Questões de Concurso Sobre problemas da língua culta em português

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Q3066194 Português
As ideias de um pensador indígena para adiar o fim do mundo


Em livro, Ailton Krenak reflete sobre o “mito da sustentabilidade” e desafia a visão sobre humanidade.


    Ansiedade climática. Este é apenas um dos males que acometem tanta gente em tempos de enchentes, onda de calor, secas e tantos outros desastres que são consequência, sobretudo, da devastação ambiental levada a cabo por nós mesmos. Mas diante de tal aflição, um dos maiores pensadores indígenas da atualidade questiona “por que nos causa tanto desconforto a ideia de que estamos caindo? A gente não fez outra coisa nos últimos tempos senão despencar”. Longe de fazer pouco caso do iminente colapso do planeta, Ailton Krenak quer chamar a atenção para algo que às vezes nos escapa: a destruição que hoje assusta a humanidade começou há séculos. Essa é uma das considerações centrais em “Ideias para adiar o fim do mundo”.

    O livreto de cem páginas é uma adaptação de duas palestras e uma entrevista concedida por Krenak entre 2017 e 2019. Mas contrariando – e criticando – o cientificismo ocidental, o autor não fornece uma fórmula ou um passo a passo para evitar o fim do mundo que conhecemos. Ele provoca com reflexões que colocam em xeque a base do pensamento ocidental. [...]

   Para adiar o fim do mundo, é preciso deixar de insistir no que Krenak chama de “mito da sustentabilidade”, defendido inclusive por instituições como a ONU (Organização das Nações Unidas). É mito porque afirma ser possível salvar o planeta com ações que, na verdade, só abrandam minimamente o problema, mas não agem na raiz dele. Para piorar, essas ações muitas vezes sequer saem do papel. O Brasil, por exemplo, aumentou em 21,4% sua emissão de gases do efeito estufa nos últimos sete anos, e com isso está distante de cumprir a meta assumida no Acordo de Paris, em 2015.

      De acordo com o pensador indígena, é preciso, antes de tudo, mudar a forma como concebemos a natureza: deixar de enxergá-la como um “recurso natural”, a ser explorado, e aceitar que somos parte dela. Nos desapegarmos da ideia de que somos uma única humanidade, mas que há vivências múltiplas.

    Recorrendo a outros grandes nomes como Eduardo Viveiros de Castro, Davi Kopenawa e Eduardo Galeano, Krenak nos lembra da resistência secular dos povos indígenas, recorda crimes ambientais, questiona as corporações e instituições ocidentais e sentencia: “se pudermos dar atenção a alguma visão que escape a essa cegueira que estamos vivendo no mundo todo, talvez ela possa abrir a nossa mente para alguma cooperação entre os povos, não para salvar os outros, mas para salvar a nós mesmos”.


(Por: Taís Ilhé. Em: 19/06/2024.)
A correção gramatical pode ser identificada por meio do emprego do verbo “haver” em “[...] a destruição que hoje assusta a humanidade começou há séculos.” (1º§). O mesmo NÃO ocorre em: 
Alternativas
Q3064550 Português

Texto para a questão.


Sobre o uso dos porquês julgue as seguintes asserções: 


I. No primeiro quadrinho o “por que” indica um advérbio interrogativo, usado para perguntar.


II. Na primeira ocorrência, no segundo quadrinho, o “porque” é usado para responder e indica também um advérbio interrogativo.


III. Na segunda ocorrência, no segundo quadrinho, o “por quê” indica uma conjunção substantivada, no sentido de motivo, razão, que pode ser usado no início ou final de frase.


IV. No terceiro quadrinho, o “porquê” funciona como uma conjunção coordenativa explicativa, usado apenas ao final de frases, portanto seu emprego está inadequado na tirinha.


Só é correto o que se afirma em:



Alternativas
Q3054202 Português

Imagem associada para resolução da questão https://www.google.com.br/ 

Mencionando-se os porquês, marque a alternativa incorreta. 

Alternativas
Q3054068 Português

O urso-de-óculos





   A única espécie de urso que vive na América do Sul é exclusiva da região dos Andes e corre risco de desaparecer. Trata-se do urso-de-óculos, também conhecido como urso andino. Por serem excelentes escaladores, os ursos andinos costumam construir plataformas nas árvores onde descansam, se alimentam e guardam comida para quando precisam. Eles são encontrados em vários pontos da América do Sul, vivendo nos chamados Andes tropicais. Dentro desse território estão diversos ecossistemas, como florestas tropicais secas e úmidas de terras baixas e montanhosas, matagais tropicais secos e úmidos, e pastagens de alta altitude. Infelizmente, esses ursos não existem no Brasil.


   É natural imaginar que todas as espécies de ursos hibernam durante os meses mais rigorosos do inverno. No entanto, esse não é o caso do urso andino. Como seu alimento fica disponível o ano todo na maior parte de seu habitat, os ursos-de-óculos não hibernam.


  O urso-de-óculos tem marcas brancas ou bronzeadas em forma de anel ao redor dos olhos, características marcantes da espécie. São essas marcas que dão o nome ao animal. As manchas em sua pelagem contrastam com a cor preta e uniforme do resto do corpo do animal, que em alguns casos pode assumir também um tom marrom-avermelhado. O urso andino tem porte médio, cauda curta de cerca de sete centímetros, orelhas pequenas e redondas, pescoço curto e grosso e focinho robusto.


   Destaca-se a preferência do animal por bromélias como alimento. Eles também comem frutas, além de palmeiras, musgo, cactos e outras espécies de plantas. De maneira oportunista, eles também se alimentam de mamíferos. Isso significa que podem comer coelhos e antas da montanha, e até mesmo gado doméstico quando estes pastam em liberdade.


Redação National Geographic Brasil – adaptado.

Assinalar a alternativa em que o uso do porquê está CORRETO.
Alternativas
Q3051957 Português

CVV completa 55 anos (2017)



    Hoje é aniversário do CVV! 55 anos de um lindo trabalho filantrópico, voluntário, sem vinculações políticas ou religiosas, de apoio emocional e prevenção do suicídio. No livro “Viver é a melhor Opção” (2015), reservei 6 páginas para resumir a linda história da instituição.

    Inspirado no trabalho dos “Samaritanos de Londres”, o CVV realiza um trabalho de escuta afetiva, guardando sigilo sobre o que é dito, sem julgamentos ou recomendações.

    Imersos em uma cultura egoísta, na qual a impaciência e a intolerância predominam, o CVV abre espaço para um produto em falta no mercado: a escuta atenciosa pelo tempo que for necessário. Parece pouco, mas isso tem feito a diferença para muita gente solitária, deprimida, desamparada pelo destino ou pelos próprios amigos e parentes.

     Para ser voluntário, basta ter no mínimo 18 anos e boa vontade. Há um curso de formação e escalas de plantão pré-definidas de comum acordo com quem doa seu tempo e energia para esse trabalho.

    Parabéns aos 2 mil voluntários espalhados por 76 postos pelo Brasil! Mesmo sem divulgação ostensiva na mídia ou apoios consistentes de governos e empresas, o CVV realiza aproximadamente um milhão de atendimentos por ano (30% deles pela internet no CVV online).

    O CVV atende pelo número 141 (188 no Rio Grande do Sul) ou pelo CVV online (cvv.org.br).

    Muito orgulho desse povo que se doa de forma tão bonita na direção do outro, no caso, dos “invisíveis”, que não têm recebido a devida atenção, o amparo e a escuta necessários.

    Vida longa para o CVV!


Fonte: Mundo Sustentável. Adaptado.

Qual das frases foi redigida CORRETAMENTE?
Alternativas
Q3051397 Português
Assinale a alternativa que apresenta correção de ortografia, segundo a norma culta da língua portuguesa: 
Alternativas
Q3051394 Português
Leia o trecho abaixo e assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
_____ alguns anos fui _____Ilha dos Sonhos. _____ estadia lá foi maravilhosa.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IBFC Órgão: TRF - 5ª REGIÃO Provas: IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Administrativa | IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Análise de Dados | IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Comunicação Social | IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Governança e Gestão de tecnologia da Informação | IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Psicologia | IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Segurança da Informação | IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal | IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Análise de Sistemas de Informação | IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Contabilidade | IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Arquivologia | IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Engenharia Civil | IBFC - 2024 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Engenharia Elétrica |
Q3049669 Português
Texto I


    Estava certo. Era preciso passar pelo menos um ano em lugar de bom clima e meu pai decidira mandar-me para Vila da Mata onde os Pereira, nossos primos, me ofereciam a fazenda do Córrego Fundo. O doutor dissera que eu tinha uma lesão de primeiro grau no pulmão direito. Sua luneta de tartaruga, de cordão preto atrás da orelha, dava-lhe um ar sábio infalível. Eu não acreditava na lesão, mas acreditava no doutor.

    À noite, meu pai, já conformado com a ideia da moléstia e da minha próxima ausência, veio ver-me no quarto, fingindo bom humor.

    - Então, seu chefe, as malas estão prontas?

    Nem estavam prontas, nem eu tinha vontade de prepará-las para tal viagem. Francamente ia meterme naquela remota Vila da Mata? Que ideia! Muito mais divertido seria tratar-me na Europa... Na Suíça, por exemplo. Sim, por que não na Suíça? Realmente!

    - Meu pai, se você me deixa ir para a Suíça, eu prometo ficar quietinho num sanatório o tempo todo que você queira. Fico dois, fico três anos. Mas, Vila da Mata, deve ser um degredo. Como é que eu poderia suportar todo um ano na fazenda dos Pereira? Tenho horror à roça, você não ignora.

    - Não senhor, não senhor. O médico é quem sabe. Ele acha excelente o clima de Vila da Mata. Além do que, você estando com os Pereira, não poderá fazer extravagâncias... Terá que proceder com muito juízo. Eles me trarão ao corrente de seus passos...

    Sorriu com ar de triunfo. No fundo, a preocupação de meu pai era apenas aquela: impedir-me de fazer o que ele chamava “extravagância”. Eu compreendia.

    (COUTO, Ribeiro. Cabocla. Rio de Janeiro: Ediouro, 17ª Ed. P.13)
Na passagem “Sim, por que não na Suíça?” (4º§), ocorre o emprego de uma das formas do “porquê”. Assinale a alternativa cuja lacuna deveria ser preenchida por essa mesma forma.
Alternativas
Q3046456 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras e expressões foram empregadas de modo adequado. 
Alternativas
Q3046424 Português
Considere o seguinte texto, do qual foram excluídos alguns termos:
      São Lourenço da Mata pode ser considerada uma das cidades mais antigas do Brasil. Os registros históricos remetem à presença de indígenas Tupinambás em uma época por volta de 1554, ____________ houve disputas com os colonizadores portugueses, em uma região por ____________ passam os rios Capibaribe e Beberibe, ____________ banham grande parte de Pernambuco.
IBGE. São Lourenço da MataIBGE. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pe/sao-lourenco-da-mata/historico. Acesso em: 18 jul. 2024. Adaptado.

As palavras que completam corretamente as lacunas, na sequência em que aparecem no texto, são: 
Alternativas
Q3044313 Português

Texto 2

Paris


Beatriz Souza aplica golpe em Izayana Marenco, da Nicarágua - Arlette Bashizi/REUTERS


Era o dia de Teddy Riner, um dos maiores judocas da história, e de uma França que veste quimono nas Olimpíadas. Até o presidente Emmanuel Macron estava na Arena Campo de Marte. Mas era o dia também de Beatriz Souza, a Bia, 26, que surpreendeu as favoritas, a líder do ranking e a campeã europeia, para conquistar o primeiro ouro do Brasil nos Jogos de Paris-2024.

Foi o terceiro pódio do judô na capital francesa. William Lima e Larissa Pimenta já haviam conquistado uma prata e um bronze, respectivamente. O esporte acumula agora 27 premiações e é, até aqui, o principal motor de desempenho do Time Brasil em Paris.

Natural de Itariri (SP) e atleta do clube Pinheiros, Bia venceu na semifinal Romane Dicko, atual líder do ranking mundial da categoria pesado (+ 78 kg), bronze em Tóquio-2020 e ouro na disputa mista, junto com Riner. E uma barulhenta torcida francesa, que estava no estádio por causa dela, mas principalmente devido à presença de Riner na semifinal masculina. “É, mas eu consigo fazer essa parte de audição seletiva. Eu consigo me concentrar totalmente na luta, no meu momento, focada em mim. No que eu quero fazer, no que eu sei fazer. E, independentemente de quem está ali na minha frente, eu sei que eu estou preparada”, contou depois, com a medalha na mão e um largo sorriso no rosto. “Ainda não caiu totalmente a ficha, estou transbordando de felicidade.” (…)


Folha de S. Paulo, 02/08/2024, José Henrique Mariante

https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2024/08/beatriz-souzaconquista-primeiro-ouro-do-brasil.shtml


Texto 3

Carta aberta a Rebeca Andrade


Quando você sobe ao pódio, mais do que medalhas,

vejo a representação de um futuro mais igualitário


Prezada Rebeca,


O espírito olímpico é a personificação da superação e da união, um ícone da esperança que transcende fronteiras e celebra a capacidade humana de vencer desafios. As Olimpíadas não são apenas uma competição esportiva; elas são como um altar, capazes de definir conceitos para a humanidade. Sua presença em Paris, querida Rebeca, é o testemunho vivo desse espírito transformador. Quero dizer-lhe porquê.

A icônica imagem — que o futuro sempre celebrará— em que você recebe homenagens de suas colegas ginastas americanas é tão poderosa quanto aquelas das vitórias de Jesse Owens nos Jogos Olímpicos de 1936 em Berlim. Assim como Owens quebrou barreiras raciais e desafiou o regime opressor de Hitler e da Alemanha nazista, também você está escrevendo uma nova página na história.

Um pódio da ginástica olímpica composto apenas por mulheres negras seria por si só um feito. Mas o gesto dessas ginastas, vindas do Norte, reverenciando você, uma mulher do Sul, é um símbolo de transformação na humanidade.

Desde o primeiro salto até a aterrissagem perfeita, você não apenas desafiou as leis da física, mas também quebrou barreiras sociais e culturais. Cada movimento seu foi testemunho da força e da resiliência humanas e uma ode à perseverança e ao talento. Seu pódio, engrandecido pela simultânea vênia das americanas, não é só um cumprimento, é símbolo de um ponto de virada histórico.


https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jose-manueldiogo/2024/08/carta-aberta-a-rebeca-andrade.shtml Folha de S. Paulo, 07/08/2024, José Manuel Diogo


Assinale a alternativa correta em relação ao texto 3, nos aspectos gramaticais.
Alternativas
Q3044076 Português
Entre as frases a seguir, do livro A Cidade e as Serras, de Eça de Queiroz, assinale aquela em que a forma sublinhada está mal-empregada. 
Alternativas
Q3040075 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente a seguinte frase:

Nem todos os leitores ___ a atenção e o cuidado ___ durante a leitura. Muitos não se ___ ao que ___ nas entrelinhas do texto, comprovando que a pressa é mesmo inimiga da perfeição.
Alternativas
Q3036219 Português

Instrução: Leia o Texto I e II para responder a questão.


Texto I


Quem foi Lidia Poët? Conheça a história real por trás de “As Leis de Lidia Poët”, da Netflix


    Com o intuito de diversificar seu catálogo, a Netflix divulgou em seu catálogo a íntegra da série “As Leis de Lidia Poët”, drama de época que mostra as lutas diárias de uma advogada em um tempo sombrio para as mulheres. O interesse crescente pela série faz com que muitas pessoas pesquisem o que é fato por trás do enredo de “As Leis de Lidia Poët“. Conheça, a seguir, detalhes sobre a vida da mulher que inspirou o drama: 

    Nascida em uma pequena aldeia italiana no ano de 1855, Lidia Poët estudou na Faculdade de Direito da Universidade de Torino e se formou aos 25 anos. Posteriormente, ela atuou em um escritório de advocacia até que recebesse sua inscrição na Ordem dos Advogados de Turim, após 2 anos de formada. 

    Desde que foi aprovada, contudo, o destaque de Lidia Poët em um meio majoritariamente masculino não agradou os demais homens do grupo, que recorreram à aceitação. Mesmo que tenha sustentado seus pontos com altivez, Lidia teve seu acesso negado por um procurador-geral, que argumentou que mulheres não poderiam ocupar o posto. Posteriormente, ela recorreu a outros tribunais, que voltaram a negar seu direito de exercer a profissão por ser mulher. 

    Desde então, Lidia Poët passou a ser um exemplo internacional da luta das mulheres por justiça, especialmente dentro da carreira de Direito – um meio até hoje machista. As fortes posições de Lidia renderam debates na sociedade da época e, graças a ela, o papel da mulher Italiana no Direito passou a ser discutido. 

    Os homens afirmavam que os únicos que apoiavam o trabalho de Lidia eram “celibatários solteiros”. Na época, um Ministro da Justiça argumentou que não era favorável à inserção de mulheres em profissões de destaque, pois estas não pertenciam à aristocracia. A partir de então, passou-se a discutir o papel do marido na responsabilidade pelos atos de suas mulheres como advogadas e como as palavras masculinas se adaptariam à prática do Direito. 

    Nos dias restantes de sua vida, Lidia Poët continuou lutando pelo direito internacional das mulheres. Foi apenas em 1919, contudo, que as mulheres puderam ocupar lugares de destaque no Direito. Um ano depois, com 65 anos de idade, ela conseguiu finalmente adquirir o título de advogada. 

Disponível em: https://sobresagas.com.br/conheca-historia-real-por-tras-as-leis-de-lidia-poet-netflix/. Acesso em: 22 de março de 2024.


Texto II

“Dizem que nós fomos silenciosas historicamente. Mentira. Nós fomos silenciadas”, diz Cármen Lúcia em sessão do Dia da Mulher


Supremo Tribunal Federal realiza sessão especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Única ministra mulher da Corte falou sobre a luta pela igualdade de gênero. 

    A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em discurso nesta quintafeira (7), em homenagem ao Dia da Mulher, que as mulheres foram silenciadas ao longo da história. 

    Cármen Lúcia é a única mulher entre os 11 ministros do tribunal. Em toda a história de 132 anos do STF, ela é uma das três mulheres que já foram ministras. As outras duas são as ministras aposentadas Rosa Weber e Ellen Gracie. 
    "Dizem que nós fomos silenciosas historicamente. Mentira. Nós fomos silenciadas, mas sempre continuamos falando, embora muitas vezes não sendo ouvidas", afirmou a ministra.

    Nesta sessão especial, o STF tem na pauta processos relativos aos direitos das mulheres. Entre eles, a ação que questiona o uso, em processos na Justiça, de estratégias de desqualificação e culpabilização das vítimas de crimes sexuais.

Disponível em: https://g1.globo.com/politica/noticia/2024/03/07/dizem-que-nos-fomos-silenciosas-historicamente-mentira-nos-fomos-silenciadas-diz-carmen-lucia-em-sessao-do-dia-da-mulher.ghtml. Acesso em: 22 de março de 2024.

Assinale a alternativa que apresenta o fragmento do texto em que ocorre um DESVIO de estilo, considerando o bom uso do português escrito padrão.
Alternativas
Q3034448 Português
Com base nas normas de uso dos porquês, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) por que
(2) por quê
(3) porque
(4) porquê

( ) Lembrei-me da história ______ ela era engraçada.
( ) Gostaria de saber o ______ dessa algazarra toda.
( ) O professor não corrigiu as provas ______?
( ) Não sei ______ ele está tão triste. 
Alternativas
Q3034250 Português
Meias facilitam o sono

Minha esposa é fetichista de meias. São seus esquis de pano pela casa. Ela não abdica de um bom par felpudo para adormecer. E não é que ela tem razão?

Não posso mais reclamar das suas peças encardidas.

Pesquisas de neurociência indicam que dormir de meias facilita o sono. Nosso organismo está mais quente durante a tarde, especialmente entre 16h e 20h, nos períodos de hiperatividade.

A partir do anoitecer e do desacelerar das atividades profissionais, seguindo os ponteiros do nosso relógio biológico, nossa temperatura começa a cair e passamos a experimentar dormência, a bocejar, a pedir uma pausa. Nesse instante, as meias ajudam o esfriamento equilibrado do corpo.

Proteger as extremidades nos deixa anestesiados das preocupações e eleva o nosso bem-estar. Pés aquecidos são amigos da paz e da tranquilidade. São aliados do relaxamento. Além da proteção térmica, é um conforto emocional equivalente a uma xícara de chá quente, ou um copo de leite morno, ou roupas de cama lavadas.

O que explica por que Beatriz é uma pedra ao meu lado, uma pedra sonhando oceanos. Não acorda por nada, nem pelo meu ronco − aquelas meias também devem funcionar como protetores auditivos.

Eu não sou adepto das meias na cama. Não suporto a ideia de ter meus pés presos. Um simples tecido aperta a minha circulação como grilhões na hora de me encontrar com Morfeu.

Durante o dia, não tenho problema nenhum. Sou bem gaúcho, combino as meias com os chinelos. Meu trauma é no momento de me deitar.

Acho que, para contrabalançar, vou dormir de luvas. Assim também corrijo o defeito da intimidade dos dedos absolutamente gelados.

Sempre que tento fazer um carinho de boa-noite nas suas costas, minha esposa diz:

— Parece morto. Aqueça suas mãos antes.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

Acesso em: https://tinyurl.com/yu4ekz8f
No trecho "O que explica POR QUE Beatriz é uma pedra ao meu lado, uma pedra sonhando oceanos", o termo em destaque foi corretamente empregado assim como em "Será que o cachorro está bravo desse jeito POR QUE ele está ouvindo um barulho estranho no quintal?"
Alternativas
Q3033228 Português

Leia o post a seguir veiculado no Instagram sobre dicas de Língua Portuguesa:


Q38.png (481×300)

Levando em consideração ao que foi explicitado acima, a frase que comete uma INFRAÇÃO quanto às regras da gramática normativa é:

Alternativas
Q3029546 Português
Entre as frases abaixo – do livro “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queiroz –, aquela em que a forma sublinhada está mal-empregada é:
Alternativas
Q3029542 Português
A frase abaixo em que houve ERRO no emprego da forma “há”, em lugar de “a”, é:
Alternativas
Q3029539 Português
A frase abaixo em que houve troca indevida entre “afim” e “a fim” é:
Alternativas
Respostas
1021: B
1022: A
1023: B
1024: A
1025: D
1026: B
1027: D
1028: A
1029: B
1030: E
1031: A
1032: C
1033: B
1034: A
1035: A
1036: E
1037: C
1038: B
1039: D
1040: C