Questões de Concurso
Sobre problemas da língua culta em português
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"[...] entenda ____________ o país está bebendo menos, como esse comportamento aparece na vida das pessoas e de que forma o mercado se reorganiza para atender o novo consumidor brasileiro.
______________ os jovens bebem menos?
A geração Z é a que menos consome álcool. Dados de uma pesquisa da MindMiners feita com 3 mil pessoas indicam que, entre os jovens da geração, de 16 a 30 anos, apenas 45% afirmam beber."
(Disponível em: https://g1.globo.com/empreendedorismo/noticia/2025/11/16/consumo-alcool-brasil-pesquisa-impactos.ghtml. Acesso em 16 nov. 2025. Adaptado.)
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas do excerto:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Não é assim tão fácil deixar para sempre uma cidade, qualquer que seja ela. Difícil já está sendo, para começar, deixar o apartamento que ocupo, cujo dono, que me exigiu luvas para entrar, só falta exigir-me luvas para sair. Mais difícil foi vender por 150 dólares a mobília que tive de comprar por 200, apesar dos inúmeros melhoramentos nela introduzidos – inclusive a poltrona vermelha que conta agora com um pé de madeira autêntico, em lugar dos catálogos de telefone que a amparavam. Dificílimo, quase impossível, foi fazer o novo dono da mobília aceitar com elas os cacarecos que deixarei atrás de mim, juntados por prementes necessidades domésticas de quem nunca pensou em viver aqui e foi ficando: panelas, vassouras, talheres e um espremedor de laranja, no qual gostaria de espremer a língua do vendedor que me assegurou tratar-se da última palavra numa cozinha moderna.
De tudo, porém, o que nas mudanças maior dificuldade cria é a capacidade de adaptação exigida ao nosso vulnerável comodismo de ocasião, é o desprendimento gregário que nos leva a passar de um bando para outro bando, ou de uma vida para outra vida anterior que o tempo já apagou e que a viagem de volta não consegue mais reatar.
(Fernando Sabino, As melhores crônicas de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: Best Bolso, 2008.)
1._________ está tão difícil a captação de informações?
2.Ela é muito especial para mim, você sabe _________.
3.Não foi à escola __________ não se sentia bem e estava febril.
4.Nunca entenderá o __________ da minha decisão.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas:
Assinale a alternativa que contém erro gramatical.
Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita do trecho acima totalmente correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Encontro de memórias
Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos, em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as revistas de cifras na cama e deixava que os acordes preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de paz.
O segundo dia em que a terra parou veio doze anos depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias em que quase todos decidiram — ou foram obrigados — a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não por vontade própria.
Assim como no primeiro dia, Raul também estava presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso, continuavam guardadas na estante, preservando uma memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava a se mover dentro de mim.
Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a Terra parou". É ali que a memória repousa — entre acordes simples e a sensação de que, por um instante, tudo realmente ficou imóvel.
Texto Adaptado
LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.
No trecho "O segundo dia em que a terra parou veio doze anos depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias em que quase todos decidiram — ou foram obrigados — a permanecer em casa.", é possível aplicar diferentes operações sintáticas (deslocamento, substituição, modificação e correção), sem comprometer a correção gramatical e o sentido original. Assinale a alternativa em que a operação aplicada está correta, de acordo com os princípios normativos da gramática do português.
Na imagem do painel publicitário acima, há um desvio da norma culta no que se refere à:
Assinale a alternativa INCORRETA, que apresenta erro de concordância verbal.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
O sagrado da mesa
Quando sentamos para comer, existe algo de reverência nesse gesto. Aqui, em nossa região de colonização italiana, esse costume está enraizado no coração das pessoas. As famílias se juntam não só para saciar a fome, mas para partilhar o tempo, o riso, as preces, as histórias e o pão. A mesa torna-se um altar do cotidiano, onde se celebra a vida.
Muitas vezes minha mãe dizia para nunca jogar comida fora, _____ o alimento é sagrado. Pela casa, repetia com voz mansa e presença firme: “Cuidado para não desperdiçar, ______ um dia pode faltar.” Eram pequenas lições temperadas com afeto e sabedoria que servia entre o fogão e a mesa, ensinando-nos a valorizar e a respeitar o que nos sustenta.
Mas o que tem acontecido é que muitas famílias estão entregando esse momento ao automatismo. As conversas cederam às telas; o barulho dos talheres se mistura ao som da televisão, e o silêncio foi substituído pelas distrações. Cada um come apressado, sozinho, no seu canto. E assim, o alimento perde o sentido que tinha: o de reunir. Nesse mesmo descuido, revela-se outra contradição dolorosa: enquanto sobra comida em algumas mesas, falta em tantas outras. No Brasil, cerca de 30% de tudo o que se produz é jogado fora, o que representa mais de 46 milhões de toneladas de alimentos por ano. Um verdadeiro absurdo diante da fome e da desigualdade.
Em 2022, o país voltou ao mapa da fome, com 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave. Três anos depois, segundo a FAO (Food and Agriculture Organization), o Brasil deixou novamente esse mapa, mas a realidade permanece alarmante. O que os números revelam vai além das estatísticas: somos uma nação que, apesar de sua imensa capacidade de produção, ainda não consegue garantir alimento para todos. A fome não é um destino inevitável e, sim, o resultado das escolhas e prioridades que fazemos ao distribuir e consumir alimentos. Grande parte do desperdício nasce do cotidiano: nas feiras, nos restaurantes, nas casas, onde o olhar se acostumou a descartar o que ainda poderia ser aproveitado. E enquanto o lixo se enche de comida, o prato de muita gente segue vazio. A abundância não redime a fome se não houver partilha.
Talvez o problema esteja justamente no que esquecemos de celebrar. A refeição deixou de ser encontro, deixou de ser consciência. Quando se perde o sentido do alimento, de onde vem, o que custou, quem plantou, perde-se também o vínculo com o outro. E esse vínculo que, se refeito, pode transformar de novo a mesa em espaço de cuidado. Porque o sagrado de comer juntos está menos no prato e mais na presença. E, no fim das contas, é dela que a humanidade ainda tem fome.
Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado). .
( ) A gramática normativa estabelece regras sobre o uso da língua, muitas vezes separando o que é considerado correto ou incorreto segundo padrões cultos.
( ) A gramática descritiva observa a língua tal como é usada pelos falantes, sem impor juízos de valor sobre correção.
( ) A gramática internalizada refere-se às regras conscientes que os falantes estudam formalmente na escola.
( ) A gramática normativa é estática e imutável, enquanto a descritiva acompanha as mudanças reais da língua.
( ) A gramática internalizada permite ao falante produzir sentenças novas, mesmo sem conhecimento explícito das regras, baseando-se no conhecimento intuitivo da língua.
Assinale a sequência correta:
Observe a oração a seguir e responda à questão proposta:
"O relatório foi arquivado por conter diversas descrições suscintas do problema, o que dificultou a análise detalhada do caso."
Considerando a correção vocabular e as regras de regência e significado, identifique a alternativa que classifica corretamente o vício de linguagem presente na oração.
O médico explicou o _________ da internação.
"Iremos nas festas de final de ano celebrar nossa conquista."
Assinale a alternativa que identifica corretamente o tipo de vício de linguagem presente na oração:
Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta do pensamento acima.
I. A equipe de saúde manteve-se favorável a intensificar as ações de busca ativa.
II. Assisti o filme ontem com muita satisfação à ele.
III. O médico insistiu para o paciente realizar exames complementares imediatamente.
Está(ão) correta(s) a(s) seguinte(s) proposição(ões).