Questões de Concurso
Sobre pronomes pessoais retos em português
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Não haveria prejuízo para as relações coesivas do texto caso o pronome pessoal “ele” (linha 2) fosse empregado no gênero feminino.

“Ela” (linha 19) por Ele
“Saber interpretar um texto, a partir do contexto de produção em que ele está inserido, é fundamental para a experiência cotidiana do leitor”.
“Ele” é considerado na morfologia (01) . Na sintaxe, “Ele” se refere ao (02) Já na linguística textual “Ele” se refere a (03) :
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
No período ‘Posso ajudá-lo, cavalheiro?’ (segundo parágrafo), o personagem emprega uma forma pronominal de terceira pessoa para se dirigir diretamente ao seu interlocutor.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
1.quatro mil mulheres, no cárcere,
2.e quatro milhões - e já nem sei a conta,
3.em cidades que não se dizem,
4.em lugares que ninguém sabe,
5.estão presas, estão para sempre -
6.sem janela e sem esperança,
7.umas voltadas para o presente,
8.outras para o passado, e as outras
9.para o futuro, e o resto - o resto,
10.sem futuro, passado ou presente,
11.presas em prisão giratória,
12.presas em delírio, na sombra,
13.presas por outros e por si mesmas,
14.tão presas que ninguém as solta,
15.e nem o rubro galo do sol
16.nem a andorinha azul da lua
17.podem levar qualquer recado
18.à prisão por onde as mulheres
19.se convertem em sal e muro.
(MEIRELES, Cecília. Prisão. Excertos. Disponível em: https://www.scielo.
br/scielo.php?pid=S0104- 83332006000200013&script=sci_arttext
Acesso em: 08/08/2020.)
Leia a tira para responder à questão.

(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 28.10.2021. Adaptado)
Sobre elementos do texto, são feitas as afirmações que seguem:
I. Ao utilizar as expressões ‘Fulano’, ‘Beltrano’ e ‘Sicrano’, o autor pretendeu dar uma designação vaga de pessoas incertas ou de alguém que não se quis nomear.
II. No segundo parágrafo do texto, as expressões ‘meu’, ‘meus’, ‘Ele’, ‘seus’ e ‘sua’ são pronomes que se referem ao ‘menino’ citado nas linhas 04 e 05.
III. Na linha 19, o pronome ‘Isso’ refere-se à informação já citada no parágrafo.
Quais estão corretas?
Leia o texto de Luís Fernando Veríssimo.
Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que o bisavô estava morre não morre, decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez pela última vez.
A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia? – Tira você mesmo, ué. – Ah, é? E eu não saio na foto?
O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia. – Tiro eu - disse o marido da Bitinha. – Você fica aqui - comandou a Bitinha. Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. “Não deixa eles te humilharem, Mário Cesar”, dizia sempre. O Mário Cesar ficou firme onde estava, do lado da mulher.
A própria Bitinha fez a sugestão maldosa: – Acho que quem deve tirar é o Dudu… O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas a Andradina segurou o filho. – Só faltava essa, o Dudu não sai.
E agora? – Pô, Castelo. Você disse que essa câmara só faltava falar. E não tem nem timer!
O Castelo impávido. Tinham ciúmes dele. Porque ele tinha um Santana do ano. Porque comprara a câmara num duty free da Europa. Aliás, o apelido dele entre os outros era “Dutifri”, mas ele não sabia.
– Revezamento - sugeriu alguém. – Cada genro bate uma foto em que ele não aparece, e… A ideia foi sepultada em protestos. Tinha que ser toda a família reunida em volta da bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão. – Dá aqui. – Mas seu Domício… – Vai pra lá e fica quieto. – Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido! – Eu fico implícito - disse o velho, já com o olho no visor. E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir
ele fitou a torre do castelo, (l. 1)
O referente do pronome sublinhado é explicitado por meio do recurso coesivo da catáfora.
Em Conto de fadas, o emprego desse recurso gera o seguinte efeito:
Para responder às questões de 22 a 24, leia o texto abaixo:
Exatamente 2.050 dias depois de um incêndio destruir completamente o Museu da Língua Portuguesa, em um dos prédios icônicos da Estação da Luz, no centro de São Paulo, será possível novamente sentir a pulsação da língua de Luís de Camões. O espaço, que recebeu 386 mil visitantes só em 2014, último ano antes do acidente, e encantou o público com exposições interativas e informações surpreendentes, vai ser reaberto ao público no dia 1º de agosto, um dia depois de uma cerimônia oficial que receberá três presidentes de países lusófonos — Marcelo Rebelo de Sousa, de Portugal, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, de Cabo Verde, e Filipe Nyusi, de Moçambique. Também estarão presentes representantes de quase todos os outros lugares do mundo onde se fala português, numa demonstração da grande importância cultural do lugar. A ideia é que, ali, a pátria seja momentaneamente uma só: a língua. “Até porque ela é mais do que uma gramática ou do que a literatura, por exemplo. Ela é um objeto de todos nós”, reflete Isa Grinspum Ferraz, curadora especial do museu.
(Vinícius Mendes. Revista IstoÉ. “O que pode esta língua?”.
Adaptado. 16 de julho de 2021. Edição nº 2687.)
Acerca do emprego e flexões das classes de palavras, assinale a alternativa INCORRETA:
I – Pronomes pessoais do caso reto exercem função de sujeito. II – Pronomes pessoais do caso oblíquo substituem os substantivos e complementam os verbos. III – Pronomes como “o, a, os, as, lo, la) funcionam somente como objeto indireto.
Observe a tirinha.

VERISSIMO, Luis Fernando (1997:7). AS COBRAS
EM: SE DEUS EXISTE, QUE EU SEJA ATINGIDO
POR UM RAIO. Porto Alegre: L&PM, 164p.
Os pronomes pessoais são aqueles que substituem os substantivos, indicando diretamente as pessoas do discurso “quem fala”, “com quem fala” ou “de quem se fala”. Com base nessa informação, considere as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta:
I. O uso do pronome “nós”, no segundo quadrinho, refere-se à humanidade.
II. O uso do pronome “nós” se refere aos participantes da conversa.
III. O uso do pronome apresenta diferentes significados, pois a primeira cobra tem como referência uma coletividade ao usar o pronome nós, ao passo que a segunda se exclui do discurso ao utilizar o pronome “vocês”.
IV. O uso do pronome “vocês” empregado pela
segunda cobra demonstra um distanciamento no
discurso.
“Os professores me chamavam de estrábico. Mas os meus colegas da escola me chamavam — pelas costas, é claro —de caolho, zarolho, mirolho.
Certa ocasião eu fui falar com uma garota e ela olhou para mim e caiu na gargalhada. Sofri muito com aquilo. E passei a andar à sorrelfa, para que não percebessem o meu defeito. Nunca mais olhei o meu rosto num espelho. Fazia a barba no chuveiro, o que aliás era uma boa ideia, água quente — eu tomo banho com a água fervendo — amacia os pelos do rosto e a raspagem é fácil e perfeita.”
(FONSECA, Rubem. Devaneio. In:______. Histórias curtas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.)
A classificação desses pronomes, na ordem em que aparecem, é:


