Questões de Concurso Sobre problemas da língua culta em português

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Q3668937 Português
Mês de junho foi o mais quente já registrado, diz órgão da EU

O último mês de junho foi o mais quente desde 1991, com temperaturas recordes registradas tanto em terra quanto nos oceanos, segundo o Serviço Copernicus para as Mudanças Climáticas (C3S), órgão da União Europeia.

Levando em conta a média de temperaturas globais, junho de 2023 ficou 0,53ºC acima dos índices registrados entre 1991 e 2020 no mesmo período, superando "substancialmente" o recorde anterior, de 2019.

Ainda segundo o órgão europeu, dados preliminares indicam que a terça-feira (04/07) foi o dia mais quente já registrado, com temperatura média global de 17,03ºC, quebrando um novo recorde que havia sido estabelecido no dia anterior, de 16,88ºC.

Dados de pesquisadores da Universidade do Maine (EUA) divulgados na quarta-feira (08/07) já haviam apontado para um outro recorde, acima desse patamar: 17,18ºC.

Além disso, segundo o C3S, o nível de gelo na Antártida atingiu o seu ponto mais baixo para junho − 17% a menos − desde o início do monitoramento via satélite.

Especialistas ainda investigam as causas da alta nos termômetros, mas, entre as explicações possíveis, estão as mudanças climáticas e fenômenos climáticos de curto prazo, como o El Niño, que periodicamente aquece as águas dos oceanos Pacífico e Atlântico e eleva as temperaturas globais, provocando secas em algumas regiões e chuvas intensas em outras.

O calor foi especialmente perceptível na região do noroeste europeu e em países como Índia, Irã, Canadá, China e México, onde temperaturas extremas foram apontadas como responsáveis pela morte de centenas de pessoas.

Em contraste, outras regiões do globo tiveram temperaturas mais baixas do que o usual, caso do oeste da Austrália, oeste dos Estados Unidos e oeste da Rússia.


Retirado e adaptado de: WELLE, Deutsche. OperaMundi. Disponível em: -mmmas--te/81613/mes-de-junho-foi-o-mais-quente-ja-registrado-diz-orgao-da-ue Acesso em: 12 jun., 2023.
Analise o uso dos porquês do português brasileiro nas sentenças a seguir:
I.A temperatura mundial está subindo, porque estão aumentando os casos de poluição.
II.É importante deixar claro o porque de a temperatura mundial estar aumentando.
III.Por que o ser humano insiste em não ver que suas ações geram impactos na natureza?

Está correto o uso dos porquês em:
Alternativas
Q3668064 Português
A frase em que as regras de concordância foram observadas é:        
Alternativas
Q3667468 Português
Na frase: "Ela não falou-me isso." Ocorre um equívoco chamado de vício de linguagem. O nome que se dá ao vício que ocorre na frase         
Alternativas
Q3666361 Português
As expressões onde e aonde têm diferentes grafias e significados. A respeito dessas diferenças, analisar os itens abaixo:
I. A faculdade onde eu estudo fica na zona norte.
II. Onde você o levou?
III. No apartamento aonde eu moro, não tem arcondicionado.
Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q3664700 Português
Festa e discurso de Morgan Freeman marcam abertura da Copa do Mundo do Catar


Cerimônia acontece na manhã deste domingo, pelo horário de Brasília, antes do confronto de estreia entre os anfitriões Catar diante do Equador


Por Redação do ge — Doha 20/11/2022



O Catar queria transformar a abertura da Copa em espetáculo. Prometeu show olímpico e teve até horários e data de estreia modificados para atender aos ensejos de país anfitrião. No estádio Al Bayt, neste domingo, a cerimônia de 30 minutos contou com projeções, show pirotécnico, e as participações de Morgan Freeman e do influencer catari Ghanim Al Muftah.


Os discursos, em meio às duras críticas sobre o desrespeito aos direitos humanos no Catar, foram em tom de incentivo à diversidade e inclusão.


As movimentações começaram com a apresentação do Emir do Catar, Tamim bin Hamad, ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em seguida, o campeão da Copa de 1998, Marcel Desailly - zagueiro da França - apareceu em campo carregando a taça do Mundial.


Após a contagem regressiva, exibiu-se um vídeo com imagens do Catar e de um tubarão baleia, “nadando” em direção ao estádio, sob a inconfundível narração de Morgan Freeman.


- Dessa terra ouvimos um chamado para o mundo, para reconectar, para retornar apenas por um momento para o que nos agrupa, para o que nos junta nessa jornada do leste para o oeste. Nós nos movemos juntos buscando um objetivo - disse na narração.


Sob as luzes apagadas no estádio, três camelos estiveram ao centro do campo, sendo os primeiros animais vivos a participarem do evento. Ao lado dos camelos, havia também mulheres cataris, viajantes e tratadores.


Morgan Freeman, antes apenas na narração em áudio, apareceu ao centro do campo. Ao lado do ator americano, entrou também o influencer catari Ghanim Al Muftah, que tem síndrome de regressão caudal - uma má formação rara que interfere no desenvolvimento das extremidades inferiores.


[…] inicia-se o diálogo entre Morgan Freeman e Ghanim Al Muftah: sob a temática de inclusão e diversidade. Trata-se justamente da questão central para as críticas ao país sede, diante das leis anti-LGBTQIA+ ainda em vigor no Catar. A Lei Sharia, por exemplo, permite a imposição de pena de morte para homossexuais no país.

[…]


Freeman e Ghanim saem de cena para a entrada de 100 artistas com bastões de led, que interagiram com as projeções no campo, ao som dos “cantos da nação”. Em seguida, as 32 bandeiras e camisas das seleções foram mostradas no gramado, ao redor do símbolo desta Copa.

[…]


Em meio às músicas, chegaram ao campo também os mascotes de Copas que se passaram - entre eles o Fuleco, do Brasil. O último a aparecer foi mascote para desta edição, do Catar: La’eeb. Ele tem o formato dos tradicionais lenços árabes e seu nome significa “jogador super habilidoso”.


No palco, foi a vez das atrações musicais, que foram mantidas em sigilo e divulgadas apenas às vésperas da abertura, no último sábado.

[…]


No último ato da cerimônia, o Emir Tamim bin Hamad al-Thani apareceu em cena mais uma vez para fazer o discurso de abertura.

[…]


“Recebemos a todos de braços abertos na Copa do Mundo 2022. Nós trabalhamos e fizemos muitos esforços para garantir o sucesso desta edição.”


- Investimos para o bem de toda a humanidade. Durante 28 dias, vamos acompanhar essa festa de futebol nesse espaço de diálogo e civilização. As pessoas, por mais que sejam de culturas, nacionalidades e orientações diferentes, vão se reunir aqui no Catar. Que beleza juntar todas essas diferenças. Desejo a todas as seleções muito sucesso. Para todos vocês meus desejos de felicidades. Bem-vindos a Doha - finalizou.


[…]



Fonte: https://ge.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2022/11/20/festa-marca-a-abertura-da-copa-do-mundo-do-catar.ghtml Acesso 20 nov 2022 (Adaptado)
Assinale a alternativa em que se verifica a concordância verbal correta
Alternativas
Q3661452 Português

No que tange à forma de escrever, algumas palavras geram dúvidas nos falantes e acabam se tornando um problema no uso da língua culta. A respeito das palavras mau e mal, assinalar a alternativa que preenche as respectivas lacunas abaixo CORRETAMENTE:



Você está sendo ______ com o cachorro. Ele não entende! Ontem eu não respondi no grupo porque estava muito ______ do estômago.


Ela disse que se sente ______ pelo que te falou semana passada.


Melhor não falarmos sobre isso hoje, porque você está de muito ______ humor.

Alternativas
Q3653075 Português
Identifique, nas frases abaixo, os vícios de linguagem presentes:

I. Venceram os brasileiros os argentinos.
II. Muita gente não gosta de uva paça no arroz.
III. Você disse que me ama? Mentirosa! Não ama nada!
IV. Na verdade, a maioridade traz responsabilidade e não liberdade ao cidadão.

Assinale a alternativa que, respectivamente, relaciona os vícios às frases:
Alternativas
Q3652810 Português
Nas frases abaixo ocorrem vícios de linguagem. Aponte quais os vícios ocorrem.

I. Comprei vários lanche no restaurante.
II. Eles não entregaram-me isso.
III. A estreia era iminente.
IV. A bola saiu para fora do campo.

Assinale a alternativa que indica, respectivamente, os vícios presentes em cada frase. 
Alternativas
Q3652323 Português
Leia atenciosamente a tirinha e responda:

Q25.png (361×125)

Considerando os vícios de linguagem, na tirinha as palavras: OVER e FASHION , são classificadas como:
Alternativas
Q3644879 Português

Por que beber muita água todo dia não ajuda a emagrecer 


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cw89e6n4487o. Adaptado


Assinale a opção correta quanto ao uso do porquê: 

Alternativas
Q3643330 Português

Leia o miniconto a seguir.


Meu pai não me ama


“Pai, você não me ama!”

“Como assim, meu filho! Falta-lhe comida?”

“Não.”

“Falta-lhe vestes para cobri-lo?”

“Não.”

“E você me diz que não o amo? Explique-me o porquê?”

“Meu estômago está alimentado, no entanto meu coração está faminto por falta de afeto. Meu corpo estácoberto pelas vestes, porém falta-me abraço, para que eu me aqueça e não sinta o frio da solidão.”



Antônio e Caio – Alunos do Ensino Médio de uma escola pública.

“Explique-me o porquê?” Sabe-se que existem formas diferentes do emprego da palavra destacada. No caso da destacada, esta recebeu um acento circunflexo. ASSINALE a alternativa em que a lacuna deva ser completada pela forma em destaque.
Alternativas
Q3643104 Português
TEXTO: NÃO É PRÓPRIO FALAR SOBRE OS ALUNOS

Gosto de ouvir conversas. Mania de psicanalista. É que nas conversas moram mundos diferentes do meu. Thomas Mann, no seu livro "José do Egito", conta um diálogo entre José e o mercador que o comprara para vendê-lo como escravo, no Egito: "Estamos a um metro de distância um do outro. E, no entanto, ao teu redor gira um universo do qual o centro és tu, e não eu. E ao meu redor gira um universo do qual o centro sou eu, e não tu". Fascinam-me esses universos que me tangenciam e que, no entanto, estão distantes de mim. Gosto de ouvir conversas para viajar por outros mundos. Por vários anos eu viajei diariamente de trem, de Campinas para Rio Claro, no Estado de São Paulo, onde eu era professor na antiga Faculdade de Filosofia. No mesmo vagão viajavam também muitos professores a caminho das escolas onde trabalhavam. Iam juntos, alegres e falantes... Por anos escutei o que falavam. Falavam sempre sobre as escolas. Era ao redor delas que giravam os seus universos. Falavam sobre diretores, colegas, salários, reuniões, relatórios, férias, programas, provas. Mas nunca, nunca mesmo, eu os ouvi falar sobre os seus alunos. Parece que nos universos em que viviam não havia alunos, embora houvesse escolas. Se não falavam sobre alunos é porque os alunos não tinham importância.

Participei da banca que examinou uma tese de doutoramento cujo tema eram os livros em que, nas escolas, são registradas as reuniões de diretores e professores. A candidata se dera ao trabalho de examinar tais reuniões para saber sobre o que falavam diretores e professores. As coisas registradas eram as coisas importantes que mereciam ser guardadas para a posteridade. Nos livros estavam registradas discussões sobre leis, portarias, relatórios, assuntos administrativos e burocráticos, eventos, festas. Mas não havia registros de coisas relativas aos alunos. Os alunos, aqueles para os quais as escolas foram criadas, para os quais diretores e professoras existem: ausentes. Não, não era bem assim: os alunos estavam presentes quando se constituíam em perturbações da ordem administrativa. Os alunos, meninos e meninas, alegres, brincalhões, curiosos, querendo aprender, alunos como companheiros dessa brincadeira que se chama ensinar e aprender —sobre tais alunos o silêncio era total.

Essa ausência do aluno —não do aluno a quem o discurso administrativo das escolas se refere como o "o perfil dos nossos alunos", nem esse nem aquele, todos, aluno abstrato— não esse, mas aquele aluno de rosto inconfundível e nome único, esse aluno de carne e osso que é a razão de ser das escolas. Ah!, é importante nunca se esquecer disso: alunos não são unidades biopsicológicas móveis sobre os quais se devem gravar os mesmos saberes, não importando que sejam meninos nas praias do Nordeste, nas montanhas de Minas, às margens do Amazonas, ou nas favelas do Rio. Os alunos são crianças de carne e osso que sofrem, riem, gostam de brincar, têm o direito de ter alegrias no presente e não vão à escola para serem transformados em unidades produtivas no futuro. E é essa ausência do aluno de carne e osso que está progressivamente marcando os universos que giram em torno da escola. Os professores não falam sobre os alunos. Na verdade, não é próprio que os professores falem com entusiasmo e alegria sobre os alunos. Os alunos não são tema de suas conversas. Acontece nas escolas primárias (ainda escrevo do jeito antigo porque não acredito que a mudança de nomes mude a realidade...). Mas não só nelas. Lembro-me de uma brincadeira séria que corria entre os professores de uma de nossas universidades mais respeitadas. Diziam os professores que, para que a dita universidade fosse perfeita, só faltava uma coisa: acabar com os alunos... Brincadeira? Psicanalista não acredita na inocência das brincadeiras. Com isso concordam os critérios de avaliação dos docentes, impostos pelos órgãos governamentais: o que se computa, para fins de avaliação de um docente, não são as suas atividades docentes, a relação com os alunos, mas a publicação de artigos em revistas indexadas internacionais. O que esses critérios estão dizendo aos professores é o seguinte: "Vocês valem os artigos que publicam: publish or perish"! Num universo assim definido pelo discurso dos burocratas, o aluno, esse em particular, cujo pensamento é obrigação do professor provocar e educar, esse aluno se constitui num empecilho à atividade que realmente importa. Os raros professores que têm prazer e se dedicam aos seus alunos estão perdendo o tempo precioso que poderiam dedicar aos seus artigos.

"Aquele que é um verdadeiro professor toma a sério somente as coisas que estão relacionadas com os seus estudantes —inclusive a si mesmo", afirmou Nietzsche. Eu sonho com o dia em que os professores, em suas conversas, falarão menos sobre os programas e as pesquisas e terão mais prazer em falar sobre os seus alunos.
Assinale a única alternativa que não está de acordo com as normas de regência da língua culta.
Alternativas
Q3643103 Português
TEXTO: NÃO É PRÓPRIO FALAR SOBRE OS ALUNOS

Gosto de ouvir conversas. Mania de psicanalista. É que nas conversas moram mundos diferentes do meu. Thomas Mann, no seu livro "José do Egito", conta um diálogo entre José e o mercador que o comprara para vendê-lo como escravo, no Egito: "Estamos a um metro de distância um do outro. E, no entanto, ao teu redor gira um universo do qual o centro és tu, e não eu. E ao meu redor gira um universo do qual o centro sou eu, e não tu". Fascinam-me esses universos que me tangenciam e que, no entanto, estão distantes de mim. Gosto de ouvir conversas para viajar por outros mundos. Por vários anos eu viajei diariamente de trem, de Campinas para Rio Claro, no Estado de São Paulo, onde eu era professor na antiga Faculdade de Filosofia. No mesmo vagão viajavam também muitos professores a caminho das escolas onde trabalhavam. Iam juntos, alegres e falantes... Por anos escutei o que falavam. Falavam sempre sobre as escolas. Era ao redor delas que giravam os seus universos. Falavam sobre diretores, colegas, salários, reuniões, relatórios, férias, programas, provas. Mas nunca, nunca mesmo, eu os ouvi falar sobre os seus alunos. Parece que nos universos em que viviam não havia alunos, embora houvesse escolas. Se não falavam sobre alunos é porque os alunos não tinham importância.

Participei da banca que examinou uma tese de doutoramento cujo tema eram os livros em que, nas escolas, são registradas as reuniões de diretores e professores. A candidata se dera ao trabalho de examinar tais reuniões para saber sobre o que falavam diretores e professores. As coisas registradas eram as coisas importantes que mereciam ser guardadas para a posteridade. Nos livros estavam registradas discussões sobre leis, portarias, relatórios, assuntos administrativos e burocráticos, eventos, festas. Mas não havia registros de coisas relativas aos alunos. Os alunos, aqueles para os quais as escolas foram criadas, para os quais diretores e professoras existem: ausentes. Não, não era bem assim: os alunos estavam presentes quando se constituíam em perturbações da ordem administrativa. Os alunos, meninos e meninas, alegres, brincalhões, curiosos, querendo aprender, alunos como companheiros dessa brincadeira que se chama ensinar e aprender —sobre tais alunos o silêncio era total.

Essa ausência do aluno —não do aluno a quem o discurso administrativo das escolas se refere como o "o perfil dos nossos alunos", nem esse nem aquele, todos, aluno abstrato— não esse, mas aquele aluno de rosto inconfundível e nome único, esse aluno de carne e osso que é a razão de ser das escolas. Ah!, é importante nunca se esquecer disso: alunos não são unidades biopsicológicas móveis sobre os quais se devem gravar os mesmos saberes, não importando que sejam meninos nas praias do Nordeste, nas montanhas de Minas, às margens do Amazonas, ou nas favelas do Rio. Os alunos são crianças de carne e osso que sofrem, riem, gostam de brincar, têm o direito de ter alegrias no presente e não vão à escola para serem transformados em unidades produtivas no futuro. E é essa ausência do aluno de carne e osso que está progressivamente marcando os universos que giram em torno da escola. Os professores não falam sobre os alunos. Na verdade, não é próprio que os professores falem com entusiasmo e alegria sobre os alunos. Os alunos não são tema de suas conversas. Acontece nas escolas primárias (ainda escrevo do jeito antigo porque não acredito que a mudança de nomes mude a realidade...). Mas não só nelas. Lembro-me de uma brincadeira séria que corria entre os professores de uma de nossas universidades mais respeitadas. Diziam os professores que, para que a dita universidade fosse perfeita, só faltava uma coisa: acabar com os alunos... Brincadeira? Psicanalista não acredita na inocência das brincadeiras. Com isso concordam os critérios de avaliação dos docentes, impostos pelos órgãos governamentais: o que se computa, para fins de avaliação de um docente, não são as suas atividades docentes, a relação com os alunos, mas a publicação de artigos em revistas indexadas internacionais. O que esses critérios estão dizendo aos professores é o seguinte: "Vocês valem os artigos que publicam: publish or perish"! Num universo assim definido pelo discurso dos burocratas, o aluno, esse em particular, cujo pensamento é obrigação do professor provocar e educar, esse aluno se constitui num empecilho à atividade que realmente importa. Os raros professores que têm prazer e se dedicam aos seus alunos estão perdendo o tempo precioso que poderiam dedicar aos seus artigos.

"Aquele que é um verdadeiro professor toma a sério somente as coisas que estão relacionadas com os seus estudantes —inclusive a si mesmo", afirmou Nietzsche. Eu sonho com o dia em que os professores, em suas conversas, falarão menos sobre os programas e as pesquisas e terão mais prazer em falar sobre os seus alunos.
Encontram-se palavras escritas com desrespeito à norma culta da língua portuguesa na frase:
Alternativas
Q3642036 Português

Em relação ao uso dos porquês, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:



( ) Em “As razões pelas quais fui embora são pessoais.”, a expressão sublinhada pode ser substituída por "porque”, sem que sejam necessárias outras alterações para manter o sentido da frase.


( ) Em “Esse não é o caminho pelo qual passei.”, a expressão sublinhada pode ser substituída por "por que”, sem que sejam necessárias outras alterações para manter o sentido da frase.


( ) Em “Você está me contando isso por qual motivo?”, a expressão sublinhada pode ser substituída por "por quê”, sem que sejam necessárias outras alterações para manter o sentido da frase. 

Alternativas
Q3641131 Português
Alguns preceitos para a redação de textos claros: 
Alternativas
Q3640167 Português

Q40.png (513×182)


Pode-se afirmar que:

Alternativas
Q3639675 Português



Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/dino/rodoviaria-novo-rio-terahoje-305-evento-contra-otabagismo,a1fb205bc90c658e28896b0244e09063t405s9jg.html

Assinale a alternativa que apresenta a reescrita do trecho da campanha de acordo com a norma culta da língua portuguesa.
Alternativas
Q3639100 Português
Leia atentamente a tirinha a seguir para responder a questão.

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Quanto ao emprego de “porque” no segundo e terceiro quadrinhos:
Alternativas
Q3635639 Português
Considere as seguintes notícias:
1. A maioria dos presos por crimes de drogas não tem relação com facções.
2. A maioria das pessoas desconhece as maiores descobertas científicas.
3. A maior parte dos indígenas do Brasil vive fora dos territórios tradicionais e mora nas cidades.
4. 25% dos candidatos não compareceu para a realização das provas objetivas.
Acerca das orações acima, analise as assertivas abaixo:
I. A primeira notícia apresenta erro de concordância verbal, tendo em vista que a forma verbal “tem” precisa ser acentuada para concordar com o sujeito que está no plural (presos). Desse modo, a forma verbal “tem” deve ser grafada da seguinte maneira: têm.
II. Na segunda notícia apresentou erro de concordância verbal, pois a forma verbal “desconhece”, nesse caso, precisa ser grafada no plural. Portanto, a grafia correta deveria ser “desconhecem”.
III. Na terceira notícia encontramos o tipo de sujeito denominado de partitivo, possibilitando que a grafia da forma verbal “vive” possa ser escrita também no plural: vivem.
IV. A quarta notícia apresenta erro de concordância verbal, tendo em vista que o verbo deve concordar com o valor da expressão numérica. Nesse sentido, a notícia deveria ser escrita da seguinte maneira: 25% dos candidatos não compareceram para a realização das provas objetivas.
Assinale:
Alternativas
Q3635633 Português
    Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”
    Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).
    Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.
    O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bate-estacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…
    “Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…
    “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…”

Sobre a colocação pronominal do texto, analise as assertivas e identifique com C as assertivas corretas e E as assertivas erradas.


(___) A oração “Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação” pode ser reescrita, sem prejuízo de correção gramatical, por: Não consta-me que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação.


(___) A oração “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória” pode ser reescrita, sem prejuízo de correção gramatical, por: ao ouvir na madrugada passos que perdem-se sem memória.


(___) A oração “sem que lhe seja necessário escrever versos” pode ser reescrita, sem prejuízo de correção gramatical, por: sem que seja-lhe necessário escrever versos.


(___) Estaria comprometida a correção gramatical se a oração “A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar” fosse reescrita da seguinte maneira: A primeira poesia que ouve-se é uma canção de ninar.


(___) O trecho “que não se ouvem mais” admite a colocação pronominal na forma enclítica.


(___) A oração “Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai” pode ser reescrita, sem prejuízo de correção gramatical, por: Me lembro do livro de contabilidade do meu pai.


(___) A oração “Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz” pode ser reescrita, sem prejuízo de correção gramatical, por: Entra no palco, se encaminha para o piano, se assenta, regula a distância do banco, se concentra – e não faz o que todo pianista faz.


(___) O trecho “Na alma também se encontra” não admite a forma enclítica.


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Respostas
1281: A
1282: C
1283: A
1284: A
1285: E
1286: C
1287: D
1288: A
1289: C
1290: A
1291: B
1292: B
1293: A
1294: D
1295: B
1296: D
1297: C
1298: B
1299: A
1300: E