus diversos atributos.

     Apesar do interesse pelo tema, autores alertam sobre a falta de clareza conceitual do trabalho precário, fato que dificulta o avanço de discussões baseadas em resultados empíricos sistemáticos. Destacam, por exemplo, que a concepção pode ser diferente se analisado no nível individual (pessoas que laboram sob essas condições), daquela tida ao estudar grupos sociais (grupos que vivem em situações econômicas e sociais desvantajosas), ou da adotada nos estudos realizados no nível macro (perfil de precariedade em uma localização geográfica).

     Essas ponderações tornam evidente a necessidade de uma clara definição e descrição do que seja o trabalho precário para alicerçar adequadamente o seu estudo.


Adaptado de: PUENTE-PALACIOS, K.; FRAUSTO, C. I. G. Trabalho precário: dos atributos teoricos à proposta de um instrumento de medida. Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 2, p. 1-10,2026.


  
No Texto II, a fala Eu não durmo carrega um forte impacto semântico para a ironia da charge. Do ponto de vista da análise sintática e morfológica, assinale a alternativa que apresenta uma afirmação CORRETA sobre a estrutura dessa oração.
Alternativas
Q4147977 Português
Assinale a alternativa em que o emprego do pronome pessoal está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa: 
Alternativas
Q4147066 Português
Mais ricos vacinam menos os filhos no Brasil

Quanto mais alta a classe social, maior a hesitação vacinal, apontam estudos.

Por Bruno Garattoni 2 mar 2026


    A hesitação vacinal, em que a pessoa reluta em vacinar a si própria e/ou a seus filhos, é mais frequente entre as classes sociais mais altas no Brasil. É o que revelam vários estudos (1) realizados sobre o tema. Conversamos com a socióloga Marcia Couto, professora da Faculdade de Medicina da USP e autora de alguns desses trabalhos, para entender.


    As classes mais altas têm mais acesso a educação e informação. Apesar disso, hesitam mais em se vacinar. Por quê?


    Nossos trabalhos apontaram algumas características específicas das famílias de alta renda e escolaridade. A primeira é o controle, elas acreditam que podem ter um controle individual dos riscos à saúde.


    A segunda é uma ideia de que, ao personalizar os cuidados de saúde dos seus filhos, elas podem prescindir de medidas sanitárias públicas. E a terceira é uma ideia de que a adoção de estilos de vida mais naturais levaria as crianças a não necessitar de vacinas.


(1) “‘Eu vivo num mundo muito burguês, não moro na periferia’: não vacinação infantil e a intersecção entre raça, classe e gênero”; “Desigualdades sociais da cobertura vacinal aos 24 meses – coorte de nascidos vivos em 2017 2018: Inquérito Nacional de Cobertura Vacinal, 2020”.


Leia mais em: https://super.abril.com.br/sociedade/mais-ricos-vacinam-menos-os-filhos-no-brasil/, acessado em 20 de março de 2026 (com adaptações) 
O termo “elas”, retoma:
Alternativas
Q4145553 Português
Canetas emagrecedoras: sem exercício físico, pacientes recuperam peso

        Em 2044, quase metade (48%) dos brasileiros estará obesa, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Esse é um problema de saúde pública complexo e multifatorial. Recentemente, um medicamento para diabetes tipo 2 ganhou popularidade pelo seu efeito colateral: o emagrecimento. Tendo como princípio ativo a semaglutida, o Ozempic é uma droga injetável que deve ser aplicada em doses semanais. Apesar de seguro, o tratamento deve ser indicado por médico capacitado, levando em consideração indicações, contraindicações, tolerabilidade e expectativas do paciente.

        O mau uso da semaglutida, além de colocar em risco pessoas que não teriam essa indicação, aumenta o estigma de quem já sofre com diversos preconceitos, reforçando a ideia de que a obesidade seria resultado de pouca disposição ou vontade de mudar sua condição. No entanto, trata‑se de uma doença crônica, complexa, multicausal e de difícil tratamento.

        A doutora em Ciências Biológicas Daisy Motta explica: “Quando reduzimos o peso corporal, perdemos massa muscular também. Quanto mais rápido esse peso é reduzido, maior é também a diminuição de músculos. Então, o exercício é essencial”. Portanto, caso não haja um trabalho integrado com um profissional de Educação Física, para reeducar esse paciente e inseri‑lo em um contexto de exercício, sua situação pode piorar no médio prazo.

        Para Daisy, o treino de força é protagonista nesse processo, sendo necessário durante o emagrecimento para frear a sarcopenia, ou seja, a redução da musculatura do paciente, condição comum em idosos sedentários, mas que vem acometendo também os jovens. Nesse contexto, outro ponto escancara a dificuldade do tratamento da obesidade. Trata‑se de um problema invisível para muitos, mas que jamais passa despercebido pelo profissional de Educação Física atento: o analfabetismo motor.

        Por isso, o profissional de Educação Física é um agente indispensável no tratamento da obesidade. Muitas dessas pessoas precisarão aprender a se exercitar, ativar musculaturas específicas, estimular a mobilidade e conhecer o próprio corpo. Sem passar por essa etapa, ao suspenderem a semaglutida, esses pacientes entrarão em uma estatística nada otimista, na qual voluntários recuperaram dois terços do peso perdido após um ano sem as injeções.

Internet:<www.confef.org.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No período “Quando reduzimos o peso corporal, perdemos massa muscular também”, o emprego da primeira pessoa do plural confere caráter generalizante à afirmação, ampliando o seu alcance para além de casos individuais.

Alternativas
Q4139726 Português

Instrução: A questão seguinte refere-se ao texto abaixo. O destaque ao longo do texto está citado nas questão.


Para estudar, o papel vence a tela 




(Disponível em: Mariana Ferrari, ISTOÉ Independente (istoe.com.br) – texto adaptado especialmente para esta

prova). 

Conforme nos ensina Koch, em relação aos elementos de coesão assinalados no texto – em negrito, em itálico e sublinhados, afirma-se que:
I. A pesquisadora e ela (l. 06 e 07) são elementos de coesão referencial, aqueles em que um componente da superfície do texto faz remissão a outro elemento presente no universo textual.
II. As duas ocorrências de quando (l. 03 e 08) são marcas linguísticas que estabelecem, entre os enunciados que compõem o texto, determinados tipos de relação. No caso, quando opera a localização temporal dos fatos a que aludem nos respectivos enunciados.
III. Mais e melhor ... do que (l. 03) é um mecanismo de progressão textual que estabelece entre as partes do texto relação de consecutividade entre as ações.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4139517 Português
Preencha os espaços em branco abaixo com "eu" ou "mim", adequadamente. A seguir, marque a alternativa que apresenta as formas corretas, na mesma ordem.

– Traga o livro para         ler uma história interessante para você.
– Para          , isso que você me disse não passa de um conto de fadas.
– Fica muito dificil para          coordenar os trabalhos da casa e da escola ao mesmo tempo.
Alternativas
Respostas
41: C
42: C
43: B
44: B
45: A
46: D
47: D
48: A
49: A
50: C
51: B
52: B
53: E
54: E
55: C
56: B
57: B
58: C
59: C
60: C