Questões de Concurso
Sobre pronomes pessoais oblíquos em português
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Os pronomes em destaque em cada um dos trechos são classificados respectivamente como:
Acerca de aspectos linguísticos do texto CG1A1, julgue o seguinte item.
No segmento “tendemos a não os notar” (penúltimo período
do segundo parágrafo), a anteposição da forma pronominal
“os” ao verbo “notar” é obrigatória, não sendo admitida a
ênclise pronominal, em razão do emprego do vocábulo
“não”.
I. Quando lembro-me de você, fico feliz. II. Não me diga que a prova de Língua Portuguesa é hoje! III. Em demorando-se a pagar, a duplicata irá a juízo. IV. O pai esperava-a no aeroporto. V. Vê-la-ia ao menos uma vez, após a briga?
ASSINALE A OPÇÃO CORRETA:
A expressão “as tecnologias” é retomada por
I. Em: “Avental branco, pincenê vermelho, bigodes azuis, ei-lo, grave, aplicando sobre o peito descoberto duma criancinha um estetoscópio, e depois a injeção que a enfermeira lhe passa.”, os termos destacados são pronomes pessoais oblíquos átonos.
II. Em: “os bigodes foram pintados por sua irmã, a enfermeira; a criancinha é uma boneca de olhos cerúleos, mas já meio careca”, o termo destacado poderia ser substituído por “meia” uma vez que “meio” está acompanhando um adjetivo feminino, podendo ser flexionado para o gênero feminino.
Marque a alternativa correta:
Leia o texto para responder à questão.
Projeto musical faz shows secretos em SP
“É muito raro isso aqui”, diz a cantora Marina Melo em frente a um público de cerca de cem pessoas em São Paulo. “Um monte de gente sentada no chão, sem saber exatamente o que vai escutar, disposta a ficar em silêncio e a ouvir”.
O espaço do palco é delimitado apenas por um tapete e um pedestal de microfone com luzinhas enroladas. A localização é um estúdio na zona oeste da capital, mas poderia ser qualquer outro canto — isso ajuda a resumir o Tranquilo, projeto musical mineiro que desembarcou em São Paulo e acontece nas noites de segunda-feira, mas nunca no mesmo lugar.
Funciona assim: aos domingos, o perfil no Instagram do Tranquilo publica uma enquete. Quem responde recebe por mensagem a localização e os detalhes dos shows marcados para o dia seguinte. A escalação de artistas – sempre representantes da música independente e autoral – só é liberada na segunda-feira e o lineup1 não se repete.
O projeto começou no quintal da casa do músico Thales Silva, que se sentia sem horizontes após lançar um álbum e não conseguir fazer o trabalho circular. “O artista independente não consegue furar algumas bolhas porque existem panelas que não se abrem. É como se você tivesse que expandir seu público sem ter oportunidades”, ele afirma. “Então eu criei o evento pensando nesses artistas que têm qualidade, mas que, se não acharem um palco, vão ficar eternamente parados.”
Durante as apresentações, em formato de pocket show2 e que elegem a diversidade como prioridade, o público recebe a letra de algumas composições. A localização escondida também gera curiosidade. Neste ano, o público chegou a 1200 pessoas em Belo Horizonte.
Além de estimular a cena musical independente, o projeto se tornou uma espécie de celeiro de novos artistas com o momento “Olho no Olho”, que encerra as noites de shows com pessoas da plateia mostrando canções próprias.
(Laura Lewer. https://guia.folha.uol.com.br/shows/2023/03/ conheca-o-tranquilo-projeto-musical-que-faz-shows-quase-secretosem-sp.shtml. Publicado em 17.03.2023. Adaptado.)
1 lineup: lista, sequência.
2 pocket show: apresentação de curta duração.
Considere as frases elaboradas com base no texto.
• Muitos artistas têm um trabalho de alto nível, mas precisam de uma plateia para _____________. .
• Distribuem-se letras das canções aos presentes para que estes _____________ e interajam com os cantores durante os shows.
• Quanto à escalação dos artistas, o Tranquilo somente _______________ às segundas-feiras.
De acordo com a norma-padrão de emprego dos pronomes, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
- Favor, dê-me ______ copo que está na sua mão. - Pegue ______ cadeira aqui e leve-a para outro lugar. - Para ______, trabalhar na prefeitura é muito bom. - Esse não é um serviço para ______ fazer. - Não crie mais problemas para ______ ter que resolver.
- Favor, dê-me ______ copo que está na sua mão. - Pegue ______ cadeira aqui e leve-a para outro lugar. - Para ______, trabalhar na prefeitura é muito bom. - Esse não é um serviço para ______ fazer. - Não crie mais problemas para ______ ter que resolver.
Um casal decidiu passar férias numa praia do Caribe, no mesmo hotel onde passaram a lua de mel ____ 20 anos. Por problemas de trabalho, a mulher não ______ viajar com seu marido, mas iria na semana seguinte.
Quando o marido chegou, foi para seu quarto do hotel e viu que havia um computador com ____ internet. Imediatamente, decidiu enviar um e-mail ____ esposa, mas errou uma letra no endereço e não percebeu que a mensagem foi enviada ____ outra pessoa.
O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do seu marido. Ao entrar na casa, o filho da pobre viúva _________ desmaiada perto do computador, em cuja na tela se podia ler:
"Querida esposa, cheguei bem. Imagino que você esteja surpresa ao receber notícias minhas por e-mail, mas agora aqui tem computador e eu posso usar o quanto quiser. Acabei de chegar e vi que está tudo preparado para sua chegada na semana que vem. Um beijo do seu marido”.
- Favor, dê-me ______ copo que está na sua mão. - Pegue ______ cadeira aqui e leve-a para outro lugar. - Para ______, trabalhar na prefeitura é muito bom. - Esse não é um serviço para ______ fazer. - Não crie mais problemas para ______ ter que resolver.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases a seguir, observando o correto emprego de pronomes.
- Favor, dê-me ______ copo que está na sua mão.
- Pegue ______ cadeira aqui e leve-a para outro lugar.
- Para ______ , trabalhar na prefeitura é muito bom.
- Esse não é um serviço para ______ fazer.
- Não crie mais problemas para ______ ter que resolver.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases a seguir, observando o correto emprego de pronomes.
- Favor, dê-me ______ copo que está na sua mão.
- Pegue ______ cadeira aqui e leve-a para outro lugar.
- Para ______ , trabalhar na prefeitura é muito bom.
- Esse não é um serviço para ______ fazer.
- Não crie mais problemas para ______ ter que resolver.
Esse estilo de vida mais sedentário afeta nossas habilidades de equilíbrio - e isso tem um custo.
Na frase em questão, encontram-se pronomes, respectivamente:
Esse estilo de vida mais sedentário afeta nossas habilidades de equilíbrio - e isso tem um custo.
Na frase em questão, encontram-se pronomes, respectivamente:
Papos
— Me disseram...
— Disseram-me.
— Hein?
— O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
— Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?
— O quê?
— Digo-te que você...
— O “te” e o “você” não combinam.
— Lhe digo?
— Também não. O que você ia me dizer?
— Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
— Partir-te a cara.
— Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
— É para o seu bem.
— Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
— O quê?
— O mato.
— Que mato?
— Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
— Eu só estava querendo…
— Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
— Se você prefere falar errado...
— Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
— No caso... não sei.
— Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
— Esquece.
— Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
— Depende.
— Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
— Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
— Agradeço-lhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
— Por quê?
— Porque, com todo este papo, esqueci-lo.
Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.