Questões de Concurso
Sobre problemas da língua culta em português
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Levando em conta esta diretriz, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
PRONOMINAIS
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
Disponível em: <https://www.pensador.com/frase/NTU4NjA3>/. Acesso em: 10 nov. 2022.
O poema de Oswald de Andrade fomenta diversas reflexões a respeito do ensino de gramática normativa, e o faz a partir de uma questão de variação dialetal (Dê-me um cigarro / me dá um cigarro). De acordo com seus conhecimentos sobre variações linguísticas e o ensino de gramática normativa, analise as alternativas e assinale a única CORRETA:
A respeito do ensino de gramática normativa na Educação Básica e com base no discurso da professora em análise, assinale a alternativa CORRETA:
I. São políticas alternativas de combate ______ inflação além dos juros altos.
II. Entenda o ________ de certas faixas estarem indisponíveis na rede social.
III. A ___________ desempenha um papel fundamental em nossa saúde mental e emocional.
Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas:
Analise o trecho da música "Sina", composta por Djavan:
"O luar, estrela do mar
O sol e o dom
Quiçá um dia a fúria
Desse front
Virá lapidar o sonho
Até gerar o som
Como querer Caetanear
O que há de bom..."
Em análise linguística (vícios de linguagem), o termo em destaque apresenta um:
Considerando as concepções de fala e escrita, analise as proposições abaixo:
1- Historicamente a fala nos é dada, pois, onde quer que haja seres humanos, há linguagem verbal oral, ao passo que a escrita precede a leitura e é uma convenção que necessita ser intensiva e ‘sistematicamente aprendida’.
2- Na escrita o estatuto do erro tem natureza diferente do estatuto da fala.
3- Na oralidade o que a sociedade chama de ‘erro’ é concebido pela sociolinguística como variantes linguísticas, maneiras diferentes de dizer a mesma coisa, a exemplo de vontad[e] / fala[r], as variantes não - padrão vontad[i] / fal[á] são utilizadas na maior parte das regiões do país, com a escrita não ocorre o mesmo, já que o código convencionado e prescrito pela ortografia não prevê variação.
4- Segundo Fávero, Andrade e Aquino a escrita tem sido vista como de estrutura complexa, formal e abstrata, enquanto a fala, de estrutura simples ou desestruturada, informal, concreta e dependente do contexto.
5- A língua é homogênea e monolítica.
6- A elaboração do texto escrito – assim como do oral – envolve um objetivo ou intenção do locutor. Contudo, o entendimento desse texto não diz respeito apenas ao conteúdo semântico, mas à percepção das marcas de seu processo de produção.
São verdadeiras:
I. Ela não estava afim de ir na festa.
II. Laura estudou muito a fim de passar no concurso.
III. Pedro está a fim de Joana.
IV. Joana está afim de Pedro.
Estão CORRETOS:
I- O “por que” é empregado em interrogativas diretas, desde que não esteja no final da oração.
II- O “por quê” é empregado em frases terminadas em ponto final, em que estejam implícitas as palavras “razão” ou “motivo”, desde que não esteja no final da oração.
III- O “porque” é empregado como conjunção que indica causa, motivo, justificativa, ou explicação. Tem como sinônimo: “visto que”, “pois”, “já que”, etc.
IV- O “porquê” deixa subentendido os termos “motivo” ou “razão”, é sempre empregado no final de frase ou quando está isolado.
A parceria intersetorial pode ser entendida como uma integração intensa, de longo prazo, deliberada e contínua entre dois ou mais setores que se unem voluntariamente na forma de arranjos de trabalho, formados por organizações com e sem fins lucrativos. Essas organizações identificam interesses e preocupações mútuos e trocam, compartilham ou desenvolvem em conjunto produtos, tecnologias e serviços que visam responder a demandas econômicas, sociais e ambientais ainda não atendidas pela agenda de políticas públicas. Entre seus benefícios estão medidas sociais avançadas relacionadas ao desenvolvimento econômico, à educação, à segurança, ao saneamento, à saúde, à redução da pobreza, à infraestrutura e à sustentabilidade ambiental. Ainda, existem os esforços para alcançar benefícios comunitários, removendo barreiras à inclusão social e mitigando os efeitos nocivos decorrentes de atividades e comportamentos socioeconômicos e socioambientais indesejáveis.
Duas características de gestão aumentam o potencial da parceria intersetorial para promover a transformação social. A primeira é a colaboração, que permite configurar e otimizar recursos e habilidades de todos os parceiros, levando a resultados mais eficientes. A segunda é o desenvolvimento de inovações que possam impactar a vida das pessoas de maneira sustentável. As parcerias intersetoriais reposicionam responsabilidades sistêmicas antes isoladas no mercado, no Estado ou na sociedade civil. Elas integram a expertise estratégica de agentes sociais comprometidos com projetos dessa natureza, superam barreiras inerentes à colaboração não gerenciada e oferecem um caminho alternativo para o desenvolvimento comunitário.
As intenções de parcerias intersetoriais e sua natureza unem instituições formais e grupos sociopolíticos informais. A estrutura de tais parcerias depende de seus integrantes e de como são selecionados, de sua motivação para o trabalho em conjunto, de seu foco principal nos processos decisórios relacionados às atividades compartilhadas (ambientais, de desenvolvimento, geográficas e jurisdicionais), dos setores representados na parceria (público, privado e sociedade civil), dos objetivos e funções dela, entre outros aspectos.
Inicialmente qualificadas como “o paradigma colaborativo do século XXI”, as parcerias intersetoriais são fortemente debatidas nos meios envolvidos na coordenação da vida social: governo, Estado, setor público, empresariado, setor privado, organizações não governamentais e sociedade civil, entre outros. A princípio, eles correspondiam a três segmentos institucionais presentes na sociedade: o institucional exclusivamente público representado pelo governo, o Estado e o setor público; o aspecto institucional exclusivamente privado representado pelo empresariado e pelo setor privado; e o aspecto institucional exclusivamente civil no setor da sociedade civil e das organizações não governamentais.
A evolução desse contexto resultou na hibridização organizacional, particularmente em virtude do número de organizações, com fins lucrativos ou não, pertencentes a membros direta e simultaneamente ligados a organizações públicas, privadas e da sociedade civil. Como resultado dessa miscigenação, a maioria dos debates contemporâneos analisa as parcerias intersetoriais com base nos ideais e objetivos dos parceiros envolvidos.
(Fonte: BORIM-DE-SOUZA, Rafael. 2023. — adaptado.)
Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos sublinhados, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Em “[...] removendo barreiras à inclusão social e mitigando os efeitos nocivos decorrentes de atividades e comportamentos socioeconômicos e socioambientais indesejáveis [...]”, não há prejuízo em se substituir os termos sublinhados por “que decorrem em”.
( ) Em “A primeira é a colaboração, que permite configurar e otimizar recursos e habilidades de todos os parceiros, levando a resultados mais eficientes”, não há prejuízo em se substituir os termos sublinhados por “à obtenção de resultados”.
( ) Em “[...] superam barreiras inerentes à colaboração não gerenciada e oferecem um caminho alternativo para o desenvolvimento comunitário”, não há prejuízo em se substituir os termos sublinhados por “à formas de colaboração”.
Assinale a alternativa que apresente trecho retirado do texto que apresente um desvio gramatical:
